Falta de tempo, cansaço e desmotivação dificultam prática de exercícios; médico alerta para impactos no coração
O sedentarismo segue como um dos principais desafios
de saúde pública no Brasil e já afeta 47% dos adultos brasileiros, segundo
dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre os
jovens, o cenário é ainda mais preocupante: o índice de inatividade física pode
chegar a 84%.
O alerta é do Dr. Samuel Messias Soares Filho,
professor do curso de Medicina da Faculdade Santa Marcelina, que observa na
prática clínica a relação direta entre a falta de atividade física e o aumento
das doenças cardiovasculares.
De acordo com o especialista, os principais obstáculos
relatados pelos pacientes são falta de tempo, cansaço ao fim do dia e
desmotivação. Há ainda quem sinta vergonha de frequentar academias ou não saiba
como iniciar uma rotina de exercícios.
Entre pessoas com doenças crônicas, como obesidade ou
problemas articulares, o medo da dor ou de agravar o quadro de saúde também se
torna um fator limitante para sair do sedentarismo.
Sedentarismo é um vilão silencioso do coração
Segundo o Dr. Samuel, a inatividade física age de
forma gradual e silenciosa no organismo.
O sedentarismo contribui para o aumento da pressão
arterial, elevação do colesterol ruim (LDL) e ganho de peso, fatores que elevam
significativamente o risco de diabetes tipo 2.
Com o tempo, esses desequilíbrios sobrecarregam o
coração e os vasos sanguíneos, aumentando as chances de infarto, acidente
vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca.
"É como se o corpo fosse enfraquecendo aos
poucos, até que surgem problemas mais graves", explica o médico.
Pequenas mudanças já fazem diferença
Para combater o sedentarismo, o especialista defende
metas simples e progressivas, especialmente para quem está começando.
"Caminhar dez minutos por dia, subir escadas ou
descer um ponto antes do ônibus já faz diferença. O importante é começar",
orienta.
Ele reforça que qualquer movimento é melhor do que
nenhum. Ao perceber benefícios como mais disposição, melhora do sono, redução
de dores e ganhos na saúde mental, a tendência é que o hábito se mantenha ao
longo do tempo.
Avaliação médica garante mais segurança
O acompanhamento médico é fundamental, principalmente
para idosos e pessoas com doenças crônicas. Antes de iniciar qualquer atividade
física, o ideal é passar por uma avaliação para identificar possíveis riscos,
como arritmias, insuficiência cardíaca ou lesões articulares.
A partir dessa análise, o profissional pode indicar o
tipo de exercício mais adequado, ajustar medicamentos e acompanhar a evolução
do paciente.
"O trabalho conjunto entre médicos, educadores
físicos e fisioterapeutas potencializa os resultados e garante mais
segurança", reforça o Dr. Samuel.
Movimento é parte do cuidado com a saúde
Diante de números tão elevados, combater o
sedentarismo vai além da estética ou do desempenho físico. Trata-se de uma
estratégia essencial para prevenir doenças, melhorar a qualidade de vida e
proteger a saúde do coração em todas as fases da vida.
Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/sedentarismo-atinge-47-dos-brasileiros-e-eleva-riscos-cardiacos,0e0e5d385a6a3c0da3ae3f440c231eabzm7rpciv.html?utm_source=clipboard
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