terça-feira, 27 de setembro de 2011
Parar de fumar melhora a memória
Deixar de fumar é extremamente benéfico para a saúde de forma geral, mas pesquisadores ingleses descobriram uma vantagem específica do abandono do hábito – o melhor funcionamento da memória.
Pesquisadores da Universidade Northumbria, na Inglaterra, selecionaram 69 pessoas para participarem de um tour pelo campus da universidade. Dessas pessoas, 27 eram fumantes, 18 eram ex-fumantes e 24 nunca tinham fumado.
Essas pessoas tiveram que realizar tarefas em cada uma das locações onde foram levadas – 15, ao total. As tarefas envolviam funções de memória que estavam relacionadas aos locais. Na biblioteca, por exemplo, elas deveriam se lembrar de checarem se seus telefones tinham recebido mensagens. No centro esportivo deveriam perguntar sobre os custos de ser sócio.
Os resultados do experimento mostraram que os fumantes realizaram 8,9 das tarefas corretamente, sendo que os ex-fumantes realizaram 11 tarefas com sucesso e os que nunca fumaram performaram 12,1.
Existem estudos que apontam que o abandono do tabagismo melhora o funcionamento da memória retrospectiva – a habilidade de aprender novas informações e retê-las. Esse novo estudo mostra progressos na memória prospectiva- a habilidade de se lembrar de uma tarefa e realizá-la em um momento futuro.
“Nós já sabemos que parar de fumar têm benefícios enormes de saúde para o corpo, mas esse estudo também mostra como parar de fumar pode ter um efeito repercussivo na função cognitiva também”, afirma o pesquisador Tom Hefferman.
A pesquisa será publicada no periódico Drug and Alcohol Dependence.
Fonte: Live Science
Blog da Saúde
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Quando se usa compressa quente ou fria?
Existe ainda uma terceira alternativa, muito usada nos tratamentos pós-imobilização e pós-cirurgia: o chamado contraste. "Depois que a pessoa retira o gesso, por exemplo, ou passa por uma cirurgia ortopédica, os membros - principalmente os inferiores - permanecem imóveis, o que causa uma circulação mais lenta. Por isso, é comum aplicar uma alternância de compressas quentes e frias, que acabam funcionando como uma bomba, estimulando a circulação de sangue na região", diz o ortopedista Wagner Taffo Thomazin, também da USP.
CALORZINHO BOM
Aquecimento estimula a circulação e relaxa a musculatura
A compressa quente faz os vasos sangüíneos dilatarem, aumentando o fluxo de sangue na região tratada. Isso ajuda a conter o processo inflamatório. Se houver formação de hematoma ou edema (inchaço provocado pelo líquido extravasado), o calor amolece o líquido que vazou dos vasos e se acumulou em torno da região afetada. Isso auxilia na reabsorção do líquido pelo organismo.
RECOMENDAÇÕES E CUIDADOS ESPECIAIS
Apesar de o frio reduzir tanto a dor quanto inchaços como edemas e hematomas, ele pode fazer mal a peles muito sensíveis. Por isso, não é aconselhável usar o gelo por mais de 12 minutos ininterruptos. Entre uma aplicação e outra deve-se fazer um intervalo de, pelo menos, dez minutos. Além disso, é oportuno evitar o gelo em feridas abertas e queimaduras (caso em que é melhor usar a água fria como anestesia). O frio também pode ser usado por atletas e ginastas na prevenção de cãibras e no tratamento de tensão e fadiga.
BENEFÍCIO GELADO
Além de anestésico, o frio contrai os vasos sangüíneos, diminuindo inchaços
1 - Traumas provocados por quedas ou pancadas costumam romper os vasos dos sistemas sangüíneo e linfático. O vazamento desses dois líquidos - o sangue e a linfa - é responsável pelos inchaços (edemas e hematomas) que aparecem após a lesão
2 - Se logo após o trauma for aplicado gelo, os vasos se contraem, fazendo com que o fluxo do vazamento seja bem menor e, em conseqüência, o inchaço e o hematoma se reduzam também. Além disso, se a pele for resfriada a 12ºC ou 13ºC, os receptores de dor param de funcionar - daí o efeito anestésico do gelo.
RECOMENDAÇÕES E CUIDADOS ESPECIAIS
O calor é indicado nos casos em que a pessoa sente dor mas não apresenta inchaço. Um exemplo é o começo de uma dor de dente, quando a inflamação ainda não se agravou, mas o sofrimento já é considerável. O mesmo vale para casos de reumatismo e tendinite. Dependendo da área em que for aplicado, o calor pode tanto melhorar a respiração quanto diminuir a secreção ácida do intestino, aliviando dores renais e estimulando a produção de urina. Compressas quentes também ajudam a combater as cólicas menstruais, devido ao relaxamento muscular na região do ventre.
TÉCNICA MISTA: O CONTRASTE
Alternância de quente e frio equivale a uma massagem
Existem casos em que a melhor pedida não é adotar extremos de temperatura isolados e sim a combinação de ambos. A terapia chamada contraste usa a aplicação alternada de compressas frias e quentes para contrair e dilatar seguidamente os vasos sangüíneos, aumentando a circulação no local afetado. A técnica é especialmente indicada para infecções, distensões, inflamações e dores de cabeça causadas por tensão nervosa ou muscular.
Fonte: Revista Mundo Estranho - por Meire Cavalcante
domingo, 25 de setembro de 2011
Como é elaborada a prova do Enem?
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), órgão ligado ao Ministério da educação (MEC). As questões que compõem a prova são selecionadas do Banco Nacional de Itens, que possui cerca de 10 mil questões, elaboradas por professores de várias universidades do país.
Para compor o exame, são sorteadas perguntas de cada área cobrada na prova: Linguagens e Códigos, que abrange língua portuguesa, literatura e língua estrangeira (inglês); Ciências Humanas, com geografia, história, filosofia e sociologia; Ciências da Natureza, com biologia, química e física; e Matemática.
De acordo com o Inep, a prova é preparada com meses de antecedência. Neste ano, o Enem será aplicado nos dias 22 e 23 de outubro, sendo que o exame está pronto desde o final de julho.
Perguntas e respostas
Da seleção das questões à correção da prova, saiba como é feito o maior vestibular do Brasil
1. As questões são elaboradas por professores e passam por uma revisão do Inep. Elas devem ter um texto-base com uma pergunta, cinco alternativas objetivas e apenas uma resposta, além de estar relacionadas com conteúdos aprendidos no Ensino Médio.
2. As perguntas são testadas por estudantes do 1º e do 2º ano, que realizam uma prova com 48 questões. O processo é sigiloso e, por esse motivo, os alunos não sabem que estão participando de uma avaliação do Enem.
3. Com o pré-teste, é possível classificar as questões por grau de dificuldade. Os itens que tiveram alto nível de acerto e de erro são descartados, enquanto as demais perguntas são separadas nas categorias fácil, médio e difícil.
4. Na hora de montar a prova, são selecionadas 180 questões – 45 de cada área de conhecimento –, sendo 25% fáceis, 50% médias e 25% difíceis. Além das perguntas objetivas, o exame é composto de uma redação, sobre assuntos nacionais em discussão na mídia.
5. A nota é calculada de acordo com a Teoria da Resposta ao Item (TRI), que considera o número de acertos e a dificuldade das questões. Assim, dois alunos que acertaram a mesma quantidade de perguntas não ganham a mesma nota.
FONTES: GUIA DO ESTUDANTE – Enem 2011, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)
Revista Mundo Estranho - por Mariana Nadai
Saiba por que brincar é fundamental para o desenvolvimento do seu filho
“Lápis, caderno, chiclete, pião. Sol, bicicleta, skate, calção...Criança não trabalha, criança dá trabalho”. Quem é pai provavelmente já ouviu a canção “Criança Não Trabalha”, da dupla Palavra Cantada, e que fala do que há de melhor na infância: a brincadeira. Mas, em tempos de agendas superlotadas, muitos pais acabam deixando de lado as horas de lazer dos filhos – e que são tão necessárias para o desenvolvimento intelectual e cognitivo dos pequenos.
Desenvolver a memória, o raciocínio, as emoções, a habilidade física e a coordenação motora. Estimular a imaginação e a sociabilidade - tudo isso faz parte dos benefícios gerados pelo brincar. “A brincadeira é uma coisa séria. Só se torna um adulto completo, com bom desenvolvimento cognitivo, social e afetivo, quem brincou na infância”, diz Patricia Bertolini, psicóloga e coordenadora da Brinquedoteca do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba (PR).
Quer mais um benefício? Brincar também é uma forma de expressão. “Quando a criança ainda não desenvolveu a linguagem oral ou a escrita, ela se manifesta por meio da brincadeira”, afirma Maria Angela Barbato Carneiro, coordenadora do Núcleo de Estudos do Brincar da PUC-SP. Ou seja, quando ainda não aprendeu a falar ou escrever, brincar é um jeito da criança poder expressar algum sentimento, necessidade ou apenas representar a realidade em que vive. Se ela estiver triste ou com medo, pode transferir esses sentimentos para um boneco, por exemplo, e dizer que o brinquedo está chorando ou assustado exatamente pelo motivo que ela ainda não consegue explicar por meio das palavras.
Ter tempo livre para fazer o que quiser, seja pular corda ou montar castelos com cartas de baralho, portanto, é fundamental. “A criança que não brinca pode se tornar um adulto egoísta, dependente e pouco criativo”, afirma Maria Angela. O ideal, como diz a educadora, é que seu filho brinque todos os dias, não importa se está sozinho, com irmãos, amigos - e também com você. “A brincadeira em família ajuda a fortalecer o vínculo afetivo, pois na hora de um jogo, por exemplo, a criança pode questionar o pai, fazer negociações, expor suas opiniões. Assim, pais e filhos acabam se conhecendo melhor”, diz Patrícia Bertolini.
E se você pensa que não sabe mais brincar ou que é preciso ter muitos brinquedos em casa, saiba que a criança se diverte facilmente e com poucos objetos - ou até mesmo nenhum. Brincar de esconde-esconde ou dançar no meio da sala, por exemplo, não exigem muito mais do que o corpo. “Deixe a iniciativa partir do seu filho e entre no jogo com ele. Os adultos perdem a fantasia aos poucos, mas a criança ainda tem muito”, afirma Patricia.
HORA DA BRINCADEIRA
Como explicam as especialistas Maria Angela Barbato Carneiro e Patricia Bertolini, não há uma “receita” para a brincadeira. O importante é diversificar as atividades, brincar dentro e fora de casa, com ou sem brinquedos. Aqui há algumas sugestões, separadas de acordo com a idade do seu filho, para você começar ou incrementar a diversão em casa.
DE 0 A 3 ANOS
- CANTAR
- TOCAR INSTRUMENTOS
- FAZER CÓCEGAS E CARETAS
+ 3 ANOS
- BRINCAR DE FAZ DE CONTA
- CRIAR CASTELOS COM BLOCOS DE MONTAR OU COM CARTAS DE BARALHO
- ESCONDER O BJETOS E PEDIR PARA A CRIANÇA PROCURAR
+ 6 ANOS
- ANDAR DE BICICLETA
- JOGAR DOMINÓ
- FAZER TRAVA LÍNGUAS
- FAZER IMITAÇÕES
EM TODAS AS IDADES
- BRINCAR COM MASSINHA
- BRINCAR COM TINTA
- CONSTRUIR OBJETOS COM MATERIAIS DIVERSOS COMO PAPEL, BLOCOS DE MONTAR OU SUCATA.
Fonte: UOL – por SIMONE TINTI
sábado, 24 de setembro de 2011
Como tornar-se mais sábio: use a dialética e a humildade
Estudos sobre a sabedoria
Tornar-se mais sábio pode ser uma questão de adotar uma perspectiva psicologicamente distanciada dos acontecimentos do dia-a-dia.
Esta é a conclusão de Igor Grossmann e Ethan Kross, da Universidade de Michigan (EUA), que acabam de publicar um estudo sobre a sabedoria no Journal of Experimental Psychology.
"Embora os humanos esforcem-se para se tornar mais sábios, eles frequentemente não alcançam seu objetivo quando lidam com questões que têm implicações pessoais mais profundas," disse Kross.
"Estes experimentos sugerem uma forma promissora para as pessoas ponderarem sabiamente a respeito dessas questões," afirma ele, referindo-se aos experimentos realizados no estudo.
Dialética e humildade
Pesquisas anteriores já documentaram dois aspectos comuns do chamado "raciocínio sábio".
O primeiro é o pensar de forma dialética, percebendo que o mundo é um fluxo e que as coisas tendem a mudar com o tempo.
O segundo é a humildade intelectual, que envolve a compreensão dos limites do próprio raciocínio.
Em um trabalho recente, Kross já havia demonstrado que a adoção de uma perspectiva egocêntrica - imaginar que os eventos estão se desdobrando imediatamente à sua frente - faz com que processemos a informação de forma diferente do que quando adotamos uma perspectiva distanciada - ver-se como um observador distante dos acontecimentos.
Perspectiva distanciada
Agora, ele e Grossmann queriam saber como o pensar dialético e a humildade intelectual variam dependendo de qual dessas perspectivas as pessoas adotam em situações de grande importância pessoal.
Primeiro eles estudaram 57 recém-graduados que não conseguiram emprego.
"Nós descobrimos que os participantes que adotaram uma perspectiva distanciada tinham uma probabilidade muito maior de reconhecer os limites do seu conhecimento e se dar conta de que as coisas muito provavelmente vão mudar no futuro," conta Grossmann.
A seguir, eles entrevistaram participantes fortemente conservadores ou fortemente liberais, com relação às últimas e às próximas eleições.
Como no primeiro estudo, os participantes que adotaram uma perspectiva mais distante dos eventos conseguiram argumentar de forma muito mais sábia em suas discussões.
Eles também se tornaram mais cooperativos, apegando-se menos fortemente às ideologias políticas, e se mostraram mais propensos a reconhecer a importância da convivência partidária.
Cultivar a sabedoria na vida diária
Nos dois casos, foram os mesmos participantes que se comportaram das duas maneiras diferentes.
Isso foi possível por uma "manipulação" que os cientistas fizeram na forma como os problemas lhes foram apresentados: como algo urgente para eles mesmos ou como um fato distante a ser observado.
"É importante notar que essas alterações na reflexão mais sábia e no comportamento ocorreram em resposta a manipulações relativamente simples," disse Kross. "Isto sugere que as pessoas não precisam ficar percorrendo grandes distâncias em seus próprios raciocínios para refletir sabiamente na vida diária."
Ou seja, basta que a própria pessoa adote uma perspectiva distanciada de cada evento com o qual se depara no dia-a-dia.
"[As conclusões] contribuem para um entendimento de como o distanciamento estimula a sabedoria, e melhoram o conhecimento sobre como a sabedoria funciona, e como ela pode ser cultivada na vida diária," completa Grossmann.
Fonte: Diário da Saúde
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