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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Vacinas gratuitas pelo SUS: você está com todas em dia ou esqueceu alguma?


As vacinas gratuitas pelo SUS não são só para crianças. Descubra quais são recomendadas em cada fase da vida e veja se falta alguma.

 

Quando se fala em vacinação, muita gente pensa apenas nas doses aplicadas nos primeiros anos de vida. Mas a verdade é que as vacinas gratuitas pelo SUS acompanham o brasileiro durante toda a vida, da infância à terceira idade.

 

O que nem todo mundo sabe é que o Programa Nacional de Imunizações (PNI) oferece proteção contra dezenas de doenças sem custo para a população.

 

Algumas delas fazem parte da rotina infantil, enquanto outras são destinadas a adolescentes, adultos, gestantes, idosos ou grupos com necessidades específicas.

 

Conhecer essas opções é importante porque muitas pessoas deixam de se vacinar simplesmente por acreditar que já tomaram tudo o que era necessário quando eram crianças.

 

Vale lembrar que o calendário vacinal pode passar por atualizações ao longo do tempo.

 

Por isso, a orientação da Unidade Básica de Saúde (UBS) continua sendo a melhor forma de confirmar quais vacinas são recomendadas para cada pessoa.

 

Quais vacinas gratuitas pelo SUS são oferecidas para crianças?

A infância concentra a maior parte das vacinas do calendário nacional.

Elas ajudam a prevenir doenças que já causaram milhares de internações e mortes no Brasil.

Entre as principais estão:

 

BCG;

Hepatite B;

Pentavalente;

Poliomielite;

Pneumocócica;

Rotavírus;

Meningocócica;

Febre amarela;

Tríplice viral;

Tetraviral.

 

Dependendo da faixa etária e das orientações vigentes do Ministério da Saúde, outras vacinas também podem fazer parte da rotina infantil.

Esses imunizantes são aplicados em diferentes etapas do desenvolvimento e ajudam a construir a proteção desde os primeiros meses de vida.

A partir de 2026, o SUS também iniciou a substituição gradual da vacina pneumocócica 10-valente pela pneumocócica 20-valente (Pneumo 20) no calendário infantil.

A nova versão amplia a proteção contra um número maior de sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por doenças como pneumonia, meningite, infecções generalizadas e otites.

A mudança deve beneficiar milhões de crianças brasileiras ao oferecer uma cobertura mais abrangente contra essas infecções.

 

Adolescentes também precisam se vacinar

Muita gente acredita que a vacinação termina na infância, mas isso não é verdade.

Durante a adolescência, algumas doses de reforço continuam sendo importantes. Além disso, existem vacinas que passam a ser recomendadas nessa fase da vida.

Entre elas estão:

 

HPV;

Meningocócica ACWY;

vacina contra a dengue para faixas etárias contempladas pelas recomendações do SUS;

reforços contra difteria e tétano;

atualização da caderneta vacinal quando necessário.

Manter as vacinas em dia nessa fase ajuda a evitar a reintrodução de doenças que já estavam controladas no país.

 

Quais vacinas gratuitas pelo SUS os adultos costumam esquecer?

É justamente na vida adulta que muitas pessoas deixam de acompanhar a própria situação vacinal.

Em muitos casos, o cartão de vacinação fica esquecido por anos.

Entre as vacinas que podem fazer parte da rotina dos adultos estão:

 

Hepatite B;

Febre amarela, quando indicada;

Tríplice viral, para quem não completou o esquema vacinal;

dT (difteria e tétano);

vacinas indicadas em situações específicas de saúde ou risco.

Por isso, vale a pena revisar periodicamente a caderneta e procurar orientação na UBS.

 

Gestantes têm proteção especial

Durante a gravidez, a vacinação ganha ainda mais importância.

Além de proteger a mulher, algumas vacinas ajudam a transmitir anticorpos ao bebê nos primeiros meses de vida.

Entre as principais recomendações estão:

 

dTpa;

Hepatite B, quando necessária;

Influenza;

vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR), conforme as orientações vigentes do SUS.

A orientação deve sempre ser feita pela equipe de saúde que acompanha o pré-natal.

 

Idosos também contam com vacinas gratuitas pelo SUS

Com o avanço da idade, o sistema imunológico passa por mudanças naturais e algumas doenças podem causar complicações mais graves.

Por isso, a vacinação continua sendo importante após os 60 anos.

Entre as vacinas frequentemente recomendadas para essa faixa etária estão:

 

Influenza;

reforços contra tétano e difteria;

outras vacinas indicadas conforme o histórico vacinal e as orientações da equipe de saúde.

A atualização da caderneta ajuda a reduzir o risco de hospitalizações por doenças evitáveis.

 

O que fazer quando se perde a caderneta de vacinação?

Essa é uma das dúvidas mais comuns.

Na maioria dos casos, não é necessário reiniciar todo o esquema vacinal.

Se a caderneta foi perdida, o ideal é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Em algumas situações, os registros podem estar disponíveis nos sistemas de saúde ou em unidades onde as vacinas foram aplicadas.

Quando não há comprovação das doses anteriores, a equipe de saúde pode avaliar cada caso e orientar a atualização da vacinação conforme as recomendações vigentes.

Perder a caderneta não significa perder a proteção nem precisar tomar novamente todas as vacinas.

 

As vacinas continuam sendo uma das principais formas de prevenção

O Brasil possui um dos maiores programas públicos de vacinação do mundo.

Graças a ele, milhões de pessoas têm acesso gratuito à proteção contra doenças que já provocaram surtos, sequelas e mortes.

Por isso, manter a vacinação em dia não é um cuidado importante apenas para as crianças.

Em diferentes momentos da vida, adolescentes, adultos, gestantes e idosos também podem precisar de proteção.

Se faz tempo que você não consulta sua caderneta, vale a pena verificar sua situação vacinal na UBS mais próxima.

Muitas vezes, uma dose esquecida pode fazer diferença para a sua saúde.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/vacinas-gratuitas-pelo-sus-voce-esta-com-todas-em-dia-ou-esqueceu-alguma,12d0c8db3cc222831fdaabea50aa12e2v1ktf5sf.html?utm_source=clipboard - Por: Enf. Raquel Souza de Faria / SaúdeLAB


segunda-feira, 9 de março de 2026

O que você deve comer em cada fase da vida


Manter uma alimentação saudável é importante em qualquer idade, mas as necessidades de nutrientes variam ao longo da vida. Por isso, é preciso adaptar os nossos pratos à medida que envelhecemos.

 

Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o governo do Reino Unido criou uma política de racionamento, que oferecia provisões semanais às famílias britânicas.

 

A ideia era permitir que as pessoas satisfizessem suas necessidades nutricionais, garantindo que os alimentos fossem distribuídos igualmente em todo o país.

 

Um dos alimentos racionados foi o açúcar. Cada indivíduo podia receber cerca de 227 g do produto por semana. Mas, para sua tristeza, crianças abaixo de dois anos de idade não tinham esse direito.

 

Com o fim do racionamento de açúcar, em 1953, a ingestão média do produto dobrou entre os adultos britânicos.

 

Na época, as pessoas mal sabiam, mas este fato histórico ofereceu aos cientistas do futuro uma ótima oportunidade de determinar os efeitos do consumo de açúcar para a saúde na fase inicial da vida.

 

Em um estudo de 2025, uma equipe global de pesquisadores vasculhou os registros médicos de 63 mil pessoas nascidas no Reino Unido entre 1951 e 1956, quando o racionamento de açúcar estava em vigor.

 

Eles descobriram que as crianças expostas a menos açúcar no útero e nos primeiros 1 mil dias de vida apresentaram 20% menos propensão a desenvolver doenças cardiovasculares com mais idade; 25% menos de desenvolver paradas cardíacas; e 31% menos de ter AVC do que crianças que se alimentaram com doces após o fim do racionamento.

 

Provavelmente não surpreende que esta forte relação entre a ingestão de açúcar e a saúde persista depois que nascemos. Resumidamente, comer muitos doces faz mal para nós, independentemente da idade.

 

Mas, como ocorre com outros alimentos, os benefícios nutricionais dependem do estágio da vida. Bebês e crianças precisam muito da gordura presente no leite integral e seus derivados, por exemplo, mas essa alimentação não seria considerada tão saudável para alguém na casa dos 20 ou 30 anos de idade.

 

Para a cientista nutricional Federica Amati, do Imperial College de Londres, as grandes necessidades de energia das crianças fazem com que elas precisem de alimentos ricos em nutrientes.

 

"Na infância, os alimentos estão literalmente construindo o corpo e o cérebro", explica ela.

"Além das calorias saudáveis, as crianças também precisam de ferro, iodo e uma ampla variedade de vitaminas para aumentar a imunidade, o desenvolvimento cerebral e o crescimento dos músculos."

Isso significa muitas frutas e legumes, grãos integrais, feijões e lentilhas, gorduras de boa qualidade como nozes e sementes e o mínimo de alimentos ultraprocessados.

"Da concepção até os primeiros 1 mil dias de vida e na idade escolar, as crianças crescem rapidamente e formam a maior parte da sua massa óssea futura", prossegue Amati.

"É por isso que o cálcio e a vitamina D são nutrientes prioritários nesta fase. Eles são essenciais para o desenvolvimento normal dos ossos e para atingir um pico saudável da massa óssea, o que reduz o risco de osteoporose e fraturas em idade avançada."

Na prática, segundo Almati, isso significa fontes regulares de cálcio, como leite, iogurte, queijo, tofu enriquecido com cálcio ou bebidas vegetais fortificadas, além de vitamina D da exposição ao sol e de alimentos como peixes e ovos.

Existem boas evidências de que comer os alimentos certos na infância pode beneficiar a saúde na idade adulta.

Em um estudo de 2023, pesquisadores analisaram a alimentação de crianças e a compararam com sua saúde, tanto na infância quanto ao se tornarem adultos.

Eles concluíram que as crianças que atenderam a três ou mais recomendações alimentares do Guia Coma Bem do NHS (o serviço público de saúde britânico) aos sete anos de idade apresentaram menos marcadores de risco de doenças cardíacas aos 24 anos, em comparação com as que não seguiram nenhuma das orientações.

 

Adolescentes e jovens adultos

A infância é uma fase importante, mas os alimentos que ingerimos na adolescência e na casa dos 20 anos de idade também formam a base para a saúde no futuro.

Segundo Amati, é nesta etapa da vida que terminamos de construir os ossos e os músculos e começamos a passar horas estudando, trabalhando e nos socializando. Todas estas atividades aumentam a necessidade de nutrientes.

"A adolescência e o início da idade adulta formam outra grande janela de oportunidades para a nutrição", afirma ela.

"Na casa dos 20 anos, o crescimento perde a velocidade, mas esta ainda é uma década fundamental para estabelecer hábitos que irão proteger a saúde do coração e do cérebro com mais idade. Observamos que grande parte das bases para doenças cardiovasculares já se forma nesta faixa etária, embora os sintomas só apareçam muito depois."

Na adolescência, o corpo precisa de vários nutrientes em maior quantidade, em comparação com a idade adulta.

Eles incluem cálcio, vitamina D e ferro, que é especialmente importante para a menstruação. Proteínas e vitaminas do complexo B também são importantes, destaca Amati.

 

Mas que forma tem essa alimentação?

Amati explica que os adolescentes e jovens adultos devem seguir uma dieta, em grande parte, à base de plantas e evitar alimentos ultraprocessados. Ou seja, com muitas frutas, verduras, cereais integrais, feijões, nozes, lentilhas e sementes.

Também é importante incluir uma quantidade apropriada de proteína em cada refeição, que pode ser de origem vegetal, segundo ela.

Estudos demonstram que essa alimentação não beneficia apenas o corpo. Ela também pode influenciar a saúde mental.

"Existem cada vez mais evidências de que os padrões alimentares da adolescência podem influenciar o risco de problemas de saúde mental", explica Amati.

"Dietas com alto teor de alimentos ultraprocessados e poucos alimentos vegetais integrais são associadas a maiores índices de depressão e ansiedade, enquanto os padrões no estilo mediterrâneo parecem oferecer proteção."

A dieta mediterrânea é rica em verduras, legumes, nozes e azeite de oliva, com pequenas quantidades de aves, peixes e laticínios.

A dieta mediterrânea também pode beneficiar homens e mulheres que desejem formar família, o que costuma acontecer na casa dos 20, 30 e 40 anos.

Estudos demonstram que a dieta mediterrânea pode influenciar positivamente a fertilidade. Já a dieta ocidental (que tende a ser rica em gorduras saturadas, carne e carboidratos brancos) é correlacionada à infertilidade masculina e feminina.

Para as mulheres, estudos também demonstram que uma dieta rica em folato pode ajudar no tratamento da fertilidade. Alimentos com alto teor de folato incluem folhas verdes e escuras, brotos, brócolis e grão-de-bico.

 

Meia-idade

Na meia-idade, devemos começar a pensar em otimizar nossa alimentação para termos saúde na idade avançada, segundo a professora de nutrição humana Elizabeth Williams, da Universidade de Sheffield, no Reino Unido.

Isso vale principalmente para as mulheres perto da menopausa, "quando há perda acelerada de densidade óssea, sarcopenia [perda muscular relativa à idade] e osteoporose", explica ela.

Além da osteoporose, a menopausa é associada ao aumento do risco de obesidade, doenças cardíacas e diabetes tipo 2.

Nas mulheres em idade reprodutiva, o estrogênio age sobre o sistema nervoso central para reduzir o apetite. Ele também aumenta a sensibilidade à insulina e a absorção de glicose nos músculos.

Mas, na menopausa, o fluxo de estrogênio no corpo é menor. Por isso, o peso e a gordura visceral tendem a aumentar.

Mas este risco pode ser significativamente reduzido seguindo-se uma boa alimentação.

Em um estudo populacional recente, pesquisadores examinaram a alimentação e a saúde de mais de 100 mil homens e mulheres americanos com pelo menos 39 anos de idade.

Eles concluíram que uma dieta saudável, consistindo de frutas, verduras, cereais integrais, gorduras insaturadas, nozes, legumes e laticínios com baixo teor de gordura, é fortemente associada ao envelhecimento saudável, definido como viver até pelo menos 70 anos sem doenças crônicas, boas funções físicas e cognitivas e com boa saúde mental.

"À medida que as mulheres chegam à casa dos 40 e 50 anos de idade, surgem duas grandes prioridades nutricionais: a saúde cardíaca e a saúde dos ossos e músculos", segundo Amati.

"A transição da menopausa é associada a um forte aumento do risco cardiovascular, em parte porque a perda de estrogênio afeta os lipídios do sangue, os vasos sanguíneos e a distribuição da gordura do corpo."

As gorduras ômega-3 são úteis, especialmente os tipos encontrados em peixes gordurosos, como salmão e cavalinha. Elas reduzem os fatores de risco de doenças cardíacas, segundo Almati, e apresentam efeitos anti-inflamatórios.

Paralelamente, Amati recomenda leve aumento da ingestão de proteínas, para combater os efeitos da perda de massa muscular, e seguir dieta em estilo mediterrâneo, para melhorar a saúde cardiometabólica — e, possivelmente, também a saúde intestinal e mental.

Por fim, ela orienta que é importante buscar uma alimentação em estilo mediterrâneo variada e rica em vegetais, com quantidades suficientes de proteína, cálcio, vitamina D e ômega-3 para manter a saúde do coração, ossos e cérebro, limitando a ingestão de alimentos ultraprocessados.

 

Idade avançada

À medida que envelhecemos, a composição do nosso corpo se altera e as necessidades de energia diminuem. Por isso, necessitamos de menos calorias.

Mas ainda precisamos garantir a ingestão de nutrientes em quantidade suficiente para manter nossa resistência óssea e muscular.

Segundo Williams, os dois principais nutrientes na terceira idade são o cálcio e a vitamina D. Idosos que não conseguem esses dois nutrientes em quantidade suficiente apresentam risco maior de osteoporose e fraturas por fragilidade.

O cálcio é encontrado no leite e em bebidas fortificadas alternativas, queijo curado, iogurte, sardinhas, tofu e espinafre. Alimentos ricos em vitamina D incluem peixes gordurosos, gema de ovo e alimentos fortificados.

A ingestão de proteínas com qualidade suficiente também é muito importante à medida que envelhecemos, segundo a nutricionista Jane Murphy, uma das líderes do Centro de Pesquisa em Envelhecimento e Demência da Universidade de Bournemouth, no Reino Unido.

"À medida que envelhecemos, a nossa forma e as funções se deterioram, perdemos força e massa muscular e precisamos de proteína para evitar a sarcopenia", explica ela.

Mas, para garantir que o nosso corpo use a proteína adequadamente, ela deve fazer parte de uma dieta equilibrada, que inclua carboidratos, gorduras de boa qualidade (como gorduras insaturadas, incluindo azeite de oliva, abacate, nozes e peixes gordurosos), vitaminas e sais minerais, destaca Murphy.

Conforme envelhecemos, nossa microbiota também muda. Ela é marcada pela perda de bactérias benéficas, como Firmicutes e Bifidobacterium, e pelo aumento de espécies potencialmente prejudiciais, como Clostridium.

Este desequilíbrio é associado a diversas condições de saúde, como Alzheimer, AVCs e doenças cardíacas.

Os pesquisadores ainda não sabem ao certo a relação entre a microbiota intestinal e cada processo de doença específico. Mas podemos aprender muito com os centenários, segundo a professora de medicina geriátrica Mary Ni Lochlainn, do King's College de Londres.

"As pessoas que vivem até os 100 anos parecem desafiar muitos outros aspectos do envelhecimento que são comuns às demais pessoas", explica ela. "Elas têm microbiota diversa, que parece diferente dos outros idosos."

De forma geral, não existe uma definição de bactérias intestinais saudáveis ou não saudáveis. É mais questão de ter um equilíbrio de micróbios que trabalham juntos para promover a saúde.

Mas foram identificadas algumas espécies bacterianas específicas que parecem proteger a saúde, como Faecalibacterium prausnitzii.

As pessoas que envelhecem bem são muito mais propensas a ter F. prausnitzii, segundo Ni Lochlainn. Os pesquisadores determinaram que esta espécie tem qualidades protetoras positivas, mas eles não entendem ao certo como ela funciona.

Se você quiser incentivar F. prausnitzii a viver no seu intestino, a melhor forma é consumir uma alimentação rica em fibras e polifenóis, que são abundantes em frutas e verduras.

O intestino saudável também pode ajudar a gerenciar algumas das deficiências de nutrientes que podem ser associadas à idade avançada, pois os idosos têm menos capacidade de absorver as vitaminas dos alimentos que as pessoas mais jovens.

Estudos demonstram que bactérias intestinais saudáveis podem ser capazes de produzir vitamina B12 em quantidade suficiente para as necessidades da pessoa, enquanto certas bactérias podem produzir ácido fólico.

Uma microbiota intestinal saudável também pode ajudar a evitar o risco de perda muscular e sarcopenia entre os idosos.

 

Por fim, certos suplementos podem ser benéficos na terceira idade.

As pesquisas de Ni Lochlainn indicam que suplementos pré-bióticos — compostos naturais que incentivam o crescimento de micro-organismos benéficos — podem melhorar a cognição em idosos após um período de 12 semanas.

Os pré-bióticos de Ni Lochlainn contêm inulina (um tipo de fibra alimentar) e fruto-oligossacarídeos, que são açúcares encontrados nas plantas.

Outras pesquisas indicam que as pessoas idosas podem se beneficiar de suplementos de vitamina D, especialmente os que moram em casas de repouso.

 

Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Health.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/o-que-voce-deve-comer-em-cada-fase-da-vida,e0a88d2e746230b94e442ee127e8b3fbshh4os7r.html?utm_source=clipboard - Por: Jessica Bradley - BBC Future - Foto: Getty Images / BBC News Brasil

sábado, 14 de junho de 2025

Confira as vacinas essenciais para cada fase da vida


A vacinação é fundamental para prevenir doenças que podem colocar a saúde em risco

 

Em um mundo onde a saúde pública é constantemente desafiada por doenças preveníveis, a vacinação permanece como um dos pilares mais sólidos de proteção. Do primeiro choro de um recém-nascido até os anos dourados da velhice, as vacinas são aliadas indispensáveis, adaptando-se às necessidades de cada fase da vida.

 

"Manter o calendário vacinal em dia não é apenas um ato individual, mas uma responsabilidade coletiva. A vacinação é um marco da saúde global, uma conquista que salvou milhões de vidas", enfatiza o Dr. André Bon, infectologista do Exame, laboratório da Dasa.

 

Abaixo, confira as vacinas essenciais para cada fase da vida!

 

1. Primeiros dias: o escudo inicial

Tudo começa na maternidade. Ainda nas primeiras horas de vida, os bebês recebem doses que os blindam contra ameaças invisíveis. A BCG, que combate formas graves de tuberculose, e a vacina contra hepatite B são aplicadas logo no nascimento.

 

"Proteger desde o início é importante. Um atraso pode custar caro", alerta a Dra. Rosana Richtmann, consultora de vacinas na Dasa e infectologista do Delboni. Esses primeiros passos no calendário vacinal são a base para uma infância saudável.

 

2. Infância: construindo defesas inabaláveis

Nos primeiros anos, o sistema imunológico infantil é como uma fortaleza em construção. Vacinas como a hexavalente — que protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus + VIP (com vírus inativados contra a poliomielite) influenzae tipo b —, a pneumocócica conjugada, a rotavírus e a febre amarela entram em cena.

 

Cada uma utiliza tecnologias específicas, de vírus atenuados a toxoides, para "treinar" o corpo contra invasores perigosos. É um período crítico: negligenciar essas doses pode abrir brechas para doenças que a ciência já aprendeu a derrotar.

 

3. Adolescência: reforçando as barreiras

Chegar à adolescência traz novos desafios. Hormônios, mudanças sociais e maior exposição a riscos exigem imunizações específicas. A vacina contra o HPV, por exemplo, é um escudo contra cânceres futuros, enquanto a dTpa renova a proteção contra difteria, tétano e coqueluche.

 

As vacinas meningocócicas são fundamentais, pois protegem contra a meningite meningocócica, uma forma grave e potencialmente fatal de meningite causada por bactérias. Especialistas alertam que muitos jovens deixam o calendário vacinal de lado nessa fase — um erro que pode ter consequências sérias.

 

4. Vida adulta: imunidade que protege a si e aos outros

Ser adulto não significa estar imune a riscos. Esse também é um momento oportuno para reforçar a importância das vacinas de rotina e atualizar eventuais doses em atraso. Todos os adultos devem manter o registro vacinal em dia, incluindo vacinas como febre amarela, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), além das três doses de hepatite B.

 

Para gestantes, as recomendações ainda incluem vacinas fundamentais como dTpa (proteção contra coqueluche, tétano e difteria) e influenza. Recentemente, a Abrysvo foi incorporada ao calendário; ao ser administrada na gestação, possibilita passar proteção ao bebê contra o vírus sincicial respiratório, principal causador da bronquiolite — uma infecção grave que atinge especialmente lactentes nos primeiros meses de vida.

 

5. Terceira idade: vigilância redobrada

Na velhice, o corpo pede cuidados extras. Doenças que seriam leves em outras fases podem se tornar fatais. Vacinas como a pneumocócica e a influenza, como a Efluelda, são armas poderosas contra infecções respiratórias, enquanto as doses contra herpes zoster e VSR (vírus sincicial respiratório) evitam complicações graves. "Envelhecer com saúde exige prevenção. Vacinar-se é um ato de amor-próprio e de respeito aos que vieram antes de nós", reflete a Dra. Rosana Richtmann.

 

O futuro da imunização: ciência em marcha

Enquanto o calendário vacinal salva vidas hoje, a ciência já olha para o amanhã. Tecnologias como o RNA mensageiro (mRNA), que brilhou na luta contra a covid-19, estão sendo aperfeiçoadas para enfrentar outras doenças. "Estamos vivendo uma revolução. Plataformas de mRNA podem oferecer proteção mais duradoura e versátil", explica Dr. André Bon. O horizonte da vacinação é promissor, mas depende de adesão popular para funcionar.

 

Manter-se vacinado em todas as etapas da vida é um pacto com a sociedade. "Em um país como o Brasil, onde o SUS (Sistema Único de Saúde) oferece imunização gratuita, não há desculpas para ficar de fora", finaliza a Dra. Rosana Richtmann.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/confira-as-vacinas-essenciais-para-cada-fase-da-vida,4a76b86e8095502fc4fdb72e4cb51d9b6qb86z6m.html?utm_source=clipboard - Por Fernanda Bertin - Foto: Pixel-Shot | Shutterstock / Portal EdiCase