domingo, 6 de junho de 2010

Você é responsável pelo que joga dentro de você

Nós somos os únicos responsáveis pelas coisas que jogamos dentro de nós.

Se não somos totalmente responsáveis, pelo menos, temos o controle da grande maioria das coisas que comemos, lemos, assistimos, ouvimos e tocamos.
Assim, temos que assumir o controle do que permitimos entrar em nós pelos nossos sentidos. Se não assumirmos esse controle, outras pessoas assumirão e aí perderemos o domínio de nós próprios.

Temos que controlar o que comemos. O sábio não é o que come mais. É o que come melhor, com mais sabedoria. É o que não se enche de comida de má qualidade, sem pensar no que está ingerindo.

Temos que controlar o que bebemos. O sábio não é o que bebe qualquer coisa em grande quantidade. É o que sabe o que beber, como beber, quando beber. É o que sabe o valor dos líquidos para a nossa saúde e seleciona o que bebe.

Temos que controlar o que lemos. O sábio não lê qualquer coisa. Não se permite encher sua cabeça com informação que não o conduzirá à maior sabedoria, ao sucesso ou ao crescimento pessoal, espiritual, intelectual. Assim, temos que selecionar os jornais, as revistas e os livros que lemos.
Se lermos notícias ruins, revistas de péssimo conteúdo e livros que nada nos agregam, a culpa será nossa de termos uma vida de baixa qualidade intelectual e espiritual.

Temos que controlar o que vemos. Se ficarmos defronte ao televisor assistindo programas de baixa qualidade, nos tornaremos a cada dia piores, sem conteúdo, terminaremos o dia piores do que começamos, não nos sentiremos crescendo, nem pessoal, nem profissionalmente. O nosso intelecto e o nosso espírito nada terá ganho. Apenas perdemos um tempo irrecuperável e ainda nos prejudicamos, enchendo a nossa mente de coisas de baixo valor.

Temos que controlar com quem conversamos. Se somente conversarmos com pessoas sem conteúdo, sem valores morais e éticos, é claro que seremos influenciados por elas e andaremos para trás, sem sucesso na vida.

O mundo de hoje nos oferece muitas opções. Cabe a nós decidir o que fazer, o que usar, o que comer, o que permitir que seja jogado dentro de nós.

Temos a liberdade de fazer as escolhas certas ou erradas.

Só cabe a nós a decisão, a responsabilidade.

As conseqüências serão só nossas.

Portanto, veja bem o que você está jogando dentro de você.

Pense nisso. Sucesso!

Por Luiz Almeida Marins Filho (PHD)

Cultura - Conheça Santo Antônio, São João e São Pedro


"Com a filha de João/Antônio ia se casar/mas Pedro fugiu com a noiva/na hora de ir para o altar."

Esta e outras cantigas de roda são característica marcante das Festas Juninas realizadas em todo o país. Especialmente no interior, as homenagens a Santo Antônio, São João Batista e São Pedro mobilizam a população e levam visitantes às pequenas e grandes cidades, nos dias 13, 24 e 29 de junho.

Que tal conhecer o que diz a tradição católica sobre esses santos?

Santo Antônio

Para seguir a ordem cronológica das festas, pode-se começar por Santo Antônio. Ele nasceu em Lisboa, em data incerta, entre 1190 e 1195. Seu nome de batismo era Fernando. Pertencia a uma família de posses, chamada Bulhão ou Bulhões. No entanto, abdicou da riqueza por volta de 1210, ingressando na ordem dos franciscanos.

Seguiu para o atual Marrocos para desenvolver trabalho missionário, mas sua saúde não se adaptou ao clima africano. Adoeceu e regressou à Europa, fixando-se na Itália. Lá, demonstrou grande talento para a oratória, o qual desenvolveu praticando ao máximo durante nove anos.

Possuía grande conhecimento da Bíblia e seus sermões impressionavam tanto os intelectuais quanto as pessoas simples. Alguns de seus escritos foram conservados e são conhecidos ainda hoje. Seu carisma conquistava multidões. A saúde, porém, continuava frágil e ele morreu com cerca de 35 anos, em 13 de junho de 1231, sendo canonizado no ano seguinte. Está enterrado em Pádua (Itália) e sobre seu túmulo ergueu-se uma basílica, que é lugar de grande peregrinação.

São João Batista

Em geral, os dias consagrados aos santos são aqueles em que eles morreram. No caso de São João Batista, acontece o contrário: comemora-se o seu nascimento, que teria sido em 24 de junho de ano desconhecido. João Batista foi profeta e precursor de Jesus Cristo. Era filho de Zacarias, um sacerdote de Jerusalém, e de Isabel, parente da mãe de Jesus.

João apareceu como pregador itinerante em 27 d.C. Aqueles que confessavam seus pecados eram por ele lavados no rio Jordão, na cerimônia do batismo. Atualmente, Israel e a Jordânia disputam a posse do local exato do rio onde São João batizava, já que isso atrai uma imensa quantidade de peregrinos e turistas.

João teve muitos discípulos e batizou o próprio Jesus. Porém, logo depois, foi atirado na prisão por haver censurado o rei Herodes Antipas, quando este se casou com Herodíades, a mulher de seu meio-irmão.

De acordo com a Bíblia, Herodes prometeu à jovem Salomé, filha de Herodíades e execelente dançarina, o que ela lhe pedisse, depois de tê-la visto dançar. Instigada pela mãe, Salomé pediu a cabeça de João Batista, que lhe foi entregue numa bandeja. O episódio teria ocorrido em 29 d.C.

São Pedro

São Pedro também tem parte de sua vida registrada pelo Novo Testamento. Era um pescador no mar da Galiléia, casado, irmão de Santo André. Juntamente com este, foi chamado por Cristo para tornar-se "pescador de homens". Seu nome original era Simão, mas Jesus deu-lhe o título de Kephas, que, em língua aramaica, significa "pedra", e cujo equivalente grego tornou-se Pedro.

O nome se origina quando Simão declarou "Tu és Cristo, o filho de Deus vivo", ao que Jesus respondeu "Tu és Pedro e sobre essa Pedra edificarei minha Igreja", entregando-lhe as "chaves do reino do Céu" e o poder de "ligar e desligar". Os evangelhos dão testemunho da posição de destaque ocupada por Pedro entre os discípulos de Jesus. No entanto, mesmo assegurando que jamais trairia Cristo, negou conhecê-lo por três vezes, quando seu mestre foi preso. Após a ressurreição, Pedro foi o primeiro apóstolo a quem Cristo apareceu e, depois disso, ele se tornou chefe da comunidade cristã.

A tradição, que não está relatada explicitamente no Novo Testamento, conta que Pedro teria sido crucificado em Roma. O fato tem sido muito questionado, mas as pesquisas arqueológicas têm contribuido para confirmar a tradição, deixando claro que Pedro foi martirizado a mando de Nero.

Conta-se que ele pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, para não igualar-se a Jesus. No local onde foi sepultado, segundo a tradição, ergueu-se a basílica do Vaticano, mas as escavações feitas no local não são conclusivas quanto ao fato de ali ser ou não o túmulo do santo.

Fonte: site do UOL

CURIOSIDADES SOBRE SAÚDE

Curiosidades sobre saúde

Por que a gente Soluça?

Soluço é a contração involuntária do músculo do diafragma, responsável pela respiração.
O soluço geralmente é causado por uma irritação no nervo frênico, responsável por ativar o diafragma devido a um aumento do volume do estômago.
E não é lenda a história de que um susto pode curar o "soluçante", pois libera adrenalina e ativa o nervo frênico, outra saída é a água gelada, que provoca o mesmo efeito.


Ih! Meu Pé Dormiu!

Isso acontece porque a compressão do fluxo sangüíneo(ao cruzar as pernas, por exemplo) interrompe o tráfego de impulsos nervosos.
Ao restabelecer o fluxo, acontece uma espécie de "curto circuito" nos impulsos elétricos dos nervos, daí a sensação de formigamento".
Há até um problema conhecido como "paralisia dos amantes". O casal dorme junto e um deles fica em cima do braço do outro.
O fluxo sangüíneo pode ficar interrompido por horas, comprometendo por meses ou até para sempre o músculo do braço".
A saída para o formigamento restabelecer o fluxo sangüíneo, movimentando o músculo.
Dependendo do caso, é necessário fazer fisioterapia.


Por que tenho vontade de Urinar quando entro na Piscina?

Ao entrar na água, a pressão externa sobre o corpo aumenta.
"Os líquidos componentes do plasma que estão fora dos vasos são "empurrados" para dentro deles",com o aumento do volume de sangue nos vasos - chamado volemia - vem a
vontade de urinar. É como beber água.
Por falar em água, é verdade que torneira aberta e chuveiro despertam a vontade. "É psicológico, chamamos de reflexo da micção".


De onde vem a Cãibra?

Segundo o neurologista Acary Oliveira, da Unifesp, 95% da população já experimentou esse espasmo muscular, em geral na barriga da perna. "Após intensa atividade física, acaba a energia e a musculatura se contrai e não relaxa".
Para passar, o segredo é contrair o músculo oposto ao que está doendo, como fazem os jogadores de futebol. Se a cãibra for na barriga da perna, por exemplo, basta alongar os músculos da parte da frente, puxando a ponta do pé para cima ,em direção a canela.

O que causa o Arroto?

Também chamado eructação, o arroto é causado pelo ato de engolir ar (aerofagia).
"Falar ou comer muito rápido, engolindo ar, são as causas mais comuns".
Ingerir alguma substância que contenha gás, como refrigerante, pode ser outra causa provável. A cura não é muito educada. Basta "eructar".


Por que, às vezes, meu Olho Treme?

O espasmo das pálpebras é causado pela contração do músculo orbicular (músculo responsável pelo fechamento das pálpebras).
A causa mais provável é que seja provocado pelo cansaço ou tensão. "É como uma cãibra", explica o oftalmologista Paulo Henrique, da Unifesp. O músculo se movimenta rápido para fazer circular mais sangue na região e dissipar o ácido lático, responsável pela irritação na terminação nervosa.


Por que há uma espécie de "Choque" quando se Bate o Cotovelo na Quina da Mesa?

A reação é causada pela compressão de um nervo chamado ulnar. "No cotovelo, o nervo ulnar está muito exposto, ficando suscetível a pancadas". Esse nervo está ligado aos dedos mínimo e anular. Por isso, a sensação de choque se espalha do cotovelo até esses dois dedos.


Estalar os Dedos Engrossa as Articulações?

Não. "Ao esticar o dedo, o líquido sinovial lubrificante da articulação responsável por diminuir o atrito se desloca sob o vácuo formado entre as articulações, fazendo o barulho do estalo", ensina o ortopedista cirurgião de mão Luís Nakashima.
O mesmo fenômeno pode ser percebido nas costas e nos joelhos. "Provocar o estalo no dedo não faz mal algum".


Por que tenho a Impressão de já ter Visto um Lugar Onde Nunca Estive?

A sensação de "déjá vu" pode acontecer com quase todos e tem origem biológica.
O hipocampo - região do cérebro responsável pelo processamento da memória - é ativado fora de hora, exatamente quando está ocorrendo um fato novo, dando a impressão de que aquilo já estava registrado, de que é um fato do passado.
O evento é mais frequente em pessoas com epilepsia no lobo temporal e isso, provavelmente, está relacionado com" disparo "anormal do hipocampo, um dos centros cerebrais da memória", explica o psiquiatra Roberto Sassi.
Mas isso não implica que pessoas que tenham "déjá vu" sofram de epilepsia.


Por que a gente Boceja?

"É uma forma de ativar o cérebro e evitar o sono", afirma o coordenador do departamento de distúrbio do sono da Unifesp, Ademir Baptista Silva.
Ao bocejar, o segundo e o terceiro ramo do nervo trigêmeo (um dos nervos da face) são ativados, estimulando o cérebro. O mesmo efeito pode ser obtido mascando chiclete.
"O único mistério é o fator" epidêmico "do bocejo ninguém sabe porque as pessoas bocejam quando vêem outras bocejando", diz Ademir.


Por que os Pêlos ficam Arrepiados?

"O frio e as fortes emoções são os principais estímulos causadores da contração do músculo eretor dos pêlos", afirma a neurologista Cláudia Garavelli.
A origem pode estar na teoria darwinista e sua explicação é que o arrepio é uma forma de defesa.
No frio, a camada formada pelos pêlos retém o ar quente, aquecendo o corpo.
No medo, aumenta-se o volume do corpo, assustando-se assim um eventual agressor, como fazem os gatos.


Por que a Pele da Mão Enruga quando ficamos na Água?

"Porque a camada externa da pele do dedo é composta por uma proteína - a queratina - que pode absorver "água como uma esponja", explica o clínico geral Luís Fernando.
A camada externa da pele da ponta dos dedos é "fixa".
Para caber o volume de água absorvido, a pele enruga.


O que causa o Espirro?

"É um mecanismo de defesa, uma forma de o organismo liberar bactérias e vírus alojados nas vias respiratórias, especialmente no nariz, limpando-o".
Explica o neumologista Clystenes Odyr Silva.
Não tente impedir o espirro e jamais bloqueie o nariz para evitar fazer barulho.
A velocidade do espirro pode ser de 160 km/h; ao tampar nariz, a pressão é transmitida para um canal do ouvido e corre-se o risco de ter-se o tímpano rompido.


É verdade que Orelhas e Nariz Crescem quando Envelhecemos?

Não. O problema é que o tecido de sustentação da pele perde elasticidade. "A partir dos 75 anos, a flacidez é mais acentuada devido à perda da elastina, proteína responsável pela elasticidade da pele", afirma o geriatra Clineu Almada. "Assim, tecido "cai", dando a impressão de que o órgão cresceu".

Autor desconhecido

sábado, 5 de junho de 2010

DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE



Dia Mundial do Meio Ambiente 2010 - Muitas espécies. Um planeta. Um futuro.

O tema do Dia Mundial do Meio Ambiente 2010 (WED 2010, na sigla em inglês) é “Muitas espécies. Um planeta. Um futuro”. Ele reflete o apelo em prol da conservação da diversidade de vida no nosso planeta. Somos milhões de pessoas dividindo o mesmo planeta com outras milhões de espécies. Juntos podemos todos desfrutar de um futuro mais próspero e seguro. A mensagem também apoia o Ano Internacional da Biodiversidade, que se comemora em 2010.
Comemorado no dia 5 de Junho e coordenado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o Dia Mundial do Meio Ambiente é a maior celebração global em torno de ações ambientais positivas. O objetivo é chamar a atenção de povos e países para a importância da preservação ambiental.

Kigali, capital da Ruanda, foi escolhida para sediar este ano as celebrações globais do Dia Mundial do Meio Ambiente. Segundo o PNUMA, a combinação de uma riqueza ambiental, incluindo espécies raras como os gorilas das montanhas, com a implementação de políticas verdes inovadoras foram os motivos deste país da África Central ter sido escolhido para as celebrações do Dia Mundial do Meio Ambiente.
O Dia Mundial do Meio Ambiente foi estabelecido pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 1972 marcando a abertura da Conferência de Estocolmo sobre Ambiente Humano.
Os principais objetivos das comemorações são:
1. Mostrar o lado humano das questões ambientais;
2. Capacitar as pessoas a se tornarem agentes ativos do desenvolvimento sustentável;
3. Promover a compreensão de que é fundamental que comunidades e indivíduos mudem atitudes em relação ao uso dos recursos e das questões ambientais;
4. Advogar parcerias para garantir que todas as nações e povos desfrutem um futuro mais seguro e mais próspero.
A data é um convite para todo o planeta se envolver com a causa ambiental. Todos podemos participar.

Fonte: site oficial do Dia Mundial do Meio Ambiente 2010

quinta-feira, 3 de junho de 2010

A Tradição do Lenço/Sudário


Porque Jesus dobrou o lenço/sudário?

João 20:7 relata que o lenço colocado sobre a face de Jesus não foi deixado de lado como os lençóis do túmulo. A Bíblia reserva um versículo inteiro para nos contar que o lenço foi dobrado/enrolado cuidadosamente e colocado na cabeceira do túmulo de pedra.
Bem cedo, pela manhã de domingo, Maria Madalena foi à tumba e descobriu que a pedra havia sido removida da entrada. Ela correu, encontrou Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus tanto amara, e disse-lhes: 'Eles tiraram o corpo do Senhor e eu não sei para onde o levaram.'
Pedro e o outro discípulo correram ao túmulo para ver. O outro discípulo passou à frente de Pedro e lá primeiro chegou; parou e observou os lençóis lá deixados, mas não entrou. Então, Simão Pedro chegou e entrou. Ele também notou os lençóis deixados lá e o lenço que cobrira a face de Jesus dobrado/enrolado e colocado ao lado.
Isto é importante? Definitivamente. Para entender a significância do lenço dobrado ou enrolado, é necessário conhecer um pouco a respeito da tradição hebraica da época.
O lenço dobrado ou enrolado tem relação com o Amo e o Servo; todo menino judeu conhecia a tradição.
Quando o Servo colocava a mesa de jantar para o seu Amo ele buscava ter certeza em fazê-lo exatamente da maneira que seu Amo queria. A mesa era colocada perfeitamente e o Servo esperava fora da visão do Amo até o término da refeição. O Servo não se atrevia nunca a tocar na mesa antes que o Amo terminasse a refeição.
Se o Amo tivesse terminado a refeição ele se levantaria, limparia os dedos, a boca e a barba; embolaria seu lenço e o jogaria sobre a mesa. Naquele tempo o lenço embolado queria dizer: 'Eu terminei.'
Se o Amo se levantasse e deixasse o lenço dobrado ou enrolado ao lado do prato, o Servo não ousaria tocar a mesa, pois, o lenço dobrado/enrolado significava: “Eu voltarei!”

Autor desconhecido

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Por que o Brasil é o país do futebol?


O Brasil é o país do futebol porque ganhou 5 Copas do Mundo. Mas quando ele tinha chegado ao tri em 1970 já não era? Em 1950, antes do desastre em pleno Rio de Janeiro, já não dava para falar que era?

A resposta, direta, é: “Vai saber”. Mas sociólogos, historiadores, geógrafos e filósofos de botequim defendem suas teses para a hegemonia brasileira no esporte de origem britânica, mais badalado em campeonatos europeus, mais rico na Arábia... E chegamos a uma conclusão final.
Então tá. O Brasil é o país do futebol porque ganhou 5 Copas do Mundo. Mas quando ele tinha chegado ao tri em 1970 já não era? Em 1950, antes do desastre em pleno Rio de Janeiro, já não dava para falar que era?
Quando ia ao Maracanã, Nelson Rodrigues não enxergava quase nada do que acontecia no gramado, muito menos a bola. Para ele era um “reles e ridículo detalhe”. Nem por isso deixou de escrever algumas das mais belas crônicas da história do futebol brasileiro. Já consagrado como o maldito do teatro nacional, ele se importava somente com o drama, a tragédia e a paixão que o esporte provocava nas massas. Só os idiotas da objetividade, como ele classificava os intelectuais, é que não enxergavam o “óbvio ululante”.
Nelson ficaria surpreso em verificar como o tratamento dado ao futebol mudou. Nas últimas duas décadas, vários trabalhos foram publicados por profissionais das áreas de ciências humanas, biológicas e exatas para compreender a paixão nacional pelo esporte. Historiadores, sociólogos, geógrafos, professores de educação física e até matemáticos levantam a cada ano novas teorias e observações a respeito do jogo que virou sinônimo de Brasil no exterior.
Na década de 1930, o sociólogo e antropólogo pernambucano Gilberto Freyre defendia a tese de que o talento do brasileiro resultava da miscigenação entre negros, europeus e índios. Anos depois, com a globalização e a mistura de todas as raças, apenas a origem étnica e a formação da população não são capazes de explicar o fenômeno pentacampeão mundial de futebol.
Em um trabalho de doutorado, a socióloga Fátima Antunes estudou a obra-prima de Freyre, Casa Grande & Senzala, e sua influência nos textos de Nelson Rodrigues, de seu irmão Mário Filho e do escritor José Lins do Rego. A socióloga, porém, discorda da maneira como o assunto foi tratado, sobretudo no que diz respeito ao discurso de Freyre em torno da mistura racial. “Prefiro pensar no futebol com uma manifestação cultural. Nossa sociedade é aberta e, desde o início, houve uma grande aceitação do imigrante estrangeiro”, afirma Fátima, cujo trabalho virou a obra Com Brasileiro, Não Há Quem Possa!
Autor do livro Corações na Ponta da Chuteira: Capítulos Iniciais da História do Futebol Brasileiro (1919-1938), o doutor em história social Fábio Franzini concorda com a socióloga. “Não faz o menor sentido atribuir um ‘talento natural’ a um povo, seja para o que for. É impossível atribuir à genética e à natureza algo que é cultural, portanto histórico”, afirma. Ambos lembram que torcedores fanáticos como italianos e argentinos jamais aceitariam reconhecer o Brasil como a pátria de chuteiras. É mais ou menos como pedir aos nossos vizinhos para que aceitem definitivamente o fato de que Maradona foi, no máximo, um pouquinho melhor que Zico, mas nunca chegou sequer perto do Rei Pelé.
Herança histórica e cultural
A competência brasileira nos campos é inegável, uma espécie de herança que começou nos anos 10, quando o esporte ainda estava nas mãos da elite, mas atraía multidões graças a craques como Arthur Friedenreich. O fanatismo pelo esporte e a massificação dele na mídia e no cotidiano de alguns torcedores alimentaram tanto a sua prática como a antipatia dos intelectuais pela bola. Da mesma forma, anarquistas e comunistas sentiam-se incomodados com a situação.
Na década de 1930, políticos como Getúlio Vargas souberam usar o fanatismo das massas em benefício próprio. “Getúlio apóia a profissionalização do futebol. E assim as vitórias nos campos passam a ser as vitórias da pátria”, explica o professor-doutor em história da USP, Flávio de Campos, que prepara um livro para falar das relações entre a política e o futebol.
Mas todo esse ufanismo sofre duro golpe na tragédia da Copa de 1950. Um dia antes da final contra o Uruguai, a concentração em São Januário ficou cheia de políticos. Todos desapareceram após a derrota em pleno Maracanã, por 2 a 1, de virada.
O maracanazo, como ficou conhecido o jogo, mudou drasticamente os rumos do futebol nacional. “É quando começa a haver um planejamento estratégico”, afirma Campos. Graças a Paulo Machado de Carvalho, que depois seria chamado de Marechal da Vitória, o Brasil embarcou para o título na Suécia com um médico, um psicólogo e até um dentista em sua comissão técnica.
É nessa época que, de acordo com o professor Campos, os meios de comunicação começam a exercer uma grande influência no esporte e na vida dos brasileiros. “É a época do espetáculo. No futebol, cada clube tem seu ídolo, enquanto na política aparecem figuras como Juscelino Kubitschek, Carlos Lacerda e Jânio Quadros”, compara o professor. Para ele, a vitória em 1958, com os super-heróis Pelé e Garrincha no mesmo time, também impõe novas diretrizes ao desenvolvimento do futebol brasileiro. O futebol explodiu em projeção e, com isso, ficou mais vigiado. “É o fim do futebol romântico, em que o jogador saía à noite e depois comia a bola na hora do jogo”, avalia Campos. A vigília, pelo olhar da imprensa, ficou maior do que já era.
Do centro para a periferia
Durante o período, o país passa por um processo acelerado de urbanização, impulsionado pelos anos JK, que se reflete na produção de craques. “O Uruguai teve o mesmo crescimento até os anos 30 e virou uma potência do futebol. As pessoas jogavam bola em todos os cantos de Montevidéu”, destaca o professor doutor André Martin, da geografia da USP. Para ele, é impossível dissociar o futebol do crescimento econômico dos 50. “É quando aparecem vários campos nas grandes cidades”, afirma. Em São Paulo, a região da Mooca é ocupada por “peladeiros” de fins de semana em times de “fama” na várzea local, como o Mocidade Glicério, o River Plate da rua Carneiro Leão, o Guarani do Brás (dos árabes comerciantes), além do Madri, do Apea e do São Vito, que existem até hoje.
Nos anos 70, porém, todos esses campos, localizados na Baixada do Glicério, deram lugar a um prédio do INSS. O movimento não foi isolado. Com o milagre econômico, a cidade experimentou uma nova onda de crescimento. Outro local bastante afetado pelo progresso foi a região da Várzea do Carmo, no Parque Dom Pedro, onde Charles Miller organizou suas primeiras partidas no final do século 19. Ali, porém, a ocupação foi de prédios e viadutos. Os pobres são empurrados cada vez mais para a periferia junto com os campos, que agora são freqüentados por trabalhadores das obras. “É um movimento espontâneo, que cria outras relações”, diz Martin. Assim nascem times como o Paysandu do Brás, de origem paraense, e o Arco Verde da Mooca, formado por pernambucanos. Ao mesmo tempo, a classe média passa a freqüentar quadras de futebol de salão e escolinhas de futebol. “No fim, a várzea não morreu”, comemora o professor. Apenas ficou moderna, hoje até com campos de grama sintético. “O mais importante é que o futebol provou ser mais forte que a especulação imobiliária.”
Da periferia para o mundo
Nos anos 90, o Brasil começa a testemunhar o êxodo de seus jogadores para fora. O jornalista Paulo Fávero cruzou dados da Confederação Brasileira de Futebol e do Banco Central para o trabalho de conclusão do curso de geografia na USP, Globalização, Mercantilização e Geopolítica do Futebol. Fez constatações curiosas. Em 1994, ano do tetra nos EUA, os clubes estrangeiros desembolsaram 14,3 milhões de dólares em 207 jogadores brasileiros. Dez anos depois, a movimentação ultrapassou 102 milhões de dólares, com 849 atletas comercializados. “O Brasil é, sem dúvida, um exportador. Em 2006, o número deve aumentar ainda mais porque a Série B ganha cada vez mais visibilidade”, diz Favero. Em 2005, Portugal aparece como destino preferido dos craques, com 138 contratações, seguido por Japão, com 40, e a Itália, 34. O Vietnã, acredite, levou 30 jogadores brasileiros e aparece na frente da Grécia (28) e da Espanha, que com 24 empata com a Bolívia.
Ainda não se sabe qual será o reflexo do êxodo de jogadores para o futuro da hegemonia do futebol brasileiro, mas há indícios de que a desandada de craques para o exterior não é um bom sinal. Hoje em dia é mais fácil acompanhar jogos do campeonato espanhol e da Copa dos Campeões da Europa do que as fases decisivas do Brasileirão. Fenômenos como Robinho, que atraem a atenção de crianças de vários times, têm sido cada vez mais raros, uma vez que os jogadores embarcam para todos os lugares cada vez mais cedo. Essa relação com os ídolos chamou a atenção do bacharel em educação física Sérgio Settani Giglio, que prepara mestrado sobre o assunto. Sua primeira surpresa após ouvir alguns jogadores profissionais é que Pelé não foi nem sequer lembrado. “A figura do ídolo influencia a infância dos profissionais. É nessa época que eles aprendem a driblar e a copiar as jogadas de quem admiram”, afirma Sérgio. Isso começa a perder o sentido.
Orkut do futebol brasileiro
Uma mostra dessa saída prematura dos craques foi observada por uma dupla de físicos da Universidade Federal de São Carlos. O professor doutor Roberto Nicolau Onody e o aluno Paulo Alexandre Castro constataram que o jogador brasileiro deixa a pátria cada vez mais cedo. Eles analisaram as fichas de 13 mil jogadores de 127 equipes que disputaram o Brasileirão entre 1971 e 2003. “Medimos uma grandeza chamada de coeficiente de aglomeração. Ela tem diminuído com o tempo, mostrando um êxodo crescente de jogadores brasileiros novos para o exterior”, afirma Onody.
Os dados levantados pela dupla resultaram no Estudo da Rede Complexa dos Jogadores Brasileiros de Futebol, publicado em 2004 pela revista americana Physical Review. Uma rede complexa é uma estrutura matemática formada por vértices que se unem com alguma regra através de conexões. É mais ou menos como você ficar ligado a contatos remotos e desconhecidos no seu orkut. Onody e Castro concluíram que qualquer profissional está ligado a todos os outros com apenas 3 colegas entre eles. Ou seja, qualquer zagueiro perna-de-pau reserva da 1a divisão precisa de 3 telefonemas para chegar a craques como Ronaldinho Gaúcho. No mundo, a distância média é de 6 pessoas, de acordo com a estrutura do small word (“mundo pequeno”), segundo tese criada no final dos anos 60 na Universidade Harvard.
A pesquisa também apontou que jogadores com mais de 40 aparições no Campeonato Brasileiro têm a probabilidade de ter uma carreira mais longa. “A vida profissional dos jogadores tem aumentado e eles estão se aposentando mais velhos”, afirma Onody. Outra observação curiosa do professor é que quem joga na 1a divisão desde o início da carreira costuma permanecer em grandes clubes. “Mas isso pode ser explicado pela influência da TV”, afirma.
Bom, se a explicação não está na formação étnica nem em presente dos deuses, muito menos na academia, apelemos aos filósofos. Mas àqueles populares, da bola. É o caso do genial Neném Prancha, folclórico roupeiro do Botafogo, que cunhou expressões famosas. Em meio às discussões de boteco sobre a superioridade brasileira, vale a pena ficar com uma frase dele que ilumina a nossa questão: “Se Deus é brasileiro e os nossos times rezam antes de entrar em campo, é natural que o Brasil seja o país do futebol”. Não foi Neném Prancha o autor dessa máxima? E daí…

Fonte: Revista Superinteressante - por Fabiano Bittencourt