domingo, 17 de maio de 2026

Do nada? Estudo revela 4 fatores por trás dos casos de infarto


Pesquisa com cerca de 10 milhões de pessoas mostra os pontos em comum entre infartados

 

Embora percebido como um evento repentino, o infarto costuma ser o desfecho de um processo silencioso, que se desenvolve ao longo de anos. É o que indica um estudo internacional publicado no Journal of the American College of Cardiology, com dados de mais de 9,3 milhões de pessoas na Coreia do Sul e de 6.803 indivíduos nos Estados Unidos.

 

A pesquisa investigou quais condições estavam presentes antes do primeiro evento cardiovascular — como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), doença arterial coronariana ou insuficiência cardíaca — e encontrou um padrão consistente: em mais de 99% dos casos, havia ao menos um fator de risco prévio, e entre 93% e 97% dos pacientes apresentavam dois ou mais fatores combinados.

 

Os pesquisadores avaliaram quatro vilões clássicos: pressão arterial acima do ideal, colesterol elevado, glicemia alterada e histórico de tabagismo. E foram além dos diagnósticos formais: mesmo níveis considerados limítrofes, como pressão “normal-alta” ou pré-diabetes, entraram na conta, porque também aumentam o risco ao longo do tempo. Na prática, o estudo desmonta a ideia popular do “infarto do nada.”

 

Também chama atenção para um ponto crítico: o problema, muitas vezes, está no risco não identificado ou não tratado, mesmo quando as alterações parecem discretas. Pressão “normal-alta” (aquela que marca 120x80 mmHg, ou 12x8), glicemia em estágio de pré-diabetes e colesterol moderadamente elevado já demandam acompanhamento e, em muitos casos, intervenção. “O infarto deixa de ser visto como um evento súbito e imprevisível e passa a ser entendido como o desfecho de um processo crônico, progressivo, que evolui ao longo dos anos e, na maioria das vezes, pode ser prevenível”, avalia a cardiologista Juliana Tranjan, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia.

 

Ataque silencioso às artérias

 

Por trás dessa progressão está a aterosclerose, o acúmulo gradual de gordura e inflamação na parede das artérias, levando à formação de placas. Se uma delas rompe, o organismo pode formar um coágulo no local, bloqueando a circulação. Quando isso acontece nas coronárias, surge o infarto. “Diabetes, obesidade e outros distúrbios metabólicos atrapalham a parede do vaso e facilitam o acúmulo de gordura, levando ao entupimento”, detalha o endocrinologista Márcio Weissheimer Lauria, coordenador do departamento de Dislipidemia e Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e professor de Endocrinologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

 

A pressão alta lesa o endotélio, camada interna dos vasos. O colesterol LDL elevado favorece o depósito de gordura nas artérias. Por sua vez, a glicose em excesso aumenta a inflamação vascular. Já o cigarro, além de inflamação, causa estresse oxidativo e pode levar à instabilidade da placa ateromatosa. “Esses fatores associados levam a um maior risco de ruptura e trombose de placa aterosclerose, ocasionando o infarto agudo do miocárdio”, pontua Tranjan.

 

Esse processo é lento e gera adaptações no organismo ao longo dos anos. Por isso, em alguns casos, é assintomático. Quando aparecem sintomas, os alertas podem ser discretos demais para chamar atenção: cansaço fora do habitual, queda no desempenho físico, falta de ar ao fazer esforço e desconforto torácico. Sinais facilmente atribuídos também ao estresse, à idade ou ao sedentarismo.

 

A boa notícia é que esses fatores são, em grande parte, modificáveis. Mudanças no estilo de vida conseguem reduzir risco, desacelerar a progressão da doença aterosclerótica e até promover remissão de alterações metabólicas. Perda de peso, alimentação equilibrada, atividade física regular, abandono do cigarro, sono adequado e controle medicamentoso, quando necessário, fazem diferença.

 

“Poucos meses de intervenção com perda de peso e exercício físico consistentes já têm repercussão positiva e você consegue ver resultados em novos exames”, ressalta Lauria. Quanto antes essa intervenção começar, maior a chance de reversão. Em fases mais avançadas, o foco passa a ser estabilizar o problema e evitar a progressão.

 

Exames simples ainda são poderosos

 

Apesar do interesse crescente por marcadores sofisticados, boa parte do rastreamento cardiovascular continua dependendo de ferramentas bastante acessíveis, como medição da pressão arterial, da glicemia, do colesterol e dos triglicérides, além do monitoramento de peso e circunferência abdominal. “Os exames de rotina devem ser individualizados de acordo com história clínica, comorbidades e história familiar de cada paciente. Dessa forma, conseguimos fazer um rastreio mais refinado e prevenção da doença cardiovascular”, reforça a cardiologista do Einstein em Goiânia.

 

Marcadores adicionais, como apolipoproteína B e lipoproteína(a), podem ajudar em casos específicos, especialmente em pessoas com histórico familiar forte ou eventos cardiovasculares sem explicação clara. A lipoproteína(a), por exemplo, é um fator genético e sua dosagem é recomendada ao menos uma vez na vida por algumas diretrizes internacionais. Outro exame relevante para medir o risco cardiovascular é o escore de cálcio coronariano, exame de tomografia para quantificar placas de gordura calcificadas nas artérias do coração.

 

A prevenção cardiovascular não começa quando surge dor no peito, mas sim muito antes, no acompanhamento médico regular, nos exames de rotina e no controle de alterações aparentemente pequenas. “A doença aterosclerótica se desenvolve ao longo de décadas. O evento agudo é a manifestação tardia de algo que já estava acontecendo silenciosamente, por isso é tão importante a prevenção”, conclui Juliana Tranjan.

 

Fonte: https://www.correio24horas.com.br/saude/do-nada-estudo-revela-4-fatores-por-tras-dos-casos-de-infarto-0526 - Foto do(a) author(a) Agência Einstein - (Imagem: mentalmind | Shutterstock) por Imagem: mentalmind | Shutterstock

sábado, 16 de maio de 2026

Estômago alto? Veja 5 causas comuns para a barriga inchada


Alimentação, gases, menopausa e até intolerâncias alimentares podem aumentar o volume da parte superior da barriga

 

A sensação de barriga alta, estufada ou inchada costuma incomodar bastante e pode ter diferentes causas. Popularmente chamado de "estômago alto", o aumento do volume na parte superior da barriga nem sempre está ligado apenas ao ganho de peso.

 

Em muitos casos, o problema pode ter relação com alimentação, excesso de gases, alterações hormonais ou até condições gastrointestinais. Dependendo da causa, o quadro também pode vir acompanhado de desconforto abdominal, azia, náusea e sensação de peso na barriga.

 

O que é estômago alto?

O termo "estômago alto" costuma ser usado para descrever o aumento do volume na região superior do abdômen.

Esse inchaço pode acontecer por acúmulo de gordura, retenção, gases ou alterações digestivas que favorecem a distensão abdominal.

 

1. Má alimentação

Uma das causas mais comuns do estômago alto é o excesso de alimentos ultraprocessados, gordurosos e ricos em açúcar.

Esse tipo de alimentação favorece:

 

Produção excessiva de gases.

Digestão mais lenta.

Inchaço abdominal.

Acúmulo de gordura na região da barriga.

Além disso, refrigerantes e bebidas gaseificadas também aumentam a sensação de estufamento.

 

O que pode ajudar

Consumir mais frutas e legumes.

Reduzir ultraprocessados.

Beber bastante água.

Praticar atividade física regularmente.

 

2. Intolerância alimentar

Intolerâncias à lactose, glúten ou frutose podem dificultar a digestão e causar barriga inchada logo após as refeições.

Quando o organismo não consegue digerir determinados alimentos corretamente, ocorre fermentação intestinal e aumento dos gases.

 

Sintomas comuns

Inchaço abdominal.

Náusea.

Dor na barriga.

Excesso de gases.

Diarreia.

 

3. Problemas gastrointestinais

Algumas doenças digestivas também podem provocar estômago alto e sensação constante de barriga estufada.

 

Entre elas:

Gastrite.

Refluxo.

Síndrome do intestino irritável.

Verminoses.

Infecções intestinais.

Nesses casos, o inchaço costuma vir acompanhado de outros sintomas digestivos.

 

4. Menopausa

As alterações hormonais da menopausa podem favorecer acúmulo de gordura abdominal e mudanças na distribuição de gordura corporal.

 

Além disso, o metabolismo tende a desacelerar, o que facilita o aumento do volume na região da barriga.

 

Hábitos que ajudam

Alimentação equilibrada.

Exercícios físicos.

Sono de qualidade.

Controle do estresse.

5. Diástase abdominal

A diástase acontece quando há afastamento dos músculos do abdômen, situação bastante comum após a gravidez.

 

Além da barriga mais alta e flácida, a condição pode causar:

 

Dor lombar.

Fraqueza abdominal.

Alteração da postura.

Dependendo do caso, exercícios específicos e fisioterapia ajudam na recuperação.

 

Quando o estômago alto merece atenção?

Apesar de muitas causas serem simples, o ideal é procurar avaliação médica quando o inchaço:

 

Surge de forma persistente.

Vem acompanhado de dor intensa.

Causa perda de peso inexplicada.

Aparece junto de vômitos ou alterações intestinais.

O acompanhamento ajuda a identificar a origem do problema e definir o tratamento mais adequado.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/estomago-alto-veja-5-causas-comuns-para-a-barriga-inchada,a353ce03f0b5e26e96c4f791c1720eceyqcn2mnj.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Esse hábito silencioso do dia a dia pode aumentar risco de hipertensão


Passar muitas horas sentado pode elevar o risco cardiovascular e prejudicar a saúde do coração ao longo do tempo

 

Ficar sentado por muito tempo parece algo inofensivo na rotina. Porém, o sedentarismo prolongado tem chamado cada vez mais a atenção por seus impactos na saúde cardiovascular, principalmente no aumento do risco de hipertensão.

 

A pressão alta afeta milhões de pessoas no Brasil e no mundo. E um dos fatores que mais contribuem para o problema é justamente o excesso de tempo em comportamento sedentário, como passar horas sentado trabalhando, estudando ou usando telas.

 

Sedentarismo aumenta os riscos para o coração

Manter o corpo parado por períodos longos reduz a circulação sanguínea, prejudica o metabolismo e aumenta a sobrecarga do sistema cardiovascular.

 

Estudos recentes mostram que cada hora passada sentado ou deitado ao longo do dia pode elevar o risco cardiovascular em cerca de 5%, especialmente quando não há compensação com atividade física regular.

 

Além disso, a falta de movimento favorece outros fatores ligados à hipertensão, como:

 

Ganho de peso.

Aumento do colesterol.

Resistência à insulina.

Má circulação.

Inflamações no organismo.

 

Hipertensão muitas vezes não apresenta sintomas

A hipertensão arterial é conhecida como uma doença silenciosa porque pode evoluir sem sinais claros durante anos.

 

Quando não controlada, ela aumenta o risco de:

 

Infarto.

AVC.

Insuficiência cardíaca.

Problemas renais.

Complicações na circulação.

Por isso, hábitos simples do dia a dia fazem diferença importante na prevenção.

 

Pequenas pausas já ajudam o organismo

Uma das estratégias mais recomendadas para reduzir os impactos do sedentarismo é interromper longos períodos sentado com pequenas movimentações ao longo do dia.

 

Levantar, caminhar alguns minutos pela casa ou escritório e alongar o corpo já ajudam a estimular a circulação e reduzir a sobrecarga cardiovascular.

 

Em muitos casos, pausas de cinco minutos a cada meia hora já trazem benefícios para o organismo.

 

Exercícios aeróbicos ajudam a controlar a pressão

Além de reduzir o tempo sentado, manter uma rotina de exercícios físicos é fundamental para a saúde do coração.

 

Atividades aeróbicas costumam ser as mais indicadas para auxiliar no controle da pressão arterial, como:

 

Caminhada.

Corrida leve.

Bicicleta.

Dança.

Natação.

A recomendação geral é acumular pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada.

 

Musculação também pode ser aliada

Os exercícios de força também ajudam na saúde cardiovascular quando praticados de forma equilibrada.

 

Além de fortalecer a musculatura, a musculação auxilia no controle metabólico, melhora a circulação e contribui para o equilíbrio da pressão arterial.

 

Mudanças simples fazem diferença

Nem sempre é necessário transformar completamente a rotina para cuidar do coração. Algumas atitudes já ajudam bastante:

 

Levantar mais vezes ao longo do dia.

Evitar longos períodos sentado.

Fazer pequenas caminhadas.

Praticar exercícios regularmente.

Controlar o estresse.

Dormir bem.

Reduzir excesso de sal e ultraprocessados.

 

Quando procurar avaliação médica

Pessoas com pressão alta, histórico familiar de doenças cardiovasculares, dores no peito, falta de ar ou episódios frequentes de tontura devem procurar acompanhamento médico antes de iniciar atividades físicas intensas.

 

Monitorar a pressão regularmente também é importante, principalmente após os 40 anos ou em casos de sedentarismo prolongado.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/esse-habito-silencioso-do-dia-a-dia-pode-aumentar-risco-de-hipertensao,346a22727bdf0592b438a237d3694d40khzpnprm.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Energético, café e treino intenso: combinação acende alerta cardíaco


Especialista alerta que excesso de cafeína e estimulantes associado a exercícios intensos pode favorecer arritmias e sintomas cardiovasculares

 

O consumo de café, energéticos e suplementos estimulantes faz parte da rotina de muitas pessoas, principalmente entre quem pratica exercícios físicos regularmente. No entanto, especialistas em cardiologia alertam que o excesso dessas substâncias combinado com treinos intensos pode aumentar o risco de alterações no ritmo do coração.

 

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), as arritmias cardíacas afetam milhões de pessoas no Brasil e estão entre as principais causas de morte súbita cardíaca no mundo. O crescimento no consumo de energéticos e pré-treinos entre jovens e adultos também tem chamado a atenção de médicos e pesquisadores.

 

Cafeína e estimulantes podem alterar o ritmo cardíaco

Substâncias presentes em cafés, energéticos e fórmulas pré-treino estimulam a liberação de adrenalina no organismo. Isso pode provocar aumento da frequência cardíaca e alterações na condução elétrica do coração.

 

De acordo com o Dr. Marcelo Sobral, presidente da Associação Brasileira de Estimulação Cardíaca (ABEC/DECA), o problema costuma estar no excesso e na associação com outros fatores de risco.

 

"O coração responde diretamente aos estímulos do organismo. Quando existe consumo exagerado de cafeína, energéticos ou substâncias estimulantes associada a treinos muito intensos, privação de sono, estresse ou predisposição genética, o risco de alterações no ritmo cardíaco aumenta significativamente", explica o especialista.

 

Sintomas podem surgir durante os treinos

Entre os sintomas mais comuns das arritmias estão:

 

Palpitações.

Sensação de coração acelerado.

Falta de ar.

Tontura.

Dor no peito.

Fadiga durante exercícios.

Episódios de desmaio.

 

Em alguns casos, porém, as alterações cardíacas podem acontecer de forma silenciosa, dificultando a identificação do problema.

 

"Ocorre uma falsa percepção de que pessoas jovens e fisicamente ativas estão totalmente protegidas de problemas cardíacos. Mas vemos cada vez mais pacientes com episódios de arritmia relacionados ao excesso de estimulantes, treinos extremos e ausência de acompanhamento médico adequado", afirma Dr. Marcelo Sobral.

 

Pré-treinos e energéticos exigem atenção

Além dos energéticos tradicionais, especialistas também alertam para o aumento do uso de suplementos estimulantes e fórmulas pré-treino com altas concentrações de cafeína e outras substâncias que podem sobrecarregar o sistema cardiovascular.

 

Pessoas com histórico familiar de arritmias, hipertensão, doenças cardíacas ou casos de morte súbita devem ter atenção redobrada antes de consumir esses produtos regularmente ou iniciar atividades físicas de alta intensidade.

 

Exercício continua sendo importante para o coração

Apesar do alerta, especialistas reforçam que a prática de atividade física continua sendo fundamental para a saúde cardiovascular. O principal cuidado está no equilíbrio e no acompanhamento adequado.

 

"O exercício físico é extremamente importante para a saúde cardiovascular, mas precisa acontecer com equilíbrio e segurança. O excesso, principalmente sem avaliação médica e associado ao uso indiscriminado de estimulantes, pode transformar um hábito saudável em um fator de risco", alerta o presidente da ABEC/DECA.

 

Quando procurar ajuda médica

A recomendação é buscar avaliação cardiológica caso sintomas como palpitações frequentes, tonturas ou desmaios apareçam durante os exercícios.

 

Exames como eletrocardiograma, Holter e teste ergométrico ajudam a identificar possíveis alterações no ritmo cardíaco e orientar o tratamento adequado.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/energetico-cafe-e-treino-intenso-combinacao-acende-alerta-cardiaco,6e01b379382919e3b8294438921c04c6iv2otrau.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

quarta-feira, 13 de maio de 2026

Temperaturas baixas: 6 cuidados importantes com a saúde


Especialistas alertam para problemas comuns do inverno e explicam como prevenir complicações

 

A chegada das temperaturas mais baixas costuma alterar não apenas a rotina das pessoas, mas também o funcionamento do organismo. Durante o outono e o inverno, aumentam os casos de doenças respiratórias, problemas de pele e desconfortos circulatórios. Além disso, hábitos típicos da estação — como tomar banhos muito quentes, usar roupas apertadas e reduzir a ingestão de água — podem agravar quadros já existentes.

 

Por isso, especialistas reforçam que os cuidados com a saúde precisam ser adaptados nessa época do ano. Pequenas mudanças na rotina ajudam a prevenir complicações e garantem mais conforto durante os meses mais frios. A seguir, confira 6 cuidados essenciais para proteger o organismo das baixas temperaturas!

 

1. Evite permanecer muito tempo com roupas apertadas e abafadas

Durante o frio, "o uso frequente de calças muito apertadas e tecidos que abafam a região íntima cria um ambiente quente e úmido, favorecendo o crescimento de fungos como a Candida. No inverno, isso se torna ainda mais comum porque as pessoas passam mais tempo com roupas fechadas e muitas vezes negligenciam a ventilação adequada da região íntima. O ideal é priorizar tecidos leves sempre que possível e evitar permanecer longos períodos com roupas úmidas ou muito justas", explica o ginecologista Dr. César Patez.

 

2. Redobre os cuidados com a pele no inverno

O clima seco, os ventos frios e os banhos quentes comprometem diretamente a barreira de proteção da pele. "No frio, a pele precisa de reposição lipídica e não apenas de água. Hidratantes mais potentes ajudam a restaurar a barreira cutânea e evitar o ressecamento. A água muito quente agride a barreira de proteção da pele, favorecendo o ressecamento, a coceira e até o surgimento de lesões", alerta o dermatologista Dr. Gustavo Saczk.

 

3. Não ignore sintomas respiratórios persistentes

Com a queda da umidade do ar, problemas respiratórios costumam se intensificar durante o inverno. Quadros de obstrução nasal, dificuldade para respirar e piora da qualidade do sono podem indicar alterações estruturais que passam despercebidas em outras épocas do ano.

"No inverno, a mucosa nasal fica mais ressecada e sensível, o que pode acentuar sintomas em quem já tem alterações estruturais no nariz. Corrigir a respiração nasal melhora a oxigenação do organismo e contribui para uma série de funções essenciais, incluindo a qualidade do sono", explica o cirurgião plástico Guilherme Scheibel.

 

4. Saiba diferenciar gripe e resfriado

Com o aumento dos casos de doenças respiratórias, muitas pessoas têm dificuldade para identificar quando estão diante de um resfriado comum ou de um quadro gripal mais intenso. Apesar de parecidos, os sintomas apresentam diferenças importantes, principalmente na intensidade e no impacto sobre o organismo.

"O resfriado geralmente causa coriza, espirros e desconforto leve na garganta. Já a gripe se manifesta com febre alta, dores no corpo e grande prostração. A febre alta é um dos principais sinais de alerta para gripe, principalmente quando surge de forma repentina", afirma a otorrinolaringologista Dra. Renata Mori.

 

5. Cuidado com a saúde cardiovascular

O frio também traz impactos importantes para o sistema cardiovascular, especialmente em idosos e pessoas com hipertensão, diabetes, obesidade ou histórico de doenças cardíacas. Durante temperaturas mais baixas, o organismo reage provocando contração dos vasos sanguíneos para conservar calor, aumentando a pressão arterial e sobrecarregando o coração.

"Durante temperaturas mais baixas, o organismo reage provocando contração dos vasos sanguíneos para conservar calor, o que aumenta a pressão arterial e sobrecarrega o coração. Isso ajuda a explicar por que infartos, AVCs e crises hipertensivas tendem a aumentar no inverno", alerta o cardiologista Vitor Bruno Teixeira de Holanda.

O especialista também destaca a importância de adotar hábitos saudáveis durante o inverno. "É fundamental manter a pressão arterial controlada, evitar excesso de sal e álcool, continuar praticando atividades físicas mesmo em dias frios e manter boa hidratação", orienta.

 

6. Aproveite o inverno para cuidar da saúde vascular

As temperaturas mais amenas tornam o inverno uma das melhores épocas para iniciar tratamentos vasculares, especialmente para varizes e vasinhos. O clima frio favorece a recuperação, reduz o desconforto pós-procedimento e melhora a adaptação ao uso de meias compressivas.

"Tratar varizes no inverno permite não só uma recuperação mais confortável, mas também resultados mais completos e naturais até os meses mais quentes. O tratamento não é apenas estético. Ele melhora a circulação, alivia sintomas e previne a progressão da doença", destaca a cirurgiã vascular Dra. Nayara Cioffi Batagini.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/temperaturas-baixas-6-cuidados-importantes-com-a-saude,697d87c49a7329703f7833b0f8e133c79x6r5ahx.html?utm_source=clipboard - Por Sarah Monteiro - Foto: Impact Photography | Shutterstock / Portal EdiCase