terça-feira, 8 de setembro de 2026

4 tipos de alimentos para reduzir se você tem gordura no fígado


O que não pode comer quem tem gordura no fígado? Alguns alimentos merecem atenção especial. Veja o que reduzir e o que pode entrar no lugar.

 

Para combater a gordura no fígado, especialistas recomendam reduzir bebidas açucaradas, ultraprocessados, embutidos e gorduras saturadas, além de moderar ou evitar o álcool. Em vez de dietas restritivas, a prioridade deve ser a qualidade alimentar, adotando padrões como a dieta mediterrânea, rica em vegetais, frutas, peixes e azeite. A perda sustentável de ao menos 5% do peso corporal já diminui a esteatose, dispensando métodos radicais ou supostos produtos milagrosos de efeito "detox".

 

O que não pode comer quem tem gordura no fígado? Depois de receber o diagnóstico de esteatose hepática, é comum ficar em dúvida sobre o que precisa mudar na alimentação.

 

Não existe uma lista de alimentos proibidos. Mas alguns devem ser reduzidos, principalmente bebidas açucaradas, ultraprocessados, alimentos ricos em gordura saturada e carnes processadas. O álcool também merece atenção.

 

Isso não significa que a pessoa precise transformar as refeições em uma sequência de restrições. As recomendações atuais dão mais importância à qualidade da alimentação como um todo e às mudanças que podem ser mantidas no dia a dia.

 

Refrigerante é um dos primeiros itens a reduzir

Refrigerantes, energéticos, chás prontos adoçados e outras bebidas com açúcar podem fazer o consumo diário de açúcar subir rapidamente, muitas vezes sem que a pessoa perceba.

O excesso de açúcar, especialmente na forma líquida, está associado a um maior risco de acúmulo de gordura no fígado. Por isso, trocar essas bebidas por água é uma das mudanças mais simples para começar.

Vale o mesmo cuidado com bebidas industrializadas que parecem mais saudáveis, mas também podem conter bastante açúcar.

 

Doces e ultraprocessados pesam na rotina

Biscoitos recheados, bolos industrializados, salgadinhos e sobremesas prontas costumam combinar açúcar, gordura saturada e muitas calorias em pequenas porções.

Não é necessário transformar um doce ocasional em alimento proibido. O problema aparece quando esse tipo de produto passa a fazer parte da alimentação todos os dias.

As diretrizes atuais orientam reduzir ultraprocessados ricos em açúcar e gordura saturada e priorizar alimentos in natura ou minimamente processados.

 

Nem toda gordura precisa sair do prato

Frituras, bacon e carnes muito gordurosas podem aumentar o consumo de gordura saturada. Mas isso não significa que seja preciso retirar toda a gordura da dieta.

A diferença está também na fonte. Azeite, castanhas, sementes e peixes fornecem gorduras insaturadas e podem fazer parte de uma alimentação equilibrada.

É por isso que padrões alimentares como o mediterrâneo aparecem nas recomendações para pessoas com esteatose: há mais vegetais, frutas, leguminosas, cereais integrais, peixes e azeite, enquanto açúcar, carnes processadas e ultraprocessados ficam em segundo plano.

 

Embutidos: quanto menos, melhor

Salsicha, linguiça, salame, presunto e outros embutidos são carnes processadas. Em vez de aparecerem com frequência, podem dar lugar a opções como peixe, frango, ovos e feijão.

Essa troca também ajuda a variar as fontes de proteína sem depender tanto de produtos industrializados.

 

O álcool exige um cuidado diferente

O álcool merece uma atenção especial porque o fígado precisa metabolizá-lo, e seu consumo pode contribuir para a progressão da doença hepática.

Para quem já apresenta fibrose avançada ou cirrose, a recomendação é evitar completamente o álcool. Nesses casos, não há espaço para tratar vinho ou outra bebida alcoólica como uma exceção supostamente saudável.

Mesmo antes de chegar a esse estágio, vale discutir o consumo com o médico, principalmente quando a esteatose está acompanhada de diabetes, excesso de peso ou outras alterações metabólicas.

 

O que entra no lugar desses alimentos?

Em vez de pensar apenas no que precisa sair da dieta, vale saber o que pode ocupar esse espaço.

No dia a dia, a prioridade pode ser para verduras, legumes, feijão e outras leguminosas, frutas inteiras, aveia e outros cereais integrais. Peixes, frango, ovos, castanhas, sementes e azeite também podem fazer parte das refeições.

Uma dica simples é olhar para o prato como um conjunto. Quanto maior a presença de alimentos naturais ou pouco processados, menor tende a ser o espaço para refrigerantes, doces, embutidos e outros produtos ultraprocessados.

A forma de consumo também faz diferença. A fruta inteira é diferente de uma bebida açucarada ou de um suco industrializado. Ao comer a fruta, você também consome suas fibras e precisa mastigá-la. Já as bebidas podem concentrar açúcar e ser consumidas rapidamente, sem causar a mesma sensação de saciedade.

E vale desconfiar das promessas de produtos "detox" ou suplementos que dizem limpar o fígado.

Não há evidência de que eles façam essa limpeza ou substituam as mudanças na alimentação. Para quem tem esteatose, o acompanhamento médico continua sendo importante.

 

Emagrecer pode reduzir a gordura no fígado

Quando existe excesso de peso, perder alguns quilos pode trazer benefícios para o fígado. A recomendação não é fazer uma dieta radical, mas buscar uma perda de peso que possa ser mantida.

As diretrizes indicam que uma redução sustentada de pelo menos 5% do peso corporal pode diminuir a gordura no fígado. Perdas maiores podem proporcionar benefícios adicionais em alguns pacientes.

Por isso, quem recebeu o diagnóstico não precisa montar uma dieta baseada em proibições.

O caminho costuma ser mais simples. Reduzir os alimentos que favorecem o excesso de açúcar, gordura saturada e calorias e abrir espaço para comida de melhor qualidade.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/4-tipos-de-alimentos-para-reduzir-se-voce-tem-gordura-no-figado,242afda82d1227308733bc5d3c27ad68cn7onvwa.html?utm_source=clipboard - Por: Enf. Raquel Souza de Faria / Licenciado de SaúdeLAB - Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Seu cabelo começou a cair após um período de estresse? Entenda o que pode estar acontecendo


Conhecida como eflúvio telógeno, a condição pode alterar temporariamente o ciclo de crescimento dos fios após diferentes alterações no organismo

 

A queda acentuada de cabelo semanas ou meses após episódios de estresse, doenças ou dietas restritivas é chamada de eflúvio telógeno, uma alteração temporária no ciclo de crescimento dos fios. Diferente de calvícies como a alopecia androgenética, essa perda é difusa e reversível, com recuperação gradual. No entanto, o médico Alan Wells alerta que falhas localizadas, afinamento progressivo e quedas persistentes exigem avaliação especializada para identificar a causa real e iniciar o tratamento.

 

Encontrar muitos fios no travesseiro, no banho ou na escova pode assustar, principalmente quando a queda surge algumas semanas ou meses depois de um período de estresse intenso. Em muitos casos, porém, o organismo está respondendo a um episódio que alterou temporariamente o ciclo de crescimento dos cabelos.

 

Esse quadro é conhecido como eflúvio telógeno. No entanto, essa queda acentuada de cabelo nem sempre acontece imediatamente após o gatilho. O intervalo pode fazer com que a pessoa nem associe uma coisa à outra.

 

"É comum o paciente perceber uma queda importante semanas ou alguns meses depois de um período de estresse, uma doença, uma cirurgia ou uma perda significativa de peso. Isso acontece porque o ciclo do cabelo é alterado e uma quantidade maior de fios entra simultaneamente na fase de queda", explica o médico especialista em transplante capilar Dr. Alan Wells, referência internacional e criador da técnica de transplante capilar sem raspar os cabelos.

 

Cuidado com dietas muito restritivas e emagrecimento rápido

Dietas muito restritivas e perdas rápidas de peso podem representar um estresse para o organismo. A redução importante da ingestão de calorias e nutrientes pode interferir no ciclo capilar e contribuir para a queda.

 

"Quando existe emagrecimento acelerado, precisamos avaliar como foi conduzido o processo e se houve deficiência nutricional. Não é apenas o número de quilos perdidos que importa, mas também a qualidade da alimentação e as condições clínicas do paciente", ressalta o especialista.

 

Nem toda queda de cabelo significa calvície

O eflúvio telógeno costuma provocar uma queda mais difusa, enquanto algumas alopecias apresentam padrões específicos e progressivos. Por isso, identificar apenas a quantidade de fios que estão caindo não é suficiente para determinar a causa.

 

"Precisamos observar o padrão da queda, a densidade dos cabelos e o histórico do paciente. Uma queda difusa e temporária pode ter um comportamento completamente diferente de uma alopecia androgenética, por exemplo. São situações que precisam ser diferenciadas durante a avaliação", orienta o Dr. Alan Wells.

 

O cabelo pode voltar a crescer após o eflúvio telógeno

Quando o gatilho é identificado e não existe outra doença associada, o eflúvio telógeno costuma apresentar recuperação gradual. O crescimento, entretanto, não acontece de um dia para o outro. "O folículo não desaparece simplesmente porque o cabelo caiu. Em muitos casos de eflúvio telógeno, ele continua capaz de produzir um novo fio. A recuperação acontece progressivamente e pode levar meses; por isso, é importante ter paciência e acompanhar a evolução", afirma o médico.

 

Quando a queda de cabelo precisa ser investigada?

Queda persistente, redução progressiva da densidade, falhas localizadas, alterações no couro cabeludo ou ausência de melhora ao longo do tempo são sinais que justificam uma avaliação especializada. "Se a queda continua por muito tempo, existem áreas ficando mais aparentes ou o paciente percebe que os fios estão progressivamente mais finos, não devemos assumir que seja apenas estresse. Existem diferentes tipos de alopecia e, quanto antes identificarmos a causa, mais cedo podemos iniciar o tratamento adequado", conclui Dr. Alan Wells.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/seu-cabelo-comecou-a-cair-apos-um-periodo-de-estresse-entenda-o-que-pode-estar-acontecendo,6305dd29961f013a3745d27444eee300t9s7pagg.html?utm_source=clipboard - Por Sarah Carvalho - Foto: Kmpzzz | Shutterstock / Portal EdiCase

domingo, 6 de setembro de 2026

Sua alimentação pode aumentar o cansaço: 6 hábitos alimentares que podem estar por trás da falta de energia


Escolhas e comportamentos relacionados à alimentação podem influenciar níveis de energia, concentração e disposição ao longo da rotina

 

A falta de energia diária pode estar ligada a hábitos alimentares inadequados. Segundo a nutricionista Waleska Nishida, pular refeições, exagerar em açúcares ou comidas pesadas, consumir poucos nutrientes ou água e abusar de ultraprocessados provocam oscilações de disposição. Para combater a fadiga, deve-se priorizar uma dieta equilibrada e variada, lembrando que sono ruim, estresse e sedentarismo também afetam o vigor físico, demandando investigação profissional se o cansaço persistir.

 

Sentir cansaço durante o dia nem sempre está relacionado apenas à quantidade de horas de sono. A alimentação também pode influenciar a disposição, especialmente quando determinados hábitos se tornam frequentes.

 

Waleska Nishida, coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, explica que o hábito de pular refeições, consumir excesso de produtos ricos em açúcar ou manter uma alimentação pouco variada são alguns comportamentos que podem contribuir para oscilações de energia ao longo do dia.

 

"A alimentação fornece os nutrientes e a energia necessários para o funcionamento do organismo. Quando a rotina alimentar é inadequada ou pouco equilibrada, algumas pessoas podem perceber maior indisposição, dificuldade de concentração e sensação de cansaço", afirma.

 

Abaixo, ela lista hábitos alimentares que podem estar relacionados à sensação de cansaço durante o dia. Confira!

 

1. Pular refeições com frequência

Passar muitas horas sem comer pode dificultar a manutenção de uma rotina alimentar equilibrada. Para algumas pessoas, isso pode resultar em fome intensa, queda de disposição e dificuldade para manter a concentração. Além disso, chegar às refeições principais com muita fome pode favorecer escolhas alimentares menos equilibradas e o consumo exagerado de determinados alimentos.

 

2. Exagerar no consumo de açúcar

Alimentos e bebidas com grande quantidade de açúcares adicionados podem proporcionar energia rapidamente, mas não devem ser utilizados como principal estratégia para combater o cansaço. Quando o consumo desses produtos é frequente e substitui refeições ou alimentos mais nutritivos, a alimentação pode ficar pobre em fibras, proteínas, vitaminas e minerais importantes para o funcionamento adequado do organismo.

 

3. Fazer refeições com pouca variedade

Repetir constantemente os mesmos alimentos pode reduzir a variedade de nutrientes presentes na dieta. Uma alimentação equilibrada deve incluir diferentes grupos alimentares, como frutas, verduras, legumes, cereais, leguminosas e fontes de proteínas.

"A variedade é importante porque cada alimento apresenta uma composição nutricional diferente. Quanto mais diversificada for a alimentação, maiores são as possibilidades de fornecer diferentes nutrientes ao organismo", explica a especialista.

 

4. Consumir pouca água ao longo do dia

Embora não seja propriamente um hábito alimentar, a ingestão de líquidos faz parte da rotina de cuidados com a alimentação. Beber pouca água pode contribuir para sintomas como dor de cabeça, boca seca e sensação de indisposição, especialmente em situações de maior perda de líquidos. Por isso, manter uma hidratação adequada ao longo do dia é importante para o funcionamento do organismo.

 

5. Apostar frequentemente em refeições muito pesadas

Refeições muito volumosas ou com grande quantidade de gordura podem provocar sensação de estufamento e desconforto após comer. Para algumas pessoas, isso pode vir acompanhado de sonolência ou redução da disposição.

A composição e o tamanho das refeições devem considerar as necessidades individuais e o momento do dia, especialmente quando a pessoa precisa trabalhar, estudar ou realizar atividades logo depois de comer.

 

6. Substituir refeições por produtos ultraprocessados

Trocar regularmente refeições completas por biscoitos, salgadinhos, bebidas açucaradas ou outros produtos ultraprocessados pode reduzir a variedade nutricional da alimentação. Além de geralmente apresentarem menor quantidade de fibras quando comparados a alimentos in natura ou minimamente processados, essas escolhas podem contribuir para uma rotina alimentar menos equilibrada quando consumidas em excesso.

 

Alimentação contribui para a disposição

Uma alimentação variada e nutritiva contribui para o bom funcionamento do organismo e, consequentemente, para a disposição. "Outra dica ainda é, em vez de buscar um alimento específico para combater o cansaço, observar a qualidade geral da alimentação, priorizando variedade, equilíbrio e regularidade, de acordo com as necessidades individuais", orienta Waleska Nishida.

 

No entanto, a sensação de cansaço não deve ser atribuída automaticamente à alimentação. "Sono insuficiente, estresse, sedentarismo, excesso de atividades e diferentes condições de saúde também podem estar relacionados à falta de disposição. Se o cansaço é frequente, intenso ou aparece mesmo quando a pessoa mantém uma alimentação adequada e uma rotina de sono satisfatória, é importante buscar avaliação profissional para investigar outras possíveis causas", finaliza a profissional.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/sua-alimentacao-pode-aumentar-o-cansaco-6-habitos-alimentares-que-podem-estar-por-tras-da-falta-de-energia,64bf180b306c06d10875d5af10e4ba8478ojzhow.html?utm_source=clipboard - Por Deiwerson Damasceno dos Santos - Foto: fizkes | Shutterstock / Portal EdiCase

sábado, 5 de setembro de 2026

O que muda na mobilidade com a idade? Veja como cuidar do corpo dos 30 aos 70 anos


Especialista destaca a importância de manter hábitos saudáveis desde cedo para favorecer a capacidade funcional e diminuir o risco de perda de autonomia

 

O envelhecimento reduz a mobilidade, mas o estilo de vida é o fator decisivo para manter a autonomia ao longo dos anos. Segundo o ortopedista Emerson Garms, hábitos saudáveis iniciados precocemente, como exercícios regulares, musculação e alongamentos, são fundamentais em todas as fases da vida. Aos 30 anos constroem-se reservas, aos 50 mantém-se a força e aos 70 preserva-se a independência, prevenindo quedas graves. Manter o corpo sempre em movimento é a chave para a longevidade funcional.


Chegar à velhice com autonomia para cuidar de si e manter as atividades da rotina é um desejo comum, mas essa realidade não acontece da mesma forma para todas as pessoas. O envelhecimento provoca mudanças naturais no organismo, com a redução da mobilidade, que pode afetar a capacidade funcional ao longo do tempo. Ainda assim, a idade cronológica não é o único elemento que determina como o corpo responderá a essa transformação.

 

De acordo com o ortopedista Dr. Emerson Garms, do Hospital Santa Catarina - Paulista, o envelhecimento pode estar associado à redução da mobilidade, mas o estilo de vida exerce papel decisivo nesse processo. "O envelhecimento pode levar a uma perda de mobilidade, mas geralmente isso está diretamente relacionado aos hábitos de vida diária", afirma.

 

O que fazer para manter a mobilidade?

A recomendação é que os cuidados com a mobilidade comecem cedo e sejam mantidos em todas as fases da vida. Independentemente da idade, a combinação entre exercícios físicos regulares e alongamentos ajuda a preservar a capacidade funcional do corpo. 

 

Aos 30 anos, o objetivo é construir reservas musculares e articulares para o futuro. Aos 50, manter a força e prevenir perdas naturais do envelhecimento. Já aos 70 anos e além, a atividade física torna-se uma importante aliada para preservar a independência e reduzir o risco de quedas.

 

As quedas, aliás, representam uma das maiores ameaças à saúde da população idosa. Além das fraturas, elas podem desencadear longos períodos de recuperação, perda de massa muscular, redução da mobilidade e até impactos na saúde emocional e social. Em muitos casos, uma única queda pode marcar o início de um ciclo de perda de autonomia.

 

Hábitos ao longo da vida fazem diferença

Para o Dr. Emerson Garms, o que diferencia as pessoas que envelhecem com independência daquelas que perdem autonomia mais cedo é a soma de escolhas feitas ao longo da vida. A prática regular de atividade física, alimentação equilibrada, controle do peso corporal e sono de qualidade são fatores que ajudam a preservar músculos, articulações e equilíbrio, reduzindo o risco de limitações futuras e formando a base para um envelhecimento saudável.

 

Se fosse preciso resumir em uma única recomendação, ela seria simples: manter o corpo em movimento. "As caminhadas e a prática da musculação são ótimas opções. Se puder fazer o que mais gosta, melhor ainda, respeitando sempre os próprios limites", conclui o ortopedista do Hospital Santa Catarina - Paulista.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/o-que-muda-na-mobilidade-com-a-idade-veja-como-cuidar-do-corpo-dos-30-aos-70-anos,12738de544f4da13c2128190cae0ffcd27e7xy6y.html?utm_source=clipboard - Por Nadja Cortes - Foto: Lordn | Shutterstock / Portal EdiCase

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Apertar os olhos: hábito inofensivo ou alerta para problemas de visão?


Apertar os olhos para enxergar melhor pode ser só um hábito, mas também pode apontar para olho seco, cansaço visual ou erro de refração. Veja como diferenciar as situações.

 

Apertar os olhos melhora o foco temporariamente, mas pode sinalizar problemas como miopia, astigmatismo ou olho seco, além de mero cansaço ou excesso de luz. O alerta surge quando o ato é frequente e associado a dores de cabeça ou visão borrada. O cuidado deve ser redobrado em crianças, pois distúrbios não tratados prejudicam o desenvolvimento visual e o aprendizado. Diante desses sinais, a avaliação oftalmológica periódica é essencial para o diagnóstico e a correção adequados.

 

Apertar os olhos pode melhorar a nitidez da imagem de forma temporária em algumas situações. Isso acontece porque a visão muda a forma como a luz entra no olho. Dessa forma, funciona como um ajuste manual e momentâneo do foco.

 

Segundo a oftalmologista Ilana Lages, do CBV-Hospital de Olhos, o comportamento tem explicações variadas.

 

"Apertar os olhos pode, sim, ser um hábito. Mas, muitas vezes, algumas pessoas fazem isso como forma de melhorar temporariamente a nitidez visual. Pode ser por alterações na lubrificação ocular, que podem causar olho seco, ou por algum erro de refração, que pode necessitar de correção com óculos", explica a médica.

 

Nem sempre o hábito está ligado a uma doença ocular. "Algumas pessoas também apertam os olhos apenas para compensar uma luminosidade excessiva no ambiente ou por cansaço visual", lembra Ilana.

 

Ambientes muito claros e o uso prolongado de telas são gatilhos comuns para esse comportamento. Por isso, nem sempre existe um problema mais grave por trás.

 

Quais problemas de visão causam esse hábito?

Apertar os olhos costuma se relacionar a erros de refração. Isso ocorre quando o gesto não é apenas uma reação à luz ou ao cansaço. Ou seja, a miopia, a hipermetropia e o astigmatismo entram nessa lista.

 

Na miopia, a imagem se forma antes de chegar à retina. Por isso, fica mais difícil enxergar objetos distantes com nitidez.

 

Já no astigmatismo, a córnea ou o cristalino têm um formato irregular. Isso significa que as imagens podem parecer borradas ou distorcidas em qualquer distância.

 

O olho seco também entra na lista de causas. Além disso, a diminuição da lubrificação natural do olho pode gerar irritação, sensação de areia e visão momentaneamente menos nítida. Assim, a pessoa acaba apertando os olhos como forma de compensação, conforme aponta Ilana.

 

Quando esse comportamento é motivo de atenção?

A frequência com que a pessoa aperta os olhos é um dos principais indicadores. Além disso, o padrão do piscar merece observação constante. "Devemos ficar atentos à frequência e ao padrão do piscar dos olhos", orienta a oftalmologista.

 

Alguns sintomas associados, inclusive, ajudam a diferenciar hábito de alerta. Ilana sugere fazer a si mesmo algumas perguntas.

 

É necessário piscar com mais frequência ou apertar os olhos para enxergar com mais nitidez?

A visão fica borrada quando você não aperta os olhos?

Há sintomas associados, como dores de cabeça ou cansaço visual intenso?

 

Se a resposta for sim para alguma dessas perguntas, a recomendação é buscar uma avaliação especializada.

 

Dor de cabeça frequente, ardência, lacrimejamento e sensação de peso nos olhos também podem acompanhar erros de refração não corrigidos. Esses sinais, quando somados ao hábito de apertar os olhos, reforçam a necessidade de uma consulta.

 

A atenção deve ser redobrada em crianças

Nas crianças, identificar esse comportamento a tempo é ainda mais importante. A visão infantil está em pleno desenvolvimento. Além disso, problemas não corrigidos podem trazer consequências para a aprendizagem e para a vida escolar.

 

"Vale lembrar que, em crianças, é ainda mais importante observar esse comportamento, para que erros de refração sejam descartados e para evitar possíveis prejuízos ao desenvolvimento visual", ressalta Ilana.

 

Além de apertar os olhos, os pais podem, inclusive, observar outros sinais. Entre eles, inclinar a cabeça para enxergar e esfregar os olhos com frequência.

 

Ainda assim, vale observar também a aproximação excessiva de livros e telas. Isso inclui, ainda, a dificuldade para acompanhar o quadro na escola.

 

O que fazer diante da dúvida sobre a visão

O ideal é não tentar diagnosticar o problema por conta própria. Ao mesmo tempo, uma avaliação com oftalmologista ajuda a diferenciar um hábito passageiro de uma alteração visual. Essa alteração pode precisar de correção com óculos, lentes de contato ou outro tratamento indicado pelo especialista.

 

Manter consultas oftalmológicas periódicas, tanto para adultos quanto para crianças, é uma forma simples de prevenção. Dessa forma, é possível identificar erros de refração e outras alterações. Isso significa proteger a qualidade de vida e o desenvolvimento visual infantil antes que surjam prejuízos maiores.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/apertar-os-olhos-habito-inofensivo-ou-alerta-para-problemas-de-visao,c153d362cd77492b55d423b3a932ed81t4cft7zi.html?utm_source=clipboard - Foto: yamasan/Getty Images