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quinta-feira, 11 de junho de 2026

Como hábitos comuns podem prejudicar a visão lentamente e levar a doenças oculares como miopia e glaucoma

Com o dia a dia cada vez mais corrido, muitos hábitos passam despercebidos e acabam afetando a saúde dos olhos aos poucos. As pessoas passam horas em frente ao celular, dormem pouco, pulam refeições ou fumam com frequência. Essas atitudes se tornam comuns e, com o tempo, prejudicam a visão de forma contínua. Em muitos casos, as mudanças acontecem de forma lenta e discreta, o que dificulta a percepção de que algo não vai bem.

 

Além disso, doenças como miopia, catarata e glaucoma se desenvolvem ao longo dos anos sem sintomas fortes no começo. Por isso, compreender como o estilo de vida interfere na visão ajuda a prevenir problemas. Dessa forma, a pessoa busca ajuda médica no momento certo e evita perdas visuais permanentes.

 

Como hábitos comuns podem prejudicar a visão lentamente e levar a doenças oculares como miopia e glaucoma

A palavra-chave neste tema é a saúde ocular, que se liga diretamente aos hábitos repetidos ao longo da vida. O uso intenso de telas, por exemplo, aumenta os casos de miopia em crianças, adolescentes e adultos jovens. Já fatores como alimentação desequilibrada, tabagismo e exposição excessiva ao sol sem proteção se relacionam ao surgimento de catarata, degeneração macular e até ao agravamento do glaucoma.

 

Esses problemas não aparecem de um dia para o outro. Em geral, o organismo se adapta aos poucos, e a pessoa continua enxergando "de algum jeito", sem notar a piora. Isso explica por que muitos profissionais só descobrem certas doenças oculares em exames de rotina, quando a condição já se encontra em estágio mais avançado.

 

De que forma o uso excessivo de telas pode afetar a visão?

Quando a pessoa passa muitas horas olhando para celulares, computadores, tablets e televisores, os olhos piscam menos. Esse comportamento favorece o ressecamento ocular. Dessa forma, surgem ardência, sensação de areia nos olhos, visão embaçada temporária e dor de cabeça. A chamada síndrome da visão do computador aparece cada vez mais em quem trabalha ou estuda com telas por longos períodos.

 

Além do desconforto, estudos apontam relação entre o uso prolongado de telas em distâncias muito próximas e o aumento da miopia, principalmente em crianças. Ficar sempre focado em objetos próximos, em ambientes internos, estimula o olho a se alongar além do normal. Assim, a imagem se forma antes da retina e dificulta a visão de longe.

 

Para reduzir esse impacto, alguns cuidados simples ajudam bastante:

 

Fazer pausas regulares a cada 20 ou 30 minutos e olhar para longe por alguns segundos.

Ajustar brilho e contraste das telas para não forçar a visão em excesso.

Manter distância adequada do monitor ou celular e evitar ficar "colado" na tela.

Garantir boa iluminação no ambiente e evitar reflexos muito intensos.

 

Como má alimentação, tabagismo e falta de sono afetam a saúde ocular?

A alimentação desequilibrada, pobre em vitaminas, minerais e antioxidantes, interfere diretamente na proteção da retina e do cristalino. Dietas com excesso de alimentos ultraprocessados e baixo consumo de frutas, verduras e peixes favorecem o surgimento de catarata e de doenças da retina a longo prazo. Nutrientes como vitamina A, vitamina C, vitamina E, ômega-3 e zinco mantêm os olhos funcionando de forma adequada.

 

O tabagismo se associa a diferentes doenças oculares e merece atenção. Fumar aumenta o risco de catarata e acelera o dano na retina. Além disso, o hábito se liga a quadros de degeneração macular relacionada à idade. As substâncias presentes no cigarro prejudicam a circulação sanguínea e comprometem o fornecimento de oxigênio e nutrientes para as estruturas dos olhos. Como resultado, o envelhecimento dos tecidos oculares ocorre de forma mais rápida.

 

A falta de sono também impacta a visão de maneira importante. Dormir pouco ou dormir mal reduz o tempo de recuperação natural dos olhos. Ao longo do dia, os olhos enfrentam luz intensa, telas e ambientes secos. A privação de sono prolongada causa olho seco, vermelhidão, fadiga visual e piora da concentração. Com o tempo, esse cansaço constante favorece o aparecimento ou a percepção de problemas visuais já existentes.

 

Hábitos que favorecem a saúde dos olhos:

Incluir mais frutas, legumes, verduras e peixes na rotina alimentar.

Reduzir o consumo de cigarros ou buscar ajuda profissional para parar de fumar.

Manter um padrão regular de sono, com horas suficientes de descanso profundo.

 

Por que a falta de proteção solar e o glaucoma podem evoluir sem sintomas iniciais?

A exposição frequente ao sol sem óculos com proteção contra raios ultravioleta (UV) favorece o desenvolvimento de catarata e alterações na superfície dos olhos, como pterígio. A radiação UV age de forma lenta e acumula danos com o passar dos anos. Muitas pessoas não relacionam o sol com a visão. No entanto, assim como a pele, os olhos também sofrem com esse tipo de luz.

 

Entre as doenças que evoluem de maneira silenciosa, o glaucoma se destaca como um dos principais exemplos. Em grande parte dos casos, a pressão interna do olho aumenta e danifica o nervo óptico aos poucos. No início, a visão central permanece preservada, e a perda surge primeiro nas áreas mais periféricas do campo visual. Como o cérebro se adapta, a pessoa muitas vezes não percebe a falha até que a lesão atinja um estágio mais avançado.

 

Outras doenças, como a própria catarata em estágios iniciais e algumas formas de miopia progressiva, também avançam devagar. Em geral, elas geram apenas um leve embaçamento ou a necessidade de mudar o grau dos óculos com frequência. Por isso, exames oftalmológicos regulares se tornam fundamentais, mesmo na ausência de desconforto aparente.

 

Usar óculos de sol com proteção UV em ambientes externos e em dias claros.

Agendar consultas periódicas com o oftalmologista, conforme orientação profissional.

Relatar qualquer mudança na visão, como embaçamento, halos de luz ou perda de campo visual.

Seguir corretamente o uso de colírios e os tratamentos indicados para doenças como o glaucoma.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/como-habitos-comuns-podem-prejudicar-a-visao-lentamente-e-levar-a-doencas-oculares-como-miopia-e-glaucoma,7377606acc5c7064c2a0939090859bd7c5ng17l1.html?utm_source=clipboard - Por: Jonasmoura* *com uso de inteligência artificial / Giro 10 - depositphotos.com / Ischukigor

segunda-feira, 12 de março de 2012

Fique de olho!

Temidos por muita gente, os óculos podem ajudar você a mandar bem nos estudos

Lápis apontados, folhas brancas, canetas coloridas – no começo do ano, o material escolar novinho enche a gente de ânimo na hora de estudar. Mas existe um objeto de que muita gente precisa para mandar bem na escola: os óculos. Sem eles, o texto escrito com tanto capricho não passa de um borrão, e as contas do livro de matemática se embaralham até para quem é fera no assunto.

Para entender por que isso acontece, é preciso saber como a visão funciona. Quando você está em um ambiente iluminado, a luz bate em tudo à sua volta e retorna para seus olhos, até alcançar uma membrana chamada retina. Ela fica no fundo do olho, e funciona como a tela do cinema: as imagens são projetadas ali a partir da luz refletida pelo ambiente. Depois, essa informação segue para o cérebro, que irá perceber a cor e a forma da imagem que foi projetada.

É durante a formação da imagem na retina que os problemas surgem. Quem tem olhos pequenos, por exemplo, pode ter hipermetropia. Nesse distúrbio, a imagem é formada atrás da retina e tudo que é visto de perto parece distorcido.

Outro problema comum é a miopia, que faz com que a imagem seja formada na frente da retina. Aí, tudo que está distante fica borrado. Para completar a confusão, existe o astigmatismo, que forma duas imagens: uma na frente e outra atrás da retina, sendo difícil enxergar tanto de longe quanto de perto.

Dificuldades na hora de enxergar fazem com que uma simples espiada pareça uma maratona. “Quem não enxerga bem pode se cansar se estiver sentado longe do quadro enquanto copia a matéria”, conta Luiz Cláudio, oftalmologista do Hospital Universitário Antônio Pedro.

Esse esforço gera sintomas como dores de cabeça, olhos vermelhos e lágrimas em excesso. Por isso, é importante visitar regularmente o oftalmologista, médico especializado em olhos.

Se, por acaso, na próxima consulta, você descobrir que precisa usar óculos, nada de ficar chateado. Aproveite a diversidade de armações leves e coloridas que já existe por aí. Uma delas deve ser a sua cara!

Mariana Rocha, estagiária da CHC impressa e online

Fonte: http://chc.cienciahoje.uol.com.br/fique-de-olho/ - Foto: Todd Dalley / Flickr)