Infecção fúngica nas unhas dos pés é um problema frequente na população adulta e vem ganhando mais atenção em consultórios e nas conversas do dia a dia. Veja tratamentos que podem ajudar.
Infecção fúngica nas unhas dos pés é um problema
frequente na população adulta e vem ganhando mais atenção em consultórios e nas
conversas do dia a dia. Com o nome de fungos nas unhas dos pés ou onicomicose,
essa condição costuma se desenvolver lentamente. Muitas vezes, ela passa
despercebida nos estágios iniciais. Porém, com o tempo pode comprometer tanto a
aparência quanto a saúde das unhas, causando desconforto e limitações na
rotina.
O interesse por soluções para onicomicose cresce à
medida que mais pessoas buscam entender as causas, os sintomas e as opções de
tratamento. Assim, entre remédios prescritos, orientações de especialistas e o
uso de remédios caseiros, o tema envolve tanto cuidados médicos quanto hábitos
de higiene diária. Afinal, a informação clara e acessível ajuda a identificar
quando medidas simples podem ser úteis e quando é necessário procurar
atendimento profissional.
O que causa fungos nas unhas dos pés e como reconhecer
os sintomas?
A onicomicose é causada, na maior parte dos casos, por
fungos que se alimentam de queratina, proteína presente nas unhas. Esses
micro-organismos encontram ambiente favorável em locais quentes, úmidos e pouco
ventilados. Entre eles, dentro de tênis fechados, meias sintéticas e vestiários
coletivos. Pequenas lesões na pele ao redor da unha ou na própria lâmina
ungueal facilitam a entrada dos fungos.
Os sintomas dos fungos nas unhas dos pés incluem
alterações visíveis e mudanças na textura. Assim, as unhas podem ficar
amareladas, esbranquiçadas ou acastanhadas, tornar-se espessas, quebradiças e
com formato irregular. Em alguns casos, ocorre desprendimento parcial da unha
do leito ungueal, acompanhado de odor desagradável. Embora muitas vezes não
haja dor no início, quadros avançados podem causar sensibilidade ao calçar
sapatos ou caminhar longas distâncias.
Além do aspecto estético, a onicomicose pode favorecer
pequenas fissuras na pele ao redor, facilitando a entrada de bactérias. Em
pessoas com imunidade comprometida, diabetes ou problemas circulatórios, essas
alterações merecem atenção especial, já que podem aumentar o risco de infecções
mais sérias.
Fungos nas unhas dos pés: como a onicomicose afeta
saúde e estética?
Do ponto de vista estético, os fungos nas unhas dos
pés costumam gerar incômodo por deixarem as unhas opacas, deformadas e com
coloração alterada. Por isso, muitas pessoas passam a evitar sandálias abertas,
praia ou piscina por causa da aparência. Assim, isso mostra o impacto social e
emocional desse problema de saúde aparentemente simples. A alteração na forma e
na espessura pode dificultar o corte adequado das unhas e até interferir na
escolha de calçados.
Na esfera da saúde, a onicomicose pode comprometer a
função de proteção que a unha exerce sobre a ponta do dedo. Unhas espessas e
deformadas podem pressionar tecidos ao redor, causar microtraumas e favorecer o
surgimento de calos e lesões. Ademais, em indivíduos com doenças crônicas,
qualquer ferida na região dos pés exige cuidados rigorosos para evitar
complicações, especialmente quando há má circulação sanguínea.
Por isso, profissionais de saúde reforçam que a
onicomicose não deve ser tratada apenas como questão estética. Afinal, a
presença de fungos nas unhas sinaliza um desequilíbrio local, muitas vezes algo
que se associa à umidade constante, calçados inadequados ou falta de
ventilação. Portanto, entender essas relações ajuda na escolha de estratégias
de prevenção e no sucesso de qualquer tratamento, médico ou complementar.
Quais remédios caseiros são mais citados para tratar
fungos nas unhas?
Na tentativa de combater fungos nas unhas dos pés,
diversos remédios caseiros são mencionados em relatos populares. Entre os mais
conhecidos estão vinagre, óleo de melaleuca, bicarbonato de sódio e alho.
Embora muitos relatos indiquem melhora, especialistas lembram que esses métodos
podem atuar principalmente como coadjuvantes, não substituindo o acompanhamento
de um dermatologista ou podólogo em casos persistentes ou graves.
O vinagre, em especial o de maçã, é citado pela sua
acidez, que pode criar um ambiente menos favorável ao crescimento de fungos. Em
geral, é utilizado diluído em água morna, em proporções como uma parte de
vinagre para uma parte de água, para escalda-pés de 15 a 20 minutos, uma vez ao
dia. É importante secar bem os pés após o uso e evitar aplicação direta em pele
irritada ou machucada.
O óleo de melaleuca (tea tree oil) é outro recurso
popular. Esse óleo essencial é aplicado diluído em um óleo carreador (como óleo
de coco ou de amêndoas) para reduzir risco de irritação. Costuma-se pingar
algumas gotas da mistura sobre a unha limpa e seca, uma ou duas vezes ao dia.
Pessoas com pele sensível devem testar uma pequena área antes de usar de forma
mais ampla.
O bicarbonato de sódio aparece como alternativa para
ajudar a reduzir a umidade e o odor nos pés. Pode ser usado em forma de pasta
suave, misturado com pouca água e aplicado sobre a unha, ou polvilhado dentro
de calçados para mantê-los mais secos. Já o alho, conhecido por compostos com
ação antimicrobiana, costuma ser usado amassado e misturado a óleos ou cremes neutros,
aplicado em curtos períodos para evitar irritação da pele ao redor.
Apesar da ampla circulação dessas práticas, não há
garantia de que remédios caseiros consigam eliminar totalmente os fungos das
unhas, especialmente quando a infecção é extensa ou antiga. Em muitos casos,
quando há apenas alívio parcial, o fungo continua presente e pode voltar a se
manifestar com mais intensidade.
Cuidados diários e quando procurar dermatologista ou
podólogo?
Para reduzir o risco de fungos nas unhas dos pés e
apoiar qualquer tratamento, os cuidados diários são essenciais. Manter os pés
limpos, secos e com boa ventilação ajuda a dificultar o crescimento de fungos.
Após o banho, é recomendável secar bem entre os dedos, usar toalhas pessoais e
evitar permanecer longos períodos com meias úmidas ou calçados fechados.
Algumas medidas práticas incluem:
Preferir meias de algodão ou tecidos que absorvam
melhor o suor.
Alternar os pares de sapatos ao longo da semana,
permitindo que sequem completamente.
Evitar caminhar descalço em vestiários, saunas,
piscinas e pisos úmidos compartilhados.
Não compartilhar cortadores, alicates ou lixas de
unha.
Manter as unhas dos pés aparadas, mas sem cortar
demais os cantos.
Quando já existe onicomicose, pode se adotar a
combinação de higiene rigorosa e alguns remédios caseiros, desde que não
provoque irritação ou ferimentos. No entanto, casos persistentes, dolorosos,
extensos ou que envolvem várias unhas devem passar pela avaliação de um médico
dermatologista ou podólogo. Esses profissionais podem indicar tratamentos
tópicos, comprimidos antifúngicos, limpezas periódicas da unha e, em alguns
casos, procedimentos específicos.
Essa avaliação é especialmente importante em pessoas
com diabetes, problemas vasculares, uso de medicamentos que afetam o sistema
imunológico ou histórico de infecções repetidas nos pés. Nesses grupos, a
orientação profissional reduz o risco de complicações e aumenta as chances de
recuperação da aparência e da saúde das unhas. O acompanhamento também permite
ajustar o tratamento e esclarecer dúvidas sobre o uso de remédios caseiros como
complemento, sempre priorizando a segurança e a eficácia.
Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/fungos-nas-unhas-dos-pes-tratamentos-caseiros-que-podem-ajudar,65985ce593b5d88a412effd197b68e22qm40n1qc.html?utm_source=clipboard
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