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sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Sedentarismo atinge 47% dos brasileiros e eleva riscos cardíacos


Falta de tempo, cansaço e desmotivação dificultam prática de exercícios; médico alerta para impactos no coração

 

O sedentarismo segue como um dos principais desafios de saúde pública no Brasil e já afeta 47% dos adultos brasileiros, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Entre os jovens, o cenário é ainda mais preocupante: o índice de inatividade física pode chegar a 84%.

 

O alerta é do Dr. Samuel Messias Soares Filho, professor do curso de Medicina da Faculdade Santa Marcelina, que observa na prática clínica a relação direta entre a falta de atividade física e o aumento das doenças cardiovasculares.

 

De acordo com o especialista, os principais obstáculos relatados pelos pacientes são falta de tempo, cansaço ao fim do dia e desmotivação. Há ainda quem sinta vergonha de frequentar academias ou não saiba como iniciar uma rotina de exercícios.

 

Entre pessoas com doenças crônicas, como obesidade ou problemas articulares, o medo da dor ou de agravar o quadro de saúde também se torna um fator limitante para sair do sedentarismo.

 

Sedentarismo é um vilão silencioso do coração

Segundo o Dr. Samuel, a inatividade física age de forma gradual e silenciosa no organismo.

 

O sedentarismo contribui para o aumento da pressão arterial, elevação do colesterol ruim (LDL) e ganho de peso, fatores que elevam significativamente o risco de diabetes tipo 2.

 

Com o tempo, esses desequilíbrios sobrecarregam o coração e os vasos sanguíneos, aumentando as chances de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca.

 

"É como se o corpo fosse enfraquecendo aos poucos, até que surgem problemas mais graves", explica o médico.

 

Pequenas mudanças já fazem diferença

Para combater o sedentarismo, o especialista defende metas simples e progressivas, especialmente para quem está começando.

"Caminhar dez minutos por dia, subir escadas ou descer um ponto antes do ônibus já faz diferença. O importante é começar", orienta.

Ele reforça que qualquer movimento é melhor do que nenhum. Ao perceber benefícios como mais disposição, melhora do sono, redução de dores e ganhos na saúde mental, a tendência é que o hábito se mantenha ao longo do tempo.

 

Avaliação médica garante mais segurança

O acompanhamento médico é fundamental, principalmente para idosos e pessoas com doenças crônicas. Antes de iniciar qualquer atividade física, o ideal é passar por uma avaliação para identificar possíveis riscos, como arritmias, insuficiência cardíaca ou lesões articulares.

A partir dessa análise, o profissional pode indicar o tipo de exercício mais adequado, ajustar medicamentos e acompanhar a evolução do paciente.

"O trabalho conjunto entre médicos, educadores físicos e fisioterapeutas potencializa os resultados e garante mais segurança", reforça o Dr. Samuel.

 

Movimento é parte do cuidado com a saúde

Diante de números tão elevados, combater o sedentarismo vai além da estética ou do desempenho físico. Trata-se de uma estratégia essencial para prevenir doenças, melhorar a qualidade de vida e proteger a saúde do coração em todas as fases da vida.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/sedentarismo-atinge-47-dos-brasileiros-e-eleva-riscos-cardiacos,0e0e5d385a6a3c0da3ae3f440c231eabzm7rpciv.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia