sábado, 22 de junho de 2019

Você suspeita de sintomas de um infarto? Então busque ajuda rápido


Sintomas de infarto

A maioria das mortes por ataque cardíaco ocorre nas primeiras horas após o início dos sintomas. Assim, o tratamento rápido é crucial para restaurar o fluxo sanguíneo para as artérias que foram bloqueadas e salvar a vida do paciente.

Ocorre que a maioria dos pacientes que não é acudida a tempo não tem acesso ao socorro simplesmente porque: ou não consegue interpretar os sintomas, ou não consegue agir em decorrência desses sintomas.

Em outras palavras, o tempo que leva para os pacientes interpretarem e responderem aos sintomas é a principal razão para atrasos na chegada ao hospital e à recepção dos cuidados de que eles necessitam.

A descoberta foi feita pela equipe da Dra Carolin Nymark, do Hospital Universitário Karolinska de Estocolmo (Suécia), que recrutou 326 pacientes submetidos a tratamento agudo para um primeiro ou um segundo ataque cardíaco.

Os pacientes envolvidos esperaram uma média de três horas antes de procurar ajuda médica após sentirem os sintomas. Alguns demoraram mais de 24 horas.

Mas por que tantos pacientes demoram tanto para pedir ajuda? Essa foi a pergunta que os pesquisadores tentaram responder.

Lidando com os sintomas

Ao analisar o que passou pela cabeça dos pacientes durante o período crucial entre o surgimento dos sintomas do infarto e a busca de ajuda, os pesquisadores identificaram duas reações gerais entre aqueles que esperaram mais de 12 horas para procurar ajuda médica.

A primeira foi uma incapacidade de agir, reconhecida pelos próprios pacientes, e que teve um impacto significativo.

Esses pacientes usaram frases como: "Eu perdi todo o poder para agir quando meus sintomas começaram"; "Eu não sabia o que fazer quando tive meus sintomas"; "Meus sintomas me paralisaram"; e "Senti que tinha perdido o controle de mim mesmo quando tive meus sintomas".

"Essa imobilização durante os sintomas do ataque cardíaco em curso nunca havia sido demonstrada ou estudada," disse a Dra Nymark. "No momento, não sabemos por que alguns pacientes reagem dessa maneira. Está possivelmente ligado ao medo ou à ansiedade. Esse deve ser um elemento novo na educação das pessoas sobre o que fazer quando têm sintomas de ataque cardíaco."

A segunda reação comum foi uma avaliação imprecisa dos sintomas. Esses pacientes disseram que demorou muito tempo para entenderem seus sintomas; eles achavam que os sintomas passariam; eles achavam que os sintomas não eram sérios o suficiente para procurar atendimento médico; e eles achavam que seria difícil procurar atendimento médico.

Melhor estar errado do que ...

Por outro lado, os pacientes que identificaram com precisão seus sintomas de ataque cardíaco e procuraram ajuda médica rapidamente tinham o desejo de procurar auxílio, sabiam que os sintomas eram sérios, sabiam onde deveriam procurar ajuda e não tentaram desviar seus pensamentos dos sintomas.

Com isso, os pesquisadores fazem um apelo a médicos e autoridades de saúde, no sentido de educarem melhor a população sobre os sintomas de um ataque cardíaco, sobre o que fazer e sobre a urgência de se tomar um curso de ação.

"Se você tiver sintomas que podem ser causados por um ataque cardíaco, não os ignore. Solicite ajuda imediatamente. É melhor estar errado sobre os sintomas do que morto," disse de forma contundente a Dra Nymark.


sexta-feira, 21 de junho de 2019

Limite da resistência humana encontrado


Pesquisadores da Universidade de Duke (EUA) descobriram qual o limite da resistência humana analisando uma corrida de 5.000 quilômetros, o Tour de France e outros eventos de elite.

O resultado? 2,5 vezes a taxa metabólica de repouso do corpo, ou 4.000 calorias por dia em média. Qualquer coisa acima disso não é sustentável a longo prazo.

A pesquisa ainda mostrou que mulheres grávidas são especialistas em resistência, vivendo quase no limite do que o corpo humano pode suportar.

Uma maratona por dia durante meses = resistência humana
O estudo começou analisando a “Race Across USA”, uma ultramaratona na qual os atletas percorrem 5.000 quilômetros da Califórnia até Washington DC em 140 dias. Isso significa que os competidores realizam seis maratonas por semana durante meses.

Os cientistas investigaram o efeito de tal desgaste nos participantes, registrando as calorias queimadas no evento de extrema resistência. A taxa metabólica de repouso – as calorias que o corpo queima quando está relaxado – foi medida antes e durante a corrida.

Os resultados indicaram que o uso de energia começou alto, mas acabou se estabilizando em 2,5 vezes a taxa metabólica de repouso.

Picos
O estudo também encontrou um padrão entre a duração de um evento esportivo e o gasto de energia – quanto mais longo o evento, mais difícil era queimar as calorias.

Em outras palavras, as pessoas podem ir muito além de sua taxa metabólica básica enquanto fazem um breve exercício, mas isso se torna insustentável ​​a longo prazo.

Por exemplo, corredores realizando apenas uma maratona usaram 15,6 vezes a taxa metabólica de repouso. Ciclistas durante os 23 dias do Tour de France usaram 4,9 vezes a taxa metabólica de repouso. Já um atleta fazendo um trekking de 95 dias pela Antártica usou 3,5 vezes a taxa metabólica de repouso. E, durante a gravidez, o uso de energia das mulheres atinge um pico de 2,2 vezes a taxa metabólica de repouso.

“Você pode fazer coisas realmente intensas por alguns dias, mas se quiser durar mais tempo, é preciso baixar a bola”, explicou o médico Herman Pontzer, da Universidade de Duke, à BBC News.

Cheguei no meu limite
Os pesquisadores argumentam que o número limite de 2,5 pode estar relacionado ao sistema digestivo humano, e não ao coração, pulmões ou músculos.

Eles descobriram que o corpo não pode digerir, absorver e processar calorias e nutrientes suficientes para sustentar um nível mais alto de uso de energia.

O corpo pode usar seus próprios recursos queimando gordura ou massa muscular – que podem ser recuperados posteriormente – em eventos mais curtos. Mas em eventos extremos, nos limites do esgotamento humano, o corpo precisa equilibrar seu uso de energia.

De acordo com o Dr. Pontzer, as descobertas podem eventualmente ajudar os atletas. “No Tour de France, saber qual é o seu teto permite que você pedale de forma inteligente. Depois, estamos falando de resistência ao longo de dias, semanas e meses, por isso os resultados são mais aplicáveis para pensarmos como os regimes de treinamento se encaixam com os limites metabólicos de longo prazo do corpo”.

Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista científica Science Advances. [BBC]


quinta-feira, 20 de junho de 2019

Tomar bebidas geladas de fato faz mal para a garganta? Por quê?


Essa é dos mesmos criadores de “ler no escuro estraga a vista” e “bolo quente dá dor de barriga”. Tudo sem fundamento.

O que irrita mesmo a garganta são infecções causadas por vírus e bactérias – gripe, resfriado, faringite – ou hábitos como tabagismo, passar muito tempo perto do ar-condicionado e exagerar no uso da voz (como naquele karaokê em que você cantou cinco músicas seguidas). Quem explica é Fausto Nakandakari, otorrinolaringologista do Hospital Sírio-Libanês.

Bebidas trincando só são realmente nocivas a quem precisa da voz para trabalhar (o que não é o caso de cantores de bar). Artistas profissionais e locutores de rádio, por exemplo, precisam aquecer as cordas vocais para que possam emitir sons com clareza. Ao ingerir um líquido gelado, todo o aquecimento vai por água abaixo.

Se você quer mesmo evitar dor de garganta, cuide da sua imunidade – com vacinas em dia e alimentação balanceada –, beba água regularmente e evite ambientes empoeirados ou com ar muito frio. Essas são algumas medidas que – de fato – resguardam seu gogó.


quarta-feira, 19 de junho de 2019

Conheça os sintomas do ataque cardíaco, ou infarto


Ficar alerta aos diversos sintomas do infarto é importante porque o ataque cardíaco é uma condição sistêmica, indo muito além do coração.

O que é infarto?

O infarto do miocárdio, ou ataque cardíaco, ocorre quando um coágulo interrompe o fluxo sanguíneo de forma súbita e intensa, provocando a morte das células de uma região do músculo do coração.

A principal causa do infarto é a aterosclerose, uma condição na qual placas de gordura se acumulam no interior das artérias coronárias, chegando a obstruí-las. Na maioria dos casos o infarto ocorre quando há o rompimento de uma dessas placas, levando à formação do coágulo e à interrupção do fluxo sanguíneo.

O infarto pode ocorrer em diversas partes do coração, dependendo de qual artéria foi obstruída, e há vários tipos de ataque cardíaco.

Há uma propensão ao aumento dos casos de infarto quando a temperatura muda muito, assim como há mais infarto nos dias mais frios, principalmente no inverno. Além disso, o infarto e o AVC ocorrem mais de manhã.

Qualquer que seja a ocasião, contudo, um ataque cardíaco é uma emergência que exige cuidados médicos o mais rápido possível. Assim, identificar os sintomas pode ser decisivo para salvar a vida de uma pessoa infartada.

Sintomas de um ataque cardíaco

O principal sintoma de um ataque cardíaco é dor ou desconforto na região peitoral, podendo se irradiar para as costas, rosto, braço esquerdo e, mais raramente, para o braço direito. Embora menos frequente, a dor também pode ser no abdome, semelhante à dor de uma gastrite.

O desconforto costuma ser intenso e prolongado, acompanhado de uma sensação de peso ou aperto sobre o tórax.

Esses sinais costumam ser acompanhados de suor frio, palidez, falta de ar e sensação de desmaio.

Entre os idosos, o principal sintoma pode ser a falta de ar. Nestes, como também entre os diabéticos, o infarto pode ocorrer sem sinais específicos. Por isso, deve-se estar atento a qualquer mal-estar súbito apresentado por esses pacientes.

Risco e prevenção

Os principais fatores que aumentam o risco de infarto são o tabagismo, colesterol alto, hipertensão, obesidade, estresse, depressão e diabetes - os diabéticos têm duas a quatro vezes mais chances de sofrer um infarto do que a população que não tem essa condição.

Para se prevenir contra um ataque cardíaco, a prática regular de exercícios físicos e uma alimentação balanceada são essenciais.

A cessação do tabagismo, a prevenção de doenças como a aterosclerose, diabetes e obesidade são igualmente fundamentais para evitar o entupimento das artérias e o consequente aumento de risco do infarto.

Fonte: https://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=conheca-sintomas-ataque-cardiaco-ou-infarto&id=13488&nl=nlds - Redação do Diário da Saúde - Imagem: Medical University of Vienna

terça-feira, 18 de junho de 2019

O Telegram é realmente mais seguro que o WhatsApp?


A resposta é: depende. O aplicativo, que ganhou relevância após o vazamento de mensagens da Lava-Jato, tem um modo de "chat secreto", que oferece mais proteção - mas há indícios de que ele não foi acionado pelos procuradores do Ministério Público

O Telegram é um serviço de mensagens instantâneas que, no Brasil, ficou conhecido como uma alternativa para o WhatsApp quando, alguns anos atrás, o aplicativo do ícone verde era frequentemente tirado do ar por determinação da Justiça.

Desde o último domingo (9), com a divulgação pelo site Intercept de conversas entre o ministro da Justiça, Sérgio Moro, e procurador da República Deltan Dallagnol sobre o andamento da Operação Lava Jato, o Telegram ganhou novamente os holofotes.

Assim que as mensagens trocadas na plataforma vazaram, levantou-se a hipótese de um ataque hacker. A Polícia Federal está investigando essa possibilidade. O Telegram, por sua vez, negou ter sido alvo de uma invasão do tipo. Foi justamente pela promessa de oferecer maior privacidade aos usuários que o serviço ganhou notoriedade. Mas afinal, ele é mais seguro que o WhatsApp?

Breve história do Telegram

Criado em 2013, o Telegram foi desenvolvido pelos irmãos russos Nikolai e Pavel Durov, os inventores do VK, a maior rede social da Rússia. O sistema de mensagens nasceu com o dinheiro da venda do VK para um grupo de tecnologia ligado ao governo russo.

Mas a compra não foi muito amigável: em 2018, a Rússia foi à Justiça para proibir o Telegram no país. A justificativa era de que a empresa não quis abrir sua criptografia (codificação de dados) para o governo russo. Na época, a plataforma já contava com mais de 200 milhões de usuários pelo mundo. O WhatsApp, que pertence ao Facebook, possui mais de 1,5 bilhão – 120 milhões somente no Brasil.

Qual a diferença entre eles?

No quesito criptografia – tecnologia que transforma mensagens e arquivos em códigos, aumentando a segurança na comunicação – o Telegram saiu na frente do “zap”: desde o início, as mensagens trocadas no serviço russo passavam por um protocolo de encriptação. No caso do WhatsApp, a funcionalidade só foi incorporada em 2016, após críticas à respeito de constantes vazamentos.

No entanto, Telegram e WhatsApp diferem em duas características: o armazenamento das mensagens de cada usuário e a forma de acesso a elas. No WhatsApp, mensagens e arquivos ficam armazenados no celular – a empresa garante que nada do tipo fica salvo nos servidores da empresa. O app faz backup automático das mensagens, que são salvas no Google Drive (para quem usa o WhatsApp no Android) e iCloud (no caso do iPhone).

No Telegram, é diferente. Na versão “normal” do serviço (mais sobre ela daqui a pouco), as mensagens são guardadas na nuvem, em servidores da empresa espalhados pelo mundo. Isso está diretamente relacionado com a proposta do aplicativo, que é de ser multiplataforma: é possível acessar o Telegram de diversos dispositivos (tablet, smartphone, computador). Como as mensagens estão salvas na rede, você consegue manter mais de um canal de conversa. No caso do WhatsApp, tudo precisa necessariamente passar pelo celular. É por isso que o WhatsApp Web não funciona se o seu aparelho não estiver conectado à Internet. Apesar da fama que o Telegram tem de ser muito seguro, o modelo de funcionamento baseado em nuvem cria pontos vulneráveis.

Agora, acessar o Telegram de uma pessoa hackeando os sistemas da empresa é outra história. A empresa é tão confiante que oferece um prêmio de US$ 300 mil para quem conseguir quebrar suas medidas de segurança. Até agora, ninguém conseguiu.

Como se proteger?

Se compararmos o WhatsApp com a versão normal do Telegram, o primeiro leva a melhor na questão da segurança. Mas o aplicativo russo possui uma versão “turbinada” do seu serviço: o chat secreto. De acordo com a empresa, ela oferece máxima privacidade ao usuário. Nesse modo de funcionamento, as mensagens são protegidas por criptografia passo-a-passo, ou seja, desde que saem do remetente até chegarem ao interlocutor. Nessa modalidade, não é possível a criação de grupos – o que, presumivelmente, significa que os procuradores do Ministério Público cujas mensagens foram vazadas não a tenham utilizado.

A recomendação de segurança (e que vale para ambas as plataformas) é usar a verificação em duas etapas, disponível para ativação nas configurações dos aplicativos. Com ela, é possível criar uma senha extra, que será pedida toda vez que você (ou alguém) tentar se conectar. No fim, o bom e velho WhatsApp não é tão inseguro como se costuma pensar. Já a privacidade do Telegram irá depender das configurações que o usuário fizer.

Contudo, nenhum desses mecanismos de segurança é eficaz se o celular da vítima for invadido. Nesse caso, o hacker passa a ter acesso total ao dispositivo, podendo capturar tudo o que é digitado e visto na tela. Se isso for um risco intolerável para você, a única saída é dispensar qualquer meio de comunicação eletrônica – e recorrer às boas e velhas cartas de papel.