sábado, 18 de abril de 2026

5 formas simples de perder gordura abdominal


A gordura abdominal é mais perigosa que a acumulada em outras partes do corpo, segundo o médico cardiologista Shiv Kumar Choudhry. Confira algumas formas de reduzi-la.

 

Muitas pessoas vão à academia para perder gordura abdominal, mas algumas delas não prestam muita atenção.

 

A gordura abdominal é uma preocupação comum entre os jovens que cuidam do seu aspecto físico e da sua saúde. E, com a gordura acumulada na região central do corpo, eles já não podem usar roupas confortáveis e com bom caimento.

 

Este problema não se limita ao simples ato de vestir roupas que se adaptem aos nossos gostos pessoais.

 

Já se demonstrou que a gordura abdominal pode colocar a saúde em risco. Ela pode causar inúmeros problemas graves de saúde, como hipertensão arterial, altos níveis de açúcar no sangue e problemas relacionados ao colesterol.

 

Estas condições são consequência da gordura localizada na região abdominal, que também aumenta o risco de diabetes tipo 2 e doenças cardíacas.

 

Uma pesquisa publicada pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, revela que uma espécie de proteína, denominada citocina, é produzida em maior quantidade quando há acúmulo de gordura na região abdominal. Esta proteína causa inflamações no organismo.

 

A gordura abdominal também produz outra proteína chamada angiotensina, que pode provocar estreitamento dos vasos sanguíneos e hipertensão arterial. Com isso, aumenta o risco de demência, asma e certos tipos de câncer.

 

O cardiologista Shiv Kumar Choudhry, do Hospital Fortis Escorts de Nova Déli, na Índia, afirma que a gordura abdominal é mais perigosa que a gordura armazenada em outras partes do corpo.

 

"Quando as células de gordura abdominal se rompem, elas liberam inúmeras substâncias tóxicas", explica ele.

 

"Estas substâncias causam inflamação dos vasos sanguíneos do coração, o que aumenta o risco de doenças cardíacas. E também geram resistência à insulina, o que eleva o risco de diabetes."

 

Especialistas indicam que diversos fatores podem levar ao acúmulo de gordura abdominal, como a genética, alterações hormonais, idade, excesso de peso e a menopausa.

 

Manter estilo de vida desequilibrado e dieta inadequada também contribuem para este fenômeno.

 

Os especialistas em saúde afirmam que é possível reduzir a gordura abdominal adotando uma dieta equilibrada, fazendo atividade física diariamente e mantendo hábitos de vida saudáveis.

 

Para reduzir a gordura abdominal, é importante se concentrar em certos pontos importantes. Aqui estão cinco recomendações a respeito.

 

1. Evite jantar pouco antes da hora de dormir

Não é recomendável comer entre duas e três horas antes de dormir.

As calorias provenientes dos alimentos consumidos ao longo do dia se transformam em energia para as atividades diárias. Mas os alimentos consumidos à noite não funcionam da mesma forma.

Por isso, eles começam a se armazenar no corpo, levando ao aumento de peso.

 

2. Adote uma dieta equilibrada

Se você consumir alimentos ricos em fibras, não sentirá fome rapidamente após as refeições.

uando a dieta inclui fibras, o trânsito dos alimentos do estômago para o intestino se desacelera. Por isso, você sentirá saciedade por mais tempo.

Se você consumir alimentos ricos em fibras, não sentirá fome por mais tempo e irá comer menos, reduzindo o risco de obesidade

Incorpore proteínas à sua alimentação. Elas ajudam você a sentir saciedade por mais tempo e reduzem o desejo por alimentos.

Elas reduzem os níveis de grelina (o hormônio estimulante da fome), o que evita os desejos.

As proteínas também fortalecem os músculos, aceleram o metabolismo e aumentam a capacidade de queimar calorias.

Acrescente à sua alimentação diária alimentos ricos em proteínas, como ovos, lentilhas, leite, queijo, iogurte, peixe, aves e soja.

 

3. Evite os alimentos ricos em carboidratos altamente processados e refinados

Alimentos como o pão comum, batatas fritas e aperitivos salgados têm teor de fibras baixo ou muito baixo. Nosso organismo os digere rapidamente e eles podem causar aumento repentino dos níveis de açúcar no sangue.

Quando os níveis de açúcar variam de forma tão drástica, a fome aumenta e cresce o risco de aumento de peso e diabetes tipo 2.

Em vez desses alimentos processados, prefira opções saudáveis, como pão integral e aperitivos assados ou ligeiramente fritos, além de frutas frescas e secas.

Evite alimentos ricos em açúcar e calorias, reduza o consumo de álcool e pare de fumar.

 

4. Durma o suficiente

A falta de sono suficiente pode afetar os hormônios da fome e fazer com que você deseje comer mais.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles, nos Estados Unidos, indicam que a grelina (um hormônio produzido pelo estômago, que estimula a fome) aumenta quando a qualidade do sono é deficiente.

Costuma-se dizer que é preciso evitar e gerenciar o estresse. Quando estamos estressados, os níveis de cortisol (o hormônio do estresse) aumentam na corrente sanguínea.

E, quando estamos estressados, não prestamos atenção no que comemos. Nossa tendência é comer qualquer alimento que esteja à mão para nos distrairmos do estresse.

 

5. Faça exercício

Manter a atividade com exercícios físicos ou qualquer tipo de treino ajuda a queimar calorias. Isso promove a redução da gordura corporal, particularmente a acumulada em volta da região central do corpo.

Atividades diárias, como caminhadas rápidas, correr, andar de bicicleta, nadar ou praticar ioga não só ajudam a reduzir a gordura corporal, como também aceleram o metabolismo.

O exercício fortalece os músculos e preserva a saúde do coração. E, ao reduzir a gordura abdominal, também diminui o risco de diabetes, hipertensão arterial e doenças cardíacas.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/5-formas-simples-de-perder-gordura-abdominal,5c58b6b0bc49317b0f5ca4534ac6fa6bw46gw4ac.html?utm_source=clipboard - Por: Sumeeran Preet Kaur - BBC News - Foto: Getty Images / BBC News Brasil

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Quer desinflamar o corpo? 13 alimentos que fazem a diferença


Inchaço, cansaço e baixa imunidade podem estar ligados à inflamação, mas a alimentação pode ajudar a reequilibrar o organismo

 

Sintomas como inchaço, fadiga e insônia podem indicar inflamação no organismo. E muitas vezes a pessoa nem sabe como desinflamar.

 

Esse processo costuma estar ligado a hábitos como má alimentação, estresse e sedentarismo.

 

Quando a inflamação se torna constante, pode impactar a saúde de forma mais ampla.

 

Entre os riscos, estão:

 

Doenças cardiovasculares.

Diabetes tipo 2.

Obesidade.

Ansiedade e depressão.

Por isso, buscar formas de desinflamar o corpo é essencial para o equilíbrio geral.

 

Como desinflamar o corpo com a alimentação

A alimentação é uma das principais ferramentas para reduzir inflamação. Mais do que uma dieta específica, trata-se de um padrão alimentar equilibrado.

 

Esse modelo segue princípios semelhantes à dieta mediterrânea. Ou seja, prioriza alimentos naturais e ricos em nutrientes.

 

Para desinflamar o corpo, vale focar em:

 

Frutas, verduras e legumes.

Grãos integrais.

Gorduras boas, como azeite e abacate.

Peixes ricos em ômega-3.

Ervas e especiarias naturais.

Ao mesmo tempo, é importante reduzir:

 

Alimentos ultraprocessados.

Açúcar em excesso.

Farinha branca.

Embutidos.

Bebidas alcoólicas.

13 alimentos para desinflamar o corpo

 

Alguns alimentos anti-inflamatórios ajudam a reduzir inflamação de forma natural.

Veja quais incluir na rotina:

 

1. Uvas roxas

Ricas em resveratrol, ajudam a combater processos inflamatórios.

Também contribuem para a saúde do coração.

 

2. Frutas vermelhas

Morango, mirtilo e amora são fontes de antioxidantes.

Protegem as células e ajudam a desinflamar o corpo.

 

3. Brócolis

Contém sulforafano, composto com ação anti-inflamatória.

Também é rico em vitaminas e minerais.

 

4. Peixes ricos em ômega-3

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Salmão, sardinha e atum são boas opções.

 

Auxiliam na redução da inflamação e na saúde cardiovascular.

 

5. Cúrcuma

Possui curcumina, substância com forte ação anti-inflamatória.

Pode ser usada no preparo de diversos alimentos.

 

6. Sementes de abóbora

Ricas em antioxidantes e minerais.

Ajudam a fortalecer o sistema imunológico.

 

7. Folhas verdes

Espinafre, couve e rúcula são aliados importantes.

Contribuem para reduzir inflamação e proteger o organismo.

 

8. Abacate

Fonte de gorduras boas.

Ajuda a controlar inflamações e melhorar o colesterol.

 

9. Chá verde

Rico em catequinas, compostos antioxidantes.

Auxilia na proteção celular e no equilíbrio do organismo.

 

10. Tomate

Contém licopeno, com ação antioxidante.

Ajuda a proteger o coração e reduzir inflamação.

 

11. Grãos integrais

Têm fibras e baixo índice glicêmico.

Ajudam a manter o organismo em equilíbrio.

 

12. Azeite de oliva extravirgem

Rico em compostos fenólicos.

Tem ação anti-inflamatória natural.

 

13. Chia

Fonte de fibras, proteínas e ômega-3.

Contribui para a saúde intestinal e para desinflamar o corpo.

 

Alimentação anti-inflamatória na prática

Para desinflamar o corpo de forma eficiente, o mais importante é a consistência. Não adianta focar em um único alimento.

 

O ideal é manter uma rotina equilibrada, com variedade e qualidade nutricional.

 

Algumas atitudes fazem diferença:

 

Montar pratos coloridos.

Priorizar alimentos naturais.

Reduzir industrializados.

Manter regularidade nas refeições.

Pequenas mudanças ajudam a desinflamar o corpo

Ajustes simples na rotina já trazem benefícios. Com o tempo, o organismo responde de forma positiva.

 

Reduzir a inflamação é um passo importante para melhorar energia, imunidade e bem-estar.

 

Fonte: https://www.saudeemdia.com.br/noticias/quer-desinflamar-o-corpo-13-alimentos-que-fazem-a-diferenca.phtml - Foto: Shutterstock

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Saúde vascular: veja hábitos que impactam a circulação sanguínea


Nutrição adequada, atividade física e cuidado integrado favorecem o funcionamento dos vasos sanguíneos

 

Cresce a atenção sobre como escolhas diárias influenciam o funcionamento do organismo, especialmente quando o assunto envolve a circulação sanguínea e o bem-estar ao longo dos anos. A alimentação interfere diretamente no funcionamento dos vasos sanguíneos, no equilíbrio de líquidos do organismo e nos processos inflamatórios associados a doenças vasculares.

 

Segundo o diretor de Defesa Profissional da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular - Regional São Paulo (SBACV-SP), Dr. Michel Nasser, alguns excessos comuns na alimentação, por exemplo, prejudicam a saúde venosa. "O consumo elevado de sal favorece a retenção de líquidos. Açúcar em excesso e alimentos ultraprocessados estimulam inflamação e impactam negativamente os vasos sanguíneos", explica.

 

Alimentação e hidratação para manter a saúde

Conforme o Dr. Michel Nasser, uma dieta rica em fibras, vitamina C, flavonoides e ômega 3 contribui para o equilíbrio circulatório no organismo. Além disso, a hidratação adequada é fundamental, com recomendação média de 30 a 35 ml de água por quilo de peso ao dia, ajustada às características individuais.

 

Nesse sentido, o cuidado com a alimentação deve ter abordagem multidisciplinar, que pode envolver nutricionista e médico vascular para definição segura de estratégias compatíveis com o estado de saúde de cada pessoa, especialmente na presença de varizes, inchaço recorrente ou histórico de trombose.

 

Movimento favorece o retorno do sangue ao coração

Além da nutrição equilibrada, a movimentação corporal favorece o retorno do sangue ao coração. A panturrilha atua como um "coração periférico", responsável por impulsionar o fluxo venoso a partir dos membros inferiores.

 

Entre os estímulos eficazes, estão elevação dos calcanhares, flexão e extensão dos tornozelos, caminhadas de cinco a dez minutos, agachamentos leves com apoio e alongamentos da panturrilha. Mesmo uma pequena quantidade de repetições bem executadas já contribui para a circulação.

 

Evite ficar muito tempo sem se movimentar

A orientação geral é a interrupção de períodos prolongados na mesma posição, com mobilidade por três a cinco minutos a cada hora, além de caminhada diária de 20 a 30 minutos. Permanência prolongada sem movimento reduz a eficiência do retorno venoso e favorece sintomas como inchaço e sensação de peso nas pernas.

 

A definição do tipo, intensidade e frequência da atividade também pode exigir avaliação integrada, com participação de profissional de educação física, médico vascular e, quando necessário, outras especialidades, garantindo prática segura, sobretudo para quem já possui diagnóstico prévio.

 

Cuidado com o uso de meias de compressão e medicamentos

A meia elástica constitui recurso terapêutico relevante em diversas condições circulatórias, porém requer definição adequada de tamanho, modelo e grau de compressão conforme cada situação clínica. "Transformar a meia em solução universal para qualquer inchaço representa erro comum. Quando a escolha não corresponde à necessidade do paciente, podem surgir desconforto, efeito de garroteamento e agravamento do quadro", alerta o Dr. Michel Nasser.

 

O especialista também chama atenção para o uso de medicamentos destinados à circulação sem orientação profissional, prática que pode mascarar sintomas e atrasar diagnósticos importantes.

 

Hábitos que favorecem a saúde da circulação sanguínea

De acordo com o diretor da SBACV-SP, não existe medida isolada capaz de preservar a circulação. "A saúde vascular resulta da soma entre alimentação equilibrada, hidratação adequada, movimento regular, uso correto de terapias compressivas quando indicadas e atenção contínua aos sinais do organismo. Esse conjunto reduz sintomas, previne complicações e melhora a qualidade de vida", conclui.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/saude-vascular-veja-habitos-que-impactam-a-circulacao-sanguinea,9c26b5f494d4456e3cc4a5b647bd94f491rtjwzs.html?utm_source=clipboard - Por Elenice Cóstola - Foto: PeopleImages | Shutterstock / Portal EdiCase

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Infarto em mulheres: Os sintomas podem ser diferentes dos homens, entenda


O coração feminino dá sinais próprios. Identificar os sintomas atípicos é o primeiro passo para salvar vidas e garantir um tratamento ágil

 

O infarto do miocárdio ainda é visto por muitos como um "problema masculino". No entanto, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre as mulheres no Brasil e no mundo.

 

O grande perigo reside na desinformação. Muitas vezes, as mulheres não reconhecem os sinais de um ataque cardíaco porque esperam pelo clássico sintoma da dor aguda no peito.

 

Diferente dos homens, o organismo feminino costuma apresentar sintomas mais sutis e difusos.

 

Isso faz com que muitas mulheres demorem a procurar ajuda médica, acreditando tratar-se de mal-estar passageiro ou estresse.

 

Por que os sintomas variam?

A fisiologia feminina influencia a forma como a obstrução das artérias se manifesta.

 

Nas mulheres, é mais comum o comprometimento de vasos menores (microcirculação), enquanto nos homens a obstrução ocorre frequentemente nas artérias coronárias principais.

 

Além disso, fatores hormonais desempenham um papel protetor até a menopausa.

 

Após esse período, com a queda do estrogênio, o risco cardíaco feminino sobe drasticamente, igualando-se ao dos homens.

 

Os sinais de alerta no corpo feminino

Enquanto o homem sente aquela pressão forte no peito que irradia para o braço esquerdo, a mulher pode sentir desconfortos que parecem problemas digestivos ou musculares. Fique atenta aos seguintes sintomas:

 

Cansaço extremo: Uma fadiga inexplicável, que surge de repente e não passa com o repouso.

Falta de ar: Dificuldade para respirar mesmo em repouso ou realizando esforços leves.

Náuseas e tonturas: Sensação de estômago embrulhado, que pode ser confundida com gastrite ou intoxicação alimentar.

Dor nas costas ou mandíbula: O desconforto pode se concentrar na região entre as escápulas, no pescoço ou no queixo.

Suor frio e ansiedade: Uma sensação de "morte iminente" ou um suor repentino sem causa aparente.

É importante ressaltar que a dor no peito também pode ocorrer nas mulheres. Porém, ela costuma ser descrita como uma queimação ou um peso, e não necessariamente uma dor lancinante.

 

Fatores de risco específicos para mulheres

Além dos riscos comuns a todos — como tabagismo, sedentarismo e hipertensão —, as mulheres possuem agravantes próprios:

 

Diabetes: O diabetes aumenta o risco de infarto em mulheres de forma mais agressiva do que nos homens.

Estresse e depressão: O impacto emocional afeta o coração feminino com maior intensidade, podendo causar a "Síndrome do Coração Partido".

Menopausa: A falta de hormônios altera o perfil lipídico, aumentando o colesterol ruim (LDL).

Complicações na gravidez: Histórico de pré-eclâmpsia ou diabetes gestacional eleva o risco cardiovascular a longo prazo.

 

O que fazer em caso de suspeita?

O tempo é o músculo cardíaco. Se você ou alguém próximo apresentar esses sintomas de forma súbita, não espere passar.

Ligue para o 192 (SAMU): O socorro especializado é a melhor opção.

Não dirija até o hospital: Em caso de desmaio, o risco de acidente é alto.

Mantenha a calma: Repousar ajuda a diminuir a carga sobre o coração enquanto a ajuda não chega.

 

Prevenção é o melhor remédio

A conscientização é a maior arma contra o infarto em mulheres. Realizar check-ups regulares, controlar a pressão arterial e manter uma alimentação equilibrada são passos essenciais.

Ouça o seu corpo. Sintomas "estranhos" que persistem devem sempre ser investigados por um cardiologista.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/infarto-em-mulheres-os-sintomas-podem-ser-diferentes-dos-homens-entenda,7c6d8a02cc7ae0004d05544c84dfb749slcrl3ij.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

terça-feira, 14 de abril de 2026

Veja quais são os 6 principais sintomas de testosterona baixa


Sente falta de energia e libido baixa? Conheça os sinais que indicam falta de testosterona no corpo e saiba quando é hora de buscar ajuda médica especializada.

 

O equilíbrio hormonal é um dos pilares fundamentais para quem busca manter a boa forma e o bem-estar. Entre os diversos hormônios, a testosterona desempenha um papel crucial tanto no organismo masculino quanto no feminino.

 

Muitas vezes, a queda nos níveis hormonais ocorre de forma silenciosa e gradual ao longo dos anos. Perceber os sinais precocemente é essencial para evitar prejuízos graves à saúde física e mental.

 

A importância da testosterona para o corpo humano

A testosterona é frequentemente associada apenas ao desempenho sexual, mas suas funções vão muito além desse aspecto. Ela atua diretamente na manutenção da massa muscular, na densidade óssea e na regulação do humor diário.

 

Níveis adequados ajudam a manter o metabolismo acelerado e a disposição para os treinos de alta intensidade. Quando esse hormônio entra em declínio, o corpo começa a apresentar falhas que afetam a produtividade.

 

A queda hormonal pode ser causada pelo envelhecimento natural, estresse crônico ou até mesmo por hábitos alimentares ruins. Identificar a causa raiz é o primeiro passo para uma reposição segura e realmente eficaz.

 

Conheça os 6 sintomas principais do declínio hormonal

Muitos sintomas são confundidos com o cansaço do dia a dia, o que retarda o diagnóstico correto. É preciso estar atento à persistência desses sinais para não ignorar um problema que tem solução.

 

Abaixo, listamos os sinais mais comuns relatados por especialistas em saúde hormonal e endocrinologia no Brasil. Se você se identifica com vários deles, pode ser o momento de realizar exames laboratoriais.

 

 

1. Queda acentuada da libido

A redução do desejo sexual é um dos primeiros alertas que o corpo emite sobre a falta de hormônios. Tanto homens quanto mulheres percebem um desinteresse incomum que afeta a qualidade de vida e o relacionamento.

 

2. Cansaço excessivo e falta de energia

Sentir-se exausto logo ao acordar ou ter fadiga extrema após tarefas simples é um sintoma clássico. A testosterona baixa reduz a vitalidade e a disposição necessária para encarar a rotina de exercícios.

 

3. Perda de massa muscular (Sarcopenia)

Mesmo com treinos regulares, a dificuldade em manter ou ganhar músculos pode indicar um desequilíbrio hormonal severo. O hormônio é o principal combustível para a síntese proteica e a recuperação das fibras musculares.

 

4. Acúmulo de gordura abdominal

A queda nos níveis hormonais facilita o ganho de peso, especialmente na região da barriga e cintura. Esse tipo de gordura é metabolicamente ativo e pode aumentar os riscos de problemas cardiovasculares futuros.

 

5. Alterações de humor e irritabilidade

A saúde mental está intimamente ligada aos hormônios, e a falta deles pode causar tristeza ou ansiedade. Pacientes com baixa testosterona costumam relatar episódios frequentes de irritação sem uma causa externa aparente.

 

6. Dificuldade de concentração e memória

A famosa "névoa mental" ou lapsos de memória podem ser reflexos de um ambiente hormonal desfavorável. O cérebro possui receptores específicos que dependem desse equilíbrio para manter o foco e o raciocínio rápido.

 

Como avaliar sua saúde hormonal hoje

Não tente realizar diagnósticos baseados apenas em suposições ou relatos de amigos que frequentam a academia. Cada organismo reage de forma única aos estímulos e o uso de substâncias sem orientação é perigoso.

 

A automedicação para aumentar a testosterona pode causar danos irreversíveis ao fígado e ao sistema cardiovascular. O acompanhamento médico é a única via segura para garantir que o tratamento traga benefícios reais.

 

Realize exames de sangue periódicos para monitorar os níveis de hormônios totais e livres.

Analise como está a qualidade do seu sono, pois é durante a noite que produzimos hormônios.

Observe se houve mudanças na força física durante os seus treinos de musculação habituais.

Consulte um endocrinologista se os sintomas persistirem por mais de três meses seguidos.

 

Dicas práticas para otimizar sua produção natural

Existem formas de auxiliar o corpo a produzir mais testosterona através de mudanças simples no estilo de vida. Essas estratégias servem como base para qualquer protocolo de saúde ou de performance física duradoura.

 

O foco deve ser sempre na redução da inflamação sistêmica e na melhora do aporte de nutrientes. Pequenos ajustes na rotina podem gerar resultados visíveis em poucas semanas de dedicação constante.

 

Treine com pesos: Exercícios de força são os melhores estímulos naturais para a liberação hormonal.

 

Priorize o zinco e o magnésio: Minerais essenciais encontrados em sementes, castanhas e carnes magras.

 

Controle o estresse: O cortisol alto é um inimigo direto da produção saudável de hormônios sexuais.

 

Evite o consumo de álcool: Bebidas alcoólicas interferem diretamente no eixo hormonal e reduzem a síntese natural.

 

Quando buscar ajuda de um especialista

Se você percebeu que a sua performance caiu e os sintomas listados fazem parte da sua vida, procure ajuda. O uso de suplementos ou terapias de reposição deve ser discutido com um profissional de confiança.

 

A testosterona é uma ferramenta poderosa para a saúde, mas exige responsabilidade e conhecimento técnico para ser manipulada. O equilíbrio é o segredo para manter o corpo jovem, forte e com a mente afiada.

 

Lembre-se que a saúde hormonal é um investimento a longo prazo para a sua autonomia física. Estar atento aos sinais é o primeiro passo para retomar o controle sobre sua própria vitalidade.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/veja-quais-sao-os-6-principais-sintomas-de-testosterona-baixa,a430eb030837d2acd1422a605da9b3c1ucs8qxhz.html?utm_source=clipboard - Foto: Reprodução/Shutterstock