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segunda-feira, 27 de julho de 2026

Saúde ocular: como proteger a visão em cada fase da vida, da infância aos 40 anos


Miopia, excesso de telas e presbiopia estão entre os principais desafios para a saúde dos olhos

 

O Mês da Saúde Ocular é uma oportunidade para lembrar que cuidar da visão vai muito além das consultas periódicas. Ao longo da vida, os olhos passam por mudanças naturais e cada etapa exige atenção e soluções específicas para preservar o conforto, a nitidez e a qualidade visual.

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 2,2 bilhões de pessoas vivem com algum tipo de deficiência visual ou cegueira no mundo. Pelo menos 1 bilhão desses casos poderiam ter sido evitados ou tratados com diagnóstico precoce e acesso aos cuidados oftalmológicos. Além da prevenção, a evolução das tecnologias ópticas permite hoje oferecer soluções cada vez mais precisas, considerando as características individuais de cada pessoa.

 

Para Hugo Motta, CEO da Rodenstock Brasil, empresa de tecnologia médica e fabricante de lentes para óculos, a saúde visual deve ser acompanhada de forma contínua, já que as demandas dos olhos se transformam com a idade.

 

“A visão acompanha todas as fases da vida e, por isso, as necessidades visuais também evoluem. Hoje, a tecnologia permite desenvolver lentes baseadas na biometria de cada olho, proporcionando uma experiência visual muito mais precisa e confortável em qualquer idade. Essa individualização faz diferença desde a infância até a fase em que surgem as alterações naturais da visão relacionadas ao envelhecimento “, afirma.

 

Infância e adolescência (5 a 14 anos): atenção ao avanço da miopia

Nos primeiros anos de vida, o desenvolvimento visual merece acompanhamento constante. Nessa fase, cresce a preocupação com a progressão da miopia, que pode se desenvolver por questões genéticas, mas também impulsionada pelo aumento do tempo em ambientes internos e pelo uso intenso de telas.

 

Jovens e adultos (15 a 30 anos): proteção e conforto para a rotina digital

Na vida adulta, a visão costuma ser estável, mas a exposição prolongada a computadores, celulares e outros dispositivos digitais aumenta o cansaço visual.

Nesta fase, lentes de visão simples – ou monofocais – individualizadas através da inserção dos dados biométricos de cada olho do usuário, associadas à revestimentos como os de proteção contra os raios ultravioleta e a luz azul nociva proporcionam maior segurança, nitidez, contraste que culminam em aumentar o conforto durante o uso diário dos óculos.

 

Adultos (30 a 40 anos): conforto para quem passa horas olhando de perto

Entre os 30 e 40 anos, muitas pessoas começam a perceber maior dificuldade para focar em objetos próximos, especialmente durante o trabalho ou o uso contínuo de dispositivos digitais.

Lentes com uma pequena adição para perto, oferecem uma transição mais confortável especialmente no campo de perto, reduzindo o esforço visual e favorecendo uma experiência mais natural durante atividades de leitura, trabalho e direção, mesmo para usuários monofocais.

 

A partir dos 40 anos: adaptação às novas necessidades visuais

Com o avanço da idade, uma condição normal para aqueles que apresentam erros refrativos, é o surgimento da presbiopia. Nesta etapa as lentes progressivas – ou multifocais – tornam-se a principal alternativa para garantir uma visão confortável em diferentes distâncias.

 

Para jovens présbitas que podem apresentar uma dificuldade maior na adaptação com lentes progressivas e que atuam em atividades rotineiras que exigem longos períodos em espaços com maior foco, como ao usar smartphones, computadores ou mesmo interagir em uma sala de reunião mais ampla, lentes chamadas ocupacionais, se mostram como uma alternativa adequada.

 

Quando desenvolvidas a partir da biometria individual de cada olho, essas lentes proporcionam campos de visão mais amplos, adaptação mais rápida e uma percepção visual mais natural, respeitando as características únicas de cada usuário.

 

Fonte: https://diariodorio.com/saude-ocular-como-proteger-a-visao-em-cada-fase-da-vida-da-infancia-aos-40-anos/?utm_source=terra_capa_vida-e-estilo&utm_medium=referral - Por Renata Granchi

sexta-feira, 15 de agosto de 2025

5 alimentos que ajudam a proteger a visão


Uma alimentação colorida, variada e rica em nutrientes pode melhorar a saúde dos olhos

 

Além da importância dos exames oftalmológicos regulares, o que vai ao prato também tem impacto direto na visão. Diversos nutrientes presentes nos alimentos ajudam a manter a integridade da retina, reduzir o risco de doenças como degeneração macular relacionada à idade (DMRI), catarata, glaucoma, retinopatia diabética e aliviar sintomas comuns como ressecamento ocular e fadiga visual, especialmente em quem passa muitas horas diante de telas.

 

Segundo o Dr. Victor Massote, médico oftalmologista e Vice Diretor Clínico do OCULARE Hospital de Oftalmologia, "uma dieta rica em antioxidantes, vitaminas específicas e gorduras boas pode contribuir significativamente para a saúde ocular". No entanto, ele alerta: "Muitas vezes, as quantidades dessas substâncias encontradas na alimentação comum não são suficientes para exercer efeito terapêutico. Nestes casos, a suplementação orientada é essencial", recomenda o médico.

 

A seguir, confira os alimentos que ajudam a proteger a visão!

 

1. Cenoura

Clássica da nutrição ocular, é rica em betacaroteno, precursor da vitamina A, fundamental para o bom funcionamento da retina. A deficiência dessa vitamina pode levar ao ressecamento ocular, visão embaçada e até cegueira noturna. Contudo, em situações clínicas específicas, a quantidade de vitamina A obtida via alimentação pode não ser suficiente, exigindo uma abordagem suplementar.

 

2. Folhas verde-escuras (espinafre, couve, rúcula)

Fontes ricas em luteína e zeaxantina, antioxidantes que protegem a mácula — área central da retina responsável pela visão de detalhes. Esses compostos agem como filtros naturais contra a luz azul e os radicais livres, oferecendo proteção contra a degeneração macular relacionada à idade (DMRI).

 

3. Peixes ricos em ômega-3 (salmão, sardinha, atum)

Esses alimentos fornecem ácidos graxos essenciais, que têm ação anti-inflamatória e favorecem a produção de lágrimas, sendo muito úteis no alívio dos sintomas da síndrome do olho seco. O consumo frequente é benéfico, mas doses terapêuticas de ômega-3 podem ser recomendadas em casos moderados ou graves da síndrome.

 

4. Ovos

Além de luteína, zeaxantina e vitamina A, os ovos contêm zinco, mineral que auxilia na absorção da vitamina A e protege a mácula. O zinco também tem papel na redução da progressão da DMRI, conforme mostra o "Estudo da Doença Ocular Relacionada à Idade" (Age-Related Eye Disease Study), do National Eye Institute Americano.

Realizada com mais de 4.000 pacientes, a análise demonstrou que, em indivíduos com quadro intermediário ou avançado de DMRI, uma combinação de zinco, beta-caroteno e vitaminas C e E reduziu em cerca de 25% o risco de progressão da doença ao longo de 5 anos.

 

5. Frutas cítricas (laranja, acerola, limão)

Ricas em vitamina C, essas frutas ajudam a proteger os vasos sanguíneos da retina e têm forte ação antioxidante, importante para prevenir catarata e degeneração da retina. A pesquisa "Genetic and Dietary Factors Influencing the Progression of Nuclear Cataract", publicada no Ophthalmology, jornal da Academia Americana de Oftalmologia, reforça essa relação ao apontar que uma dieta rica em vitamina C pode proteger contra a progressão da catarata.

 

Alimentação não substitui avaliação oftalmológica

O oftalmologista Victor Massote ressalta que nenhum alimento ou suplemento sozinho é capaz de prevenir ou tratar doenças oculares. "Uma alimentação equilibrada e rica em nutrientes específicos é uma peça do quebra-cabeça da prevenção. Em muitos casos, é necessário usar suplementos com doses mais altas para se obter resultados clínicos relevantes", afirma. Por isso, a avaliação oftalmológica e, em alguns casos, o acompanhamento com nutricionista ou nutrólogo são fundamentais.

 

Para manter os olhos saudáveis ao longo da vida, vale apostar em uma alimentação colorida, variada e rica em nutrientes protetores, sem abrir mão de bons hábitos visuais (como pausas durante o uso de telas) e de visitas regulares ao oftalmologista. Afinal, a prevenção começa na rotina.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/5-alimentos-que-ajudam-a-proteger-a-visao,fbfe7ff246bace98c7de18c7d1cc1bc4fbtxdvc9.html?utm_source=clipboard - Por Bruno Camargos - Foto: Gerain0812 | Shutterstock / Portal EdiCase