domingo, 3 de novembro de 2013

6 coisas que as mulheres escondem dos parceiros

É comum que principalmente no início das relações se omita algumas informações do companheiro

As mulheres guardam muitos segredos que seus parceiros nem imaginam. Desde os mais banais até alguns mais significativos. Veja algumas coisinhas que as mulheres não costumam contar aos homens:

Eu fui virgem por muito tempo.
Antigamente, a virgindade era motivo de orgulho. Hoje as mulheres têm vergonha de admitir que são virgens ou que perderam a virgindade tarde.

Dormi com muitos homens.
Muitas mulheres escondem esse número ou mentem sobre ele por medo de serem julgadas.

Eu já estive acima do peso.
O peso é um assunto delicado para as mulheres, que são o tempo todo bombardeadas pelos padrões de beleza das modelos cada vez mais magras. Por isso é difícil encontrar alguma mulher que admita que já esteve acima do peso.

Eu não mereço amor.
Muitas mulheres se sentem dessa forma, embora não digam. Sentem-se amadas, mas acham que não merecem.

Já fiz cirurgia plástica.
A ideia é que os homens pensem que já nasceram lindas assim como são, nada de revelar que já mudaram o nariz, diminuíram a barriga ou aumentaram os seios.

Enganei os homens com quem estive.
Mesmo que tenha acontecido só uma vez, as mulheres não vão admitir isso para o atual parceiro, pois pode criar problemas de confiança. Por isso alguns segredos é melhor mesmo não contar.

E você, já escondeu alguma informação do seu parceiro? Lembre-se que segredos podem ser descobertos quando menos se imagina.


sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Segunda chance

Imagine que você morreu e será julgado por seus atos da vida terrena, mas antes que isto acontecesse, seriam passadas cenas de sua vida para saber como se comportou em alguns momentos, em relação aos que estavam ao seu redor.

Cenas que marcaram sua vida, mas que não deu tanta importância como: ter conversado pouco com seus pais quando estavam vivos e de dizer-lhes quanto os amavam; ter perdido um grande amor por ciúmes ou brigas banais com atitudes egoístas; não ter se dedicado bastante aos estudos para conseguir uma melhor profissão; perdeu algumas amizades por opiniões diferentes à política, futebol e até religião; deixou de passear e conhecer lugares diferentes por medo de viajar e aventurar-se mais; não ter dado o perdão ao inimigo mesmo com o seu pedido; ter trabalhado mais do que o necessário deixando de estar com sua família; não ter visitado os doentes nos hospitais e os idosos nos asilos, mesmo quando teve tempo sobrando; não ter dado assistência às crianças de ruas e aos pobres necessitados quando cruzaram no seu dia-a-dia.

De repente você acordou e ficou aliviado, foi apenas um sonho, que não tinha morrido, não seria julgado, mas precisava aprender com aquele episódio. Seria uma segunda chance de vida? Refletiu e afirmou; a partir de hoje, em todos os dias de minha vida ao acordar direi: obrigado Senhor pelo dom da vida, e terei em mente que um minuto passado não volta mais, mas aproveitarei cada momento de minha vida ao máximo, passando o maior tempo possível com as pessoas que amo e tornarei esses momentos inesquecíveis.

Não precisamos sonhar com a morte para reconhecer e mudar algumas atitudes que melhorariam as nossas vidas e a dos que nos rodeia como: ter um ideal de vida; ter mais tempo para a família; ajudar os mais necessitados; ouvir os outros; fazer amizades; ser bem humorado; ser simples e humilde; perdoar sempre; escutar os mais velhos; reclamar menos; admirar mais o mundo; aceitar os problemas do cotidiano; não dar tanto valor a riqueza material; descansar; não querer ser tão perfeito; arriscar mais e amar a todos.

Todos os dias, Deus na sua infinita sabedoria, nos dá uma segunda chance de vida. Sabemos que o tempo não volta, mas podemos aprender com os erros passados e melhorar para o presente e o futuro. Saiba tirar o melhor proveito desta lição, talvez não tenha outra chance de recomeçar.

Professor José Costa

AVC: saiba quais os primeiros socorros durante um derrame

Identifique os sinais precoces e como proceder em uma emergência

A cada ano, cerca de seis milhões de pessoas morrem de acidente vascular cerebral (AVC), sendo essa a primeira causa de morte e incapacidade no Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares (SBDCV) e Academia Brasileira de Neurologia (ABN). "O AVC, que atualmente é chamado de AVE (acidente vascular encefálico), ocorre quando existe a interrupção da oferta de oxigênio e nutrientes em um território do cérebro, cerebelo ou tronco cerebral", explica o cardiologista Rafael Munerato, do laboratório Pasteur. Essa interrupção pode ocorrer devido a um entupimento, que é o AVC isquêmico, ou rompimento de um vaso, caso do AVC hemorrágico. Os fatores de risco são semelhantes aos do infarto do miocárdio: tabagismo, obesidade, sedentarismo, diabetes, hipertensão e colesterol elevado. Dessa forma, a adoção de hábitos saudáveis e controle de doenças metabólicas e cardiovasculares é essencial para prevenir esse mal. "E quando falamos de cuidado, é preciso reconhecer os principais sintomas do AVC para que o atendimento seja feito o mais rápido possível, uma vez que isso é decisivo para a boa recuperação do paciente", alerta o neurologista André Felício, de São Paulo. Se você ainda tem dúvidas sobre o que fazer quando se tem um derrame cerebral, confira:

Nem toda a pessoa vai "cair dura"

É muito comum acharmos que, em caso de derrame cerebral, a pessoa irá passar mal e desmaiar, devendo ser encaminhada para o hospital. Entretanto, os sintomas são muito mais sutis. "Dormência e fraqueza em uma metade do corpo, alteração da fala e desequilíbrio são alguns dos sintomas de AVC", explica a neurologista e neurofisiologista Adriana Ferreira Barros Areal, do Hospital Santa Luzia, em Brasília. É importante entender que o AVC se manifesta como uma perda neurológica súbita, ou seja, mudanças em seus movimentos, fala, visão ou qualquer outra coisa que funcionava de uma determinada maneira e parou de repente ou então você começou a fazer de outra maneira. É extremamente importante saber reconhecer o AVC o mais rápido possível, pois o tratamento precoce fará toda a diferente no futuro desse paciente. Confira alguns dos principais sintomas de AVC:

- Diminuição ou perda súbita da força na face, braço ou perna de um lado do corpo;
- Sensação de formigamento na face, braço ou perna de um lado do corpo;
- Perda súbita de visão em um olho ou nos dois olhos; - Alteração aguda da fala, incluindo dificuldade para articular, expressar ou para compreender a linguagem;
- Dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente;
- Instabilidade, vertigem súbita intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos. 

Não espere o pior passar
Outra mania muito perigosa - principalmente quando o assunto é derrame cerebral - é esperar a dor passar para, então procurar um médico. No geral, pensamos que é melhor deixar a pessoa se estabilizar, para evitar qualquer sofrimento em uma viagem ao hospital ou socorro. Entretanto, na suspeita de um AVC, o ideal é encaminhar essa pessoa para o hospital o mais rápido possível. "É preciso entender que uma característica fundamental do AVC é a sua instalação súbita, e cada minuto perdido poderá fazer diferença lá na frente, na hora da recuperação, uma vez que quanto maior é o dano cerebral, maiores são as sequelas", lembra o neurologista André Felício, de São Paulo. Os danos de um AVC são consideravelmente maiores quando o atendimento demora mais de três horas para ser iniciado. Inclusive, no caso de AVC isquêmico, o médico pode dar ao paciente um medicamento antitrombótico chamado alteplase, que deve ser aplicado em até quatro horas e meia após o início dos sintomas. Esse medicamento diminui em 30% o risco de sequelas do AVC isquêmico e em 18% a mortalidade. 

Não dê AAS
Muito se fala também sobre ministrar uma pílula de AAS (ácido acetilsalicílico) quando uma pessoa está sofrendo um AVC, já que ela afinaria o sangue e impediria um novo êmbolo. Apesar de ser um raciocínio correto, ele só traria algum benefício para pessoas que sofreram um AVC isquêmico - e ainda sim não é nada muito expressivo. "Nos casos de AVC hemorrágico, o ácido acetilsalicílico pode piorar ainda mais o sangramento, agravando o quadro", explica a neurologista Adriana. E como não é possível saber qual tipo de derrame cerebral a pessoa está tendo sem avaliação médica, o conselho é não dar qualquer medicamento e encaminhá-la para o hospital.  

Não dê remédio para pressão
Aqui a lógica é a mesma do ácido acetilsalicílico: nenhum medicamento deve ser ministrado sem avaliação médica, ainda que o paciente seja hipertenso. Novamente, é impossível saber que tipo de AVC a pessoa está sofrendo e se o medicamento irá beneficiar ou não aquele quadro. "Nos casos em que o paciente tem hipertensão, a atenção com o rápido atendimento deve ser redobrada, e o controle do nível de pressão vai depender do tipo de AVC, do tratamento proposto e da história prévia da pessoa", explica a neurologista Adriana.

Se a pessoa tiver diabetes, verifique a glicemia
 Em pacientes do diabetes, explica a neurologista Adriana, a glicose muito alta ou muito baixa pode imitar os sintomas de AVC. "Portanto, a verificação da glicemia ajuda a distinguir um problema de outro", diz. Dessa forma, é importante fazer medição e, caso não seja o caso de uma alteração na glicemia, correr para receber o atendimento adequado.

Chamar a emergência ou correr para o hospital?
Se você estiver perto de um hospital ou pronto socorro de confiança e tem condições de ir ou levar o paciente para lá com rapidez, não há porque esperar a ambulância. "Entretanto, se você está longe de um pronto atendimento, não tem carro, a viagem até lá seria muito difícil ou você não está em condições de ir sozinho, não hesite em chamar a emergência, pois o tratamento pode iniciar já na ambulância", aconselha a neurologista Adriana. Além disso, o neurologista André Felício lembra que o ideal é dar preferência a hospitais que sabidamente tem um serviço dedicado ao tratamento agudo do AVC, que são aqueles capazes de realizar procedimentos neurológicos, como exames e cirurgias. 

É necessário procedimento cirúrgico?
Existem dois tipos de cirurgia que podem ser indicadas para o tratamento do AVC. Se o paciente tiver obstrução significativa das artérias carótidas no pescoço (caso de AVC isquêmico), pode precisar de uma endarterectomia de carótida. Durante esta operação, o cirurgião remove a formação de placas nas artérias carótidas para reduzir o risco de ataque isquêmico transitório (TIA) ou AVC. Os benefícios e os riscos desta cirurgia devem ser cuidadosamente avaliados, pois a cirurgia em si pode causar um AVC. Já para o AVC hemorrágico, o tratamento cirúrgico visa a retirar o sangue de dentro do cérebro. Em alguns casos, coloca-se um cateter para avaliar a pressão dentro do crânio, que aumenta por conta do inchaço do cérebro após o sangramento. O tratamento cirúrgico para o caso de AVC hemorrágico pode não ser realizado logo na entrada do paciente no hospital, principalmente porque alguns têm um novo sangramento poucas horas depois do primeiro. "Mas nem todo o paciente precisará desses procedimentos cirúrgicos para se recuperar de um derrame cerebral", diz a neurologista Adriana. "A indicação cirúrgica também depende da gravidade do quadro e da condição clinica do paciente, sendo avaliado caso a caso."  

Toda recuperação é igual?
Não, o andamento do paciente após um AVC pode variar muito. Tudo depende de fatores como extensão do AVC, local do cérebro onde ele aconteceu, demora no tratamento, idade, tipo de derrame, doenças relacionadas... Não há regra. "Cada caso evolui de um jeito", afirma Adriana Ferreira. "Todavia, quanto mais precoce e mais especializado o atendimento em geral os resultados são melhores." 

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Livre-se das celulites antes da chegada do verão

Cremes, massagens ou dieta: escolha o melhor tratamento para o seu grau de problema

Com o verão chegando perto, o problema volta a assustar. A celulite incomoda a maioria das mulheres e não é à toa: os furinhos causam a maior vergonha. A celulite surge por conta de nódulos de gordura que se formam na região subcutânea. Eles impedem a oxigenação e a nutrição celular, causando o aspecto de casca de laranja na pele. As circulações sanguínea e linfática também ficam prejudicadas, afirma a esteticista Luisa Catoira, de São Paulo.

As alterações hormonais tornam as mulheres mais suscetíveis ao problema que, além do desconforto estético, pode trazer dor, inchaços nas pernas e problemas de ordem psicológica. Os tratamento estéticos, em geral, oferecem ótimo resultados. Mas todos eles precisam ser combinados a uma boa alimentação, prática regular de exercícios físicos e interrupção do tabagismo.

A Sociedade Brasileira de Medicina Estética estima que a celulite atinge oito entre cada dez mulheres ocidentais, deixando ondulações nas pernas, nas coxas, no bumbum e, às vezes, até na barriga. Se você é uma delas, acompanhe abaixo as dicas dos especialistas para chegar ao verão com a pele lisinha. 

Tratamentos para celulite

Celulite de grau 1 

Como é: ela só aparece quando você pressiona a pele. Surgem gominhos que lembram a casca de laranja.
Por que surge: alimentação gordurosa e com pouco líquido, sedentarismo e tendência genética favorecem esse tipo de celulite.
Como tratar: as alterações na dieta costumam surtir efeitos notáveis neste tipo de celulite. Evite bebidas gasosas (não só refrigerantes, mas água com gás também). Sal demais também é prejudicial, porque aumenta a retenção de líquidos e prejudica a circulação do sangue. Cremes à base de centelha asiática também fazem diferença, assim como as sessões de drenagem linfática. Faça, pelo menos, dez sessões seguidas (uma por semana). Mas não adianta drenar o corpo e comemorar num rodízio de pizza , afirma a fisioterapeuta Fernanda Elhiage, dona do Studio Conceitus.  

Celulite de grau 2

Como é: a aparência de casca de laranja é suave, mas salta aos olhos sem que haja necessidade de pressionar a pele.
Por que surge: alimentação gordurosa e com pouco líquido, sedentarismo e tendência genética favorecem esse tipo de celulite
Como tratar: além das mudanças na dieta, sessões de carboxiterapia são o melhor antídoto contra este tipo de celulite. O tratamento é dividido por área: o especialista injeta gás carbônico sob a pele, que é renovada. Você precisa de, pelo menos, dez sessões e já nota os resultados a partir da quinta aplicação. Há ainda outras opções de tratamento neste caso:

Massagem modeladora: quebra as moléculas de gordura que estão causando o problema. É seguida por uma drenagem, que elimina essa substância pela urina. A circulação sangüínea também é estimulada, evitando a formação de novas celulites. O mínimo de dez sessões é recomendado.

Eletrolipólise: o método usa agulhas que são estimuladas eletricamente para combater os furinhos. Com isso, há a quebra das moléculas de gordura e a melhora da circulação sangüínea. O mínimo de dez sessões é recomendado.

Celulites de grau 3

Como é: normalmente, as celulites de grau 3 provocam o famoso efeito casca de laranja e causam a sensação de peso nas pernas, além de atingir o bumbum. Surgem, principalmente, nas pessoas que sofrem com o sobrepeso.
Por que surge: o principal causador é o excesso de peso, agravado pelo sedentarismo.
Como tratar: só os tratamentos estéticos não fazem efeito nestes casos, que exigem também uma dieta rigorosa para controle do peso, além d exercícios físicos regulares.

Celulites de grau 4 

Como é: trata-se da mais grave de todas as celulites, provocando disformidade no contorno do corpo e está diretamente associada aos casos de obesidade.
Por que surge: a obesidade é o principal agente causador
Como tratar: você precisa aliar todos os métodos, incluindo dieta balanceada, exercícios físicos e massagens. Reduzindo o peso, os tratamentos começam a dar resultado mais rapidamente. 

Eficácia dos cremes anticelulite e tratamentos

Se a sua celulite é de grau 1 ou 2, os cremes ajudam a amenizar os furinhos. Eles possuem agentes desintoxicantes que melhoram a circulação linfática e têm ação redutora de medidas , afirma a esteticista Luisa Catoira, de São Paulo. No entanto, esses cremes não eliminam de vez a celulite, eles suavizam o problema. É importante cuidar da manutenção do tratamento: depois dos dois primeiros meses usando o produto duas vezes por dia, é preciso manter o uso pelo menos uma vez por dia, senão a celulite pode retroceder , recomenda a especialista. 

Alerta 

Estresse, abuso de bebidas alcoólicas, alterações hormonais, consumo de pílula anticoncepcional sem orientação e uso de roupas muito apertadas também agravam as celulites. 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Conheça os riscos do uso de anabolizantes e esteroides

Substâncias aumentam chances de câncer, diabetes, lesões no fígado, entre outros problemas quando utilizadas para emagrecimento e ganho de massa muscular

Estou vendo no dia a dia do consultório um aumento assustador do uso de anabolizantes para fins estéticos e de emagrecimento que prometem resultados rápidos como em um passe de mágica. 

Creio que muitos desavisados, na ânsia de conquistar um corpo perfeito, acabam buscando nos esteroides e anabolizantes uma alternativa para obter resultados mais rápidos. Eles não compreendem os enormes riscos que correm por usar fórmulas derivadas de hormônios sem nenhum tipo de indicação clínica. 

O estímulo exagerado que essas substâncias causam nos receptores de determinadas células levam a efeitos secundários desastrosos. Um desses estragos é a diminuição da produção de hormônios normalmente elaborados pelas nossas glândulas, pois o organismo interpreta o hormônio sintético como suficiente e passa a produzir níveis bem baixos, chamado na medicina como efeito feedback negativo. 

Esse efeito pode ocasionar em homens a atrofia de testículos, levando à impotência sexual e esterilidade, aumento da retenção de sódio, da pressão arterial, calvície, maiores riscos de câncer, diabetes e lesões no fígado muitas vezes irreversíveis.

Em mulheres pode levar à androgenização, crescimentos de pelos no rosto, aumento da secreção sebácea e da oleosidade da pele, surgimento de espinhas e engrossamento da voz, redução de mamas e interrupção da menstruação. Os riscos câncer, diabetes e lesões no fígado muitas vezes irreversíveis também são maiores. 

Em adolescentes as consequências são ainda mais devastadoras, pois comprometem o crescimento, o desenvolvimento sexual, a formação óssea, entre outras. Esses hormônios podem ser usados clinicamente, sendo prescritos por médicos para a reposição de um hormônio deficiente em alguns casos, e em geral, nesses casos, a orientação médica é a de uso em doses suficientes apenas para a regulação de uma disfunção específica. 

O que leva um profissional da saúde, médico, educador físico, fisioterapeutas e nutricionistas, a prescreverem e sugerirem tal tipo de conduta ou tratamento para fins estéticos é a de lotar sua clínicas e academias, visando lucros e ascensão. Como se fossem detentores de um tratamento super revolucionário, únicos com resultados rápidos e garantidos, deixando de lado todo o juramento que fizeram quando receberam seu diploma. No qual afirmaram que iriam dedicar seus conhecimentos em prol da manutenção da saúde e bem estar do paciente, não os colocando em risco por imperícia e conduta imprópria. 

Quanto maior é o tempo de uso destas substâncias, maior é o estrago. Pesquisa divulgada em 2007, já desatualizada, demonstrou que o perfil do usuário de anabolizantes não era o adolescente ou o atleta, mas sim, o homem com idade próxima aos 30 anos que busca o aumento da musculatura. 

Nos dias de hoje, vemos o uso indiscriminado dos anabolizantes com a finalidade de secar e trincar algumas partes do corpo de homens, mulheres e adolescentes, em diversas faixas etárias.  

Quanto vale sua saúde e qualidade de vida? Um verão? Existe sim uma evolução nos conhecimentos científicos, uma proposta da medicina no sentido de proporcionar a manutenção e melhora da saúde, sem mistérios e milagres de resultados rápidos. 

Hábitos e estilo de vida saudáveis vão levar você a conseguir resultados muito mais duradouros. A fabricação de super homens e mulheres maravilhas como padrão de saúde perfeita é totalmente errônea e fora do conceito de medicina preventiva, na verdade essa figura é uma bomba relógio ambulante, repleta de problemas clínicos e metabólicos. A prática está tão banalizada e vulgarizada que hoje a venda desse tipo de tratamento é feita por nomes, como kit músculo ou kit secar. 

A série de problemas que os usuários desses kits irão desenvolver, vão começar, cada dia mais, a serem divulgados. É o caso do cantor Netinho que teve um grave problema, quase chegando a óbito, ocasionado pelo efeito de doses continuadas de esteroides. 
Posso dizer, como clínico geral e nutrólogo, que o preço para ganhar músculos e secar através do uso de esteroides é altíssimo e que a relação de danos para a saúde é extensa e muitas vezes irreversíveis. 

Uma frase muito usada no interior do Brasil que reflete a saúde de quem utiliza esteroides na busca incansável e irresponsável do corpo perfeito é: Por fora bela viola, por dentro pão bolorento.