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terça-feira, 11 de agosto de 2026

Colesterol alto: entenda as causas e os riscos para a saúde do coração


Manter hábitos saudáveis e realizar exames periódicos é fundamental para prevenir complicações cardiovasculares

 

O colesterol é uma substância essencial para o funcionamento do organismo, mas seu desequilíbrio representa um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. O aumento do LDL, conhecido como "colesterol ruim", favorece o acúmulo de gordura nas artérias e pode permanecer silencioso durante anos, elevando as chances de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

 

Celebrado em 8 de agosto, o Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol reforça a importância do diagnóstico precoce e da adoção de hábitos saudáveis. Embora a alimentação tenha papel importante, fatores como genética, metabolismo, sedentarismo e doenças associadas também influenciam os níveis de colesterol.

 

Nem todo colesterol faz mal

Muitas pessoas acreditam que todo colesterol deve ser eliminado, mas isso não é verdade. O organismo precisa dessa substância para produzir hormônios, vitamina D e formar as membranas das células. O problema está no desequilíbrio entre suas diferentes frações.

 

"O colesterol é indispensável para a nossa saúde. O problema não é a sua existência, mas o desequilíbrio entre suas frações. O LDL favorece o acúmulo de gordura nas paredes das artérias quando está elevado. Já o HDL ajuda a remover parte desse excesso e transportá-lo de volta ao fígado para ser eliminado. O equilíbrio entre eles é um dos principais pilares da saúde cardiovascular", destaca a endocrinologista Dra. Maria Letícia Murba.

 

Mas atenção: ter um HDL elevado não é suficiente para compensar um LDL alto. "O HDL tem uma função protetora, mas hoje sabemos que não basta apenas ter um HDL elevado. O principal objetivo da prevenção cardiovascular é controlar o LDL de acordo com o risco individual de cada paciente", diz o cardiologista Dr. Carlo Bonasso Filho.

 

Não espere os sintomas aparecerem

Uma das principais características do colesterol elevado é justamente a ausência de sintomas. Muitas pessoas convivem durante anos com alterações importantes sem perceber, descobrindo o problema apenas após um infarto ou AVC.  

 

"O colesterol elevado não costuma causar sintomas. Muitas vezes, o primeiro sinal de que existe um problema pode ser um evento grave, como um infarto ou um acidente vascular cerebral. Por isso, o acompanhamento periódico é fundamental para identificar alterações antes que elas tragam consequências", diz o cardiologista Dr. Vitor de Holanda.

 

Causas do colesterol elevado

O colesterol alto pode ser causado por uma combinação de fatores relacionados ao estilo de vida, à genética e a algumas condições de saúde. Uma alimentação rica em gorduras saturadas e trans, presente em alimentos ultraprocessados, frituras e carnes gordurosas, é uma das principais causas. Além disso, sedentarismo, excesso de peso, tabagismo e consumo excessivo de bebidas alcoólicas também favorecem o aumento do colesterol.

 

Além disso, algumas pessoas apresentam alterações genéticas que elevam o LDL desde a infância, aumentando o risco de doenças cardiovasculares precoces. "A hipercolesterolemia familiar é um exemplo de condição genética em que o paciente apresenta níveis elevados de LDL desde cedo. Muitas vezes, a pessoa não sabe que possui essa alteração e só descobre após um evento cardiovascular ou durante uma investigação médica", destaca o cardiologista Dr. Daniel Petlik.

 

O colesterol elevado frequentemente também está associado a outras alterações metabólicas, como obesidade, diabetes, resistência à insulina e gordura no fígado. Por isso, o tratamento deve considerar o organismo de forma integrada. "O fígado é um órgão central no metabolismo. Quando existe acúmulo de gordura hepática, isso pode ser um sinal de que o organismo está enfrentando um desequilíbrio metabólico que também pode impactar o risco cardiovascular", explica o Dr. Vitor de Holanda.

 

Hábitos saudáveis para controlar o colesterol alto

As metas de colesterol variam conforme a idade, o histórico familiar e a presença de doenças como diabetes, hipertensão ou eventos cardiovasculares prévios. Por isso, a avaliação médica individualizada é indispensável. "Nem todas as pessoas terão a mesma meta de colesterol. Um paciente que já teve um infarto ou possui doença cardiovascular estabelecida precisa de um controle mais rigoroso do LDL do que uma pessoa sem esses fatores de risco", diz o Dr. Daniel Petlik.

 

Embora algumas pessoas necessitem de medicamentos, mudanças no estilo de vida continuam sendo fundamentais para controlar o colesterol e reduzir o risco cardiovascular. "Não existe um alimento ou suplemento capaz de compensar hábitos inadequados. O controle do colesterol depende de uma combinação entre alimentação balanceada, atividade física, controle do peso, sono adequado e acompanhamento médico quando necessário", conta a Dra. Maria Letícia Murba.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/colesterol-alto-entenda-as-causas-e-os-riscos-para-a-saude-do-coracao,96e94c1487881ff3af2aeece40b1f0ea0mjvip6n.html?utm_source=clipboard - Por Sarah Carvalho - Foto: SewCreamStudio | Shutterstock / Portal EdiCase

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Temperaturas baixas: 6 cuidados importantes com a saúde


Especialistas alertam para problemas comuns do inverno e explicam como prevenir complicações

 

A chegada das temperaturas mais baixas costuma alterar não apenas a rotina das pessoas, mas também o funcionamento do organismo. Durante o outono e o inverno, aumentam os casos de doenças respiratórias, problemas de pele e desconfortos circulatórios. Além disso, hábitos típicos da estação — como tomar banhos muito quentes, usar roupas apertadas e reduzir a ingestão de água — podem agravar quadros já existentes.

 

Por isso, especialistas reforçam que os cuidados com a saúde precisam ser adaptados nessa época do ano. Pequenas mudanças na rotina ajudam a prevenir complicações e garantem mais conforto durante os meses mais frios. A seguir, confira 6 cuidados essenciais para proteger o organismo das baixas temperaturas!

 

1. Evite permanecer muito tempo com roupas apertadas e abafadas

Durante o frio, "o uso frequente de calças muito apertadas e tecidos que abafam a região íntima cria um ambiente quente e úmido, favorecendo o crescimento de fungos como a Candida. No inverno, isso se torna ainda mais comum porque as pessoas passam mais tempo com roupas fechadas e muitas vezes negligenciam a ventilação adequada da região íntima. O ideal é priorizar tecidos leves sempre que possível e evitar permanecer longos períodos com roupas úmidas ou muito justas", explica o ginecologista Dr. César Patez.

 

2. Redobre os cuidados com a pele no inverno

O clima seco, os ventos frios e os banhos quentes comprometem diretamente a barreira de proteção da pele. "No frio, a pele precisa de reposição lipídica e não apenas de água. Hidratantes mais potentes ajudam a restaurar a barreira cutânea e evitar o ressecamento. A água muito quente agride a barreira de proteção da pele, favorecendo o ressecamento, a coceira e até o surgimento de lesões", alerta o dermatologista Dr. Gustavo Saczk.

 

3. Não ignore sintomas respiratórios persistentes

Com a queda da umidade do ar, problemas respiratórios costumam se intensificar durante o inverno. Quadros de obstrução nasal, dificuldade para respirar e piora da qualidade do sono podem indicar alterações estruturais que passam despercebidas em outras épocas do ano.

"No inverno, a mucosa nasal fica mais ressecada e sensível, o que pode acentuar sintomas em quem já tem alterações estruturais no nariz. Corrigir a respiração nasal melhora a oxigenação do organismo e contribui para uma série de funções essenciais, incluindo a qualidade do sono", explica o cirurgião plástico Guilherme Scheibel.

 

4. Saiba diferenciar gripe e resfriado

Com o aumento dos casos de doenças respiratórias, muitas pessoas têm dificuldade para identificar quando estão diante de um resfriado comum ou de um quadro gripal mais intenso. Apesar de parecidos, os sintomas apresentam diferenças importantes, principalmente na intensidade e no impacto sobre o organismo.

"O resfriado geralmente causa coriza, espirros e desconforto leve na garganta. Já a gripe se manifesta com febre alta, dores no corpo e grande prostração. A febre alta é um dos principais sinais de alerta para gripe, principalmente quando surge de forma repentina", afirma a otorrinolaringologista Dra. Renata Mori.

 

5. Cuidado com a saúde cardiovascular

O frio também traz impactos importantes para o sistema cardiovascular, especialmente em idosos e pessoas com hipertensão, diabetes, obesidade ou histórico de doenças cardíacas. Durante temperaturas mais baixas, o organismo reage provocando contração dos vasos sanguíneos para conservar calor, aumentando a pressão arterial e sobrecarregando o coração.

"Durante temperaturas mais baixas, o organismo reage provocando contração dos vasos sanguíneos para conservar calor, o que aumenta a pressão arterial e sobrecarrega o coração. Isso ajuda a explicar por que infartos, AVCs e crises hipertensivas tendem a aumentar no inverno", alerta o cardiologista Vitor Bruno Teixeira de Holanda.

O especialista também destaca a importância de adotar hábitos saudáveis durante o inverno. "É fundamental manter a pressão arterial controlada, evitar excesso de sal e álcool, continuar praticando atividades físicas mesmo em dias frios e manter boa hidratação", orienta.

 

6. Aproveite o inverno para cuidar da saúde vascular

As temperaturas mais amenas tornam o inverno uma das melhores épocas para iniciar tratamentos vasculares, especialmente para varizes e vasinhos. O clima frio favorece a recuperação, reduz o desconforto pós-procedimento e melhora a adaptação ao uso de meias compressivas.

"Tratar varizes no inverno permite não só uma recuperação mais confortável, mas também resultados mais completos e naturais até os meses mais quentes. O tratamento não é apenas estético. Ele melhora a circulação, alivia sintomas e previne a progressão da doença", destaca a cirurgiã vascular Dra. Nayara Cioffi Batagini.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/temperaturas-baixas-6-cuidados-importantes-com-a-saude,697d87c49a7329703f7833b0f8e133c79x6r5ahx.html?utm_source=clipboard - Por Sarah Monteiro - Foto: Impact Photography | Shutterstock / Portal EdiCase

sexta-feira, 29 de agosto de 2025

Saúde da mulher: 5 questões ginecológicas que não devem ser ignoradas


Ginecologista explica quais sinais e sintomas exigem atenção para prevenir complicações e manter o bem-estar

 

A saúde íntima, sexual e reprodutiva ainda desperta muitas dúvidas entre as mulheres, que nem sempre conseguem diferenciar o que é normal do que merece atenção. O tabu em torno desses temas torna a situação ainda mais delicada, dificultando diálogos, até mesmo com especialistas, e atrasando a busca por orientação adequada.

 

"Porém, em caso de dúvidas ou ao notar o surgimento de alterações suspeitas na região intima, é sempre importante conversar com um ginecologista, responsável pelo diagnóstico e tratamento de questões relacionadas a saúde feminina", esclarece a Dra. Ana Paula Fabricio, ginecologista com Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia (TEGO).

 

A seguir, a Dra. Ana Paula Fabricio aponta 5 problemas que podem ser preocupantes e merecem atenção médica. Confira!

 

1. Menstruação dolorosa

O ciclo menstrual pode ser marcado pela presença de dores de cabeça, cólicas, dores no seio e câimbras. "Esses sintomas são perfeitamente normais, sendo muito comuns em grande parte do público feminino durante esse período do mês. Mas é importante ficar atento a sinais de que algo está errado, principalmente a dores que pioram com o passar do tempo próximas ao reto, pélvis ou vagina, que pode ser sintoma de condições graves, como endometriose ou mioma uterino. Isso precisa ser investigado", aconselha a ginecologista Ana Paula Fabricio.

 

2. Odor vaginal

A vagina possui odor característico natural, mas quando o cheiro torna-se ruim ou diferente do normal por um longo período, é importante falar com o ginecologista. "Crescimento bacteriano e infecções vaginais estão entre os principais problemas que podem alterar o odor normal da vagina e apenas o ginecologista é capaz de tratá-los, então não se sinta desconfortável em conversar com seu médico sobre o assunto", aconselha a Dra. Ana Paula Fabricio.

 

3. Desconforto sexual

Falar sobre sexo pode ser desconfortável, mas é sempre importante avisar o médico caso você sinta incômodos como dor ou sangramento durante a prática sexual, pois isso é necessário para a realização de um diagnóstico e o tratamento das reclamações.

"Uma das principais causas do desconforto sexual é o ressecamento do canal vaginal, que pode ocorrer por fatores como envelhecimento, uso de anticoncepcionais, alterações hormonais e menopausa. Mas o ginecologista pode ajudar a tratar o problema através da indicação do uso de lubrificantes, prescrição de hormônios ou alteração na dosagem e tipo do medicamento contraceptivo", completa a especialista.

 

4. Incontinência urinária

A perda urinária involuntária pode causar grande desconforto físico, social e emocional, principalmente por ser imprevisível e ocorrer a qualquer hora e em qualquer lugar. Por isso, é fundamental informar a ginecologista sobre o problema, para que ela possa indicar protocolos de tratamento específicos. Essa condição pode estar associada a fatores como menopausa, excesso de exercícios físicos, envelhecimento e partos normais prévios.

"Existe uma série de opções terapêuticas eficazes para o problema, incluindo fortalecimento muscular, fisioterapia pélvica, eletroestimulação, uso de hormônios tópicos vaginais, turgência local e até mesmo a realização de cirurgias em casos mais graves", destaca a ginecologista.

 

5. Baixa libido

Embora a baixa libido seja um problema mais frequente do que muitas mulheres imaginam, é fundamental investigar as causas. "Entre as causas da diminuição do apetite sexual estão o uso de certas medicações, a entrada na menopausa e a presença de doenças como depressão. Nesses casos, existem intervenções terapêuticas que são necessárias. Mas podemos ajudar também quando a baixa da libido é causada por fatores externos como estresse, oferecendo recomendações para aumentar naturalmente o desejo sexual", finaliza a Dra. Ana Paula Fabricio.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/saude-da-mulher-5-questoes-ginecologicas-que-nao-devem-ser-ignoradas,19d2d166257f1d9bfb449035836d4999hxii6kfu.html?utm_source=clipboard - Por Maria Claudia Amoroso - Foto: Studio Romantic | Shutterstock / Portal EdiCase