sábado, 3 de agosto de 2019
Como a musculação inesperadamente muda o seu cérebro
Experimentos com ratos mostraram que quando eles
levantam peso, além de ganhar massa muscular, eles também têm o ambiente
celular alterado no cérebro, melhorando a habilidade de pensar. O estudo foi
publicado na revista Journal of Applied Physiology.
Alguns estudos anteriores apontavam conexão entre
treinamento com peso e melhora cognitiva, mas esses trabalhos eram pequenos.
Para resolver esta lacuna, o candidato a doutorando
Taylor Kelty da Universidade de Missouri (EUA) começou a imaginar ratinhos
fazendo musculação. Ele e seus colegas sabiam que para estudar o cérebro de
forma aprofundada, eles precisariam fazer os animais de laboratório levantarem
peso, mas como fazer isso?
Musculação para ratos
Nesse estudo, os ratos fizeram musculação em
pequenas escadas de um metro de altura e ergueram pesos em miniatura presos na
porção traseira dos animais, posicionados de forma a não machucá-los. Os
animais ganhavam um pedaço de cereal matinal quando chegavam ao topo da
escadinha, e logo começavam a subir até lá voluntariamente, mesmo sem a
recompensa.
Depois de várias semanas, os escaladores mostraram
aumento da massa muscular, indicando que a atividade física havia sido um
sucesso.
Para testar as melhoras cerebrais dos ratos, Kelty e
seus colegas pegaram um grupo separado de ratos e os injetaram com uma
substância conhecida por causar inflamação no cérebro, que por sua vez causa um
tipo de demência leve nos bichinhos.
Metade desses ratos começou um programa de exercício
físico. Conforme eles se condicionavam à atividade, o peso que era preso a eles
ia aumentando progressivamente. Assim o peso erguido aumentava da mesma forma
que fazemos na academia.
Teste mental com labirinto
Depois de cinco semanas, todos os animais foram
soltos individualmente em um labirinto bastante iluminado que tinha apenas uma
câmera escura. Os roedores em geral gravitam em direção a locais escuros e
durante visitas repetidas, os animais deveriam aprender a localização desse
local escuro e ir direto para lá.
Mas o sucesso dos animais foi bastante diferente. Os
animais do grupo controle foram os mais rápidos e mais acurados. Os animais com
problemas cognitivos leves que não se exercitaram tiveram maior dificuldade,
mas os animais que tinham esses problemas e fizeram musculação conseguiram
melhorar seus resultados, em alguns momentos até superando o grupo controle.
Ou seja, o exercício restaurou a habilidade de
pensar, diz Kelty.
Mas como isso acontece?
A etapa final do estudo teve como objetivo tentar
entender como o exercício impactou o cérebro. Kelty e sua equipe examinaram
microscopicamente o tecido cerebral de cada um dos grupos. Conforme o esperado,
os animais que receberam a injeção apresentavam sinais de inflamação no
cérebro.
Mas os centros de memória dos cérebros dos animais
que se exercitaram estavam cheios de enzimas e marcadores genéticos que são
famosos por ajudar na criação e manutenção de novos neurônios, enquanto também
aumentavam a plasticidade, que é a habilidade do cérebro de se remodelar.
O cérebro dos ratos treinados estavam se remodelando
para que parecessem com cérebros que não sofriam com inflamação.
Claro que este estudo foi feito com ratos, e não com
pessoas. O nosso treinamento na academia é completamente diferente. Logo, não
sabemos como o nosso cérebro reagiria em uma situação semelhante.
O estudo também não diz se exercícios aeróbicos
teriam os mesmos resultados ou se pessoas saudáveis também teriam os benefícios
observados nos ratinhos. Mesmo assim, Kelty recomenda que as pessoas façam
exercício de resistência. “É bom para você por vários outros motivos, e parece
ser neuroprotetor. Quem não quer um cérebro saudável?”, diz ele. [New York
Times]
Fonte: https://hypescience.com/como-a-musculacao-inesperadamente-muda-o-seu-cerebro/
- Por Juliana Blume
sexta-feira, 2 de agosto de 2019
O que acontece no seu corpo quando um relacionamento acaba?
Seu corpo reage de diversas formas ao terminar um
relacionamento, mas você pode amenizar os efeitos dessa experiência negativa
O término de um relacionamento implica em uma
mudança radical em nossas vidas. Passamos grande parte de nosso tempo
acostumados a conviver com uma pessoa, e quando ela não está mais presente,
sentimos que existe um vazio em nós.
Os impactos dessa experiência ultrapassam o campo
das emoções, e podem até mesmo prejudicar aspectos de nossa saúde física. Veja
a seguir os impactos que o término de um relacionamento pode causar em você:
Efeitos físicos do término
1. Você passa por uma espécie de "crise de
abstinência"
A endocrinologista Danielle Ferreira revela que o
término de um namoro pode afetar nosso centro de recompensa cerebral,
decorrente de uma relação de vício e dependência. Isto acontece porque, durante
um relacionamento saudável, temos o aumento de hormônios como a dopamina,
ocitocina e serotonina, que são responsáveis pela sensação de prazer e bem
estar.
Quando nossa mente percebe que não está tendo os
mesmos níveis destes hormônios por conta do término, expressamos a falta destas
substâncias de diversas formas. Segundo Danielle, podemos experienciar sensação
de frio, tremedeira, sudorese e até mesmo palidez durante esta fase de
"abstinência pós-término".
2. Você fica mais estressado
Ao mesmo tempo em que hormônios positivos como a
dopamina têm seus níveis reduzidos, o cortisol e a adrenalina tem seus níveis
aumentados no organismo. Consequentemente, Danielle explica que acabamos
ficando mais irritados, o que explica por que algumas pessoas podem afastar-se
de seus círculos sociais após passarem por um término.
3. Você pode ganhar ou perder peso
Segundo a endocrinologista, existe uma associação
entre distúrbios alimentares (anoréxicos ou compulsivos) e quadros psicológicos
como depressão e ansiedade. Estes últimos podem ser desencadeados a partir de
situações como um término, que causam estresse em pessoas que já são
suscetíveis a terem alterações de humor severas.
4. Você pode ter suas doenças agravadas
Para Danielle Ferreira, do Hospital Norte D'Or, o
excesso destes hormônios pode impedir a ação de substâncias como a insulina,
aumentando o risco do desenvolvimento de diabetes em pessoas suscetíveis à
doença.
A maior secreção de adrenalina pelo corpo também
pode provocar sensação de palpitação e arritmia, fazendo com que pessoas com
problemas cardíacos pré-existentes sejam mais afetadas.
O excesso de cortisol pode ocasionar menor eficácia
das células de defesa, causando também o enfraquecimento dos ossos, alterações
gástricas, fraqueza muscular e outros sintomas. Portanto, é necessário prestar
atenção do corpo e mente durante momentos difíceis como este.
5. Você pode experienciar dor física
A neurocientista e biomédica Patrícia Bado explica
que as mesmas regiões cerebrais relacionadas à dor física são ativadas pela dor
emocional da rejeição, o que justifica as dores no coração que algumas pessoas
relatam ao terem uma desilusão amorosa.
"Como os seres humanos são seres extremamente
sociais, que dependem de relações uns com os outros para sobreviverem, faz
sentido pensar que o mesmo mecanismo biológico da dor física tenha sido
apropriado para a dor social", explica a especialista.
Ela aponta que, de um ponto de vista evolutivo,
indivíduos com maior facilidade de inserção social acabavam aumentando suas
chances de sobrevivência. A ânsia por nos mantermos vivos explicaria por que
buscamos manter laços com outras pessoas constantemente.
6. Você pode desenvolver insônia
Para a psicóloga Lia Clerot, nosso sono pode ser
extremamente prejudicado ao terminarmos um relacionamento. Segundo a
especialista, por ficarmos preocupados com o futuro, acabamos desenvolvendo uma
ansiedade que afeta diretamente nossas horas de descanso.
Para a psicóloga, a tensão ao pensarmos
excessivamente em formas de reconquistar nossos parceiros pode acabar
prejudicando o sono, já que não nos concentramos em apenas dormir.
7. Nosso cérebro simula uma espécie de
"luto"
O tálamo dorsomedial e partes do tronco encefálico
são algumas regiões cerebrais relacionadas à angústia, e o término do
relacionamento pode causar graves alterações nelas. Patrícia Bado explica que
alguns estudos também mostram que o término ativa áreas da amígdala cerebral,
potencializando emoções originadas pela separação e intensificando a memória
emocional.
Quando a amígdala sofre alterações e se conecta com
outras regiões cerebrais, emoções de luto podem surgir. Quanto maior for a
modificação neural, maior será a intensidade da angústia.
8. Você pode ficar desatento
As conexões cerebrais da amígdala com o
córtex-pré-frontal modulam a nossa atenção, e segundo a neurocientista, isto
pode explicar por que algumas pessoas possuem grande dificuldade de
concentração durante o período de luto pós-término.
Patrícia explica que todos estes danos acontecem por
processos químicos. "Grande parte de nossa sinapse acontece via
neurotransmissores. Portanto, quando regiões cerebrais têm suas comunicações
alteradas, nosso corpo e mente refletem este desbalanço químico".
Como lidar com o término de um relacionamento
emocionalmente
Você pode ser surpreendido com o término de um
relacionamento, ou então, terminar a relação por sua escolha. Nos dois casos, a
experiência não é fácil. Segundo a psicóloga Lia Clerot, a ajuda profissional
pode ser necessária em alguns casos, pois nossa autoestima pode ficar abalada
com o fim do vínculo amoroso.
Para Lia, antes de aceitarmos que não estaremos mais
com a pessoa amada, passamos por cinco fases iniciais: Luto, negação, tristeza
profunda, raiva e culpa. Entretanto, não devemos encarar estas etapas como
exclusivamente negativas. Elas são essenciais para que entendamos que podemos
superar quaisquer obstáculos em nossas vidas, e que somos mais fortes do que
imaginamos.
Para quem opta por terminar um relacionamento, é
preciso ter consciência que todas escolhas carregam consigo consequências.
Porém, você pode ser forte o suficiente para lidar com quaisquer uma delas. E
acima de tudo, você não precisa enfrentar todos os obstáculos sozinho: Busque
apoio nas pessoas e coisas que ama.
Viajar e cuidar de si também aumentam nosso amor
próprio em momentos que estamos fragilizados, pois mostramos compaixão e
sensibilidade por quem somos. Você pode ser o seu maior aliado em momentos de
sofrimento.
Apesar dos males psicológicos representarem a maior
parte do sofrimento, nós também somos acometidos por danos físicos, causados
por desregulações hormonais, por exemplo. Portanto, para potencializar o bem
estar, Lia Clerot indica que você realize atividades aeróbicas, como a dança e
a caminhada, pois estas liberam hormônios ligados à felicidade.
Existem formas de evitar um grande sofrimento
durante os términos?
A psicóloga explica que não devemos depositar a
razão de nossa felicidade em outra pessoa. Esta não é uma tarefa fácil,
entretanto, você pode treinar esta atitude aos poucos, sem desrespeitar o seu
próprio tempo de aprendizado.
Para Lia, cada problema enfrentado representa crescimento
e amadurecimento em nossas vidas, o que nos proporciona um relacionamento mais
forte com nós mesmos. Como consequência, nos tornamos mais autoconscientes e
temos melhores relacionamentos no futuro.
Fortaleça-se como pessoa
É essencial que você identifique suas qualidades e
as repita para si mesma. Isto irá elevar sua autoestima, e a fará pensar de
forma mais auto confiante. Além disso, aceite e respeite suas limitações.
Trabalhe em cima delas por você mesma, pois a felicidade originada de nosso
interior é realizadora.
Isto não irá acontecer rapidamente. Você pode e deve
ter um tempo para si mesma, até mesmo isolando-se caso necessário. Mas em
momentos de sofrimento, é necessário instigar nosso lado racional, para não
perder as oportunidades que a vida traz diariamente. Nenhum sofrimento é eterno
e, por mais que você não acredite hoje, é possível sobreviver a todas estas
adversidades.
Devemos respeitar a decisão do próximo de nos
deixar, tendo em mente que quando um ciclo finaliza-se, outro se inicia. Assim,
nos é dada a chance de recomeçarmos como versões melhores de nós mesmos.
Fonte: https://www.minhavida.com.br/bem-estar/materias/33533-o-que-acontece-no-seu-corpo-quando-um-relacionamento-acaba
- Redação Minha Vida - Escrito por Kalel Adolfo
quinta-feira, 1 de agosto de 2019
17 ameaças ocultas para o coração
Muito além de pressão e colesterol altos, há um
monte de perigos ao sistema cardiovascular escondidos por aí. Hora de
desvendá-los
1. Bullying no trabalho
O European Heart Journal, uma das publicações de
cardiologia mais influentes do mundo, acaba de dedicar uma edição especial a
fatores e comportamentos inusitados que comprometem a saúde do coração. Um
deles envolve o ambiente de trabalho.
“Vítimas de bullying nas empresas estão sujeitos a
constantes maus-tratos, o que está relacionado a emoções negativas”, explica a
epidemiologista Tianwei Xu, da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, autora
de um estudo que mostrou como essas agressões impactam pra valer o coração.
Tem solução?
O primeiro passo está em identificar essa violência
e seus autores. “É importante que as pessoas saibam sobre esses comportamentos
e busquem ajuda”, sugere Tianwei. Os departamentos de RH das companhias
precisam ficar atentos para lidar com essas questões.
2. Poluição sonora
Buzinas, fábricas, sirenes, aviões… São tantos
barulhos na cidade que nem prestamos mais atenção neles. O dilema é que essa
sinfonia desajustada cobra seu preço. ]
Um levantamento do Instituto Suíço de Saúde Pública
e Tropical analisou dados de 4,4 milhões de adultos e descobriu que o som de
rodovias, ferrovias e aeroportos está ligado a uma maior mortalidade por
infarto. “Existe uma relação entre a poluição sonora e o estresse crônico, que,
por sua vez, aumenta a pressão arterial”, diz o epidemiologista Martin Röösli,
que assina a pesquisa.
Tem solução?
O poder público precisa planejar o município de modo
a reduzir os danos aos cidadãos. Aeroportos, por exemplo, devem ficar afastados
dos bairros residenciais. Se você mora em regiões barulhentas, o jeito é
investir em janelas e portas que limitam o ruído externo.
3. Sujeira pelo ar
Pelo jeito, viver nas metrópoles não é bom negócio
para o coração. “Sabemos que mais de 40% das mortes por doença cardiovascular
têm como uma de suas origens o ar que respiramos”, calcula a médica Evangelina
Vormitagg, diretora do Instituto Saúde e Sustentabilidade, em São Paulo.
Já se sabe que partículas tóxicas muito finas entram
pela respiração e caem na circulação sanguínea, onde provocam um estrago
danado. Líderes e especialistas no tema são convocados a todo momento pela
Organização Mundial da Saúde para elaborar saídas para esse problema global.
Tem solução?
Cobrar das autoridades políticas públicas mais
sustentáveis e o cumprimento de leis já aprovadas é dever de todos nós. Do
ponto de vista individual, dá pra apostar na bicicleta ou no transporte público
(ônibus, metrô, trem…) e evitar o uso de combustíveis fósseis, especialmente o
diesel.
4. Desastres naturais
Muito além do choque momentâneo, esses acidentes de
larga escala comprometem o sistema cardiovascular dos sobreviventes. O exemplo
mais recente ocorreu há poucos meses na cidade de Brumadinho, Minas Gerais, com
o rompimento da barragem de minérios que vitimou 224 pessoas.
“Sabemos que o contato com metais pesados como
níquel, chumbo e cádmio provoca lesões nos vasos sanguíneos e induz à
hipertensão e ao aumento do colesterol”, conta o fisiologista Vitor Valenti, da
Universidade Estadual Paulista, que acaba de conduzir uma revisão a respeito.
Tem solução?
O ideal mesmo é que esse tipo de desastre fosse
evitado com estratégias preventivas. Em situações como a de Brumadinho,
bombeiros e sobreviventes necessitam de cuidados redobrados. O acompanhamento
deles com um cardiologista será mais frequente e cuidadoso.
5. Mudança no clima
“Uma redução de 3 graus na temperatura aumenta em
até 30% as internações por insuficiência cardíaca ou infarto”, calcula o
cardiologista Eduardo Pesaro, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.
O especialista chegou a esse número após tabular dados de 130 mil
hospitalizações que ocorreram na capital paulista na transição do verão para o
outono.
Períodos muito quentes também são danosos aos vasos
sanguíneos. “Nos meses de calor, sobe o risco de desidratação e há uma
tendência de a pressão arterial cair demais”, esclarece Pesaro.
E cabe destacar que o aquecimento global contribui
tanto para dias muito quentes como para invernos rigorosos e desastres
naturais.
Tem solução?
No inverno, agasalhe-se bem e isole as frestas por
onde o vento gelado passa. Se você integrar um dos públicos-alvo das campanhas
(idosos, crianças, gestantes…), tome a vacina contra a gripe. No calor,
capriche na hidratação e converse com o cardiologista para fazer ajustes na
dose dos anti-hipertensivos.
6. Problemas na gravidez
O período da gestação tem suas particularidades para
o coração.
Nos nove meses que separam a concepção do parto, a
saúde da mulher e do bebê é monitorada constantemente. Uma das maiores
preocupações nesse período é a pré-eclâmpsia, caracterizada pelo aumento da
pressão arterial materna.
Ainda bem que existem remédios que fazem o controle
e evitam maiores danos, como o aborto espontâneo. Porém, uma pesquisa da
Universidade Harvard, nos Estados Unidos, aponta que a mãe deve ficar atenta à
hipertensão mesmo após o nascimento de seu filho. Não raro, o quadro se
perpetua pelo resto da vida.
Tem solução?
“A chave está no diagnóstico precoce da
pré-eclâmpsia para iniciar o tratamento que minimiza seus desdobramentos”,
conta Fernando da Costa, da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo
(Socesp). Cortar o sal durante a gravidez é outra orientação dos médicos.
5% das mulheres com pré-eclâmpsia durante a gestação
sofreram infarto ou AVC nos oito anos seguintes
7. Nascer prematuro
Quando a criança precisa vir ao mundo antes de
completar 37 semanas na barriga da mamãe, seu coração carece de um
acompanhamento mais criterioso – e não só na infância! Um trabalho da americana
Universidade do Arkansas revela que a taxa de problemas cardíacos é mais alta
nesses indivíduos quando comparados àqueles que nasceram no tempo ideal.
“Esses recém-nascidos ganham peso rapidamente nas
primeiras semanas, o que abre alas para o descontrole de colesterol e
diabetes”, completa o cardiologista Jawahar Mehta, líder da investigação.
Tem solução?
Experts defendem que os bebês prematuros sejam
monitorados para evitar o excesso de peso logo cedo. “O limite no consumo de
calorias, principalmente de açúcares, será mais rígido para eles”, vislumbra
Mehta. O pediatra indicará exames para flagrar eventuais desajustes.
8. Má higiene bucal
Não é de hoje que se fala da conexão entre a saúde
da boca e a do coração. E uma pesquisa da Universidade Nacional de Seul, na
Coreia do Sul, acaba de descobrir que escovar os dentes uma vez ao dia já ajuda
a baixar o risco de infarto e AVC em 9%, enquanto fazer uma consulta com o
dentista a cada 12 meses está associado a uma redução de 14% na propensão a
esses piripaques.
“Inflamações na gengiva e o acúmulo de bactérias na
boca repercutem no corpo inteiro”, ressalta o periodontista Claudio Pannuti, da
Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (USP).
Tem solução?
Não dá pra escapar: escova, creme e fio dental são
itens obrigatórios após as refeições, antes de dormir e ao acordar. Além disso,
visitar o dentista a cada seis meses permite fazer aquela limpeza profissional
e detectar cáries ou gengivite logo no início.
9. Descongestionante nasal
Sabe esses remédios que prometem desobstruir o nariz
a jato? Eles até fazem isso, só que o efeito é temporário e a passagem do ar
fica bloqueada novamente após alguns minutos.
Para piorar, alguns produtos desse grupo carregam
determinadas substâncias que contraem os vasos sanguíneos (pelo corpo todo). É
aí que mora o perigo.
“O princípio ativo não se limita às vias aéreas: ele
é absorvido e, em grandes quantidades, provoca espasmos nas artérias”, alerta o
médico Luiz Antonio Machado, da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Tem solução?
Não caia na pegadinha dos descongestionantes nasais.
Para início de conversa, eles são diferentes daqueles produtos parecidos com
soro fisiológico e concebidos para lavar o nariz – esses não trazem riscos. Só
faça uso de um fármaco desses com o aval do médico.
10. Microbiota intestinal desbalanceada
As bactérias que habitam no nosso intestino
interferem até no coração!
A população de bactérias que vivem em nosso aparelho
digestivo é decisiva para o aproveitamento dos nutrientes que ingerimos nas
refeições. Mas a influência dessa turma microscópica não para por aí: alguns
micro-organismos, por exemplo, estão ligados à redução e outros ao aumento do
colesterol circulante.
“Em 2018, foram publicadas 101 pesquisas sobre a
relação entre a microbiota e o coração. Só até abril de 2019, já saíram outros
45 artigos”, dá uma ideia desse campo o médico Dan Waitzberg, do Ganep Nutrição
Humana.
Tem solução?
Para manter a flora intestinal equilibrada, o mais
indicado é ter uma dieta saudável e variada. Ingerir boas fontes de fibras
presentes em frutas, verduras e legumes é outra sacada. Produtos probióticos,
como alguns leites fermentados, iogurtes e queijos, dão uma mãozinha.
11. HPV e companhia
O papilomavírus humano, ou simplesmente HPV, sempre
esteve relacionado a tumores de colo de útero, pênis, ânus e boca. Agora, um
estudo pioneiro da Universidade Sungkyunkwan, na Coreia do Sul, descobriu que
as mulheres infectadas por ele também estão mais sujeitas a doenças
cardiovasculares.
O risco de infarto ou AVC era 22% maior naquelas que
tiveram contato com esse vilão. E não é só ele: já se sabe há anos que o
influenza, o agente por trás da gripe, é capaz de propiciar uma terrível
descompensação cardíaca.
Tem solução?
Vacina neles! O imunizante contra o HPV está na rede
pública para adolescentes e adultos jovens. “E pacientes com doenças
cardiovasculares estão nos grupos que devem tomar a dose contra a gripe”,
lembra a médica Cristiane Lamas, da Sociedade Brasileira de Infectologia.
12. Dormir mal
É natural a gente ficar pilhado e não conseguir
pregar os olhos uma noite ou outra. Na contramão, a insônia é uma coisa bem
mais séria.
“Trata-se da dificuldade para iniciar e manter o
sono ou despertar antes do desejado por três vezes na semana durante três
meses”, define o biomédico Gabriel Pires, da Faculdade de Ciências Médicas da
Santa Casa de São Paulo.
O ponto é que a falta de descanso anda de mãos dadas
com o estresse e a ansiedade. Esses dois fatores, na sequência, induzem danos
aos vasos e ao músculo cardíaco, até o ponto em que o sistema inteiro começa a
pifar.
Tem solução?
Procure um médico se o encontro com o colchão e o
travesseiro anda turbulento demais. Se o distúrbio for diagnosticado, há uma
série de opções de tratamento. Só não vá se medicar por conta própria. Errar no
tipo de remédio ou na dose traz sérias consequências, como o efeito rebote.
Pessoas que dormem menos de cinco horas por noite
têm um risco de desenvolver hipertensão 520% maior!
13. Apneia do sono
De nada adianta passar a madrugada toda apagado se o
repouso não é reparador. A apneia do sono, marcada por roncos e paradas na
respiração ao longo da noite, abala pra valer o bem-estar do coração.
“A interrupção no fluxo respiratório chega a durar
entre dez e 90 segundos e está associada a quedas na quantidade de oxigênio no
sangue”, diz o fisiologista Ali Azarbazin, do Brigham and Womens Hospital, nos
Estados Unidos.
Além do sobe e desce na oxigenação, a doença leva a
microdespertares, que não deixam o sono ficar profundo. Vários pontos negativos
para o músculo cardíaco.
Tem solução?
A melhor saída contra a apneia é um dispositivo
chamado CPAP. Por meio de uma máscara, ele joga um jato de ar na garganta,
impedindo que ela se feche. Outras opções são o uso de aparelhos bucais,
estimuladores elétricos e cirurgias para ajustes na posição da mandíbula.
14. Doenças autoimunes
Condições em que a imunidade se rebela e passa a
atacar órgãos e tecidos têm sido cada vez mais diagnosticadas. Entre as
representantes do grupo, estão artrite reumatoide, lúpus, hipotireoidismo,
retocolite ulcerativa, e por aí vai.
E o que esse monte de encrencas tem a ver com o
coração? “Elas estão relacionadas a um aumento da inflamação, que também vai
lesar as paredes dos vasos sanguíneos e contribuir para a formação de trombos e
coágulos”, aponta a médica Emília Inoue Sato, da Sociedade Brasileira de
Reumatologia.
Tem solução?
Manter a enfermidade sob controle é a regra número
1. Ora, quando o quadro fica estável, a inflamação acalma por tabela. Outro
ponto é não abusar dos corticoides. Essa classe farmacêutica é ótima para
aliviar as crises, mas seu uso constante não faz nenhum bem à saúde.
15. Pré-diabetes
O diabetes tipo 1 ou 2 é um dos protagonistas dos
perrengues cardiovasculares. Mas o que dizer daquela zona cinzenta entre o
normal e o patológico, em que o açúcar no sangue fica na casa dos 100 aos 125
miligramas por decilitro ou a hemoglobina glicada varia de 5,7 a 6,5%?
Má notícia: já existem evidências de que esse tímido
descontrole da glicemia eleva o risco de infarto ou AVC. “Em geral, são
pacientes que, além do pré-diabetes, trazem outros fatores de risco em
conjunto, como excesso de peso, gordura abdominal e hipertensão”, descreve o
quadro o cardiologista Fernando da Costa.
Tem solução?
Mudanças no estilo de vida, na alimentação e na
prática de exercícios físicos já vão contribuir para uma queda no resultado dos
exames. Alguns especialistas apostam que é necessário lançar mão de remédios
nessa fase para cortar o mal pela raiz. Outros são mais reticentes a essa
ideia.
16. Depressão
A depressão provoca alterações dentro do corpo que
favorecem problemas cardíacos.
Marcada por um desequilíbrio na química cerebral, a
depressão não se limita à cabeça. “Ela aumenta fatores inflamatórios, mexe com
a microbiota intestinal e está relacionada com menos cuidados e hábitos nada
saudáveis, como o consumo de alimentos ruins e o uso de álcool e outras
drogas”, lista o cardiologista Mauricio Wajngarten, da Faculdade de Medicina da
USP.
Vários estudos demonstraram que o paciente deprimido
apresenta níveis mais elevados de cortisol, o hormônio do estresse. Em excesso,
ele também machuca os tubos sanguíneos.
Tem solução?
Buscar um psicólogo ou um psiquiatra é primordial
para fazer uma análise aprofundada da situação. Na sequência, o contra-ataque
terapêutico pode envolver psicoterapia, prescrição de antidepressivos e a
própria atividade física, que ajuda no resgate do bem-estar.
Num estudo brasileiro, 20% dos pacientes que
precisavam fazer uma cirurgia cardíaca tinham depressão
17. Solidão
Os sambistas Paulinho da Viola e Marisa Monte já
cantavam: “Solidão é lava, que cobre tudo”. De forma poética, eles retrataram
um dos grandes incômodos de nossa era: ficar só virou preocupação de saúde
pública mundo afora.
“Permanecer fechado em casa, sem contatos e sem
relacionamentos, é um sinal de que algo não vai bem”, observa o psiquiatra
Kalil Duailibi, da Universidade de Santo Amaro, na capital paulista. A falta de
contatos reais com outros seres humanos propicia ansiedade, depressão,
distúrbios do sono e uma série de outros perigos.
Tem solução?
As redes sociais podem aproximar, mas, ao mesmo
tempo, são um fator de isolamento. Procure grupos de apoio, faça cursos e
trabalhe com coisas que lhe agradem. Na medida do possível, fique próximo
daqueles familiares e amigos que o fazem se sentir bem e com o coração
quentinho.
As ameaças de sempre
Hipertensão: números superiores a 120 por 80
milímetros de mercúrio (ou 12 por 8) são mau negócio.
Colesterol alto: fique esperto com o LDL, o
colesterol ruim, e o HDL, a fração benéfica.
Diabetes: muito açúcar na circulação é sinônimo de
lesão nos vasos sanguíneos.
Obesidade: os quilos extras trazem um extenso pacote
de maldades ao coração.
Tabagismo: o cigarro é um gatilho para a inflamação
em tudo que é órgão.
Sedentarismo: ficar sentado o dia inteiro é um
perigo. Procure uma atividade que traga prazer.
Dieta ruim: sal, gordura e açúcar são os
ingredientes mais prejudiciais. Seja bastante moderado.
Fonte: https://saude.abril.com.br/especiais/17-ameacas-ocultas-para-o-coracao/
- Por André Biernath - Ilustração: Otávio Silveira/SAÚDE é Vital
2º Passeio ciclístico do Colégio Dom Bosco
Em comemoração ao dia dos pais! 🚴♂🚴♂🚴♂🚴♂
Concentração às 07h na Praça Chiara Lubich e saída
às 08h.
Percorrendo o seguinte roteiro de ruas:
✔
Avenida Rinaldo Mota Santos;
✔
Av. Dr. Luiz Magalhães;
✔
Av. Ivo de Carvalho;
✔
Rua Manoel Garangau;
✔
Rua Quintino de Lacerda;
✔
Rua Marechal Deodoro da Fonseca;
✔
Rua José Mesquita da Silveira;
✔
Rua Padre Felismino;
✔
Praça General João Pereira;
✔
Rua Boanerges Pinheiro.
Com chegada no Colégio Dom Bosco.
Mais que um colégio, um projeto de vida!
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