terça-feira, 10 de março de 2026

Distúrbios do sono: veja os tipos mais comuns e quando procurar um médico


Uma noite mal dormida pode afetar o sistema imunológico, prejudicar a concentração e até aumentar o risco de doenças cardiovasculares

 

Os impactos de dormir mal vão muito além do cansaço no dia seguinte. A falta de sono de qualidade pode afetar o sistema imunológico, prejudicar a concentração e até aumentar o risco de doenças cardiovasculares. No entanto, segundo a Associação Brasileira do Sono (ABS), cerca de 70% dos brasileiros sofrem com algum tipo de distúrbio do sono.

 

Para a pneumologista e médica do sono Raíssa Dantas, do Hospital e Maternidade São Luiz Osasco, esses problemas costumam se refletir rapidamente no dia a dia. "Uma noite mal dormida pode provocar sonolência excessiva, irritabilidade, fadiga e dificuldade de concentração. São sintomas que impactam diretamente a qualidade de vida", explica. Além disso, a privação de sono também pode comprometer a imunidade, deixando o organismo mais vulnerável a infecções.

 

Distúrbios do sono mais comuns

Os distúrbios do sono são condições que prejudicam a duração ou a qualidade do descanso, impedindo que o corpo alcance o chamado sono reparador. Entre os mais comuns, estão: insônia, privação crônica do sono e apneia do sono (sendo três tipos: obstrutiva, central ou mista).

 

A apneia obstrutiva do sono é caracterizada por obstrução parcial ou total da via respiratória durante o sono. A apneia central do sono caracteriza-se por pausas respiratórias durante o sono, decorrentes da ausência ou redução do estímulo respiratório gerado pelo sistema nervoso central. Ela pode ocorrer em situações que alteram o controle ventilatório, como insuficiência cardíaca ou uso de medicamentos que reduzem o estímulo respiratório. A apneia mista combina ambos os tipos anteriores.

 

Segundo Raíssa Dantas, a apneia do sono é o distúrbio respiratório do sono mais frequente. Estudos do Instituto do Sono apontam que, na cidade de São Paulo, o problema atinge cerca de 30% da população. Entre os fatores que podem favorecer o problema, estão obesidade, enfraquecimento dos músculos da garganta e alterações craniofaciais.

 

"Essas interrupções intermitentes e frequentes na respiração durante o sono estão associadas ao maior risco de problemas cardiovasculares, como hipertensão e acidente vascular cerebral (AVC)", destaca a médica. 

 

Sinais de alerta para procurar um médico

Alguns sintomas podem indicar que a qualidade do sono não está adequada. Os principais são:

 

Sonolência excessiva durante o dia;

Sensação de cansaço ao acordar;

Ronco frequente;

Dificuldade para iniciar ou manter o sono.

 

Nesses casos, a recomendação é procurar avaliação médica. O diagnóstico pode envolver exames como a polissonografia, que monitora diferentes parâmetros do organismo durante o sono. 

 

"No caso da apneia do sono, a polissonografia tipo 3 é um dos exames mais utilizados e pode ser realizada em casa, durante o sono. O paciente recebe orientações para utilizar um dispositivo simples, que inclui uma cinta torácica para registrar os movimentos respiratórios, um oxímetro no dedo para monitorar a oxigenação do sangue, um sensor de posição corporal e uma cânula nasal que mede o fluxo de ar durante a respiração", explica Raíssa Dantas.

 

Segundo a especialista, os equipamentos registram essas informações ao longo da noite, permitindo identificar pausas respiratórias e assim diagnosticar a apneia do sono.

 

Melhorando a qualidade do sono

Pequenas mudanças na rotina podem fazer diferença na qualidade do descanso. A especialista recomenda: 

 

Manter horários regulares para dormir e acordar, inclusive nos fins de semana;

Dormir entre 7 e 9 horas por noite, tempo recomendado para a maioria dos adultos;

Evitar telas, especialmente o celular, próximo ao horário de dormir;

Deitar apenas quando estiver com sono;

Evitar refeições pesadas antes de dormir;

Manter o quarto silencioso, escuro e com temperatura confortável.

 

Outro ponto de atenção é o uso de melatonina sem orientação médica. "A melatonina é um hormônio produzido pelo organismo. Ela é produzida no cérebro e ajuda a sincronizar nosso relógio biológico, sinalizando para o corpo que está chegando a hora de dormir. Ela não é uma substância indutora do sono, como muitos pensam", alerta Raíssa Dantas. 

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/disturbios-do-sono-veja-os-tipos-mais-comuns-e-quando-procurar-um-medico,299584e6e480f93395fd620f63cfb91cxwm2rzak.html?utm_source=clipboard - Por Samara Meni - Foto: Lysenko Andrii | Shutterstock / Portal EdiCase

segunda-feira, 9 de março de 2026

O que você deve comer em cada fase da vida


Manter uma alimentação saudável é importante em qualquer idade, mas as necessidades de nutrientes variam ao longo da vida. Por isso, é preciso adaptar os nossos pratos à medida que envelhecemos.

 

Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), o governo do Reino Unido criou uma política de racionamento, que oferecia provisões semanais às famílias britânicas.

 

A ideia era permitir que as pessoas satisfizessem suas necessidades nutricionais, garantindo que os alimentos fossem distribuídos igualmente em todo o país.

 

Um dos alimentos racionados foi o açúcar. Cada indivíduo podia receber cerca de 227 g do produto por semana. Mas, para sua tristeza, crianças abaixo de dois anos de idade não tinham esse direito.

 

Com o fim do racionamento de açúcar, em 1953, a ingestão média do produto dobrou entre os adultos britânicos.

 

Na época, as pessoas mal sabiam, mas este fato histórico ofereceu aos cientistas do futuro uma ótima oportunidade de determinar os efeitos do consumo de açúcar para a saúde na fase inicial da vida.

 

Em um estudo de 2025, uma equipe global de pesquisadores vasculhou os registros médicos de 63 mil pessoas nascidas no Reino Unido entre 1951 e 1956, quando o racionamento de açúcar estava em vigor.

 

Eles descobriram que as crianças expostas a menos açúcar no útero e nos primeiros 1 mil dias de vida apresentaram 20% menos propensão a desenvolver doenças cardiovasculares com mais idade; 25% menos de desenvolver paradas cardíacas; e 31% menos de ter AVC do que crianças que se alimentaram com doces após o fim do racionamento.

 

Provavelmente não surpreende que esta forte relação entre a ingestão de açúcar e a saúde persista depois que nascemos. Resumidamente, comer muitos doces faz mal para nós, independentemente da idade.

 

Mas, como ocorre com outros alimentos, os benefícios nutricionais dependem do estágio da vida. Bebês e crianças precisam muito da gordura presente no leite integral e seus derivados, por exemplo, mas essa alimentação não seria considerada tão saudável para alguém na casa dos 20 ou 30 anos de idade.

 

Para a cientista nutricional Federica Amati, do Imperial College de Londres, as grandes necessidades de energia das crianças fazem com que elas precisem de alimentos ricos em nutrientes.

 

"Na infância, os alimentos estão literalmente construindo o corpo e o cérebro", explica ela.

"Além das calorias saudáveis, as crianças também precisam de ferro, iodo e uma ampla variedade de vitaminas para aumentar a imunidade, o desenvolvimento cerebral e o crescimento dos músculos."

Isso significa muitas frutas e legumes, grãos integrais, feijões e lentilhas, gorduras de boa qualidade como nozes e sementes e o mínimo de alimentos ultraprocessados.

"Da concepção até os primeiros 1 mil dias de vida e na idade escolar, as crianças crescem rapidamente e formam a maior parte da sua massa óssea futura", prossegue Amati.

"É por isso que o cálcio e a vitamina D são nutrientes prioritários nesta fase. Eles são essenciais para o desenvolvimento normal dos ossos e para atingir um pico saudável da massa óssea, o que reduz o risco de osteoporose e fraturas em idade avançada."

Na prática, segundo Almati, isso significa fontes regulares de cálcio, como leite, iogurte, queijo, tofu enriquecido com cálcio ou bebidas vegetais fortificadas, além de vitamina D da exposição ao sol e de alimentos como peixes e ovos.

Existem boas evidências de que comer os alimentos certos na infância pode beneficiar a saúde na idade adulta.

Em um estudo de 2023, pesquisadores analisaram a alimentação de crianças e a compararam com sua saúde, tanto na infância quanto ao se tornarem adultos.

Eles concluíram que as crianças que atenderam a três ou mais recomendações alimentares do Guia Coma Bem do NHS (o serviço público de saúde britânico) aos sete anos de idade apresentaram menos marcadores de risco de doenças cardíacas aos 24 anos, em comparação com as que não seguiram nenhuma das orientações.

 

Adolescentes e jovens adultos

A infância é uma fase importante, mas os alimentos que ingerimos na adolescência e na casa dos 20 anos de idade também formam a base para a saúde no futuro.

Segundo Amati, é nesta etapa da vida que terminamos de construir os ossos e os músculos e começamos a passar horas estudando, trabalhando e nos socializando. Todas estas atividades aumentam a necessidade de nutrientes.

"A adolescência e o início da idade adulta formam outra grande janela de oportunidades para a nutrição", afirma ela.

"Na casa dos 20 anos, o crescimento perde a velocidade, mas esta ainda é uma década fundamental para estabelecer hábitos que irão proteger a saúde do coração e do cérebro com mais idade. Observamos que grande parte das bases para doenças cardiovasculares já se forma nesta faixa etária, embora os sintomas só apareçam muito depois."

Na adolescência, o corpo precisa de vários nutrientes em maior quantidade, em comparação com a idade adulta.

Eles incluem cálcio, vitamina D e ferro, que é especialmente importante para a menstruação. Proteínas e vitaminas do complexo B também são importantes, destaca Amati.

 

Mas que forma tem essa alimentação?

Amati explica que os adolescentes e jovens adultos devem seguir uma dieta, em grande parte, à base de plantas e evitar alimentos ultraprocessados. Ou seja, com muitas frutas, verduras, cereais integrais, feijões, nozes, lentilhas e sementes.

Também é importante incluir uma quantidade apropriada de proteína em cada refeição, que pode ser de origem vegetal, segundo ela.

Estudos demonstram que essa alimentação não beneficia apenas o corpo. Ela também pode influenciar a saúde mental.

"Existem cada vez mais evidências de que os padrões alimentares da adolescência podem influenciar o risco de problemas de saúde mental", explica Amati.

"Dietas com alto teor de alimentos ultraprocessados e poucos alimentos vegetais integrais são associadas a maiores índices de depressão e ansiedade, enquanto os padrões no estilo mediterrâneo parecem oferecer proteção."

A dieta mediterrânea é rica em verduras, legumes, nozes e azeite de oliva, com pequenas quantidades de aves, peixes e laticínios.

A dieta mediterrânea também pode beneficiar homens e mulheres que desejem formar família, o que costuma acontecer na casa dos 20, 30 e 40 anos.

Estudos demonstram que a dieta mediterrânea pode influenciar positivamente a fertilidade. Já a dieta ocidental (que tende a ser rica em gorduras saturadas, carne e carboidratos brancos) é correlacionada à infertilidade masculina e feminina.

Para as mulheres, estudos também demonstram que uma dieta rica em folato pode ajudar no tratamento da fertilidade. Alimentos com alto teor de folato incluem folhas verdes e escuras, brotos, brócolis e grão-de-bico.

 

Meia-idade

Na meia-idade, devemos começar a pensar em otimizar nossa alimentação para termos saúde na idade avançada, segundo a professora de nutrição humana Elizabeth Williams, da Universidade de Sheffield, no Reino Unido.

Isso vale principalmente para as mulheres perto da menopausa, "quando há perda acelerada de densidade óssea, sarcopenia [perda muscular relativa à idade] e osteoporose", explica ela.

Além da osteoporose, a menopausa é associada ao aumento do risco de obesidade, doenças cardíacas e diabetes tipo 2.

Nas mulheres em idade reprodutiva, o estrogênio age sobre o sistema nervoso central para reduzir o apetite. Ele também aumenta a sensibilidade à insulina e a absorção de glicose nos músculos.

Mas, na menopausa, o fluxo de estrogênio no corpo é menor. Por isso, o peso e a gordura visceral tendem a aumentar.

Mas este risco pode ser significativamente reduzido seguindo-se uma boa alimentação.

Em um estudo populacional recente, pesquisadores examinaram a alimentação e a saúde de mais de 100 mil homens e mulheres americanos com pelo menos 39 anos de idade.

Eles concluíram que uma dieta saudável, consistindo de frutas, verduras, cereais integrais, gorduras insaturadas, nozes, legumes e laticínios com baixo teor de gordura, é fortemente associada ao envelhecimento saudável, definido como viver até pelo menos 70 anos sem doenças crônicas, boas funções físicas e cognitivas e com boa saúde mental.

"À medida que as mulheres chegam à casa dos 40 e 50 anos de idade, surgem duas grandes prioridades nutricionais: a saúde cardíaca e a saúde dos ossos e músculos", segundo Amati.

"A transição da menopausa é associada a um forte aumento do risco cardiovascular, em parte porque a perda de estrogênio afeta os lipídios do sangue, os vasos sanguíneos e a distribuição da gordura do corpo."

As gorduras ômega-3 são úteis, especialmente os tipos encontrados em peixes gordurosos, como salmão e cavalinha. Elas reduzem os fatores de risco de doenças cardíacas, segundo Almati, e apresentam efeitos anti-inflamatórios.

Paralelamente, Amati recomenda leve aumento da ingestão de proteínas, para combater os efeitos da perda de massa muscular, e seguir dieta em estilo mediterrâneo, para melhorar a saúde cardiometabólica — e, possivelmente, também a saúde intestinal e mental.

Por fim, ela orienta que é importante buscar uma alimentação em estilo mediterrâneo variada e rica em vegetais, com quantidades suficientes de proteína, cálcio, vitamina D e ômega-3 para manter a saúde do coração, ossos e cérebro, limitando a ingestão de alimentos ultraprocessados.

 

Idade avançada

À medida que envelhecemos, a composição do nosso corpo se altera e as necessidades de energia diminuem. Por isso, necessitamos de menos calorias.

Mas ainda precisamos garantir a ingestão de nutrientes em quantidade suficiente para manter nossa resistência óssea e muscular.

Segundo Williams, os dois principais nutrientes na terceira idade são o cálcio e a vitamina D. Idosos que não conseguem esses dois nutrientes em quantidade suficiente apresentam risco maior de osteoporose e fraturas por fragilidade.

O cálcio é encontrado no leite e em bebidas fortificadas alternativas, queijo curado, iogurte, sardinhas, tofu e espinafre. Alimentos ricos em vitamina D incluem peixes gordurosos, gema de ovo e alimentos fortificados.

A ingestão de proteínas com qualidade suficiente também é muito importante à medida que envelhecemos, segundo a nutricionista Jane Murphy, uma das líderes do Centro de Pesquisa em Envelhecimento e Demência da Universidade de Bournemouth, no Reino Unido.

"À medida que envelhecemos, a nossa forma e as funções se deterioram, perdemos força e massa muscular e precisamos de proteína para evitar a sarcopenia", explica ela.

Mas, para garantir que o nosso corpo use a proteína adequadamente, ela deve fazer parte de uma dieta equilibrada, que inclua carboidratos, gorduras de boa qualidade (como gorduras insaturadas, incluindo azeite de oliva, abacate, nozes e peixes gordurosos), vitaminas e sais minerais, destaca Murphy.

Conforme envelhecemos, nossa microbiota também muda. Ela é marcada pela perda de bactérias benéficas, como Firmicutes e Bifidobacterium, e pelo aumento de espécies potencialmente prejudiciais, como Clostridium.

Este desequilíbrio é associado a diversas condições de saúde, como Alzheimer, AVCs e doenças cardíacas.

Os pesquisadores ainda não sabem ao certo a relação entre a microbiota intestinal e cada processo de doença específico. Mas podemos aprender muito com os centenários, segundo a professora de medicina geriátrica Mary Ni Lochlainn, do King's College de Londres.

"As pessoas que vivem até os 100 anos parecem desafiar muitos outros aspectos do envelhecimento que são comuns às demais pessoas", explica ela. "Elas têm microbiota diversa, que parece diferente dos outros idosos."

De forma geral, não existe uma definição de bactérias intestinais saudáveis ou não saudáveis. É mais questão de ter um equilíbrio de micróbios que trabalham juntos para promover a saúde.

Mas foram identificadas algumas espécies bacterianas específicas que parecem proteger a saúde, como Faecalibacterium prausnitzii.

As pessoas que envelhecem bem são muito mais propensas a ter F. prausnitzii, segundo Ni Lochlainn. Os pesquisadores determinaram que esta espécie tem qualidades protetoras positivas, mas eles não entendem ao certo como ela funciona.

Se você quiser incentivar F. prausnitzii a viver no seu intestino, a melhor forma é consumir uma alimentação rica em fibras e polifenóis, que são abundantes em frutas e verduras.

O intestino saudável também pode ajudar a gerenciar algumas das deficiências de nutrientes que podem ser associadas à idade avançada, pois os idosos têm menos capacidade de absorver as vitaminas dos alimentos que as pessoas mais jovens.

Estudos demonstram que bactérias intestinais saudáveis podem ser capazes de produzir vitamina B12 em quantidade suficiente para as necessidades da pessoa, enquanto certas bactérias podem produzir ácido fólico.

Uma microbiota intestinal saudável também pode ajudar a evitar o risco de perda muscular e sarcopenia entre os idosos.

 

Por fim, certos suplementos podem ser benéficos na terceira idade.

As pesquisas de Ni Lochlainn indicam que suplementos pré-bióticos — compostos naturais que incentivam o crescimento de micro-organismos benéficos — podem melhorar a cognição em idosos após um período de 12 semanas.

Os pré-bióticos de Ni Lochlainn contêm inulina (um tipo de fibra alimentar) e fruto-oligossacarídeos, que são açúcares encontrados nas plantas.

Outras pesquisas indicam que as pessoas idosas podem se beneficiar de suplementos de vitamina D, especialmente os que moram em casas de repouso.

 

Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Health.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/o-que-voce-deve-comer-em-cada-fase-da-vida,e0a88d2e746230b94e442ee127e8b3fbshh4os7r.html?utm_source=clipboard - Por: Jessica Bradley - BBC Future - Foto: Getty Images / BBC News Brasil

domingo, 8 de março de 2026

Fungos nas unhas dos pés: tratamentos caseiros que podem ajudar


Infecção fúngica nas unhas dos pés é um problema frequente na população adulta e vem ganhando mais atenção em consultórios e nas conversas do dia a dia. Veja tratamentos que podem ajudar.

 

Infecção fúngica nas unhas dos pés é um problema frequente na população adulta e vem ganhando mais atenção em consultórios e nas conversas do dia a dia. Com o nome de fungos nas unhas dos pés ou onicomicose, essa condição costuma se desenvolver lentamente. Muitas vezes, ela passa despercebida nos estágios iniciais. Porém, com o tempo pode comprometer tanto a aparência quanto a saúde das unhas, causando desconforto e limitações na rotina.

 

O interesse por soluções para onicomicose cresce à medida que mais pessoas buscam entender as causas, os sintomas e as opções de tratamento. Assim, entre remédios prescritos, orientações de especialistas e o uso de remédios caseiros, o tema envolve tanto cuidados médicos quanto hábitos de higiene diária. Afinal, a informação clara e acessível ajuda a identificar quando medidas simples podem ser úteis e quando é necessário procurar atendimento profissional.

 

O que causa fungos nas unhas dos pés e como reconhecer os sintomas?

A onicomicose é causada, na maior parte dos casos, por fungos que se alimentam de queratina, proteína presente nas unhas. Esses micro-organismos encontram ambiente favorável em locais quentes, úmidos e pouco ventilados. Entre eles, dentro de tênis fechados, meias sintéticas e vestiários coletivos. Pequenas lesões na pele ao redor da unha ou na própria lâmina ungueal facilitam a entrada dos fungos.

Os sintomas dos fungos nas unhas dos pés incluem alterações visíveis e mudanças na textura. Assim, as unhas podem ficar amareladas, esbranquiçadas ou acastanhadas, tornar-se espessas, quebradiças e com formato irregular. Em alguns casos, ocorre desprendimento parcial da unha do leito ungueal, acompanhado de odor desagradável. Embora muitas vezes não haja dor no início, quadros avançados podem causar sensibilidade ao calçar sapatos ou caminhar longas distâncias.

Além do aspecto estético, a onicomicose pode favorecer pequenas fissuras na pele ao redor, facilitando a entrada de bactérias. Em pessoas com imunidade comprometida, diabetes ou problemas circulatórios, essas alterações merecem atenção especial, já que podem aumentar o risco de infecções mais sérias.

 

Fungos nas unhas dos pés: como a onicomicose afeta saúde e estética?

Do ponto de vista estético, os fungos nas unhas dos pés costumam gerar incômodo por deixarem as unhas opacas, deformadas e com coloração alterada. Por isso, muitas pessoas passam a evitar sandálias abertas, praia ou piscina por causa da aparência. Assim, isso mostra o impacto social e emocional desse problema de saúde aparentemente simples. A alteração na forma e na espessura pode dificultar o corte adequado das unhas e até interferir na escolha de calçados.

Na esfera da saúde, a onicomicose pode comprometer a função de proteção que a unha exerce sobre a ponta do dedo. Unhas espessas e deformadas podem pressionar tecidos ao redor, causar microtraumas e favorecer o surgimento de calos e lesões. Ademais, em indivíduos com doenças crônicas, qualquer ferida na região dos pés exige cuidados rigorosos para evitar complicações, especialmente quando há má circulação sanguínea.

Por isso, profissionais de saúde reforçam que a onicomicose não deve ser tratada apenas como questão estética. Afinal, a presença de fungos nas unhas sinaliza um desequilíbrio local, muitas vezes algo que se associa à umidade constante, calçados inadequados ou falta de ventilação. Portanto, entender essas relações ajuda na escolha de estratégias de prevenção e no sucesso de qualquer tratamento, médico ou complementar.

 

Quais remédios caseiros são mais citados para tratar fungos nas unhas?

Na tentativa de combater fungos nas unhas dos pés, diversos remédios caseiros são mencionados em relatos populares. Entre os mais conhecidos estão vinagre, óleo de melaleuca, bicarbonato de sódio e alho. Embora muitos relatos indiquem melhora, especialistas lembram que esses métodos podem atuar principalmente como coadjuvantes, não substituindo o acompanhamento de um dermatologista ou podólogo em casos persistentes ou graves.

O vinagre, em especial o de maçã, é citado pela sua acidez, que pode criar um ambiente menos favorável ao crescimento de fungos. Em geral, é utilizado diluído em água morna, em proporções como uma parte de vinagre para uma parte de água, para escalda-pés de 15 a 20 minutos, uma vez ao dia. É importante secar bem os pés após o uso e evitar aplicação direta em pele irritada ou machucada.

O óleo de melaleuca (tea tree oil) é outro recurso popular. Esse óleo essencial é aplicado diluído em um óleo carreador (como óleo de coco ou de amêndoas) para reduzir risco de irritação. Costuma-se pingar algumas gotas da mistura sobre a unha limpa e seca, uma ou duas vezes ao dia. Pessoas com pele sensível devem testar uma pequena área antes de usar de forma mais ampla.

O bicarbonato de sódio aparece como alternativa para ajudar a reduzir a umidade e o odor nos pés. Pode ser usado em forma de pasta suave, misturado com pouca água e aplicado sobre a unha, ou polvilhado dentro de calçados para mantê-los mais secos. Já o alho, conhecido por compostos com ação antimicrobiana, costuma ser usado amassado e misturado a óleos ou cremes neutros, aplicado em curtos períodos para evitar irritação da pele ao redor.

Apesar da ampla circulação dessas práticas, não há garantia de que remédios caseiros consigam eliminar totalmente os fungos das unhas, especialmente quando a infecção é extensa ou antiga. Em muitos casos, quando há apenas alívio parcial, o fungo continua presente e pode voltar a se manifestar com mais intensidade.

 

Cuidados diários e quando procurar dermatologista ou podólogo?

Para reduzir o risco de fungos nas unhas dos pés e apoiar qualquer tratamento, os cuidados diários são essenciais. Manter os pés limpos, secos e com boa ventilação ajuda a dificultar o crescimento de fungos. Após o banho, é recomendável secar bem entre os dedos, usar toalhas pessoais e evitar permanecer longos períodos com meias úmidas ou calçados fechados.

 

Algumas medidas práticas incluem:

 

Preferir meias de algodão ou tecidos que absorvam melhor o suor.

Alternar os pares de sapatos ao longo da semana, permitindo que sequem completamente.

Evitar caminhar descalço em vestiários, saunas, piscinas e pisos úmidos compartilhados.

Não compartilhar cortadores, alicates ou lixas de unha.

Manter as unhas dos pés aparadas, mas sem cortar demais os cantos.

 

Quando já existe onicomicose, pode se adotar a combinação de higiene rigorosa e alguns remédios caseiros, desde que não provoque irritação ou ferimentos. No entanto, casos persistentes, dolorosos, extensos ou que envolvem várias unhas devem passar pela avaliação de um médico dermatologista ou podólogo. Esses profissionais podem indicar tratamentos tópicos, comprimidos antifúngicos, limpezas periódicas da unha e, em alguns casos, procedimentos específicos.

 

Essa avaliação é especialmente importante em pessoas com diabetes, problemas vasculares, uso de medicamentos que afetam o sistema imunológico ou histórico de infecções repetidas nos pés. Nesses grupos, a orientação profissional reduz o risco de complicações e aumenta as chances de recuperação da aparência e da saúde das unhas. O acompanhamento também permite ajustar o tratamento e esclarecer dúvidas sobre o uso de remédios caseiros como complemento, sempre priorizando a segurança e a eficácia.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/fungos-nas-unhas-dos-pes-tratamentos-caseiros-que-podem-ajudar,65985ce593b5d88a412effd197b68e22qm40n1qc.html?utm_source=clipboard - Por: Valdomiro Neto* *com uso de Inteligência Artificial / Giro 10 - depositphotos.com / Elnur

Homenagem às mulheres


Recentemente, minha netinha Laisa me pediu para contar histórias da minha infância, após ter contado algumas, ela me perguntou qual foi o maior sonho que tive quando era criança, pensei em dizer que era ficar rico, bonito quando crescesse ou ser famoso, mas eu respondi que era me casar, ter filhos e uma netinha, e este sonho foi realizado com o nascimento dela. Então ela me perguntou: sério, vô? E respondi que sim, pois tinha uma netinha que amava muito. Ela deu um sorriso lindo e eu enchi os olhos de lágrimas de sua atitude. Em nome de minha netinha Laisa faço uma homenagem às mulheres, em especial, a minha esposa Madileide, as minhas irmãs Cida, Dete e Lourdes, a minha mãe Dona Graça (in memoriam) e a Nossa Senhora, mãe de todas as mulheres.

 

Professor José Costa

sábado, 7 de março de 2026

6 alimentos que ajudam a conquistar uma barriga chapada


O consumo ajuda a reduzir o inchaço, melhorar a digestão e contribui para a perda de gordura abdominal

 

Muita gente associa barriga chapada apenas a exercícios abdominais. Porém, a alimentação tem papel fundamental quando o objetivo é reduzir o inchaço e a gordura abdominal.

 

Alguns alimentos ajudam a melhorar a digestão, equilibrar o intestino e reduzir a retenção de líquidos. Esses fatores fazem diferença tanto na saúde quanto na aparência da região abdominal.

 

Isso não significa que existe um alimento milagroso. Mas incluir opções estratégicas no cardápio pode contribuir para um abdômen mais definido.

 

Veja alguns exemplos.

 

1. Abacate

O abacate é rico em gorduras boas, especialmente as monoinsaturadas. Esse tipo de gordura ajuda a promover saciedade e pode contribuir para o equilíbrio metabólico.

Além disso, a fruta também contém fibras, que favorecem o funcionamento do intestino.

Um intestino regulado é um dos fatores que ajudam a evitar inchaço abdominal.

 

2. Aveia

A aveia é conhecida pelo alto teor de fibras solúveis, especialmente o betaglucano.

Essas fibras ajudam a melhorar o trânsito intestinal e aumentam a sensação de saciedade ao longo do dia.

Quando o sistema digestivo funciona bem, o desconforto abdominal tende a diminuir, o que favorece uma aparência de barriga menos inchada.

 

3. Iogurte natural

O iogurte natural contém probióticos, micro-organismos que contribuem para o equilíbrio da microbiota intestinal.

Quando a flora intestinal está equilibrada, a digestão costuma funcionar melhor. Isso ajuda a reduzir sintomas como gases, distensão abdominal e inchaço.

 

Por isso, alimentos com probióticos são frequentemente associados à saúde digestiva.

 

4. Pepino

O pepino é composto majoritariamente por água. Por isso, é considerado um alimento leve e hidratante.

Além de ajudar na hidratação, ele também pode contribuir para reduzir a retenção de líquidos.

Essas características fazem do pepino uma opção interessante para quem busca diminuir o inchaço abdominal.

 

5. Gengibre

O gengibre é bastante conhecido por suas propriedades digestivas.

Ele pode ajudar a estimular a digestão e reduzir desconfortos como gases e sensação de estômago pesado.

Esse efeito contribui para diminuir a distensão abdominal ao longo do dia.

 

6. Folhas verdes

Verduras como espinafre, rúcula e couve são ricas em fibras, vitaminas e minerais.

Além de serem pouco calóricas, essas folhas ajudam a aumentar o volume das refeições sem elevar muito o consumo energético.

Isso pode favorecer o controle do peso e contribuir para a redução de gordura corporal, incluindo a região da barriga.

 

Hábitos também fazem diferença

Mesmo com alimentos que ajudam na digestão e na saciedade, conquistar uma barriga chapada depende de um conjunto de hábitos.

 

Alguns fatores que fazem diferença incluem:

 

Alimentação equilibrada.

Prática regular de exercícios.

Boa hidratação.

Sono adequado.

Controle do estresse.

 

Quando esses pilares estão alinhados, o organismo tende a funcionar melhor. Como consequência, a redução de gordura e do inchaço abdominal se torna mais possível.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/6-alimentos-que-ajudam-a-conquistar-uma-barriga-chapada,3e592cfcf5c585f331208495b15c0b12sswyy7bk.html?utm_source=clipboard