quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Correr controla o colesterol e reduz taxa de mortalidade prematura


Você sabia? Corredores vivem cerca de três anos mais do que os não corredores

 

Não é impressão: realmente as ruas estão cada vez mais movimentadas com o aumento no número de corredores pelo Brasil.

 

Não existe um dado ou estudo que explique o motivo desse crescimento, mas o fato é que correr tem feito parte da rotina de muitos brasileiros e essa simples mudança de hábito pode mudar uma vida inteira.

 

Seja pela popularização do esporte ou por razões muito particulares, a dica é: não perca mais tempo, corra!

 

Segundo artigo científico “Running as a Key Lifestyle Medicine for Longevity*”, os corredores têm um risco reduzido em torno de 25% a 40% de mortalidade prematura e vivem cerca de três anos mais do que aqueles que não correm.

 

Além de ajudar na perda de peso e em inúmeros outros benefícios para a saúde, a corrida garante redução da pressão arterial e do colesterol ruim.

 

“A corrida é uma das estratégias mais eficazes em saúde coletiva para aumentar a longevidade da população, assim como o controle de doenças crônicas e cessação do tabagismo”, explica o infectologista e diretor médico do Hilab, Bernardo Almeida.

 

O colesterol é um tipo de gordura encontrada naturalmente no organismo, muito importante para o funcionamento do corpo, uma vez que ele circula pelo sangue, e é o responsável por produzir hormônios.

 

Mas, vale ressaltar que o colesterol pode ser um grande inimigo quando seus níveis no sangue aumentam, podendo acumular nas artérias e coronárias, formando plaquetas que dificultam a passagem do sangue para órgãos essenciais como o cérebro e o coração.

 

Não é novidade que as doenças cardíacas estão entre as principais causas de morte no mundo, mas as pessoas esquecem que muitas delas poderiam ser evitadas.

 

“Boa parte dessas doenças se relacionam ao sedentarismo, tabagismo, obesidade e a falta de controle de doenças crônicas como hipertensão e diabetes, por isso, a importância de uma alimentação saudável e praticar atividades físicas leves a moderadas”, alerta Almeida.

 

Segundo o infectologista, a prevenção ainda é o melhor caminho e as pessoas precisam parar de ir ao médico somente quando sentem dores ou sintomas que não consideram normais.

 

“Muitos estudos comprovam os benefícios das atividades físicas, mas é importante estar em dia com outras doenças preveníveis e que necessitam de rastreamento periódico”, recomenda.

 

* LeeD, et al. Running as a Key LifestyleMedicine for Longevity. Prog CardiovascDis (2017

 

Fonte: https://vidaplenaebemestar.com.br/saude/correr-controla-o-colesterol-e-reduz-taxa-de-mortalidade-prematura

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

AVC: sintomas atípicos que exigem atenção imediata


A doença nem sempre causa paralisia evidente. Conheça os sintomas menos comuns e saiba quando buscar ajuda

 

O AVC nem sempre se manifesta por paralisia evidente ou fala alterada. Sinais atípicos e súbitos, como alterações na visão, tontura intensa, perda de equilíbrio e formigamentos, exigem socorro imediato para reduzir o risco de sequelas graves. Associado a fatores como hipertensão e diabetes, o evento neurológico requer atendimento médico rápido para o diagnóstico e tratamento corretos, sendo essencial não esperar a manifestação de múltiplos sintomas para buscar ajuda especializada.

 

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) nem sempre começa com sintomas muito intensos. Muitas vezes, ele não causa uma paralisia evidente no corpo do paciente.

 

Alterações súbitas na visão e dificuldade para engolir merecem a sua atenção. Tontura intensa, perda de equilíbrio e formigamentos repentinos também são sinais perigosos. O atendimento médico rápido é fundamental para reduzir o risco de sequelas graves.

 

O perigo dos sintomas atípicos

O neurologista da Rede de Hospitais São Camilo, Paulo Takeshi Nakano explica o grande desafio dessa perigosa doença no dia a dia.

O médico afirma que "nem sempre os sinais aparecem da forma mais conhecida". A doença pode surgir sem "uma paralisia evidente em um lado do corpo", alerta.

Também pode não ocorrer "uma dificuldade importante para falar", pontua o especialista. Sinais como "alterações visuais súbitas, desequilíbrio e tontura intensa" exigem atenção imediata.

Esses sintomas "podem indicar um evento neurológico e precisam ser avaliados rapidamente", conclui.

 

Fatores de risco conhecidos

O AVC ocorre quando um vaso sanguíneo entope ou rompe no nosso cérebro. Hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado e obesidade são grandes fatores de risco.

Tabagismo, sedentarismo e consumo excessivo de álcool também prejudicam a saúde vascular. Condições cardíacas prévias e o histórico familiar aumentam bastante as chances.

 

Como agir em caso de emergência?

A presença isolada de um sintoma não confirma o quadro de AVC. Porém, "é importante não esperar que todos os sintomas apareçam ao mesmo tempo", orienta.

Um sinal neurológico súbito "deve ser encarado como uma situação de emergência". Isso vale "principalmente quando a pessoa nunca apresentou aquilo antes", diz o médico.

"Quanto mais cedo o paciente chega ao hospital, maiores são as possibilidades", ensina. A rapidez ajuda a "identificar o tipo de AVC e iniciar o tratamento adequado".

 

Estalar o pescoço causa AVC?

Movimentos bruscos no pescoço exigem bastante cautela no dia a dia. Porém, "estalar o pescoço não significa que a pessoa vá provocar um AVC", destaca.

A dissecção de uma artéria cervical "é uma condição rara", explica o especialista. A lesão "pode acontecer espontaneamente ou estar relacionada a determinados movimentos", completa.

"Quando existe uma lesão na parede da artéria, pode haver formação de coágulo", alerta. Isso pode causar "uma obstrução do fluxo sanguíneo para o cérebro. Por isso, diante de dor cervical persistente, é fundamental buscar avaliação médica", avisa.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/avc-sintomas-atipicos-que-exigem-atencao-imediata,36ef1e3819510a103e425712b685dd08j6d3a0lq.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Quanto tempo esperar para treinar após comer?


O intervalo entre a refeição e o exercício pode variar conforme o que você comeu, a quantidade e o tipo de treino

 

O tempo ideal de espera para treinar após comer depende do tipo e tamanho da refeição. Para refeições completas e pesadas, ricas em proteínas e gorduras, recomenda-se aguardar de duas a três horas para evitar refluxo e indigestão. Já para lanches leves ou pequenas porções de carboidratos de rápida absorção, um intervalo de 30 a 60 minutos é suficiente para garantir energia imediata ao corpo, prevenindo náuseas e otimizando o desempenho físico durante as atividades.

 

É comum surgir aquela dúvida antes do treino: pode treinar logo depois de comer ou é melhor esperar?

 

A resposta depende de alguns fatores. O tamanho da refeição, os alimentos consumidos e a intensidade do exercício influenciam na digestão e em como você pode se sentir durante a atividade.

 

Não existe um intervalo único que funcione para todo mundo. Mas algumas orientações ajudam a evitar desconfortos e a organizar melhor a rotina.

 

Quanto tempo esperar para treinar depois de comer?

De forma geral, refeições maiores exigem mais tempo de digestão. Já um lanche pequeno pode permitir que o exercício aconteça pouco tempo depois.

Como referência, uma refeição completa pode exigir cerca de 2 a 3 horas antes de um treino mais intenso.

Já um lanche leve pode ser consumido aproximadamente 30 a 60 minutos antes, dependendo da tolerância individual.

Esses períodos não são regras rígidas. Algumas pessoas conseguem treinar mais perto das refeições sem desconforto. Outras precisam de mais tempo.

O melhor intervalo é aquele que permite fazer o exercício com conforto.

 

O que acontece se eu treinar logo depois de comer?

Durante a digestão, o organismo direciona parte do fluxo sanguíneo para o sistema digestivo. Ao mesmo tempo, o exercício aumenta a demanda dos músculos.

Isso não significa que treinar depois de comer seja perigoso para uma pessoa saudável.

Porém, dependendo da refeição e da intensidade do exercício, podem surgir sensação de estômago cheio, refluxo, náusea, gases ou desconforto abdominal.

Esses sintomas são mais prováveis quando a pessoa faz uma atividade intensa logo após uma refeição grande.

 

Depende do tipo de treino?

Sim.

Uma caminhada leve pode ser mais confortável logo após uma refeição do que uma corrida ou um treino intenso de musculação.

Atividades que envolvem muitos movimentos, saltos ou alta intensidade também podem aumentar o desconforto quando o estômago está cheio.

Por isso, não é apenas o relógio que importa. O tipo de exercício também deve entrar na conta.

 

O que comer antes do treino?

Para quem precisa comer próximo ao horário do exercício, uma opção é escolher uma refeição ou lanche menor e de fácil digestão.

Carboidratos costumam ser uma fonte importante de energia para atividades físicas. Dependendo da duração e do tipo de treino, também pode haver espaço para proteínas.

 

Algumas opções simples podem incluir:

 

Banana.

Pão.

Iogurte.

Frutas.

Aveia.

Sanduíche leve.

A quantidade deve considerar o horário e a tolerância de cada pessoa.

 

Alimentos muito gordurosos ou refeições muito volumosas podem demorar mais para serem digeridos e aumentar o desconforto durante o exercício.

 

Posso treinar em jejum?

Treinar em jejum é diferente de treinar logo depois de comer.

Algumas pessoas preferem fazer exercícios pela manhã antes do café da manhã. Isso não significa, porém, que o jejum seja necessário para emagrecer ou melhorar os resultados.

A escolha depende da rotina, do tipo de exercício e da resposta individual.

Quem sente fraqueza, tontura ou mal-estar ao treinar sem comer deve interromper a atividade e buscar orientação profissional.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/quanto-tempo-esperar-para-treinar-apos-comer,f76eb9dacb7eb00c4c328ade29d29f9azmje1g32.html?utm_source=clipboard - Por: Maria Eduarda Vieira / Licenciado de Sport Life - Foto: Shutterstock / Sport Life

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Toda criança tem direito a uma Educação Física de qualidade


Uma criança não pode ter menos oportunidades simplesmente porque nasceu em outro município, estado ou região do Brasil. A Educação Física é parte fundamental da educação e contribui diretamente para a saúde, o desenvolvimento, a inclusão e a formação das nossas crianças.

 

Mas, ainda convivemos com desigualdades que precisam ser enfrentadas. Precisamos garantir Educação Física de qualidade desde os primeiros anos escolares, com profissionais devidamente qualificados, espaços adequados, materiais, equipamentos e formação continuada. Não basta reconhecer a importância da nossa profissão. É preciso criar condições para que esse direito chegue, de verdade, a todas as escolas.

 

Essa responsabilidade é de todos nós. Pais, cobrem esse direito. Políticos e gestores, transformem discursos em investimentos e políticas públicas. Profissionais, vamos fortalecer essa luta. Não estamos falando apenas de esporte. Estamos falando de saúde, aprendizagem, inclusão e qualidade de vida. Toda criança, em qualquer lugar do Brasil, merece Educação Física de qualidade. O futuro delas não pode esperar!

 

Por Professor Gilson Dória - Membro do CONFEF

Quanto de exercícios físicos devo fazer por semana para reduzir o risco cardiovascular?


Um estudo da Universidade Politécnica de Macau com mais de 17 mil adultos revelou que praticar de 560 a 610 minutos de exercícios físicos por semana reduz o risco cardiovascular em mais de 30% em relação ao sedentarismo. O volume supera a recomendação tradicional de 150 minutos semanais, que garante uma redução modesta de 8% a 9%. A pesquisa, que acompanhou participantes por quase 8 anos, mostrou que apenas 12% atingiram esse patamar ideal para máxima proteção cardíaca.

 

Estudo realizado na Universidade Politécnica de Macau, na China, sugere que adultos que completaram de 560 a 610 minutos - algo entre 80 e 90 minutos, sete dias por semana - de exercícios moderados a vigorosos por semana apresentaram um risco 30% menor de doenças cardiovasculares do que indivíduos sedentários.

 

As diretrizes atuais de 150 minutos de exercícios semanais foram associadas a uma redução mais modesta, de 8 a 9%, no risco cardiovascular.

 

Os pesquisadores analisaram dados de saúde e atividade física de mais de 17.000 adultos participantes do estudo UK Biobank. A idade média dos participantes era de 57 anos, 56% eram mulheres e 96% eram brancos.

 

Os participantes usaram monitores de atividade física no pulso continuamente por 7 dias e realizaram testes de exercício projetados para estimar seu VO2 máximo. Essa é uma medida da aptidão cardiorrespiratória que reflete o volume máximo de oxigênio que o corpo pode utilizar durante exercícios intensos. A análise também incluiu dados sobre tabagismo, consumo de álcool, autopercepção de saúde e dieta, índice de massa corporal, frequência cardíaca em repouso e pressão arterial.

 

Durante quase 8 anos de acompanhamento, os pesquisadores registraram mais de 1.200 eventos cardiovasculares, incluindo fibrilação atrial, ataques cardíacos, insuficiência cardíaca e acidentes vasculares cerebrais.

 

Adultos que atingiram a recomendação atual de 150 minutos de atividade física apresentaram uma redução de 8% a 9% no risco cardiovascular, independentemente do nível de condicionamento físico. No entanto, os pesquisadores relataram que benefícios substancialmente maiores só foram observados com volumes de exercício muito mais elevados.

 

Notavelmente, adultos que completaram entre 560 e 610 minutos de atividade física moderada a vigorosa por semana obtiveram proteção substancial contra o risco cardiovascular, classificada como uma redução de risco superior a 30%. No entanto, os pesquisadores acrescentam que apenas 12% das pessoas no estudo atingiram esse nível de exercício.

 

Fonte: British Journal of Sports Medicine. DOI: 10.1136/bjsports-2025-111351.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/quanto-de-exercicios-fisicos-devo-fazer-por-semana-para-reduzir-o-risco-cardiovascular,9a6672cc4fe7bd82e3f4afbc32fc238ek4djla3i.html?utm_source=clipboard - Foto: nutthasethw/Evanto / Boa Saúde