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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Melhor horário para passear com seu pet no frio e evitar riscos


Descubra os momentos ideais para levar seu animal à rua e evite riscos à saúde dele

 

Resumo

Cuidar do bem-estar dos pets durante o frio é essencial para evitar desconfortos e doenças. Prefira passeios entre 10h e 15h, aqueça seu cãozinho com roupas e evite horários de temperaturas extremas. Observe sinais de desconforto, proteja as patas e mantenha filhotes e cães idosos ainda mais aquecidos.

O clima gelado exige cuidados redobrados com a saúde dos nossos animais de estimação. Muitos tutores têm dúvidas sobre o melhor horário para passear com o pet no frio.

As baixas temperaturas podem causar grande desconforto e até doenças graves nos animais. Portanto, escolher o momento certo para a caminhada diária é uma medida de proteção essencial.

 

Perigo das primeiras horas da manhã

Passear muito cedo expõe o seu animal aos ventos mais gelados do dia. O orvalho acumulado no chão durante a madrugada gela as patas sensíveis dos cães.

Essa exposição repentina ao frio extremo pode causar quadros de hipotermia muito rápida. Além disso, o choque térmico prejudica o sistema imunológico do seu grande companheiro.

 

Como identificar o frio no animal

Fique atento aos sinais físicos que o seu pet demonstra durante todo o trajeto. Tremores constantes e patas encolhidas indicam que a temperatura está baixa demais para ele.

Se o cachorro choramingar ou recusar a caminhada, volte para casa imediatamente. Respeitar os limites do corpo do seu animal evita problemas respiratórios muito severos.

 

Momento ideal para a caminhada

O período entre as dez da manhã e as três da tarde é o mais seguro. Nesses momentos, o sol já aqueceu o asfalto e dissipou a neblina matinal.

Esse é o melhor horário para passear com o pet no frio com segurança total. Os raios solares também ajudam na produção de vitamina D pelo organismo do animal.

 

Risco dos passeios noturnos

Evite ao máximo as saídas durante o período da noite nos meses de inverno. A ausência de sol faz as temperaturas despencarem de forma muito abrupta nas ruas.

Caso a saída noturna seja inevitável, encurte bastante o tempo de permanência fora de casa. Use roupas adequadas para aquecer o peito e o dorso do seu cãozinho.

 

Cuidados extras para os dias gelados

Cães idosos ou filhotes sofrem muito mais com as quedas intensas de temperatura diárias. Eles possuem uma enorme dificuldade natural para regular o próprio calor corporal.

Para esses grupos mais vulneráveis, os passeios devem ser ainda mais curtos e pontuais. Invista sempre em caminhas quentes e cobertores bem limpos dentro da sua casa.

 

Proteção para as patas sensíveis

O asfalto muito gelado pode causar rachaduras dolorosas nos coxins dos animais. Existem hidratantes específicos para cães que ajudam a proteger essa região tão delicada.

Após retornar do passeio longo, limpe e seque bem as patas do seu companheiro peludo. Isso previne a proliferação indesejada de fungos causados pela umidade acumulada na rua.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/melhor-horario-para-passear-com-seu-pet-no-frio-e-evitar-riscos,af5a7d882a66e31a2d92cd2f77a0376fzyqngdp6.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Alto Astral

segunda-feira, 29 de junho de 2026

Gordura visceral: por que ela é perigosa e como reduzir de forma saudável


Entenda o que é gordura visceral, por que ela é perigosa e como reduzi-la com hábitos simples e saudáveis no dia a dia.

 

Você já ouviu falar em gordura visceral? Mesmo sem ser visível, ela pode representar um dos maiores riscos para a saúde metabólica ao longo do tempo.

 

Diferente da gordura localizada logo abaixo da pele, essa gordura se acumula na região interna do abdômen, envolvendo órgãos como fígado, pâncreas e intestinos.

 

O mais importante é que ela pode estar presente mesmo em pessoas que não apresentam excesso de peso evidente, o que torna sua identificação mais difícil no dia a dia.

 

Por que a gordura visceral merece atenção

A gordura visceral não é apenas um depósito inerte de energia. Ela atua metabolicamente, interferindo no funcionamento do organismo e participando de processos inflamatórios que afetam diversos sistemas do corpo.

 

Quando está em excesso, pode aumentar o risco de condições como:

 

Resistência à insulina e diabetes tipo 2: alterações na forma como o corpo utiliza a glicose podem levar ao aumento do açúcar no sangue.

Doenças cardiovasculares: há maior tendência ao aumento de colesterol LDL, triglicerídeos e pressão arterial.

Fígado gorduroso (esteatose hepática): acúmulo de gordura no fígado que pode evoluir para quadros mais graves se não for controlado.

Inflamação sistêmica: substâncias liberadas por esse tipo de gordura podem afetar o equilíbrio do organismo.

Alterações hormonais: em alguns casos, o excesso de gordura abdominal pode estar associado a desequilíbrios hormonais, especialmente em mulheres.

Essas alterações não acontecem de forma imediata, o que faz com que a gordura visceral seja frequentemente silenciosa no início.

 

Como identificar possíveis sinais de excesso

Não existe uma forma caseira precisa de medir a gordura visceral, mas alguns indicadores podem sugerir atenção:

 

Circunferência abdominal aumentada (em geral, acima de 102 cm para homens e 88 cm para mulheres)

Barriga mais saliente mesmo com peso corporal aparentemente normal

Alterações em exames laboratoriais, como glicose, colesterol e triglicerídeos elevados

Sensação frequente de cansaço sem causa clara

Em casos específicos, exames de imagem como tomografia ou ressonância magnética podem ser utilizados para avaliação mais precisa, geralmente sob orientação médica.

 

Como reduzir gordura visceral de forma saudável

A redução da gordura visceral depende principalmente de mudanças consistentes no estilo de vida. Não existe um único fator responsável, mas um conjunto de hábitos que atuam em diferentes frentes do metabolismo.

 

1. Alimentação com foco em equilíbrio metabólico

A alimentação tem papel central no controle da gordura visceral. Mais do que restrições, o foco deve estar na qualidade dos alimentos consumidos.

 

Priorize:

Gorduras saudáveis: abacate, azeite de oliva extra virgem, peixes como sardinha e salmão, oleaginosas como nozes e amêndoas

Fibras: frutas, verduras, legumes, aveia, quinoa, feijão e lentilha, que ajudam no controle glicêmico e na saciedade

Proteínas de boa qualidade: ovos, frango, peixes e leguminosas, importantes para manutenção da massa muscular

 

Reduza o consumo de:

Açúcares adicionados

Farinhas refinadas

Ultraprocessados

Gorduras trans e frituras frequentes

 

Pequenas mudanças consistentes tendem a ser mais eficazes do que restrições intensas e difíceis de manter.

 

2. Exercícios físicos regulares

A atividade física contribui diretamente para a redução da gordura visceral, especialmente quando combina estímulos diferentes.

Exercícios aeróbicos: caminhada, corrida, ciclismo ou natação ajudam no gasto calórico e na saúde cardiovascular

Treinamento de força: musculação, pilates ou treinos funcionais auxiliam na preservação e ganho de massa muscular, o que influencia o metabolismo

Movimentos no dia a dia: subir escadas, caminhar mais e evitar longos períodos sentado também fazem diferença

A combinação entre exercícios aeróbicos e força costuma trazer melhores resultados do que apenas um tipo de atividade isoladamente.

 

3. Sono adequado e controle do estresse

O sono e o estresse têm impacto direto no metabolismo e na regulação hormonal.

A privação de sono pode afetar hormônios relacionados à fome e saciedade, enquanto o estresse crônico pode influenciar o acúmulo de gordura na região abdominal por meio de alterações hormonais.

 

Algumas estratégias incluem:

Dormir entre 7 e 8 horas por noite, com regularidade

Reduzir estímulos como telas antes de dormir

Inserir pausas ao longo do dia para relaxamento

Praticar atividades de redução de estresse, como respiração profunda, caminhada leve ou hobbies

 

4. Evitar estratégias extremas

Dietas muito restritivas ou promessas de resultados rápidos podem gerar efeitos temporários, mas dificilmente sustentáveis.

Além disso, abordagens muito rígidas podem levar à perda de massa muscular e a alterações no comportamento alimentar, dificultando a manutenção dos resultados.

O mais consistente é adotar mudanças graduais, que possam ser mantidas ao longo do tempo sem impacto negativo na rotina.

 

Quando buscar avaliação profissional

Em casos em que há dificuldade de evolução mesmo com mudanças de hábitos, ou quando existem fatores de risco associados, pode ser importante realizar uma avaliação mais detalhada.

 

Exames que podem ser solicitados incluem:

 

Perfil lipídico (colesterol e triglicerídeos)

Glicemia em jejum

Avaliação de resistência à insulina

Ultrassonografia abdominal

Esses exames ajudam a identificar alterações metabólicas que podem estar associadas ao acúmulo de gordura visceral.

 

O que realmente importa no controle da gordura visceral

A redução da gordura visceral não depende de uma solução única, mas de um conjunto de escolhas consistentes ao longo do tempo.

 

Alimentação equilibrada, atividade física regular, sono adequado e manejo do estresse formam a base desse processo. Não se trata de mudanças rápidas, mas de ajustes sustentáveis que impactam diretamente a saúde metabólica.

 

Com o tempo, o corpo responde a essas mudanças de forma progressiva, refletindo não apenas na composição corporal, mas também na energia, disposição e funcionamento geral do organismo.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/gordura-visceral-por-que-ela-e-perigosa-e-como-reduzir-de-forma-saudavel,3f52be0549c0f1aff34a2a9ce941b932qrvh2nmh.html?utm_source=clipboard - Por: Enf. Raquel Souza de Faria / SaúdeLAB - Foto: SaúdeLAB

sábado, 7 de fevereiro de 2026

7 sinais de que o exercício está sobrecarregando o corpo


Aprenda a identificar o limite entre o treino eficiente e o perigo do overtraining

 

Praticar exercícios físicos é essencial para uma vida longa e saudável hoje. Muitos buscam resultados rápidos e acabam ignorando os limites do próprio corpo. A linha entre um treino intenso e o excesso é muito tênue.

 

Em 2026, a busca pela alta performance atingiu níveis recordes nas academias. No entanto, o descanso é tão importante quanto o levantamento de peso. Sem a recuperação adequada, o corpo entra em um estado de estresse crônico.

 

O termo médico para esse desgaste excessivo é chamado de overtraining. Ele acontece quando o volume de treino supera a capacidade de recuperação. Confira abaixo os sete sinais de que você precisa desacelerar o ritmo.

 

1. Fadiga persistente que não passa

Sentir cansaço após uma sessão de corrida ou musculação é normal. O problema surge quando esse cansaço não desaparece após uma noite de sono. Você acorda sentindo que não descansou absolutamente nada durante o repouso.

Essa fadiga persistente afeta o desempenho nas tarefas simples do cotidiano. Subir uma escada ou caminhar até o trabalho parece um esforço hercúleo. É o seu sistema nervoso central enviando um alerta de esgotamento total.

 

2. Dores musculares que duram dias

A dor muscular tardia costuma durar entre 24 e 48 horas após treinar. Se a dor ultrapassa esse período, algo pode estar errado na sua rotina. Dores agudas em articulações ou tendões são sinais de inflamação severa.

Treinar sobre a dor constante aumenta drasticamente o risco de lesões graves. O tecido muscular precisa de tempo para se reconstruir e ficar forte. Ignorar esse sinal pode afastar você dos treinos por meses seguidos.

 

3. Alterações bruscas no humor

O exercício físico é conhecido por liberar endorfina e gerar felicidade. Porém, o excesso de esforço causa o efeito contrário no cérebro humano. A sobrecarga eleva os níveis de cortisol, o hormônio do estresse.

Você pode se sentir irritado, ansioso ou sem paciência com as pessoas. A falta de motivação para ir treinar também é um sintoma clássico. Se o que antes dava prazer agora gera angústia, seu corpo pede trégua.

 

4. Queda inexplicável na performance

Você está treinando mais, mas parece estar ficando cada vez mais fraco. Cargas que antes eram fáceis de levantar agora parecem pesadíssimas no treino. O seu tempo na corrida está piorando mesmo com o esforço dobrado.

Essa queda de rendimento é um dos sinais mais claros de sobrecarga. O corpo não tem substrato energético para manter a intensidade que você exige. Nesse estágio, treinar mais forte apenas piora o quadro de rendimento.

 

5. Distúrbios no sono e insônia

Parece contraditório, mas o cansaço extremo pode impedir você de dormir bem. A sobrecarga mantém o sistema de alerta do corpo ligado o tempo todo. Você sente o corpo exausto, mas a mente não consegue “desligar” à noite.

A insônia prejudica a liberação do hormônio do crescimento, o famoso GH. É durante o sono profundo que os músculos se recuperam e crescem. Sem dormir, você interrompe o ciclo de evolução física e mental.

 

6. Sistema imunológico fragilizado

O excesso de exercício físico suprime a capacidade de defesa do seu organismo. Você começa a ter resfriados, gripes ou infecções com muita frequência diária. Pequenos cortes ou machucados demoram muito mais tempo para cicatrizar bem.

O corpo está tão focado em reparar músculos que esquece da imunidade. Ficar doente com constância é um aviso de que a energia acabou. Recuperar a saúde deve ser sua prioridade absoluta antes de voltar à carga.

 

7. Perda de apetite e alterações cardíacas

A sobrecarga afeta o sistema digestivo e o ritmo do seu coração. Você pode sentir falta de apetite ou náuseas após treinos muito longos. O coração também pode apresentar uma frequência cardíaca de repouso elevada.

Se os seus batimentos estão acelerados logo ao acordar, fique atento hoje. Isso indica que o seu coração está trabalhando demais para manter o equilíbrio. Monitorar a frequência cardíaca é uma excelente forma de prevenir o estresse.

 

Como recuperar o corpo da sobrecarga

O primeiro passo para a recuperação é aceitar a necessidade do repouso. O descanso não é perda de tempo, mas parte integrante do seu treino. Reduza o volume e a intensidade das atividades por pelo menos uma semana.

Invista em uma alimentação rica em nutrientes e muita hidratação diária. Massagens, liberação miofascial e banhos mornos ajudam a relaxar a musculatura tensa. Escute o que o seu corpo diz antes que ele pare à força.

Aumentar o tempo de sono é a melhor estratégia de recuperação gratuita. Tente dormir pelo menos oito horas de qualidade em um ambiente escuro. O equilíbrio entre esforço e pausa é o segredo dos grandes atletas.

 

Treine com inteligência

Ter um estilo de vida ativo é maravilhoso, mas exige muita sabedoria. A disciplina deve servir para melhorar sua vida, não para destruí-la aos poucos. Aprenda a diferenciar o desafio saudável da punição física desnecessária hoje.

Consulte um profissional de educação física e um médico regularmente para orientação. Eles podem ajustar o seu plano de treinos conforme a sua resposta física. Respeitar seus limites é a forma mais inteligente de garantir resultados reais.

Lembre-se: a constância vence a intensidade desordenada a longo prazo sempre. Seja gentil com o seu corpo e ele levará você muito longe. Mantenha o foco na saúde e a estética será apenas uma consequência natural.

 

Fonte: https://sportlife.com.br/7-sinais-de-que-o-exercicio-esta-sobrecarregando-o-corpo/ - Foto: Shutterstock

sábado, 25 de outubro de 2025

Entenda o perigo do consumo excessivo de açúcar


A ingestão acima do ideal impacta diretamente o funcionamento do corpo e o equilíbrio metabólico

 

O Halloween não é uma tradição brasileira, mas a comemoração caiu no gosto do público — inclusive entre os adultos. Escritórios promovem festas temáticas, academias entram no clima e, em casa, é difícil resistir aos doces que sobram das brincadeiras das crianças. Chocolates, balas e sobremesas carregadas de caldas e recheios passam a circular com mais frequência, e o que parece uma diversão inofensiva pode, na verdade, trazer riscos à saúde.

 

Uma revisão publicada na revista britânica The BMJ, chamada "Dietary sugar consumption and health: umbrella review", mostrou que o consumo excessivo de açúcar está associado a 45 efeitos negativos no organismo, entre eles obesidade, diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, depressão e envelhecimento precoce.

 

Embora o açúcar tenha um papel cultural e emocional importante, presente em comemorações, recompensas e até no afeto, a ciência vem reforçando que o consumo acima do ideal impacta diretamente o funcionamento do corpo e o equilíbrio metabólico.

 

Riscos do açúcar para os sistemas do organismo

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a recomendação é limitar o consumo de "açúcares livres" a menos de 25 gramas por dia, o equivalente a seis colheres de chá. No entanto, boa parte da população ultrapassa facilmente essa quantidade já no café da manhã.

 

O médico Danilo Almeida, pós-graduado em Nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e em Metabolômica pela Academia Brasileira de Medicina Funcional Integrativa, explica que o açúcar em excesso interfere em praticamente todos os sistemas do organismo.

 

"O corpo humano não foi projetado para lidar com o volume de açúcar presente na alimentação moderna. Esse consumo contínuo causa picos de glicose e insulina, aumenta a inflamação, desregula hormônios e acelera o envelhecimento celular", afirma.

 

Impacto do açúcar no metabolismo

O açúcar é uma fonte rápida de energia, mas, quando ingerido em excesso, o que o corpo não usa é transformado em gordura e armazenado, especialmente na região abdominal. Isso contribui para a resistência à insulina, quadro em que o organismo perde a capacidade de usar a glicose de forma eficiente. "Esse é o primeiro passo para o desenvolvimento de diabetes tipo 2, hipertensão e dislipidemia", explica o médico.

 

Além do impacto metabólico, o açúcar também afeta o cérebro. Seu consumo em excesso estimula a liberação de dopamina, neurotransmissor associado à sensação de prazer, o que explica o comportamento compulsivo. "O açúcar ativa os mesmos circuitos cerebrais de recompensa que algumas drogas. Por isso, quanto mais a pessoa consome, mais sente necessidade de consumir de novo", destaca Danilo Almeida.

 

Fontes escondidas de açúcar

O açúcar não está apenas em sobremesas e refrigerantes. Ele aparece, muitas vezes disfarçado, em alimentos considerados "salgados" ou "saudáveis". Pães de forma, molhos prontos, iogurtes, cereais matinais e até produtos light e zero podem conter grandes quantidades de açúcares adicionados. "O consumidor precisa ler o rótulo. Ingredientes como xarope de glicose, maltodextrina, dextrose e frutose são diferentes nomes para o mesmo açúcar", alerta o médico.

 

Segundo ele, mesmo os sucos de fruta industrializados e as bebidas à base de plantas podem conter grandes quantidades de açúcares livres, já que a estrutura da fruta é rompida e a fibra, responsável por retardar a absorção da glicose, é perdida.

 

O consumo excessivo de açúcar afeta o organismo de diversas formas, inclusive impactando o equilíbrio hormonal, a imunidade e a saúde mental

 

Consequências silenciosas

A ingestão excessiva de açúcar também pode influenciar o equilíbrio hormonal, a imunidade e a saúde mental. "O excesso de glicose circulante aumenta o estresse oxidativo e a inflamação sistêmica. Com o tempo, isso prejudica a função das mitocôndrias (as 'usinas de energia' das células) e reduz a capacidade de regeneração do organismo", explica Danilo Almeida.

 

A longo prazo, esse desequilíbrio contribui para fadiga constante, dificuldade de concentração, aumento da gordura visceral e maior risco de doenças crônicas. Em homens, pode até reduzir os níveis de testosterona; em mulheres, agrava desequilíbrios hormonais ligados à síndrome dos ovários policísticos (SOP).

 

Como reduzir o consumo sem abrir mão do sabor

Para equilibrar o paladar, o médico recomenda substituir os açúcares simples por fontes naturais e alimentos integrais, ricos em fibras e nutrientes. "As fibras desaceleram a absorção da glicose e evitam os picos de insulina. Além disso, o consumo de gorduras boas e proteínas em todas as refeições ajuda a controlar o apetite e reduzir a vontade de comer doce", orienta.

 

Boas estratégias incluem:

 

Trocar refrigerantes e sucos industrializados por água com limão ou frutas frescas;

Priorizar frutas inteiras em vez de sucos;

Cozinhar e adoçar em casa, usando menos açúcar;

Ler os rótulos e identificar os nomes escondidos do açúcar;

Evitar sobremesas após todas as refeições, reservando-as para ocasiões especiais.

Adoçar menos é um hábito treinável

 

O paladar é adaptável e, com o tempo, o organismo aprende a apreciar sabores menos intensos. "Depois de algumas semanas reduzindo o açúcar, o cérebro reconfigura a percepção do doce. Aquilo que antes parecia 'sem graça' passa a ter sabor suficiente", explica o médico.

 

Ele lembra ainda que a qualidade do sono e o manejo do estresse influenciam o desejo por doces. "Pessoas cansadas e ansiosas tendem a buscar açúcar como compensação emocional. Por isso, cuidar da mente também é uma forma de cuidar do metabolismo", afirma. 

 

Para Danilo Almeida, não há problema em comer um doce de vez em quando. "O perigo está na rotina, no açúcar que aparece todos os dias, em pequenas doses, sem que a gente perceba", finaliza.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/entenda-o-perigo-do-consumo-excessivo-de-acucar,1ae7b23f5d3d4275e74e32ac7b6bfe7dqco6xpch.html?utm_source=clipboard - Por Paula de Paula - Foto: Fascinadora | Shutterstock / Portal EdiCase

quarta-feira, 13 de março de 2024

Como os alimentos ultraprocessados podem se tornar o novo assassino silencioso


Acúmulo de substâncias nocivas

 

Embora a obesidade e a falta de atividade física sejam contribuintes bem reconhecidos para a morbidade e a mortalidade evitáveis, outro perigo emergente nos ronda: O consumo sem precedentes de alimentos ultraprocessados.

 

Este pode ser o novo "assassino silencioso", assim como o foram o tabagismo e a pressão arterial elevada não reconhecida nas décadas anteriores.

 

Dawn Sherling e colegas da Universidade Atlântica da Flórida (EUA) afirmam que isso pode se dever ao acúmulo no organismo humano de compostos químicos ingeridos através de uma dieta rica em alimentos ultraprocessados.

 

Dos refrigerantes aos cereais em caixinhas, dos salgadinhos embalados às carnes processadas, os alimentos ultraprocessados são repletos de aditivos. Óleo, gordura, açúcar, amido e sódio, bem como emulsionantes como carragenina, mono e diglicerídeos, carboximetilcelulose, polissorbato e lecitina de soja continuam a retirar nutrientes saudáveis dos alimentos, ao mesmo tempo que introduzem outros ingredientes que também podem ser prejudiciais para a saúde humana.

 

O resultado é que centenas de novos ingredientes nunca encontrados pela fisiologia humana são agora encontrados em quase 60% da dieta do adulto médio e em quase 70% da dieta das crianças (essas medições foram feitas nos EUA).

 

"Quando os componentes de um alimento estão contidos em uma matriz alimentar natural e integral, eles são digeridos mais lentamente e de forma mais ineficiente, resultando em menos extração de calorias, menores cargas glicêmicas em geral e menor aumento de lipoproteínas ricas em triglicerídeos após a ingestão, o que poderia resultar em placa aterosclerótica," explicou o professor Allison Ferris, coordenador do estudo. "Portanto, mesmo que os aditivos problemáticos fossem removidos dos alimentos ultraprocessados, ainda haveria preocupação com um consumo excessivo destes produtos, possivelmente levando à obesidade, diabetes e doenças cardíacas."

 

Atuando contra a microbiota saudável

 

Segundo os pesquisadores, um mecanismo plausível para explicar os perigos à saúde é que os alimentos ultraprocessados contêm emulsificantes e outros aditivos que o trato gastrointestinal dos mamíferos em sua maioria não digere. Eles podem atuar como fonte de alimento para a nossa microbiota e, dessa forma, podem estar criando um microbioma disbiótico que pode promover doenças.

 

"Aditivos, como a maltodextrina, podem promover uma camada mucosa amigável a certas espécies de bactérias encontradas em maior abundância em pacientes com doença inflamatória intestinal," disse Sherling. "Quando a camada mucosa não é mantida adequadamente, a camada de células epiteliais pode tornar-se vulnerável a lesões, como foi demonstrado em estudos de alimentação utilizando carragenina em humanos e outros estudos em modelos de camundongos, utilizando polissorbato-80 e goma de celulose, desencadeando respostas imunológicas no hospedeiro."

 

A equipe também opina que, tal como os perigos do tabaco começaram a surgir em meados do século passado, passaram-se décadas antes que a preponderância das evidências e os esforços das autoridades de saúde levassem a mudanças políticas para desencorajar o uso dos cigarros. Eles afirmam que é provável que iremos percorrer um caminho semelhante no caso dos alimentos ultraprocessados.

 

Checagem com artigo científico:

 

Artigo: Newest updates to health providers on the hazards of ultra-processed foods and proposed solutions

Autores: Dawn Harris Sherling, Charles H. Hennekens, Allison H. Ferris

Publicação: The American Journal of Medicine

DOI: 10.1016/j.amjmed.2024.02.001

 

Fonte: https://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=como-alimentos-ultraprocessados-se-tornar-novo-assassino-silencioso&id=16409&nl=nlds#google_vignette - Redação do Diário da Saúde


Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.

João 3:16


quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

5 dicas para emagrecer no verão sem colocar a saúde em risco


Veja como adotar um estilo de vida equilibrado para aproveitar a estação mais quente do ano

 

No verão, muitas pessoas costumam adotar dietas restritivas e exercícios intensos a fim de perder peso rapidamente. Porém, essa abordagem pode ser perigosa, resultando em riscos físicos e emocionais. Uma transformação saudável implica em hábitos graduais e equilibrados, evitando os extremos. Afinal, não é necessário abdicar do prazer e das escolhas pessoais para alcançar o corpo desejado.

 

Neste ponto, a aceitação e o respeito pelo próprio corpo são elementos essenciais para a construção de uma relação saudável com a alimentação e o exercício. Dessa forma, para emagrecer de forma equilibrada, é crucial estabelecer metas realistas ao longo do processo.

 

O grande perigo das dietas restritivas

Dietas restritivas privam o corpo de nutrientes essenciais, podendo acarretar consequências negativas para a saúde física e mental. Além disso, a pressão imposta por uma rotina de exercícios intensa pode levar a lesões, esgotamento e até mesmo impactar negativamente o bem-estar psicológico. 

 

Matheus Motta, nutricionista responsável pelo programa VigilantesdoPeso no Brasil, afirma que o caminho para um estilo de vida mais saudável está na construção de práticas sustentáveis e adaptáveis. “Ao invés de adotar medidas extremas, é preferível focar em abordagens equilibradas que promovam um emagrecimento mais duradouro. É importante destacar que a saúde vai além da balança. Por isso, é fundamental a incorporação de uma dieta balanceada, rica em nutrientes, aliada a uma rotina de exercícios que seja adequada ao seu corpo e objetivos”, comenta. 

 

Para isso, confira as dicas do VigilantesdoPeso para você cuidar da saúde sem deixar de curtir o verão. Confira!

 

1. Consuma alimentos frescos e saborosos

Explore a riqueza de frutas, vegetais e alimentos frescos que a estação oferece. Criar refeições coloridas e nutritivas é uma maneira deliciosa de manter uma alimentação saudável sem abrir mão do sabor.

 

2. Faça atividades ao ar livre

Aproveite o clima ensolarado para se exercitar ao ar livre. Caminhadas, corridas na praia, ioga ao ar livre e esportes aquáticos são ótimas opções para manter o corpo ativo e a mente revigorada.

 

3. Foque a hidratação

Mantenha-se hidratado, não somente passando cremes hidratantes para a pele, mas também bebendo água, água de coco e sucos naturais. Explore opções de bebidas refrescantes e saborosas, adicionando frutas e ervas para criar combinações únicas.

 

4. Aprecie com moderação

Permita-se saborear algumas delícias típicas do verão sem excessos. O equilíbrio é a chave, então desfrute de um sorvete ocasional ou de um churrasco com amigos, sempre com consciência das escolhas alimentares.

 

5. Cuide do seu etilo de vida

O “ Projeto Verão ” não se trata apenas de aparência, mas também de bem-estar. Encontre atividades que realmente lhe proporcionem alegria e relaxamento, seja praticando um hobby , lendo um bom livro ou dedicando tempo à meditação.

 

Curta o calor do seu jeito, adote um estilo de vida saudável, valorizando escolhas conscientes e prazerosas. Lembre-se de que o verão é uma oportunidade para nutrir o corpo e a alma, sem comprometer o prazer e a autenticidade.

 

Fonte: https://saude.ig.com.br/parceiros/edicase/2023-11-29/5-dicas-para-emagrecer-no-verao-sem-colocar-a-saude-em-risco.html - Por Mariana Cotrim - Por EdiCase - Imagem: Art_Photo | Shutterstock


Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação. 2 Timóteo 1:7


terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Quando o processo de emagrecimento torna-se perigoso? Médica explica


Em suma, o acompanhamento é que dita o ritmo desse objetivo

 

É só comentar sobre emagrecimento, que automaticamente surgem diversas teorias dentro e fora do universo online, não é mesmo? Algumas teses procedem e outras são fakes. Embora existam várias campanhas de conscientização pelo Brasil e mundo afora, ocorrem alguns questionamentos, por exemplo: quando o processo de emagrecimento torna-se perigoso?

 

Saiba como o processo de emagrecimento torna-se perigoso

“Quando é feito sem acompanhamento. Nós temos que avaliar a composição corporal para poder saber como que vai fazer, orientar esse processo de emagrecimento, quanto dar uma estimativa de quantos quilos essa pessoa deve perder para ficar de forma saudável e quanto de gordura que essa pessoa pode perder”, garante em entrevista exclusiva para o Sport Life a médica endocrinologista Dra. Gisele Lorenzoni.

 

Dessa maneira, a explicação da doutora Gisele enfatiza que essa proposta nunca pode ser feita de qualquer jeito e, principalmente, sem nenhuma série de restrições para não acarretar doenças.

 

“Às vezes, a pessoa perde peso e gordura demais e isso pode ocasionar alguns distúrbios psiquiátricos, inclusive como anorexia e bulimia. Quando existe uma restrição muito grande tanto de calorias quanto de nutrientes pode levar a uma deficiência nutricional importante, levar a quadros de hipoglicemias, de hipotensão ou naqueles pacientes, que possuem um componente compulsivo e são muito ansiosos”, complementa Lorenzoni.

 

É comum perder quantos quilos por mês?

Não há um consenso, ou seja, tudo varia conforme o estado de um sujeito, mas que ainda assim dá para traçar uma meta desde que seja baseado em uma proposta saudável.

 

“Não existe uma regra, mas uma perda de peso saudável e significativa por mês em números vamos colocar de 3 a 4kg por mês. É uma boa perda de peso, mas aí é muito relativo”, pondera a médica.

 

Existem fases de emagrecimento?

“Na verdade, isso não é uma regra. O mais importante no emagrecimento é fazer aquela adaptação da dieta, que passamos a fase de emagrecimento e existe a fase de manutenção do peso. Existem alguns métodos que colocam ainda antes do emagrecimento uma desintoxicação e isso pode variar dependendo de qual paciente apresenta alguma patologia ou não associada”, acrescenta a profissional.

 

Quais são os três principais itens para emagrecer?

“Dieta equilibrada em seus nutrientes tanto nos micro quanto nos macronutrientes. Deve envolver uma atividade física realizada de forma regular com acompanhamento nutricional e médico avaliando os exames se existem algumas alterações metabólicas, deficiências nutricionais e alterações hormonais”, termina a Dra. Gisele Lorenzoni.

 

Dado

Essas colocações partem de encontro com a atual realidade nacional. A pesquisa da empresa britânica MANUAL afirmou que um grupo de 44% de brasileiros tentou emagrecer com medicamentos sem prescrição médica.

 

Outro acréscimo desse levantamento é que outra parte de 55% dos brasileiros tentou emagrecer pelo período de cinco anos e que doces, frituras e a falta de motivação foram as principais dificuldades.

 

Fonte: https://sportlife.com.br/quando-o-processo-de-emagrecimento-torna-se-perigoso-medica-explica/ - By Guilherme Faber - Shutterstock


E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos com falsos discursos.

Tiago 1:22


quarta-feira, 2 de agosto de 2023

Sedentarismo pode ser tão perigoso quanto hábito de fumar, diz estudo


Outro trabalho de pesquisa que ilustra a importância de uma vida física ativa

 

Está longe de cumprir com uma rotina de exercícios físicos no seu dia a dia? Está na hora de rever as suas escolhas. Ainda mais depois de um estudo de pesquisadores da Pennington Biomedical Research Center e Arnold School of Public Health, University of South Carolina. Onde as instituições estadunidenses compararam inatividade física e sedentarismo com hábito de fumar.

 

Relação da inatividade física e sedentarismo com hábito de fumar

Esse trabalho de pesquisa mencionou que o tempo entregue para comportamento sedentário em níveis de atividade física e aptidão cardiorrespiratória se relacionam com as taxas de mortalidade.

 

O levantamento citou na sequência a inatividade física com efeito deletério equiparado ao tabagismo e obesidade e a estimativa global que 9,4% de todas as 57 milhões de mortes no mundo do ano de 2008 podem ser atribuídas para inatividade física, o que significa mais de 5 milhões de óbitos pelo planeta.

 

Há ainda na sequência o acréscimo de que também se relaciona com os riscos de obesidade, diabetes mellitus tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares, fragilidade vinculada ao envelhecimento e câncer.

 

Diante dessas constatações, o que sobra é a recomendação de ao menos 250 minutos de exercícios físicos em média e alta intensidade, que associam força e atividades cardiorrespiratórias, para que um sujeito não seja sedentário.

 

Os reforços dos autores

Os estudiosos apontaram que essas diretrizes não sugerem recomendações sobre tempo sedentário ou metas para níveis de aptidão cardiorrespiratória. Ou seja, é interessante para a prevenção de doenças, envelhecimento tranquilo e redução da mortalidade prematura ampliar o foco da mensagem de saúde pública.

 

Dessa maneira, o objetivo da saúde pública seria não só incluir mais exercícios físicos. Mas também uma proposta de menos tempo sentado e com maior aptidão cardiorrespiratória.

 

A visão do cardiologista sobre inatividade física e sedentarismo com hábito de fumar

“A falta de atividade física regular pode ser tão prejudicial à saúde quanto o tabagismo? Bom, basicamente um corpo que não se mexe, né. É um corpo que não tem todos aqueles benefícios e não tem um condicionamento cardiovascular adequado. A resposta: a descarga de adrenalina desse corpo é maior. Você acaba tendo uma lesão na superfície dos vasos, que a gente chama de endotélio e acaba sendo mais exacerbada nos pacientes sedentários. Então, o corpo dele fica mais doente”, respondeu com exclusividade para o Sport Life o cardiologista dos Hospitais Universitário Cajuru e São Marcelino Champagnat Dr. Gustavo Lenci Marques.

 

É adepto do tabagismo, de um longo tempo de sedentarismo e com direito a uma alimentação inadequada? Calma que há uma solução proposta pelo doutor Gustavo para abandonar esses hábitos.

 

“Eu coloco aqui que parar de fumar e praticar exercício é também uma dieta, né? Uma dieta adequada com menos produtos industrializados e menor consumo calórico. São os três pilares: uma alimentação saudável, não fumar e praticar exercício por uma vida longa”, encerrou Lenci Marques.

 

Fonte: https://sportlife.com.br/sedentarismo-pode-ser-tao-perigoso-quanto-habito-de-fumar-diz-estudo/ - By Guilherme Faber - Shutterstock


Louvado seja o Senhor, minha alma, e não se esqueça de todos os seus benefícios – que perdoa todos os seus pecados e cura todas as suas doenças, que redime a sua vida da cova e te coroa com amor e compaixão. (Salmos 103: 2-4)


quarta-feira, 12 de julho de 2023

Frio é especialmente perigoso para a saúde do coração; entenda


Cardiologista explica porque o sistema cardiovascular fica mais suscetível a doenças durante o frio. Veja como prevenir problemas no coração

 

Não são apenas as doenças respiratórias que se tornam mais frequentes no frio. Isso porque as condições cardiovasculares podem se agravar em pessoas que já têm predisposição devido às baixas temperaturas, colocando em risco a saúde do coração.

 

Segundo o Instituto Nacional de Cardiologia, o clima frio do inverno faz aumentar em 30% o risco de infarto. Já os índices de acidente vascular cerebral (AVC) podem ter um crescimento de até 20%.

 

Por que a saúde do coração fica mais vulnerável no clima frio?

O gestor da unidade coronariana do Hospital Icaraí e membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Dr. Cláudio Catharina, explica que o inverno é uma época de mais exigência do sistema cardiovascular, em que existe maior descompensação de doenças respiratórias. Por isso, problemas como infarto, angina, AVC e insuficiência cardíaca se tornam mais frequentes.

 

“Isso acontece em função do ciclo de Influenza e do frio, que fazem um ciclo anual de pico de descompensação, além de uma vasoconstrição, que é a redução do calibre das veias com o objetivo de manter o aquecimento do corpo”, esclarece o médico.

 

Os riscos maiores são para aqueles pacientes com doenças crônicas e com predisposição a problemas cardíacos. O médico explica que não é o frio em si que causa o problema cardiovascular. Porém ele aumenta o risco em pessoas predispostas a problemas cardíacos ou que até já infartaram ou tiveram um acidente vascular cerebral (AVC).

 

Prevenção

Felizmente, a adoção de hábitos saudáveis ajuda a fortalecer a saúde do coração. “Um paciente que sofre de diabetes ou colesterol alto, por exemplo, precisa continuar com sua alimentação saudável e com a prática da atividade física”, destaca o cardiologista.

 

De acordo com o Dr. Cláudio, outras dicas para cuidar do coração durante o inverno é se vacinar para gripe e pneumonia, cuidar da pressão e da dieta. O cuidado com a alimentação, aliás, é imprescindível para afastar as doenças cardiovasculares. Por isso, o médico lembra que as pessoas devem evitar abusar de alimentos calóricos e gordurosos.

 

Fonte: https://www.saudeemdia.com.br/noticias/frio-e-especialmente-perigoso-para-a-saude-do-coracao-entenda.phtml - By Milena Vogado - Foto: Shutterstock


Mil poderão cair ao teu lado, e dez mil à tua direita; mas tu não serás atingido.

Salmos 23:4