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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Vacinas gratuitas pelo SUS: você está com todas em dia ou esqueceu alguma?


As vacinas gratuitas pelo SUS não são só para crianças. Descubra quais são recomendadas em cada fase da vida e veja se falta alguma.

 

Quando se fala em vacinação, muita gente pensa apenas nas doses aplicadas nos primeiros anos de vida. Mas a verdade é que as vacinas gratuitas pelo SUS acompanham o brasileiro durante toda a vida, da infância à terceira idade.

 

O que nem todo mundo sabe é que o Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece proteção contra dezenas de doenças sem custo para a população.

 

Algumas delas fazem parte da rotina infantil, enquanto outras são destinadas a adolescentes, adultos, gestantes, idosos ou grupos com necessidades específicas.

 

Conhecer essas opções é importante porque muitas pessoas deixam de se vacinar simplesmente por acreditar que já tomaram tudo o que era necessário quando eram crianças.

 

Vale lembrar que o calendário vacinal pode passar por atualizações ao longo do tempo.

 

Por isso, a orientação da Unidade Básica de Saúde (UBS) continua sendo a melhor forma de confirmar quais vacinas são recomendadas para cada pessoa.

 

Quais vacinas gratuitas pelo SUS são oferecidas para crianças?

A infância concentra a maior parte das vacinas do calendário nacional.

Elas ajudam a prevenir doenças que já causaram milhares de internações e mortes no Brasil.

Entre as principais estão:

 

BCG;

Hepatite B;

Pentavalente;

Poliomielite;

Pneumocócica;

Rotavírus;

Meningocócica;

Febre amarela;

Tríplice viral;

Tetraviral.

 

Dependendo da faixa etária e das orientações vigentes do Ministério da Saúde, outras vacinas também podem fazer parte da rotina infantil.

Esses imunizantes são aplicados em diferentes etapas do desenvolvimento e ajudam a construir a proteção desde os primeiros meses de vida.

A partir de 2026, o SUS também iniciou a substituição gradual da vacina pneumocócica 10-valente pela pneumocócica 20-valente (Pneumo 20) no calendário infantil.

A nova versão amplia a proteção contra um número maior de sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por doenças como pneumonia, meningite, infecções generalizadas e otites.

A mudança deve beneficiar milhões de crianças brasileiras ao oferecer uma cobertura mais abrangente contra essas infecções.

 

Adolescentes também precisam se vacinar

Muita gente acredita que a vacinação termina na infância, mas isso não é verdade.

Durante a adolescência, algumas doses de reforço continuam sendo importantes. Além disso, existem vacinas que passam a ser recomendadas nessa fase da vida.

Entre elas estão:

 

HPV;

Meningocócica ACWY;

vacina contra a dengue para faixas etárias contempladas pelas recomendações do SUS;

reforços contra difteria e tétano;

atualização da caderneta vacinal quando necessário.

Manter as vacinas em dia nessa fase ajuda a evitar a reintrodução de doenças que já estavam controladas no país.

 

Quais vacinas gratuitas pelo SUS os adultos costumam esquecer?

É justamente na vida adulta que muitas pessoas deixam de acompanhar a própria situação vacinal.

Em muitos casos, o cartão de vacinação fica esquecido por anos.

Entre as vacinas que podem fazer parte da rotina dos adultos estão:

 

Hepatite B;

Febre amarela, quando indicada;

Tríplice viral, para quem não completou o esquema vacinal;

dT (difteria e tétano);

vacinas indicadas em situações específicas de saúde ou risco.

Por isso, vale a pena revisar periodicamente a caderneta e procurar orientação na UBS.

 

Gestantes têm proteção especial

Durante a gravidez, a vacinação ganha ainda mais importância.

Além de proteger a mulher, algumas vacinas ajudam a transmitir anticorpos ao bebê nos primeiros meses de vida.

Entre as principais recomendações estão:

 

dTpa;

Hepatite B, quando necessária;

Influenza;

vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), conforme as orientações vigentes do SUS.

A orientação deve sempre ser feita pela equipe de saúde que acompanha o pré-natal.

 

Idosos também contam com vacinas gratuitas pelo SUS

Com o avanço da idade, o sistema imunológico passa por mudanças naturais e algumas doenças podem causar complicações mais graves.

Por isso, a vacinação continua sendo importante após os 60 anos.

Entre as vacinas frequentemente recomendadas para essa faixa etária estão:

 

Influenza;

reforços contra tétano e difteria;

outras vacinas indicadas conforme o histórico vacinal e as orientações da equipe de saúde.

A atualização da caderneta ajuda a reduzir o risco de hospitalizações por doenças evitáveis.

 

O que fazer quando se perde a caderneta de vacinação?

Essa é uma das dúvidas mais comuns.

Na maioria dos casos, não é necessário reiniciar todo o esquema vacinal.

Se a caderneta foi perdida, o ideal é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Em algumas situações, os registros podem estar disponíveis nos sistemas de saúde ou em unidades onde as vacinas foram aplicadas.

Quando não há comprovação das doses anteriores, a equipe de saúde pode avaliar cada caso e orientar a atualização da vacinação conforme as recomendações vigentes.

Perder a caderneta não significa perder a proteção nem precisar tomar novamente todas as vacinas.

 

As vacinas continuam sendo uma das principais formas de prevenção

O Brasil possui um dos maiores programas públicos de vacinação do mundo.

Graças a ele, milhões de pessoas têm acesso gratuito à proteção contra doenças que já provocaram surtos, sequelas e mortes.

Por isso, manter a vacinação em dia não é um cuidado importante apenas para as crianças.

Em diferentes momentos da vida, adolescentes, adultos, gestantes e idosos também podem precisar de proteção.

Se faz tempo que você não consulta sua caderneta, vale a pena verificar sua situação vacinal na UBS mais próxima.

Muitas vezes, uma dose esquecida pode fazer diferença para a sua saúde.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/vacinas-gratuitas-pelo-sus-voce-esta-com-todas-em-dia-ou-esqueceu-alguma,12d0c8db3cc222831fdaabea50aa12e2v1ktf5sf.html?utm_source=clipboard - Por: Enf. Raquel Souza de Faria / SaúdeLAB


sábado, 14 de junho de 2025

Confira as vacinas essenciais para cada fase da vida


A vacinação é fundamental para prevenir doenças que podem colocar a saúde em risco

 

Em um mundo onde a saúde pública é constantemente desafiada por doenças preveníveis, a vacinação permanece como um dos pilares mais sólidos de proteção. Do primeiro choro de um recém-nascido até os anos dourados da velhice, as vacinas são aliadas indispensáveis, adaptando-se às necessidades de cada fase da vida.

 

"Manter o calendário vacinal em dia não é apenas um ato individual, mas uma responsabilidade coletiva. A vacinação é um marco da saúde global, uma conquista que salvou milhões de vidas", enfatiza o Dr. André Bon, infectologista do Exame, laboratório da Dasa.

 

Abaixo, confira as vacinas essenciais para cada fase da vida!

 

1. Primeiros dias: o escudo inicial

Tudo começa na maternidade. Ainda nas primeiras horas de vida, os bebês recebem doses que os blindam contra ameaças invisíveis. A BCG, que combate formas graves de tuberculose, e a vacina contra hepatite B são aplicadas logo no nascimento.

 

"Proteger desde o início é importante. Um atraso pode custar caro", alerta a Dra. Rosana Richtmann, consultora de vacinas na Dasa e infectologista do Delboni. Esses primeiros passos no calendário vacinal são a base para uma infância saudável.

 

2. Infância: construindo defesas inabaláveis

Nos primeiros anos, o sistema imunológico infantil é como uma fortaleza em construção. Vacinas como a hexavalente — que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus + VIP (com vírus inativados contra a poliomielite) influenzae tipo b —, a pneumocócica conjugada, a rotavírus e a febre amarela entram em cena.

 

Cada uma utiliza tecnologias específicas, de vírus atenuados a toxoides, para "treinar" o corpo contra invasores perigosos. É um período crítico: negligenciar essas doses pode abrir brechas para doenças que a ciência já aprendeu a derrotar.

 

3. Adolescência: reforçando as barreiras

Chegar à adolescência traz novos desafios. Hormônios, mudanças sociais e maior exposição a riscos exigem imunizações específicas. A vacina contra o HPV, por exemplo, é um escudo contra cânceres futuros, enquanto a dTpa renova a proteção contra difteria, tétano e coqueluche.

 

As vacinas meningocócicas são fundamentais, pois protegem contra a meningite meningocócica, uma forma grave e potencialmente fatal de meningite causada por bactérias. Especialistas alertam que muitos jovens deixam o calendário vacinal de lado nessa fase — um erro que pode ter consequências sérias.

 

4. Vida adulta: imunidade que protege a si e aos outros

Ser adulto não significa estar imune a riscos. Esse também é um momento oportuno para reforçar a importância das vacinas de rotina e atualizar eventuais doses em atraso. Todos os adultos devem manter o registro vacinal em dia, incluindo vacinas como febre amarela, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), além das três doses de hepatite B.

 

Para gestantes, as recomendações ainda incluem vacinas fundamentais como dTpa (proteção contra coqueluche, tétano e difteria) e influenza. Recentemente, a Abrysvo foi incorporada ao calendário; ao ser administrada na gestação, possibilita passar proteção ao bebê contra o vírus sincicial respiratório, principal causador da bronquiolite — uma infecção grave que atinge especialmente lactentes nos primeiros meses de vida.

 

5. Terceira idade: vigilância redobrada

Na velhice, o corpo pede cuidados extras. Doenças que seriam leves em outras fases podem se tornar fatais. Vacinas como a pneumocócica e a influenza, como a Efluelda, são armas poderosas contra infecções respiratórias, enquanto as doses contra herpes zoster e VSR (vírus sincicial respiratório) evitam complicações graves. "Envelhecer com saúde exige prevenção. Vacinar-se é um ato de amor-próprio e de respeito aos que vieram antes de nós", reflete a Dra. Rosana Richtmann.

 

O futuro da imunização: ciência em marcha

Enquanto o calendário vacinal salva vidas hoje, a ciência já olha para o amanhã. Tecnologias como o RNA mensageiro (mRNA), que brilhou na luta contra a covid-19, estão sendo aperfeiçoadas para enfrentar outras doenças. "Estamos vivendo uma revolução. Plataformas de mRNA podem oferecer proteção mais duradoura e versátil", explica Dr. André Bon. O horizonte da vacinação é promissor, mas depende de adesão popular para funcionar.

 

Manter-se vacinado em todas as etapas da vida é um pacto com a sociedade. "Em um país como o Brasil, onde o SUS (Sistema Único de Saúde) oferece imunização gratuita, não há desculpas para ficar de fora", finaliza a Dra. Rosana Richtmann.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/confira-as-vacinas-essenciais-para-cada-fase-da-vida,4a76b86e8095502fc4fdb72e4cb51d9b6qb86z6m.html?utm_source=clipboard - Por Fernanda Bertin - Foto: Pixel-Shot | Shutterstock / Portal EdiCase