quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Além do caroço: 5 sinais de câncer de mama que exigem atenção


Conheça sinais que também merecem investigação

 

Além do nódulo, o câncer de mama manifesta sinais como retrações na pele, aspecto de casca de laranja, mudanças e secreções no mamilo ou caroços na axila. A ausência de dor ou de histórico familiar — presente em apenas 10% dos casos — não descarta a doença, que pode ser assintomática no início. O autoconhecimento ajuda a notar alterações, mas não substitui exames como a mamografia, essenciais para o rastreamento precoce e tratamentos menos invasivos, cuidado que deve se estender por todo o ano.

 

Especialista explica que alterações na pele, mudanças no mamilo, secreções e nódulos na axila estão entre os sinais de alerta

O nódulo na mama é um dos sinais mais conhecidos do câncer de mama, mas não é o único que merece atenção. Durante o Outubro Rosa, a conscientização também passa por reconhecer outras alterações que podem indicar a necessidade de investigação médica, como mudanças na pele e no formato das mamas, alterações no mamilo, secreções e o aparecimento de nódulos na região das axilas.

 

Segundo o Dr. Rodrigo Oliveira Souto, mastologista e cirurgião oncológico do Hospital Icaraí, um dos principais pontos de atenção é perceber mudanças que não estavam presentes anteriormente. Retrações na pele ou aspecto semelhante à "casca de laranja", alterações no formato da mama ou do mamilo e saída espontânea de secreção, principalmente quando ocorre de apenas um lado, devem ser investigadas.

 

Conhecer o próprio corpo pode ajudar a identificar essas mudanças, mas não substitui a avaliação médica. "Costumo orientar minhas pacientes a conhecerem as próprias mamas. Não para que façam um diagnóstico em casa, mas para que consigam perceber quando alguma coisa mudou. E existe uma diferença importante entre perceber uma alteração e concluir que ela é câncer", orienta o médico.

 

Manter a calma

A presença de uma alteração também não significa necessariamente um diagnóstico de câncer. Existem diferentes condições benignas que podem provocar mudanças nas mamas. Por isso, a orientação é evitar tanto o pânico quanto a tentativa de descobrir sozinha a origem do sintoma. Mudanças persistentes ou diferentes do habitual devem ser avaliadas por um especialista.

 

Outro ponto importante é que o câncer de mama pode se desenvolver sem apresentar sintomas nas fases iniciais. Nesses casos, exames de rastreamento, como a mamografia, podem identificar alterações suspeitas antes que sejam percebidas pela mulher ou mesmo durante o exame clínico.

 

"O câncer de mama não precisa dar sinais para existir. É justamente por isso que o rastreamento tem valor: ele procura a doença antes que ela se manifeste", explica o mastologista. Mulheres que já perceberam um nódulo ou outra alteração, por outro lado, precisam de investigação médica independentemente de estarem ou não na faixa etária habitual do rastreamento.

 

A genética influencia?

O histórico familiar também costuma gerar uma falsa sensação de segurança. De acordo com o especialista, somente cerca de 10% das mulheres que desenvolvem a doença possuem algum familiar com câncer de mama. Embora a presença de casos na família seja um fator de risco importante, a ausência desse histórico não significa que uma mulher esteja protegida.

 

Outro mito frequente é associar o câncer necessariamente à dor. A ausência desse sintoma pode fazer com que algumas mulheres deixem de procurar avaliação ao perceber outras alterações. "O câncer de mama pode não provocar dor, principalmente no início. Portanto, a ausência de dor não deve ser usada como motivo para ignorar um nódulo ou outra alteração", alerta o Dr. Rodrigo.

 

Quando identificado em uma fase inicial, o câncer de mama pode apresentar mais possibilidades terapêuticas e, em muitos casos, permitir tratamentos menos extensos. Os avanços também possibilitam abordagens cada vez mais individualizadas, considerando os diferentes subtipos da doença e as características de cada tumor.

 

Para o Dr. Rodrigo, a conscientização promovida pelo Outubro Rosa deve se estender aos demais meses do ano. "Não espere outubro para cuidar das suas mamas. O cuidado deve fazer parte da saúde da mulher durante todo o ano."

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/alem-do-caroco-5-sinais-de-cancer-de-mama-que-exigem-atencao,69562201eb9c28bb4d352fb52821c887020qq95u.html?utm_source=clipboard - Por: Gabriela de Lisboa / Licenciado de Revista Malu - Foto de Rebekah Vos na Unsplash

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Exercícios para uma velhice ativa: saúde e independência


Combinar atividades aeróbicas, de força, equilíbrio e mobilidade ajuda a manter a independência com a idade, explica médico do esporte. Veja as recomendações da OMS.

 

Manter o corpo ativo na velhice é vital para preservar a saúde e a autonomia nas tarefas diárias. Para conter perdas musculares, cardiorrespiratórias e articulares, especialistas e a OMS recomendam combinar quatro tipos de treinos: aeróbicos, de fortalecimento, de equilíbrio e de mobilidade. Essa integração previne doenças, evita quedas, melhora o fôlego e garante que o idoso realize atividades rotineiras com segurança, sendo sempre indicada a orientação profissional para adaptar a rotina.

 

Os exercícios certos ajudam a chegar à velhice com saúde e independência. O corpo muda ao longo da vida, e manter-se ativo é uma das principais estratégias para lidar com essas mudanças.

 

Segundo Carlos Ulloa, médico do esporte, membro do Conselho para Assuntos de Nutrição da Herbalife, há uma tendência de redução da massa e da força muscular. O equilíbrio, a mobilidade e a capacidade cardiorrespiratória também sofrem alterações.

 

Por isso, um programa diversificado minimiza essas perdas. Ele também preserva a capacidade de caminhar, subir escadas, carregar compras, levantar-se de uma cadeira ou recuperar o equilíbrio após um tropeço.

 

O ideal é combinar modalidades que trabalhem capacidades físicas diferentes. Confira as quatro principais.

 

Exercícios aeróbicos para ter fôlego

Caminhar, pedalar, nadar ou dançar aumentam a frequência cardíaca e respiratória. Com isso, coração, pulmões e sistema circulatório ficam mais eficientes em levar oxigênio aos músculos.

Esses exercícios ajudam a prevenir e controlar fatores associados a doenças cardiovasculares e metabólicas. Um bom condicionamento também reduz o cansaço em tarefas como fazer compras ou subir escadas.

 

Boas opções

caminhada em ritmo acelerado;

bicicleta e bicicleta ergométrica;

natação e hidroginástica;

dança e corrida;

escada e elíptico.

 

A OMS recomenda de 150 a 300 minutos de atividade aeróbica moderada por semana. Outra opção é fazer de 75 a 150 minutos de atividade vigorosa. Também é possível combinar as duas intensidades.

 

Exercícios de força para manter a independência

Com a idade, o corpo perde massa muscular e força de forma progressiva. Esse quadro é chamado de sarcopenia. As articulações também se deterioram, e isso pode comprometer tarefas simples e a autonomia.

"Os exercícios de força não servem apenas para aumentar músculos ou melhorar a aparência", reforça Ulloa. Segundo ele, eles preservam a capacidade de levantar-se da cama ou de uma cadeira, subir degraus, carregar sacolas e agachar para pegar algo no chão.

O fortalecimento também contribui para a saúde óssea e para a capacidade funcional.

 

Boas opções

musculação;

exercícios com faixas elásticas;

pilates;

calistenia, como agachamentos adaptados e flexões na parede;

treinamento funcional.

 

A OMS indica atividades de fortalecimento de intensidade moderada ou maior. Elas devem envolver os principais grupos musculares em pelo menos dois dias por semana.

 

Exercícios de equilíbrio para evitar quedas

O equilíbrio ganha importância com o passar dos anos. Ele depende da integração entre músculos, visão, sistema vestibular e sistema nervoso. Essa integração controla o corpo e permite reagir rápido a mudanças no ambiente.

Na prática, o equilíbrio entra em ação quando alguém pisa em uma superfície irregular ou desvia de um obstáculo. Ele também age quando a pessoa recupera a estabilidade depois de um tropeço.

 

Boas opções

tai chi chuan e ioga;

exercícios funcionais;

caminhar em diferentes direções;

ficar apoiado em um pé só;

movimentos com mudança de direção, transferência do peso e coordenação.

 

Esses exercícios podem usar acessórios que criam instabilidade. Ulloa cita bosu, discos e almofadas de equilíbrio, balance board, bolas suíças e step. O médico destaca que a dificuldade deve se adaptar à capacidade de cada pessoa, com progressão gradual.

A OMS recomenda praticar três ou mais dias por semana atividades multicomponentes. Elas devem enfatizar o equilíbrio funcional e o treinamento de força.

 

Alongamento e mobilidade para ter liberdade de movimento

Esses exercícios mantêm a amplitude dos movimentos e facilitam as tarefas diárias. O efeito é maior quando fazem parte de uma rotina com força, equilíbrio e atividades aeróbicas.

Vale entender a diferença. A flexibilidade é a capacidade de músculos e outros tecidos se alongarem. A mobilidade é a capacidade de uma articulação se movimentar bem e com controle.

 

Boas opções

sessões de alongamento;

ioga e pilates;

exercícios de mobilidade articular;

movimentos dinâmicos que trabalhem diferentes amplitudes.

 

Segundo Ulloa, as diretrizes atuais da OMS não definem uma quantidade semanal de alongamentos para pessoas idosas. Mesmo assim, ele recomenda incluir mobilidade e alongamento antes de qualquer treino ou modalidade.

 

Como combinar os exercícios na rotina

Não é preciso escolher apenas um tipo. Algumas modalidades trabalham mais de uma capacidade ao mesmo tempo. Uma aula de dança, por exemplo, oferece estímulo aeróbico, coordenação e equilíbrio. Já certos exercícios funcionais combinam força, mobilidade e equilíbrio.

 

Resumo das metas semanais da OMS

Aeróbicos: 150 a 300 minutos de intensidade moderada, ou 75 a 150 minutos de intensidade vigorosa.

Força: pelo menos dois dias por semana.

Equilíbrio com força: três ou mais dias por semana.

Alongamento e mobilidade: sem meta definida, mas indicados antes dos treinos.

 

Exercícios para viver com autonomia

Os exercícios não servem só para ganhar condicionamento. Eles protegem a vida prática: levantar, caminhar, carregar e se mover com segurança. "O objetivo é chegar às idades mais avançadas mantendo a capacidade de fazer aquilo que faz parte da própria vida", finaliza Ulloa.

 

Antes de começar, procure orientação profissional para adaptar a rotina às suas condições de saúde.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/exercicios-para-uma-velhice-ativa-saude-e-independencia,3803c03984f9bf134697b39a6e5c4b38321zoxn1.html?utm_source=clipboard - Foto: Aflo Images

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Dormir entre 6 e 8 horas por noite pode favorecer um envelhecimento mais saudável


Dormir entre 6,4 e 7,8 horas por noite favorece um envelhecimento saudável, segundo estudo publicado na Nature. A análise de relógios biológicos revelou que tanto a falta (menos de 6 horas) quanto o excesso de sono (mais de 8 horas) estão associados ao envelhecimento acelerado de órgãos vitais, como cérebro e coração, além de maior incidência de obesidade, hipertensão e depressão. Embora a relação seja de associação e não de causa direta, indica-se manter uma rotina de sono regular e adequada.

 

Dormir na medida certa pode ajudar a preservar a saúde de diversos órgãos ao longo da vida. Um estudo recente sugere que tanto a falta quanto o excesso de sono estão associados a um envelhecimento biológico mais acelerado.

 

Os pesquisadores analisaram indicadores conhecidos como "relógios biológicos", que estimam a idade funcional de diferentes órgãos do corpo. Os resultados mostraram que pessoas que dormiam menos de seis horas por noite apresentavam sinais de envelhecimento mais rápido no cérebro, coração, pulmões e sistema imunológico. Já aquelas que dormiam mais de oito horas também apresentavam envelhecimento acelerado em vários órgãos.

 

A faixa considerada mais favorável ficou entre 6,4 e 7,8 horas de sono por noite.

 

O estudo também observou que dormir muito pouco ou muito tempo esteve associado a maior frequência de doenças como obesidade, diabetes tipo 2, hipertensão, doença coronariana, depressão e ansiedade.

 

Os pesquisadores ressaltam que os resultados mostram apenas uma associação e não significam que a duração do sono seja a causa direta do envelhecimento acelerado. Além disso, dormir por muitas horas pode refletir problemas de saúde já existentes. A principal recomendação é manter uma rotina de sono regular e adequada às necessidades individuais.

 

Fonte: Nature. DOI: 10.1038/s41586-026-10524-5.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/dormir-entre-6-e-8-horas-por-noite-pode-favorecer-um-envelhecimento-mais-saudavel,5598ced319ed8b39911266e7dd5710devi6w0ft4.html?utm_source=clipboard - Foto: MegiasD/Evanto / Boa Saúde

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Nutricionista revela 3 temperos que podem ajudar no emagrecimento


Quando o assunto é emagrecimento, muita gente pensa primeiro em dietas restritivas, exercícios e suplementos. Mas alguns ingredientes comuns da cozinha também possuem compostos bioativos que vêm sendo estudados por seus possíveis efeitos sobre o metabolismo.

 

É o caso da canela, da pimenta-caiena e da cúrcuma. Os três temperos foram destacados pela nutricionista Marcela Ávila como opções que podem fazer parte de uma alimentação equilibrada para quem busca controlar o peso.

 

“Três ativos que não podem faltar para quem quer emagrecer. Primeiro, canela, termogênico natural, tira a vontade de comer doce... Pimenta caiena é um termogênico natural, ajuda a mulher a ter mais energia. E a cúrcuma, um anti-inflamatório natural ajuda no emagrecimento”, afirmou a profissional em vídeo postado em suas redes sociais.

 

Embora os temperos tenham propriedades interessantes, é importante ressaltar que nenhum deles, isoladamente, é capaz de provocar uma grande perda de peso. Pesquisas sugerem efeitos modestos e variáveis, geralmente quando esses compostos são associados a hábitos alimentares adequados e outras estratégias de controle do peso.

 

Canela

A canela é conhecida pelo sabor marcante e pelo uso tradicional em cafés, chás e preparações doces. Além disso, pesquisas investigam sua relação com parâmetros metabólicos.

Estudos apontam uma associação entre a suplementação de canela e pequenas reduções no peso, índice de massa corporal, circunferência da cintura e massa de gordura. Outro conjunto de estudos também identificou possíveis efeitos sobre glicose e insulina.

Isso não significa, porém, que adicionar canela à alimentação vá automaticamente eliminar a vontade de comer doces ou provocar emagrecimento. A resposta depende de vários fatores individuais e da alimentação como um todo.

Uma maneira simples de utilizá-la é acrescentar uma pequena quantidade ao café, frutas, iogurte ou mingau, sem transformar o tempero em substituto de uma alimentação equilibrada.

 

Pimenta-caiena

A pimenta-caiena contém capsaicina, composto responsável pela sensação de ardência das pimentas e bastante estudado por seus possíveis efeitos sobre o gasto energético.

A capsaicina pode aumentar discretamente a termogênese e o gasto de energia. Uma revisão de estudos em humanos também encontrou efeitos sobre oxidação de gordura e apetite, embora os pesquisadores ressaltem que a magnitude desses efeitos é pequena.

A pimenta pode ser uma aliada dentro de uma rotina alimentar saudável, mas não deve ser encarada como uma estratégia isolada para emagrecer.

 

Cúrcuma

A cúrcuma é outro tempero que vem chamando atenção da ciência. Seu principal composto bioativo é a curcumina, estudada principalmente por suas propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes.

Pesquisas clínicas também investigaram a relação entre a suplementação de curcumina e indicadores relacionados à obesidade. Outro estudo de revisão publicado em 2023 encontrou reduções modestas em peso, IMC e circunferência da cintura associadas à suplementação de curcumina, especialmente em algumas formulações com maior biodisponibilidade.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/degusta/alimentacao-com-saude/nutricionista-revela-3-temperos-que-podem-ajudar-no-emagrecimento,9f76987f84f0f1b388fbc6c4b34392b8fbz4mf03.html?utm_source=clipboard - Foto: Freepik

domingo, 4 de outubro de 2026

5 alimentos que podem estar associados à prevenção do câncer e cabem em uma alimentação equilibrada


Nenhum alimento previne câncer sozinho; veja como frutas, verduras, feijões e grãos integrais entram em um padrão alimentar equilibrado.

 

Nenhum alimento isolado previne o câncer. Segundo o INCA, a redução de riscos decorre de um padrão alimentar equilibrado a longo prazo, e não de supostos "superalimentos". A recomendação foca em priorizar itens in natura e vegetais variados, como frutas, legumes, verduras, leguminosas e grãos integrais, ricos em fibras e nutrientes, em vez de ultraprocessados. A prevenção real envolve escolhas constantes no estilo de vida, atividade física e acompanhamento médico, sem soluções milagrosas.

 

Uma lista de "cinco alimentos contra o câncer" chama atenção, mas transforma uma relação complexa em uma promessa que o prato não consegue cumprir. Nenhuma fruta, semente ou verdura isolada impede a doença. O que instituições como o Instituto Nacional de Câncer observam é a associação entre padrões alimentares e risco ao longo do tempo: variedade de alimentos vegetais, fibras e substituição de produtos menos favoráveis. A pergunta útil, portanto, não é qual ingrediente protege sozinho, mas como cinco grupos podem entrar numa rotina alimentar equilibrada.

 

O que significa reduzir risco pela alimentação?

Em populações estudadas ao longo do tempo, dietas ricas em alimentos de origem vegetal se associam a menor risco de alguns tipos de câncer. Isso não transforma uma refeição em escudo. Risco envolve idade, histórico, tabagismo, álcool, atividade física, exposição ambiental e muitos outros fatores. O INCA recomenda uma alimentação variada baseada em alimentos in natura e minimamente processados, em vez de depender de um suposto superalimento.

 

A evidência pode ser diferente conforme o tipo de tumor e o padrão de consumo. Fibra de grãos integrais, por exemplo, entra numa relação estudada com câncer colorretal; não seria correto atribuir proteção equivalente a qualquer tipo de doença. Esta leitura complementar apresenta ideias de alimentação cotidiana, sem substituir acompanhamento clínico nem medidas de rastreamento indicadas para cada pessoa.

 

Quais cinco grupos cabem no prato?

Frutas, verduras, legumes, feijões e outros grãos integrais oferecem combinações de fibras, vitaminas e compostos vegetais. Essa divisão é prática, não uma classificação de cinco medicamentos naturais. Uma banana no café, folhas e legumes no almoço, feijão com arroz e aveia ou pão integral ao longo do dia mostram como a variedade pode caber numa rotina comum, sem ingredientes caros.

 

O INCA destaca que diferentes cores e tipos ampliam a diversidade de componentes da dieta. O efeito observado é do padrão alimentar, não da soma de cinco produtos escolhidos uma vez. Feijão também é uma leguminosa acessível; variar preparações ajuda a manter o hábito. Não é necessário comprar suplementos de antioxidantes para reproduzir resultados encontrados em estudos de alimentação, pois alimentos e comprimidos não são equivalentes.

 

Frutas variadas trazem fibras e podem substituir sobremesas ultraprocessadas.

Verduras e legumes ampliam a diversidade do prato habitual.

Feijões e outras leguminosas combinam fibra e proteína vegetal.

Grãos integrais oferecem uma forma de incluir mais fibra ao longo do dia.

Sementes e nozes podem complementar a variedade, em porções compatíveis com a dieta.

 

Por que o conjunto importa mais que a lista?

Comer um item saudável sem mudar o restante da rotina pode ter efeito limitado. Uma pessoa pode adicionar sementes à refeição e continuar consumindo frequentemente carnes processadas, que o INCA recomenda evitar pelo aumento do risco de câncer de intestino. Trocas consistentes, quantidade total de alimentos, atividade física e outros hábitos entram na avaliação. A lista serve para abrir opções, não para vender a ilusão de compensação.

 

Também importa o contexto: acesso a alimentos, preferências, cultura culinária e condições de saúde determinam o que é sustentável. Arroz com feijão e vegetais não precisa ceder lugar a produtos rotulados como funcionais. Quem tem restrições alimentares, alergias ou tratamento oncológico deve discutir adaptações com profissionais de saúde; dietas "anticâncer" sem avaliação podem atrapalhar nutrição adequada.

 

O preparo muda a proposta?

Pode mudar. Uma fruta inteira conserva uma combinação de fibras que um suco coado não oferece na mesma forma. Verduras fritas e cobertas de molhos muito salgados entram numa refeição diferente de vegetais preparados com variedade e moderação. Isso não significa proibir métodos de preparo ou exigir comida crua; significa olhar para a refeição completa e para a frequência de consumo.

 

Substituir uma parte dos ultraprocessados por opções vegetais simples pode ser um objetivo mais claro que procurar um alimento milagroso. O INCA e o Fundo Mundial de Pesquisa do Câncer tratam prevenção como conjunto de escolhas e condições. Nem mesmo seguir todas as recomendações elimina a possibilidade de adoecer. A linguagem correta é redução de risco em escala populacional, com benefício potencial para a saúde, não garantia individual.

 

Como levar a ideia ao mercado?

Escolha alimentos de diferentes grupos que já fazem parte da sua cozinha e acrescente variedade gradualmente. Uma fruta da estação, um legume para a refeição principal, folhas quando possível, feijão e um grão integral são uma maneira concreta de começar. O preço e a disponibilidade mudam; a estratégia não depende de repetir os mesmos cinco itens toda semana.

 

Se a lista despertou curiosidade, o resultado mais útil é trocar a pergunta "qual alimento previne câncer?" por "que padrão alimentar consigo sustentar?". Os estudos não colocam um poder isolado na semente ou na fruta. Apontam para hábitos ao longo do tempo, combinados a outras medidas de prevenção e ao cuidado médico necessário. Essa é uma resposta menos espetacular, mas muito mais fiel ao que se sabe.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/5-alimentos-que-podem-estar-associados-a-prevencao-do-cancer-e-cabem-em-uma-alimentacao-equilibrada,0f816f82de02e34badac059227b8bb46uha2l1nl.html?utm_source=clipboard - Por: Gabriel Correa / Licenciado de Catraca Livre - Foto: Imagem gerada por inteligência artificial / Catraca Livre