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domingo, 13 de setembro de 2026

Dor de cabeça diária: causas, sinais de alerta e quando buscar ajuda


Ter dor de cabeça com frequência pode estar relacionado a hábitos, enxaqueca, tensão muscular ou até ao uso excessivo de medicamentos

 

Dores de cabeça diárias não são normais e exigem avaliação médica. Suas causas incluem estresse, desidratação, noites mal dormidas, enxaqueca e até o uso excessivo de analgésicos, que pode piorar o quadro. Sinais como dor súbita e intensa, febre, rigidez no pescoço ou fraqueza demandam atendimento de urgência. Em vez de insistir na automedicação, é essencial buscar apoio profissional para identificar as causas e estabelecer o tratamento adequado.

 

Sentir dor de cabeça todos os dias não deve ser encarado apenas como algo normal da rotina.

 

O sintoma pode ter diferentes causas. Em alguns casos, está relacionado a fatores simples, como noites mal dormidas, estresse, desidratação ou tensão muscular. Em outros, pode indicar um tipo específico de cefaleia que precisa de acompanhamento.

 

Também existe uma situação que pode manter ou aumentar as crises: o uso frequente de medicamentos para aliviar a dor.

 

Por isso, observar a frequência, a intensidade e as características da dor ajuda a entender quando é necessário procurar atendimento.

 

O que pode causar dor de cabeça frequente?

Existem diversos fatores associados às dores de cabeça recorrentes.

Entre os mais comuns estão:

 

Estresse e tensão emocional.

Sono insuficiente ou irregular.

Desidratação.

Jejum prolongado.

Excesso de cafeína ou retirada repentina da bebida.

Alterações hormonais.

Problemas de visão.

Tensão muscular no pescoço e nos ombros.

Enxaqueca.

Uso frequente de medicamentos para dor.

 

A chamada cefaleia tensional, por exemplo, costuma provocar uma sensação de pressão ou aperto na cabeça. Já a enxaqueca pode causar dor mais intensa, muitas vezes acompanhada de náusea e sensibilidade à luz ou ao som.

 

Tomar remédio todos os dias pode piorar a dor?

Pode.

Um dos pontos importantes para quem sofre com dor de cabeça todos os dias é observar a frequência com que utiliza analgésicos.

O uso frequente de medicamentos para tratar crises pode levar à chamada cefaleia por uso excessivo de medicamentos. Nesse quadro, a própria utilização repetida de remédios pode contribuir para a manutenção das dores.

Isso não significa que analgésicos não possam ser utilizados. O problema está no uso frequente sem acompanhamento adequado.

Se a pessoa precisa tomar remédios constantemente para conseguir controlar a dor, é importante procurar avaliação médica.

 

Como identificar quando a dor precisa ser investigada?

A frequência é um dos principais pontos.

Também é importante observar se a dor mudou de padrão ou está ficando mais intensa.

Manter um registro das crises pode ajudar. Anote quando a dor aparece, quanto tempo dura, sua intensidade, possíveis gatilhos e quais medicamentos foram utilizados.

Essas informações podem facilitar a avaliação do profissional de saúde.

 

Quando procurar atendimento médico?

Algumas características exigem atenção.

Procure atendimento de urgência quando a dor surgir de forma súbita e muito intensa, especialmente se for diferente de tudo o que você já sentiu.

Também é importante buscar atendimento rapidamente se a dor vier acompanhada de:

 

Fraqueza ou dormência em um lado do corpo.

Dificuldade para falar.

Confusão mental.

Desmaio.

Convulsão.

Alterações importantes na visão.

Febre e rigidez no pescoço.

Vômitos persistentes.

Uma dor de cabeça depois de um trauma na cabeça também merece avaliação.

 

O que fazer quando a dor é frequente?

O primeiro passo é evitar a automedicação contínua.

Também vale observar hábitos que podem favorecer as crises. Ter horários regulares para dormir e comer, manter uma boa hidratação e identificar possíveis gatilhos pode ajudar.

Porém, essas medidas não substituem a investigação quando as dores são recorrentes.

Um médico pode avaliar o histórico dos sintomas, realizar o exame físico e, quando necessário, solicitar exames para investigar outras causas.

 

Dor de cabeça todos os dias não deve ser ignorada

Uma dor ocasional pode estar relacionada a fatores passageiros. Já a dor de cabeça todos os dias merece atenção, principalmente quando persiste, interfere na rotina ou exige medicamentos frequentes.

Identificar a causa é importante para escolher o tratamento adequado e evitar que o problema se torne recorrente.

Por isso, se as crises fazem parte da rotina, procure avaliação profissional em vez de apenas tentar controlar a dor com analgésicos.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/dor-de-cabeca-diaria-causas-sinais-de-alerta-e-quando-buscar-ajuda,b3a075823d804b22ce2580b5578945b2p12ezy3q.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

quarta-feira, 24 de junho de 2026

A dor de cabeça virou rotina? Veja o que pode estar por trás do problema


Dor de cabeça constante pode ter causas que passam despercebidas no dia a dia. Veja quando o sintoma merece mais atenção.

 

Você acorda com dor de cabeça, trabalha com dor de cabeça e vai dormir com a sensação de que ela nunca desaparece completamente?

 

Quando a dor de cabeça constante passa a fazer parte da rotina, é natural surgir a preocupação. Afinal, o que está causando esse sintoma?

 

Muitas vezes, a explicação está em situações que passam despercebidas no dia a dia. Noites mal dormidas, excesso de estresse, longos períodos sem se alimentar ou até o uso frequente de medicamentos podem contribuir para o problema.

 

Mas nem sempre é tão simples. Em alguns casos, a dor persistente pode indicar a necessidade de uma avaliação médica.

 

Entender os possíveis gatilhos é o primeiro passo para encontrar alívio e saber quando procurar ajuda.

 

Estresse e ansiedade estão entre as causas mais comuns

O estresse e a ansiedade figuram entre os fatores mais frequentemente associados às dores de cabeça recorrentes.

Quando estamos sob pressão, é comum ocorrer aumento da tensão muscular, especialmente na região do pescoço, ombros e couro cabeludo.

Esse quadro pode favorecer a chamada cefaleia tensional, caracterizada por uma sensação de aperto ou pressão ao redor da cabeça.

Além disso, a ansiedade pode prejudicar a qualidade do sono, aumentar o estado de alerta do organismo e influenciar a forma como o cérebro processa a dor.

 

O uso frequente de analgésicos pode piorar o problema

Pode parecer contraditório, mas remédios usados para aliviar a dor também podem contribuir para sua manutenção quando consumidos com muita frequência.

Esse quadro é conhecido como cefaleia por uso excessivo de medicação. Nesses casos, a pessoa passa a ter dores recorrentes e sente necessidade crescente de utilizar analgésicos para obter alívio.

Segundo diretrizes internacionais, o risco aumenta quando determinados medicamentos são utilizados repetidamente por vários meses.

Dependendo do remédio, o alerta pode ocorrer quando o uso acontece em 10 a 15 dias ou mais por mês.

Se você precisa tomar medicamentos para dor de cabeça com frequência, vale a pena conversar com um médico para investigar a causa do problema.

 

Outros hábitos e fatores que podem favorecer a dor de cabeça

Nem sempre a origem do desconforto está em uma doença. Muitas vezes, hábitos aparentemente simples ajudam a explicar por que a dor se torna frequente.

Ficar muitas horas sem comer, dormir mal, consumir álcool em excesso, exagerar na cafeína ou não beber água suficiente são fatores frequentemente associados ao surgimento de dores de cabeça.

 

A má postura também merece atenção.

Passar horas em frente ao computador ou olhando para o celular pode sobrecarregar a musculatura do pescoço e dos ombros, favorecendo dores tensionais.

Além disso, algumas pessoas são mais sensíveis a fatores ambientais, como cheiros fortes, mudanças bruscas de temperatura, ambientes muito iluminados ou longos períodos diante de telas.

Observar quando a dor aparece e o que aconteceu nas horas anteriores pode ajudar a identificar possíveis gatilhos.

 

Dor de cabeça constante pode ser enxaqueca?

Nem toda dor de cabeça frequente é enxaqueca.

A diferença é importante porque o tratamento costuma ser diferente.

Enquanto algumas cefaleias provocam apenas uma sensação de pressão ou aperto, a enxaqueca geralmente vem acompanhada de sintomas que interferem significativamente na rotina.

 

Os sinais mais comuns incluem:

 

sensação de latejamento ou batidas dentro da cabeça;

dor que costuma atingir mais um lado da cabeça do que o outro;

intensidade moderada a forte;

piora durante atividades físicas simples, como caminhar rapidamente ou subir escadas;

náuseas ou vômitos;

incômodo maior com luzes, sons e cheiros;

episódios que podem durar horas ou até alguns dias.

Algumas pessoas também apresentam alterações visuais temporárias, conhecidas como aura.

 

Se você suspeita de enxaqueca, manter um diário das crises pode ajudar a identificar padrões e facilitar a avaliação médica.

 

Quando a dor de cabeça pode ser sinal de alerta?

Na maioria dos casos, a dor de cabeça frequente está relacionada a condições benignas. Ainda assim, alguns sinais exigem avaliação médica imediata.

 

Procure atendimento médico o quanto antes se a dor:

 

surgir de forma repentina e muito intensa;

for muito diferente das dores de cabeça que você costuma ter;

estiver ficando mais frequente ou mais forte com o passar do tempo;

vier acompanhada de febre e rigidez no pescoço;

causar confusão mental;

provocar dificuldade para falar ou enxergar;

vier acompanhada de fraqueza, formigamento ou perda de sensibilidade em alguma parte do corpo;

aparecer após uma pancada na cabeça;

começar do nada depois dos 50 anos, especialmente em quem nunca teve histórico de dores de cabeça frequentes.

Embora essas situações sejam menos comuns, elas podem indicar problemas que exigem investigação urgente.

 

O que pode ajudar a aliviar a dor de cabeça?

Quando não há uma condição grave associada, algumas medidas podem ajudar a reduzir a frequência e a intensidade das crises:

 

manter horários regulares para dormir e acordar;

evitar longos períodos em jejum;

beber água ao longo do dia;

praticar atividades físicas regularmente;

realizar alongamentos para pescoço e ombros;

reduzir o excesso de cafeína e álcool;

utilizar técnicas de relaxamento, como meditação e exercícios respiratórios;

observar e evitar gatilhos individuais quando identificados.

Compressas frias ou mornas também podem proporcionar alívio em algumas pessoas, embora os resultados variem conforme o tipo de cefaleia.

 

Fontes consultadas: Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe) | Academia Brasileira de Neurologia (ABN) | International Headache Society (IHS) | NICE Guideline - Headaches in over 12s | American Migraine Foundation

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/a-dor-de-cabeca-virou-rotina-veja-o-que-pode-estar-por-tras-do-problema,855def7098f5049710296ea71b46506dh7buqn91.html?utm_source=clipboard - Por: Enf. Raquel Souza de Faria / SaúdeLAB - Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

segunda-feira, 25 de maio de 2026

Tipos de dor de cabeça: como identificar e quando procurar ajuda médica


Descubra os principais tipos de dor de cabeça, suas causas e sintomas. Saiba quando é hora de procurar ajuda médica e como aliviar.

 

Nem toda dor de cabeça é igual. Às vezes, ela aparece como uma pressão na testa depois de um dia estressante.

 

Em outras situações, vem em forma de dor latejante, enjoo, sensibilidade à luz e vontade de ficar em silêncio.

 

Há ainda dores menos comuns, mas muito intensas, que exigem atenção médica.

 

Entender os principais tipos de dor de cabeça ajuda a reconhecer padrões, evitar o uso inadequado de remédios e saber quando o sintoma merece avaliação profissional.

 

Vale lembrar que nem sempre a dor se encaixa perfeitamente em uma única categoria.

 

Algumas pessoas podem ter mais de um tipo de dor de cabeça ao longo da vida. Por isso, quando as crises são frequentes, mudam de padrão ou atrapalham a rotina, a avaliação médica é o caminho mais seguro.

 

A seguir, veja os tipos mais comuns de dor de cabeça, como eles costumam se manifestar e quais sinais indicam que é hora de procurar ajuda.

 

Resumo rápido

Nem toda dor de cabeça é igual: algumas parecem uma pressão na testa ou na nuca; outras latejam, vêm com enjoo ou pioram com luz e barulho.

Os principais tipos incluem cefaleia tensional, enxaqueca, cefaleia em salvas e dor por uso excessivo de remédios.

O padrão da dor importa: onde dói, quanto tempo dura, como começa e quais sintomas aparecem junto ajudam a entender quando procurar ajuda.

Alguns sinais exigem atenção: dor súbita e muito intensa, alteração na visão, fraqueza, confusão mental, febre ou dor após pancada na cabeça não devem ser ignorados.

A ideia não é fazer autodiagnóstico, mas ajudar você a reconhecer quando a dor parece passageira e quando merece avaliação médica.

 

Cefaleia tensional: a dor que aperta

A cefaleia tensional é um dos tipos mais comuns de dor de cabeça.

Ela costuma ser leve ou moderada e, geralmente, é descrita como uma sensação de pressão ou aperto na testa, nas têmporas ou na nuca.

Muitas pessoas comparam essa dor à sensação de uma faixa apertando a cabeça. Diferente da enxaqueca, ela costuma ser mais constante e não necessariamente vem acompanhada de enjoo ou sensibilidade intensa à luz.

 

Entre as causas e fatores associados mais comuns estão:

estresse e ansiedade;

má postura, especialmente ao usar celular ou computador por muito tempo;

tensão muscular no pescoço e nos ombros;

sono ruim ou poucas horas de descanso;

jejum prolongado;

desidratação.

 

O que pode ajudar?

Na maioria dos casos, medidas simples podem aliviar o desconforto, especialmente quando a dor é ocasional:

descansar em um ambiente tranquilo;

beber água;

fazer pausas durante o trabalho;

alongar pescoço, ombros e costas;

melhorar a postura ao usar telas;

evitar longos períodos sem comer.

Analgésicos podem ser usados em algumas situações, mas o uso frequente sem orientação médica não é recomendado.

Quando a dor se repete muitas vezes, é importante investigar a causa em vez de apenas mascarar o sintoma.

 

Enxaqueca: a dor que lateja e pode incapacitar

A enxaqueca é um tipo de dor de cabeça mais intensa e, em muitos casos, incapacitante.

Ela costuma ser pulsátil, como se a dor "latejasse", e pode afetar apenas um lado da cabeça.

 

Além da dor, a enxaqueca pode vir acompanhada de:

náuseas;

vômitos;

sensibilidade à luz;

incômodo com barulhos;

intolerância a cheiros fortes;

piora com esforço físico ou movimento.

Para algumas pessoas, uma crise de enxaqueca pode durar horas. Em outros casos, pode se prolongar por mais tempo e prejudicar atividades simples do dia a dia, como trabalhar, estudar, cuidar da casa ou manter uma conversa.

 

Principais gatilhos da enxaqueca

Os gatilhos variam de pessoa para pessoa. Entre os mais relatados estão:

alterações no sono, como dormir pouco ou dormir demais;

estresse emocional;

jejum prolongado;

mudanças hormonais, especialmente em mulheres durante o ciclo menstrual;

luzes fortes;

cheiros intensos;

barulho excessivo;

bebidas alcoólicas;

alguns alimentos, como queijos envelhecidos, embutidos, chocolate ou excesso de cafeína.

Nem todo mundo terá os mesmos gatilhos. Por isso, observar quando a dor aparece pode ajudar muito na conversa com o médico.

 

Diferença entre enxaqueca e cefaleia tensional

A cefaleia tensional costuma causar uma dor em pressão, mais constante e geralmente menos incapacitante.

Já a enxaqueca tende a ser mais intensa, latejante e pode vir acompanhada de náuseas, sensibilidade à luz, ao som ou a cheiros.

Algumas pessoas também apresentam aura antes ou durante a crise.

A aura pode incluir alterações visuais, como pontos brilhantes, flashes de luz ou manchas no campo de visão. Em alguns casos, também pode haver formigamento ou dificuldade temporária para falar.

Esses sintomas devem ser avaliados por um profissional, principalmente quando aparecem pela primeira vez ou mudam de padrão.

 

Como é o tratamento?

O tratamento da enxaqueca depende da frequência, intensidade e características das crises.

Pode envolver medicamentos para aliviar a dor no momento da crise, remédios preventivos em casos recorrentes e mudanças de hábitos para reduzir gatilhos.

Entre as medidas que podem ajudar durante uma crise estão:

repousar em ambiente escuro e silencioso;

evitar estímulos fortes, como luz, barulho e cheiros;

manter hidratação;

fazer alimentação leve, se houver tolerância;

usar medicamentos apenas conforme orientação profissional.

Quando a enxaqueca é frequente ou limita a rotina, vale procurar um médico para avaliar um plano de tratamento mais adequado.

 

Cefaleia em salvas: dor intensa ao redor de um olho

A cefaleia em salvas é menos comum, mas costuma causar uma dor muito intensa.

Ela recebe esse nome porque aparece em períodos de crise, que podem durar semanas ou meses, seguidos por fases sem dor.

A dor geralmente fica concentrada em um lado da cabeça, principalmente ao redor de um olho. Muitas pessoas descrevem como uma dor profunda, forte e difícil de suportar.

Ela pode vir acompanhada de sintomas no mesmo lado da dor, como:

olho vermelho;

lacrimejamento;

nariz entupido;

coriza;

suor no rosto;

queda da pálpebra;

inquietação durante a crise.

 

Características comuns

A cefaleia em salvas costuma ter algumas características marcantes:

dor muito intensa;

duração de 15 minutos a 3 horas por episódio;

crises que podem acontecer mais de uma vez ao dia;

dor quase sempre de um lado só;

maior frequência em homens, embora também possa afetar mulheres.

Por ser uma dor muito intensa e com características específicas, precisa de avaliação médica.

 

O tratamento pode incluir oxigênio em alta concentração em alguns casos, medicamentos para interromper a crise e opções preventivas indicadas pelo médico.

Álcool e cigarro também podem atuar como desencadeadores em algumas pessoas, especialmente durante os períodos de crise.

 

Dor de cabeça por uso excessivo de remédios

A dor de cabeça por uso excessivo de medicamentos pode acontecer quando remédios usados para aliviar crises passam a ser tomados com frequência elevada.

Em vez de resolver o problema, o uso repetido pode manter a dor em um ciclo quase diário, principalmente em pessoas que já têm enxaqueca ou outro tipo de cefaleia recorrente.

Esse quadro também é conhecido popularmente como "efeito rebote", embora o mecanismo seja mais complexo do que simplesmente "o remédio parar de fazer efeito".

 

Como ela costuma aparecer?

Alguns sinais podem levantar suspeita:

dor de cabeça em muitos dias do mês;

necessidade frequente de tomar analgésicos;

alívio temporário após o remédio, com retorno da dor depois;

sensação de que a dor está ficando cada vez mais constante;

dificuldade de passar o dia sem medicação.

O ponto principal é: quando a pessoa precisa tomar remédio para dor de cabeça com muita frequência, isso não deve ser tratado como algo normal.

 

Como evitar esse ciclo?

A melhor forma de prevenir esse problema é evitar o uso repetido de analgésicos ou medicamentos para enxaqueca sem acompanhamento.

Se a dor aparece vários dias por semana, ou se o remédio se tornou parte da rotina, é importante procurar um médico.

Nesses casos, pode ser necessário investigar o tipo de dor, ajustar o tratamento e, em algumas situações, iniciar uma estratégia preventiva.

 

Quando dor de cabeça pode ser sinal de alerta?

A maioria das dores de cabeça não está ligada a algo grave. Mesmo assim, alguns sinais exigem atenção, principalmente quando a dor foge do padrão habitual.

Procure atendimento médico com urgência se houver:

dor repentina e muito intensa, como um "trovão" na cabeça;

dor acompanhada de febre, rigidez no pescoço ou confusão mental;

perda de visão, visão dupla ou alteração neurológica;

fraqueza em um lado do corpo;

dificuldade para falar;

desmaio;

dor após queda, pancada ou traumatismo na cabeça;

dor que piora progressivamente;

dor que acorda durante a noite;

dor nova e intensa em pessoas que nunca tiveram esse tipo de sintoma.

Também é importante procurar avaliação se a dor de cabeça se tornou frequente, se está atrapalhando atividades diárias ou se mudou de comportamento de forma clara.

 

Hábitos que ajudam a prevenir dores de cabeça

Nem toda dor de cabeça pode ser evitada, mas alguns hábitos ajudam a reduzir a frequência e a intensidade das crises em muitas pessoas.

Entre eles:

manter horários regulares de sono;

beber água ao longo do dia;

evitar longos períodos em jejum;

fazer pausas durante o uso de computador e celular;

cuidar da postura;

reduzir excesso de cafeína e álcool;

praticar atividade física de forma regular, quando possível;

observar possíveis gatilhos;

controlar o estresse com estratégias realistas para a rotina.

Um diário de dor também pode ajudar.

 

Anotar quando a dor aparece, quanto tempo dura, onde dói, o que foi consumido no dia e quais sintomas vieram junto pode facilitar o diagnóstico e orientar melhor o tratamento.

 

O padrão da dor importa

A dor de cabeça pode ser apenas um incômodo passageiro, mas também pode revelar um padrão que merece atenção.

Observar onde dói, como a dor começa, quanto tempo dura, o que piora e quais sintomas acompanham a crise faz diferença.

Conhecer os principais tipos de dor de cabeça ajuda o leitor a entender melhor o próprio corpo, mas não substitui a avaliação profissional.

Se a dor é frequente, intensa, diferente do habitual ou limita atividades simples do dia a dia, procurar um médico é a atitude mais segura.

Em muitos casos, identificar corretamente o tipo de dor de cabeça ajuda tanto no alívio das crises quanto na prevenção de novos episódios.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/tipos-de-dor-de-cabeca-como-identificar-e-quando-procurar-ajuda-medica,4adc7d59abe6ecd73a75dfcddd0f4180ekqynsyr.html?utm_source=clipboard - Por: Enf. Raquel Souza de Faria / SaúdeLAB - Foto: SaúdeLAB

sábado, 17 de maio de 2025

Dor de cabeça: quando o incômodo se torna preocupante?


De acordo com a Sociedade Brasileira de Cefaleia, a dor de cabeça atinge cerca de 140 milhões de brasileiros. Sendo assim, é considerada uma das doenças mais incapacitantes no Brasil e no mundo. Dr. Fernando Gomes, neurocirurgião e neurocientista e professor livre docente da Faculdade de Medicina da USP explica quando as dores podem ser preocupantes.

 

"A cefaleia em salvas causa um tipo de dor de cabeça que é mais frequente na região de um dos olhos ou órbitas. No mesmo lado em que a dor, é comum também surgirem outros sintomas, como nariz escorrendo, inchaço da pálpebra e lacrimejamento do olho", explica. Ele conta que o tratamento da cefaleia em salvas normalmente é feito com a inalação de oxigênio a 100%. E, em alguns casos, pode ser preciso indicar medicamentos, como verapamil ou lítio, para evitar o retorno das crises.

 

Quando a dor de cabeça deve preocupar

Mas, para o especialista algumas dores merecem atenção. "A dor de início súbito (que começa de repente), dores muito intensas, ou de característica diferente de qualquer dor que já sentiu na vida e que não melhora ou que seja associada a alteração súbita da fala, da visão, da força dos braços ou pernas, do equilíbrio e ainda for acompanhada de desmaio ou convulsão e febre, podem ser sinais de alerta", diz.

 

Essas dores podem indicar quadros mais graves como a hidrocefalia, um aumento da pressão intracraniana devido à hipertensão do líquor, também conhecido como líquido cefalorraquidiano e que cumpre a função de proteger o tecido nervoso dos impactos. "Esse aumento de pressão distende a dura-máter, que é a membrana mais externa e próxima à pele, causando dor. A dor é holocraniana, se espalha por todo o crânio. É persistente, melhora pouco com remédios, e pode piorar quando o indivíduo se deita por aumento da pressão intracraniana. Pode vir acompanhada de sintomas como sonolência, náuseas, vômitos e dificuldades visuais", fala o especialista.

 

Sinais mais graves

Dr. Fernando ainda alerta que algumas dores de cabeça podem ainda indicar tumor cerebral. Já que esse problema causa um aumento da pressão dentro do crânio, gerando uma dor de cabeça difusa, que piora ao acordar ou ao baixar a cabeça (a cabeça mais baixa dificulta a drenagem do sangue do cérebro, levando a um aumento da pressão intracraniana). "Geralmente a dor pode se associar a fraqueza em um lado do corpo e crise convulsiva e em pacientes que tenham história de tumores em outras partes do corpo que não a cabeça, uma dor de cabeça nova pode sinalizar a existência de uma metástase secundária a este tumor", afirma.

 

O neuro ainda comenta que a dor de cabeça pode ser sinal de AVC por hemorragias subaracnóideas, causados por ruptura de aneurismas (que são dilatações ou "sacos" que se formam na parede de artérias) são as principais dores de cabeça ligadas a um AVC. "Caracterizam-se por serem abruptas. Atingem com intensidade máxima dentro do primeiro minuto de ocorrência em um indivíduo sem dor de cabeça prévia ou com dores de cabeça prévias diferentes desta. Ela pode se manifestar com sonolência, dificuldade na fala ou dificuldade motora. Ao apresentar um quadro como esse é importante que a pessoa procure o pronto-atendimento. Isso para ter a condição diagnosticada antes de um agravamento ou de nova ruptura, que pode ter consequências trágicas", finaliza o médico.

 

Ele ainda deixa o alerta para sinais de dores que podem indicar até um aneurisma. "Um aneurisma geralmente só causa cefaleia quando rompe e causa uma hemorragia súbita no cérebro e leva a um tipo de dor de cabeça muito intensa, "explosiva". Podendo ser associada a náuseas, vômitos e muitas vezes perda de consciência, podendo levar à morte ou sequelas importantes".

 

Opções para aliviar a dor de cabeça

Por outro lado, quando a dor não é algo mais grave, há alternativas naturais que podem funcionar como aliadas no alívio das dores. A aromaterapeuta e especialista em neurociência dos aromas, Daiana Petry, explica que a aromaterapia, quando bem aplicada, pode atuar no sistema nervoso central. Promovendo relaxamento, dilatação dos vasos e equilíbrio emocional — fatores diretamente envolvidos no desencadeamento de diferentes tipos de cefaleia.

 

"A dor de cabeça não é apenas física — ela está ligada ao estresse, à tensão muscular, ao cansaço mental e até à digestão. Óleos essenciais como lavanda, hortelã-pimenta, eucalipto globulus e manjerona têm propriedades analgésicas, anti-inflamatórias e reduzem o nível de cortisol. Eles ajudam o cérebro a sair do estado de alerta constante e ativam áreas ligadas ao alívio e à regulação da dor", explica a especialista. Ela deixa um ritual prático para alívio da dor.

 

Dicas

Compressa aromática fria: pingar 2 gotas de óleo essencial de hortelã-pimenta em uma colher de sopa de álcool de cereais ou sabonete líquido neutro, misturar bem e acrescentar numa pequena bacia com água gelada. Aplicar o pano úmido sobre a testa ou nuca por 10 minutos.

Banho antitensão: adicionar 5 gotas de óleo de lavanda e 3 gotas de óleo de manjerona em duas colheres de sabonete líquido neutro. Diluir na banheira e permanecer por 20 minutos.

Inalação profunda: pingar uma gota de óleo essencial de eucalipto globulus em um lenço e inspirar profundamente por alguns minutos. Ideal para dores com componente sinusal.

Massagem com óleo vegetal: misturar 2 gotas de óleo de manjerona e 1 de hortelã-pimenta em uma colher de óleo vegetal de sua preferência e aplicar com movimentos circulares nas têmporas, nuca e ombros.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/dor-de-cabeca-quando-o-incomodo-se-torna-preocupante,924aa1afe6390bbcef9c521431ac9215asberx5g.html?utm_source=clipboard - Por: Ana Beatriz Kubata - Foto: Revista Malu

terça-feira, 26 de novembro de 2024

Enxaqueca: veja os tipos, sintomas, causas e principais tratamentos


O neurologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Tiago Sowmy, esclarece dúvidas sobre a doença

 

As enxaquecas são muito comuns na população e podem até mesmo fazer parte da rotina de muita gente. Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, cerca de 140 milhões de pessoas no Brasil sofrem com a doença. Um estudo da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia apontou que cerca de 52% da população mundial também são acometidas por esse mal. Mas afinal, o que causa a enxaqueca e como é possível evitar esses sintomas que podem ser tão incômodos? Como fazer para evitar as enxaquecas? O neurologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Tiago Sowmy, responde a essas e outras dúvidas abaixo.

 

Tipos e sintomas de enxaqueca

 

Ao todo, existem três tipos de cefaleias primárias, ou seja, aquelas que não tem uma causa específica. A enxaqueca propriamente dita oferece como sintomas principais uma dor forte, pulsátil e intensa que ocupa metade da cabeça. O paciente pode ter mais sensibilidade à luz, ao barulho ou ao som e turvação visual podendo chegar a ter náuseas, vômitos, formigamentos e até dificuldade de comunicação e de memória. Pode haver ainda uma sensação de cansaço, de fadiga e até mesmo tontura, mal-estar ou vertigem. Muitas vezes a realização de atividades físicas ou até de atividades cotidianas pode se tornar desconfortável. Geralmente pode durar de 4 a 72 horas sem qualquer tipo de medicação.

 

A cefaleia tensional é uma dor mais leve e moderada, com característica de um aperto ou de pressão na cabeça, geralmente localizada na parte frontal da cabeça. Não há características de sensibilidade como na enxaqueca. Sua duração pode ser muito variável, indo de 30 minutos até alguns dias, mas não há uma regra clara. Já a cefaleia em salvas é mais incomum e representa a dor mais intensa de todas, com sensação de pontadas e até de ardor. Pode acometer só um lado da cabeça e apresenta sintomas como lacrimejamento, vermelhidão no olho e corrimento nasal. Cada episódio pode durar entre 15 minutos e três horas e pode ocorrer várias vezes ao dia. Os pacientes com essa cefaleia ficam agitados e não conseguem ficar em repouso, ao contrário da enxaqueca.

 

“Um jeito de diferenciar é verificar a intensidade da dor, onde ela está localizada, se é latejante, se há um aperto e se há outros sintomas associados como a náusea, vômitos e congestão nasal. Outra questão importante para se analisar é a duração da dor e a frequência em que ela acomete o paciente. E a partir disso o médico vai direcionar a conversa e classificar o tipo de dor”, explica ele.

 

Para todos os casos, porém, é importante observar alguns sintomas-chave. Segundo o neurologista, alguns desses fatores são a dor de cabeça súbita e intensa, a mudança de padrão no tipo de dor de cabeça, os sintomas que se perpetuam ou duram muito tempo e a existência de febre ou de algum trauma na cabeça, como uma batida após um acidente. Pessoas que tenham condições como problemas cardíacos ou vasculares, que utilizem medicações imunossupressoras para doenças autoimunes ou que apresentem dores crônicas também geram um alerta. “Para todos os casos acima o paciente deve procurar atendimento médico com urgência para evitar quadros piores”, alerta.

 

Causas da enxaqueca

 

O médico Tiago Sowmy destaca que não há uma causa específica para a enxaqueca e explica que são vários os fatores que interagem para a sua ocorrência. “A gente sabe que alguns fatores como o histórico familiar aumenta o risco de um paciente ter enxaqueca, além da existência de transtornos de humor, ansiedade e depressão. Fatores de estilo e hábitos de vida e fatores hormonais, como uma gravidez, a menopausa ou o período pré-menstrual, além do uso de anticoncepcional, também podem estar envolvidos”, ressalta.

 

Entre os fatores ligados ao estilo de vida podem estar a falta de uma alimentação adequada, desidratação, jejum prolongado ou alimentos específicos como álcool, doces, cafeína, temperos e comidas condimentadas. Entre outros fatores possíveis podem estar a exposição a muitas telas ou a ambientes muito barulhentos ou a exposição a momentos de muito estresse ou carga emocional. Segundo o médico, há pacientes que relatam enxaquecas após atividades físicas muito intensas ou após a privação ou excesso de sono, por exemplo.

“Entre esses vários fatores a gente pede para o paciente fazer um diário da vida dele, apontando se há o caso de uma enxaqueca após um episódio como comer um determinado alimento, por exemplo, além das durações e quantidades de episódios de enxaquecas. A dificuldade diagnóstica se encontra mais em conseguir elaborar um histórico detalhado do paciente e extrair os sintomas mais importantes do que propriamente se basear em um exame. Se a gente consegue unir os sintomas e o histórico aos exames teremos um quadro muito mais completo”, reitera. Ele detalha ainda que os exames laboratoriais e os exames de imagem ajudam a excluir outras causas e outras patologias que possam estar simulando a enxaqueca.

 

Quais são os tratamentos da enxaqueca

 

O especialista destaca que para tratar das dores causadas pelas enxaquecas tanto os analgésicos mais comuns como a aspirina, dipirona e paracetamol quanto as medicações mais específicas como os triptanos são recomendadas. Também podem ser utilizados os antieméticos para ajudar com as náuseas e vômitos.

 

Já para a profilaxia, ou seja, para a prevenção, o especialista indica os beta-bloqueadores, mas a depender da característica do indivíduo, podem ser usados antidepressivos ou antiepiléticos. Além de algumas medicações injetáveis, até mesmo a utilização de toxinas botulínicas, conhecidos popularmente como botox, podem ser utilizados. Ainda pode haver a indicação de fitoterápicos e de suplementos alimentares.

 

“A depender do tipo de paciente a orientação médica pode pedir que o paciente lide melhor com o estresse, apresente uma alimentação mais balanceada, melhor hidratação, melhore a qualidade do sono e faça atividades físicas. Os bons hábitos podem ajudar. E no caso de qualquer medicação é sempre importante procurar ajuda médica”, finaliza.

 

Fonte: https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/2197942/enxaqueca-veja-os-tipos-sintomas-causas-e-principais-tratamentos - © Shutterstock

 

Ele dá força aos cansados e aumenta o poder dos fracos. (Isaías 40:29)

sábado, 21 de setembro de 2024

Saiba quais alimentos e bebidas pioram as crises de enxaqueca


O cuidado com a alimentação é essencial para reduzir as dores de cabeça

 

De acordo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, existem mais de 150 tipos de dores de cabeça identificados pela ciência, entre elas, a enxaqueca (migrânea) é uma das mais prevalentes no mundo. Caracterizada por uma dor latejante, geralmente em apenas um lado da cabeça, é uma doença neurovascular, causada, entre outros fatores, por desequilíbrio químico no sistema nervoso central.

 

“As causas da enxaqueca podem ser múltiplas e ainda falta muito para a ciência estudar e explicar neste campo. Contudo, algumas condições podem ser desencadeantes para o quadro, como estresse, uso indiscriminado de remédios, hábito de fumar, jejum prolongado e até consumo errado de determinadas bebidas e alimentos”, explica a nutricionista Nadya Caroline Mambelli Magri, coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera Taboão da Serra.

 

Tipos e fases da enxaqueca

A enxaqueca possui quatro principais fases: pródromo (premonitória), aura, crise, pósdromo (fadiga e dificuldade de concentração), respectivamente nessa ordem. Contudo, nem sempre os pacientes passam por todas elas.

 

A doença separa-se em dois subtipos: sem aura e com aura. A enxaqueca sem aura é a dor unilateral, com intensidade moderada ou grave, podendo aumentar com atividade física de rotina. O indivíduo sente náuseas, fotofobia (intolerância à luz), desconforto a sons e odores fortes, além de ter transtornos gástricos.

 

O incômodo com aura está relacionado a sintomas neurológicos focais transitórios, os quais antecipam ou acompanham a cefaleia. A aura é um aviso fisiológico que acomete a visão ou outros sentidos. Já os sintomas neurológicos da doença surgem unicamente em um lado do corpo ou do campo visual, podendo acometer a fala, ser sensorial ou motor.

 

Alimentos que devem ser evitados para reduzir as crises

Segundo Nadya Caroline Mambelli Magri, cada organismo tem sensibilidade diferente aos alimentos; por isso, é importante uma avaliação nutricional para determinar quais alimentos causam efeitos indesejáveis em cada pessoa. O café, por exemplo, consumido de forma moderada, é saudável; mas, em uma crise de enxaqueca, pode piorar a dor em organismos mais sensíveis aos nutrientes. Quem toma a bebida com frequência e interrompe bruscamente o consumo, sem realizar “desmame”, pode ativar uma crise.

 

“Não é recomendável simplesmente privar o indivíduo do consumo. O correto é realizar um diagnóstico adequado que possibilite tratamento para evitar as crises. Além disso, a simples retirada de um determinado alimento da dieta pode acarretar deficiências nutricionais que podem prejudicar o bom funcionamento do organismo”, comenta a profissional.

 

Entre as bebidas que mais ocasionam dor, estão o vinho tinto, a aguardente e a cerveja. No grupo dos alimentos, estão os queijos maturados, carne de porco, chocolate, derivados do leite e até mesmo as frutas cítricas, porque contêm aminas vasoativas: octopamina, fenilalanima e tiramina.

 

Os aditivos alimentares que ativam a enxaqueca são o aspartame, o glutamato monossódico e o nitrato de sódio e diversos corantes. A ingestão de alimentos enlatados e em conserva são gatilhos para a migrânea, assim como os ultraprocessados com muitos conservantes, corantes e aditivos artificiais.

 

Importância da hidratação e da dieta saudável

A coordenadora ressalta a importância de manter a alimentação saudável o tempo todo, e não apenas durante a enxaqueca. A hidratação é fundamental para manter o equilíbrio do corpo e está relacionada diretamente com crises de enxaqueca.

 

“Uma boa dica para evitar crises é manter uma dieta equilibrada, com consumo de alimentos mais saudáveis, em detrimento dos produtos industrializados, e ingerir bastante água. Além disso, esses hábitos, além de evitar a enxaqueca, também contribuem para a saúde geral do organismo e para a longevidade”, finaliza a nutricionista Nadya Caroline Mambelli Magri.

 

Fonte: https://saude.ig.com.br/parceiros/edicase/2024-09-20/saiba-quais-alimentos-e-bebidas-pioram-as-crises-de-enxaqueca.html - Por Bianca Lodi Rieg - Imagem: Berit Kessler | Shutterstock


Deem graças em todas as circunstâncias, pois esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus.

1 Tessalonicenses 5:18