terça-feira, 3 de novembro de 2026

Cinco exercícios de Pilates para melhorar postura e mobilidade


Fisioterapeuta e especialista em Pilates, Mariana Dias explica como movimentos que trabalham força, mobilidade e respiração podem contribuir para uma rotina com mais consciência corporal

 

Resumo

Para combater a rigidez causada pelo sedentarismo e pelo uso de telas, o Pilates surge como alternativa eficaz para aprimorar a postura, a mobilidade e a força funcional. A prática se apoia em cinco pilares principais: mobilização da coluna, extensão do tronco, mobilidade de quadril, ativação do core e controle da respiração. Essencialmente adaptável aos limites individuais, o método prioriza a consciência corporal e o controle dos movimentos, enfatizando que os exercícios jamais devem causar dor.

Passar horas sentado, trabalhar diante do computador ou ficar muito tempo no celular pode aumentar a sensação de tensão e rigidez corporal. Para lidar com esses desconfortos, movimentar o corpo ao longo do dia é uma estratégia importante. O Pilates é uma das práticas que podem ajudar nesse processo, combinando força, mobilidade, controle dos movimentos e respiração.

 

Segundo a fisioterapeuta e especialista em Pilates Mariana Dias, proprietária de uma unidade do Instituto VOLL em Campinas, a prática trabalha diferentes capacidades físicas de forma integrada. A proposta é desenvolver não apenas a execução dos movimentos, mas também a percepção de como o corpo se movimenta.

 

"Uma pessoa forte e móvel é uma pessoa funcional, e isso tem relação direta com qualidade de vida. O objetivo não é apenas conseguir executar um movimento, mas entender como o corpo se movimenta e desenvolver cada vez mais controle sobre ele", explica a especialista.

 

A seguir, confira cinco tipos de exercícios de Pilates que podem contribuir para a mobilidade e a postura no dia a dia.

 

1. Mobilização da coluna

Os movimentos de flexão e extensão da coluna ajudam a trabalhar a mobilidade vertebral e a percepção dos diferentes segmentos do corpo. Essa consciência é importante para reconhecer como a coluna se movimenta e desenvolver maior controle durante os exercícios.

A execução deve ser lenta e controlada, respeitando os limites individuais. Não é necessário forçar a amplitude para tentar alcançar um resultado melhor.

 

2. Alongamento e extensão do tronco

Exercícios de alongamento e extensão do tronco trabalham a mobilidade da coluna e dos ombros. Eles também podem ajudar a reduzir a sensação de rigidez associada a longos períodos na mesma posição.

Esses movimentos podem ser especialmente relevantes para quem passa boa parte do dia sentado ou trabalhando diante de telas. O importante é realizar os exercícios com controle e sem forçar o corpo além de seus limites.

 

3. Mobilidade de quadril

O quadril participa de diversas atividades cotidianas, como caminhar, agachar e levantar de uma cadeira. Por isso, trabalhar sua mobilidade pode contribuir para movimentos mais eficientes e ajudar a evitar compensações durante essas ações.

No Pilates, os exercícios para essa região são adaptados às necessidades de cada pessoa. A amplitude e a intensidade devem respeitar a mobilidade individual, sem provocar dor.

 

4. Ativação do centro do corpo

O core é o conjunto de músculos que contribuem para a estabilização do tronco. No Pilates, exercícios voltados para essa região ajudam a desenvolver força, controle e estabilidade corporal.

Esse trabalho pode contribuir para a execução de diferentes movimentos do cotidiano, já que o tronco participa da sustentação e do controle do corpo durante várias atividades.

A prática deve considerar o condicionamento e as necessidades de cada pessoa, com adaptações quando necessário.

 

5. Exercícios associados à respiração

A respiração é parte importante da prática de Pilates. Prestar atenção ao ritmo respiratório durante os movimentos pode favorecer a concentração, o controle da execução e a consciência corporal.

Em vez de realizar os exercícios de forma automática, a proposta é coordenar a respiração com os movimentos e perceber como o corpo responde durante a prática.

Essa atenção também ajuda a respeitar o próprio ritmo, evitando movimentos apressados ou feitos com esforço excessivo.

 

Pilates: os exercícios não devem provocar dor

Embora o Pilates possa contribuir para trabalhar a mobilidade e a consciência corporal, os exercícios precisam ser adaptados às condições de cada pessoa. Não existe uma única forma de executar todos os movimentos, já que cada corpo apresenta necessidades e limitações diferentes.

"Não existe um movimento que precise ser igual para todo mundo. O Pilates permite inúmeras variações e adaptações, justamente porque cada corpo tem uma necessidade e uma história diferente", afirma Mariana.

A especialista também alerta que a dor não deve ser interpretada automaticamente como sinal de que o exercício está funcionando. Se houver desconforto, é importante interromper ou adaptar o movimento com orientação profissional.

Em casos de dores persistentes ou limitações de movimento, a recomendação é buscar avaliação de um profissional habilitado antes de insistir nos exercícios.

Mais do que praticar movimentos isolados, o Pilates propõe desenvolver uma relação mais consciente com o próprio corpo. Com orientação adequada e exercícios adaptados às necessidades individuais, a prática pode integrar uma rotina voltada à mobilidade, ao controle corporal e à qualidade de vida.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/cinco-exercicios-de-pilates-para-melhorar-postura-e-mobilidade,5b8a03af73162ced2e4f66c707b3ec55o6w0rmvk.html?utm_source=clipboard - Por: Marcus Almeida / Licenciado de Sport Life - Foto: Shutterstock / Sport Life

segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Coceira nos olhos? Entenda os riscos graves de esfregar a visão e como aliviar


Prática vista como inofensiva pode provocar lesões graves na córnea, acelerar doenças como o ceratocone e favorecer infecções sérias

 

Resumo

Coçar os olhos pode parecer inofensivo, mas traz sérios riscos à visão, como lesões na córnea, infecções bacterianas e o desenvolvimento ou agravamento do ceratocone, doença que deforma a estrutura ocular. O hábito também pode romper vasos sanguíneos e acelerar a flacidez palpebral. Para aliviar a coceira de forma segura, recomenda-se aplicar compressas frias e usar colírios lubrificantes indicados por um oftalmologista, investigando causas como alergias, olho seco ou fadiga visual.

Um gesto quase automático praticado por milhares de pessoas durante crises alérgicas ou episódios de cansaço extremo pode trazer graves consequências para a visão. O médico oftalmologista Vinícius Tadashi, integrante do quadro de especialistas do Instituto Curitiba de Saúde (ICS), alerta que o hábito constante de coçar os olhos favorece o surgimento de infecções, quadros inflamatórios e alterações definitivas na estrutura da córnea. Segundo o profissional, a prática é vista equivocadamente como um ato banal, mas carrega o potencial de agravamento de enfermidades preexistentes no aparelho visual. "Coçar os olhos muitas vezes é tido como algo inofensivo ou simplesmente acaba passando despercebido diante da correria do dia a dia. Porém, esse simples ato pode trazer prejuízos para a saúde ocular."

 

Os riscos mecânicos e infecciosos para a saúde dos olhos

A principal complicação relacionada ao atrito manual frequente envolve a contaminação microbiológica e o dano mecânico às estruturas oculares. As mãos humanas acumulam bactérias, vírus e fungos em superfícies diversas e, ao entrar em contato com a mucosa ocular, transportam esses microrganismos diretamente para uma área vulnerável. Além do risco biológico de infecções, a fricção física desestabiliza o filme lacrimal e promove o estresse mecânico da córnea. Em pacientes predispostos, o atrito contínuo contribui para o desenvolvimento do ceratocone, uma patologia degenerativa caracterizada pelo afinamento e pela deformação progressiva da superfície corneana, gerando perda permanente da nitidez visual.

 

Origens da irritação e estratégias seguras de alívio

A origem do prurido ocular ultrapassa o campo estritamente oftalmológico, relacionando-se frequentemente a gatilhos ambientais e sistêmicos. Condições clínicas como a rinite alérgica, a asma, a dermatite atópica, a síndrome de Down e a fadiga estresse visual atuam como fatores desencadeadores da coceira. No âmbito ocular direto, o sintoma associa-se à conjuntivite alérgica, síndrome do olho seco, blefarite e ao uso inadequado de lentes de contato sem a devida higienização. Em situações nas quais a irritação persiste, especialistas orientam recorrer a métodos paliativos seguros até a consulta profissional.

 

Para mitigar o incômodo sem aplicar força sobre as pálpebras, recomenda-se a aplicação de compressas frias sobre a região, o uso de colírios lubrificantes com orientação médica prévia e a higienização rigorosa dos anexos oculares e das lentes de contato. Quando a manifestação da coceira é frequente, de alta intensidade ou acompanhada por sinais como vermelhidão, dor, secreção purulenta ou alteração no campo de visão, a busca por diagnóstico especializado torna-se indispensável. "O mais importante é manter o acompanhamento com seu médico oftalmologista, buscando uma avaliação mais individualizada e um tratamento e seguimento mais personalizados", destaca Vinícius Tadashi.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/coceira-nos-olhos-entenda-os-riscos-graves-de-esfregar-a-visao-e-como-aliviar,77a8c26b772bb0dd725a68b1cc52e168p0jeiobl.html?utm_source=clipboard - Foto: Canva / Perfil Brasil

domingo, 1 de novembro de 2026

Você está preparado para envelhecer? Veja o que fazer para chegar bem à terceira idade


Geriatra explica quais hábitos ajudam a preservar a autonomia, por que a segurança financeira não é suficiente e como começar a se preparar

 

Você já parou para pensar em como deseja chegar à velhice? Mais do que cuidar da saúde e guardar dinheiro para a aposentadoria, preparar-se para envelhecer exige atenção à saúde mental, às relações sociais e à capacidade de manter a autonomia ao longo da vida. E, segundo especialistas, nunca é tarde para começar.

 

Do ponto de vista biológico, não existe uma idade exata em que o corpo passa a ser considerado velho. Embora a legislação brasileira classifique como idosa a pessoa a partir dos 60 anos, o envelhecimento do organismo é um processo gradual, que começa muito antes dessa fase.

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o acúmulo de danos nas células e nos tecidos ao longo dos anos provoca mudanças nas capacidades físicas e mentais. Essas transformações, porém, não acontecem no mesmo ritmo para todos. Por isso, duas pessoas da mesma idade podem apresentar condições de saúde e níveis de autonomia bastante diferentes.

 

Quem não ligou a mínima para que a OMS fala é a empresária Regina Moreira, 63, que mora em Campinas (SP). As caminhadas na Lagoa do Taquaral, principal cartão postal da cidade, e a tentativa de manter os músculos em forma em uma academia somam-se a outros esforços, como a alimentação mais adequada para a idade dela. Mas bem que tem um pouco de ajuda da vida moderna --no caso, a tinta de cabelo. É a única "artificialidade" que ela cita.

 

"Não vem com essa de coisa artificial aqui não. Só a tinta, mas nem é porque tenho vergonha do cabelo branco. Achei que não combinou, só", brincou ao falar com o Terra. Essa "preocupação" tem um significado. "Hoje todas as mulheres sempre querem fazer procedimentos, querem corrigir os efeitos da idade com plástica, botox, sei lá o que mais. Mas eu não penso assim. Estou cuidado da 'base' do meu corpo", disse.

 

"Eu não tenho medo de envelhecer, não! Eu tenho uma vida que me deixa extremamente confortável para que eu possa buscar o que meu corpo precisa para o momento. Envelhecer é parte do processo da vida", acrescenta. Ela tem dois filhos que vivem fora do Estado, mas "não se mete na vida deles".

 

Segundo o médico geriatra Marco Polo Dias Freitas, chefe do Serviço de Geriatria do Hospital Universitário de Brasília, da Universidade de Brasília (HUB-UnB), essa preparação deve começar muito antes dos 60 anos. Mas quem chega à terceira idade sem ter adotado hábitos saudáveis ainda pode fazer mudanças para melhorar a qualidade de vida.

 

"Envelhecer bem não significa apenas viver mais anos ou permanecer livre de doenças. Significa preservar, tanto quanto possível, a autonomia, a capacidade de fazer escolhas e a possibilidade de continuar aprendendo, contribuindo e construindo relações significativas", afirma o especialista ao Terra.

 

O que fazer aos 30, 40 ou 50 anos?

De acordo com Freitas, os hábitos adotados ao longo da vida contribuem para formar uma espécie de "capital de saúde", que reúne condições físicas, cognitivas e emocionais importantes para enfrentar as mudanças do envelhecimento.

 

O geriatra recomenda uma combinação de cuidados:

 

Atividade física: praticar exercícios aeróbicos, de fortalecimento muscular e de equilíbrio;

Alimentação: priorizar alimentos in natura ou minimamente processados e manter hidratação adequada às necessidades individuais;

Saúde: dormir adequadamente, não fumar, evitar o consumo nocivo de álcool e controlar doenças como hipertensão e diabetes;

Medicamentos: evitar a automedicação e o uso de suplementos sem indicação individualizada;

Vida social: cultivar amizades, fortalecer os vínculos familiares e participar de atividades comunitárias;

Saúde mental: aprender coisas novas, manter interesses pessoais e desenvolver maneiras de lidar com o estresse.

Essas medidas, segundo o especialista, não garantem uma velhice livre de doenças ou limitações, mas podem aumentar as chances de preservar a autonomia e a qualidade de vida.

 

Passou dos 60 anos? Ainda há tempo para mudar

Quem chegou aos 60 ou 70 anos sem se preocupar com o envelhecimento ainda pode mudar os próprios hábitos.

 

"Nunca é tarde para adotar hábitos mais saudáveis, fortalecer vínculos sociais e encontrar novos interesses e propósitos", afirma Freitas.

 

Ele explica que, embora algumas consequências de doenças e do envelhecimento não possam ser completamente revertidas, mudanças nessa fase podem trazer benefícios para a saúde física, a capacidade de realizar atividades cotidianas e o bem-estar emocional.

 

Um dos cuidados apontados pelo médico é evitar o isolamento social. Ele cita o Harvard Study of Adult Development, pesquisa que acompanha participantes há mais de oito décadas e destaca a importância das relações interpessoais para a saúde e o bem-estar.

 

O geriatra também chama a atenção para a definição de envelhecimento saudável da Organização Mundial da Saúde (OMS). O conceito considera a capacidade de realizar atividades importantes, tomar decisões, manter relações e participar da sociedade, mesmo quando existem doenças ou limitações.

 

Para Freitas, a qualidade do envelhecimento não depende apenas das escolhas individuais. Condições econômicas, acesso aos serviços de saúde e o ambiente em que a pessoa vive também influenciam a capacidade de manter a autonomia.

 

"Não devemos encarar os 60 ou 70 anos como um prazo vencido para cuidar da saúde ou transformar a própria vida. Sempre há possibilidades de adaptação, aprendizado e crescimento", conclui.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/voce-esta-preparado-para-envelhecer-veja-o-que-fazer-para-chegar-bem-a-terceira-idade,95d545d4a47d6a5a27194dcc0a51f82br35rmrt2.html?utm_source=clipboard - Por: Felipe de Souza - Foto: Reprodução / SHVETS Production via Pexels

sábado, 31 de outubro de 2026

Seu filho precisa de óculos? Veja 7 sinais de alerta


Oftalmopediatra Mayo Tavares explica comportamentos que podem indicar problemas de visão na infância

 

Nem sempre uma criança consegue identificar ou explicar que está com dificuldade para enxergar.

 

Em muitos casos, os primeiros sinais aparecem em comportamentos do dia a dia, como aproximar objetos do rosto, apertar os olhos para assistir à televisão ou apresentar dificuldades nas atividades escolares.

 

Essas atitudes podem passar despercebidas pelos responsáveis, mas merecem atenção quando se tornam frequentes.

 

Segundo o oftalmopediatra Mayo Tavares, do CBV-Hospital de Olhos, algumas crianças se acostumam a enxergar com menor nitidez e não percebem que existe alguma alteração visual.

 

Por isso, observar o comportamento e manter avaliações oftalmológicas são cuidados importantes para acompanhar o desenvolvimento da visão.

 

“A criança muitas vezes não sabe que está enxergando menos do que deveria porque ela sempre teve aquela referência visual. Por isso, cabe aos pais e responsáveis observar mudanças de comportamento e manter o acompanhamento oftalmológico”, afirma o especialista.

 

O médico apresenta sete sinais que podem indicar a necessidade de uma avaliação oftalmológica.

 

1. Aproxima muito os objetos do rosto

Quando a criança costuma colocar livros, brinquedos, celulares ou tablets muito perto dos olhos, pode estar tentando encontrar uma distância que permita enxergar melhor.

Embora esse comportamento não signifique necessariamente que ela precise usar óculos, a repetição merece investigação.

 

“Quando a criança aproxima excessivamente os objetos, pode estar tentando encontrar uma distância em que consiga enxergar com mais nitidez. Esse comportamento não significa necessariamente que ela precise de óculos, mas é um sinal que deve ser investigado”, explica Mayo.

 

2. Aperta os olhos para enxergar

Estreitar os olhos frequentemente para assistir à televisão, identificar pessoas ou observar objetos distantes pode ser uma tentativa de melhorar a nitidez das imagens.

“Apertar os olhos pode ser uma estratégia espontânea para tentar enxergar melhor. Se isso acontece com frequência, principalmente para visualizar objetos que estão longe, é importante realizar uma avaliação oftalmológica”, ressalta.

 

3. Apresenta dificuldades na escola

Alterações na visão podem interferir na leitura, na escrita e na capacidade de copiar informações do quadro.

Em algumas situações, essas dificuldades acabam sendo interpretadas como falta de atenção ou desinteresse pelas atividades escolares.

“Quando a criança começa a apresentar dificuldade para copiar o conteúdo do quadro, ler ou acompanhar atividades que antes realizava normalmente, a visão deve ser considerada entre as possíveis causas. Uma avaliação pode ajudar a diferenciar uma dificuldade visual de outras situações”, afirma o médico.

 

4. Reclama de dor de cabeça frequentemente

Dores de cabeça recorrentes, principalmente depois de ler, estudar ou realizar atividades que exigem esforço visual, também podem estar relacionadas a dificuldades para enxergar.

Entretanto, o sintoma possui diferentes causas e não deve ser associado automaticamente à necessidade de óculos.

“Nem toda dor de cabeça em criança está relacionada à visão, mas quando ela aparece repetidamente depois de atividades visuais, é importante conversar com o pediatra e considerar uma avaliação oftalmológica”, explica o oftalmopediatra.

 

5. Pisca ou esfrega os olhos constantemente

Piscar muitas vezes, esfregar os olhos ou demonstrar desconforto ocular são comportamentos que podem estar relacionados a alergias, irritações, ressecamento ou alterações visuais.

“O ato de esfregar os olhos de maneira frequente não deve ser ignorado. Além de investigar a causa da irritação, o oftalmologista pode avaliar se existe alguma alteração na visão que esteja contribuindo para o comportamento”, alerta.

 

6. Senta muito perto da televisão

A preferência por assistir à televisão ou utilizar outros dispositivos a uma distância muito pequena pode indicar dificuldade para enxergar objetos mais afastados.

O importante é observar se a atitude acontece ocasionalmente ou se a criança precisa se aproximar sempre para visualizar as imagens.

“É importante observar se a criança se aproxima das telas de forma ocasional ou se isso se tornou um padrão. Quando ela precisa ficar muito perto para enxergar, vale investigar a acuidade visual”, ressalta Mayo.

 

7. Fecha um dos olhos ou inclina a cabeça para enxergar

Fechar um dos olhos, virar o rosto ou inclinar a cabeça repetidamente para observar alguma coisa pode indicar uma tentativa de compensar dificuldades visuais.

Esse comportamento merece atenção porque pode estar associado a alterações que precisam de acompanhamento especializado.

“Quando a criança adota repetidamente uma posição específica da cabeça ou fecha um dos olhos para enxergar, podemos estar diante de uma dificuldade visual que precisa ser investigada. A avaliação é importante porque alguns problemas, quando identificados precocemente, podem ser tratados e acompanhados de forma mais adequada”, afirma.

 

Consultas são importantes mesmo sem sintomas

A ausência de reclamações não garante que a visão esteja se desenvolvendo adequadamente.

Algumas alterações podem estar presentes desde os primeiros anos de vida e não provocar sinais facilmente identificáveis pelos responsáveis.

Por esse motivo, o acompanhamento oftalmológico infantil não deve acontecer apenas quando surgem dificuldades na escola ou comportamentos diferentes.

“A criança pode não reclamar simplesmente porque não conhece outra forma de enxergar. Por isso, o exame oftalmológico na infância é importante mesmo quando os pais não percebem nenhum sinal evidente. O acompanhamento permite avaliar o desenvolvimento da visão e identificar alterações que precisam de tratamento ou correção”, conclui Mayo Tavares.

Identificar alterações visuais precocemente pode contribuir para o desenvolvimento infantil e evitar que dificuldades para enxergar interfiram no aprendizado e nas atividades cotidianas.

Ao perceber qualquer um desses sinais de maneira persistente, a recomendação é procurar um oftalmologista para uma avaliação individualizada.

 

Fonte: https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-10-23/seu-filho-precisa-de-oculos--veja-7-sinais-de-alerta.html - Por Roberta Nuñez - Canva

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Gordura no fígado: 5 hábitos simples para evitar a condição


Conhecida como "esteatose hepática", a gordura no fígado é uma condição silenciosa que afeta milhões de pessoas. Felizmente, a prevenção está em suas mãos. Conheça cinco mudanças fáceis no dia a dia para proteger seu fígado

 

Resumo

A esteatose hepática, conhecida popularmente como gordura no fígado, é uma condição silenciosa e perigosa caracterizada pelo acúmulo de gordura nas células do órgão. Se não for diagnosticada e tratada a tempo, ela pode evoluir para complicações graves de saúde. Suas causas mais comuns envolvem fatores como o sobrepeso, o diabetes, o sedentarismo e uma alimentação inadequada.

A esteatose hepática, popularmente conhecida como acúmulo de gordura no fígado, é uma condição silenciosa - e perigosa. Trata-se de um acúmulo de gordura no interior das células hepáticas que pode levar a complicações graves se não for identificada e tratada a tempo. Entre as causas mais comuns estão o sobrepeso, a alimentação inadequada, o diabetes e a falta de atividade física.

 

Quais são os riscos associados à gordura no fígado?

É normal haver presença de algum percentual de gordura no fígado. No entanto, quando este índice chega a 5% ou mais, deve-se iniciar um tratamento. Segundo o Ministério da Saúde, existem duas classificações de esteatose hepática, que têm causas diferentes.

 

Alcoólicas: provocadas pelo consumo excessivo de álcool;

Não alcoólicas: provocadas por hábitos e estilos de vida inadequados.

Os dois tipos, se não tratados, podem evoluir para condições mais críticas, como fibrose, cirrose e até mesmo câncer de fígado. Segundo especialistas, esta condição é um fator de risco significativo para problemas cardiovasculares, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. Assim, alterações nas enzimas hepáticas levantam suspeitas e podem conduzir a um diagnóstico precoce, crucial para impedir a progressão para estágios mais graves.

 

5 dicas para manter o fígado saudável

1. Alimentação inteligente

A dieta é a principal aliada na prevenção. Evite o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar, farinha branca e gorduras trans. Em vez disso, priorize frutas, vegetais, grãos integrais, proteínas magras e gorduras saudáveis, como as encontradas no abacate e nas nozes. Em suma, uma dieta colorida e variada é a chave para fornecer os nutrientes que seu fígado precisa para funcionar bem.

 

2. Peso saudável

O excesso de peso, especialmente a gordura na região abdominal, é um dos maiores fatores de risco para a esteatose hepática. A perda de apenas 5% a 10% do peso corporal pode reduzir significativamente a gordura no fígado, reverter o quadro e melhorar a saúde geral do órgão. A perda de peso deve ser gradual e sustentável, por isso o ideal é sempre buscar orientação profissional.

 

3. Exercícios físicos

A atividade física não só ajuda a controlar o peso, mas também tem um impacto direto no metabolismo da gordura. Assim, a prática regular de exercícios, sejam eles aeróbicos (caminhada, corrida, bicicleta) ou de fortalecimento (musculação), melhora a sensibilidade à insulina e ajuda a queimar a gordura acumulada, incluindo aquela que se deposita no fígado. Começar com 30 minutos de caminhada por dia já faz uma grande diferença.

 

4. Beba água

A água é essencial para o bom funcionamento do corpo, incluindo o do fígado. Por isso, uma hidratação adequada auxilia nos processos de desintoxicação e ajuda a manter o metabolismo ativo, facilitando a eliminação de toxinas e resíduos. Beber a quantidade ideal de água diariamente é uma das medidas mais simples e eficazes para manter a saúde do fígado em dia.

 

5.  Álcool com moderação

Por fim, embora a esteatose hepática que estamos abordando seja a "não-alcoólica", o consumo excessivo de bebidas alcoólicas é uma causa direta de outras doenças hepáticas e pode agravar a gordura no fígado. A moderação no consumo de álcool é uma recomendação de saúde fundamental para proteger o seu fígado de danos a longo prazo e garantir o bom funcionamento do órgão.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/gordura-no-figado-5-habitos-simples-para-evitar-a-condicao,08cd618d82ea9e5b780adfed5c69bb83hzbfcr81.html?utm_source=clipboard - Por: Lilian Coelho Maffei / Licenciado de Bons Fluidos - Foto: depositphotos.com / katerynakon / Bons Fluidos