sexta-feira, 24 de julho de 2026

Quantos litros de água beber por dia? Especialistas explicam


Entenda quanto de água você realmente precisa por dia, como ajustar a hidratação à rotina e quais sinais mostram que o corpo está pedindo atenção.

 

A quantidade ideal de água varia conforme peso, idade, clima e atividades diárias, sendo essencial criar o hábito de se hidratar regularmente. Especialistas recomendam calcular o consumo diário multiplicando o peso por 35 ml, mas o mais importante é observar os sinais do corpo, como cor da urina e sensação de sede.

 

Você vive ouvindo que precisa tomar dois litros por dia, mas a rotina nem sempre acompanha o conselho. Quando bate a dor de cabeça, o cansaço ou aquela tontura leve, você percebe que a água faltou antes. Ou seja, o problema não é só saber o número certo, mas transformar a água em hábito diário.

 

Água: por que não existe um número mágico

A famosa regra dos oito copos ajuda, no entanto não funciona igual para todo mundo. A necessidade de água muda com peso, idade, nível de atividade física, clima e condições de saúde. Assim, alguém que treina pesado no calor precisa de mais líquido que quem passa o dia sentado em ambiente frio.

 

Além disso, crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas podem ter necessidades diferentes. Isso significa que copiar a rotina de outra pessoa nem sempre é boa ideia. Por isso, especialistas reforçam que não existe uma quantidade única de água para todos.

 

O que a água faz por você

A água participa de praticamente tudo no organismo. Ela ajuda a transportar nutrientes pelo sangue, regula a temperatura e facilita a eliminação de toxinas pela urina e pelo suor. Dessa forma, rins, fígado, cérebro e músculos trabalham melhor.

Apesar de parecer simples, falta de água afeta várias funções metabólicas. Você pode sentir mais fadiga, queda de rendimento no treino, dificuldade de concentração e até alteração no funcionamento dos rins. Além disso, pele e mucosas ficam mais ressecadas, o que aumenta desconfortos no dia a dia.

 

Quanto de água você deve beber por dia

Uma forma prática de estimar a quantidade diária de água é usar o peso corporal como base. Segundo Luciana Prado Azevedo, professora de Medicina da Universidade São Judas e integrante da Inspirali, "não existe uma quantidade de água que sirva para todas as pessoas".

Ela sugere multiplicar o peso por 35 ml para ter uma referência de consumo diário de água. Ou seja, você pega o seu peso em quilos e faz a conta simples.

 

Pessoa com 60 kg: cerca de 2,1 litros de água por dia.

Pessoa com 70 kg: cerca de 2,45 litros de água por dia.

Pessoa com 80 kg: cerca de 2,8 litros de água por dia.

 

A professora ressalta que esse cálculo é apenas uma estimativa. Além disso, a necessidade de água pode ser maior em situações específicas, como prática de atividade física, dias muito quentes, febre, gravidez ou outras condições que aumentam a perda de líquidos. Isso significa que você precisa observar o corpo e ajustar a água conforme a rotina.

 

Água no inverno: por que a atenção precisa dobrar

Você sente mais sede no verão, mas o inverno também exige cuidado com água. Com temperaturas mais baixas, a sensação de sede diminui naturalmente. Ao mesmo tempo, muitas pessoas reduzem o consumo sem perceber, o que facilita a desidratação silenciosa.

"A menor sensação de sede não significa que o organismo precise de menos água", destaca Luciana Prado Azevedo. Você continua perdendo líquidos pela respiração, urina e transpiração, mesmo em dias frios. Quando a ingestão de água é insuficiente, podem surgir sintomas como dor de cabeça, cansaço, tontura, ressecamento da pele e dificuldade de concentração.

Além disso, ambientes fechados, aquecedores e ar-condicionado favorecem a desidratação. Crianças e idosos sentem ainda mais esse efeito, já que são grupos mais vulneráveis à baixa ingestão de água. Ou seja, mesmo sem calor, vale manter atenção ao copo.

 

Como beber mais água na rotina

Se você tem dificuldade em manter uma rotina de água, pequenas estratégias ajudam a mudar o hábito. "Não é necessário esperar sentir sede para beber água. O ideal é distribuir a ingestão ao longo do dia", orienta Luciana.

 

Entre as dicas práticas estão:

 

Manter sempre uma garrafa de água por perto.

Beber um copo de água ao acordar e outro antes de dormir.

Consumir pequenos volumes regularmente, como um copo a cada uma ou duas horas.

Usar aplicativos ou alarmes para lembrar da hidratação.

 

Além disso, vale apostar em alimentos que ajudam na hidratação. Frutas ricas em água, como melancia, melão, laranja e abacaxi, entram na conta. Aromatizar a água com limão, hortelã ou gengibre também pode deixar o sabor mais interessante, facilitando o consumo diário.

 

Sinais de que está faltando água

Um indicador simples é observar a cor da urina. Em geral, tons mais claros sugerem uma hidratação adequada, enquanto urina muito escura pode sinalizar que o organismo precisa de mais água. Dessa forma, você consegue acompanhar o corpo sem depender só de números.

 

Mais do que atingir um número específico de litros, o importante é criar o hábito de beber água regularmente. A médica resume: "o mais importante é respeitar as necessidades do organismo e manter uma ingestão regular de líquidos ao longo do dia".

 

Isso significa que você deve olhar para sede, cor da urina, disposição e até o rendimento no treino. Assim, a água deixa de ser só uma meta do dia e vira parte natural da sua rotina de saúde.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/quantos-litros-de-agua-beber-por-dia-especialistas-explicam,88a145d753045c9741304e210765fe304qfofqxs.html?utm_source=clipboard - Por: Redação SportLife / Licenciado de Sport Life - Foto: KATRIN BOLOVTSOVA/Pexels

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Sete alimentos que ajudam a combater os gases e melhorar a digestão


Alguns alimentos ajudam a melhorar a digestão, equilibrar a flora intestinal e diminuir o desconforto causado pelo excesso de gases. Descubra quais incluir no cardápio

 

Sentir-se estufado após as refeições pode ser desconfortável, mas a boa notícia é que alguns alimentos ajudam a reduzir os gases. Gengibre, mamão, iogurte natural, hortelã, abacaxi, banana e aveia são aliados para melhorar a digestão e aliviar sintomas como inchaço abdominal. Hábitos como comer devagar e evitar bebidas gaseificadas também ajudam.

 

Sentir a barriga estufada depois das refeições é uma queixa comum. Na maioria dos casos, o excesso de gases está relacionado à alimentação, ao ritmo das refeições ou até mesmo ao funcionamento do intestino. A boa notícia é que alguns alimentos podem contribuir para uma digestão mais eficiente e ajudar a reduzir esse desconforto.

 

Os gases são produzidos naturalmente durante a digestão e pela fermentação dos alimentos no intestino. No entanto, quando aparecem em excesso, podem provocar inchaço, cólicas, sensação de peso e desconforto abdominal.

 

Conheça sete alimentos que podem ser aliados para aliviar os gases e manter a saúde intestinal em dia.

 

1. Gengibre

O gengibre é conhecido por suas propriedades digestivas e anti-inflamatórias. Ele ajuda a acelerar o esvaziamento do estômago, reduzindo a fermentação dos alimentos e a formação de gases.

Pode ser consumido em chás, sucos ou ralado em preparações do dia a dia.

 

2. Mamão

Rico na enzima papaína, o mamão facilita a digestão das proteínas e pode diminuir a sensação de estufamento após as refeições.

Além disso, a fruta contém fibras, que contribuem para o bom funcionamento do intestino quando consumidas com uma boa ingestão de água.

 

3. Iogurte natural

O iogurte natural, especialmente aqueles com culturas vivas, fornece probióticos que ajudam a equilibrar a microbiota intestinal.

Com uma flora intestinal mais saudável, a digestão tende a ser mais eficiente, reduzindo a produção excessiva de gases em algumas pessoas.

 

4. Hortelã

Muito utilizada em chás, a hortelã possui compostos que ajudam a relaxar a musculatura do trato digestivo, favorecendo a eliminação dos gases e diminuindo o desconforto abdominal.

Por isso, é uma opção bastante utilizada após refeições mais pesadas.

 

5. Abacaxi

Outra fruta que pode ajudar na digestão é o abacaxi. Ele contém bromelina, uma enzima que auxilia na quebra das proteínas, facilitando o processo digestivo.

Seu consumo pode ser uma boa alternativa após refeições mais volumosas.

 

6. Banana

Além de ser fonte de fibras solúveis, a banana contém potássio, mineral que ajuda a equilibrar os níveis de sódio no organismo e pode contribuir para reduzir a retenção de líquidos, muitas vezes confundida com inchaço causado pelos gases.

Também favorece o funcionamento intestinal quando faz parte de uma alimentação equilibrada.

 

7. Aveia

A aveia fornece fibras solúveis, como o betaglucano, que ajudam a regular o trânsito intestinal e favorecem o crescimento de bactérias benéficas no intestino.

O consumo deve ser gradual e acompanhado por uma boa hidratação, já que o aumento brusco da ingestão de fibras pode causar justamente o efeito contrário e aumentar os gases.

 

Outros hábitos ajudam a reduzir os gases

Além da alimentação, alguns comportamentos fazem diferença para evitar o desconforto abdominal. Comer devagar, mastigar bem os alimentos e evitar falar enquanto se alimenta ajudam a reduzir a ingestão de ar durante as refeições.

 

Também vale moderar o consumo de bebidas gaseificadas e identificar alimentos que possam causar desconforto individualmente, como feijão, cebola, brócolis ou leite, dependendo da tolerância de cada pessoa.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/sete-alimentos-que-ajudam-a-combater-os-gases-e-melhorar-a-digestao,4dd89d34b3fb94c3ff8b7732a6ffda9a6igxvv2v.html?utm_source=clipboard - Por: Redação / Licenciado de Saúde em Dia - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Atividade física na terceira idade: o segredo para mais autonomia e saúde


Entenda como o sedentarismo acelera a perda de força e equilíbrio na terceira idade e veja por que o exercício preserva sua autonomia.


Manter-se ativo na terceira idade é essencial para preservar a autonomia, evitar quedas e melhorar a qualidade de vida. O sedentarismo acelera a perda de força, equilíbrio e funcionalidade, elevando riscos de doenças e limitações. A prática regular de exercícios físicos traz benefícios para o corpo e a mente, promovendo independência e bem-estar.


Levantar da cama, caminhar até o mercado, subir escadas ou carregar sacolas pequenas parecem coisas simples. Mas, com o passar dos anos, essas tarefas podem virar desafios quando o sedentarismo entra na rotina e o corpo perde força, equilíbrio e confiança. É aí que você começa a depender dos outros para fazer aquilo que sempre fez sozinho.


Por isso, falar de atividade física na terceira idade não é "moda fitness": é falar de autonomia, segurança e qualidade de vida.


Sedentarismo: por que ele rouba sua autonomia

Especialistas alertam que a falta de atividade física acelera a perda de massa muscular. Ou seja, você perde força para levantar da cadeira, caminhar seguras quadras ou subir alguns degraus.

Além disso, o sedentarismo compromete o equilíbrio e reduz a capacidade funcional. Isso significa mais risco de quedas, mais doenças crônicas e mais dificuldade para cuidar de si mesmo sem ajuda.

Ao mesmo tempo, esse cenário ganha peso com o envelhecimento da população brasileira. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de pessoas com 60 anos ou mais cresce rápido e deve continuar aumentando nas próximas décadas.

Essa realidade reforça a necessidade de estimular hábitos que favoreçam um envelhecimento ativo e saudável. Entre eles, a prática regular de atividade física aparece como uma das principais recomendações de organismos internacionais para preservar a qualidade de vida ao longo dos anos.


Envelhecer não é sinônimo de perder autonomia

O coordenador de Medicina da Afya Centro Universitário de Pato Branco e especialista em geriatria, Vilson Campos, lembra que você não está condenado à dependência só por envelhecer.

"Envelhecer não significa perder autonomia. Grande parte dessa capacidade pode ser preservada quando o idoso mantém uma rotina de exercícios, alimentação equilibrada e acompanhamento médico regular. O movimento ajuda a controlar doenças crônicas, reduz o risco de quedas e contribui para que a pessoa continue independente por muito mais tempo", pontua Vilson.

Ou seja, apesar de o tempo trazer mudanças naturais, o sedentarismo é um dos principais vilões nessa perda de capacidade. Quando você se mexe, se alimenta bem e faz acompanhamento, ganha anos de vida com mais liberdade.


Quanto de exercício é recomendado para idosos?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) traz um guia importante para você entender o mínimo recomendado. Pessoas idosas devem realizar entre 150 e 300 minutos semanais de atividade física de intensidade moderada, ou entre 75 e 150 minutos de atividade intensa.

Além disso, a OMS orienta incluir exercícios de fortalecimento muscular e atividades voltadas ao equilíbrio e à coordenação motora. Esses cuidados são fundamentais para prevenir quedas e manter a independência.

Esses hábitos também estão associados à redução do risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão, osteoporose e declínio cognitivo. Ou seja, você protege o corpo e a mente ao mesmo tempo.


Sedentarismo é mais perigoso do que esforço bem orientado

Para Fabiano Nazar, coordenador do curso de Educação Física da Afya Centro Universitário de Pato Branco, preservar a autonomia é um dos maiores ganhos dos exercícios.

"Muitas pessoas acreditam que envelhecer significa perder naturalmente a capacidade de realizar atividades do dia a dia. Na realidade, grande parte dessa perda está relacionada ao sedentarismo. Quando o idoso mantém uma rotina de exercícios adequada às suas condições, ele preserva força muscular, equilíbrio, mobilidade e resistência, o que permite continuar realizando tarefas cotidianas com segurança e independência", avalia Fabiano.

Um erro comum é achar que idosos devem evitar qualquer esforço para não se machucar. "O sedentarismo representa um risco muito maior do que a prática orientada de exercícios. A falta de movimento favorece a perda de massa muscular, reduz a densidade óssea, diminui a capacidade cardiorrespiratória e aumenta o risco de quedas. Quando o exercício é prescrito de forma individualizada e acompanhado por um profissional, ele se torna uma ferramenta fundamental para promover saúde e qualidade de vida", pontua.

Assim, o problema não é se movimentar, mas se movimentar sem orientação. Com acompanhamento adequado, o exercício vira um remédio poderoso contra o sedentarismo.


Quedas: como o exercício ajuda a prevenir esse risco

As quedas estão entre as principais causas de internações e perda de independência na população idosa. Além de fraturas e limitações físicas, elas podem gerar medo de caminhar, isolamento social e baixa autoestima.

Exercícios que trabalham força, equilíbrio, coordenação e flexibilidade são apontados como aliados importantes na prevenção desses acidentes. Isso significa que treinar o corpo ajuda você a se sentir mais confiante para andar, subir degraus e se movimentar em ambientes com obstáculos.

Além disso, quando você se sente mais seguro, reduz a tendência de evitar saídas, encontros e atividades sociais. Dessa forma, a atividade física também protege sua vida social e seu bem-estar emocional.


Atividade física também cuida da sua cabeça

Os benefícios da atividade física não ficam só nos músculos e ossos. A prática regular contribui para reduzir sintomas de ansiedade e depressão.

Além disso, ela melhora a qualidade do sono, favorece a memória e amplia a convivência social, especialmente quando realizada em grupos. Uma simples caminhada em grupo ou aula de hidroginástica pode ser, ao mesmo tempo, exercício e oportunidade de fazer amigos.

Por outro lado, o sedentarismo favorece o isolamento e deixa a mente mais vulnerável a tristeza e desânimo. O movimento ajuda a quebrar esse ciclo.


Qual exercício é melhor para quem está na terceira idade?

Não existe uma única modalidade ideal para todos. O profissional destaca que caminhadas, musculação, hidroginástica, pilates, dança, ciclismo e exercícios funcionais podem trazer excelentes resultados.

O mais importante é respeitar as condições clínicas, objetivos e limitações de cada pessoa. "O objetivo não é formar atletas, mas permitir que o idoso mantenha sua independência pelo maior tempo possível. Cada exercício realizado hoje representa mais autonomia amanhã. Quanto antes a atividade física fizer parte da rotina, maiores serão os benefícios para o corpo, para a mente e para a qualidade de vida", destaca Fabiano.

Assim, o melhor exercício é aquele que você consegue manter com segurança, prazer e regularidade, sem que o sedentarismo volte a dominar sua rotina.


Envelhecimento ativo: mais que viver mais, é viver melhor

Com o aumento da expectativa de vida da população, especialistas reforçam que incentivar um envelhecimento ativo é estratégia essencial de saúde pública. Mais do que acrescentar anos à vida, a atividade física ajuda a garantir que esses anos sejam vividos com autonomia, segurança e bem-estar.

Isso significa que, ao combater o sedentarismo, você não está apenas "fazendo exercício": está investindo em mais anos se levantando sozinho da cama, indo ao mercado, cozinhando, passeando e cuidando da própria história.


Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/atividade-fisica-na-terceira-idade-o-segredo-para-mais-autonomia-e-saude,0b310300212168d255c898a3326c8b592dix7gov.html?utm_source=clipboard - Por: Redação / Licenciado de Saúde em Dia - Foto: RDNE Stock project/Pexels


terça-feira, 21 de julho de 2026

Importância de preservar a massa magra ao emagrecer


A perda de massa magra pode comprometer a força, a mobilidade e o metabolismo

 

Emagrecimento saudável vai além de perder peso na balança. Preservar a massa magra é essencial, pois ela garante força, equilíbrio e um metabolismo ativo. Dietas restritivas e emagrecedores sem orientação podem causar danos. Alimentação adequada, exercícios de força e acompanhamento profissional são fundamentais para manter a saúde e a qualidade de vida.

 

Quando o assunto é emagrecimento, muitas pessoas focam apenas no número da balança. No entanto, perder peso nem sempre significa perder gordura.

 

Em alguns casos, o organismo também reduz a quantidade de músculos, o que pode trazer consequências importantes para a saúde. A perda de massa magra vai muito além da aparência e merece atenção.

 

Os músculos desempenham funções essenciais no corpo. Eles participam dos movimentos, ajudam a manter a postura, protegem as articulações e contribuem para o funcionamento do metabolismo.

 

Por isso, preservar a massa muscular é um dos principais objetivos durante qualquer processo de emagrecimento.

 

O que é massa magra?

A massa magra corresponde a todos os tecidos do corpo que não são gordura. Ela inclui músculos, ossos, órgãos e água corporal.

No dia a dia, porém, o termo costuma ser usado para se referir principalmente à musculatura.

Ter uma boa quantidade de massa muscular favorece a força, o equilíbrio, a mobilidade e a capacidade de realizar atividades cotidianas.

 

Quais são os riscos da perda de massa magra?

A perda de massa magra pode afetar diferentes aspectos da saúde.

 

Entre os principais riscos estão:

 

Redução da força muscular.

Maior dificuldade para realizar atividades diárias.

Queda no metabolismo.

Aumento do risco de quedas, especialmente em idosos.

Recuperação mais lenta após doenças ou cirurgias.

Piora do desempenho físico.

 

Além disso, quanto menor a quantidade de músculos, menor tende a ser o gasto energético do organismo em repouso, o que pode dificultar a manutenção do peso no longo prazo.

 

Emagrecer rápido pode aumentar esse risco

Dietas muito restritivas e perda de peso acelerada favorecem não apenas a redução da gordura corporal, mas também da massa muscular.

Quando o organismo recebe poucas calorias ou proteínas, pode utilizar os músculos como fonte de energia.

Por isso, estratégias radicais costumam ser desaconselhadas por profissionais de saúde.

 

O uso de emagrecedores exige acompanhamento

Medicamentos para emagrecimento podem ser indicados em situações específicas, sempre após avaliação médica.

No entanto, o uso sem necessidade clínica ou sem acompanhamento profissional pode trazer riscos.

Além dos possíveis efeitos colaterais, uma perda de peso muito rápida pode favorecer a perda de massa magra, principalmente quando não há alimentação adequada e prática de exercícios de força.

Por esse motivo, esses medicamentos não devem ser utilizados apenas por motivos estéticos ou por indicação de terceiros.

 

Como preservar os músculos durante o emagrecimento?

A melhor estratégia é combinar alimentação equilibrada, atividade física e acompanhamento profissional.

 

Alguns cuidados fazem diferença:

 

Consumir proteínas em quantidades adequadas.

Praticar musculação ou exercícios de resistência.

Evitar dietas extremamente restritivas.

Dormir bem.

Manter acompanhamento com médico e nutricionista, quando necessário.

O treino de força é um dos principais aliados na preservação da massa muscular, mesmo durante a perda de peso.

 

Os músculos são importantes em todas as idades

A massa muscular tende a diminuir naturalmente com o envelhecimento. Esse processo pode aumentar o risco de fraqueza, perda de autonomia e quedas.

Por isso, cuidar da musculatura não é importante apenas para atletas ou pessoas que frequentam academias. Trata-se de uma medida que contribui para a saúde e a qualidade de vida ao longo dos anos.

 

Emagrecer com saúde é o objetivo

A perda de massa magra não deve ser encarada como parte normal do emagrecimento.

O objetivo é reduzir o excesso de gordura preservando os músculos, que desempenham funções essenciais no organismo.

Antes de iniciar dietas restritivas ou utilizar medicamentos para perda de peso, é fundamental buscar orientação médica.

Um plano individualizado ajuda a alcançar resultados mais seguros e duradouros, protegendo não apenas a aparência física, mas também a saúde como um todo.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/importancia-de-preservar-a-massa-magra-ao-emagrecer,b995f4c63a5f66213f6ec959b4c6dde8wthpjfi8.html?utm_source=clipboard - Foto: Shuttherstock / Saúde em Dia

segunda-feira, 20 de julho de 2026

5 dicas de como manter seu colesterol equilibrado


Anualmente, segundo dados do DATASUS, cerca de 340 mil brasileiros morrem vítimas de doenças cardíacas e, atualmente, de acordo com a Campanha Nacional de Alerta Sobre o Colesterol Elevado, 40% da população está com o colesterol alto, o que pode causar, dentre outras doenças crônicas, o infarto e o Acidente Vascular Cerebral (AVC).

 

De acordo com o nutricionista Ana Carolina Moron Gagliardi, Doutora em Cardiologia – InCor USP, o colesterol é um tipo de gordura de origem animal que é metabolizada pelo fígado e transportada por lipoproteínas como o LDL – chamado de colesterol “ruim” – que leva o colesterol do fígado para os tecidos do corpo e, em excesso, pode se depositar nas paredes das artérias, e o HDL, colesterol “bom”, que leva o excesso de colesterol dos tecidos para o fígado, para que ele seja metabolizado, reutilizado ou eliminado pelo corpo.

 

Por isso, cuidar da alimentação e do estilo de vida é extremamente importante. “As pessoas muitas vezes descobrem que estão com ocolesterol alto, quando sofrem um ataque do coração ou um AVC”, comenta. “O ideal é que consultar um médico regularmente e realizar exames de rotina, além de cuidar da alimentação e praticar atividade física, para manter os níveis adequados de gordura no sangue”, alerta Ana Carolina.

 

Ao contrário do que muita gente pensa, é possível controlar o colesterol “ruim” com o auxílio da alimentação. A seguir, a nutricionista dá cinco dicas para manter seu colesterol equilibrado e auxiliar no bom funcionamento do organismo.

 

Exercícios aeróbicos

Atividades físicas como caminhar, correr e andar de bicicleta auxiliam a elevar a concentração sanguínea de HDL, o colesterol “bom”.

 

Aumento do consumo de alimento integrais

As fibras solúveis, presentes em alimentos, como a aveia, auxiliam na redução de LDL do sangue, o chamado colesterol “ruim”.

 

Consumir castanhas, amêndoas, avelãs, nozes e pistaches

Estas oleaginosas são pobres em gorduras saturadas e ricas em monoinsaturadas, elas auxiliam na redução do LDL e do colesterol total, sem reduzir o HDL.

 

Consumir frutas e verduras regularmente

Uma alimentação variada garante uma oferta adequada de nutrientes, entre eles antioxidantes como vitamina C, carotenoides, flavonoides entre outros. Estudos mostram que uma dieta rica em antioxidantes apresenta menos riscos de doenças do coração.

 

Alimentos com fitoesteróis

Os fitoesteróis auxiliam na redução do LDL, pois são capazes de bloquear parcialmente a absorção do colesterol no intestino. Estas substâncias vegetais são encontradas em pouca quantidade em verduras, legumes e óleos vegetais, porém, para se obter melhor seu efeito é possível consumirmos produtos adicionados com esta substância, como por exemplo creme vegetais com fitoesteróis.

 

Fonte: https://vidaplenaebemestar.com.br/bem-estar/alimentacao/5-dicas-de-como-manter-seu-colesterol-equilibrado