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terça-feira, 3 de março de 2026

Minha história como escritor


Algum tempo atrás, um amigo me perguntou como e quando eu comecei a escrever. Naquele momento, eu não soube lhe responder, pois foi por diversos fatos e pessoas que colaboraram para que um dia eu tivesse o prazer de escrever e, inclusive, lançar um livro, Minhas memórias, com textos que falam da minha infância até os dias atuais.

 

Sempre eu gostei de ler notícias em jornais e sites e acredito que isso facilitou a escrita dos meus textos, pois a pessoa precisa gostar de ler para ter prazer em escrever. Eu escrevo seguindo o que aprendi nas aulas de como escrever uma redação quando estudei, que é diferente dos dias atuais, fazendo uma introdução sobre o assunto, desenvolvendo o conteúdo e uma conclusão do que escrevi, simples assim.

 

Em meados da década de 80, eu escrevia os boletins do campeonato serrano de basquete para enviar às rádios de Itabaiana, às TVs e aos jornais de Aracaju. Eu escrevia a mão os boletins descrevendo os fatos ocorridos nos jogos. No início da década de 90, comprei um computador, apesar de não saber ainda utilizá-lo, o Professor Henrique me ensinou, principalmente, a utilizar o word para digitar os boletins do campeonato e o ex-aluno Cleberton Andrade me ensinou a enviar e-mail. Então comecei a digitar os boletins e enviar por e-mail, que eu só digitava com letra maiúscula, foi quando o Jornalista Jurandir Santos me aconselhou a digitar com letras maiúsculas e minúsculas, pois ele achava que eu escrevia bem e publicaria no Jornal do que jeito que enviasse e assim eu fiz, para ele e os demais veículos de comunicação, entre eles: Jornais de Sergipe, da Manhã, da Cidade, Cinform, Semanário Sportivo, Gazeta de Sergipe, Correio de Sergipe, Diário de Aracaju, Folha da Praia, O Serrano; TVs Sergipe e Atalaia; Rádios Princesa da Serra, Capital do Agreste, FM Itabaiana e Educadora de Frei Paulo.

 

Em 1987, criei o Jornal do Basquete a fim de divulgar as notícias do basquete itabaianense, sergipano, brasileiro e mundial. E também abordava curiosidades esportivas, passatempo, poesia, pensamentos, música e assuntos variados. O jornal era mensal, inicialmente foi editado com 3 páginas e posteriormente passou a ter 4 páginas. Eu o editava em minha casa através de uma máquina de datilografia da minha irmã Cida e era impresso no CEMB, algo em torno de 200 cópias, inicialmente em mimeógrafo a álcool, e após a terceira edição, à tinta. O jornal era distribuído com os alunos que praticavam basquete no Colégio Estadual Murilo Braga, com os comerciantes que apoiavam o basquete e a imprensa sergipana.  O jornal foi publicado por 19 vezes, de março de 1987 a abril 1989.

 

Em 2002, o editor George Washington do Caderno de esportes Líder do CINFORM entrou em contato comigo para que eu escrevesse um texto sobre os Jogos da Primavera cuja realização tinha sido paralisada pelo governo do Estado, o título do texto foi “Saudades dos Jogos da Primavera”. Foi o meu primeiro texto a ser publicado em um jornal. A partir daí, comecei a escrever textos sobre cidadania e valores sociais. Vários textos foram publicados em sites na internet, entre eles: NE Notícias, FAXAJU, Infonet, Itnet, 93Noticias.

 

No início dos anos 2000, eu enviei textos para o ex-aluno e Jornalista Max Augusto que tinha uma página aos domingos no Jornal da Cidade chamada de Caderno do Interior no qual ele publicava semanalmente. Depois de algumas publicações, ele me aconselhou a escrever sobre esporte e educação, e segui seu conselho. Atualmente, já escrevi mais de uma centena de textos, principalmente falando das minhas memórias. Os textos já foram publicados em diversos jornais de Sergipe: Cinform, Semanário esportivo, da Manhã, de Sergipe, da Cidade, Gazeta de Sergipe, Correio de Sergipe, Diário de Aacaju, Folha da praia, O Serrano.

 

Em 2009, o amigo e professor Jackson me aconselhou a criar um blog para divulgar os meus textos e o trabalho nas escolas que lecionava: Colégio Estadual Murilo Braga, Graccho Cardoso, Salesiano e Dom Bosco, e assim criei o Blog Professor José Costa abrangendo assuntos de educação, esporte, saúde, cultura e cidadania. O blog já tem mais de 18 milhões e 400 mil acessos.

 

Em 2019, lancei o livro Minhas Memórias na Bienal do livro de Itabaiana com textos nos quais relato histórias da minha infância até os dias atuais e também sobre as minhas vivências profissionais.

 

Quando você escreve sempre tem os críticos, que motivam ou desmotivam na continuação do que você faz. Certa vez, uma professora me disse que eu escrevia bem apesar de ser professor de educação física, como se ser professor não te dá o direito de escrever algo. Em outra ocasião, uma professora disse que os meus textos eram muito simples, pois relatavam mais sobre minha vida, apesar que já escrevi sobre diversos assuntos. Quando eu escrevia um texto tinha o costume de tirar cópias e entregar aos amigos e alunos, certa vez escrevi um texto e entreguei a uma professora, ela leu e depois de alguns minutos a encontrei novamente no pátio da escola e ela me agradeceu emocionada, pois me disse que precisava naquele momento de ler algo sobre o que eu tinha abordado no texto.

 

Sempre aceitei as críticas com naturalidade, pois nunca me considerei um escritor. Não me considero um escritor, e sim, uma pessoa que gosta, de vez em quando, transcrever algumas passagens da minha vida e que elas sirvam de motivação, inspiração e superação para o dia a dia de outras pessoas. Cada texto escrito foi um desafio e que ofereceu chances de crescimento como ser humano.

 

Por Professor José Costa