sábado, 24 de outubro de 2026

Colesterol alto mesmo com alimentação saudável? Entenda por que isso acontece


Predisposição hereditária, mudanças hormonais e condições metabólicas podem influenciar os resultados dos exames

 

Mesmo com hábitos saudáveis, o colesterol pode se elevar porque a maior parte dele é produzida pelo fígado e não depende só da dieta. Fatores genéticos como a hipercolesterolemia familiar, hipotireoidismo, menopausa, diabetes e certos medicamentos influenciam diretamente essa taxa. Como o quadro é silencioso e eleva o risco cardiovascular, a dieta nem sempre basta, tornando indispensáveis o acompanhamento médico regular e a avaliação individualizada para definir a necessidade de remédios.

 

Manter uma alimentação equilibrada, evitar frituras, consumir frutas e verduras e praticar atividades físicas são hábitos importantes para a saúde cardiovascular. Ainda assim, algumas pessoas se surpreendem ao receber exames que apontam colesterol elevado, mesmo seguindo uma rotina considerada saudável.

 

Isso acontece porque os níveis de colesterol no sangue não dependem exclusivamente da alimentação. Fatores genéticos, alterações hormonais, condições metabólicas e até determinados medicamentos podem influenciar os resultados.

 

Segundo o cardiologista Dr. Raphael Boesche Guimarães, a ideia de que o colesterol alto está sempre relacionado a uma alimentação inadequada é um dos principais equívocos sobre o assunto. "O colesterol é uma substância essencial para o funcionamento do organismo, utilizada na produção de hormônios e na formação das membranas celulares. Grande parte dele é produzida pelo próprio corpo, principalmente pelo fígado. Por isso, mesmo quem mantém uma alimentação saudável pode apresentar níveis elevados", explica.

 

Abaixo, veja alguns fatores que podem interferir nos níveis de colesterol no organismo.

 

1. A genética pode influenciar o colesterol

Algumas pessoas apresentam predisposição genética para produzir ou manter níveis elevados de colesterol no sangue, independentemente dos hábitos alimentares. Uma das condições mais conhecidas é a hipercolesterolemia familiar, alteração hereditária que compromete a capacidade do organismo de remover o colesterol LDL, conhecido como colesterol ruim, da circulação.

"Existem pessoas que seguem uma alimentação equilibrada, praticam exercícios e, ainda assim, apresentam colesterol elevado desde jovens. Nesses casos, precisamos considerar a influência genética, especialmente quando há histórico familiar de colesterol alto ou doenças cardiovasculares precoces", destaca o cardiologista.

 

2. Alterações na tireoide também podem elevar os níveis

O funcionamento da tireoide interfere diretamente no metabolismo das gorduras. Quando a glândula produz menos hormônios do que o necessário, condição conhecida como hipotireoidismo, o organismo pode apresentar maior dificuldade para eliminar o colesterol LDL do sangue. Em alguns casos, o colesterol elevado é identificado antes mesmo de outros sintomas da alteração hormonal.

"Quando encontramos níveis elevados de colesterol, especialmente sem uma causa aparente, é importante avaliar se existem condições associadas, como alterações da tireoide. Tratar a doença de base pode contribuir para melhorar o perfil lipídico", orienta o Dr. Raphael Boesche Guimarães.

 

3. Menopausa pode provocar mudanças no colesterol

As alterações hormonais que acontecem durante a transição para a menopausa também podem interferir nos níveis de colesterol. A redução do estrogênio está associada a mudanças no metabolismo das gorduras, podendo favorecer o aumento do colesterol LDL e alterações na distribuição da gordura corporal.

Isso significa que mulheres que mantêm os mesmos hábitos alimentares e a mesma rotina de exercícios podem perceber mudanças nos exames ao longo dessa fase. "A menopausa representa um período importante de atenção à saúde cardiovascular feminina. Mesmo sem grandes mudanças no estilo de vida, podem ocorrer alterações no colesterol e em outros fatores de risco, o que reforça a importância do acompanhamento médico", afirma o especialista.

 

4. Resistência à insulina e diabetes interferem no metabolismo

Condições metabólicas, como resistência à insulina e diabetes tipo 2, também podem alterar o perfil de gordura no sangue. Nesses casos, é comum observar aumento dos triglicerídeos, redução do colesterol HDL, conhecido como colesterol bom, e mudanças nas características das partículas de LDL.

"Não basta avaliar apenas a alimentação. O metabolismo influencia diretamente a forma como o organismo produz, transporta e elimina as gorduras. Por isso, o colesterol precisa ser analisado em conjunto com outros indicadores de saúde", explica o cardiologista.

 

5. Alguns medicamentos podem interferir nos resultados

Determinados medicamentos também podem contribuir para alterações no colesterol e nos triglicerídeos. Entre eles, estão alguns corticoides, imunossupressores, retinoides e medicamentos utilizados em tratamentos específicos.

Isso não significa que esses remédios devam ser interrompidos, mas que seus possíveis efeitos metabólicos precisam ser considerados durante o acompanhamento. "Quando o colesterol aumenta sem uma explicação evidente, também avaliamos os medicamentos utilizados pelo paciente. Essa análise ajuda a identificar possíveis fatores associados e definir a melhor conduta, sem comprometer outros tratamentos", ressalta.

 

Alimentação saudável é suficiente para controlar o colesterol?

Embora a alimentação tenha papel fundamental na prevenção cardiovascular, ela nem sempre é suficiente para manter o colesterol dentro das metas recomendadas. A resposta depende da predisposição genética, das condições de saúde e, principalmente, do risco cardiovascular individual.

Além disso, nem toda alimentação considerada saudável tem necessariamente o mesmo efeito sobre o colesterol. A quantidade de gorduras saturadas, o consumo de fibras e a composição geral da dieta também fazem diferença.

"Adotar hábitos saudáveis continua sendo indispensável, mas algumas pessoas precisam de tratamento medicamentoso para reduzir adequadamente o colesterol. Isso não representa uma falha na alimentação ou na prática de exercícios, e sim uma necessidade individual de controle do risco cardiovascular", esclarece o Dr. Raphael Boesche Guimarães.

 

Quando o colesterol alto exige tratamento?

O colesterol elevado geralmente não provoca sintomas, o que torna os exames de sangue importantes para sua identificação. A necessidade de tratamento, por sua vez, não depende apenas de um resultado isolado. O médico considera fatores como idade, pressão arterial, diabetes, tabagismo, histórico familiar e presença de doenças cardiovasculares.

Pessoas com risco cardiovascular elevado podem precisar de metas de colesterol LDL mais rigorosas, enquanto outras podem ser inicialmente orientadas a intensificar mudanças no estilo de vida. "O objetivo não é simplesmente melhorar um número no exame, mas reduzir o risco de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e outras complicações cardiovasculares. Por isso, a avaliação precisa ser individualizada. Mesmo quem se alimenta bem e pratica exercícios deve acompanhar seus níveis de colesterol", conclui o Dr. Raphael Boesche Guimarães.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/colesterol-alto-mesmo-com-alimentacao-saudavel-entenda-por-que-isso-acontece,f9ea00729b43695c5a596ea4ebc0f624l3ze370i.html?utm_source=clipboard - Por Daiane Bombarda - Foto: Alphavector | Shutterstock / Portal EdiCase

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Uso do celular antes de dormir afeta sono e bem-estar, alerta especialista


Usar o aparelho antes de dormir pode dificultar o relaxamento, prejudicar a qualidade do descanso e afetar o bem-estar emocional

 

O uso do celular antes de dormir prejudica o sono e a saúde emocional, alerta a psicóloga Claudia Melo. A luz das telas e os estímulos constantes inibem a melatonina, gerando insônia, sono fragmentado, ansiedade e cansaço diurno. Para evitar esses impactos negativos, a especialista recomenda criar uma rotina de relaxamento, desligar as notificações e afastar o aparelho da cama ao menos trinta minutos antes de se deitar, garantindo o descanso necessário para o bem-estar físico e mental.

 

Conferir mensagens, navegar pelas redes sociais ou assistir a vídeos antes de dormir faz parte da rotina de muitas pessoas. Mas manter o celular ao lado da cama e continuar conectado até os últimos minutos do dia pode prejudicar a qualidade do sono e o bem-estar emocional.

 

Segundo Claudia Melo, coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera, a exposição constante aos estímulos do aparelho pode dificultar o relaxamento necessário para uma noite de descanso reparadora.

 

"O cérebro precisa entender que está chegando o momento de desacelerar. Quando a pessoa permanece conectada até os últimos minutos antes de dormir, ela continua recebendo estímulos que podem aumentar o estado de alerta e prejudicar o início e a profundidade do sono", explica.

 

Além da dificuldade para adormecer, o hábito pode afetar o descanso ao longo da noite e influenciar a disposição no dia seguinte. Confira cinco impactos que merecem atenção.

 

1. Dificuldade para pegar no sono

A luz emitida pelas telas pode interferir na produção de melatonina, hormônio envolvido na regulação do ciclo de sono e vigília. Dependendo da intensidade da exposição e do horário de uso, esse efeito pode dificultar o início do sono.

Além disso, acompanhar vídeos, mensagens e publicações mantém a atenção voltada para novos estímulos, em vez de favorecer a desaceleração necessária antes de dormir.

 

2. Sono mais leve e fragmentado

O descanso também pode ser interrompido por notificações, vibrações e sons do aparelho. Mesmo quando o celular não chega a despertar completamente a pessoa, esses estímulos podem atrapalhar a continuidade do sono.

A expectativa de receber mensagens ou a vontade de conferir o que aconteceu nas redes sociais também pode levar a despertares durante a noite. Com isso, o período reservado ao descanso pode se tornar menos reparador.

 

3. Aumento da ansiedade

Acompanhar notícias, conversas e atualizações nas redes sociais até a hora de dormir pode manter a mente em estado de alerta. Dependendo do conteúdo e da relação de cada pessoa com a tecnologia, esse hábito pode favorecer preocupações e sentimentos de ansiedade.

A dificuldade de se desconectar também pode prolongar a preocupação com situações do dia a dia, reduzindo o tempo dedicado ao relaxamento antes de dormir.

 

4. Maior dependência das telas

Levar o celular para a cama pode reforçar o hábito de recorrer ao aparelho sempre que surge um momento livre. Com o tempo, a pessoa pode ter mais dificuldade para interromper o uso, mesmo quando precisa descansar.

Essa rotina reduz as oportunidades de desconexão e pode fazer com que o período antes de dormir seja ocupado por estímulos constantes. Estabelecer limites para o uso do aparelho ajuda a criar uma separação entre as atividades digitais e o momento de repouso.

 

5. Cansaço e irritabilidade durante o dia

Quando o sono é insuficiente ou sofre interrupções frequentes, os efeitos podem aparecer no dia seguinte. Cansaço, dificuldade de concentração, redução da produtividade e alterações de humor estão entre as consequências possíveis de noites mal dormidas.

Se o uso do celular atrasa o horário de dormir ou interrompe o descanso, a pessoa também pode acabar dormindo menos do que precisa. Por isso, observar a rotina noturna é importante para identificar hábitos que possam estar prejudicando a recuperação física e mental.

 

Como evitar que o celular prejudique o sono?

Claudia Melo recomenda adotar uma rotina de higiene do sono, com mudanças simples para reduzir os estímulos antes de dormir.

"O ideal é evitar o uso do celular pelo menos 30 minutos antes de dormir e deixar o aparelho em um local mais distante da cama, preferencialmente com as notificações desativadas. Pequenas mudanças de hábito podem trazer benefícios importantes para a saúde física e mental", orienta.

Além dessa recomendação, algumas medidas podem ajudar a tornar o ambiente mais favorável ao descanso:

 

Reduza a iluminação: prefira um ambiente com pouca luz nos momentos que antecedem o sono.

Escolha atividades relaxantes: ler ou fazer exercícios de respiração pode ajudar a desacelerar antes de dormir.

Desative as notificações: diminuir os alertas reduz a possibilidade de interrupções durante a noite.

Deixe o aparelho longe da cama: manter o celular fora do alcance imediato pode facilitar a redução do uso noturno.

Crie uma rotina: procure reservar um período para desacelerar antes de se deitar, evitando atividades que mantenham a atenção constantemente estimulada.

"Descansar adequadamente é fundamental para a saúde emocional e para a qualidade de vida. Estabelecer limites no uso da tecnologia é uma forma de cuidar de si mesmo", conclui a coordenadora.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/uso-do-celular-antes-de-dormir-afeta-sono-e-bem-estar-alerta-especialista,11ae20c02445e16e0d839d8240d906ach70c9zz7.html?utm_source=clipboard - Foto: Divulgação / Saúde em Dia

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Qual o horário ideal para exercícios físicos para redução de risco cardiometabólico?


Um estudo com cerca de 14.500 participantes revelou que o horário da atividade física influencia a saúde cardiometabólica tanto quanto o seu volume. Exercitar-se pela manhã, em comparação à noite, reduziu significativamente as chances de obesidade (35%), doença arterial coronariana (31%), diabetes tipo 2 (30%), hiperlipidemia (21%) e hipertensão (18%). Além disso, a prática de exercícios entre 7h e 8h foi associada às menores chances de desenvolvimento de doença coronariana.

 

Ter uma saúde cardiometabólica precária pode aumentar o risco de doenças cardíacas e diabetes tipo 2. Por outro lado, fazer escolhas de estilo de vida saudáveis, como praticar atividades físicas, pode ajudar a reduzir o risco de doenças cardiometabólicas.

 

Agora, estudo apresentado na Sessão Científica Anual do American College of Cardiology (ACC.26), mostrou que embora a atividade física possa ajudar a reduzir o risco cardiometabólico, o horário do dia em que o exercício é praticado também pode desempenhar um papel importante.

 

Para o estudo, os pesquisadores analisaram dados de saúde de quase 14.500 participantes do estudo All of Us. Os dados incluíam informações sobre a frequência cardíaca registradas pelos dispositivos Fitbit dos participantes, e a prática de exercícios físicos foi avaliada a cada 15 minutos ao longo do dia. Eles buscaram conexões entre os horários em que os participantes se exercitavam e fatores de risco cardiometabólicos, como hipertensão, obesidade e diabetes tipo 2, além de avaliarem as taxas de problemas cardiovasculares dos participantes, como doença arterial coronariana e fibrilação atrial.

 

Os resultados mostraram que os participantes que se exercitavam pela manhã, em comparação com aqueles que se exercitavam à noite, apresentavam 35% menos probabilidade de ter obesidade; 31% menos probabilidade de desenvolver doença arterial coronariana; 30% menos risco de desenvolver diabetes tipo 2; 21% menos probabilidade de ter hiperlipidemia; e 18% menos probabilidade de desenvolver hipertensão.

 

Segundo os autores, isso demonstra que o horário em que as pessoas se exercitam pode ser tão importante quanto a quantidade de exercício. O estudo também descobriu que o exercício realizado entre 7h e 8h da manhã estava especificamente associado às menores chances de doença arterial coronariana.

 

Fonte: Sessão Científica Anual do Colégio Americano de Cardiologia (ACC.26)

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/qual-o-horario-ideal-para-exercicios-fisicos-para-reducao-de-risco-cardiometabolico,c7d9a3f52467b319b83ee32d20d7ddacxyt6vipv.html?utm_source=clipboard - Foto: lzf-Evanto / Boa Saúde

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Frutas e hortaliças: confira cinco alimentos nutritivos que turbinam a sua saúde


Seleção com opções ricas em vitaminas e fibras ajuda a variar a dieta e fortalece a imunidade

 

Especialistas consultados pelo The New York Times indicam cinco vegetais para enriquecer a dieta: a couve-de-bruxelas, rica em fibras e vitamina C; a cranberry, com ação anti-inflamatória e vitaminas C, E e K; a acelga, que supera a banana em potássio e controla a pressão; a alcachofra-de-Jerusalém, fonte de ferro e inulina benéfica à flora intestinal; e a romã, cujas sementes protegem o sistema cardiovascular e melhoram a digestão. Juntos, turbinam a imunidade e a saúde do organismo.

 

A busca por uma alimentação mais variada ganhou o reforço de especialistas consultados pelo jornal The New York Times, que elencaram vegetais cheios de nutrientes para diversificar o prato. Entre as opções destacadas pelos profissionais de nutrição está a couve-de-bruxelas, que ganha sabor e crocância quando preparada no forno com azeite de oliva e sal. O vegetal combina um baixo valor calórico a um expressivo teor de fibras, segundo avaliação feita pela professora Emily Ho, diretora do Linus Pauling Institute, instituição ligada à Oregon State University. Ela ressaltou que uma porção crua de uma xícara fornece poucas calorias e nutrientes cruciais para o organismo humano. "Uma xícara crua entrega cerca de 40 calorias, 3 gramas de fibra e vitamina C em quantidade próxima à de uma laranja-baía média".

 

Frutas e hortaliças impulsionam a imunidade e a saúde intestinal

Nutrientes essenciais em alimentos funcionais

Outro item ressaltado na lista é a cranberry, fruta de sabor azedo quando in natura, mas que ganha versatilidade em preparos assados, molhos e bolos. De acordo com a nutricionista Sharon Collison, da University of Delaware, a fruta reúne vitaminas C, E e K, além de flavonoides que conferem a tonalidade vermelha marcante e combatem processos inflamados no organismo. Paralelamente, a acelga chama a atenção pela beleza visual de seus caules e folhas, além de ser facilmente preparada em refogados rápidos. A nutricionista Bethany Doerfler explicou que uma xícara cozida do vegetal reúne perto de 960 mg de potássio, montante substancialmente maior do que o encontrado em uma fruta popular como a banana, auxiliando diretamente no controle da pressão arterial.

 

A lista inclui ainda a alcachofra-de-Jerusalém, tubérculo de formato irregular que oferece textura cremosa quando cozido e elevada quantidade de inulina, fibra solúvel que desacelera o processo digestivo e alimenta a microbiota intestinal. O alimento fornece cerca de duas vezes e meia mais ferro do que o espinafre em proporções iguais de peso. Por fim, as sementes de romã encerram o grupo entregando antocianinas, pigmentos de ação anti-inflamatória que protegem o sistema cardiovascular, somadas a fibras insolúveis que otimizam o trânsito do trato intestinal.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/frutas-e-hortalicas-confira-cinco-alimentos-nutritivos-que-turbinam-a-sua-saude,344f97d9e503f4bebc7c8a36658faed2hgr0zl7g.html?utm_source=clipboard - Foto: Canva / Perfil Brasil

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Menopausa exige cuidados com o coração; veja 4 hábitos de proteção


Queda do estrogênio pode favorecer alterações na pressão, no colesterol e no acúmulo de gordura abdominal ao longo dessa fase

 

A queda de estrogênio na menopausa reduz a proteção vascular e eleva o risco cardiovascular, facilitando o ganho de gordura abdominal, hipertensão e colesterol alto. Para mitigar esses impactos, especialistas do Einstein recomendam monitorar peso e taxas metabólicas com dieta balanceada, praticar ao menos 150 minutos semanais de exercícios físicos, evitar dietas restritivas ou hormônios sem indicação médica e cuidar do sono e da saúde mental, mantendo consultas médicas regulares de rotina.

 

No Dia Mundial da Menopausa, celebrado em 18 de outubro, a atenção costuma se voltar para sintomas como fogachos, alterações no sono e mudanças hormonais. No entanto, a menopausa também pode afetar a saúde cardiovascular e aumentar a importância dos cuidados com o coração.

 

Com a queda do estrogênio, o organismo perde parte da proteção que esse hormônio exerce sobre os vasos sanguíneos. Ao mesmo tempo, podem surgir alterações na pressão arterial, no colesterol, no metabolismo da glicose e na distribuição da gordura corporal.

 

Especialistas do Einstein Hospital Israelita, em um artigo publicada no blog da instituição, destacam quatro cuidados que ajudam a proteger a saúde cardiovascular nessa fase.

 

Por que a menopausa exige mais atenção ao coração?

Antes da menopausa, o estrogênio participa de mecanismos que favorecem a circulação e ajudam a manter os vasos sanguíneos saudáveis. Quando os níveis do hormônio diminuem, essa proteção também cai. Além disso, o corpo pode passar a acumular mais gordura na região abdominal, ao mesmo tempo em que aumentam as chances de pressão alta, alterações no colesterol e diabetes.

 

Esses fatores não significam que toda mulher terá uma doença cardiovascular. O risco depende da combinação entre genética, histórico familiar, hábitos, peso, pressão, colesterol, glicemia, tabagismo e nível de atividade física.

 

1. Acompanhe peso, pressão e colesterol

Durante o climatério e a menopausa, a distribuição da gordura corporal pode mudar. Parte dela tende a se concentrar mais na região abdominal. Esse tipo de acúmulo merece atenção porque está relacionado a maior risco cardiovascular.

Por isso, acompanhar peso, pressão arterial, colesterol, triglicérides e glicemia ajuda a identificar alterações antes que provoquem complicações. A alimentação também influencia esse controle. Uma rotina com menos ultraprocessados, excesso de açúcar e sal pode contribuir para manter esses indicadores em níveis adequados.

 

2. Mantenha uma rotina de exercícios

A prática regular de atividade física ajuda a controlar diferentes fatores ligados ao coração. Exercícios aeróbicos, como caminhada, bicicleta, natação e dança, contribuem para o condicionamento cardiovascular e para o controle da pressão e da glicose.

A musculação também é importante nessa fase. Ela ajuda a preservar a massa muscular, a força e a saúde dos ossos. Segundo os especialistas do Einstein, uma referência é acumular cerca de 150 minutos de atividade física moderada por semana, combinando exercícios aeróbicos e de resistência sempre que possível.

 

3. Evite soluções rápidas para emagrecer

A mudança na composição corporal durante a menopausa pode aumentar a preocupação com o peso. No entanto, estratégias muito restritivas ou sem acompanhamento podem trazer outros problemas.

Uma perda acelerada de peso também pode reduzir massa muscular e óssea, justamente dois pontos que precisam de atenção nessa etapa da vida. Medicamentos para obesidade podem ser indicados em alguns casos, mas exigem avaliação profissional. O mesmo vale para hormônios usados com finalidade estética ou de desempenho.

Os especialistas do Einstein também alertam para o uso de testosterona e implantes hormonais sem indicação adequada, já que essas práticas podem afetar a pressão arterial e os níveis de colesterol.

 

4. Não ignore sono e saúde emocional

A qualidade do sono também interfere na saúde cardiovascular. Dormir mal pode dificultar o controle do peso e favorecer alterações na pressão arterial. Como a menopausa pode prejudicar o descanso noturno, observar a rotina de sono passa a ter ainda mais importância.

O mesmo vale para o estresse e a ansiedade. Momentos de lazer, convívio social e atividades prazerosas ajudam a reduzir a sobrecarga emocional e fazem parte dos cuidados com a saúde como um todo.

Além dos hábitos, consultas periódicas ajudam a acompanhar alterações que podem surgir sem sintomas. Pressão alta, colesterol elevado e diabetes podem permanecer silenciosos, por isso o acompanhamento médico é importante para identificar esses fatores precocemente.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/menopausa-exige-cuidados-com-o-coracao-veja-4-habitos-de-protecao,bbc971398c901139a0b087c8c352eed97h90l299.html?utm_source=clipboard - Por: Maria Clara Pinheiro / Licenciado de Bons Fluidos - Foto: Canva Equipes/pixelshot / Bons Fluidos