segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Toda criança tem direito a uma Educação Física de qualidade


Uma criança não pode ter menos oportunidades simplesmente porque nasceu em outro município, estado ou região do Brasil. A Educação Física é parte fundamental da educação e contribui diretamente para a saúde, o desenvolvimento, a inclusão e a formação das nossas crianças.

 

Mas, ainda convivemos com desigualdades que precisam ser enfrentadas. Precisamos garantir Educação Física de qualidade desde os primeiros anos escolares, com profissionais devidamente qualificados, espaços adequados, materiais, equipamentos e formação continuada. Não basta reconhecer a importância da nossa profissão. É preciso criar condições para que esse direito chegue, de verdade, a todas as escolas.

 

Essa responsabilidade é de todos nós. Pais, cobrem esse direito. Políticos e gestores, transformem discursos em investimentos e políticas públicas. Profissionais, vamos fortalecer essa luta. Não estamos falando apenas de esporte. Estamos falando de saúde, aprendizagem, inclusão e qualidade de vida. Toda criança, em qualquer lugar do Brasil, merece Educação Física de qualidade. O futuro delas não pode esperar!

 

Por Professor Gilson Dória - Membro do CONFEF

Quanto de exercícios físicos devo fazer por semana para reduzir o risco cardiovascular?


Um estudo da Universidade Politécnica de Macau com mais de 17 mil adultos revelou que praticar de 560 a 610 minutos de exercícios físicos por semana reduz o risco cardiovascular em mais de 30% em relação ao sedentarismo. O volume supera a recomendação tradicional de 150 minutos semanais, que garante uma redução modesta de 8% a 9%. A pesquisa, que acompanhou participantes por quase 8 anos, mostrou que apenas 12% atingiram esse patamar ideal para máxima proteção cardíaca.

 

Estudo realizado na Universidade Politécnica de Macau, na China, sugere que adultos que completaram de 560 a 610 minutos - algo entre 80 e 90 minutos, sete dias por semana - de exercícios moderados a vigorosos por semana apresentaram um risco 30% menor de doenças cardiovasculares do que indivíduos sedentários.

 

As diretrizes atuais de 150 minutos de exercícios semanais foram associadas a uma redução mais modesta, de 8 a 9%, no risco cardiovascular.

 

Os pesquisadores analisaram dados de saúde e atividade física de mais de 17.000 adultos participantes do estudo UK Biobank. A idade média dos participantes era de 57 anos, 56% eram mulheres e 96% eram brancos.

 

Os participantes usaram monitores de atividade física no pulso continuamente por 7 dias e realizaram testes de exercício projetados para estimar seu VO2 máximo. Essa é uma medida da aptidão cardiorrespiratória que reflete o volume máximo de oxigênio que o corpo pode utilizar durante exercícios intensos. A análise também incluiu dados sobre tabagismo, consumo de álcool, autopercepção de saúde e dieta, índice de massa corporal, frequência cardíaca em repouso e pressão arterial.

 

Durante quase 8 anos de acompanhamento, os pesquisadores registraram mais de 1.200 eventos cardiovasculares, incluindo fibrilação atrial, ataques cardíacos, insuficiência cardíaca e acidentes vasculares cerebrais.

 

Adultos que atingiram a recomendação atual de 150 minutos de atividade física apresentaram uma redução de 8% a 9% no risco cardiovascular, independentemente do nível de condicionamento físico. No entanto, os pesquisadores relataram que benefícios substancialmente maiores só foram observados com volumes de exercício muito mais elevados.

 

Notavelmente, adultos que completaram entre 560 e 610 minutos de atividade física moderada a vigorosa por semana obtiveram proteção substancial contra o risco cardiovascular, classificada como uma redução de risco superior a 30%. No entanto, os pesquisadores acrescentam que apenas 12% das pessoas no estudo atingiram esse nível de exercício.

 

Fonte: British Journal of Sports Medicine. DOI: 10.1136/bjsports-2025-111351.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/quanto-de-exercicios-fisicos-devo-fazer-por-semana-para-reduzir-o-risco-cardiovascular,9a6672cc4fe7bd82e3f4afbc32fc238ek4djla3i.html?utm_source=clipboard - Foto: nutthasethw/Evanto / Boa Saúde

domingo, 30 de agosto de 2026

Tratamento da apneia do sono pode ajudar no controle da hipertensão


Há evidências de que a melhora da qualidade do sono pode reduzir a pressão arterial mesmo em indivíduos que já utilizam remédios

 

O tratamento da apneia do sono é um aliado crucial no controle da hipertensão arterial. As frequentes pausas respiratórias noturnas reduzem a oxigenação e sobrecarregam o sistema cardiovascular, elevando a pressão sanguínea. Ao tratar a condição adequadamente, normaliza-se o fluxo de oxigênio, o que ajuda a estabilizar os níveis pressóricos, potencializa o efeito de medicamentos e reduz de forma significativa o risco de infartos e derrames.

 

A apneia obstrutiva do sono ocorre quando os músculos da garganta relaxam, estreitando as vias respiratórias e dificultando a passagem do ar para os pulmões. Além de comprometer a qualidade do sono, a condição está associada a uma série de problemas de saúde, incluindo doenças cardiovasculares.

 

O problema é especialmente frequente entre pessoas hipertensas — afeta entre 30% e 50% de quem tem pressão alta. Nos casos de hipertensão resistente, a prevalência sobe para 60% a 90%, enquanto na hipertensão refratária pode chegar a 95%. "Estudos mostram que esse problema é um fator de risco independente para hipertensão, com aproximadamente duas vezes maior risco comparado a indivíduos sem ele", destaca o cardiologista Eduardo Segalla de Mello, do Einstein Hospital Israelita.

 

A relação entre as duas condições está ligada a alterações fisiológicas provocadas pelas interrupções da respiração durante o sono. Ao parar de respirar momentaneamente, a taxa de oxigênio cai e depois sobe, levando a microdespertares. Esse esforço respiratório pode  alterar a pressão arterial.

 

Há evidências de que tratar a apneia obstrutiva do sono pode somar ao tratamento convencional da hipertensão. Um estudo brasileiro publicado em 2025 mostra que o controle do distúrbio contribui para reduzir a pressão arterial em pacientes com hipertensão não controlada, mesmo com uso adequado de medicamentos.

 

A pesquisa acompanhou 123 pacientes com apneia e pressão arterial acima dos níveis considerados saudáveis. Os participantes foram divididos em dois grupos: 64 indivíduos utilizaram tiras dilatadoras nasais, enquanto os demais receberam tratamento com CPAP, aparelho que fornece fluxo contínuo de ar por meio de uma máscara acoplada ao nariz ou à boca. O equipamento mantém as vias respiratórias abertas durante o sono, evitando as pausas respiratórias características da doença.

 

"Fizemos a contagem dos remédios anti-hipertensivos utilizados pelos pacientes com o objetivo de nos certificar de que todos tomavam a medicação corretamente e que eram casos resistentes ao tratamento", explica o pneumologista Geraldo Lorenzi Filho, diretor do Laboratório do Sono do Instituto do Coração, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), que coordenou o projeto.

 

Além da aferição da pressão arterial periférica, aquela que normalmente é feita em consultórios, foram feitas outras avaliações. "Foi realizada também a medição de 24 horas e uma medida de pressão central, exercida pelo sangue diretamente na raiz da aorta, na saída do coração, e nas artérias próximas aos órgãos vitais, como o cérebro e os rins", detalha Lorenzi.

 

Após seis meses, observou-se que os pacientes tratados com CPAP apresentaram redução significativa da pressão arterial. Segundo os autores, a melhora pode contribuir para diminuir o risco de complicações cardiovasculares associadas à hipertensão, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

 

Além do tratamento específico para a apneia, mudanças no estilo de vida também podem ajudar a controlar o problema. Entre elas, destaca-se a perda de peso. "Nesse cenário, a prática de atividades físicas é muito bem-vinda. Ela ajuda a baixar o ponteiro da balança e melhorar a qualidade do sono", conclui Lorenzi Filho.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/tratamento-da-apneia-do-sono-pode-ajudar-no-controle-da-hipertensao,3f2b71e9cb7bb646ee7d74fa4f1b5959yluzxk48.html?utm_source=clipboard - Por: Por Thais Szegö, da Agência Einstein - Foto: Agência Einstein

sábado, 29 de agosto de 2026

Quais frutas e vegetais são os melhores para a saúde do coração e por quê?


Estudo da Universidade de Reading revelou que menos de 20% das pessoas consomem a dose diária ideal de flavonóis (400 a 600 mg), compostos antioxidantes que reduzem o risco cardíaco. Mesmo ingerindo a quantidade recomendada de vegetais, a maioria não atinge a meta protetora. Para suprir essa carência e proteger o coração, especialistas orientam priorizar alimentos ricos na substância, como maçãs com casca, amoras, mirtilos, uvas, cacau, chocolate amargo e chás verde e preto.

 

As doenças cardíacas ainda são uma das principais causas de problemas de saúde e morte — e, portanto, é importante identificar maneiras de reduzir o risco da doença. A dieta é um dos principais fatores de risco modificáveis para doenças cardíacas e, embora alguns fatores de risco sejam bem conhecidos — sódio, gordura saturada ou baixa ingestão de fibras —, existem outros para os quais há muito menos dados.

 

Estudo realizado na Universidade de Reading, no Reino Unido, analisou dados dietéticos de mais de 30.000 participantes nos Estados Unidos e no Reino Unido, por meio de medições de biomarcadores. Os resultados mostraram que menos de uma em cada cinco pessoas atingiu a ingestão diária de flavonóis recomendada para ajudar a reduzir o risco de doenças cardiovasculares.

 

A Academia Americana de Nutrição e Dietética recomenda uma ingestão de 400 a 600 mg/dia de flavonóis. Esses são um tipo de composto vegetal que pode oferecer diversos benefícios à saúde devido às suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Eles são encontrados em uma variedade de frutas e vegetais, bem como em cacau, leguminosas, vinho tinto e chás verde e preto.

 

Segundo os pesquisadores, se as pessoas não estão atingindo um nível suficientemente alto de flavonóis para reduzir o risco de desenvolver doenças cardíacas, mesmo consumindo as cinco porções diárias recomendadas de frutas e vegetais, então pode ser necessário melhorar o conhecimento público sobre quais alimentos são mais ricos em flavonóis.

 

Para aqueles que desejam aumentar a ingestão diária de flavonóis para potencialmente se protegerem de doenças cardíacas e desfrutarem dos outros benefícios do composto para a saúde, os autores recomendam o consumo de alimentos como maçãs com casca, amoras, mirtilos, uvas, chá (especialmente chá verde e preto), cacau, chocolate amargo (com no mínimo 70% de cacau), peras e certas leguminosas, como favas.

 

Fonte: Food & Function. DOI: 10.1039/d6fo00867d.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/quais-frutas-e-vegetais-sao-os-melhores-para-a-saude-do-coracao-e-por-que,40548060661e5e95c4a7c66fdc35e71aj854orey.html?utm_source=clipboard - Foto: lucigerma/Evanto / Boa Saúde

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

O corpo avisa antes de uma emergência? 7 sinais para procurar um médico imediatamente


Dor no peito, falta de ar, desmaio e alterações neurológicas podem ser confundidos com problemas passageiros, mas também podem indicar situações que exigem atendimento imediato

 

Identificar alterações súbitas no organismo é essencial para socorrer emergências a tempo. Sintomas fora do padrão habitual — como dor no peito, falta de ar repentina, sinais neurológicos de AVC, desmaios, dores de cabeça intensas, confusão mental e rápida piora do quadro geral — exigem atenção médica imediata. Diante de manifestações graves ou com risco iminente à vida, o tempo de resposta é crucial e a orientação fundamental é acionar o SAMU pelo 192 sem hesitar.

 

Nem toda emergência médica começa de maneira dramática. Em alguns casos, o organismo apresenta sinais que podem ser percebidos horas ou até mesmo antes de uma piora importante. Em outros, porém, a situação pode surgir de forma repentina, sem dar tempo para a pessoa reconhecer previamente o risco.

 

Por isso, mais importante do que esperar por um "aviso" do corpo é saber identificar mudanças súbitas ou sintomas fora do padrão habitual, principalmente quando aparecem com intensidade, persistem ou vêm acompanhados de outros sinais.

 

Segundo o médico emergencista Dr. Yuri Castro, reconhecer essas alterações pode fazer diferença na busca por atendimento e, em determinadas situações, ajudar a evitar complicações.

 

Abaixo, confira alguns sinais que merecem atenção.

 

1. Dor ou pressão no peito que não melhora

Uma dor no peito não deve ser automaticamente atribuída à ansiedade, má digestão ou esforço físico. Quando há sensação de pressão, aperto ou peso no peito, especialmente se o sintoma for persistente ou vier acompanhado de falta de ar, suor frio, náusea, tontura ou mal-estar intenso, é importante considerar a possibilidade de uma emergência cardiovascular.

 

A intensidade também não deve ser o único parâmetro: problemas cardíacos podem se manifestar de maneiras diferentes, principalmente em mulheres, idosos e pessoas com diabetes.

 

2. Falta de ar que aparece de repente ou foge do habitual

Ficar ofegante após um esforço intenso pode ser esperado. O sinal de alerta aparece quando a falta de ar é desproporcional à atividade realizada, surge repentinamente ou acontece mesmo em repouso. A situação merece ainda mais atenção quando vem acompanhada de dor no peito, lábios arroxeados, tontura, confusão, desmaio ou piora rápida do estado geral.

Por ser um sintoma também associado à ansiedade e crises de pânico, a falta de ar pode ser subestimada. A diferença é que não é seguro presumir a causa sem avaliar o contexto e os demais sintomas.

 

3. Rosto torto, fraqueza ou dificuldade para falar

Alterações neurológicas súbitas estão entre os sinais que exigem maior rapidez. Assimetria no rosto, fraqueza ou dormência em um lado do corpo, dificuldade para falar ou compreender, alteração repentina da visão, perda de equilíbrio e confusão podem indicar um acidente vascular cerebral (AVC).

Mesmo que o sintoma desapareça depois de alguns minutos, ele não deve ser ignorado. Uma melhora espontânea não significa necessariamente que o risco passou. Nesse tipo de situação, tempo é fundamental, e a recomendação é procurar atendimento emergencial imediatamente.

 

4. Desmaio ou perda súbita de consciência

Um desmaio pode ter causas relativamente simples, mas também pode estar relacionado a alterações cardíacas, neurológicas ou metabólicas. Por isso, perder a consciência sem uma explicação clara merece avaliação, principalmente quando o episódio acontece durante esforço físico ou é acompanhado por dor no peito, palpitações, falta de ar, convulsão, confusão após o episódio ou dificuldade para recuperar a consciência normalmente. A orientação é ainda mais importante quando o desmaio ocorre pela primeira vez ou se repete.

 

5. Uma dor de cabeça que surge de forma súbita e muito intensa

Nem toda dor de cabeça representa uma emergência. Porém, uma cefaleia que aparece abruptamente, com intensidade muito elevada e diferente do padrão habitual, deve ser investigada. O alerta aumenta quando a dor vem acompanhada de vômitos persistentes, desmaio, confusão, rigidez na nuca, alterações na visão, dificuldade para falar, fraqueza ou perda de sensibilidade. A chamada "pior dor de cabeça da vida", especialmente quando surge de maneira explosiva, é um sinal que não deve ser banalizado.

 

6. Confusão mental ou mudança repentina de comportamento

Uma pessoa que passa subitamente a não saber onde está, não reconhece familiares, apresenta dificuldade para responder perguntas simples, fica excessivamente sonolenta ou demonstra uma alteração importante de comportamento pode estar apresentando uma emergência.

Esse tipo de mudança pode estar relacionado a diferentes condições, como alterações neurológicas, infecções graves, alterações metabólicas ou intoxicações. Quando a mudança é repentina e não existe uma explicação evidente, é importante procurar atendimento.

 

7. Piora rápida de um quadro que parecia comum

Talvez um dos sinais mais importantes seja justamente a mudança de padrão. Uma infecção que evolui rapidamente com prostração intensa, dificuldade para respirar, confusão, desmaio ou piora importante do estado geral, por exemplo, merece atenção imediata. Isso também vale para uma pessoa que, mesmo sem apresentar inicialmente um sintoma considerado grave, passa a demonstrar uma deterioração rápida do estado de saúde.

Mais do que decorar uma lista de doenças, observar a evolução do quadro ajuda a reconhecer quando uma situação deixou de ser algo que pode ser acompanhado em casa.

 

Quando chamar o SAMU?

Em situações de suspeita de infarto, AVC, perda de consciência, falta de ar importante, convulsões ou outras condições em que exista risco de morte ou agravamento rápido, a orientação é acionar o SAMU pelo telefone 192.

Também é importante evitar transportar por conta própria uma pessoa que esteja inconsciente, com dificuldade importante para respirar ou apresentando sinais neurológicos súbitos, especialmente quando há possibilidade de piora durante o deslocamento.

 

O principal sinal de alerta é a mudança

O corpo nem sempre consegue "avisar" com antecedência que uma emergência está prestes a acontecer. Algumas condições evoluem silenciosamente e outras começam de maneira abrupta.

Por isso, segundo o médico emergencista Dr. Yuri Castro, reconhecer sintomas novos, intensos, súbitos ou diferentes do padrão habitual é uma das principais atitudes para não atrasar a procura por atendimento. Em uma emergência, esperar para ver se passa pode custar tempo precioso.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/o-corpo-avisa-antes-de-uma-emergencia-7-sinais-para-procurar-um-medico-imediatamente,e5302a9b213f68e34ef46bf4b96e0b41nt6gl8k8.html?utm_source=clipboard - Por Adriana Quintairos - Foto: PeopleImages | Shutterstock / Portal EdiCase