sábado, 3 de setembro de 2011
Religião, felicidade e qualidade de vida estão interligadas
Na alegria e na tristeza
Em uma sociedade marcada pela insegurança e pelo estresse, as pessoas religiosas são mais felizes do que os ateus.
Em sociedades mais prósperas, contudo, o número de pessoas que se declara religiosa diminui e tanto os religiosos quanto os ateus apresentam índices semelhantes de felicidade.
Segundo Ed Diener, da Universidade de Illinois (EUA), esta é a primeira pesquisa a analisar a relação entre religião e felicidade em escala global.
Os cientistas usaram uma pesquisa realizada em mais de 150 países, que incluiu questões sobre religião, qualidade de vida, satisfação com a vida, respeito, assistência social e emoções positivas e negativas.
Religião e dificuldades
Vários estudos têm concluído que as pessoas religiosas tendem a ser mais felizes do que as pessoas não religiosas.
Mas Diener acredita que a religião e a felicidade estão ligadas às características das sociedades nas quais as pessoas vivem.
"As circunstâncias predizem a religiosidade," defende ele. "Circunstâncias difíceis induzem mais fortemente as pessoas a se tornarem religiosas. E, em sociedades religiosas e em circunstâncias difíceis, as pessoas religiosas são mais felizes do que as pessoas não religiosas."
Por outro, em sociedades não religiosas ou em sociedades onde as necessidades básicas das pessoas são atendidas, não foi identificada diferença entre o nível de felicidade entre os dois grupos.
Religião e emoções
A ligação a uma religião institucionalizada parece aumentar a felicidade e o bem-estar em sociedades que não conseguem suprir adequadamente as necessidades por alimentos, emprego, cuidados com a saúde, segurança e educação.
As pessoas religiosas vivendo em sociedades religiosas são mais propensas a se sentirem respeitadas, receberem mais apoio social e experimentar mais emoções positivas e menos emoções negativas do que as pessoas não religiosas dessas mesmas sociedades.
Nas sociedades seculares, que são em geral as mais ricas e que têm melhor assistência social, a religiosidade não parece ter impacto sobre os níveis de felicidade. Na verdade, as pessoas religiosas dessas sociedades relatam ter mais emoções negativas.
Em temos globais, 68% das pessoas pesquisadas afirmaram ser religiosas.
Fonte: Diário da Saúde
Casamento é bom para o coração. Principalmente das mulheres.
Vida feliz e longa
Dar ao seu coração uma esposa ou um marido compreensivos pode ser uma excelente forma de mantê-lo bem e saudável.
Pessoas felizes no casamento, e que passaram por uma cirurgia de ponte de safena, têm mais de três vezes mais chances de estarem vivas 15 anos depois da cirurgia do que os solteiros nas mesmas condições ou aqueles em casamentos infelizes.
A descoberta, feita por médicos da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, foi publicada no último exemplar da revista médica American Psychological Association.
"Há algo em um bom relacionamento que ajuda as pessoas a se manterem vivas," diz a Dra. Kathleen King, coordenadora da pesquisa.
Na verdade, o efeito da satisfação conjugal é "tão importante para a sobrevivência após a cirurgia de ponte de safena quanto os fatores de risco mais tradicionais, como o uso do tabaco, obesidade e pressão alta," complementa o Dr. Harry Reis, coautor do estudo.
Melhor para o coração feminino
Mas as diferenças e os benefícios do casamento não são os mesmos para homens e mulheres.
Para os homens, o casamento em geral está ligado a taxas mais elevadas de sobrevivência e, quanto mais satisfatório o casamento, maior a taxa de sobrevivência.
Para as mulheres, a qualidade da relação é ainda mais importante. Enquanto casamentos infelizes praticamente não fornecem nenhum bônus de sobrevivência para as mulheres, uniões satisfatórias aumentam a taxa de sobrevivência de uma mulher em quase quatro vezes, segundo o estudo.
"As mulheres precisam se sentir satisfeitas em seus relacionamentos para colher um dividendo de saúde," explica Reis. "Mas a recompensa para a felicidade conjugal é ainda maior para as mulheres do que para os homens."
Alguns estudos sugerem que o casamento não é benéfico para as mulheres, comenta Reis. Mas levando em conta o nível de satisfação, esta pesquisa oferece uma visão mais sutil. "Um bom casamento afeta você interiormente, seja você homem ou mulher," diz ele.
Mais tempo de vida
Quinze anos após a cirurgia, 83% das esposas felizes ainda estavam vivas, contra 28% das mulheres em casamentos infelizes e 27 por cento das mulheres solteiras.
A taxa de sobrevivência para os maridos contentes com o casamento também foi de 83%, mas mesmo os não-tão-felizes no casamento se saíram bem.
Homens em casamentos menos do que satisfatórios desfrutaram de uma taxa de sobrevivência de 60%, significativamente melhor do que a taxa de 36% para os homens solteiros.
Casais compreensivos
Mas os cientistas mostram-se céticos de que esses dados possam alterar o comportamento das pessoas depois de uma cirurgia de ponte de safena: "Os dados mostram que muitas pessoas voltam ao mesmo estilo de vida que tinham antes [da cirurgia]."
Mas a Dra. King diz que este estudo destaca a importância dos relacionamentos, tanto para homens quanto para mulheres.
"Cônjuges compreensivos são mais propensos a incentivar comportamentos saudáveis, como aumentar os exercícios ou parar de fumar, que são essenciais para a sobrevivência a longo prazo após as doenças cardíacas," afirma ela.
Fonte: Diário da Saúde
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Uso do computador pode beneficiar aprendizado
Crianças que usam o computador regularmente apresentam vantagens na escola em comparação com aquelas que possuem menos experiência no uso da máquina. A constatação é de pesquisadores da Universidade do Alabama, nos Estados Unidos.
Segundo Shelia Cotten, coordenadora do estudo, a exposição a computadores pode dar aos jovens as atitudes e competências tecnológicas de que necessitam para fazer bem as atividades propostas em seu meio social.
"Se você não tem os conhecimentos de informática para encontrar a informação que precisa, para trabalhos de casa ou não, então você será muito desfavorecido em nossa sociedade baseada na informação", explica Cotten.
Fonte: Blog da Saúde
Ensine seu filho a não fumar
Por mais que os pais saibam a importância de conversar com os filhos sobre determinados temas, alguns são um pouco mais complicados que outros. E o cigarro (o mal que ele causa) deve fazer parte das conversas da família, principalmente quem tem filhos adolescentes, fase da vida onde a busca por coisas novas acontecem em uma velocidade muito grande. Dizer simplesmente um não ou, pior, ameaçá-los caso insistam no hábito tem efeito contrário. A conversa tem que ir além. Os pais podem realizar pesquisas sobre o tabagismo junto com os filhos, ler alguma matéria ou livro sobre o tema também pode facilitar o diálogo, principalmente se alguém da casa faz uso do cigarro.
Os pais devem ficar em alerta, pois nove em cada dez adultos que fumam iniciaram o vício bem antes dos 18 anos. Os dados do Ministério da Saúde são de deixar os pais muito preocupados. Seis em cada dez crianças entre 10 e 14 anos já deram suas tragadas. Nessa faixa etária, o número das que fumam diariamente chega a 400 mil. Somando todos os jovens em idade escolar, ou seja, entre 10 e 18 anos, cerca de 3 milhões já estão completamente dependentes da nicotina.
Mas o que fazer para que seu filho não engrosse essa triste estatística? Família e escolas devem andar juntas neste caso. A escola pode estimular o debate sobre o tema ao incentivar os alunos a fazerem uma peça teatral sobre o tema, por exemplo. Outra sugestão é aproveitar o estudo do corpo humano para mostrar o mal que a nicotina faz para a saúde.
Um trabalho bem interessante está sendo realizado Paraná (PR). O médico oncologista José Clemente Linhares, junto a um grupo de teatro, escreveu uma peça sobre o tema que já foi apresentada a mais de 15 mil adolescentes de escolas públicas, particulares e outras instituições. A encenação mostra o que nos faz procurar o cigarro e explica que devemos ser mais fortes do que a influência dos amigos ou da mídia, resume. Depois da apresentação os jovens debatem o assunto e escrevem depoimentos com sua opinião.
Fonte: Varejão do Estudante
Dicas para manter o cérebro em forma
E evitar doenças neurodegenerativas!
Há dias em que parece ser mais fácil se concentrar, comunicar-se, estudar, ter ideias e solucionar problemas. Em outros, pode parecer quase impossível realizar tais tarefas. Por que isso acontece?
A ciência ainda não desvendou todos os mistérios do funcionamento do cérebro, mas sabe-se que as reações químicas que ali ocorrem são as grandes responsáveis por essas alterações. É possível melhorar o desempenho da mente e prevenir doenças neurodegenerativas com simples atitudes.
Dicas para manter seu cérebro em forma
• Alimente-se bem para pensar melhor
Colesterol alto, pressão alta, obesidade e diabetes são fatores de risco para doenças cardiovasculares, mas também aumentam o risco de desenvolvimento de doenças neurodegenerativas. Sendo assim, as dicas de saúde para manter o coração em forma como, por exemplo, exercitar-se e seguir uma dieta saudável são válidas também para a saúde cerebral.
Uma dieta rica em alimentos que contêm ácidos graxos ômega-3, especialmente os encontrados em peixes, tem sido associada à redução do risco de desenvolver adoença de Alzheimer. A nutricionista e consultora em Personal Diet Anna Castilho orienta: "os ácidos graxos poli-insaturados ômega-3 são encontrados em maiores quantidades em peixes como atum, sardinha, salmão, anchova, cavalinha, arenque e truta. Também estão presentes na semente de linhaça e em óleos de canola. O ômega-3 atua nas membranas dos neurônios, onde ocorrem os impulsos nervosos. O ideal é ingerir esses alimentos de duas a três vezes por semana."
As gorduras poli-insaturadas também fazem bem ao cérebro e podem ser encontradas em castanhas, sementes e seus óleos, bem como as gorduras monoinsaturadas encontradas no abacate, óleo de canola e azeite. Em contrapartida, a ingestão de gorduras saturadas, presentes na carne vermelha, na manteiga e leite integral, dobram o risco de doenças neurológicas.
A Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição recomenda a ingestão de ferro e vitaminas E e B12, necessárias ao bom funcionamento do organismo, em quantidades que variam de acordo com a faixa etária de cada indivíduo. Atenção: ingerir mais do que o necessário através de suplementos vitamínicos, não melhora o desempenho do cérebro como alguns acreditam.
Uma alimentação balanceada com carboidratos, proteínas, fibras, vitaminas e minerais variados é suficiente para suprir as necessidades diárias do organismo.
• Corpo são, mente sã
Praticar exercícios físicos não melhora apenas a saúde do corpo, também faz bem à cabeça! As atividades aeróbicas ajudam a melhorar a oxigenação do cérebro e fazem com que sejam liberadas substâncias, como a endorfina que trazem sensações de relaxamento, benéficas à memória.
Fazendo apenas 20 minutos diários de caminhada em ritmo acelerado, já é possível notar resultados positivos.
• Leia muito e sobre tudo
A leitura é uma atividade que requer o uso de diferentes áreas do cérebro: a memória, a razão e a imaginação.
Ler funciona como um exercício para o cérebro, estimulando-o a se "mexer" e aprender. Quanto mais novas e diferentes forem às informações, mais desafiador será para o cérebro processá-las, assim, mais ele terá que se "exercitar". Portanto, leia também livros sobre assuntos que você não domina.
• Saia da rotina
Todos os dias o cérebro recebe uma enorme quantidade de informações e decidequais serão arquivadas na memória e quais serão descartadas. As informações arquivadas formam uma rede de associações que é usada no processo de cognição. Isso quer dizer que, cada vez que o cérebro é estimulado a aprender coisas novas,sua rede de associações aumenta o que melhora a capacidade de compreensão da realidade.
Hábitos adquiridos e que já não demandam esforço criativo, estabelecem-se no lado esquerdo do cérebro. Quando precisamos aprender novas informações, porém, é o lado direito do cérebro, que está ligado à criatividade e intuição, que entra em cena mediando a atenção dispensada à aprendizagem.
Experimente sair da rotina: tente encontrar novos caminhos para ir ao trabalho ou aprenda um novo idioma, toque um instrumento musical, pinte ou pratique novos esportes.
• Cuide do seu cérebro e da sua memória
Existem diferentes tipos de memória. Por exemplo: quando aprendemos a dançar utilizamos a memória motora, a memória espacial ajuda a nos lembrar do caminho para o trabalho, já a memória de condicionamento nos previne de colocar a mão no fogo. Porém, guardar todas as informações às quais tem acesso, sobrecarregaria o cérebro, por isso, esquecer-se também é necessário para a própria manutenção da memória, ou seja, é absolutamente normal que não nos lembremos de algumas coisas.
Para ampliar sua memória, cujo pico de desempenho ocorre em torno dos 27 anos e começa a decair a partir dos 30 anos, é preciso mantê-la sempre em atividade.
As atividades sociais como dançar, conversar e viajar estimulam a memória já que proporcionam situações novas, de aprendizagem. Também é possível praticar a memorização consciente de fatos, compromissos, nomes.
Bons exercícios são: jogos matemáticos, palavras cruzadas e os quebra-cabeças.
• Cuide dos dentes
Você sabia que o tártaro não danifica apenas os dentes? A placa bacteriana, ao atingir a corrente sanguínea, compromete a nutrição das células cerebrais. Portanto, é preciso prestar muita atenção à limpeza dos dentes, escovando-os após as refeições sem jamais descuidar-se do uso do fio dental.
• Durma bem
Uma das explicações para o fato de que dormir ajuda a preservar as memórias seria que durante o sono, o cérebro percorre todas as experiências vivenciadas no dia e reforça as conexões entre os neurônios.
Enquanto dormimos, nosso cérebro calcula o que deve lembrar e o que esquecer. As cenas que envolvem emoções normalmente prevalecem sobre aquelas neutras, rotineiras. Cada pessoa tem uma necessidade de tempo de sono diferente, o importante é sentir-se descansado ao acordar.
• Livre-se do estresse
Pequenas doses de nervosismo e ansiedade, como preocupar-se com o prazo para a entrega de determinado trabalho, podem ser benéficas, pois geram apreensão que melhora a concentração.
Porém, ao se tornar constante, o nervosismo pode culminar em ansiedade, perda de sono, alterações de apetite e irritabilidade, enfim, um estresse generalizado do corpo que causa dores de cabeça e fadiga mental.
Para combater o estresse, a prática de atividades físicas e meditação têm demonstrado excelentes resultados.
• Lembre-se: envelhecer é natural
Existe uma diferença entre as alterações cerebrais que naturalmente ocorrem com o envelhecimento e aquelas que levam às enfermidades neurodegenerativas.
O tipo de agilidade que as pessoas perdem com o processo de envelhecimento não está relacionado à inteligência. O que acontece é que o cérebro passa a precisar de mais tempo para processar as informações. A capacidade de concentração também tende a diminuir, assim como a coordenação motora parece enfraquecer.
Mas existe uma grande diferença entre ter problemas para lembrar-se onde estão as chaves do carro e não se lembrar para que servem as chaves. Essa é a linha que normalmente separa os sintomas de doenças neurodegenerativas, do processo natural de envelhecimento do cérebro.
Manter o corpo e a mente em movimento, não importa a idade, é uma forma eficaz de prevenir-se contra doenças. Leia também o primeiro passo para se iniciar um programa de atividades físicas.
Fonte: http://bbel.uol.com.br/qualidade-de-vida/post/dicas-para-manter-o-cerebro-em-forma.aspx
Há dias em que parece ser mais fácil se concentrar, comunicar-se, estudar, ter ideias e solucionar problemas. Em outros, pode parecer quase impossível realizar tais tarefas. Por que isso acontece?
A ciência ainda não desvendou todos os mistérios do funcionamento do cérebro, mas sabe-se que as reações químicas que ali ocorrem são as grandes responsáveis por essas alterações. É possível melhorar o desempenho da mente e prevenir doenças neurodegenerativas com simples atitudes.
Dicas para manter seu cérebro em forma
• Alimente-se bem para pensar melhor
Colesterol alto, pressão alta, obesidade e diabetes são fatores de risco para doenças cardiovasculares, mas também aumentam o risco de desenvolvimento de doenças neurodegenerativas. Sendo assim, as dicas de saúde para manter o coração em forma como, por exemplo, exercitar-se e seguir uma dieta saudável são válidas também para a saúde cerebral.
Uma dieta rica em alimentos que contêm ácidos graxos ômega-3, especialmente os encontrados em peixes, tem sido associada à redução do risco de desenvolver adoença de Alzheimer. A nutricionista e consultora em Personal Diet Anna Castilho orienta: "os ácidos graxos poli-insaturados ômega-3 são encontrados em maiores quantidades em peixes como atum, sardinha, salmão, anchova, cavalinha, arenque e truta. Também estão presentes na semente de linhaça e em óleos de canola. O ômega-3 atua nas membranas dos neurônios, onde ocorrem os impulsos nervosos. O ideal é ingerir esses alimentos de duas a três vezes por semana."
As gorduras poli-insaturadas também fazem bem ao cérebro e podem ser encontradas em castanhas, sementes e seus óleos, bem como as gorduras monoinsaturadas encontradas no abacate, óleo de canola e azeite. Em contrapartida, a ingestão de gorduras saturadas, presentes na carne vermelha, na manteiga e leite integral, dobram o risco de doenças neurológicas.
A Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição recomenda a ingestão de ferro e vitaminas E e B12, necessárias ao bom funcionamento do organismo, em quantidades que variam de acordo com a faixa etária de cada indivíduo. Atenção: ingerir mais do que o necessário através de suplementos vitamínicos, não melhora o desempenho do cérebro como alguns acreditam.
Uma alimentação balanceada com carboidratos, proteínas, fibras, vitaminas e minerais variados é suficiente para suprir as necessidades diárias do organismo.
• Corpo são, mente sã
Praticar exercícios físicos não melhora apenas a saúde do corpo, também faz bem à cabeça! As atividades aeróbicas ajudam a melhorar a oxigenação do cérebro e fazem com que sejam liberadas substâncias, como a endorfina que trazem sensações de relaxamento, benéficas à memória.
Fazendo apenas 20 minutos diários de caminhada em ritmo acelerado, já é possível notar resultados positivos.
• Leia muito e sobre tudo
A leitura é uma atividade que requer o uso de diferentes áreas do cérebro: a memória, a razão e a imaginação.
Ler funciona como um exercício para o cérebro, estimulando-o a se "mexer" e aprender. Quanto mais novas e diferentes forem às informações, mais desafiador será para o cérebro processá-las, assim, mais ele terá que se "exercitar". Portanto, leia também livros sobre assuntos que você não domina.
• Saia da rotina
Todos os dias o cérebro recebe uma enorme quantidade de informações e decidequais serão arquivadas na memória e quais serão descartadas. As informações arquivadas formam uma rede de associações que é usada no processo de cognição. Isso quer dizer que, cada vez que o cérebro é estimulado a aprender coisas novas,sua rede de associações aumenta o que melhora a capacidade de compreensão da realidade.
Hábitos adquiridos e que já não demandam esforço criativo, estabelecem-se no lado esquerdo do cérebro. Quando precisamos aprender novas informações, porém, é o lado direito do cérebro, que está ligado à criatividade e intuição, que entra em cena mediando a atenção dispensada à aprendizagem.
Experimente sair da rotina: tente encontrar novos caminhos para ir ao trabalho ou aprenda um novo idioma, toque um instrumento musical, pinte ou pratique novos esportes.
• Cuide do seu cérebro e da sua memória
Existem diferentes tipos de memória. Por exemplo: quando aprendemos a dançar utilizamos a memória motora, a memória espacial ajuda a nos lembrar do caminho para o trabalho, já a memória de condicionamento nos previne de colocar a mão no fogo. Porém, guardar todas as informações às quais tem acesso, sobrecarregaria o cérebro, por isso, esquecer-se também é necessário para a própria manutenção da memória, ou seja, é absolutamente normal que não nos lembremos de algumas coisas.
Para ampliar sua memória, cujo pico de desempenho ocorre em torno dos 27 anos e começa a decair a partir dos 30 anos, é preciso mantê-la sempre em atividade.
As atividades sociais como dançar, conversar e viajar estimulam a memória já que proporcionam situações novas, de aprendizagem. Também é possível praticar a memorização consciente de fatos, compromissos, nomes.
Bons exercícios são: jogos matemáticos, palavras cruzadas e os quebra-cabeças.
• Cuide dos dentes
Você sabia que o tártaro não danifica apenas os dentes? A placa bacteriana, ao atingir a corrente sanguínea, compromete a nutrição das células cerebrais. Portanto, é preciso prestar muita atenção à limpeza dos dentes, escovando-os após as refeições sem jamais descuidar-se do uso do fio dental.
• Durma bem
Uma das explicações para o fato de que dormir ajuda a preservar as memórias seria que durante o sono, o cérebro percorre todas as experiências vivenciadas no dia e reforça as conexões entre os neurônios.
Enquanto dormimos, nosso cérebro calcula o que deve lembrar e o que esquecer. As cenas que envolvem emoções normalmente prevalecem sobre aquelas neutras, rotineiras. Cada pessoa tem uma necessidade de tempo de sono diferente, o importante é sentir-se descansado ao acordar.
• Livre-se do estresse
Pequenas doses de nervosismo e ansiedade, como preocupar-se com o prazo para a entrega de determinado trabalho, podem ser benéficas, pois geram apreensão que melhora a concentração.
Porém, ao se tornar constante, o nervosismo pode culminar em ansiedade, perda de sono, alterações de apetite e irritabilidade, enfim, um estresse generalizado do corpo que causa dores de cabeça e fadiga mental.
Para combater o estresse, a prática de atividades físicas e meditação têm demonstrado excelentes resultados.
• Lembre-se: envelhecer é natural
Existe uma diferença entre as alterações cerebrais que naturalmente ocorrem com o envelhecimento e aquelas que levam às enfermidades neurodegenerativas.
O tipo de agilidade que as pessoas perdem com o processo de envelhecimento não está relacionado à inteligência. O que acontece é que o cérebro passa a precisar de mais tempo para processar as informações. A capacidade de concentração também tende a diminuir, assim como a coordenação motora parece enfraquecer.
Mas existe uma grande diferença entre ter problemas para lembrar-se onde estão as chaves do carro e não se lembrar para que servem as chaves. Essa é a linha que normalmente separa os sintomas de doenças neurodegenerativas, do processo natural de envelhecimento do cérebro.
Manter o corpo e a mente em movimento, não importa a idade, é uma forma eficaz de prevenir-se contra doenças. Leia também o primeiro passo para se iniciar um programa de atividades físicas.
Fonte: http://bbel.uol.com.br/qualidade-de-vida/post/dicas-para-manter-o-cerebro-em-forma.aspx
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