domingo, 4 de setembro de 2011

Adolescentes: reforce o positivo para eliminar o negativo


Viés cognitivo

Ensinar os adolescentes a encarar as situações sociais de forma positiva pode ajudar e evitar problemas na vida adulta, sobretudo os relativos à ansiedade.

Pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, descobriram que a forma de encarar uma situação aparentemente neutra altera o que os adolescentes pensam sobre essa situação.

Desta forma, os pais e professores podem educar esses jovens a encararem aspectos mais positivos do que negativos dessas situações, o que os ajudará futuramente.

Essa abordagem é chamada de viés cognitivo para a interpretação de situações.

Como pensar positivo

Os pesquisadores demonstraram em estudos de laboratório que é possível induzir estilos positivos e negativos de pensar - as pesquisas foram feitas em adolescentes saudáveis sem registro de problemas de ansiedade.

"Acredita-se que algumas pessoas tendem a fazer interpretações negativas de situações ambíguas," explica a Dra. Jennifer Lau.

Pessoas com ansiedade tendem a seguir esse padrão de interpretação.

"Acredita-se que esses pensamentos negativos impulsionem e mantenham seus sentimentos de mau humor e ansiedade. Se você mudar o estilo de pensamento, talvez você possa mudar o humor dos adolescentes ansiosos," afirma.

Ansiedade entre adolescentes

Os adolescentes parecem ter um período de vulnerabilidade, quando surgem os primeiros sinais tanto de depressão quanto de ansiedade, o que tem exigido novos tratamentos.

As terapias comportamentais cognitivas, por exemplo, não funcionam para todos e não estão disponíveis em muitos lugares.

Estimativas sobre a prevalência de ansiedade entre os adolescentes variam entre 10 e 15%.
A adolescência é um período no qual as mudanças biológicas coincidem com o desenvolvimento de áreas do cérebro envolvidas no controle emocional e com grande alterações sociais, como mudança de escola e grupos de amizade, e os primeiros interesses românticos.

Apesar disso, a ansiedade e a depressão entre adolescentes tem-se mantido um tema bastante negligenciado, em comparação com estudos envolvendo adultos.

"É claro que é normal que os adolescentes se preocupem com os exames, com os amigos, com a aceitação social e com o futuro em geral," diz a Dr. Lau. "Mas a ansiedade pode tornar-se um problema quando se torna persistente ou é desproporcional à situação."

Agora os cientistas querem descobrir se é também possível mudar interpretações negativas que já foram incorporadas pelos jovens.

Fonte: Diário da Saúde

sábado, 3 de setembro de 2011

Religião, felicidade e qualidade de vida estão interligadas


Na alegria e na tristeza

Em uma sociedade marcada pela insegurança e pelo estresse, as pessoas religiosas são mais felizes do que os ateus.

Em sociedades mais prósperas, contudo, o número de pessoas que se declara religiosa diminui e tanto os religiosos quanto os ateus apresentam índices semelhantes de felicidade.

Segundo Ed Diener, da Universidade de Illinois (EUA), esta é a primeira pesquisa a analisar a relação entre religião e felicidade em escala global.

Os cientistas usaram uma pesquisa realizada em mais de 150 países, que incluiu questões sobre religião, qualidade de vida, satisfação com a vida, respeito, assistência social e emoções positivas e negativas.

Religião e dificuldades

Vários estudos têm concluído que as pessoas religiosas tendem a ser mais felizes do que as pessoas não religiosas.

Mas Diener acredita que a religião e a felicidade estão ligadas às características das sociedades nas quais as pessoas vivem.

"As circunstâncias predizem a religiosidade," defende ele. "Circunstâncias difíceis induzem mais fortemente as pessoas a se tornarem religiosas. E, em sociedades religiosas e em circunstâncias difíceis, as pessoas religiosas são mais felizes do que as pessoas não religiosas."

Por outro, em sociedades não religiosas ou em sociedades onde as necessidades básicas das pessoas são atendidas, não foi identificada diferença entre o nível de felicidade entre os dois grupos.

Religião e emoções

A ligação a uma religião institucionalizada parece aumentar a felicidade e o bem-estar em sociedades que não conseguem suprir adequadamente as necessidades por alimentos, emprego, cuidados com a saúde, segurança e educação.

As pessoas religiosas vivendo em sociedades religiosas são mais propensas a se sentirem respeitadas, receberem mais apoio social e experimentar mais emoções positivas e menos emoções negativas do que as pessoas não religiosas dessas mesmas sociedades.

Nas sociedades seculares, que são em geral as mais ricas e que têm melhor assistência social, a religiosidade não parece ter impacto sobre os níveis de felicidade. Na verdade, as pessoas religiosas dessas sociedades relatam ter mais emoções negativas.

Em temos globais, 68% das pessoas pesquisadas afirmaram ser religiosas.

Fonte: Diário da Saúde

Casamento é bom para o coração. Principalmente das mulheres.


Vida feliz e longa

Dar ao seu coração uma esposa ou um marido compreensivos pode ser uma excelente forma de mantê-lo bem e saudável.

Pessoas felizes no casamento, e que passaram por uma cirurgia de ponte de safena, têm mais de três vezes mais chances de estarem vivas 15 anos depois da cirurgia do que os solteiros nas mesmas condições ou aqueles em casamentos infelizes.

A descoberta, feita por médicos da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, foi publicada no último exemplar da revista médica American Psychological Association.

"Há algo em um bom relacionamento que ajuda as pessoas a se manterem vivas," diz a Dra. Kathleen King, coordenadora da pesquisa.

Na verdade, o efeito da satisfação conjugal é "tão importante para a sobrevivência após a cirurgia de ponte de safena quanto os fatores de risco mais tradicionais, como o uso do tabaco, obesidade e pressão alta," complementa o Dr. Harry Reis, coautor do estudo.

Melhor para o coração feminino

Mas as diferenças e os benefícios do casamento não são os mesmos para homens e mulheres.
Para os homens, o casamento em geral está ligado a taxas mais elevadas de sobrevivência e, quanto mais satisfatório o casamento, maior a taxa de sobrevivência.

Para as mulheres, a qualidade da relação é ainda mais importante. Enquanto casamentos infelizes praticamente não fornecem nenhum bônus de sobrevivência para as mulheres, uniões satisfatórias aumentam a taxa de sobrevivência de uma mulher em quase quatro vezes, segundo o estudo.

"As mulheres precisam se sentir satisfeitas em seus relacionamentos para colher um dividendo de saúde," explica Reis. "Mas a recompensa para a felicidade conjugal é ainda maior para as mulheres do que para os homens."

Alguns estudos sugerem que o casamento não é benéfico para as mulheres, comenta Reis. Mas levando em conta o nível de satisfação, esta pesquisa oferece uma visão mais sutil. "Um bom casamento afeta você interiormente, seja você homem ou mulher," diz ele.

Mais tempo de vida

Quinze anos após a cirurgia, 83% das esposas felizes ainda estavam vivas, contra 28% das mulheres em casamentos infelizes e 27 por cento das mulheres solteiras.

A taxa de sobrevivência para os maridos contentes com o casamento também foi de 83%, mas mesmo os não-tão-felizes no casamento se saíram bem.

Homens em casamentos menos do que satisfatórios desfrutaram de uma taxa de sobrevivência de 60%, significativamente melhor do que a taxa de 36% para os homens solteiros.

Casais compreensivos

Mas os cientistas mostram-se céticos de que esses dados possam alterar o comportamento das pessoas depois de uma cirurgia de ponte de safena: "Os dados mostram que muitas pessoas voltam ao mesmo estilo de vida que tinham antes [da cirurgia]."

Mas a Dra. King diz que este estudo destaca a importância dos relacionamentos, tanto para homens quanto para mulheres.

"Cônjuges compreensivos são mais propensos a incentivar comportamentos saudáveis, como aumentar os exercícios ou parar de fumar, que são essenciais para a sobrevivência a longo prazo após as doenças cardíacas," afirma ela.

Fonte: Diário da Saúde

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Uso do computador pode beneficiar aprendizado


Crianças que usam o computador regularmente apresentam vantagens na escola em comparação com aquelas que possuem menos experiência no uso da máquina. A constatação é de pesquisadores da Universidade do Alabama, nos Estados Unidos.

Segundo Shelia Cotten, coordenadora do estudo, a exposição a computadores pode dar aos jovens as atitudes e competências tecnológicas de que necessitam para fazer bem as atividades propostas em seu meio social.

"Se você não tem os conhecimentos de informática para encontrar a informação que precisa, para trabalhos de casa ou não, então você será muito desfavorecido em nossa sociedade baseada na informação", explica Cotten.

Fonte: Blog da Saúde

Ensine seu filho a não fumar



Por mais que os pais saibam a importância de conversar com os filhos sobre determinados temas, alguns são um pouco mais complicados que outros. E o cigarro (o mal que ele causa) deve fazer parte das conversas da família, principalmente quem tem filhos adolescentes, fase da vida onde a busca por coisas novas acontecem em uma velocidade muito grande. Dizer simplesmente um não ou, pior, ameaçá-los caso insistam no hábito tem efeito contrário. A conversa tem que ir além. Os pais podem realizar pesquisas sobre o tabagismo junto com os filhos, ler alguma matéria ou livro sobre o tema também pode facilitar o diálogo, principalmente se alguém da casa faz uso do cigarro.

Os pais devem ficar em alerta, pois nove em cada dez adultos que fumam iniciaram o vício bem antes dos 18 anos. Os dados do Ministério da Saúde são de deixar os pais muito preocupados. Seis em cada dez crianças entre 10 e 14 anos já deram suas tragadas. Nessa faixa etária, o número das que fumam diariamente chega a 400 mil. Somando todos os jovens em idade escolar, ou seja, entre 10 e 18 anos, cerca de 3 milhões já estão completamente dependentes da nicotina.

Mas o que fazer para que seu filho não engrosse essa triste estatística? Família e escolas devem andar juntas neste caso. A escola pode estimular o debate sobre o tema ao incentivar os alunos a fazerem uma peça teatral sobre o tema, por exemplo. Outra sugestão é aproveitar o estudo do corpo humano para mostrar o mal que a nicotina faz para a saúde.

Um trabalho bem interessante está sendo realizado Paraná (PR). O médico oncologista José Clemente Linhares, junto a um grupo de teatro, escreveu uma peça sobre o tema que já foi apresentada a mais de 15 mil adolescentes de escolas públicas, particulares e outras instituições. A encenação mostra o que nos faz procurar o cigarro e explica que devemos ser mais fortes do que a influência dos amigos ou da mídia, resume. Depois da apresentação os jovens debatem o assunto e escrevem depoimentos com sua opinião.

Fonte: Varejão do Estudante