quinta-feira, 23 de abril de 2026

Infarto em jovens: caso da Miss Paraná reacende alerta


Especialista aponta que sedentarismo, estresse, má alimentação e falta de acompanhamento médico antecipam riscos cardiovasculares

 

A morte repentina da candidata ao Miss Paraná Maiara Cristina de Lima Fiel, aos 31 anos, após um infarto, reacendeu um alerta importante: problemas cardíacos, tradicionalmente mais ligados ao envelhecimento, têm atingido cada vez mais jovens. Segundo dados do Ministério da Saúde, as doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte no Brasil, com um óbito a cada dois minutos.

 

Nas últimas décadas, o número de infartos em pessoas com menos de 40 anos cresceu de forma expressiva. Estima-se aumento de até 180% entre 2000 e 2024 nessa faixa etária, além de alta nas internações de jovens por infarto. Entre mulheres de 15 a 49 anos, as mortes também cresceram, o que reforça que o problema não se limita a um único perfil.

 

Para a cardiologista Fernanda Weiler, do Sírio-Libanês e diretora do Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida, esse avanço está ligado ao acúmulo precoce de fatores de risco. Segundo ela, hoje é cada vez mais comum encontrar pacientes jovens com hipertensão, colesterol elevado, resistência à insulina e obesidade, condições que antes costumavam aparecer mais tarde.

 

A especialista aponta como fatores centrais desse cenário o sedentarismo, a alimentação rica em ultraprocessados, o estresse crônico, o tabagismo, inclusive com cigarro eletrônico, o consumo de álcool e outras substâncias, além do excesso de peso, hipertensão e diabetes em idades mais precoces. De acordo com a médica, a combinação entre rotina sedentária, sono inadequado, alimentação inflamatória e sobrecarga emocional favorece processos inflamatórios e acelera a formação de placas nas artérias.


Outro desafio é que o infarto em jovens pode ser mais silencioso. Como muitos não fazem acompanhamento médico regular e não se veem no grupo de risco, sintomas como dor no peito, falta de ar, cansaço extremo e palpitações acabam subestimados. “O jovem tende a interpretar os sintomas como algo passageiro: ansiedade, cansaço ou estresse”, afirma Fernanda no material.

 

A cardiologista ressalta que há sinais que exigem avaliação médica o quanto antes, como desmaios durante exercício ou emoção intensa, dor no peito ao esforço, palpitações acompanhadas de mal-estar, tontura ou quase desmaio, falta de ar desproporcional à atividade e histórico familiar de morte súbita antes dos 50 anos ou de doenças cardíacas hereditárias.

 

Apesar do avanço dos casos, a especialista destaca que a maior parte dos fatores de risco é modificável. Prática regular de atividade física, alimentação equilibrada, controle do estresse, redução do consumo de álcool, abandono do cigarro e check-ups periódicos estão entre as principais recomendações. Para ela, a prevenção cardiovascular não deve começar apenas depois dos 50 anos, mas ser construída ao longo da vida.

 

O aumento dos casos entre jovens, segundo a médica, mostra que as doenças cardiovasculares deixaram de ser um problema restrito à terceira idade e passaram a refletir também o estilo de vida contemporâneo. O recado, diz ela, é claro: cuidar do coração precisa começar cedo.

 

Fonte: https://www.correiodopovo.com.br/bellamais/saudefeminina/infarto-em-jovens-caso-da-miss-parana-reacende-alerta-1.1707105 - Foto: Reprodução @mundomissbrasil / CP

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Quer fortalecer o abdômen? 10 exercícios aeróbicos para fazer hoje


Atividades dinâmicas ajudam a queimar gordura, definir músculos e aumentar a resistência do corpo

 

Fortalecer o abdômen é essencial para a saúde e a funcionalidade do corpo. Os músculos abdominais desempenham um papel fundamental em diversas atividades do dia a dia, desde a manutenção da postura até a execução de movimentos mais complexos. Além disso, um core fortalecido oferece suporte e estabilidade à coluna vertebral, ajudando a prevenir dores nas costas.

 

Sabendo disso, a seguir, listamos alguns exercícios que trabalham corretamente o abdômen e ajudam a definir essa região. Confira:

 

1. Corrida

A corrida é um exercício aeróbico eficaz para fortalecer a barriga porque envolve uma ampla gama de músculos, incluindo os abdominais. Isso porque a constante contração deles para manter a postura e o equilíbrio resulta em um fortalecimento progressivo.

A pesquisa "Effects of a Cycling versus Running HIIT Program on Fat Mass Loss and Gut Microbiota Composition in Men with Overweight/Obesity", publicada na revista Medicine & Science in Sports & Exercise, mostra que o treino HIIT-RUN em homens apresenta um resultado melhor na perda de massa gorda abdominal do que o HIIT-BIKE, mas destaca que investigações adicionais são necessárias.

 

2. Ciclismo

O ciclismo fortalece a musculatura e ajuda a diminuir a flacidez de membros inferiores, fazendo as regiões como pernas, barriga e bumbum oxigenar mais. Uma dica é pedalar com o abdômen contraído para deixá-lo mais durinho.

 

3. Natação

A natação é um exercício completo que envolve todos os grupos musculares, incluindo o abdômen, bem como melhora a respiração e a postura, aumenta a resistência e ajuda a perder peso.

A pesquisa "The Acute Effects of Swimming on Appetite, Food Intake, and Energy Expenditure", publicada no Journal of Obesity, mostra que durante cerca de 42 minutos de natação o gasto energético médio foi de 459 kcal, demonstrando que a modalidade gera alto consumo energético, comparável a outros exercícios aeróbicos.

 

4. Pular corda

Pular corda é um exercício de alta intensidade que exige um esforço constante dos músculos abdominais para manter a estabilidade e coordenar os movimentos. Com a prática regular, isso leva a um notável fortalecimento do abdômen.

 

5. Boxe

O boxe é um esporte que envolve movimentos rápidos e coordenados dos braços, tronco e pernas. Os músculos do abdômen são constantemente ativados para fornecer suporte e estabilidade durante os movimentos, contribuindo para o fortalecimento.

 

6. Burpees

Os burpees são uma combinação de movimentos que envolvem agachamento, flexões e saltos. Essa atividade exige um esforço considerável dos músculos abdominais para manter a estabilidade e coordenar os movimentos, levando ao fortalecimento do abdômen.

 

7. Prancha

Embora seja um exercício estático, a prancha é altamente eficaz para fortalecer o abdômen. Ao manter a posição, os músculos abdominais são constantemente ativados para sustentar o corpo, resultando em um fortalecimento progressivo.

O artigo "Want a stronger core? Skip the sit-ups", publicado no Harvard Health Publishing, por exemplo, indica que a modalidade é mais eficaz do que o abdominal tradicional, apontando que essa última abordagem pode ser prejudicial à coluna.

 

8. Dança

Os movimentos fluidos da dança exigem controle do abdômen para estabilidade. A dança do ventre, por exemplo, é especialmente benéfica para quem deseja fortalecer o core, pois foca em movimentos de contração e relaxamento dos músculos abdominais, além de trabalhar a flexibilidade, o equilíbrio e a postura.

 

9. Patinação

A patinação é um exercício que envolve o corpo todo, logo, ela também ajuda a trabalhar os músculos do core. No entanto, para a prática gerar resultados é preciso realizar os movimentos com precisão, de preferência de forma suave e sempre contraindo o abdômen. A atividade também alivia dores nas costas, favorece a queima de calorias e aumenta a estabilidade.

 

10. Remo

O remo é um exercício que envolve diversos grupos musculares, como braços, pernas, costas, glúteos e, claro, o abdômen. Neste último, a atividade trabalha intensamente os oblíquos, o reto abdominal e o transverso do abdômen, ajudando a tonificar e fortalecer a região central do corpo. Com a execução correta, o remo também é excelente para quem busca melhorar a postura, a coordenação motora e a flexibilidade.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/quer-fortalecer-o-abdomen-10-exercicios-aerobicos-para-fazer-hoje,fa4d3e8d780692e54423bac2d30277cbl63q8i81.html?utm_source=clipboard - Foto: pics five | Shutterstock / Portal EdiCase


terça-feira, 21 de abril de 2026

Hemorroidas, fissuras e fístulas: 5 pontos essenciais para entender as condições


Doenças anorretais são comuns e contam com abordagens de tratamento menos invasivas e mais eficazes

 

Hemorroidas, fissuras e fístulas são condições que afetam a região anal e podem causar desconforto, dor e outros sintomas. As hemorroidas são veias dilatadas no ânus ou no reto, que podem surgir devido ao esforço evacuatório, prisão de ventre ou gravidez, provocando dor, coceira e sangramento.

 

A fissura anal é uma pequena ferida ou corte na mucosa do ânus, geralmente causada pela passagem de fezes duras, sendo bastante dolorosa, especialmente durante a evacuação. Por sua vez, a fístula anal é uma espécie de canal anormal que se forma entre o interior do ânus e a pele ao redor, geralmente como consequência de infecções ou abscessos, podendo causar secreção, inflamação e dor persistente.

 

As hemorroidas estão entre as condições mais comuns que afetam a população brasileira, embora ainda sejam cercadas por tabu. Dados da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) apontam que cerca de 50% dos adultos podem apresentar sintomas ao longo da vida. Mesmo assim, o receio e a desinformação fazem com que muitos pacientes adiem a busca por ajuda médica, o que pode agravar o quadro.

 

Conforme o estudo "Doença hemorroidária: aspectos epidemiológicos e diagnósticos de 9.289 pacientes portadores de doença hemorroidária", publicado na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), as hemorroidas são, de fato, uma das afecções mais comuns na prática coloproctológica. Elas foram diagnosticadas como a queixa principal em 27,3% dos casos (9.289 pacientes em um total de 34.000).

 

Abaixo, confira alguns pontos fundamentais sobre as condições e os tratamentos delas.

 

1. Nem todos os casos precisam de cirurgia

Muitos pacientes associam automaticamente o diagnóstico de hemorroida à necessidade de cirurgia, o que nem sempre é verdade. Em fases iniciais, mudanças simples na rotina podem trazer alívio significativo dos sintomas e evitar a progressão da doença.

"Nem todos os pacientes precisam de intervenção cirúrgica. Em muitos casos, mudanças na alimentação, aumento da ingestão de fibras e hidratação adequada já trazem melhora significativa. A avaliação médica é essencial para definir a melhor abordagem para cada situação", orienta a coloproctologista Paula A. Conceição.

 

2. A dor pode indicar qual é o problema

Observar como e quando a dor aparece pode ajudar a diferenciar a hemorroida da fissura. Cada doença apresenta características específicas que auxiliam no diagnóstico, embora a confirmação deva ser sempre feita por avaliação médica.

"A fissura é uma lesão, como se fosse um corte na região anal. O principal sintoma é uma dor intensa ao evacuar, muitas vezes descrita como uma sensação de rasgo. Já a hemorroida costuma causar mais desconforto e sangramento. Essas diferenças ajudam a orientar o diagnóstico", explica o coloproctologista Dr. Íthalo Medeiros.

 

3. A recuperação hoje é mais rápida

O tempo de afastamento das atividades para o tratamento das condições diminuiu consideravelmente, o que contribui para que mais pessoas procurem tratamento sem medo de longos períodos de recuperação. "Com técnicas modernas, muitos pacientes conseguem retomar suas atividades em poucos dias. Isso representa um grande avanço, especialmente para quem tem rotina intensa e não pode se afastar por longos períodos", afirma Paula A. Conceição.

 

4. Hábitos de vida fazem toda a diferença

Mesmo com tratamentos eficazes, o estilo de vida continua sendo um fator determinante tanto para o surgimento quanto para a recorrência de hemorroidas, fissuras e fístulas. "A saúde intestinal está diretamente ligada a essas condições. Manter uma dieta rica em fibras, beber bastante água e evitar esforço ao evacuar são medidas simples que fazem grande diferença na prevenção e no controle dos sintomas", reforça o Dr. Íthalo Medeiros.

 

5. Diagnóstico precoce evita complicações

A vergonha ainda é um dos principais motivos que levam pacientes a adiar a ida ao médico. No entanto, quanto mais cedo o problema é identificado, maiores são as chances de um tratamento simples e eficaz. "Muitos pacientes chegam ao consultório em estágios mais avançados por medo ou desinformação. Quanto antes o diagnóstico é feito, mais simples tende a ser o tratamento e melhores são os resultados", conclui Paula A. Conceição.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/hemorroidas-fissuras-e-fistulas-5-pontos-essenciais-para-entender-as-condicoes,54eb528e7ec45b399a4b4c87cf589c6dfao5za4f.html?utm_source=clipboard - Por Sarah Monteiro - Foto: New África | Shutterstock / Portal EdiCase

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Ouvir música pode diminuir o risco de demência


Ouvir seus cantores favoritos pode fazer mais do que melhorar seu humor: também pode proteger seu cérebro. Um estudo realizado por pesquisadores australianos descobriu que adultos mais velhos que ouviam música regularmente apresentavam um risco 39% menor de desenvolver demência em comparação com aqueles que não incluíam música em seu cotidiano.

 

A pesquisa, realizada na Universidade Monash, na Austrália, acompanhou mais de 10.000 adultos com 70 anos ou mais durante cerca de uma década para explorar diferentes fatores de estilo de vida ligados ao envelhecimento saudável.

 

Dos 10.893 participantes, cerca de 7.000 afirmaram ouvir música quase todos os dias, e esses ouvintes frequentes apresentaram a maior redução no risco de demência. O estudo não especificou qual tipo de música era mais benéfico.

 

Os pesquisadores enfatizam que o estudo não pode provar que ouvir música previne diretamente a demência, mas os resultados foram suficientemente fortes para sugerir uma possível ligação. Além disso, a música tem demonstrado melhorar o humor e estimular diversas áreas do cérebro. O estudo também descobriu que tocar música proporcionava um benefício pequeno, mas ainda significativo, reduzindo o risco de demência em cerca de 35%.

 

Fonte: International Journal of Geriatric Psychiatry. DOI: 10.1002/gps.70163.

domingo, 19 de abril de 2026

Quer viver mais? Chocolate, queijo e iogurte podem te ajudar


Pesquisa aponta que compostos fermentados presentes nesses alimentos podem contribuir para a saúde e a longevidade

 

Uma nova pesquisa de grande escala indica que alimentos como iogurte, queijo e até chocolate podem estar ligados a uma maior longevidade. A análise aponta que determinados itens podem se associar a um menor risco de morte, segundo o estudo publicado na revista científica Frontiers in Nutrition.

 

No artigo, os pesquisadores descreveram que "um maior consumo de chocolate, queijo e leites fermentados (incluindo iogurte) foi associado a uma menor mortalidade por todas as causas e por doenças cardiovasculares".

 

Eles chegaram a esse resultado após reunirem dados de 50 estudos que, juntos, envolveram mais de 3 milhões de participantes. O objetivo foi investigar a relação entre o consumo de alimentos fermentados --produzidos com microrganismos benéficos, como bactérias e leveduras-- e o risco de morte em geral, além de óbitos por doenças cardíacas e câncer.

 

Os resultados mostraram que alguns alimentos fermentados estavam associados à redução do risco de mortalidade, enquanto outros não apresentaram associação significativa. Por exemplo, produtos lácteos fermentados, incluindo iogurte, apresentaram forte associação com a redução da mortalidade.

 

Uma ingestão mais elevada desses produtos foi relacionada a uma redução de cerca de 6% no risco de mortalidade por todas as causas. O consumo frequente também apareceu ligado à diminuição de mortes por doenças cardiovasculares e por câncer. Esses efeitos podem estar ligados a mecanismos como a modulação da microbiota intestinal, ação anti-inflamatória e melhora da saúde metabólica.

 

Quando analisado isoladamente, o iogurte foi associado à redução da mortalidade geral, embora não tenha apresentado relação estatisticamente significativa com mortes por doenças cardiovasculares ou câncer. Já o queijo mostrou uma redução discreta no risco de morte por todas as causas, sem associação relevante com doenças cardíacas ou câncer de forma geral, embora tenha sido observado um possível efeito protetor em casos de câncer de pulmão.

 

No caso do chocolate, derivado de grãos de cacau fermentados, os dados indicaram associação com menor mortalidade geral e cardiovascular. Esse efeito pode estar relacionado aos polifenóis presentes no cacau, substâncias que ajudam a melhorar a função vascular e reduzir o estresse oxidativo, ainda que não se possa descartar a influência de outros fatores.

 

Por outro lado, nem todos os alimentos fermentados apresentaram os mesmos resultados. Produtos como o missô, feito de soja fermentada, e pães de fermentação natural não demonstraram associações consistentes com redução da mortalidade. "A fermentação é um dos métodos de processamento de alimentos mais antigos e continua sendo fundamental para a alimentação humana em todo o mundo", ressaltaram os pesquisadores.

 

Além de prolongar a conservação dos alimentos, o processo de fermentação gera compostos que podem trazer benefícios à saúde, o que sugere uma possível proteção a longo prazo contra doenças e morte. Segundo os autores, este é o primeiro trabalho do tipo a avaliar de forma abrangente a relação entre alimentos fermentados e mortalidade.

 

Os pesquisadores destacam, no entanto, que os resultados se baseiam em dados observacionais, o que permite identificar associações, mas não comprovar relações de causa e efeito. Fatores como dieta geral, estilo de vida e hábitos de saúde também podem influenciar os achados, mesmo com tentativas de controle estatístico.

 

A análise também encontrou variações entre os estudos incluídos, possivelmente explicadas por diferenças entre populações, padrões alimentares e formas de preparo e consumo dos alimentos. Diante disso, os autores ressaltam a necessidade de pesquisas mais rigorosas, como ensaios clínicos, para esclarecer se esses alimentos contribuem diretamente para o aumento da longevidade.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/quer-viver-mais-chocolate-queijo-e-iogurte-podem-te-ajudar,8bcff11718f0ebfbed2457bad37908d3dew1n6w1.html?utm_source=clipboard - Por: Isabella Lima - Foto: Gemini