Entre os medicamentos mais citados nas conversas sobre colesterol estão as estatinas, grupo de remédios que inclui substâncias como atorvastatina e rosuvastatina.
Em clínicas e hospitais de todo o país, o tema
"colesterol" aparece com frequência nas consultas de rotina. Entre os
medicamentos mais citados nessas conversas estão as estatinas, grupo de
remédios que inclui substâncias como atorvastatina e rosuvastatina. Afinal,
esses fármacos se tornaram parte importante da estratégia da cardiologia
moderna para reduzir o colesterol LDL, o colesterol "ruim", e
diminuir o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).
O interesse por essas medicações aumentou conforme
estudos internacionais mostraram que, ao controlar melhor o colesterol, é
possível reduzir de forma significativa eventos cardiovasculares graves. Ainda
assim, muitos pacientes têm dúvidas sobre como esses remédios funcionam.
Ademais, quem realmente precisa usá-los e quais cuidados devem acompanhar o
tratamento de longo prazo com estatinas.
Como o colesterol alto prejudica o coração e os vasos
sanguíneos
O colesterol é uma gordura essencial ao organismo,
envolvida na produção de hormônios e na formação das membranas das células. No
entanto, o problema começa quando há excesso de colesterol LDL circulando no
sangue. Em níveis elevados, essa partícula tende a se acumular na parede interna
das artérias, favorecendo a formação das chamadas placas de gordura, processo
conhecido como aterosclerose.
Essas placas estreitam os vasos, dificultando a
passagem do sangue e, com o tempo, podem se romper. Quando isso ocorre,
forma-se um coágulo sobre a placa rompida, interrompendo o fluxo sanguíneo. Se
o vaso obstruído irriga o coração, o quadro é um infarto; se a artéria
acometida fica no cérebro, ocorre um AVC isquêmico. Por essa razão, o controle
rigoroso do colesterol LDL é considerado um dos pilares na prevenção de doenças
cardiovasculares.
Estatinas: o que são e como reduzem o colesterol LDL?
As estatinas são medicamentos que atuam principalmente
no fígado, órgão responsável por produzir boa parte do colesterol do corpo.
Substâncias como atorvastatina e rosuvastatina inibem uma enzima chave dessa
fabricação, levando o fígado a produzir menos colesterol. Com essa redução
interna, o órgão passa a retirar mais LDL da corrente sanguínea, por meio de
receptores específicos, o que diminui os níveis de colesterol "ruim"
nos exames laboratoriais.
Além de reduzir o LDL, as estatinas podem aumentar
discretamente o HDL, o chamado colesterol "bom", e contribuir para
estabilizar placas já existentes nas artérias, deixando-as menos propensas a
ruptura. Estudos clínicos realizados ao longo das últimas décadas apontam que o
uso regular dessas medicações, em doses adequadas, está associado a menor
incidência de infarto, AVC e necessidade de procedimentos como angioplastia e
cirurgia de ponte de safena.
Quem costuma receber indicação de atorvastatina ou
rosuvastatina?
A prescrição de estatinas é feita com base no risco
cardiovascular global de cada pessoa, e não apenas em um único valor de
colesterol. De maneira geral, esses remédios são indicados com maior frequência
para:
Pessoas que já tiveram infarto, AVC ou angina;
Pacientes com obstruções significativas em artérias
coronárias ou carótidas;
Indivíduos com diabetes tipo 1 ou tipo 2,
principalmente acima de 40 anos;
Pessoas com colesterol LDL persistentemente elevado,
mesmo após mudanças no estilo de vida;
Pacientes com histórico familiar importante de doença
cardíaca precoce.
A escolha entre atorvastatina, rosuvastatina ou outras
estatinas, assim como a dose, leva em conta fatores como idade, outras doenças
associadas, uso de medicamentos concomitantes e metas de redução de LDL
definidas pelo profissional de saúde. Em alguns casos, a indicação é de uso
contínuo e prolongado, com acompanhamento periódico.
Quais efeitos colaterais e cuidados merecem atenção?
Embora sejam amplamente estudadas e utilizadas, as
estatinas podem provocar efeitos indesejáveis em parte dos usuários. Entre os
mais citados estão dores musculares, sensação de fraqueza e, ocasionalmente,
alterações em exames de enzimas do fígado. Em situações mais raras, podem
ocorrer quadros musculares mais graves, o que exige suspensão imediata do
medicamento e avaliação médica.
Por isso, recomenda-se que o tratamento seja
acompanhado por consultas regulares e, quando necessário, exames de sangue para
monitorar fígado, rim e fração lipídica. Em caso de sintomas como dor muscular
intensa, urina escurecida, cansaço fora do habitual ou amarelamento dos olhos,
a orientação é buscar atendimento para reavaliar a dose ou considerar outra estratégia
terapêutica. A automedicação com estatinas, sem prescrição, é desencorajada,
especialmente em pessoas que já usam diversos remédios ao mesmo tempo.
Qual o papel da alimentação e dos exercícios no
controle do colesterol?
Mesmo quando as estatinas são indicadas, a mudança de
hábitos segue como parte fundamental do tratamento. Uma alimentação
equilibrada, com menor consumo de gorduras saturadas e trans e maior ingestão
de frutas, verduras, legumes, grãos integrais e fontes de gordura de melhor
perfil, como peixes e azeite de oliva, auxilia na redução do colesterol LDL e
contribui para o controle do peso corporal.
A prática regular de atividade física também exerce
efeito importante sobre o metabolismo das gorduras. Caminhadas, corridas leves,
ciclismo e outras modalidades aeróbicas, associadas a exercícios de
fortalecimento muscular, tendem a aumentar o HDL e melhorar a circulação
sanguínea. Em muitos casos, o conjunto de dieta adequada, movimento diário e
abandono do tabagismo permite usar doses menores de estatinas para atingir as
metas de colesterol.
Manter acompanhamento com profissional de saúde para
definição de metas de LDL;
Seguir corretamente o horário e a dose prescrita de
estatinas, sem interrupções por conta própria;
Adotar plano alimentar voltado ao controle do
colesterol;
Incluir exercícios físicos regulares, respeitando
limites individuais;
Relatar efeitos adversos e esclarecer dúvidas durante
as consultas.
Dessa forma, o uso responsável de estatinas, aliado a
um estilo de vida saudável e ao monitoramento médico periódico, compõe uma das
principais estratégias disponíveis atualmente para reduzir o impacto das
doenças cardiovasculares, ainda entre as maiores causas de morte no Brasil e no
mundo em 2026.
Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/estatinas-salvam-vidas-entenda-como-medicamentos-para-colesterol-ajudam-a-prevenir-infarto-e-avc,bff6910288c092c7c86f0bfe361dd41dkdpv3j24.html?utm_source=clipboard
- Por: Valdomiro Neto* *com uso de Inteligência Artificial / Giro 10 -
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