domingo, 6 de setembro de 2026

Sua alimentação pode aumentar o cansaço: 6 hábitos alimentares que podem estar por trás da falta de energia


Escolhas e comportamentos relacionados à alimentação podem influenciar níveis de energia, concentração e disposição ao longo da rotina

 

A falta de energia diária pode estar ligada a hábitos alimentares inadequados. Segundo a nutricionista Waleska Nishida, pular refeições, exagerar em açúcares ou comidas pesadas, consumir poucos nutrientes ou água e abusar de ultraprocessados provocam oscilações de disposição. Para combater a fadiga, deve-se priorizar uma dieta equilibrada e variada, lembrando que sono ruim, estresse e sedentarismo também afetam o vigor físico, demandando investigação profissional se o cansaço persistir.

 

Sentir cansaço durante o dia nem sempre está relacionado apenas à quantidade de horas de sono. A alimentação também pode influenciar a disposição, especialmente quando determinados hábitos se tornam frequentes.

 

Waleska Nishida, coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, explica que o hábito de pular refeições, consumir excesso de produtos ricos em açúcar ou manter uma alimentação pouco variada são alguns comportamentos que podem contribuir para oscilações de energia ao longo do dia.

 

"A alimentação fornece os nutrientes e a energia necessários para o funcionamento do organismo. Quando a rotina alimentar é inadequada ou pouco equilibrada, algumas pessoas podem perceber maior indisposição, dificuldade de concentração e sensação de cansaço", afirma.

 

Abaixo, ela lista hábitos alimentares que podem estar relacionados à sensação de cansaço durante o dia. Confira!

 

1. Pular refeições com frequência

Passar muitas horas sem comer pode dificultar a manutenção de uma rotina alimentar equilibrada. Para algumas pessoas, isso pode resultar em fome intensa, queda de disposição e dificuldade para manter a concentração. Além disso, chegar às refeições principais com muita fome pode favorecer escolhas alimentares menos equilibradas e o consumo exagerado de determinados alimentos.

 

2. Exagerar no consumo de açúcar

Alimentos e bebidas com grande quantidade de açúcares adicionados podem proporcionar energia rapidamente, mas não devem ser utilizados como principal estratégia para combater o cansaço. Quando o consumo desses produtos é frequente e substitui refeições ou alimentos mais nutritivos, a alimentação pode ficar pobre em fibras, proteínas, vitaminas e minerais importantes para o funcionamento adequado do organismo.

 

3. Fazer refeições com pouca variedade

Repetir constantemente os mesmos alimentos pode reduzir a variedade de nutrientes presentes na dieta. Uma alimentação equilibrada deve incluir diferentes grupos alimentares, como frutas, verduras, legumes, cereais, leguminosas e fontes de proteínas.

"A variedade é importante porque cada alimento apresenta uma composição nutricional diferente. Quanto mais diversificada for a alimentação, maiores são as possibilidades de fornecer diferentes nutrientes ao organismo", explica a especialista.

 

4. Consumir pouca água ao longo do dia

Embora não seja propriamente um hábito alimentar, a ingestão de líquidos faz parte da rotina de cuidados com a alimentação. Beber pouca água pode contribuir para sintomas como dor de cabeça, boca seca e sensação de indisposição, especialmente em situações de maior perda de líquidos. Por isso, manter uma hidratação adequada ao longo do dia é importante para o funcionamento do organismo.

 

5. Apostar frequentemente em refeições muito pesadas

Refeições muito volumosas ou com grande quantidade de gordura podem provocar sensação de estufamento e desconforto após comer. Para algumas pessoas, isso pode vir acompanhado de sonolência ou redução da disposição.

A composição e o tamanho das refeições devem considerar as necessidades individuais e o momento do dia, especialmente quando a pessoa precisa trabalhar, estudar ou realizar atividades logo depois de comer.

 

6. Substituir refeições por produtos ultraprocessados

Trocar regularmente refeições completas por biscoitos, salgadinhos, bebidas açucaradas ou outros produtos ultraprocessados pode reduzir a variedade nutricional da alimentação. Além de geralmente apresentarem menor quantidade de fibras quando comparados a alimentos in natura ou minimamente processados, essas escolhas podem contribuir para uma rotina alimentar menos equilibrada quando consumidas em excesso.

 

Alimentação contribui para a disposição

Uma alimentação variada e nutritiva contribui para o bom funcionamento do organismo e, consequentemente, para a disposição. "Outra dica ainda é, em vez de buscar um alimento específico para combater o cansaço, observar a qualidade geral da alimentação, priorizando variedade, equilíbrio e regularidade, de acordo com as necessidades individuais", orienta Waleska Nishida.

 

No entanto, a sensação de cansaço não deve ser atribuída automaticamente à alimentação. "Sono insuficiente, estresse, sedentarismo, excesso de atividades e diferentes condições de saúde também podem estar relacionados à falta de disposição. Se o cansaço é frequente, intenso ou aparece mesmo quando a pessoa mantém uma alimentação adequada e uma rotina de sono satisfatória, é importante buscar avaliação profissional para investigar outras possíveis causas", finaliza a profissional.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/sua-alimentacao-pode-aumentar-o-cansaco-6-habitos-alimentares-que-podem-estar-por-tras-da-falta-de-energia,64bf180b306c06d10875d5af10e4ba8478ojzhow.html?utm_source=clipboard - Por Deiwerson Damasceno dos Santos - Foto: fizkes | Shutterstock / Portal EdiCase

sábado, 5 de setembro de 2026

O que muda na mobilidade com a idade? Veja como cuidar do corpo dos 30 aos 70 anos


Especialista destaca a importância de manter hábitos saudáveis desde cedo para favorecer a capacidade funcional e diminuir o risco de perda de autonomia

 

O envelhecimento reduz a mobilidade, mas o estilo de vida é o fator decisivo para manter a autonomia ao longo dos anos. Segundo o ortopedista Emerson Garms, hábitos saudáveis iniciados precocemente, como exercícios regulares, musculação e alongamentos, são fundamentais em todas as fases da vida. Aos 30 anos constroem-se reservas, aos 50 mantém-se a força e aos 70 preserva-se a independência, prevenindo quedas graves. Manter o corpo sempre em movimento é a chave para a longevidade funcional.


Chegar à velhice com autonomia para cuidar de si e manter as atividades da rotina é um desejo comum, mas essa realidade não acontece da mesma forma para todas as pessoas. O envelhecimento provoca mudanças naturais no organismo, com a redução da mobilidade, que pode afetar a capacidade funcional ao longo do tempo. Ainda assim, a idade cronológica não é o único elemento que determina como o corpo responderá a essa transformação.

 

De acordo com o ortopedista Dr. Emerson Garms, do Hospital Santa Catarina - Paulista, o envelhecimento pode estar associado à redução da mobilidade, mas o estilo de vida exerce papel decisivo nesse processo. "O envelhecimento pode levar a uma perda de mobilidade, mas geralmente isso está diretamente relacionado aos hábitos de vida diária", afirma.

 

O que fazer para manter a mobilidade?

A recomendação é que os cuidados com a mobilidade comecem cedo e sejam mantidos em todas as fases da vida. Independentemente da idade, a combinação entre exercícios físicos regulares e alongamentos ajuda a preservar a capacidade funcional do corpo. 

 

Aos 30 anos, o objetivo é construir reservas musculares e articulares para o futuro. Aos 50, manter a força e prevenir perdas naturais do envelhecimento. Já aos 70 anos e além, a atividade física torna-se uma importante aliada para preservar a independência e reduzir o risco de quedas.

 

As quedas, aliás, representam uma das maiores ameaças à saúde da população idosa. Além das fraturas, elas podem desencadear longos períodos de recuperação, perda de massa muscular, redução da mobilidade e até impactos na saúde emocional e social. Em muitos casos, uma única queda pode marcar o início de um ciclo de perda de autonomia.

 

Hábitos ao longo da vida fazem diferença

Para o Dr. Emerson Garms, o que diferencia as pessoas que envelhecem com independência daquelas que perdem autonomia mais cedo é a soma de escolhas feitas ao longo da vida. A prática regular de atividade física, alimentação equilibrada, controle do peso corporal e sono de qualidade são fatores que ajudam a preservar músculos, articulações e equilíbrio, reduzindo o risco de limitações futuras e formando a base para um envelhecimento saudável.

 

Se fosse preciso resumir em uma única recomendação, ela seria simples: manter o corpo em movimento. "As caminhadas e a prática da musculação são ótimas opções. Se puder fazer o que mais gosta, melhor ainda, respeitando sempre os próprios limites", conclui o ortopedista do Hospital Santa Catarina - Paulista.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/o-que-muda-na-mobilidade-com-a-idade-veja-como-cuidar-do-corpo-dos-30-aos-70-anos,12738de544f4da13c2128190cae0ffcd27e7xy6y.html?utm_source=clipboard - Por Nadja Cortes - Foto: Lordn | Shutterstock / Portal EdiCase

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Apertar os olhos: hábito inofensivo ou alerta para problemas de visão?


Apertar os olhos para enxergar melhor pode ser só um hábito, mas também pode apontar para olho seco, cansaço visual ou erro de refração. Veja como diferenciar as situações.

 

Apertar os olhos melhora o foco temporariamente, mas pode sinalizar problemas como miopia, astigmatismo ou olho seco, além de mero cansaço ou excesso de luz. O alerta surge quando o ato é frequente e associado a dores de cabeça ou visão borrada. O cuidado deve ser redobrado em crianças, pois distúrbios não tratados prejudicam o desenvolvimento visual e o aprendizado. Diante desses sinais, a avaliação oftalmológica periódica é essencial para o diagnóstico e a correção adequados.

 

Apertar os olhos pode melhorar a nitidez da imagem de forma temporária em algumas situações. Isso acontece porque a visão muda a forma como a luz entra no olho. Dessa forma, funciona como um ajuste manual e momentâneo do foco.

 

Segundo a oftalmologista Ilana Lages, do CBV-Hospital de Olhos, o comportamento tem explicações variadas.

 

"Apertar os olhos pode, sim, ser um hábito. Mas, muitas vezes, algumas pessoas fazem isso como forma de melhorar temporariamente a nitidez visual. Pode ser por alterações na lubrificação ocular, que podem causar olho seco, ou por algum erro de refração, que pode necessitar de correção com óculos", explica a médica.

 

Nem sempre o hábito está ligado a uma doença ocular. "Algumas pessoas também apertam os olhos apenas para compensar uma luminosidade excessiva no ambiente ou por cansaço visual", lembra Ilana.

 

Ambientes muito claros e o uso prolongado de telas são gatilhos comuns para esse comportamento. Por isso, nem sempre existe um problema mais grave por trás.

 

Quais problemas de visão causam esse hábito?

Apertar os olhos costuma se relacionar a erros de refração. Isso ocorre quando o gesto não é apenas uma reação à luz ou ao cansaço. Ou seja, a miopia, a hipermetropia e o astigmatismo entram nessa lista.

 

Na miopia, a imagem se forma antes de chegar à retina. Por isso, fica mais difícil enxergar objetos distantes com nitidez.

 

Já no astigmatismo, a córnea ou o cristalino têm um formato irregular. Isso significa que as imagens podem parecer borradas ou distorcidas em qualquer distância.

 

O olho seco também entra na lista de causas. Além disso, a diminuição da lubrificação natural do olho pode gerar irritação, sensação de areia e visão momentaneamente menos nítida. Assim, a pessoa acaba apertando os olhos como forma de compensação, conforme aponta Ilana.

 

Quando esse comportamento é motivo de atenção?

A frequência com que a pessoa aperta os olhos é um dos principais indicadores. Além disso, o padrão do piscar merece observação constante. "Devemos ficar atentos à frequência e ao padrão do piscar dos olhos", orienta a oftalmologista.

 

Alguns sintomas associados, inclusive, ajudam a diferenciar hábito de alerta. Ilana sugere fazer a si mesmo algumas perguntas.

 

É necessário piscar com mais frequência ou apertar os olhos para enxergar com mais nitidez?

A visão fica borrada quando você não aperta os olhos?

Há sintomas associados, como dores de cabeça ou cansaço visual intenso?

 

Se a resposta for sim para alguma dessas perguntas, a recomendação é buscar uma avaliação especializada.

 

Dor de cabeça frequente, ardência, lacrimejamento e sensação de peso nos olhos também podem acompanhar erros de refração não corrigidos. Esses sinais, quando somados ao hábito de apertar os olhos, reforçam a necessidade de uma consulta.

 

A atenção deve ser redobrada em crianças

Nas crianças, identificar esse comportamento a tempo é ainda mais importante. A visão infantil está em pleno desenvolvimento. Além disso, problemas não corrigidos podem trazer consequências para a aprendizagem e para a vida escolar.

 

"Vale lembrar que, em crianças, é ainda mais importante observar esse comportamento, para que erros de refração sejam descartados e para evitar possíveis prejuízos ao desenvolvimento visual", ressalta Ilana.

 

Além de apertar os olhos, os pais podem, inclusive, observar outros sinais. Entre eles, inclinar a cabeça para enxergar e esfregar os olhos com frequência.

 

Ainda assim, vale observar também a aproximação excessiva de livros e telas. Isso inclui, ainda, a dificuldade para acompanhar o quadro na escola.

 

O que fazer diante da dúvida sobre a visão

O ideal é não tentar diagnosticar o problema por conta própria. Ao mesmo tempo, uma avaliação com oftalmologista ajuda a diferenciar um hábito passageiro de uma alteração visual. Essa alteração pode precisar de correção com óculos, lentes de contato ou outro tratamento indicado pelo especialista.

 

Manter consultas oftalmológicas periódicas, tanto para adultos quanto para crianças, é uma forma simples de prevenção. Dessa forma, é possível identificar erros de refração e outras alterações. Isso significa proteger a qualidade de vida e o desenvolvimento visual infantil antes que surjam prejuízos maiores.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/apertar-os-olhos-habito-inofensivo-ou-alerta-para-problemas-de-visao,c153d362cd77492b55d423b3a932ed81t4cft7zi.html?utm_source=clipboard - Foto: yamasan/Getty Images

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Correr controla o colesterol e reduz taxa de mortalidade prematura


Você sabia? Corredores vivem cerca de três anos mais do que os não corredores

 

Não é impressão: realmente as ruas estão cada vez mais movimentadas com o aumento no número de corredores pelo Brasil.

 

Não existe um dado ou estudo que explique o motivo desse crescimento, mas o fato é que correr tem feito parte da rotina de muitos brasileiros e essa simples mudança de hábito pode mudar uma vida inteira.

 

Seja pela popularização do esporte ou por razões muito particulares, a dica é: não perca mais tempo, corra!

 

Segundo artigo científico “Running as a Key Lifestyle Medicine for Longevity*”, os corredores têm um risco reduzido em torno de 25% a 40% de mortalidade prematura e vivem cerca de três anos mais do que aqueles que não correm.

 

Além de ajudar na perda de peso e em inúmeros outros benefícios para a saúde, a corrida garante redução da pressão arterial e do colesterol ruim.

 

“A corrida é uma das estratégias mais eficazes em saúde coletiva para aumentar a longevidade da população, assim como o controle de doenças crônicas e cessação do tabagismo”, explica o infectologista e diretor médico do Hilab, Bernardo Almeida.

 

O colesterol é um tipo de gordura encontrada naturalmente no organismo, muito importante para o funcionamento do corpo, uma vez que ele circula pelo sangue, e é o responsável por produzir hormônios.

 

Mas, vale ressaltar que o colesterol pode ser um grande inimigo quando seus níveis no sangue aumentam, podendo acumular nas artérias e coronárias, formando plaquetas que dificultam a passagem do sangue para órgãos essenciais como o cérebro e o coração.

 

Não é novidade que as doenças cardíacas estão entre as principais causas de morte no mundo, mas as pessoas esquecem que muitas delas poderiam ser evitadas.

 

“Boa parte dessas doenças se relacionam ao sedentarismo, tabagismo, obesidade e a falta de controle de doenças crônicas como hipertensão e diabetes, por isso, a importância de uma alimentação saudável e praticar atividades físicas leves a moderadas”, alerta Almeida.

 

Segundo o infectologista, a prevenção ainda é o melhor caminho e as pessoas precisam parar de ir ao médico somente quando sentem dores ou sintomas que não consideram normais.

 

“Muitos estudos comprovam os benefícios das atividades físicas, mas é importante estar em dia com outras doenças preveníveis e que necessitam de rastreamento periódico”, recomenda.

 

* LeeD, et al. Running as a Key LifestyleMedicine for Longevity. Prog CardiovascDis (2017

 

Fonte: https://vidaplenaebemestar.com.br/saude/correr-controla-o-colesterol-e-reduz-taxa-de-mortalidade-prematura

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

AVC: sintomas atípicos que exigem atenção imediata


A doença nem sempre causa paralisia evidente. Conheça os sintomas menos comuns e saiba quando buscar ajuda

 

O AVC nem sempre se manifesta por paralisia evidente ou fala alterada. Sinais atípicos e súbitos, como alterações na visão, tontura intensa, perda de equilíbrio e formigamentos, exigem socorro imediato para reduzir o risco de sequelas graves. Associado a fatores como hipertensão e diabetes, o evento neurológico requer atendimento médico rápido para o diagnóstico e tratamento corretos, sendo essencial não esperar a manifestação de múltiplos sintomas para buscar ajuda especializada.

 

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) nem sempre começa com sintomas muito intensos. Muitas vezes, ele não causa uma paralisia evidente no corpo do paciente.

 

Alterações súbitas na visão e dificuldade para engolir merecem a sua atenção. Tontura intensa, perda de equilíbrio e formigamentos repentinos também são sinais perigosos. O atendimento médico rápido é fundamental para reduzir o risco de sequelas graves.

 

O perigo dos sintomas atípicos

O neurologista da Rede de Hospitais São Camilo, Paulo Takeshi Nakano explica o grande desafio dessa perigosa doença no dia a dia.

O médico afirma que "nem sempre os sinais aparecem da forma mais conhecida". A doença pode surgir sem "uma paralisia evidente em um lado do corpo", alerta.

Também pode não ocorrer "uma dificuldade importante para falar", pontua o especialista. Sinais como "alterações visuais súbitas, desequilíbrio e tontura intensa" exigem atenção imediata.

Esses sintomas "podem indicar um evento neurológico e precisam ser avaliados rapidamente", conclui.

 

Fatores de risco conhecidos

O AVC ocorre quando um vaso sanguíneo entope ou rompe no nosso cérebro. Hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado e obesidade são grandes fatores de risco.

Tabagismo, sedentarismo e consumo excessivo de álcool também prejudicam a saúde vascular. Condições cardíacas prévias e o histórico familiar aumentam bastante as chances.

 

Como agir em caso de emergência?

A presença isolada de um sintoma não confirma o quadro de AVC. Porém, "é importante não esperar que todos os sintomas apareçam ao mesmo tempo", orienta.

Um sinal neurológico súbito "deve ser encarado como uma situação de emergência". Isso vale "principalmente quando a pessoa nunca apresentou aquilo antes", diz o médico.

"Quanto mais cedo o paciente chega ao hospital, maiores são as possibilidades", ensina. A rapidez ajuda a "identificar o tipo de AVC e iniciar o tratamento adequado".

 

Estalar o pescoço causa AVC?

Movimentos bruscos no pescoço exigem bastante cautela no dia a dia. Porém, "estalar o pescoço não significa que a pessoa vá provocar um AVC", destaca.

A dissecção de uma artéria cervical "é uma condição rara", explica o especialista. A lesão "pode acontecer espontaneamente ou estar relacionada a determinados movimentos", completa.

"Quando existe uma lesão na parede da artéria, pode haver formação de coágulo", alerta. Isso pode causar "uma obstrução do fluxo sanguíneo para o cérebro. Por isso, diante de dor cervical persistente, é fundamental buscar avaliação médica", avisa.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/avc-sintomas-atipicos-que-exigem-atencao-imediata,36ef1e3819510a103e425712b685dd08j6d3a0lq.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia