Reconhecida como deficiência no Brasil, a síndrome exige atenção, diagnóstico correto e cuidados multidisciplinares
A fibromialgia é uma síndrome crônica marcada por dor
generalizada, fadiga e distúrbios do sono, afetando sobretudo mulheres. De
diagnóstico difícil por não constar em exames de imagem, a doença gera estigma,
mas seu manejo com remédios e exercícios melhora a qualidade de vida. No
Brasil, seu recente enquadramento como deficiência assegura direitos e
políticas públicas aos pacientes, marcando um avanço contra o preconceito e na
garantia de suporte social a essa condição invisível e debilitante.
A fibromialgia é uma síndrome crônica caracterizada
por dores musculares generalizadas, fadiga intensa, distúrbios do sono e
problemas de memória. Apesar de afetar cerca de 3% da população mundial, sendo
em sua maioria mulheres, a doença ainda é cercada por preconceito e falta de
conhecimento. No Brasil, um avanço significativo ocorreu recentemente com o
reconhecimento oficial da fibromialgia como uma condição que pode ser
enquadrada como deficiência, o que garante às pessoas afetadas o acesso a
direitos e políticas públicas específicas.
Entre os principais sintomas da fibromialgia estão
dores persistentes por todo o corpo, sensibilidade exagerada ao toque, cansaço
extremo mesmo após uma noite de sono e alterações no humor. Muitos pacientes
também relatam episódios de depressão e ansiedade. A origem da síndrome ainda
não é completamente compreendida, mas especialistas apontam que fatores
genéticos, traumas físicos e emocionais, além de desequilíbrios nos
neurotransmissores, podem estar envolvidos no desenvolvimento da condição.
Fibromialgia
Por ser uma doença de difícil diagnóstico — já que não
aparece em exames laboratoriais ou de imagem —, muitos pacientes enfrentam anos
de sofrimento até receberem o diagnóstico correto. A falta de marcadores
objetivos faz com que a dor e o sofrimento de quem tem fibromialgia sejam,
muitas vezes, subestimados, o que contribui para o estigma social.
O tratamento da fibromialgia é multidisciplinar e
envolve a combinação de medicamentos, fisioterapia, atividade física regular e
acompanhamento psicológico. Embora não haja cura, é possível controlar os
sintomas e melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes.
Recomenda-se medicamentos como analgésicos, antidepressivos e relaxantes
musculares. Porém, médicos também indicam exercícios físicos de baixo impacto,
como caminhada, pilates e hidroginástica como parte essencial da abordagem
terapêutica.
O reconhecimento da fibromialgia como uma condição que
pode gerar deficiência reforça a importância de políticas públicas que acolham
e protejam os pacientes. Além do acesso à saúde, isso inclui o direito a
aposentadoria por invalidez, isenção de impostos e prioridade em processos
seletivos, concursos públicos e programas de inclusão.
A luta de pacientes e entidades médicas para legitimar
a fibromialgia como uma condição séria e debilitante avança. No entanto, ainda
há muito a ser feito em termos de conscientização. Entender a síndrome e apoiar
quem convive com ela é fundamental para construir uma sociedade mais empática e
justa.
Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/fibromialgia-a-dor-invisivel-que-afeta-milhoes-de-brasileiros,1648bedd28de3332f22e6ddf1172baa4tnw9p0bf.html?utm_source=clipboard
- Por: Lilian Coelho Maffei / Licenciado de Bons Fluidos - Foto:
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