domingo, 1 de fevereiro de 2026

Olhos saudáveis: dicas essenciais para proteger sua visão


Importância de cuidar da saúde ocular: hábitos diários, alimentação, uso de telas e exames oftalmológicos para prevenir doenças

 

Cuidar da saúde ocular deixou de ser um tema restrito aos consultórios e passou a fazer parte da rotina de quem passa horas em frente a telas, dirige com frequência ou está exposto ao sol intenso. Especialistas em oftalmologia alertam que pequenos hábitos diários podem reduzir o risco de doenças nos olhos e preservar a visão por mais tempo, especialmente em um cenário de uso crescente de celulares, computadores e outros dispositivos digitais.

 

A preocupação não é apenas com o desconforto visual do dia a dia, como ardência ou cansaço. Estudos recentes de entidades internacionais de oftalmologia apontam aumento de casos de miopia entre crianças e jovens, associado ao excesso de telas e à menor exposição à luz natural. Ao mesmo tempo, doenças silenciosas, como glaucoma e degeneração macular, continuam entre as principais causas de perda visual irreversível em adultos, reforçando a necessidade de atenção contínua aos olhos.

 

Qual é a importância da saúde ocular no dia a dia?

A visão está diretamente ligada à autonomia, à segurança e ao desempenho em diversas atividades, do trabalho à educação. Um problema aparentemente simples, como dificuldade para enxergar de longe ou de perto, pode impactar a leitura, a produtividade e até a mobilidade, aumentando o risco de acidentes domésticos ou no trânsito. Por isso, a saúde ocular é tratada por especialistas como parte fundamental do cuidado geral com o organismo.

 

Oftalmologistas explicam que muitos quadros graves começam de forma discreta, sem dor ou sinais evidentes. Em doenças como o glaucoma, por exemplo, a perda de campo visual costuma ser lenta e só é percebida quando já há dano significativo. Nesse contexto, manter a visão saudável envolve mais do que enxergar bem: inclui controlar fatores de risco, proteger os olhos de agressões externas e monitorar alterações ao longo dos anos.

 

Hábitos diários para proteger a visão

Rotinas simples podem contribuir para a proteção dos olhos. Um dos pontos mais citados por profissionais de saúde é a alimentação equilibrada. Nutrientes como vitaminas A, C e E, além de ômega 3 e antioxidantes, estão associados à manutenção da retina e de outras estruturas oculares. Alimentos como cenoura, abóbora, folhas verde-escuras, peixes de água fria, frutas cítricas e castanhas são comumente recomendados.

 

Outro aspecto fundamental é a higiene ocular. Lavar as mãos com frequência antes de tocar na região dos olhos reduz o risco de conjuntivites e infecções. Quem utiliza lentes de contato precisa seguir rigorosamente as orientações de limpeza, armazenamento e tempo de uso, evitando dormir com as lentes quando isso não é indicado. Especialistas ressaltam que produtos compartilhados, como maquiagem para os olhos, também podem favorecer contaminações.

 

Evitar coçar os olhos com força, para não lesionar a córnea.

Retirar lentes de contato antes de nadar, salvo orientações específicas.

Descartar produtos vencidos, como colírios e cosméticos.

Usar colírios apenas com indicação médica, principalmente os que "tiram a vermelhidão".

 

Como o uso de telas e óculos de sol interfere na saúde ocular?

O uso prolongado de computadores, celulares e tablets está associado ao chamado cansaço visual digital. Entre os sintomas mais comuns estão olhos secos, visão embaçada ao fim do dia, dor de cabeça e sensação de peso nas pálpebras. Para reduzir o desconforto, oftalmologistas recomendam a chamada regra 20-20-20: a cada 20 minutos de tela, olhar para algo a cerca de 20 pés (cerca de 6 metros) por 20 segundos.

 

Além das pausas, algumas medidas ajudam a proteger a visão durante o uso de dispositivos:

 

Ajustar o brilho da tela para não ficar muito intenso nem muito fraco.

Manter a tela na altura dos olhos ou ligeiramente abaixo.

Piscar conscientemente com mais frequência, para evitar ressecamento.

Utilizar iluminação ambiente adequada, evitando reflexos diretos na tela.

 

Fora do ambiente fechado, o uso de óculos de sol com proteção contra raios UV é apontado por sociedades de oftalmologia como medida básica de prevenção. A exposição cumulativa à radiação ultravioleta está relacionada ao desenvolvimento precoce de catarata, pterígio (carne crescida) e alterações na retina. Profissionais ressaltam que óculos sem certificação de filtragem UV podem ser prejudiciais, pois dilatam a pupila pela redução da luz e permitem maior entrada de radiação nociva.

 

Por que exames oftalmológicos regulares são essenciais?

Mesmo quem não relata dificuldade para enxergar é orientado a passar por avaliação oftalmológica periódica. Em adultos saudáveis, a recomendação mais citada é realizar consulta ao menos a cada dois anos, ou anualmente a partir dos 40 anos, faixa etária em que aumentam os riscos de glaucoma, catarata e alterações de grau. Pessoas com diabetes, hipertensão arterial ou histórico familiar de doenças oculares necessitam de acompanhamento ainda mais frequente.

 

Nos exames, o oftalmologista avalia não apenas o grau dos óculos, mas também a pressão intraocular, o fundo de olho, a superfície da córnea e outras estruturas. Esse rastreio permite identificar problemas em estágios iniciais, quando o tratamento costuma ser mais eficaz. Campanhas de prevenção realizadas por entidades médicas reforçam que a detecção precoce é uma das formas mais importantes de evitar perda definitiva da visão.

 

Em crianças, a atenção começa cedo. Especialistas indicam avaliação já nos primeiros anos de vida, especialmente se forem observados sinais como estrabismo, aproximação excessiva de telas ou livros e queixas de dor de cabeça. A correção oportuna de alterações visuais na infância pode evitar dificuldades de aprendizado e problemas de desenvolvimento.

 

Quais são os riscos de ignorar a saúde dos olhos?

A negligência com a saúde dos olhos pode levar a consequências duradouras. Situações aparentemente simples, como automedicação com colírios ou uso prolongado de lentes de contato sem supervisão, podem desencadear infecções graves na córnea, com risco de cicatrizes e perda visual. Doenças crônicas não tratadas, como glaucoma e retinopatia diabética, permanecem entre as principais causas de cegueira evitável no mundo.

 

Entidades internacionais de saúde estimam que uma parcela significativa dos casos de deficiência visual poderia ser prevenida ou tratada com diagnóstico e intervenção adequados. Entre as principais causas estão erros refrativos não corrigidos, catarata não operada e complicações de doenças sistêmicas, como diabetes. Diante desse cenário, especialistas reforçam que manter consultas em dia, proteger os olhos da radiação solar, cuidar da alimentação e organizar pausas no uso de telas compõem um conjunto de atitudes simples, mas decisivas para preservar a visão ao longo da vida.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/olhos-saudaveis-dicas-essenciais-para-proteger-sua-visao,ea4f6149d32b3b45a3558cb32a00fd006am6sd4n.html?utm_source=clipboard - Por: Carlos Vieira* *com uso de Inteligência Artificial / Giro 10 - depositphotos.com / Freepik Company SL

sábado, 31 de janeiro de 2026

Uma derrota que valeu por muitas vitórias


Em 1988, fui contratado pelo Grêmio Escolar Graccho Cardoso, através do amigo e colega de profissão o vice-diretor Abelardo Neto para dar aulas de basquete. No início do ano letivo, fiz a divulgação do basquete com cartazes de fotografias e consegui formar duas turmas masculinas. O colégio não tinha ainda tabelas de basquete no ginásio esportivo e os arremessos eram feitos em círculos pintados na parede com giz branco. As tabelas foram colocadas no início do 2º semestre, mas a espera valeu a pena, pois as tabelas eram elétricas e foram as primeiras do tipo em Sergipe.

 

Das duas turmas, formei uma de treinamento para disputar os Jogos da Primavera. No 1º semestre, fizemos dois jogos amistosos: um na quadra do Colégio Dinâmico e outro na quadra do Colégio Tiradentes, perdemos os dois jogos.

 

Faltando um mês para os Jogos da Primavera, Neto me chamou a sua sala e deixou a mim a decisão de participar, pois reconhecia que os treinamentos não foram adequados devidos à falta das tabelas. Mas, pedi a ele o direito de participar pelo interesse que os alunos demonstraram pela prática do basquete. Ele autorizou e fizemos a inscrição da equipe.

 

No sorteio dos jogos, ficamos na chave A composta por 5 colégios, entre eles: o Arquidiocesano, campeão do ano anterior, e do Murilo Braga, o colégio que eu também era o técnico e que já tinha ganhado alguns títulos no basquete.

 

O Graccho ficou de fora da 1ª rodada e fui assistir ao jogo do Arqui. Sentei ao lado do Professor Márlio, coordenador de arbitragem dos jogos. Durante o 1º tempo, o Arqui realizou a defesa zona pressão quadra toda, o que era proibido pelo regulamento especifico do basquete que só permitia a defesa individual, medida essa que visava a melhoria do nível técnico do basquete sergipano. Ao final do 1º tempo, o coordenador foi conversar com o técnico Professor Vinícius, diga-se de passagem, um dos melhores técnicos do basquete sergipano de todos os tempos. No reinício do jogo, o Arqui fez a defesa individual, e é claro ganhou o jogo com facilidade.

 

No seu primeiro jogo da competição, o Graccho enfrentou o Arqui, que nos aplicou a defesa individual pressão quadra toda e em todo o jogo. Ao final do jogo, o Graccho perdeu por 158 a 2, com uma cesta do atleta “Juazeiro” de quase da metade da quadra, pois naquela época ainda não existia a cesta de 3 pontos. Após o jogo, reuni a equipe e conversei com eles para motivá-los para os 3 jogos restantes, que também perdemos. No jogo do Graccho contra o Murilo Braga, por uma questão ética, eu não fiquei no banco com nenhuma das equipes. O Arqui foi o campeão invicto da competição e tinha na sua equipe dois ex-atletas do Murilo Braga. O Murilo Braga ficou em 3º lugar. Após os jogos, continuamos treinando e, no final do ano, eu fiz com todos os alunos praticantes um festival de arremessos e o primeiro campeonato interno.

 

Após alguns anos da primeira participação do Graccho no basquete, eu estava assistindo a um jogo de basquete no Salesiano quando o Professor Vinícius, meu amigo e competente técnico de basquete, veio conversar comigo e fez um elogio da evolução técnica do Graccho no basquete sergipano. Então, eu falei que ele foi um dos que me motivou a trabalhar e superar os desafios quando aplicou uma vitória do Arqui de 158 a 2 no Graccho, mas ele retrucou dizendo que não se lembrava do episódio, então eu lhe disse a seguinte frase: “Quem bate esquece, quem apanha não". Durante décadas, fomos adversários, mas nunca inimigos, sempre nos respeitamos e mantemos laços de amizade até os dias atuais.

 

Jorge Raimundo, Luiz Carlos, Evanuel, Sílvio e Juazeiro, que fizeram parte da primeira equipe do Graccho e que não ganharam medalhas nos jogos, foram os pioneiros na prática do basquete no colégio e serviram de exemplo para os alunos que vieram posteriormente. A partir desse pontapé inicial, o Graccho ganhou sua primeira medalha em 1990: a de bronze nos Jogos Infantis. Em 1991, nos Jogos Infantis, ganhamos a primeira medalha de ouro e em 1992 ganhamos a medalha de ouro nos Jogos da Primavera na categoria A, justamente a mesma que perdemos por 158 a 2. Nos 22 anos em que trabalhei no Graccho, eu e meus alunos ganhamos 28 medalhas nas diversas competições, entre elas: Campeonato Sergipano, Jogos Escolares Tv Sergipe, Jogos das Escolas Particulares de Sergipe- JEPS, Campeonato Escolar de Sergipe, Torneio de duplas do Festival Praiano, Torneio de Duplas do Shopping RioMar.

 

Em 22 anos de trabalho no Graccho foram muitas conquistas de medalhas, mas a maior de todas foi a de educar milhares de alunos por meio do basquete e com respeito, honestidade, seriedade e compromisso com a educação, quer fosse na derrota ou na vitória.

 

Por Professor José Costa

6 erros comuns na academia que você pode estar cometendo


Entenda por que seus resultados estagnaram e saiba como pequenos ajustes na rotina podem acelerar sua evolução física

 

Muitas pessoas mantêm uma frequência exemplar na academia, mas sentem que estagnaram. A sensação de treinar muito e não ver mudanças no espelho é frustrante. Além disso, dores constantes nas articulações podem surgir sem uma causa aparente.

 

Na maioria das vezes, o problema não está na falta de esforço. O erro costuma estar em detalhes silenciosos que passam despercebidos no dia a dia. Pequenos deslizes técnicos ou comportamentais podem sabotar todo o seu ganho muscular.

 

A boa notícia é que identificar esses erros é o primeiro passo para o sucesso. Ajustar a postura ou o planejamento pode ser o diferencial para o seu corpo. Confira abaixo os seis erros mais comuns e aprenda como corrigi-los hoje mesmo.

 

1. Treinar sem planejamento

Muitos alunos chegam à academia e decidem o que treinar na hora. Essa falta de método impede que você trabalhe os grupos musculares de forma equilibrada. Treinar "o que dá vontade" gera lacunas no desenvolvimento do seu corpo físico.

Um plano de treino (ou ficha) serve como um mapa para sua evolução. Ele garante que você tenha a progressão de carga e o volume ideal. Sem planejamento, é impossível medir se você está realmente evoluindo ou apenas se cansando.

Como corrigir: Peça ajuda a um profissional de educação física para montar seu cronograma. Siga a sequência proposta e anote suas evoluções de peso e repetições semanalmente. Ter um objetivo claro torna cada gota de suor muito mais eficiente e produtiva.

 

2. Pular o aquecimento

O aquecimento é frequentemente visto como uma perda de tempo por quem tem pressa. Entretanto, entrar direto em uma série pesada é um convite para lesões graves. Seus músculos e articulações precisam de preparação para suportar a carga intensa de trabalho.

O aquecimento aumenta a temperatura corporal e melhora a circulação sanguínea local. Isso lubrifica as articulações e prepara o sistema nervoso para o esforço que virá. Pular essa etapa deixa seus tendões vulneráveis e diminui sua força durante o treino.

Como corrigir: Dedique pelo menos 5 a 10 minutos para movimentos articulares e aeróbicos leves. Fazer uma série com carga reduzida antes do exercício principal também é uma ótima técnica. Seu corpo responderá muito melhor e o risco de estiramentos cairá drasticamente agora.

 

3. Exagerar na carga

O "ego lifting" é um dos erros mais perigosos dentro de uma sala de musculação. Colocar mais peso do que você consegue suportar sacrifica totalmente a qualidade do movimento. O músculo não entende o peso, ele entende a tensão e o estímulo correto.

Quando a carga é excessiva, você acaba usando o balanço do corpo para ajudar. Isso retira o foco do músculo principal e sobrecarrega a sua coluna e articulações. Muitas vezes, menos peso com execução perfeita gera muito mais hipertrofia e definição.

Como corrigir: Priorize a técnica antes de pensar em aumentar as anilhas na barra. Sinta o músculo trabalhar durante toda a fase da subida e da descida. Só aumente a carga quando conseguir realizar todas as repetições com controle total.

 

4. Postura incorreta

A postura incorreta é a principal causa de dores lombares e nos ombros após o treino. Mesmo com uma carga adequada, um posicionamento errado pode ser desastroso para a saúde. Manter a coluna desalinhada ou os joelhos em posição instável gera um desgaste desnecessário.

Muitas vezes, a falta de consciência corporal impede que o aluno perceba o erro sozinho. O uso de espelhos na academia não é vaidade, mas uma ferramenta de autocorreção. Um agachamento mal feito, por exemplo, ataca mais as costas do que as pernas.

Como corrigir: Execute os movimentos com calma e observe-se lateralmente no espelho sempre. Mantenha o abdômen contraído para estabilizar o tronco em todos os exercícios realizados. Na dúvida, chame o instrutor para avaliar sua biomecânica antes de continuar a série.

 

5. Ignorar o descanso

Muitos acreditam que o músculo cresce enquanto estamos levantando peso na academia. Na verdade, o treino gera microlesões, e o crescimento ocorre durante o descanso total. Treinar o mesmo grupo muscular todos os dias impede a recuperação e causa o "overtraining".

O sono de qualidade é o momento em que o corpo libera hormônios essenciais para os músculos. Sem descanso, você se sente mais cansado, irritado e sua força diminui no dia seguinte. Respeitar os dias de pausa é tão importante quanto o dia de treino pesado.

Como corrigir: Tente dormir entre 7 e 9 horas por noite para uma recuperação completa. Dê um intervalo de pelo menos 48 horas antes de treinar o mesmo músculo novamente. Escute o seu corpo e não tenha medo de tirar um dia de folga quando sentir exaustão.

 

6. Alimentação e hidratação inadequadas

Treinar com fome ou desidratado é como tentar dirigir um carro sem combustível no tanque. A nutrição fornece os substratos necessários para a contração muscular e a reparação. Sem a ingestão correta de proteínas e carboidratos, o corpo pode acabar perdendo massa magra.

A hidratação também é crítica, já que o músculo é composto por cerca de 75% de água. A falta de líquidos causa cãibras, tonturas e reduz drasticamente a sua resistência física. Muitas vezes, a fadiga precoce no treino é apenas sinal de que você bebeu pouca água.

Como corrigir: Mantenha uma garrafa de água sempre por perto e beba aos poucos durante o treino. Consuma uma refeição equilibrada cerca de 1 a 2 horas antes de ir para a academia. Se possível, consulte um nutricionista esportivo para ajustar sua dieta aos seus objetivos.

 

Pequenos ajustes, grandes resultados

A musculação é uma jornada de paciência, técnica e muita observação individual. Corrigir esses seis erros comuns transformará a sua experiência com a atividade física. Você passará a sentir menos dor "ruim" e muito mais prazer nos seus resultados.

Lembre-se que o corpo perfeito é aquele que é saudável, funcional e forte. Não tenha pressa em pular etapas, pois a constância vence a intensidade desordenada. Foque na qualidade de cada repetição e o seu reflexo no espelho mudará naturalmente.

A academia deve ser um lugar de bem-estar, não de punição ou lesões evitáveis. Com essas dicas, você está pronto para elevar o seu nível de treino hoje mesmo. Mantenha o foco, cuide da sua técnica e bons treinos para você!

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/6-erros-comuns-na-academia-que-voce-pode-estar-cometendo,0f1084af855e8516d1197e62b5210c8f90jjwkvl.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Sport Life

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Por que evitar a gordura no fígado é essencial para a sua saúde?

O acúmulo de gordura no fígado chama cada vez mais a atenção de médicos e pesquisadores, principalmente porque se liga ao estilo de vida atual, marcado por alimentação desequilibrada e sedentarismo. Esse quadro, conhecido como gordura no fígado ou doença hepática gordurosa, pode surgir mesmo em pessoas sem sintomas aparentes. Assim, muitos casos permanecem despercebidos por anos. Ainda assim, o impacto silencioso desse problema alcança diversas funções importantes do organismo.

 

Quando o fígado começa a armazenar gordura em excesso, ele deixa de desempenhar suas atividades com a mesma eficiência. Esse órgão metaboliza nutrientes, filtra substâncias tóxicas e ajuda no controle do colesterol e da glicose. Desse modo, quando você o sobrecarrega, ele fica mais vulnerável a inflamações e a lesões progressivas. Com o tempo, essas lesões podem se agravar se a pessoa não adotar mudanças na rotina e não realizar acompanhamento médico adequado.

 

Por que evitar a gordura no fígado é essencial para a sua saúde?

A palavra-chave central, gordura no fígado, se relaciona diretamente à prevenção de doenças crônicas. Diversos estudos apontam que o excesso de gordura hepática aumenta o risco de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares, alterações no colesterol e hipertensão arterial. Em muitos casos, o fígado gorduroso se associa à chamada síndrome metabólica, um conjunto de fatores que eleva a chance de infarto e AVC.

 

Outro ponto importante envolve a esteatose hepática, nome técnico para esse acúmulo de gordura, que pode evoluir para inflamação do fígado, fibrose e até cirrose. Isso ocorre mesmo em pessoas que não consomem bebidas alcoólicas ou que bebem pouco. Portanto, a prevenção não significa apenas um cuidado isolado com o fígado. Ela funciona também como uma forma de proteger a saúde de todo o organismo, reduzir complicações futuras e evitar a necessidade de tratamentos mais complexos.

 

Quais são as principais causas da gordura no fígado?

A origem da gordura hepática costuma envolver uma combinação de fatores. Entre os mais frequentes, aparecem alimentação rica em ultraprocessados, excesso de açúcar e gorduras saturadas, além de baixa ingestão de fibras, frutas, legumes e verduras. O consumo regular de bebidas alcoólicas, mesmo em quantidades consideradas moderadas, também contribui para o quadro em algumas pessoas.

 

Outros fatores que se associam à doença hepática gordurosa incluem:

 

Sobrepeso e obesidade, especialmente com acúmulo de gordura abdominal;

Resistência à insulina e pré-diabetes;

Colesterol e triglicerídeos elevados;

Sedentarismo e baixa prática de atividade física;

Uso prolongado de certos medicamentos, conforme orientação médica;

Histórico familiar de problemas hepáticos ou metabólicos.

 

Em muitos casos, mais de um desses fatores aparece ao mesmo tempo, o que aumenta ainda mais a probabilidade de o fígado acumular gordura. Por esse motivo, a investigação clínica normalmente inclui exames de sangue e ultrassonografia. Em situações específicas, o médico também solicita outros métodos de imagem para avaliar melhor o órgão e acompanhar a evolução.

 

Como identificar sinais e cuidar da gordura no fígado no dia a dia?

Na maior parte das vezes, a gordura no fígado não provoca sintomas claros nas fases iniciais. Ainda assim, algumas pessoas relatam cansaço frequente, sensação de peso abdominal ou desconforto do lado direito do abdômen. Contudo, esses sinais também podem surgir em outros problemas. Por isso, exames de rotina ganham grande relevância, principalmente em quem já apresenta fatores de risco, como excesso de peso, colesterol alto ou histórico de diabetes na família.

 

As principais formas de cuidado envolvem mudanças progressivas no estilo de vida. Entre as estratégias mais citadas por profissionais de saúde, destacam-se:

 

Ajuste alimentar: Reduzir açúcares, frituras, bebidas açucaradas e produtos industrializados, além de aumentar o consumo de alimentos in natura.

Controle do peso: Promover perda gradual de gordura corporal, principalmente na região abdominal, já que essa redução costuma diminuir de forma significativa a gordura hepática.

Atividade física regular: Praticar caminhadas, musculação, exercícios aeróbicos e outras modalidades para auxiliar no controle da glicose e dos lipídios.

Moderação no álcool: Em pessoas com fígado gorduroso, o médico geralmente restringe ou suspende o consumo de bebidas alcoólicas, de acordo com cada caso.

Monitoramento médico: Realizar acompanhamento periódico com exames para avaliar a evolução do quadro e ajustar as condutas.

 

Alguns casos exigem acompanhamento com nutricionista, endocrinologista ou hepatologista, especialmente quando a pessoa também apresenta outras doenças metabólicas. A orientação especializada ajuda a adaptar as mudanças de forma realista à rotina individual. Assim, você aumenta a chance de manter hábitos mais saudáveis ao longo do tempo e de obter resultados duradouros.

 

Quais hábitos ajudam a proteger o fígado a longo prazo?

Para reduzir o risco de fígado gorduroso e de suas complicações, a adoção de uma rotina protetora funciona como um investimento de longo prazo na saúde. Hábitos simples, como manter hidratação adequada, priorizar alimentos frescos e planejar refeições com antecedência, ajudam a diminuir a quantidade de gordura e açúcar ingerida de forma automática no dia a dia.

 

Entre as medidas frequentemente recomendadas, você pode incluir:

 

Colocar legumes e verduras em pelo menos duas refeições diárias;

Dar preferência a grãos integrais, como arroz integral e aveia;

Consumir fontes de gordura considerada mais saudável, como peixes, castanhas e azeite de oliva, em quantidades adequadas;

Evitar o hábito de "beliscar" alimentos ricos em sal, gordura e açúcar entre as refeições;

Estabelecer horários regulares para dormir, já que o sono desregulado também interfere no metabolismo.

 

Quando você compreende que a gordura no fígado se relaciona a uma rede de fatores, torna-se mais fácil enxergar a prevenção como um processo contínuo, e não como uma medida isolada. A combinação de escolhas alimentares equilibradas, prática de atividades físicas e acompanhamento médico periódico tende a favorecer não apenas o fígado, mas a saúde geral. Dessa forma, você aumenta as chances de viver com menos limitações e com menor risco de complicações futuras.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/por-que-evitar-a-gordura-no-figado-e-essencial-para-a-sua-saude,dc8ddfbb306b423d6873592df6936db80k1eboc7.html?utm_source=clipboard - Por: Jonasmoura* *com uso de inteligência artificial / Giro 10

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Alimentos que parecem saudáveis, mas não são


Alguns podem esconder açúcar, sódio e aditivos que prejudicam a dieta.

 

Nem sempre um alimento com aparência saudável realmente faz bem ao corpo. Embalagens atrativas, rótulos "fit" e promessas de praticidade podem enganar quem busca uma alimentação equilibrada.

 

Segundo a nutricionista Jéssica Rodrigues, alguns produtos muito populares escondem ingredientes que merecem atenção. A seguir, ela lista quatro alimentos que parecem saudáveis, mas que devem ser consumidos com cautela.

 

Barra de cereal

As barras de cereal são vistas como opções práticas para o dia a dia. No entanto, muitas marcas possuem altas quantidades de açúcar na composição.

"Geralmente, as marcas famosas têm até cinco tipos de açúcares em uma barra de 30 g", explica Jéssica Rodrigues.

Segundo a nutricionista, esse tipo de produto não é indicado para quem deseja emagrecer, especialmente quando consumido com frequência no lanche da tarde.

 

Peito de peru

Apesar da fama de alimento leve, o peito de peru industrializado passa por muitos processos. Ele costuma conter sódio, conservantes e aditivos químicos.

Não há nada de natural. Até o gosto defumado é sintético. Normalmente, o produto é feito a partir de uma mistura de soja ou farinha de mandioca com maltodextrina, batida com carne de peru.

 

Biscoito água e sal

Muito associado a dietas leves, o biscoito água e sal também pode enganar. Sua composição inclui farinha de trigo branca, gordura vegetal, malte, leite em pó e fermento.

É um carboidrato simples e não é indicado para quem quer emagrecer. O consumo frequente pode atrapalhar os objetivos nutricionais.

 

Iogurte

O iogurte é outro exemplo de alimento que parece saudável, mas exige atenção. A maioria das versões industrializadas contém açúcares adicionados, amido modificado e aromas artificiais.

"Ele só será uma boa opção quando tiver dois ou, no máximo, três ingredientes", finaliza a nutricionista.

Analisar os rótulos e entender a composição dos alimentos é fundamental para evitar escolhas que parecem saudáveis, mas não contribuem para uma alimentação equilibrada.

 

Alimentos realmente saudáveis para incluir na rotina

Para evitar escolhas que parecem saudáveis, mas não são, a nutricionista Jéssica Rodrigues recomenda priorizar alimentos menos processados e com poucos ingredientes. Essas opções costumam oferecer melhor qualidade nutricional e menos aditivos.

 

Alguns exemplos para o dia a dia incluem:

 

Frutas in natura: fornecem fibras, vitaminas e ajudam na saciedade.

Oleaginosas: castanhas e nozes, consumidas com moderação.

Carnes frescas: frango, peixe e ovos, preparadas em casa.

Tubérculos: batata-doce e mandioca, fontes de energia mais naturais.

Iogurte natural: sem açúcar e com poucos ingredientes, que pode ser combinado com frutas.

 

Essas escolhas ajudam a manter uma alimentação mais equilibrada e reduzem o consumo de produtos ultraprocessados, comuns entre os alimentos que parecem saudáveis, mas não são.

 

Por que priorizar alimentos saudáveis no dia a dia?

Consumir alimentos saudáveis diariamente é um dos principais pilares para manter o corpo em equilíbrio. Uma alimentação baseada em escolhas mais naturais ajuda a fornecer vitaminas, minerais e fibras essenciais para o bom funcionamento do organismo.

 

De acordo com a nutricionista Jéssica Rodrigues, priorizar alimentos com poucos ingredientes e menor grau de processamento contribui para uma rotina alimentar mais consciente.

 

Esse hábito pode auxiliar no controle do peso, na melhora da disposição e na redução do consumo excessivo de açúcar, sódio e aditivos químicos.

 

Além disso, escolher alimentos saudáveis facilita a leitura dos rótulos e diminui a dependência de produtos ultraprocessados, que muitas vezes parecem opções práticas, mas não oferecem boa qualidade nutricional.

 

 Com escolhas simples no dia a dia, é possível manter uma alimentação equilibrada sem abrir mão da praticidade.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/alimentos-que-parecem-saudaveis-mas-nao-sao,988a01919f53d51bcda33f6b85965bcemo02t7o5.html?utm_source=clipboard