quarta-feira, 9 de setembro de 2026

De volta ao futuro: 5 tendências de maquiagem dos anos 90 e 2000 que estão de volta


5 tendências de maquiagem dos anos 90 e 2000 estão de volta. Veja como adaptar delineado, sombras coloridas, blush, batom marrom e pele iluminada.

 

As tendências de maquiagem dos anos 1990 e 2000 estão de volta com releituras modernas e acabamentos naturais. Clássicos nostálgicos como o delineado gatinho, sombras coloridas, blush em novas posições, batom marrom e pele iluminada ressurgem adaptados a fórmulas atuais e aplicações estratégicas. Impulsionado pela liberdade estética, esse retorno valoriza a personalização, permitindo incorporar elementos retrô de forma sutil ou marcante ao estilo individual, sem a obrigação de copiar o visual do passado.

 

Quem viveu os anos 1990 e 2000 provavelmente reconhece algumas delas de imediato: o delineado bem marcado, a sombra azul ou cintilante, o blush aplicado de um jeito diferente e aquele batom marrom que parecia combinar com tudo.

 

O curioso é que muitos desses visuais não ficaram presos às fotos antigas. Eles estão reaparecendo, mas com produtos, acabamentos e formas de aplicação bem diferentes.

 

A nostalgia ajuda a explicar esse retorno, mas não é a única razão. A maquiagem atual mistura referências de várias décadas e permite adaptar uma tendência antiga para um resultado muito mais leve ou, se a intenção for essa, bastante ousado.

 

O delineado pode ficar mais fino, o marrom pode ganhar acabamento cremoso e a sombra colorida pode aparecer apenas como um detalhe.

 

É justamente essa liberdade que torna as tendências retrô interessantes: você não precisa reproduzir o visual de outra época inteiro. Pode escolher apenas um elemento e trazê-lo para o seu estilo.

 

1. Delineado gatinho: um clássico que continua se reinventando

O delineado gatinho atravessou diferentes décadas e nunca desapareceu completamente. O que muda é a maneira de usá-lo: mais fino, gráfico, alongado ou combinado com outros elementos da maquiagem.

Hoje, uma das possibilidades é apostar em versões mais delicadas, como o chamado kitten eye, ou fazer o traço tradicional e adaptá-lo ao formato dos próprios olhos.

 

Como usar de um jeito atual?

Se está começando: um delineador em gel ou lápis pode ser mais fácil de controlar e corrigir do que uma fórmula líquida de secagem rápida.

Para olhos pequenos: experimente um traço mais fino e curto, evitando preencher demais a pálpebra.

Para um efeito mais alongado: leve a ponta externa levemente para cima, acompanhando a direção natural dos cílios inferiores.

Para variar: um delineado marrom pode criar um resultado mais suave do que o preto.

Se tiver dificuldade com o ângulo: uma fita própria para maquiagem pode servir como guia. Retire com cuidado, sem puxar a pele.

O segredo não está em fazer os dois olhos perfeitamente iguais. Pequenas diferenças são normais e fazem parte da maquiagem.

 

2. Sombras coloridas: do pastel ao azul vibrante

As sombras coloridas são outra referência que atravessa os anos 1990 e 2000. Azul, lilás, rosa, verde e tons metálicos podem aparecer tanto em maquiagens marcantes quanto em pequenos detalhes.

A diferença é que você não precisa cobrir toda a pálpebra para incorporar a tendência. Uma única cor pode mudar completamente o resultado.

 

Como adaptar sem exagerar?

Para começar aos poucos: aplique a sombra apenas no canto externo ou rente à linha dos cílios.

Quer mais intensidade? Use uma sombra cremosa ou um primer específico para aumentar a fixação e a pigmentação.

Para um visual equilibrado: deixe a pele mais natural quando os olhos receberem uma cor muito vibrante.

Para um efeito diferente: experimente uma sombra colorida em uma área pequena da pálpebra, em vez de criar um esfumado completo.

Se ainda estiver insegura: tons de marrom, rosado ou malva podem servir como transição antes de partir para cores mais intensas.

Uma das vantagens da maquiagem colorida é justamente poder escolher o quanto dela vai aparecer.

 

3. Blush em posições diferentes: quando as maçãs do rosto deixam de ser a única opção

O blush também ganhou novas formas de aplicação. Em vez de concentrar o produto apenas no centro das maçãs do rosto, diferentes técnicas exploram regiões mais altas ou mais laterais da face.

É nesse contexto que aparece o chamado blush invertido, uma maneira de experimentar uma posição diferente para o produto. Não existe necessidade de seguir um desenho rígido: a quantidade e a localização podem ser adaptadas ao formato do rosto e ao efeito desejado.

 

Como experimentar?

Escolha um tom que converse com a sua pele: rosados, pêssegos e terrosos podem produzir resultados bastante diferentes.

Comece com pouco produto: é mais fácil acrescentar do que retirar.

Aplique nas laterais do rosto: concentre o blush próximo à região das maçãs e esfume em direção às têmporas.

Quer um resultado mais suave? Prefira fórmulas cremosas ou líquidas e esfume bem as bordas.

Para evitar marcações: observe o rosto em luz natural antes de decidir exatamente onde concentrar a cor.

O blush não precisa apenas "colorir" as bochechas. A posição escolhida pode mudar a maneira como a maquiagem se apresenta no rosto.

 

4. Batom marrom: a tendência que ganhou novas versões

Poucas coisas lembram tanto a maquiagem dos anos 1990 quanto os lábios em tons de marrom. Café, caramelo, chocolate e marrom-avermelhado podem criar desde um visual discreto até uma maquiagem bastante marcante.

A diferença em relação às versões mais antigas está principalmente nos acabamentos. O marrom pode aparecer cremoso, translúcido, matte ou com brilho, dependendo do resultado que você deseja.

 

Como usar?

Para o dia: experimente um marrom médio e cremoso ou um tom terroso mais próximo da sua cor natural de lábios.

Para a noite: tons de café e chocolate criam um efeito mais intenso.

Para um resultado moderno: combine o batom marrom com uma pele leve e olhos pouco carregados.

Para definir melhor os lábios: um lápis em tom semelhante ao batom pode ajudar a criar um contorno mais preciso.

Se o marrom muito escuro pesar no visual: escolha uma versão mais clara ou aplique uma camada fina e esfume com os dedos.

Também vale lembrar que não existe um único "marrom ideal". O resultado muda conforme o tom, o subtom da pele, a cor natural dos lábios e o acabamento do produto.

 

5. Pele iluminada: o brilho voltou, mas de um jeito mais natural

A pele iluminada também ganhou espaço, mas a proposta atual pode ser bem diferente daquele rosto extremamente marcado pelo iluminador.

A ideia é preservar a aparência natural da pele e acrescentar luminosidade de maneira estratégica, principalmente nas regiões que naturalmente recebem mais luz.

 

Como conseguir esse efeito?

Use pouco produto: uma pequena quantidade de iluminador costuma ser suficiente.

Aposte nas maçãs do rosto: é uma das áreas mais fáceis para criar luminosidade sem deixar a maquiagem pesada.

Experimente outros pontos: arco do cupido e canto interno dos olhos podem receber um toque discreto.

Para uma pele mais natural: produtos líquidos ou cremosos podem se integrar melhor à maquiagem.

Se a pele for oleosa: concentre o iluminador apenas nas áreas desejadas, evitando regiões que já produzem bastante brilho naturalmente.

O objetivo não é deixar o rosto inteiro brilhando, mas criar pequenos pontos de luz que acompanhem a própria estrutura da face.

 

Por que tendências antigas continuam aparecendo na maquiagem?

A maquiagem não precisa abandonar completamente uma estética para substituí-la por outra. Elementos de diferentes épocas podem coexistir e ganhar novas interpretações.

Uma sombra azul pode deixar de ocupar toda a pálpebra e aparecer apenas como um detalhe. O batom marrom pode ganhar acabamento glossy. O delineado pode ficar menor e mais delicado. O blush pode mudar de posição.

Essa é uma das características mais interessantes das referências retrô: elas não precisam voltar exatamente como eram.

A tecnologia dos produtos também mudou. Hoje existem diferentes texturas, pigmentações e acabamentos que permitem reproduzir uma referência antiga de maneira muito mais personalizada.

Por isso, incorporar uma tendência dos anos 1990 ou 2000 não significa necessariamente reproduzir uma maquiagem daquela época. Muitas vezes, basta escolher um único elemento.

 

Como escolher a tendência certa para você?

Se você quer experimentar sem mudar completamente a maquiagem que já usa, comece pelo detalhe que mais combina com seu estilo.

 

Quer mudar pouco? Experimente um batom marrom ou um pequeno ponto de luz no rosto.

Quer destacar os olhos? Aposte em uma sombra colorida ou em um delineado mais alongado.

Gosta de maquiagem marcante? Combine uma cor vibrante nos olhos com uma pele mais natural.

Prefere um resultado discreto? Use a tendência apenas em um detalhe, como o canto externo dos olhos ou o centro dos lábios.

Quer uma maquiagem com inspiração retrô? Combine dois elementos, como batom marrom e delineado gatinho, sem precisar reproduzir o visual inteiro de outra década.

No fim, talvez a melhor maneira de trazer uma tendência antiga para o presente seja justamente não tentar copiá-la exatamente.

A maquiagem pode recuperar uma cor, um formato ou um acabamento que marcou outra época e, ao mesmo tempo, continuar com a sua cara.

Se o resultado fizer sentido para você, não há necessidade de seguir todas as regras que existiam quando aquela tendência apareceu pela primeira vez.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/de-volta-ao-futuro-5-tendencias-de-maquiagem-dos-anos-90-e-2000-que-estao-de-volta,d2849d949632fcb4cbf5f8b71c393449zups41ja.html?utm_source=clipboard - Imagem: Canva PRO

terça-feira, 8 de setembro de 2026

4 tipos de alimentos para reduzir se você tem gordura no fígado


O que não pode comer quem tem gordura no fígado? Alguns alimentos merecem atenção especial. Veja o que reduzir e o que pode entrar no lugar.

 

Para combater a gordura no fígado, especialistas recomendam reduzir bebidas açucaradas, ultraprocessados, embutidos e gorduras saturadas, além de moderar ou evitar o álcool. Em vez de dietas restritivas, a prioridade deve ser a qualidade alimentar, adotando padrões como a dieta mediterrânea, rica em vegetais, frutas, peixes e azeite. A perda sustentável de ao menos 5% do peso corporal já diminui a esteatose, dispensando métodos radicais ou supostos produtos milagrosos de efeito "detox".

 

O que não pode comer quem tem gordura no fígado? Depois de receber o diagnóstico de esteatose hepática, é comum ficar em dúvida sobre o que precisa mudar na alimentação.

 

Não existe uma lista de alimentos proibidos. Mas alguns devem ser reduzidos, principalmente bebidas açucaradas, ultraprocessados, alimentos ricos em gordura saturada e carnes processadas. O álcool também merece atenção.

 

Isso não significa que a pessoa precise transformar as refeições em uma sequência de restrições. As recomendações atuais dão mais importância à qualidade da alimentação como um todo e às mudanças que podem ser mantidas no dia a dia.

 

Refrigerante é um dos primeiros itens a reduzir

Refrigerantes, energéticos, chás prontos adoçados e outras bebidas com açúcar podem fazer o consumo diário de açúcar subir rapidamente, muitas vezes sem que a pessoa perceba.

O excesso de açúcar, especialmente na forma líquida, está associado a um maior risco de acúmulo de gordura no fígado. Por isso, trocar essas bebidas por água é uma das mudanças mais simples para começar.

Vale o mesmo cuidado com bebidas industrializadas que parecem mais saudáveis, mas também podem conter bastante açúcar.

 

Doces e ultraprocessados pesam na rotina

Biscoitos recheados, bolos industrializados, salgadinhos e sobremesas prontas costumam combinar açúcar, gordura saturada e muitas calorias em pequenas porções.

Não é necessário transformar um doce ocasional em alimento proibido. O problema aparece quando esse tipo de produto passa a fazer parte da alimentação todos os dias.

As diretrizes atuais orientam reduzir ultraprocessados ricos em açúcar e gordura saturada e priorizar alimentos in natura ou minimamente processados.

 

Nem toda gordura precisa sair do prato

Frituras, bacon e carnes muito gordurosas podem aumentar o consumo de gordura saturada. Mas isso não significa que seja preciso retirar toda a gordura da dieta.

A diferença está também na fonte. Azeite, castanhas, sementes e peixes fornecem gorduras insaturadas e podem fazer parte de uma alimentação equilibrada.

É por isso que padrões alimentares como o mediterrâneo aparecem nas recomendações para pessoas com esteatose: há mais vegetais, frutas, leguminosas, cereais integrais, peixes e azeite, enquanto açúcar, carnes processadas e ultraprocessados ficam em segundo plano.

 

Embutidos: quanto menos, melhor

Salsicha, linguiça, salame, presunto e outros embutidos são carnes processadas. Em vez de aparecerem com frequência, podem dar lugar a opções como peixe, frango, ovos e feijão.

Essa troca também ajuda a variar as fontes de proteína sem depender tanto de produtos industrializados.

 

O álcool exige um cuidado diferente

O álcool merece uma atenção especial porque o fígado precisa metabolizá-lo, e seu consumo pode contribuir para a progressão da doença hepática.

Para quem já apresenta fibrose avançada ou cirrose, a recomendação é evitar completamente o álcool. Nesses casos, não há espaço para tratar vinho ou outra bebida alcoólica como uma exceção supostamente saudável.

Mesmo antes de chegar a esse estágio, vale discutir o consumo com o médico, principalmente quando a esteatose está acompanhada de diabetes, excesso de peso ou outras alterações metabólicas.

 

O que entra no lugar desses alimentos?

Em vez de pensar apenas no que precisa sair da dieta, vale saber o que pode ocupar esse espaço.

No dia a dia, a prioridade pode ser para verduras, legumes, feijão e outras leguminosas, frutas inteiras, aveia e outros cereais integrais. Peixes, frango, ovos, castanhas, sementes e azeite também podem fazer parte das refeições.

Uma dica simples é olhar para o prato como um conjunto. Quanto maior a presença de alimentos naturais ou pouco processados, menor tende a ser o espaço para refrigerantes, doces, embutidos e outros produtos ultraprocessados.

A forma de consumo também faz diferença. A fruta inteira é diferente de uma bebida açucarada ou de um suco industrializado. Ao comer a fruta, você também consome suas fibras e precisa mastigá-la. Já as bebidas podem concentrar açúcar e ser consumidas rapidamente, sem causar a mesma sensação de saciedade.

E vale desconfiar das promessas de produtos "detox" ou suplementos que dizem limpar o fígado.

Não há evidência de que eles façam essa limpeza ou substituam as mudanças na alimentação. Para quem tem esteatose, o acompanhamento médico continua sendo importante.

 

Emagrecer pode reduzir a gordura no fígado

Quando existe excesso de peso, perder alguns quilos pode trazer benefícios para o fígado. A recomendação não é fazer uma dieta radical, mas buscar uma perda de peso que possa ser mantida.

As diretrizes indicam que uma redução sustentada de pelo menos 5% do peso corporal pode diminuir a gordura no fígado. Perdas maiores podem proporcionar benefícios adicionais em alguns pacientes.

Por isso, quem recebeu o diagnóstico não precisa montar uma dieta baseada em proibições.

O caminho costuma ser mais simples. Reduzir os alimentos que favorecem o excesso de açúcar, gordura saturada e calorias e abrir espaço para comida de melhor qualidade.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/4-tipos-de-alimentos-para-reduzir-se-voce-tem-gordura-no-figado,242afda82d1227308733bc5d3c27ad68cn7onvwa.html?utm_source=clipboard - Por: Enf. Raquel Souza de Faria / Licenciado de SaúdeLAB - Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Seu cabelo começou a cair após um período de estresse? Entenda o que pode estar acontecendo


Conhecida como eflúvio telógeno, a condição pode alterar temporariamente o ciclo de crescimento dos fios após diferentes alterações no organismo

 

A queda acentuada de cabelo semanas ou meses após episódios de estresse, doenças ou dietas restritivas é chamada de eflúvio telógeno, uma alteração temporária no ciclo de crescimento dos fios. Diferente de calvícies como a alopecia androgenética, essa perda é difusa e reversível, com recuperação gradual. No entanto, o médico Alan Wells alerta que falhas localizadas, afinamento progressivo e quedas persistentes exigem avaliação especializada para identificar a causa real e iniciar o tratamento.

 

Encontrar muitos fios no travesseiro, no banho ou na escova pode assustar, principalmente quando a queda surge algumas semanas ou meses depois de um período de estresse intenso. Em muitos casos, porém, o organismo está respondendo a um episódio que alterou temporariamente o ciclo de crescimento dos cabelos.

 

Esse quadro é conhecido como eflúvio telógeno. No entanto, essa queda acentuada de cabelo nem sempre acontece imediatamente após o gatilho. O intervalo pode fazer com que a pessoa nem associe uma coisa à outra.

 

"É comum o paciente perceber uma queda importante semanas ou alguns meses depois de um período de estresse, uma doença, uma cirurgia ou uma perda significativa de peso. Isso acontece porque o ciclo do cabelo é alterado e uma quantidade maior de fios entra simultaneamente na fase de queda", explica o médico especialista em transplante capilar Dr. Alan Wells, referência internacional e criador da técnica de transplante capilar sem raspar os cabelos.

 

Cuidado com dietas muito restritivas e emagrecimento rápido

Dietas muito restritivas e perdas rápidas de peso podem representar um estresse para o organismo. A redução importante da ingestão de calorias e nutrientes pode interferir no ciclo capilar e contribuir para a queda.

 

"Quando existe emagrecimento acelerado, precisamos avaliar como foi conduzido o processo e se houve deficiência nutricional. Não é apenas o número de quilos perdidos que importa, mas também a qualidade da alimentação e as condições clínicas do paciente", ressalta o especialista.

 

Nem toda queda de cabelo significa calvície

O eflúvio telógeno costuma provocar uma queda mais difusa, enquanto algumas alopecias apresentam padrões específicos e progressivos. Por isso, identificar apenas a quantidade de fios que estão caindo não é suficiente para determinar a causa.

 

"Precisamos observar o padrão da queda, a densidade dos cabelos e o histórico do paciente. Uma queda difusa e temporária pode ter um comportamento completamente diferente de uma alopecia androgenética, por exemplo. São situações que precisam ser diferenciadas durante a avaliação", orienta o Dr. Alan Wells.

 

O cabelo pode voltar a crescer após o eflúvio telógeno

Quando o gatilho é identificado e não existe outra doença associada, o eflúvio telógeno costuma apresentar recuperação gradual. O crescimento, entretanto, não acontece de um dia para o outro. "O folículo não desaparece simplesmente porque o cabelo caiu. Em muitos casos de eflúvio telógeno, ele continua capaz de produzir um novo fio. A recuperação acontece progressivamente e pode levar meses; por isso, é importante ter paciência e acompanhar a evolução", afirma o médico.

 

Quando a queda de cabelo precisa ser investigada?

Queda persistente, redução progressiva da densidade, falhas localizadas, alterações no couro cabeludo ou ausência de melhora ao longo do tempo são sinais que justificam uma avaliação especializada. "Se a queda continua por muito tempo, existem áreas ficando mais aparentes ou o paciente percebe que os fios estão progressivamente mais finos, não devemos assumir que seja apenas estresse. Existem diferentes tipos de alopecia e, quanto antes identificarmos a causa, mais cedo podemos iniciar o tratamento adequado", conclui Dr. Alan Wells.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/seu-cabelo-comecou-a-cair-apos-um-periodo-de-estresse-entenda-o-que-pode-estar-acontecendo,6305dd29961f013a3745d27444eee300t9s7pagg.html?utm_source=clipboard - Por Sarah Carvalho - Foto: Kmpzzz | Shutterstock / Portal EdiCase

domingo, 6 de setembro de 2026

Sua alimentação pode aumentar o cansaço: 6 hábitos alimentares que podem estar por trás da falta de energia


Escolhas e comportamentos relacionados à alimentação podem influenciar níveis de energia, concentração e disposição ao longo da rotina

 

A falta de energia diária pode estar ligada a hábitos alimentares inadequados. Segundo a nutricionista Waleska Nishida, pular refeições, exagerar em açúcares ou comidas pesadas, consumir poucos nutrientes ou água e abusar de ultraprocessados provocam oscilações de disposição. Para combater a fadiga, deve-se priorizar uma dieta equilibrada e variada, lembrando que sono ruim, estresse e sedentarismo também afetam o vigor físico, demandando investigação profissional se o cansaço persistir.

 

Sentir cansaço durante o dia nem sempre está relacionado apenas à quantidade de horas de sono. A alimentação também pode influenciar a disposição, especialmente quando determinados hábitos se tornam frequentes.

 

Waleska Nishida, coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, explica que o hábito de pular refeições, consumir excesso de produtos ricos em açúcar ou manter uma alimentação pouco variada são alguns comportamentos que podem contribuir para oscilações de energia ao longo do dia.

 

"A alimentação fornece os nutrientes e a energia necessários para o funcionamento do organismo. Quando a rotina alimentar é inadequada ou pouco equilibrada, algumas pessoas podem perceber maior indisposição, dificuldade de concentração e sensação de cansaço", afirma.

 

Abaixo, ela lista hábitos alimentares que podem estar relacionados à sensação de cansaço durante o dia. Confira!

 

1. Pular refeições com frequência

Passar muitas horas sem comer pode dificultar a manutenção de uma rotina alimentar equilibrada. Para algumas pessoas, isso pode resultar em fome intensa, queda de disposição e dificuldade para manter a concentração. Além disso, chegar às refeições principais com muita fome pode favorecer escolhas alimentares menos equilibradas e o consumo exagerado de determinados alimentos.

 

2. Exagerar no consumo de açúcar

Alimentos e bebidas com grande quantidade de açúcares adicionados podem proporcionar energia rapidamente, mas não devem ser utilizados como principal estratégia para combater o cansaço. Quando o consumo desses produtos é frequente e substitui refeições ou alimentos mais nutritivos, a alimentação pode ficar pobre em fibras, proteínas, vitaminas e minerais importantes para o funcionamento adequado do organismo.

 

3. Fazer refeições com pouca variedade

Repetir constantemente os mesmos alimentos pode reduzir a variedade de nutrientes presentes na dieta. Uma alimentação equilibrada deve incluir diferentes grupos alimentares, como frutas, verduras, legumes, cereais, leguminosas e fontes de proteínas.

"A variedade é importante porque cada alimento apresenta uma composição nutricional diferente. Quanto mais diversificada for a alimentação, maiores são as possibilidades de fornecer diferentes nutrientes ao organismo", explica a especialista.

 

4. Consumir pouca água ao longo do dia

Embora não seja propriamente um hábito alimentar, a ingestão de líquidos faz parte da rotina de cuidados com a alimentação. Beber pouca água pode contribuir para sintomas como dor de cabeça, boca seca e sensação de indisposição, especialmente em situações de maior perda de líquidos. Por isso, manter uma hidratação adequada ao longo do dia é importante para o funcionamento do organismo.

 

5. Apostar frequentemente em refeições muito pesadas

Refeições muito volumosas ou com grande quantidade de gordura podem provocar sensação de estufamento e desconforto após comer. Para algumas pessoas, isso pode vir acompanhado de sonolência ou redução da disposição.

A composição e o tamanho das refeições devem considerar as necessidades individuais e o momento do dia, especialmente quando a pessoa precisa trabalhar, estudar ou realizar atividades logo depois de comer.

 

6. Substituir refeições por produtos ultraprocessados

Trocar regularmente refeições completas por biscoitos, salgadinhos, bebidas açucaradas ou outros produtos ultraprocessados pode reduzir a variedade nutricional da alimentação. Além de geralmente apresentarem menor quantidade de fibras quando comparados a alimentos in natura ou minimamente processados, essas escolhas podem contribuir para uma rotina alimentar menos equilibrada quando consumidas em excesso.

 

Alimentação contribui para a disposição

Uma alimentação variada e nutritiva contribui para o bom funcionamento do organismo e, consequentemente, para a disposição. "Outra dica ainda é, em vez de buscar um alimento específico para combater o cansaço, observar a qualidade geral da alimentação, priorizando variedade, equilíbrio e regularidade, de acordo com as necessidades individuais", orienta Waleska Nishida.

 

No entanto, a sensação de cansaço não deve ser atribuída automaticamente à alimentação. "Sono insuficiente, estresse, sedentarismo, excesso de atividades e diferentes condições de saúde também podem estar relacionados à falta de disposição. Se o cansaço é frequente, intenso ou aparece mesmo quando a pessoa mantém uma alimentação adequada e uma rotina de sono satisfatória, é importante buscar avaliação profissional para investigar outras possíveis causas", finaliza a profissional.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/sua-alimentacao-pode-aumentar-o-cansaco-6-habitos-alimentares-que-podem-estar-por-tras-da-falta-de-energia,64bf180b306c06d10875d5af10e4ba8478ojzhow.html?utm_source=clipboard - Por Deiwerson Damasceno dos Santos - Foto: fizkes | Shutterstock / Portal EdiCase

sábado, 5 de setembro de 2026

O que muda na mobilidade com a idade? Veja como cuidar do corpo dos 30 aos 70 anos


Especialista destaca a importância de manter hábitos saudáveis desde cedo para favorecer a capacidade funcional e diminuir o risco de perda de autonomia

 

O envelhecimento reduz a mobilidade, mas o estilo de vida é o fator decisivo para manter a autonomia ao longo dos anos. Segundo o ortopedista Emerson Garms, hábitos saudáveis iniciados precocemente, como exercícios regulares, musculação e alongamentos, são fundamentais em todas as fases da vida. Aos 30 anos constroem-se reservas, aos 50 mantém-se a força e aos 70 preserva-se a independência, prevenindo quedas graves. Manter o corpo sempre em movimento é a chave para a longevidade funcional.


Chegar à velhice com autonomia para cuidar de si e manter as atividades da rotina é um desejo comum, mas essa realidade não acontece da mesma forma para todas as pessoas. O envelhecimento provoca mudanças naturais no organismo, com a redução da mobilidade, que pode afetar a capacidade funcional ao longo do tempo. Ainda assim, a idade cronológica não é o único elemento que determina como o corpo responderá a essa transformação.

 

De acordo com o ortopedista Dr. Emerson Garms, do Hospital Santa Catarina - Paulista, o envelhecimento pode estar associado à redução da mobilidade, mas o estilo de vida exerce papel decisivo nesse processo. "O envelhecimento pode levar a uma perda de mobilidade, mas geralmente isso está diretamente relacionado aos hábitos de vida diária", afirma.

 

O que fazer para manter a mobilidade?

A recomendação é que os cuidados com a mobilidade comecem cedo e sejam mantidos em todas as fases da vida. Independentemente da idade, a combinação entre exercícios físicos regulares e alongamentos ajuda a preservar a capacidade funcional do corpo. 

 

Aos 30 anos, o objetivo é construir reservas musculares e articulares para o futuro. Aos 50, manter a força e prevenir perdas naturais do envelhecimento. Já aos 70 anos e além, a atividade física torna-se uma importante aliada para preservar a independência e reduzir o risco de quedas.

 

As quedas, aliás, representam uma das maiores ameaças à saúde da população idosa. Além das fraturas, elas podem desencadear longos períodos de recuperação, perda de massa muscular, redução da mobilidade e até impactos na saúde emocional e social. Em muitos casos, uma única queda pode marcar o início de um ciclo de perda de autonomia.

 

Hábitos ao longo da vida fazem diferença

Para o Dr. Emerson Garms, o que diferencia as pessoas que envelhecem com independência daquelas que perdem autonomia mais cedo é a soma de escolhas feitas ao longo da vida. A prática regular de atividade física, alimentação equilibrada, controle do peso corporal e sono de qualidade são fatores que ajudam a preservar músculos, articulações e equilíbrio, reduzindo o risco de limitações futuras e formando a base para um envelhecimento saudável.

 

Se fosse preciso resumir em uma única recomendação, ela seria simples: manter o corpo em movimento. "As caminhadas e a prática da musculação são ótimas opções. Se puder fazer o que mais gosta, melhor ainda, respeitando sempre os próprios limites", conclui o ortopedista do Hospital Santa Catarina - Paulista.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/o-que-muda-na-mobilidade-com-a-idade-veja-como-cuidar-do-corpo-dos-30-aos-70-anos,12738de544f4da13c2128190cae0ffcd27e7xy6y.html?utm_source=clipboard - Por Nadja Cortes - Foto: Lordn | Shutterstock / Portal EdiCase