quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Diagnóstico precoce diminui riscos de perda de visão em crianças


A cada minuto, uma criança fica cega no mundo por falta de tratamento adequado contra doenças sistêmicas (sarampo, rubéola e meningite), ferimentos na cabeça ou problemas visuais não detectados no nascimento e nos primeiros anos da vida escolar.

Pesquisas feitas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que se não forem tomadas iniciativas de alcance mundial e regional, em 2020 existirão no mundo 75 milhões de pessoas cegas e mais de 225 milhões de portadores de baixa visão, ou seja, incapazes de desempenhar grande número de tarefas cotidianas devido à deficiência visual.

Segundo a OMS, cerca de 40% das causas de cegueira infantil são evitáveis ou tratáveis. “As doenças sistêmicas citadas pela organização são preveníveis com vacinas. Mas há outras disfunções como a toxoplasmose, transmitida por alimentos preparados de forma inadequada, por exemplo, carnes ou verduras contaminadas, e a toxocaríase, causada por parasitas que têm os cães como hospedeiros.

Essas doenças podem ser evitadas por meio de políticas de saúde pública e orientação às gestantes”, alerta a oftalmopediatra Dorotéia Matsuura, do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB). Ela frisa que cuidados com alimentos e com a prevenção podem diminuir a incidência da cegueira infantil.

A oftalmologista explica que essas doenças sempre emitem sinais que podem ser percebidos pelos pais ou diagnosticados em consultas médicas. Todo quadro febril, dores de cabeça ou no pescoço, acompanhado de manchas vermelhas na pele, tosse, coriza ou conjuntivite, deve ser considerado suspeito, independentemente da situação vacinal ou da idade, diz Dorotéia. Ela aconselha que quando uma criança apresentar esses sintomas, deve ser encaminhada a uma consulta médica com urgência.

Algumas doenças relacionadas à má-formação ocular não têm tratamento, mas podem ser atenuadas por adaptações ópticas e não ópticas que proporcionem à criança suporte para a aprendizagem e o desenvolvimento intelectual. De acordo com Dorotéia Matsuura, entre as más-formações tratáveis estão a ambliopia ou "olho preguiçoso", causada por estrabismo, alto grau de refração e cataratas unilaterais. “Todas permitem o bom desenvolvimento ocular quando a atenção e os cuidados dos responsáveis levam à intervenção e à solução precoce”, esclarece.

Além disso, algumas doenças oculares podem ser detectadas quando a criança nasce, ainda no berçário. “O teste do olhinho tem sido realizado em todas as maternidades. Doenças como a catarata congênita, o retinoblastoma e outras são diagnosticadas com o teste realizado na maternidade”, ressalta a médica do HOB.

O teste do olhinho é muito simples e feito no berçário. Em um quarto escuro, um feixe de luz é emitido pelo aparelho chamado oftalmoscópio e, quando não há nenhum obstáculo à visão, a luz vai até a retina e ao ser refletida, faz com que o examinador perceba um reflexo vermelho. “A ausência desse reflexo é um indicador de que pode haver alguma alteração congênita e o caso deve ser melhor investigado a partir desse teste”, explica.

Em 2008, foi sancionada a Lei n° 4.189/2008, tornando obrigatória a realização do Teste do Olhinho no Distrito Federal.

Fonte: UOL - Da Agência Brasil

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Praticar exercícios é tão bom quanto tomar remédios para curar enxaqueca, destaca estudo


A prática de exercícios físicos pode ser útil para quem sofre de dores de cabeça crônicas

Para curar enxaquecas, médicos costumam indicar medicamentos como topiramato, que já provou ser eficaz para aliviar dores de cabeça. Mas uma outra opção poderá ser usado pelos profissionais, pois de acordo com estudo realizado pela Universidade de Gotemburgo, exercícios físicos têm a mesma eficiência que os remédios.

A prática de atividades físicas já era indicada por alguns médicos, mas o estudo publicado na revista Cephalalgiaconfirmou a eficácia de 40 minutos de exercícios para quem sofre com as dores de cabeça.

No total os cientistas observaram 91 pacientes e os dividiram em três grupos: um que se exercitou por 40 minutos três dias por semana, outro que fez exercícios de relaxamento e outro que apenas tomou a medicação.

Por três meses os pacientes foram monitorados com relação a dores, qualidade de vida, capacidade aeróbica e níveis de atividade.

O resultado apontou que o número de pacientes que não tiveram mais dores aumentou em todos os três grupos, sem diferença do tipo de tratamento escolhido.


A conclusão do estudo é de que a prática de exercícios físicos pode ser útil para quem tem enxaqueca e não pode tomar remédios para resolver o problema.

Fonte: UOL Ciência e Saúde

Fumantes tendem a ter derrame dez anos antes de não fumantes


Segundo estudo, AVC acomete tabagistas por volta dos 58 anos

O tabagismo é considerado um dos principais fatores de risco para acidentes vasculares cerebrais. Agora, um novo estudo apresentado no Canadian Stroke Congress revelou que fumantes tendem a ter derrame uma década antes do que não fumantes. A análise foi liderada por cientistas da University of Ottawa, no Canadá.

O acidente cardiovascular cerebral ocorre quando o fluxo sanguíneo do cérebro é interrompido, devido a um coágulo ou a ruptura de vasos. A pesquisa examinou as diferenças entre 264 adeptos do cigarro e 718 não adeptos que sofreram um AVC entre janeiro de 2009 e março de 2011. Descobriu-se, então, que a diferença média de idade em que o problema acometeu os dois grupos foi de dez anos.

Os resultados mostraram que os fumantes haviam sofrido um derrame por volta dos 58 anos, enquanto que a média de idade entre os não fumantes foi de 67 anos. Além disso, os adeptos do tabagismo estavam mais propensos a ter complicações após o problema e até de serem vítimas de derrame novamente.

Risco de problemas cardíacos é 25% maior em mulheres fumantes

Outro estudo, publicado no periódico The Lancet, revelou que mulheres adeptas do tabagismo correm mais riscos de sofrer de doenças cardíacas do que homens, mesmo fumando menos cigarros. A análise foi liderada por pesquisadores da University of Minnesota e da University in Maryland, ambas nos Estados Unidos.

Para a pesquisa, foram analisados 86 estudos anteriores envolvendo mais de quatro milhões de pessoas. Divididas em 75 grupos, essas pessoas tiveram as suas fichas avaliadas para que fosse possível identificar a probabilidade de apresentarem problemas cardíacos.

Após ajustar todos os fatores de risco para fumantes de ambos os sexos, os resultados apontaram para o fato de que mulheres fumantes apresentam riscos 25% maiores de ter doenças coronárias do que homens fumantes. Além disso, foi constatado que essa probabilidade ligada ao sexo feminino aumenta em 2% a cada ano de consumo do cigarro.

O tabagismo é uma das principais causas das doenças coronárias e, segundo os autores da pesquisa, a expectativa é de que o número de usuários continue crescendo a cada ano.

Fonte: Revista Minha Vida - UOL

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Por que as mulheres vivem mais?


A ideia de que as mulheres são representantes do sexo frágil está cada vez mais ultrapassada. Considerando-se uma das provas essenciais de robustez, o poder para se manter vivo, as mulheres são mais resistentes do que os homens desde o nascimento até a idade mais avançada.

Em média, um homem pode correr mais rápido um percurso de 100 m do que uma mulher e levantar muito mais pesos. Entretanto, atualmente as mulheres vivem cinco a seis anos a mais do que os homens. Na idade de 85 anos existem aproximadamente seis mulheres para quatro homens. Na idade de 100 anos, a taxa é de duas mulheres para um homem.

Mas por que as mulheres vivem mais do que os homens? Uma primeira ideia seria que os homens sofrem mais estresse no trabalho. Porém, sabemos que a mulher está ocupando cada vez mais espaço no mercado de trabalho e isso significa mais responsabilidades com duplas ou triplas jornadas (casa - trabalho - filhos) e ambientes mais competitivos, com maior exposição ao estresse. Além disso, mulheres que exercem somente atividades domésticas podem ter uma carga de trabalho tão pesada quanto as que trabalham fora de casa. Mesmo assim, a expectativa de vida das mulheres não diminuiu.

As mulheres desenvolvem hábitos mais saudáveis do que os homens, preventivamente vão mais ao médico, fumam e bebem menos e seguem uma dieta com mais disciplina. Mas há um detalhe: o número de mulheres que fuma, toma uns drinques a mais e se alimenta de comidas não saudáveis está aumentando. Por isso, os pesquisadores têm afirmado que os hábitos de vida não são os únicos fatores envolvidos na longevidade feminina.

Os gerontologistas, especialistas em envelhecimento, têm observado que as fêmeas da maioria das espécies animais vivem mais do que os machos. Este fenômeno pode sugerir que a explicação está na nossa biologia.

Muitos cientistas acreditam que o processo de envelhecimento é causado pelo desenvolvimento gradual de um grande número de minúsculos defeitos individuais, como alguns danos no DNA, um desarranjo de proteínas, e assim vai.

Esse desenvolvimento degenerativo significa que a extensão das nossas vidas é regulada pelo balanço entre quão rápido novos danos atingem nossas células e quão eficientemente estas lesões são corrigidas.

Lembremos que os mecanismos para manter e reparar nossas células são maravilhosamente efetivos, mas não são perfeitos o tempo todo. Alguns danos passam despercebidos e se acumulam com os dias, meses e anos. Em outras palavras, nós envelhecemos porque nossos corpos perpetuam estes erros.

E por que nosso corpo não tenta sempre consertar os erros nas células que acontecem pelo caminho da vida, e assim poderíamos viver indefinidamente? Talvez uma das explicações seja o alto custo de energia gasta para "remendar" essas falhas. Como outras espécies, nós humanos também somos fruto da seleção natural e, ao menos na teoria, sobrevivem melhor os representantes da espécie que gastam mais energia com o crescimento e a reprodução do que com a longevidade.

Para muitos estudiosos, a mulher, devido a sua função primordial de engravidar e gerar uma nova vida, talvez tenha sido "equipada" com mecanismos mais robustos de reparação de danos das células e por uma necessidade de melhor estado de saúde. Consequentemente, isso reflete na maior longevidade da mulher quando comparada ao homem, que possui um papel menos direto na gravidez.

É possível que um dos hormônios que dificulte os processos de reparação das células seja a testosterona. Aparentemente, a testosterona que se encontra em quantidade cerca de 10 vezes menor na mulher, tenha influência negativa sobre a longevidade.

Alguns dados indicam que os eunucos (meninos castrados em muitas sociedades, no passado, para servir a imperadores sem o risco de engravidar as concubinas) apresentavam longevidade maior do que homens normais.

Em estudo realizado em uma instituição psiquiátrica no Kansas, Estados Unidos, onde homens com psicopatias eram castrados, descobriu-se que tais homens viviam em média mais 14 anos em relação aos homens não castrados. Obviamente, a castração não seria uma conduta adequada para aumentar a longevidade no homem.

Ainda estamos começando a entender e conhecer alguns elementos e fatores que podem aumentar ou diminuir a longevidade do ser humano. O fato é que as mulheres já partem na corrida da vida aparentemente mais bem preparadas fisicamente para combater os danos que nos são colocados pelo caminho. As pesquisas não param e, com certeza, em breve, vamos entender um pouco mais sobre o assunto.

No Brasil, registra-se um aumento significativo na expectativa de vida de ambos os sexos.
Estudos apontam os fatores que contribui para uma pessoa alcançar os 100 anos com bem-estar.

Fonte: Site bbel.UOL - Por Cibele Fabichak

domingo, 9 de outubro de 2011

Você está preparado para sua festa de 100 anos?


A longevidade é uma realidade incontestável

Você já deve ter lido algum artigo falando que, devido aos avanços tecnológicos e da medicina, a qualidade de vida das pessoas vem melhorando ano a ano. Uma consequência direta deste processo é o aumento da longevidade, ou seja, vamos viver mais e, esperamos, com boa saúde, disposição e curtindo a vida. Será muito comum uma pessoa fazer 100 anos de idade.

É claro que para uma pessoa chegar aos 100 anos de idade vai depender, além dos fatores genéticos, dos cuidados que tiver com a sua saúde e com o bem estar.

As escolhas que fizermos sobre a nossa forma de viver durante a juventude vão refletir diretamente na nossa idade madura e na nossa velhice. Por exemplo, fumar, beber, ter uma um dia a dia desregrado, sedentário e em constante estresse terá impacto negativo no nosso futuro e na nossa qualidade de vida.

A longevidade hoje é uma realidade incontestável e devemos nos preparar para ela da melhor forma possível.

E você? Já se perguntou até quantos anos pode viver e como quer viver esse tempo?

Para viver bem os seus 100 anos de idade, que se Deus quiser, teremos pela frente, precisamos nos planejar, inclusive sobre a nossa vida financeira. Como viveremos por um período mais longo, nossas reservas financeiras terão que ser mais perenes, para que possamos continuar independentes e com uma qualidade de vida digna.

Para ilustrar um pouco o tema Planejamento Financeiro, vamos começar falando das diferenças entre economizar, poupar e investir:
• Economizar é gastar menos em determinado(s) item (ns)
• Poupar é abrir mão de consumo presente em favor de consumo futuro
• Investir é buscar rentabilizar "fazer crescer" os recursos poupados

Para viver até os 100 anos, o mais importante de tudo é planejar a vida financeira - organizar o conjunto das ações relacionadas à vida financeira, de forma que possamos economizar, poupar e investir.

Lembre-se da sabedoria dos ditados populares: "De grão em grão a galinha enche o papo", "Dinheiro não aguenta desaforo"

Fonte: Site bbel.UOL - Por Moneyplan Consultoria