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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Cardiologista aponta riscos silenciosos ao coração


Doenças cardiovasculares seguem liderando mortes no mundo e reforçam a importância do check-up cardiológico


O início de um novo ano costuma vir acompanhado de metas de bem-estar, com muitas promessas de vida saudável e busca por atividades físicas. Mas, sem nenhum tipo de cuidados pré exercícios, podemos estar expostos a riscos que atingem a saúde e podem causar complicações graves.

 

Especialistas alertam que a prevenção e o diagnóstico precoce de problemas cardíacos merecem lugar permanente na agenda de saúde, garantindo que tudo seja feito de forma organizada e segura.

 

As doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de morte no mundo. Cerca de 19,8 milhões de pessoas morrem todos os anos por problemas do coração, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

No Brasil, as doenças do coração também figuram entre as principais causas de óbito, representando cerca de 30% das mortes registradas no país anualmente, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

 

Para o cardiologista Tayene Quintella, referência em arritmias e com atuação em hospitais de ponta no estado do Rio de Janeiro, o começo do ano representa não apenas um momento simbólico, mas uma janela de oportunidade para reforçar a importância do acompanhamento cardiológico regular.

 

“O coração é um órgão resiliente, mas muitas alterações, como hipertensão não controlada, fibrilação atrial ou outras arritmias, podem decorrer lentamente e sem sintomas claros até que resultem em eventos graves, como infarto ou AVC. Por isso, consultas e exames periódicos não são luxo: são medidas de prevenção que salvam vidas”, afirma.

 

A hipertensão arterial, um dos principais fatores de risco cardiovascular, acomete grande parte da população adulta e pode passar despercebida sem aferições regulares de pressão. Além disso, o uso de exames complementares como eletrocardiograma, ecocardiograma e monitoramento de ritmo cardíaco, especialmente em pacientes com histórico familiar de doenças cardíacas ou com múltiplos fatores de risco, é fundamental para detecção precoce de alterações.

 

“Pacientes com histórico familiar de doenças do coração, diabetes, hipertensão, obesidade e tabagismo devem buscar avaliação médica com mais frequência. O check-up cardiológico permite identificar e tratar problemas antes que se tornem emergências”, destaca Quintella.

 

Especialistas também reforçam que fatores de risco comportamentais, como sedentarismo, alimentação inadequada, consumo excessivo de álcool e estresse crônico, contribuem significativamente para o desenvolvimento de patologias relacionadas à saúde do coração. Grande parte dessas doenças pode ser prevenida por meio de mudanças no estilo de vida e de um rastreamento contínuo dos principais indicadores de saúde cardiovascular.

 

“Os exames preventivos e o acompanhamento médico não apenas ajudam a reduzir o risco de complicações graves, como também permitem ajustar tratamentos ao longo do tempo, garantindo mais qualidade de vida ao paciente”, conclui o cardiologista.

 

Fonte: https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-01-14/cardiologista-aponta-riscos-silenciosos-ao-coracao.html - Por Roberta Nuñez

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Descubra a hora certa para procurar o cardiologista


Check-up cardiológico pode ser feito até mesmo antes do nascimento

Você sabia que fazer um check-up cardiológico é importante em qualquer fase da vida? Nos dias de hoje, em função da qualidade e do ritmo que temos, do estresse e problemas do dia a dia, a prevenção deve ser iniciada mais cedo.

Claro que alguns fatores influenciam na idade de início e na periodicidade com que essas consultas devem acontecer, mas fazer uma avaliação com um cardiologista pode ajudar na prevenção de potenciais problemas e até no diagnóstico precoce de algumas doenças. E quando digo precoce, me refiro a diagnósticos feitos até mesmo antes do nascimento!

Com os recursos atuais, é possível realizar, ainda durante a gestação, a avaliação cardiológica não apenas da mãe, mas também da criança. O ecofetal pode diagnosticar cardiopatias muito graves e em algumas situações é possível tratar o bebê ainda no útero ou nos primeiros dias de vida, realizando procedimentos sob o coração para corrigir ou melhorar o prognóstico da doença. E veja, isso pode acontecer com qualquer um, mesmo sem histórico familiar. A recomendação é que a gestante faça esse exame com cerca de 20 semanas, quando o feto já está mais formado.

Ainda sobre as mulheres, no caso de uma gravidez planejada, para aquelas que nunca passaram por uma avaliação cardiológica na vida, eu recomendo que, até mesmo antes de engravidar, procurem um cardiologista. Vale a pena realizar a avaliação, ter uma conversa com um profissional e fazer exames básicos, como um ecocardiograma. Em um simples exame clínico, por exemplo, é possível detectar algum problema, principalmente de válvula ou sopro no coração.

Agora, quando falamos da população de maneira geral, realizando uma rápida pesquisa na internet, você vai ler por aí que a recomendação é iniciar essas avaliações do coração muito tardiamente, já ultrapassando a quarta ou quinta década de vida.

Vejamos um exemplo: uma mulher de 35 anos, com histórico de doença coronária na família, tabagista, que tem hipertensão e diabetes. Em um caso assim, você não pode esperar que ela chegue aos 45, 50 anos ou entre na menopausa para iniciar o processo e acompanhamento.

Por isso, é preciso avaliar caso a caso. Sem dúvida nenhuma, o histórico familiar conta muito e os próprios hábitos e antecedentes de cada pessoa, tanto homem como mulher, influenciam.

Minha orientação para as mulheres que não apresentam fatores de risco, sintomas e histórico familiar, é iniciar esse acompanhamento cardiológico entre 35 e 40 anos. Para os homens, a partir dos 35 anos.

A periodicidade indicada para as consultas também varia. Para aqueles que já têm algum diagnóstico de cardiopatia, a recomendação é uma visita ao médico especialista a cada seis meses - ou até menos, dependendo do indicado pelo profissional que faz o acompanhamento do caso.

Outro grupo que precisa desse acompanhamento semestral é dos hipertensos e pessoas que têm o colesterol elevado. No caso de hipertensos, por exemplo, muitos descuidam da pressão ao longo do tempo. Isso pode trazer um desgaste das artérias do corpo, principalmente as coronárias, que acabam levando ao aparecimento da doença obstrutiva das artérias. Ainda no caso de pessoas que têm resistência a tomar medicamentos, muitas vezes é preciso reduzir esses intervalos para períodos menores, de quatro em quatro meses.

Já quem apresenta algum fator de risco, mas não tem nenhum sintoma e está dentro da faixa de idade que mencionei anteriormente, pode realizar essa avaliação anualmente. Por último, uma pessoa mais jovem (com menos de 30 anos) que tenha o hábito de fazer check-ups, com colesterol normal, sem hipertensão, que pratica atividades físicas e não tem nenhum fator de risco, é possível fazer esse acompanhamento cardiológico a cada dois anos.

No entanto, reforço que em qualquer época da vida, ao sentir alguma limitação do ponto de vista físico, um cansaço fora do normal, falta de ar, uma palpitação (o coração bate de forma muito acelerada ou irregular), é essencial procurar um cardiologista. Isso poderá ser decorrente de uma situação de deficiência do coração que precisa ser diagnosticada e tratada. E isso não é válido apenas para adultos, mas também para uma criança ou adolescente, por exemplo, que faz atividade física na escola e percebe alguma limitação recorrente.

Por isso, faça seu acompanhamento periódico e, ao menor sinal, procure um cardiologista! Muitas doenças podem ser diagnosticadas e tratadas no início, sem sequelas ou complicações mais graves.