segunda-feira, 30 de março de 2026

Atividade física: 7 razões para se movimentar e transformar sua rotina


Mais do que estética ou desempenho, a prática está diretamente ligada à prevenção de doenças e à garantia do bem-estar

 

Um olhar mais atento para escolhas cotidianas faz diferença a longo prazo. Em meio a rotinas aceleradas, longas horas sentadas e altos níveis de estresse, a atividade física surge como uma das ferramentas mais acessíveis e poderosas para promover equilíbrio e bem-estar.

 

Mais do que estética ou desempenho, o movimento está diretamente ligado à prevenção de doenças, ao controle emocional e até à forma de lidar com desafios diários. Segundo o preparador físico Ricardo Neves Fernandes, do Studio Vowi, o maior erro ainda é enxergar o exercício como algo secundário.

 

"As pessoas costumam esperar tempo, motivação ou um cenário ideal para começar, mas o corpo precisa de estímulo constante. A atividade física não entra na rotina quando sobra tempo, ela precisa ser prioridade para que a saúde não cobre essa conta depois", explica.

 

A seguir, o especialista destaca 7 benefícios da atividade física que vão além do óbvio e ajudam a entender por que se movimentar é essencial. Confira!

 

1. O corpo cobra a falta de movimento

Ficar muitas horas parado impacta a circulação sanguínea, a postura e até a saúde hormonal. Pequenas pausas ativas ao longo do dia ajudam a reduzir dores e a aumentar a disposição. "Quando você se movimenta, seu corpo responde rápido. Menos dor, mais energia e mais vontade de continuar", comenta Ricardo Neves Fernandes.

 

2. Exercício não é só físico, é mental

A prática regular de atividade física ajuda a reduzir sintomas de ansiedade e melhora o foco. Isso acontece porque o exercício regula neurotransmissores ligados ao humor e à sensação de recompensa. "Muita gente começa a treinar pelo corpo e continua pela cabeça. O impacto na saúde mental é um dos maiores ganhos", afirma.

 

3. Mais energia ao longo do dia

Ao contrário do que muitos pensam, se exercitar não "cansa mais". Pelo contrário, melhora a oxigenação e faz o corpo funcionar melhor, resultando em mais disposição. "O sedentarismo cansa mais do que o exercício. O corpo parado entra em um ciclo de baixa energia", explica o especialista.

 

4. Sono de qualidade começa durante o dia

A atividade física ajuda a regular o ciclo do sono, facilitando o descanso profundo. Isso impacta diretamente a memória, o humor e a produtividade. "Dormir melhor não começa à noite, começa com o que você faz ao longo do dia, incluindo se movimentar", diz Ricardo Neves Fernandes.

 

5. Prevenção silenciosa de doenças

Doenças como diabetes, hipertensão e obesidade se desenvolvem aos poucos. O exercício atua de forma preventiva, regulando funções metabólicas e reduzindo riscos. "A atividade física é um investimento invisível. Você não vê na hora, mas sente a diferença ao longo dos anos", reforça.

 

6. Fortalecer o corpo é ganhar autonomia

Músculos e ossos fortes significam mais independência, menos dores e menor risco de lesões, principalmente com o passar do tempo. "Treinar hoje é garantir mobilidade e qualidade de vida no futuro. Isso é algo que muita gente só percebe tarde demais", alerta.

 

7. Consistência vale mais que intensidade

Não é preciso treinar pesado todos os dias. O mais importante é manter uma rotina possível e sustentável. "O melhor treino é aquele que você consegue manter. Não adianta intensidade por uma semana e parar depois", finaliza Ricardo Neves Fernandes.

 

Comece de onde dá, com o que é possível. Caminhar, subir escadas, fazer pausas ativas ou incluir treinos na rotina já são passos importantes. Afinal, cuidar da saúde não é sobre grandes mudanças de uma vez, mas sobre escolhas consistentes todos os dias.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/atividade-fisica-7-razoes-para-se-movimentar-e-transformar-sua-rotina,0231b4b16b817992a895a89b68100f0b6on3xt87.html?utm_source=clipboard - Por Gabriela Andrade - Foto: PeopleImages | Shutterstock / Portal EdiCase

domingo, 29 de março de 2026

7 dicas para reduzir o risco de doenças respiratórias no outono


Com a chegada do outono, mudanças nas condições climáticas, como a queda gradual das temperaturas e a redução da umidade do ar, costumam favorecer o aumento de casos de doenças respiratórias, entre elas resfriados, gripes, rinites e sinusites. Além disso, a tendência de permanecer por mais tempo em ambientes fechados pode facilitar a circulação de vírus. Para atravessar esse período com mais saúde, o médico Marcos Pimentel, diretor clínico do Hospital Evangélico de Sorocaba (HES), reforça a importância da prevenção e da adoção de hábitos que fortalecem o organismo e ajudam a reduzir a exposição a agentes infecciosos. Segundo o especialista, medidas simples no dia a dia podem fazer diferença na proteção contra essas doenças sazonais.

 

Dicas para reduzir doenças respiratórias

 

1- Mantenha uma boa alimentação e hidrate-se

De acordo com o especialista, manter uma alimentação equilibrada e a hidratação adequada são essenciais para reforçar o sistema imunológico. "Hábitos saudáveis, como ingestão de líquidos, água e sucos naturais, além do consumo de frutas, verduras e uma dieta rica em vitaminas e proteínas, ajudam a proteger o organismo", explica Pimentel.

 

2. Lave as mãos com frequência e hidrate a pele

A lavagem regular das mãos ajuda a evitar a propagação de vírus e bactérias. Além disso, com o clima mais seco, hidratar a pele previne o ressecamento e possíveis infecções cutâneas.

 

3. Faça atividades físicas e tenha boas noites de sono

A prática de atividades físicas continua sendo fundamental para a manutenção da saúde, já que colabora bastante para o fortalecimento do sistema imunológico e ajuda a prevenir doenças típicas da estação. Da mesma forma, ter boas noites de sono também é importante para aumentar a imunidade e diminuir as chances de ficar doente.

 

4. Mantenha os ambientes sempre arejados

Outro ponto importante é a ventilação dos ambientes. "O outono é marcado pelo aumento das crises respiratórias. Por isso, é recomendado ficar sempre em ambientes arejados e, principalmente, atentar-se às roupas que estão guardadas nos armários há um tempo e voltarão a ser utilizadas agora. É importante que sejam lavadas ou expostas ao sol um tempo antes, para eliminação dos ácaros", alerta.

 

5. Considere a suplementação de vitaminas

O médico também ressalta que a suplementação de vitaminas, feita sob orientação médica, pode ser uma aliada para fortalecer o sistema imunológico. A reposição das vitaminas C, D e zinco, por exemplo, influencia diretamente na melhora da imunidade, diminuindo a incidência de diversas doenças.

 

6. Faça lavagem nasal regularmente

O especialista indica a realização de lavagens nasais com soro fisiológico, principalmente para quem tem tendência a rinites e sinusites, como forma de aliviar e prevenir esses problemas.

 

7. Mantenha as vacinas em dia

A vacinação é uma das formas mais eficazes de prevenir doenças respiratórias, como a gripe. Verifique a caderneta de vacinação e atualize as doses necessárias, especialmente para crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/7-dicas-para-reduzir-o-risco-de-doencas-respiratorias-no-outono,b6dd013b0e16446d013a55e82804fe0azn5yin2e.html?utm_source=clipboard - Por: Vivi Pettersen / Vibe Mundial - Foto: Vibe Mundial

sábado, 28 de março de 2026

O ano em que o Colégio Estadual Murilo Braga não iria participar dos Jogos da Primavera


Em agosto de 1989, os professores de educação física foram convocados pela direção do Colégio Estadual Murilo Braga para uma reunião a decidir sobre a não participação da escola nos Jogos da Primavera, a maior competição de desporto escolar do estado, envolvendo milhares de alunos de escolas públicas e particulares, que era realizada no mês de setembro. Eu não me lembro do motivo alegado, mas a maioria dos professores concordaram com a direção. Já eu e o Professor Henrique, que era o técnico do ciclismo, não concordamos, pois alegamos que os nossos atletas tinham sido treinados por vários meses e estavam preparados para disputar os jogos.

 

Após a reunião, fui à sala do vice-diretor para dialogar e tentar convencê-lo daquela decisão, pois ele tinha sido meu professor, colega de profissão e amigo, mas não consegui convencê-lo da resolução de não participar dos jogos. Fui para casa decepcionado com aquela atitude.

 

No domingo, eu, Henrique e alguns alunos fomos à Vila Olímpica da A.O.I. para conversar com o Deputado Federal José Queiroz (in memoriam) e solicitar a ele sua ajuda para convencer a direção do Murilo Braga para participar dos jogos, mas ele falou que quem poderia intervir era o Deputado estadual Djalma Lobo (in memoriam) que tinha o poder sobre a DR’3. O deputado Djalma não se encontrava em Itabaiana naquele dia. Agradecemos e voltamos para as nossas casas desanimados.

 

Na segunda-feira, eu lecionava educação física no Colégio Salesiano em Aracaju. Ao chegar ao Salesiano, o diretor Padre Humberto (in memoriam) me chamou para conversar e, percebendo a minha tristeza, perguntou se eu estava com algum problema, então contei a ele sobre a decisão da direção do CEMB, então ele me aconselhou a ir à Secretaria da Educação, situada à Avenida Ivo do Prado, para conversar com o Secretário da Educação e me dispensou das aulas que iria lecionar pela manhã. Assim eu fiz, embarquei no ônibus em frente ao Hospital Cirurgia e fui à secretaria. Chegando lá, fui até a recepcionista e contei a ela sobre o meu objetivo de estar lá para falar com o Secretário da Educação. Ela disse que ele não estava, mas eu poderia falar com o Secretário Adjunto, expliquei a ele sobre a reunião ocorrida no CEMB e do interesse dos alunos de participarem dos Jogos já que estavam preparados e faltava apenas um mês para a competição. Ele me tranquilizou e disse que iria telefonar para a diretora da DR’3. Depois da visita à secretaria, voltei ao Salesiano para dar aulas de basquete à tarde.

 

À noite, quando cheguei em casa, o Professor Henrique estava me aguardando para informar que na terça-feira haveria uma reunião na DR’3, que ficava situada na Rua Padre Felismino, com os professores de educação física, o coordenador de educação física, a direção do CEMB e a diretora da DR’3.

 

Quando cheguei à entrada da DR’3, tinha um grupo de professores conversando e ouvi quando uma professora disse que eu deveria ser transferido para o município de Pedra Mole enquanto o professor que ensinava lá viria para o meu lugar. Logo eu ser transferido por estar defendendo o interesse dos atletas do CEMB. Passei entre eles e me dirigi para a sala de reunião. A diretora da DR’3 falou do telefonema do Secretário Adjunto afirmando que não aceitava em hipótese alguma que o CEMB ficasse de fora dos Jogos da Primavera. Na reunião ficou decidido a participação nos jogos e que o coordenador de educação física recolhesse as relações dos atletas e seus respectivos documentos de identidade para as inscrições nos jogos. O CEMB participou em todas as modalidades e ficou em 8º lugar na classificação geral dos jogos.

 

Naquele ano, o basquete marcou para o Murilo Braga 30 pontos referente a duas medalhas de ouro: uma na categoria A feminino e outra na categoria B feminino; uma medalha de prata na categoria A masculino e uma medalha de bronze na categoria B masculino. Os alunos de ciclismo do Professor Henrique ganharam várias medalhas. As modalidades de basquete e ciclismo foram as que mais ganharam medalhas nos Jogos da Primavera para o CEMB ao longo dos anos. Em 1989, o Murilo Braga participou dos jogos nas modalidades de: atletismo, handebol, futebol, futsal, tênis de campo, voleibol, além do basquete e do ciclismo.

 

Na década de 80 e início da década de 90, o Colégio Estadual Murilo Braga ficou entre os 10 melhores colégios na classificação geral dos Jogos da Primavera. Já em meados dos anos 90, o governo do Estado acabou com os Jogos da Primavera e em 2004 foi aprovada pela ALESE e sancionada pelo Governador João Alves Filho a lei nº 319/2004 que instituiu os Jogos da Primavera como evento permanente e sequencial do calendário esportivo de Sergipe. Nessa época, o esporte na escola pública e, em especial no CEMB, já não era mais o mesmo pelas mudanças ocorridas na LDB de 1996.

 

Por décadas, os profissionais de educação física do CEMB antes de formar campeões no esporte, formou cidadãos para a vida.

 

Por Professor José Costa

Dor de cabeça: neurologista lista os sinais de alerta e explica quando o sintoma exige procurar ajuda médica


Especialista explica a diferença entre crises crônicas e agudas, e alerta para o perigo da automedicação

 

A dor de cabeça, ou cefaleia, é um dos sintomas mais prevalentes do mundo. A OMS estima que 40% das pessoas terão, em algum momento da vida, a experiência de enfrentar o incômodo. No entanto, embora grande parte dos casos não represente gravidade e envolva doenças crônicas conhecidas, como a enxaqueca e a cefaleia tensional, saber diferenciar uma dor de cabeça comum de uma emergência médica é fundamental para evitar complicações graves.

 

De acordo com a neurologista do Hospital Orizonti, Josemary Sucupira, existem critérios claros que indicam a necessidade imediata de avaliação médica. “É preciso ficar atento à cefaleia com sinais de alarme. A dor de cabeça que vem subitamente, com grande intensidade, ou que venha associada a outros sintomas, como alteração visual, alteração da força, perda de sensibilidade, desequilíbrio ou confusão mental”, explica a especialista.

 

Dentre os principais sinais de alerta que exigem uma visita imediata ao Pronto Atendimento estão as dores súbitas e de forte intensidade, que começam de forma explosiva, em questão de segundos, além dos quadros que pioram progressivamente a cada dia ou que surgem após algum trauma na cabeça.

 

O sintoma também é considerado de urgência se vier acompanhado de febre, rigidez na nuca, convulsões, desmaios ou confusão mental. Sinais neurológicos associados, como fraqueza em um lado do corpo, dificuldade para falar e alterações visuais, como perda de visão ou visão dupla, também são indicativos de gravidade.

 

A neurologista ressalta que o surgimento de uma dor nova exige atenção redobrada e avaliação médica caso ocorra em pessoas com mais de 50 anos ou em pacientes oncológicos e imunossuprimidos. Pessoas que já sofrem com dores crônicas, como a enxaqueca, também precisam ficar atentas.

 

A ida ao hospital é recomendada quando o controle com a medicação em casa falha, quando há vômitos que impedem a ingestão dos comprimidos ou, principalmente, quando a característica da crise se altera. “O paciente que tem enxaqueca, mas sente que a dor de cabeça dele mudou, também deve buscar o pronto atendimento. É o que chamamos de mudança de padrão da dor”, destaca a coordenadora do Hospital Orizonti.

 

Os perigos da automedicação

 

Um dos grandes desafios no combate às cefaleias é o uso indiscriminado de remédios por conta própria. A coordenadora de neurologia do Hospital Orizonti alerta que o ideal é ter um diagnóstico prévio, feito por um médico especialista, para tratar as crises de forma direcionada. “Muitas pessoas que têm o costume de se automedicar com analgésicos simples. O uso inadequado de analgésicos sem orientação médica pode levar a outros problemas de saúde, como a cefaleia por abuso de analgésico”, adverte.

 

A médica reforça ainda que mascarar uma dor desconhecida pode trazer riscos. “Se é uma dor que a pessoa nunca teve, com grande intensidade, é melhor ir ao pronto atendimento do que se automedicar e de repente estar diante de um quadro que pode trazer complicações maiores, como sangramentos intracranianos. O uso de medicamentos deve ser sempre sob orientação médica, mesmo que seja um simples analgésico”, conclui a neurologista.

 

Fonte: https://www.correio24horas.com.br/brasil/dor-de-cabeca-neurologista-lista-os-sinais-de-alerta-e-explica-quando-o-sintoma-exige-procurar-ajuda-medica-0326 - Perla Ribeiro - (Imagem: giggsy25 | Shutterstock)

sexta-feira, 27 de março de 2026

Sedentarismo: 5 sinais de que sua saúde pode estar em risco


Especialistas alertam sobre os efeitos da inatividade no corpo e quais exames ajudam a identificar problemas precocemente

 

Passar muitas horas sentado, negligenciar a atividade física e manter uma rotina com pouco movimento pode parecer inofensivo no dia a dia. No entanto, o sedentarismo está entre os principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas, como diabetes tipo 2, hipertensão e problemas cardiovasculares.

 

Dados do sistema de vigilância Vigitel, do Ministério da Saúde, mostram que, em 2024, 62,6% dos adultos brasileiros estavam acima do peso, reflexo de mudanças no estilo de vida da população, como alimentação inadequada e baixos níveis de atividade física. O excesso de peso associado ao sedentarismo aumenta significativamente o risco de desenvolver doenças metabólicas e cardiovasculares.

 

De acordo com a dra. Flávia Pieroni, endocrinologista do São Marcos Saúde e Medicina Diagnóstica, da Dasa, o corpo costuma dar sinais de que algo não está funcionando bem antes mesmo do surgimento de doenças mais graves.

 

"O sedentarismo afeta diretamente o metabolismo. Quando o organismo permanece por muito tempo sem atividade física regular, podem surgir alterações na glicemia, no colesterol, na pressão arterial e até na composição corporal. Muitas dessas mudanças começam de forma discreta, mas podem ser identificadas em exames laboratoriais e clínicos", explica.

 

A seguir, confira cinco sinais que podem indicar que o sedentarismo já está impactando a saúde.

 

1. Cansaço frequente e perda de condicionamento

Sentir cansaço ao subir escadas ou caminhar pequenas distâncias pode ter várias causas, mas uma das mais comuns é a falta de preparo físico. A ausência de atividade regular reduz a capacidade cardiorrespiratória, tornando tarefas do dia a dia mais cansativas.

Para o dr. Breno Giestal, cardiologista do Alta Diagnósticos, da Dasa, no Rio de Janeiro, esse cansaço pode ser um importante sinal de alerta. "Quando a pessoa perde condicionamento, atividades simples tornam-se muito mais difíceis, o que impacta a qualidade de vida e aumenta o risco de desenvolver doenças cardiovasculares".

Segundo o especialista, o condicionamento físico está diretamente ligado ao VO₂ máximo, indicador da capacidade do organismo de utilizar oxigênio durante o exercício. "Hoje sabemos que o VO₂ máximo é um dos marcadores mais importantes de saúde e longevidade na medicina", afirma.

Ele explica que exames como teste ergométrico e ergoespirometria ajudam a avaliar essa capacidade de forma objetiva. "A ergoespirometria é considerada padrão-ouro, pois mede diretamente o consumo de oxigênio durante o esforço".

"O condicionamento cardiorrespiratório é um marcador biológico fundamental. Diferente de fatores como colesterol ou glicose, não existe medicamento capaz de aumentar o VO₂ máximo; assim, a verdadeira 'pílula' é o exercício físico", comenta o dr. Breno Giestal.

 

2. Ganho de peso e aumento da gordura abdominal

A redução do gasto energético favorece o aumento do tecido adiposo na região abdominal. Parte desse acúmulo ocorre na forma de gordura visceral, que se deposita ao redor de órgãos como fígado, pâncreas e intestino, e está associada ao maior risco de doenças cardiovasculares, resistência à insulina e diabetes tipo 2.

"O acúmulo de gordura na região abdominal também pode afetar o fígado e levar à esteatose hepática, conhecida como gordura no fígado. Exames de sangue como TGO, TGP e Gama GT ajudam a avaliar possíveis alterações hepáticas, e o ultrassom abdominal pode identificar o acúmulo de gordura no órgão", explica a dra. Flávia Pieroni.

 

3. Alterações nos níveis de colesterol e nos triglicerídeos

Mesmo sem sintomas aparentes, o sedentarismo pode contribuir para o aumento do colesterol LDL (considerado o "colesterol ruim") e dos triglicerídeos, além da redução do HDL, que tem papel protetor para o coração.

 

4. Aumento da glicemia e risco de diabetes

A falta de atividades físicas reduz a sensibilidade do organismo à insulina, hormônio responsável por controlar os níveis de açúcar no sangue. Com o tempo, isso pode favorecer o desenvolvimento de resistência à insulina e diabetes tipo 2.

 

5. Dores musculares e rigidez corporal

A ausência de movimento regular pode levar à perda de massa muscular, redução da flexibilidade e maior incidência de dores articulares ou musculares.

 

Avaliação médica e exames recomendados

Após a identificação desses sinais, a avaliação médica e a realização de exames ajudam a entender como o organismo está respondendo ao estilo de vida. "Entre os exames que costumam ser solicitados, estão a glicemia de jejum e a hemoglobina glicada, que avaliam o metabolismo da glicose, e o perfil lipídico, que mede o colesterol e os triglicerídeos, além de exames clínicos e cardiológicos, quando necessário", destaca a dra. Flávia Pieroni.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/sedentarismo-5-sinais-de-que-sua-saude-pode-estar-em-risco,b938ebddf832c874ab39503ae227dfe2l3ri7lbj.html?utm_source=clipboard - Por Mariana Bego - Foto: Studio Romantic | Shutterstock / Portal EdiCase