quarta-feira, 8 de julho de 2026

5 hábitos que podem enfraquecer a imunidade e favorecer a gripe no inverno


Além das baixas temperaturas, fatores como alimentação, sono e estresse podem influenciar a imunidade e aumentar a vulnerabilidade a infecções

 

No inverno, é comum relacionar as temperaturas mais baixas ao aumento dos casos de gripe. Apesar de as condições da estação criarem um ambiente favorável à circulação de vírus respiratórios, o frio, por si só, não é o responsável por causar essa doença. Na prática, alguns hábitos adotados nesse período podem ter um impacto ainda maior sobre o sistema imunológico.

 

O alerta ganha força diante dos dados mais recentes do boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que apontam aumento das internações por Influenza A e B em diversas regiões do país. O cenário reforça a importância de medidas preventivas para reduzir o risco de complicações, especialmente entre idosos e pessoas com doenças crônicas.

 

Segundo a Dra. Anna Paula Weinhardt, médica vascular que utiliza a Medicina do Estilo de Vida em sua abordagem, a queda da imunidade costuma estar muito mais relacionada ao comportamento do que à temperatura. "As pessoas costumam culpar o frio, mas ele não causa gripe. O que acontece é que, durante o inverno, passamos mais tempo em ambientes fechados e pouco ventilados, facilitando a transmissão dos vírus. Além disso, alguns hábitos comuns nessa época podem comprometer a capacidade de defesa do organismo", explica.

 

Abaixo, a especialista destaca 5 fatores que merecem atenção durante os meses mais frios. Confira!

 

1. Alimentação pobre em nutrientes dificulta o funcionamento do sistema imunológico

A base do sistema imune começa no intestino. Priorizar frutas, vegetais, legumes, proteínas de alta qualidade e gorduras boas fornece os micronutrientes necessários para as células de defesa. Em contrapartida, é fundamental reduzir o consumo de ultraprocessados, açúcar e álcool. 

 

2. Dormir menos enfraquece as defesas do organismo

Dormir bem não é luxo, é regulação metabólica. O sono insuficiente ou de má qualidade reduz drasticamente a eficiência dos glóbulos brancos e sabota a produção de anticorpos, deixando a porta aberta para infecções virais e bacterianas.

 

3. O estresse constante afeta a resposta imunológica

O estresse prolongado mantém os níveis de cortisol permanentemente elevados. Esse hormônio, em excesso, inibe a ação dos linfócitos e prejudica a comunicação entre as células imunológicas. Praticar hobbies, meditação ou atividades relaxantes é essencial para manter essa barreira ativa.

 

4. Sedentarismo reduz a eficiência do organismo

Fazer exercícios é um modulador imunológico natural. A prática frequente melhora a circulação das células de defesa pelo corpo, ajuda no controle do peso, otimiza a sensibilidade à insulina e ainda atua diretamente na redução da ansiedade.

 

5. A hidratação continua sendo essencial no inverno

Beber água evita o ressecamento das mucosas do nariz e da garganta. Essas vias úmidas funcionam como uma barreira física que retém e elimina vírus e bactérias com mais eficiência, dificultando a entrada de infecções respiratórias no organismo. O ar seco do frio também rouba a umidade do corpo ao respirar, portanto é importante manter-se sempre hidratado.

 

Vacinação continua sendo a principal forma de prevenção

Apesar da importância dos hábitos saudáveis, a Dra. Anna Paula Weinhardt ressalta que nenhuma estratégia substitui a vacinação contra a gripe. "A vacina continua sendo a medida mais eficaz para prevenir casos graves, hospitalizações e complicações relacionadas à influenza. Pessoas idosas, gestantes, pacientes com doenças crônicas e outros grupos de risco devem manter o calendário vacinal atualizado", reforça.

 

Além da vacinação, manter ambientes ventilados, higienizar as mãos regularmente e evitar contato próximo com pessoas sintomáticas seguem sendo medidas importantes para reduzir a transmissão dos vírus respiratórios.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/5-habitos-que-podem-enfraquecer-a-imunidade-e-favorecer-a-gripe-no-inverno,a09b5861623c95954b4be18280879797lh1vugi2.html?utm_source=clipboard - Por Felipe Sá - Foto: Photoroyalty | Shutterstock / Portal EdiCase

terça-feira, 7 de julho de 2026

6 combinações entre medicamentos e alimentos que devem ser evitadas


Entenda como certas interações podem afetar o tratamento e aumentar o risco de efeitos adversos

 

A forma como os medicamentos são consumidos pode interferir diretamente na sua eficácia e na sua segurança. A combinação com outros remédios, bem como com determinados alimentos, bebidas ou até hábitos do dia a dia, pode influenciar o efeito ou mesmo aumentar o risco de reações indesejadas. Por isso, é necessário cuidado e orientação adequada para garantir que o tratamento funcione corretamente.

 

"Alguns alimentos podem alterar a absorção, a metabolização ou até potencializar os efeitos dos medicamentos. Por isso, é fundamental seguir corretamente as orientações de uso e, sempre que possível, tirar dúvidas com um profissional de saúde", orienta Lincoln Cardoso, coordenador do curso de Farmácia da Faculdade Anhanguera.

 

A seguir, confira algumas combinações entre medicamentos e alimentos que devem ser evitadas!

 

1. Leite e antibióticos

O consumo de leite e derivados com alguns antibióticos pode prejudicar a absorção do medicamento pelo organismo. Isso acontece porque o cálcio presente nesses alimentos pode se ligar ao princípio ativo do remédio, reduzindo a sua eficácia. Por isso, o ideal é respeitar um intervalo entre a ingestão do antibiótico e de laticínios, sempre com base na orientação de um farmacêutico de confiança.

 

2. Álcool e medicamentos em geral

A ingestão de bebidas alcoólicas durante o uso de medicamentos deve ser evitada. O álcool pode potencializar efeitos colaterais, como sonolência e tontura, além de sobrecarregar o fígado, órgão responsável por metabolizar muitas substâncias. Em alguns casos, a combinação pode ser perigosa.

 

3. Café e medicamentos estimulantes ou ansiolíticos

A cafeína pode interferir na ação de alguns medicamentos, principalmente aqueles que atuam no sistema nervoso central. Em alguns casos, pode aumentar efeitos como agitação e ansiedade; em outros, pode reduzir o efeito de medicamentos calmantes, ansiolíticos e sedativos.

 

4. Alimentos ricos em gordura e certos medicamentos

Refeições muito gordurosas podem retardar a absorção de alguns medicamentos, atrasando o início do efeito. Em outros casos, podem até aumentar a absorção de forma descontrolada, elevando o risco de efeitos colaterais. A regra geral é ingerir os remédios 1 hora antes ou 2 horas depois das refeições, a menos que o médico indique o contrário.

 

5. Suco de grapefruit (toranja) e diversos remédios

Embora não seja tão comum no Brasil, o suco de grapefruit é conhecido por interferir na ação de diversos medicamentos, especialmente aqueles usados para colesterol e pressão arterial. Ele pode aumentar a concentração do princípio ativo do medicamento no organismo, elevando o risco de reações adversas e efeitos colaterais.

 

6. Vegetais verde-escuros e anticoagulantes

Alimentos como couve, espinafre e brócolis são ricos em vitamina K, que pode interferir na ação de medicamentos anticoagulantes. Isso não significa que devem ser evitados completamente, mas é importante manter um consumo equilibrado e constante.

 

Sempre siga as orientações

Segundo o professor Lincoln Cardoso, o principal cuidado é evitar a automedicação e sempre seguir as orientações da bula ou de um profissional de saúde. "Pequenos hábitos, como tomar o medicamento com água e respeitar os horários, fazem toda a diferença no resultado do tratamento", finaliza.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/6-combinacoes-entre-medicamentos-e-alimentos-que-devem-ser-evitadas,0f4922084cd1765239a6ec48e08c0ae9rqp7y5xf.html?utm_source=clipboard - Por Priscila Dezidério - Foto: Daniel Hoz | Shutterstock / Portal EdiCase


segunda-feira, 6 de julho de 2026

Envelhecimento saudável: veja como preservar massa muscular na terceira idade


O cuidado com a alimentação e a prática regular de atividade física ajudam a manter a saúde e a independência por mais tempo

 

Com o aumento da expectativa de vida, os brasileiros estão vivendo mais. Em 2024, a expectativa de vida da população no Brasil chegou aos 76,6 anos, crescendo 2,5 meses em relação a 2023, conforme a pesquisa Tábuas de Mortalidade 2024, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

No entanto, envelhecer não significa, necessariamente, manter a mesma qualidade de vida. Um dos principais desafios na terceira idade é preservar a massa muscular, fator diretamente relacionado à mobilidade, ao equilíbrio e à independência nas atividades do dia a dia.

 

Segundo o preparador físico e nutricionista esportivo Rafael Barleze, consultor da FTW Suplementos, a perda de massa muscular faz parte do processo natural do envelhecimento. "A massa muscular é fundamental para que a pessoa consiga realizar tarefas simples, como se levantar da cadeira, subir escadas ou caminhar com segurança. Quando ela diminui de forma acentuada, aumentam os riscos de quedas, perda da autonomia e até hospitalizações", explica.

 

Por que os idosos precisam de mais proteína?

Após os 50 anos, o organismo passa a apresentar uma condição conhecida como resistência anabólica, em que os músculos respondem menos aos estímulos da alimentação e da atividade física. Como consequência, a necessidade de proteínas aumenta com o avanço da idade. A proteína é um nutriente fundamental para preservar a força, a mobilidade e a autonomia ao longo do envelhecimento, além de contribuir para a prevenção da perda muscular.

 

A revisão científica "Impacts of protein quantity and distribution on body composition", publicada em 2024 na revista Frontiers in Nutrition, mostrou que adultos jovens conseguem estimular a síntese proteica muscular com cerca de 20 gramas de proteína de alta qualidade por refeição. Para idosos, essa necessidade pode ultrapassar 30 gramas por refeição para alcançar uma resposta semelhante.

 

A qualidade da proteína também faz diferença

Além da quantidade, a qualidade da proteína consumida também é importante na terceira idade. De acordo com Rafael Barleze, alimentos ricos em leucina, aminoácido que desempenha papel fundamental na síntese proteica muscular, ajudam na preservação da massa muscular.

 

Entre as principais fontes de leucina, estão:

 

Ovos;

Carnes magras;

Peixes;

Leite e derivados;

Whey protein, quando houver orientação de um profissional.

 

Exercícios de força potencializam os resultados

Para os idosos, assim como em outras fases da vida, a alimentação deve ser acompanhada da prática regular de atividade física, especialmente aquelas voltadas ao fortalecimento muscular, como musculação e exercícios resistidos. "O exercício envia um estímulo para que o músculo se fortaleça. Quando ele é combinado com uma ingestão adequada de proteínas, os resultados são muito mais eficientes na preservação da massa muscular e da capacidade funcional", afirma o preparador físico e nutricionista esportivo.

 

Hábitos que ajudam a preservar a massa muscular

Embora o envelhecimento seja um processo natural, alguns cuidados podem contribuir para manter a força, a mobilidade e a independência por mais tempo:

 

Consumir proteínas em todas as principais refeições;

Praticar exercícios de força regularmente;

Manter uma alimentação equilibrada;

Evitar o sedentarismo;

Realizar acompanhamento médico e nutricional.

 

Cuidar dos músculos é investir em qualidade de vida

Para Rafael Barleze, preservar a massa muscular vai muito além da estética e representa um dos pilares do envelhecimento saudável. "Não estamos falando apenas de ganhar músculos, mas de reduzir o risco de quedas, preservar a mobilidade e garantir que a pessoa continue ativa e independente por mais tempo. Quanto antes esses cuidados forem incorporados à rotina, maiores são as chances de envelhecer com saúde e autonomia", conclui.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/envelhecimento-saudavel-veja-como-preservar-massa-muscular-na-terceira-idade,9c1def28dbe179d44cc908df4de5436fs5ftzomb.html?utm_source=clipboard - Por Gabriela Andrade - Foto: siro46 | Shutterstock / Portal EdiCase

domingo, 5 de julho de 2026

Benefícios de beber água ao acordar: mais saúde e energia


Entenda os mecanismos biológicos ativados no organismo ao consumir água logo após acordar e como esse hábito simples otimiza suas funções vitais

 

Resumo

Beber água logo cedo traz diversos benefícios ao corpo: ativa o metabolismo, melhora a função intestinal, auxilia os rins na eliminação de toxinas, favorece a oxigenação do cérebro e estimula a saúde da pele. Essa prática simples ajuda a iniciar o dia com mais energia e bem-estar.

Beber um copo de água logo após acordar é um hábito frequentemente associado ao bem-estar e à longevidade.

Do ponto de vista fisiológico, essa prática simples gera uma série de respostas biológicas importantes para o organismo.

Após passar entre seis e oito horas de sono em repouso absoluto, o corpo humano acorda em um estado natural de leve desidratação.

Interromper esse jejum com água, antes de qualquer refeição, atua como um verdadeiro catalisador para as funções metabólicas.

 

O portal Saúde em Dia explica, com base em evidências científicas, os impactos exatos que ocorrem no seu corpo ao adotar essa rotina.

 

1. Ativação imediata do metabolismo

Estudos na área de gastroenterologia indicam que ingerir água fria ou em temperatura ambiente com o estômago vazio estimula a termogênese.

Esse processo obriga o corpo a gastar energia para igualar a temperatura do líquido à temperatura interna corporal.

Esse fenômeno induz um aumento temporário na taxa metabólica basal. Dessa forma, o organismo passa a queimar calorias de maneira mais eficiente logo nas primeiras horas do dia.

 

2. Estímulo ao trato gastrointestinal

A ingestão de água em jejum aciona o reflexo gastrolicon. Esse mecanismo neural envia um sinal ao cólon para aumentar os movimentos peristálticos, que são as contrações naturais do intestino.

O hábito ajuda na eliminação de resíduos acumulados no dia anterior e previne a constipação crônica.

Além disso, a água dilui os ácidos gástricos, preparando a mucosa do estômago para receber e digerir os alimentos do café da manhã de forma mais confortável.

 

3. Depuração e filtragem renal

Os rins dependem diretamente de uma boa hidratação para filtrar as toxinas do sangue. Durante a noite, a urina fica mais concentrada devido à falta de líquidos.

Ao beber um copo de água logo cedo, você aumenta o volume de fluidos que passa pelos néfrons, as unidades de filtragem dos rins.

Isso facilita a diluição e a eliminação de substâncias como ureia, ácido úrico e excesso de minerais pela urina, reduzindo consideravelmente o risco de formação de cálculos renais.

 

4. Oxigenação cerebral e cognição

O cérebro é composto por cerca de 75% de água. Mesmo uma desidratação leve pode comprometer as funções cognitivas.

Beber água logo pela manhã ajuda a restabelecer o volume de fluido cerebrospinal e melhora o fluxo de oxigênio para as células cerebrais.

Os efeitos práticos incluem a redução da fadiga matinal, diminuição de dores de cabeça causadas pela desidratação noturna e maior capacidade de foco e concentração.

 

5. Revitalização celular e elasticidade da pele

A hidratação matinal ajuda a repor o volume plasmático do sangue. Isso otimiza o transporte de nutrientes e oxigênio para todas as células do corpo.

O tecido cutâneo se beneficia diretamente desse processo.

A ingestão regular de líquidos em jejum colabora para a eliminação de toxinas subcutâneas, melhorando o fluxo sanguíneo periférico e conferindo mais viço e elasticidade à pele.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/beneficios-de-beber-agua-ao-acordar-mais-saude-e-energia,7c6898d30ff6ee850d8d43c976e61670pvay0ito.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Praticar diferentes tipos de exercícios aumenta expectativa de vida


Muitas pessoas têm dúvidas quando vão escolher um esporte ou exercício físico para praticar. Mas, um estudo realizado na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, mostrou que não é preciso escolher um só, pois a combinação de diferentes atividades diminui o risco de morte.

 

Os pesquisadores usaram dados de dois grandes estudos de longo prazo que realizaram avaliações repetidas de atividade física ao longo de 30 anos. Os participantes relataram características pessoais, histórico médico e estio de vida quando incluídos no estudo e a cada dois anos.

 

Os autores separaram os dados sobre treinamento com pesos e exercícios de resistência, além de atividades de baixa intensidade, atividades domésticas com diferentes níveis de intensidade e até o uso frequente de escadas.

 

Os resultados mostraram que aqueles que aqueles com níveis mais elevados de atividade física tinham menos probabilidade de fatores de risco para a saúde. Esses participantes também combinavam mais de um tipo de atividade física.

 

Essas pessoas tinham menor risco de morte, incluindo menos 19% de risco de morte por todas as causas e redução de 13% a 41% de morte por doenças cardiovasculares, canceres e doenças respiratórias.

 

Fonte: https://www.boasaude.com.br/noticias/22368/praticar-diferentes-tipos-de-exercicios-aumenta-expectativa-de-vida.html?utm_source=terra_capa_vida-e-estilo&utm_medium=referral#google_vignette