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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Estudo associa oito aditivos alimentares comuns a maior risco de pressão alta e doenças cardíacas


Um estudo apresentado pela European Society of Cardiology (ESC) e divulgado pelo portal ScienceDaily analisou a relação entre aditivos alimentares e saúde cardiovascular.

 

Um estudo apresentado pela European Society of Cardiology (ESC) e divulgado pelo portal ScienceDaily analisou a relação entre aditivos alimentares e saúde cardiovascular. A pesquisa acompanhou mais de 112 mil adultos na França por até oito anos e encontrou associação entre o consumo frequente de determinados aditivos, presentes em alimentos ultraprocessados, e maior risco de hipertensão arterial e de doenças cardiovasculares. Os resultados não mostram uma ligação de causa e efeito. Ainda assim, levantam dúvidas importantes sobre o padrão alimentar atual e reforçam alertas já feitos por sociedades médicas.

 

Os participantes registraram, em um contexto de vida real, o que comiam ao longo do tempo. Com base nessas informações, os cientistas cruzaram a ingestão de aditivos específicos com o surgimento de novos casos de pressão alta, infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e outros problemas cardíacos. Dessa forma, o trabalho reforça o debate sobre o papel dos alimentos ultraprocessados na rotina. Além disso, mostra como rótulos aparentemente inofensivos podem esconder substâncias associadas a maior risco para o coração.

 

Como o estudo foi conduzido e quem participou da pesquisa?

O estudo analisado pela ESC utilizou dados de uma grande coorte francesa de base populacional, com voluntários adultos que aceitaram registrar de forma detalhada o que consumiam. No total, mais de 112 mil pessoas permaneceram em acompanhamento por até oito anos. Ao longo desse tempo, os participantes informavam, em vários momentos, sua alimentação diária, incluindo marcas, tipos de produtos e frequência de consumo.

 

Com essas informações, pesquisadores cruzaram cada item registrado com bancos de dados de composição de alimentos e identificaram quais produtos continham determinados aditivos. Em seguida, eles calcularam a quantidade média consumida de cada substância ao longo do acompanhamento. Paralelamente, os cientistas monitoravam a saúde dos participantes e verificavam o surgimento de hipertensão arterial e de eventos cardiovasculares, como infarto do miocárdio, AVC e necessidade de procedimentos de revascularização coronariana.

 

Os pesquisadores também consideraram fatores que poderiam interferir nos resultados, como idade, sexo, tabagismo, prática de atividade física, índice de massa corporal, histórico familiar de doença cardíaca e outros aspectos de estilo de vida. Desse modo, a análise estatística buscou isolar, dentro do possível, o papel de grupos específicos de aditivos. Mesmo assim, os autores ressaltam que o estudo utilizou um desenho observacional, no qual os cientistas apenas observam a vida real sem intervenção direta. Esse formato impede a confirmação de que os aditivos causem de forma direta os problemas detectados.

 

Quais são os oito aditivos associados a maior risco cardiovascular?

O foco principal do estudo recaiu sobre um conjunto de oito aditivos alimentares, amplamente usados pela indústria para conservar, realçar cor ou sabor e evitar a deterioração de produtos. São eles:

 

Sorbato de potássio

Metabissulfito de potássio

Nitrito de sódio

Ácido ascórbico

Ascorbato de sódio

Eritorbato de sódio

Ácido cítrico

Extrato de alecrim

 

Essas substâncias costumam aparecer de forma combinada em muitos alimentos ultraprocessados. Em geral, o nitrito de sódio entra na composição de carnes processadas, como salsichas, linguiças, presuntos e embutidos em geral, pois ajuda a conservar a cor rosada e impede o crescimento de bactérias. Já o sorbato de potássio surge com frequência em queijos industrializados, produtos de panificação, molhos prontos e bebidas adoçadas. Por sua vez, o metabissulfito de potássio aparece em muitos vinhos, frutos secos embalados, sucos industrializados e alguns produtos enlatados.

 

Os compostos relacionados à vitamina C, como ácido ascórbico, ascorbato de sódio e eritorbato de sódio, funcionam como antioxidantes, pois evitam o escurecimento de alimentos, melhoram a aparência e prolongam a validade. O ácido cítrico, por sua vez, atua como regulador de acidez e aparece em refrigerantes, doces, balas, sobremesas prontas, iogurtes saborizados e sucos em pó. Além disso, o extrato de alecrim também exerce função antioxidante e entra na composição de óleos, snacks salgados, carnes processadas e pratos prontos congelados. Em muitos rótulos, essas substâncias surgem com nomes técnicos ou códigos. Assim, a identificação por parte do consumidor torna-se mais difícil.

 

O que o estudo encontrou sobre pressão alta e doenças do coração?

Ao comparar grupos com maior e menor ingestão desses aditivos, os pesquisadores observaram que o consumo mais elevado se associou a um risco estatisticamente maior de desenvolver hipertensão e eventos cardiovasculares ao longo do período de acompanhamento. Em outros termos, pessoas que ingeriam com frequência alimentos ricos nesses aditivos tiveram mais episódios de problemas cardíacos do que aquelas que consumiam quantidades menores. Além disso, o risco parecia aumentar de forma gradual conforme o consumo de ultraprocessados crescia.

 

A análise indicou que a relação não se restringe a um alimento isolado, mas ao conjunto da dieta com alto teor de alimentos ultraprocessados. Esse padrão alimentar geralmente inclui itens com muito sódio, gorduras saturadas e açúcares adicionados e, ao mesmo tempo, menos fibras, frutas, legumes e preparações caseiras. Assim, o estudo sugere que o pacote completo da alimentação industrializada, incluindo os aditivos, pode contribuir para o aumento do risco de pressão alta e doenças do coração. Portanto, os resultados dialogam com outras pesquisas que já relacionam ultraprocessados a obesidade, diabetes tipo 2 e maior mortalidade.

 

Os autores reforçam, porém, que a pesquisa encontrou uma associação estatística. Isso significa que os dados mostram uma ligação observada, mas não provam que os aditivos atuem, por si só, como causa direta dos problemas. Outros elementos presentes na dieta ou no estilo de vida também podem participar dessa relação. Ainda assim, os resultados se mostraram consistentes o suficiente para motivar novas investigações e discussões regulatórias, especialmente sobre rotulagem e limites seguros de uso desses ingredientes.

 

Em que tipos de alimentos esses aditivos aparecem no cotidiano?

Os oito aditivos avaliados aparecem combinados em uma ampla gama de produtos disponíveis em supermercados e lojas de conveniência. Entre os exemplos mais comuns, destacam-se:

 

Carnes processadas: salsichas, presuntos, peito de peru, salames e linguiças, geralmente com nitrito de sódio, extrato de alecrim e antioxidantes como ascorbato e eritorbato de sódio.

Bebidas industrializadas: refrigerantes, sucos prontos, bebidas adoçadas e energéticos, frequentemente com ácido cítrico e, em alguns casos, metabissulfito de potássio.

Produtos de panificação e confeitaria: pães de forma industrializados, bolos prontos, sobremesas e recheios, que podem conter sorbato de potássio, ácido ascórbico e ácido cítrico.

Snacks e alimentos prontos: batatas fritas de pacote, salgadinhos, pratos congelados e molhos prontos, com uso de extrato de alecrim, sorbato de potássio e outros conservantes.

Frutas secas e enlatados: uvas-passas, damascos, alimentos em conserva e alguns vegetais enlatados, com metabissulfito de potássio e antioxidantes.

 

Nesse cenário, consumidores que baseiam grande parte da alimentação em produtos prontos ou semiprontos costumam ingerir diversos aditivos ao longo do dia, muitas vezes sem perceber. Por isso, a leitura atenta dos rótulos, incluindo a lista de ingredientes, ajuda a identificar a presença dessas substâncias e a frequência com que elas aparecem na rotina alimentar. Além disso, comparar marcas, escolher versões com listas menores de ingredientes e priorizar opções com menos aditivos são estratégias práticas para reduzir a exposição.

 

O que os cientistas concluíram e quais são os próximos passos?

Os pesquisadores envolvidos no estudo destacaram que os resultados reforçam a necessidade de atenção ao consumo regular de alimentos ultraprocessados, especialmente entre pessoas com risco maior de doença cardiovascular. A associação observada sugere que reduzir a ingestão de produtos ricos em conservantes, antioxidantes sintéticos e estabilizantes podem representar uma estratégia relevante de saúde pública. Essa medida deve atuar ao lado de outras ações já consolidadas, como evitar o tabagismo, manter atividade física regular e controlar a pressão arterial.

 

Ao mesmo tempo, o grupo responsável pelo trabalho afirma que a comunidade científica ainda precisa de mais estudos, incluindo pesquisas experimentais e ensaios clínicos, para esclarecer o papel específico de cada aditivo no organismo humano. Os pesquisadores também ressaltam a importância de avaliar o efeito combinado dessas substâncias, já que elas costumam aparecer juntas no mesmo produto e podem interagir entre si. Além disso, defendem investigações em diferentes países, a fim de verificar se os resultados se repetem em outros padrões alimentares.

 

Em termos práticos, a pesquisa reforça orientações que sociedades médicas e entidades de nutrição já discutem com frequência: priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, dar preferência a preparações caseiras quando possível e reservar itens ultraprocessados para consumo ocasional, e não diário. Ao trazer dados de um grupo numeroso, acompanhado por vários anos, o estudo apresentado pela European Society of Cardiology amplia o debate sobre a qualidade da alimentação atual e o impacto desse padrão sobre a pressão arterial e a saúde do coração ao longo da vida. Dessa maneira, ele oferece mais um argumento para que consumidores, profissionais de saúde e formuladores de políticas públicas revisem a relação com produtos industrializados.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/estudo-com-mais-de-112-mil-pessoas-associa-oito-aditivos-alimentares-comuns-a-maior-risco-de-pressao-alta-e-doencas-cardiacas,af614028fbb7035c6b6339d273c76760wt4gzgxb.html?utm_source=clipboard - Por: Jonasmoura* *com uso de inteligência artificial / Giro 10 - depositphotos.com / VitalikRadko

quinta-feira, 10 de julho de 2025

7 alimentos e bebidas que podem causar enxaqueca


Veja substâncias que podem contribuir para as crises de dor de cabeça

 

Os alimentos colocados no prato podem estar diretamente relacionados àquela dor de cabeça que insiste em aparecer. Segundo o Dr. Felipe Brambilla, médico intensivista e especialista em dor, diversas comidas podem ser gatilhos para enxaquecas e cefaleias tensionais, mesmo aquelas consideradas saudáveis ou inofensivas no dia a dia. "Alguns alimentos têm substâncias que podem provocar vasodilatação, alteração na neurotransmissão ou inflamação, desencadeando crises de dor de cabeça em pessoas predispostas", explica.

 

A seguir, confira 7 alimentos e bebidas que podem causar enxaqueca!

 

1. Chocolate

O doce preferido de muitos pode ser um vilão para quem sofre com enxaqueca. "Por conter cafeína e tiramina, o chocolate pode estimular crises de enxaqueca, principalmente em pessoas sensíveis a essas substâncias", conta o Dr. Felipe Brambilla.

 

2. Queijos amarelos e curados

Queijo parmesão, gorgonzola, provolone e outros curados têm altas quantidades de tiramina, substância ligada ao desencadeamento de dores de cabeça.

 

3. Embutidos

Itens comuns no dia a dia, os embutidos também merecem atenção. "Presunto, salame, mortadela e salsicha contêm nitritos e nitratos, conservantes que podem provocar vasodilatação e dores de cabeça", alerta o especialista.

 

4. Refrigerantes e bebidas dietéticas

As versões diet e light podem parecer mais saudáveis, mas não são inofensivas para quem tem enxaqueca. "Aspartame, adoçante presente em refrigerantes e produtos diet, é apontado como potencial gatilho para enxaquecas em estudos clínicos", alerta o Dr. Felipe Brambilla.

 

5. Frutas cítricas

Embora saudáveis, laranja, limão e abacaxi possuem compostos fenólicos que, em algumas pessoas, provocam enxaqueca por mecanismos inflamatórios.

 

6. Café em excesso

A bebida mais popular do mundo pode ser aliada ou inimiga, dependendo da dose. "O café, por ter cafeína, pode tanto ajudar a aliviar dores de cabeça em pequenas doses quanto as desencadear, principalmente quando consumido em excesso ou em caso de abstinência", explica o especialista.

 

7. Vinho tinto e bebidas alcoólicas

O álcool, em especial o vinho tinto, contém histamina e sulfitos que podem desencadear dores de cabeça fortes e latejantes.

 

Observe as dores e consulte um profissional

O Dr. Felipe Brambilla destaca que nem todas as pessoas terão crises ao consumir esses alimentos, mas é importante observar padrões. "O ideal é manter um diário alimentar para identificar quais itens estão associados à piora das dores de cabeça. A partir daí, pode-se fazer um manejo nutricional estratégico, aliado ao tratamento médico, para reduzir crises e melhorar a qualidade de vida", conta o médico intensivista e especialista em dor.

 

Ele ainda lembra que dores de cabeça frequentes ou incapacitantes devem ser sempre avaliadas por um profissional. "É essencial investigar a causa com um especialista em dor ou neurologista para que o tratamento seja adequado e completo".

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/7-alimentos-e-bebidas-que-podem-causar-enxaqueca,a595c1599ec2ad84dba2d6f010123299lf837q08.html?utm_source=clipboard - Por Gabriela Andrade - Foto: Krakenimages.com | Shutterstock / Portal EdiCase

sábado, 20 de agosto de 2022

Anabolizante natural existe? 6 alimentos com esse efeito


Veja alguns ingredientes comuns, que podem atuar no ganho de massa muscular

 

Existem diferentes tipos de substâncias que ajudam a acelerar os resultados da academia e prometem melhorar o equilíbrio hormonal, como os esteróides. No entanto, esses produtos podem causar diferentes efeitos colaterais na saúde. Os mais comuns são acnes, queda capilar, aumento da pressão arterial, alterações comportamentais e distúrbio na função de órgãos. Por isso, a inclusão de anabolizantes naturais na dieta pode ser uma excelente alternativa.

 

A nutricionista e professora da Faculdade Anhanguera, Liliany Faicari, explica que alguns alimentos contribuem para a construção de tecidos musculares de forma natural e aumentam a massa magra. “Quando aliamos a prática de atividades físicas a uma alimentação balanceada, rica em nutrientes, o nosso corpo responde com a progressão muscular e redução no percentual de gordura”, afirma.

 

O acompanhamento de um nutricionista é imprescindível para o preparo de um cardápio personalizado, para cada tipo de corpo e rotina. “Algumas pessoas precisam de mais carboidratos para a hipertrofia, outras devem concentrar a quantidade de proteínas nas refeições e apenas um especialista graduado irá identificar essas necessidades com responsabilidade”, comenta.

 

Opções naturais de anabolizante

A professora da Anhanguera indica os principais alimentos para uma rotina anabólica e natural:

 

Ovos. Receitas com ovos são sempre fáceis de preparar. Conforme a nutricionista, a concentração de proteínas nas claras varia na média de 6 a 7 gramas por unidade. Além disso, o alimento é completo com macronutrientes e possui carboidratos e gorduras em sua gema.

 

Aveia. A aveia é um ingrediente bem recebido pelo paladar de grande parte dos brasileiros e auxilia no funcionamento do sistema gastrointestinal, como explica a especialista. “O alimento proteico é indicado para pessoas com doença celíaca, pois é um farináceo sem glúten”, acrescenta.

 

Batata doce. A batata doce é rica em Vitamina B, ideal para a construção de massa muscular, além de trazer a sensação de saciedade. “Os demais tubérculos também são recomendados para uma dieta completa e permitem a diversificação no cardápio diário”, comenta Liliany.

 

Frutas. “Já que as frutas têm densidade energética baixa, podemos consumi-las consumidas em grande quantidade”, tranquiliza a profissional. As variedades são ricas em sais minerais, vitaminas e gorduras de alta qualidade.

 

Azeite. O óleo vegetal é capaz de aumentar os níveis de testosterona no corpo e consegue corrigir a quebra de macronutrientes no organismo, explica a professora. “Por ser um alimento aromático, traz sabor às refeições”, completa.

 

Carne vermelha. “Para as pessoas que não seguem uma dieta vegetariana, incluir carnes no cardápio é uma solução para o aumento de creatina no corpo, que auxilia no tônus muscular. O alimento também é fonte de ferro e combate a anemia”, finaliza.

 

Fonte: https://professorjosecosta.blogspot.com/search?q=Anabolizante+Natural+Existe%3F+6+Alimentos+Com+Esse+Efeito - By Redação - Foto: Shutterstock


Cure-me, Senhor, e serei curado; salve-me e serei salvo, pois você é aquele que eu louvo. (Jeremias 17:14)


segunda-feira, 22 de junho de 2020

Estudo descobre substâncias que ajudam a evitar forma grave de covid-19


Pesquisadores revelaram que a suplementação de cálcio e albumina podem evitar forma mais grave do novo coronavírus

Um novo estudo feito por pesquisadores da Mayo Clinic, nos Estados Unidos, revelou que o gerenciamento dos níveis de cálcio no sangue e da proteína albumina no início da infecção com o novo coronavírus pode impedir que os pacientes progridam para a forma mais grave da doença.

Essa administração de cálcio e albumina no início da COVID-19 preveniu lesões induzidas por ácidos graxos não saturados. Esses ácidos são produzidos a partir do processo de decomposição da gordura e, nos casos dos pacientes contaminados, podem causar danos aos órgãos vitais e até levar à morte.

"A suplementação de cálcio e albumina séricos para manter os níveis normais, iniciando cedo e continuando durante uma infecção por COVID-19, pode ajudar a ligar e neutralizar os ácidos graxos insaturados e evitar a falência de órgãos, dando ao paciente tempo para combater e eliminar a infecção", explica o pesquisador principal Vijay Singh, gastroenterologista da Mayo Clinic no Arizona.

E completa: "O carbonato de cálcio, que pode ajudar a manter níveis normais de cálcio sérico, está prontamente disponível sem receita, enquanto a albumina é comumente usada por via intravenosa em hospitais e custa aproximadamente o mesmo que antibióticos comuns".

No entanto, ainda que esse gerenciamento de cálcio e albumina tenha se mostrado eficaz como prevenção à forma mais grave da COVID-19, o médico alerta que a suplementação posterior não obteve os mesmos resultados.

Apesar do avanço de pesquisas sobre a prevenção e a cura da COVID-19, é importante lembrar que ainda não há respostas definitivas, e que não deve ser feita nenhuma suplementação sem acompanhamento médico.

Alimentos que aumentam a imunidade
Quando nossa imunidade está prejudicada, ficamos mais suscetíveis a infecções como o coronavírus. Portanto, confira uma lista dos quatro principais alimentos que ajudam na imunidade para inserir na sua dieta como prevenção à COVID-19:

1. Frutas cítricas - Frutas como laranja, acerola, kiwi, tomate, além de brócolis, couve e pimentão verde e vermelho são ricos em vitamina C, antioxidante que aumenta a resistência do organismo.

2. Vegetais verdes escuros - Alimentos como brócolis, couve, espinafre são ricos em ácido fólico. O nutriente auxilia na formação de glóbulos brancos, responsáveis pela defesa do organismo.

3. Alimentos ricos em zinco - Carne, cereais integrais, sementes e leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico), são ricos em zinco, nutriente que combate doenças do sistema imunológico.

4. Oleaginosas - Além de zinco, as nozes, castanhas, amêndoas e óleos vegetais (de girassol, gérmen de trigo, milho e canola) são ricos em vitamina E.Ela é benéfica, principalmente para os idosos, agindo no combate à diminuição da atividade imunológica por conta da idade.


domingo, 4 de agosto de 2019

Vitaminas: para cada deficiência, vários problemas


Conheça o papel das principais vitaminas e os riscos de não ingeri-las em quantidades adequadas

Do recém-nascido ao idoso, há a necessidade de uma alimentação adequada, que forneça todos os nutrientes necessários. E não podemos falar só de carboidratos, proteínas e lipídios, como também de outros componentes, incluindo-se aí as vitaminas.

Elas detêm funções importantíssimas na manutenção da saúde, prevenindo inúmeras doenças, regulando o funcionamento das células e por aí vai.

Na verdade, cada vitamina tem seus benefícios e peculiaridades. Na contramão, o déficit delas traz as mais variadas repercussões para o corpo.

Então vamos abordar aqui algumas dessas substâncias:

Vitamina A
Presente principalmente no fígado, no leite e na gema do ovo, ela é essencial para o funcionamento do organismo. A vitamina A é, por exemplo, fundamental para a criação de células sanguíneas, especialmente os linfócitos (que fazem parte do nosso sistema de defesa). A ingestão deficiente dessa vitamina, portanto, pode influenciar na resposta imunológica do organismo.
Além disso, a sua carência compromete a integridade do revestimento do trato pulmonar, gastrointestinal e urinário, facilitando a ocorrência de infecções graves.

Vitamina D
Considerada um hormônio, seu fator precursor está presente no óleo de peixe e de fígado de bacalhau e na gema de ovo. Ele é convertido na forma ativa da vitamina D por meio da exposição à luz solar.
Pessoas com deficiência de vitamina D sofrem maior ocorrência de infecções respiratórias. Perceba que essas doenças surgem com maior frequência no inverno, quando estamos menos expostos à radiação solar.
Além disso, a vitamina D tem um papel importante na regulação do sistema imunológico.

Vitamina E
Presente em vários alimentos de origem vegetal, como nos óleos de soja e de milho, tomate e vegetais verde-escuros, esse nutriente tem importante papel antioxidante. A falta dele pode acarretar disfunções no sistema imunológico, além de doenças neuromusculares e retinopatia, um problema que compromete a visão.

Vitamina K
A vitamina K participa da regulação dos processos de coagulação sanguínea, ajudando a controlar sangramentos. Encontrada nas hortaliças verdes, também pode ser sintetizada pelo organismo.

Vitamina B1 (tiamina)
Também conhecida como tiamina, ela tem entre suas funções o metabolismo dos carboidratos, lipídios e proteínas. Mais do que isso, sua presença é fundamental para o sistema nervoso.
A vitamina B1 é encontrada em diversos alimentos de origem animal e vegetal. Carnes, vísceras (especialmente fígado e coração), gema de ovo e grãos integrais são algumas de suas principais fontes.
A deficiência dessa substância no organismo pode levar a uma doença chamada beribéri, que afeta os sistemas nervoso e cardiovascular.

Vitamina B2 (riboflavina)
Atua na formação das células vermelhas do sangue. Ela é especialmente importante durante a gravidez, a fase de lactação e nos anos de crescimento da criança.
A vitamina B2 pode ser encontrada em produtos derivados do leite, folhas verdes e vísceras.

Vitamina B3 (niacina)
Está aí uma vitamina que auxilia no aproveitamento adequado de carboidratos e proteínas, além de participar da síntese de gordura e do processo de respiração.
Sua deficiência pode acarretar anormalidades digestivas que levam à irritação e inflamação das mucosas da boca e do trato gastrointestinal. Como consequência, episódios de diarreia se tornam constantes.
A niacina está presente principalmente em carnes magras, aves, peixes, amendoins e leguminosas.

Vitamina B5 (ácido pantotênico)
Ela está relacionada com a síntese de colesterol, hormônios esteroides, neurotransmissores… Na indústria, é utilizada para a produção de dermocosméticos por sua capacidade de hidratar e reparar danos celulares.

Como é encontrada em diferentes tipos de alimentos (gema de ovo, leite, cereais, fígado de animais), são raros os casos de deficiência.
Em geral, o déficit de vitamina B5 ocorre em pessoas com problemas de absorção de nutrientes, em portadores de insuficiência renal que realizam diálise e em consumidores de grandes quantidades de bebida alcoólica.

Vitamina B6 (piridoxina)
Assim como a B2, ajuda a metabolizar proteínas, carboidratos e gorduras, ao mesmo tempo que faz o sistema nervoso central trabalhar direitinho. A vitamina B6 está presente em muitos alimentos, sendo suas principais fontes: aves, peixes, fígado, cereais e leguminosas.

Vitamina B7 (biotina)
Também chamada de vitamina H ou biotina, ela regula a expressão dos nossos genes. Ainda está envolvida em processos como manutenção dos níveis de glicose no sangue e na composição de cabelos e unhas.
Essa vitamina, assim como a maioria das que integram o complexo B, é amplamente distribuída nos alimentos, sendo fontes importantes o fígado, os cereais, os grãos e os vegetais.
A carência da vitamina B7 provoca principalmente queda de cabelo, conjuntivite, perda do controle muscular e dermatite esfoliativa na região dos olhos, nariz e boca. Além disso, abre as portas para problemas neurológicos e gastrointestinais.

Vitamina B9 (ácido fólico)
O ácido fólico é, na verdade, a forma sintética da vitamina, que se encontra em vísceras, feijões e vegetais de folhas escuras, bem como em diversos alimentos fortificados.
O principal papel do ácido fólico está no metabolismo de aminoácidos e na síntese de DNA, que é fundamental para o desenvolvimento embrionário. Estudos mostram que a suplementação com ácido fólico na gestação previne defeitos do feto.

Vitamina B12 (cobalamina)
A vitamina B12, ou cobalamina, é encontrada em alimentos de origem animal, como produtos lácteos, carnes, frutos do mar, peixes e ovos. É responsável por importantes funções no organismo, garantindo o metabolismo das células, especialmente as do trato gastrointestinal, da medula óssea e do tecido nervoso.
Baixos níveis da substância não raro acarretam manifestações graves, como a anemia megaloblástica e anemia perniciosa. Grupos específicos, a exemplo de vegetarianos e veganos e pessoas com mais de 50 anos, são os mais vulneráveis à deficiência de vitamina B12. A suplementação, sempre com recomendação do especialista, pode ser uma boa estratégia para esses casos.

Vitamina C (ácido ascórbico)
Essa é das mais conhecidas. E não à toa: a vitamina C desempenha funções antioxidantes, atua na manutenção das paredes dos vasos sanguíneos, na reparação dos tecidos e na absorção do ferro, além de fortalecer o sistema de defesa contra infecções.
Ela não é produzida pelo organismo, portanto deve ser ingerida diariamente na alimentação. Presente na maioria dos alimentos de origem vegetal, especialmente nas frutas cítricas, é bastante sensível às variações de luz e temperatura. Isso significa que processos como o cozimento ou um longo tempo de espera entre o preparo e o consumo das preparações reduzem sua disponibilidade.

Um recado final (e muito importante)
Para saber se você anda ingerindo boas doses das mais variadas vitaminas, lembre-se de consultar um nutricionista, que é capaz de recomendar uma dieta saudável e segura para você e sua família.

Os suplementos vitamínicos só devem ser recomendados por profissionais de saúde especializados.

Fonte: https://saude.abril.com.br/blog/alimente-se-com-ciencia/vitaminas-para-cada-deficiencia-varios-problemas/ - Por Marisa Lipi, nutricionista - Foto: Fabio Castelo/SAÚDE é Vital

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Os nutrientes que dão mais energia às mulheres, segundo estudo

Cientistas afirmam que descobriram o mix certo de substâncias para elas se darem melhor nos exercícios

Completar certos exercícios pode ficar mais fácil para a mulherada logo mais. É que pesquisadores da Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, criaram uma combinação nutritiva que turbinou a performance esportiva de voluntárias. Elas tinham de 18 a 30 anos e praticavam, em média, de duas a três horas de atividades físicas por semana, em especial corrida.

Para ter ideia, a parcela que tomou o novo suplemento por um mês (elas misturavam o pó a uma bebida de sua preferência) conseguiu reduzir em cerca de um minuto o tempo necessário para correr cinco quilômetros. Além disso, cobriu maiores distâncias ao pedalar por 25 minutos e exibiu melhores resultados em um teste de subir e descer de um banco.

De acordo com os autores da investigação, todas as mudanças foram estatisticamente significativas e não ocorreram no grupo placebo – ou seja, que recebeu um suplemento sem o mix de nutrientes.

Tá, mas o que tem nesse suplemento?
O produto é composto por uma mistura dos minerais ferro, cobre e zinco, além de carnitina (derivada de um aminoácido) e fosfatidilserina (obtida a partir de ácidos graxos e aminoácidos).

“Eu decidi começar com minerais que normalmente estão em falta no corpo e trouxe um elenco de apoio. Esses outros dois nutrientes, necessários para as células, são feitos pelo nosso corpo, mas também vêm de alimentos que consumimos”, explicou Robert DiSilvestro, principal autor da experiência, ao site da universidade.

“Nós sabemos que principalmente as mulheres jovens apresentam, em geral, micro-deficiências de nutrientes e que esses elementos fazem a diferença no funcionamento das células durante os exercícios”, acrescentou o cientista.

Para confirmar os préstimos desse blend, o time de cientistas chegou a realizar um segundo experimento – dessa vez, com doses mais baixas das substâncias e oferecido na forma de cápsula. Funcionou também. Cabe lembrar que as concentrações usadas em todos os formatos eram menores do que poderia ser considerado perigoso, segundo DiSilvestro. Inclusive, nenhum efeito colateral foi observado.

Com base nessas e em outras pesquisas, o expert está trabalhando para tornar esse produto uma realidade. Ele espera que a embalagem para um mês custe entre 35 e 40 doláres (mais ou menos 130 reais). Apesar de o estudo ter sido financiado pelo Instituto de Ciência do Esporte da Gatorade, a empresa não está envolvida nos ajustes para a comercialização do suplemento.

Onde achar os minerais do suplemento na alimentação
Ferro: há dois tipos de ferro, o heme e o não-heme. O primeiro é absorvido com mais facilidade pelo organismo e se encontra sobretudo em carnes. O segundo está em amêndoas, frutas secas, grãos integrais e rúcula. Ambos participam do transporte de oxigênio, já que fazem parte da composição da hemoglobina, proteína que tem essa função. Para melhorar seu aproveitamento pelo corpo, aposte na vitamina C da laranja, do limão, do kiwi e da acerola.

Zinco: marca presença em alimentos como camarão, carne bovina, leguminosas (feijão, ervilha e grão-de-bico fazem parte do grupo), oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas), ostra e pescados.

Cobre: cereais integrais, frutas secas, nozes, ostras e mariscos, além de vísceras, são fontes do mineral.


sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Exagero na utilização dos estimulantes sexuais

Quando utilizar essas substâncias pode colocar a saúde do homem em risco?

Os problemas sexuais entre o público masculino estão cada vez mais frequentes e mascarados pela utilização dos estimulantes sexuais. Homens com idade entre 20 e 35 anos que usam o medicamento com frequência podem apresentar sintomas como: dores de cabeça, dores musculares, alergias, distúrbios na visão, entre outros.

Segundo estimativa recente, as doze principais marcas de estimulantes sexuais, venderam entre si só no ano passado a bagatela de aproximadamente R$ 600 milhões de reais. A procura pelos medicamentos costuma se intensificar nos finais de semana.

De acordo com levantamento realizado pelo Centro de Referência em Saúde do Homem, que se trata de uma unidade da Secretaria de Estado da Saúde em São Paulo, mais de trezentos homens são atendidos todo mês e a maioria afirma já ter utilizado estimulantes sexuais em algum momento, aliás, os estados de São Paulo e Rio de Janeiro são os mais incidentes na utilização desses medicamentos.

Alguns homens fazem uso de estimulantes porque realmente têm algum problema como disfunção erétil e não querem desapontar a parceira, outros utilizam apenas para garantir um melhor desempenho sexual.  

O importante em ambos os casos é tratar a causa do problema. Se a utilização dos estimulantes se faz necessária para a grande maioria dos homens que têm dificuldades em relação à ereção é fundamental que não camuflem o problema usando medicamentos e que procurem tratamento médico que na maioria dos casos solucionam este mal.

Muitos tabus ainda rodeiam o público masculino quando o assunto é sexualidade, mas a melhor maneira de vencer esse problema é assumir sua existência e procurar ajuda médica. O diálogo com a parceira também é fundamental, na maioria dos casos é indicado tratamento psicológico para a solução do problema.

Quando a utilização dos estimulantes é realizada para garantir “a performance” sexual é importante que alguns questionamentos sejam realizados a si mesmo: Por que vou usar isso? Por que se for apenas para causar uma boa impressão, acredite, utilizar a medicação é desnecessário, uma boa relação sexual se faz com afinidade, preliminares bem realizadas e também com confiança. 

O que precisa ser esclarecido é que esses medicamentos não devem ser utilizados indiscriminadamente ou apenas para camuflar problemas existentes. A longo prazo problemas de saúde mais graves podem surgir, além dos desagradáveis sintomas já mencionados.

Lembre-se: Muitas vezes ao querer impressionar alguém a única coisa que se conquista é o autoengano. Fazer a parceira feliz é importante, mas não a custa da própria saúde. Se há algum problema sexual, procure ajuda, não se sinta envergonhado, problemas sexuais são mais comuns ao público masculino do que se imagina. 

terça-feira, 26 de maio de 2015

Saiba quais ingredientes são proibidos nos cosméticos

Veja as substâncias que são proibidas nos cosméticos e fique atenta ao rótulo

Ingredientes proibidos

As substâncias abaixo, listadas pelo IBD, não podem aparecer no rótulo do cosmético para que ele se encaixe nesta categoria e ganhe o certificado:

1. Polietilenoglicóis (PEGs):obtidos através da polimerização do óxido de propileno e pela copolimerização dos óxidos de propileno e etileno.

2. Quaternários de amônio: obtidos pela alquilação completa da amônia ou outras aminas. Apesar de o processo ser permitido, as aminas precisam ser naturais.

3. Dietanolamidas: componentes de formulação obtidos a partir da condensação de ácido graxo de coco ou babaçu com uma dietanolamida sintética.

Fonte: http://corpoacorpo.uol.com.br/corpo-e-rosto/cuidados-com-o-corpo/saiba-quais-ingredientes-sao-proibidos-nos-cosmeticos/8571 - Texto Bárbara Rossi | Adaptação Rebecca Nogueira Cesar - por Nathalia Henrique - Foto: Danilo Borges

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Conheça os riscos do uso de anabolizantes e esteroides

Substâncias aumentam chances de câncer, diabetes, lesões no fígado, entre outros problemas quando utilizadas para emagrecimento e ganho de massa muscular

Estou vendo no dia a dia do consultório um aumento assustador do uso de anabolizantes para fins estéticos e de emagrecimento que prometem resultados rápidos como em um passe de mágica. 

Creio que muitos desavisados, na ânsia de conquistar um corpo perfeito, acabam buscando nos esteroides e anabolizantes uma alternativa para obter resultados mais rápidos. Eles não compreendem os enormes riscos que correm por usar fórmulas derivadas de hormônios sem nenhum tipo de indicação clínica. 

O estímulo exagerado que essas substâncias causam nos receptores de determinadas células levam a efeitos secundários desastrosos. Um desses estragos é a diminuição da produção de hormônios normalmente elaborados pelas nossas glândulas, pois o organismo interpreta o hormônio sintético como suficiente e passa a produzir níveis bem baixos, chamado na medicina como efeitofeedback negativo. 

Esse efeito pode ocasionar em homens a atrofia de testículos, levando à impotência sexual e esterilidade, aumento da retenção de sódio, da pressão arterial, calvície, maiores riscos de câncer, diabetes e lesões no fígado muitas vezes irreversíveis.  

Em mulheres pode levar à androgenização, crescimentos de pelos no rosto, aumento da secreção sebácea e da oleosidade da pele, surgimento de espinhas e engrossamento da voz, redução de mamas e interrupção da menstruação. Os riscos câncer, diabetes e lesões no fígado muitas vezes irreversíveis também são maiores. 

Em adolescentes as consequências são ainda mais devastadoras, pois comprometem o crescimento, o desenvolvimento sexual, a formação óssea, entre outras. Esses hormônios podem ser usados clinicamente, sendo prescritos por médicos para a reposição de um hormônio deficiente em alguns casos, e em geral, nesses casos, a orientação médica é a de uso em doses suficientes apenas para a regulação de uma disfunção específica. 

O que leva um profissional da saúde, médico, educador físico, fisioterapeutas e nutricionistas, a prescreverem e sugerirem tal tipo de conduta ou tratamento para fins estéticos é a de lotar sua clínicas e academias, visando lucros e ascensão. Como se fossem detentores de um tratamento super revolucionário, únicos com resultados rápidos e garantidos, deixando de lado todo o juramento que fizeram quando receberam seu diploma. No qual afirmaram que iriam dedicar seus conhecimentos em prol da manutenção da saúde e bem estar do paciente, não os colocando em risco por imperícia e conduta imprópria. 

Quanto maior é o tempo de uso destas substâncias, maior é o estrago. Pesquisa divulgada em 2007, já desatualizada, demonstrou que o perfil do usuário de anabolizantes não era o adolescente ou o atleta, mas sim, o homem com idade próxima aos 30 anos que busca o aumento da musculatura. 

Nos dias de hoje, vemos o uso indiscriminado dos anabolizantes com a finalidade de secar e trincar algumas partes do corpo de homens, mulheres e adolescentes, em diversas faixas etárias.  

Quanto vale sua saúde e qualidade de vida? Um verão? Existe sim uma evolução nos conhecimentos científicos, uma proposta da medicina no sentido de proporcionar a manutenção e melhora da saúde, sem mistérios e milagres de resultados rápidos. 

Hábitos e estilo de vida saudáveis vão levar você a conseguir resultados muito mais duradouros. A fabricação de super homens e mulheres maravilhas como padrão de saúde perfeita é totalmente errônea e fora do conceito de medicina preventiva, na verdade essa figura é uma bomba relógio ambulante, repleta de problemas clínicos e metabólicos. A prática está tão banalizada e vulgarizada que hoje a venda desse tipo de tratamento é feita por nomes, como kit músculo ou kit secar. 

A série de problemas que os usuários desses kits irão desenvolver, vão começar, cada dia mais, a serem divulgados. É o caso do cantor Netinho que teve um grave problema, quase chegando a óbito, ocasionado pelo efeito de doses continuadas de esteroides. 

Posso dizer, como clínico geral e nutrólogo, que o preço para ganhar músculos e secar através do uso de esteroides é altíssimo e que a relação de danos para a saúde é extensa e muitas vezes irreversíveis. 

Uma frase muito usada no interior do Brasil que reflete a saúde de quem utiliza esteroides na busca incansável e irresponsável do corpo perfeito é: Por fora bela viola, por dentro pão bolorento. 

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

12 terríveis produtos tóxicos que você usa diariamente

Diariamente, interagimos com as mais diversas substâncias químicas e nem imaginamos a influência que muitas delas têm no nosso organismo. O Environmental Working Group, uma organização que combate o uso de produtos químicos tóxicos, lançou uma lista dos produtos químicos que mais desestabilizam nossos hormônios.

Confira quais são abaixo:

12. Bisfenol A (BPA)
Este produto químico é encontrado em muitas coisas, incluindo alimentos enlatados, plásticos e selantes dentários e é semelhante em estrutura ao estrogênio. Estudos têm relacionado a exposição ao BPA com muitos problemas de saúde, incluindo a obesidade, puberdade precoce e aborto. No entanto, esses estudos mostram apenas associações e não podem provar que a exposição ao BPA realmente causa estes problemas. Ainda está sendo estudado se os níveis de BPA no ambiente são prejudiciais para as pessoas.

11. Dioxina
Dioxina é um químico amplamente encontrado nos alimentos e se acumula no tecido adiposo dos animais, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Ela está conectada com a diminuição da contagem de espermatozóides e outros efeitos no sistema reprodutivo. A exposição crônica a dioxinas tem sido associada a problemas no sistema imunológico e câncer. Mas, enquanto este produto químico é conhecido por ser tóxico em níveis elevados, não se espera que a exposição de “segundo plano” (exposição aos níveis normais no ambiente) possa, em média, afetar a saúde humana, garante a OMS.

10. Atrazina
Este pesticida comumente utilizado pode contaminar a água potável. Em estudos com animais, ele tem sido associado a tumores, puberdade atrasada e inflamação da próstata, e é conhecido por transformar sapos machos em fêmeas. Em 2000, a Agência de Proteção Ambiental (APA) dos Estados Unidos determinou que não é prováquel que a atrazina cause câncer em pessoas. No entanto, a agência está atualmente a revendo as propriedades da atrazina e seus efeitos na saúde no meio ambiente “para garantir que as decisões regulamentares da agência continuem a proteger a saúde pública e ao meio ambiente”. Comprar produtos orgânicos e utilizar um filtro para água potável pode reduzir a exposição à atrazina.

9. Ftalatos
Estes produtos químicos são usados em plásticos para tornar o material mais flexível e em muitos produtos como agentes de dissolução. Eles podem ser encontrados nos detergentes, roupas de plástico (impermeáveis) e até mesmo produtos de higiene pessoal, como sabonetes, xampus e esmaltes. Estudos em animais sugerem que os ftalatos podem afetar o sistema reprodutivo, contudo o efeito da exposição a baixos níveis de ftalatos sobre os seres humanos é desconhecido. Para diminuir a exposição ao ftalato, as pessoas podem evitar recipientes de comida de plástico e filmes plásticos feito de PVC. Produtos de cuidados pessoais que listam “fragrância” como um ingrediente também podem conter ftalatos.

8. Perclorato
Este químico é usado para produzir combustível para foguetes e outros explosivos e pode ser encontrado em muitos frutos e produtos lácteos. Muito perclorato pode afetar a capacidade da glândula tireóide de produzir hormônios. Embora seja difícil evitar o perclorato em alimentos, as pessoas podem reduzir os efeitos da química, certificando-se de consumir suficiente iodo na dieta. A APA está desenvolvendo um regulamento que pretende colocar um limite na quantidade de perclorato que pode estar presente em água potável. Um filtro de osmose inversa pode também reduzir os níveis de perclorato na água potável.

7. Retardadores de fogo
Os produtos químicos utilizados como retardadores de fogo, chamados éteres difenil-polibromados (PBDEs) são muito persistentes no ambiente. Eles podem atrapalhar a atividade da tiroide e têm sido associados a efeitos para a saúde, tais como QI inferior. Muitos PBDEs foram eliminados, contudo, por causa de sua longa vida, provavelmente ainda vão contaminar animais selvagens ao longo de décadas.

6. Chumbo
Esta é uma toxina bem estudada e tem sido associada a danos cerebrais, QI inferior, perda de audição e problemas do sistema nervoso. Mas também já foi descoberto que o chumbo afeta os hormônios. Em animais, o chumbo pode diminuir os níveis de hormônios sexuais.

5. Produtos químicos perfluorados (PFCs)
Estes produtos químicos são encontrados em panelas não aderentes e são muito resistentes. Alguns PFCs têm sido associados com diminuição na qualidade do esperma, baixo peso ao nascer, doenças da tireoide e outros problemas. No entanto, estes estudos não podem provar que os PFCs causam estes problemas, por isso é necessário que sejam feitas mais pesquisas para determinar melhor o efeito dos PFCs sobre o corpo humano.

4. Mercúrio
Este metal é conhecido por interferir no desenvolvimento do cérebro do feto. Ele também pode se ligar a um hormônio que regula a ovulação da mulher e pode danificar as células do pâncreas que produzem a insulina. É recomendado comer salmão selvagem e truta para reduzir a exposição ao mercúrio. A APA ainda recomenda que as mulheres que estão grávidas ou pensando em engravidar não consumam mais de 340 gramas (2 média refeições por semana) de peixes com pouco mercúrio (atum enlatado light, salmão, escamudo e bagre).

3. Arsênico
Este elemento é encontrado naturalmente no meio ambiente e também em alguns pesticidas, e por isso ele consegue chegar aos alimentos e à água potável. Uma forma de arsênico, o arsênico inorgânico, é um conhecido agente cancerígeno e a exposição crônica a níveis baixos dele tem sido associada ao aumento do risco de cânceres de bexiga, pulmão e pele. Este elemento também pode interferir com a forma como o corpo processa açúcares e carboidratos. Recentemente, foi anunciado que os níveis de arsênico no arroz parecem não apresentar riscos à saúde no curto prazo, mas ainda está sendo pesquisado os potenciais efeitos a longo prazo.

2. Inseticidas organofosforados
A exposição a estes pesticidas químicos tem sido associada a efeitos sobre o desenvolvimento do cérebro, do comportamento e da fertilidade, e pode afetar os níveis de testosterona. Comprar produtos orgânicos pode reduzir a exposição a estas substâncias.


1. Éteres glicólicos
Estes produtos químicos são utilizados como solventes de tintas e em produtos de limpeza e têm sido associados, entre outros problemas de saúde, com a redução na contagem de esperma em pintores. A exposição a estes produtos químicos também tem sido associada a asma e alergias em crianças. Evitar produtos com os ingredientes 2 -butoxietanol (EGBE) e methoxydiglycol (DEGME) pode ajudar a reduzir a exposição a éteres de glicol. [LiveScience]

Fonte: http://hypescience.com/12-piores-produtos-quimicos-para-os-hormonios-e-seus-efeitos-na-saude/ - Autor: Jéssica Maes