domingo, 1 de novembro de 2026

Você está preparado para envelhecer? Veja o que fazer para chegar bem à terceira idade


Geriatra explica quais hábitos ajudam a preservar a autonomia, por que a segurança financeira não é suficiente e como começar a se preparar

 

Você já parou para pensar em como deseja chegar à velhice? Mais do que cuidar da saúde e guardar dinheiro para a aposentadoria, preparar-se para envelhecer exige atenção à saúde mental, às relações sociais e à capacidade de manter a autonomia ao longo da vida. E, segundo especialistas, nunca é tarde para começar.

 

Do ponto de vista biológico, não existe uma idade exata em que o corpo passa a ser considerado velho. Embora a legislação brasileira classifique como idosa a pessoa a partir dos 60 anos, o envelhecimento do organismo é um processo gradual, que começa muito antes dessa fase.

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o acúmulo de danos nas células e nos tecidos ao longo dos anos provoca mudanças nas capacidades físicas e mentais. Essas transformações, porém, não acontecem no mesmo ritmo para todos. Por isso, duas pessoas da mesma idade podem apresentar condições de saúde e níveis de autonomia bastante diferentes.

 

Quem não ligou a mínima para que a OMS fala é a empresária Regina Moreira, 63, que mora em Campinas (SP). As caminhadas na Lagoa do Taquaral, principal cartão postal da cidade, e a tentativa de manter os músculos em forma em uma academia somam-se a outros esforços, como a alimentação mais adequada para a idade dela. Mas bem que tem um pouco de ajuda da vida moderna --no caso, a tinta de cabelo. É a única "artificialidade" que ela cita.

 

"Não vem com essa de coisa artificial aqui não. Só a tinta, mas nem é porque tenho vergonha do cabelo branco. Achei que não combinou, só", brincou ao falar com o Terra. Essa "preocupação" tem um significado. "Hoje todas as mulheres sempre querem fazer procedimentos, querem corrigir os efeitos da idade com plástica, botox, sei lá o que mais. Mas eu não penso assim. Estou cuidado da 'base' do meu corpo", disse.

 

"Eu não tenho medo de envelhecer, não! Eu tenho uma vida que me deixa extremamente confortável para que eu possa buscar o que meu corpo precisa para o momento. Envelhecer é parte do processo da vida", acrescenta. Ela tem dois filhos que vivem fora do Estado, mas "não se mete na vida deles".

 

Segundo o médico geriatra Marco Polo Dias Freitas, chefe do Serviço de Geriatria do Hospital Universitário de Brasília, da Universidade de Brasília (HUB-UnB), essa preparação deve começar muito antes dos 60 anos. Mas quem chega à terceira idade sem ter adotado hábitos saudáveis ainda pode fazer mudanças para melhorar a qualidade de vida.

 

"Envelhecer bem não significa apenas viver mais anos ou permanecer livre de doenças. Significa preservar, tanto quanto possível, a autonomia, a capacidade de fazer escolhas e a possibilidade de continuar aprendendo, contribuindo e construindo relações significativas", afirma o especialista ao Terra.

 

O que fazer aos 30, 40 ou 50 anos?

De acordo com Freitas, os hábitos adotados ao longo da vida contribuem para formar uma espécie de "capital de saúde", que reúne condições físicas, cognitivas e emocionais importantes para enfrentar as mudanças do envelhecimento.

 

O geriatra recomenda uma combinação de cuidados:

 

Atividade física: praticar exercícios aeróbicos, de fortalecimento muscular e de equilíbrio;

Alimentação: priorizar alimentos in natura ou minimamente processados e manter hidratação adequada às necessidades individuais;

Saúde: dormir adequadamente, não fumar, evitar o consumo nocivo de álcool e controlar doenças como hipertensão e diabetes;

Medicamentos: evitar a automedicação e o uso de suplementos sem indicação individualizada;

Vida social: cultivar amizades, fortalecer os vínculos familiares e participar de atividades comunitárias;

Saúde mental: aprender coisas novas, manter interesses pessoais e desenvolver maneiras de lidar com o estresse.

Essas medidas, segundo o especialista, não garantem uma velhice livre de doenças ou limitações, mas podem aumentar as chances de preservar a autonomia e a qualidade de vida.

 

Passou dos 60 anos? Ainda há tempo para mudar

Quem chegou aos 60 ou 70 anos sem se preocupar com o envelhecimento ainda pode mudar os próprios hábitos.

 

"Nunca é tarde para adotar hábitos mais saudáveis, fortalecer vínculos sociais e encontrar novos interesses e propósitos", afirma Freitas.

 

Ele explica que, embora algumas consequências de doenças e do envelhecimento não possam ser completamente revertidas, mudanças nessa fase podem trazer benefícios para a saúde física, a capacidade de realizar atividades cotidianas e o bem-estar emocional.

 

Um dos cuidados apontados pelo médico é evitar o isolamento social. Ele cita o Harvard Study of Adult Development, pesquisa que acompanha participantes há mais de oito décadas e destaca a importância das relações interpessoais para a saúde e o bem-estar.

 

O geriatra também chama a atenção para a definição de envelhecimento saudável da Organização Mundial da Saúde (OMS). O conceito considera a capacidade de realizar atividades importantes, tomar decisões, manter relações e participar da sociedade, mesmo quando existem doenças ou limitações.

 

Para Freitas, a qualidade do envelhecimento não depende apenas das escolhas individuais. Condições econômicas, acesso aos serviços de saúde e o ambiente em que a pessoa vive também influenciam a capacidade de manter a autonomia.

 

"Não devemos encarar os 60 ou 70 anos como um prazo vencido para cuidar da saúde ou transformar a própria vida. Sempre há possibilidades de adaptação, aprendizado e crescimento", conclui.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/voce-esta-preparado-para-envelhecer-veja-o-que-fazer-para-chegar-bem-a-terceira-idade,95d545d4a47d6a5a27194dcc0a51f82br35rmrt2.html?utm_source=clipboard - Por: Felipe de Souza - Foto: Reprodução / SHVETS Production via Pexels

sábado, 31 de outubro de 2026

Seu filho precisa de óculos? Veja 7 sinais de alerta


Oftalmopediatra Mayo Tavares explica comportamentos que podem indicar problemas de visão na infância

 

Nem sempre uma criança consegue identificar ou explicar que está com dificuldade para enxergar.

 

Em muitos casos, os primeiros sinais aparecem em comportamentos do dia a dia, como aproximar objetos do rosto, apertar os olhos para assistir à televisão ou apresentar dificuldades nas atividades escolares.

 

Essas atitudes podem passar despercebidas pelos responsáveis, mas merecem atenção quando se tornam frequentes.

 

Segundo o oftalmopediatra Mayo Tavares, do CBV-Hospital de Olhos, algumas crianças se acostumam a enxergar com menor nitidez e não percebem que existe alguma alteração visual.

 

Por isso, observar o comportamento e manter avaliações oftalmológicas são cuidados importantes para acompanhar o desenvolvimento da visão.

 

“A criança muitas vezes não sabe que está enxergando menos do que deveria porque ela sempre teve aquela referência visual. Por isso, cabe aos pais e responsáveis observar mudanças de comportamento e manter o acompanhamento oftalmológico”, afirma o especialista.

 

O médico apresenta sete sinais que podem indicar a necessidade de uma avaliação oftalmológica.

 

1. Aproxima muito os objetos do rosto

Quando a criança costuma colocar livros, brinquedos, celulares ou tablets muito perto dos olhos, pode estar tentando encontrar uma distância que permita enxergar melhor.

Embora esse comportamento não signifique necessariamente que ela precise usar óculos, a repetição merece investigação.

 

“Quando a criança aproxima excessivamente os objetos, pode estar tentando encontrar uma distância em que consiga enxergar com mais nitidez. Esse comportamento não significa necessariamente que ela precise de óculos, mas é um sinal que deve ser investigado”, explica Mayo.

 

2. Aperta os olhos para enxergar

Estreitar os olhos frequentemente para assistir à televisão, identificar pessoas ou observar objetos distantes pode ser uma tentativa de melhorar a nitidez das imagens.

“Apertar os olhos pode ser uma estratégia espontânea para tentar enxergar melhor. Se isso acontece com frequência, principalmente para visualizar objetos que estão longe, é importante realizar uma avaliação oftalmológica”, ressalta.

 

3. Apresenta dificuldades na escola

Alterações na visão podem interferir na leitura, na escrita e na capacidade de copiar informações do quadro.

Em algumas situações, essas dificuldades acabam sendo interpretadas como falta de atenção ou desinteresse pelas atividades escolares.

“Quando a criança começa a apresentar dificuldade para copiar o conteúdo do quadro, ler ou acompanhar atividades que antes realizava normalmente, a visão deve ser considerada entre as possíveis causas. Uma avaliação pode ajudar a diferenciar uma dificuldade visual de outras situações”, afirma o médico.

 

4. Reclama de dor de cabeça frequentemente

Dores de cabeça recorrentes, principalmente depois de ler, estudar ou realizar atividades que exigem esforço visual, também podem estar relacionadas a dificuldades para enxergar.

Entretanto, o sintoma possui diferentes causas e não deve ser associado automaticamente à necessidade de óculos.

“Nem toda dor de cabeça em criança está relacionada à visão, mas quando ela aparece repetidamente depois de atividades visuais, é importante conversar com o pediatra e considerar uma avaliação oftalmológica”, explica o oftalmopediatra.

 

5. Pisca ou esfrega os olhos constantemente

Piscar muitas vezes, esfregar os olhos ou demonstrar desconforto ocular são comportamentos que podem estar relacionados a alergias, irritações, ressecamento ou alterações visuais.

“O ato de esfregar os olhos de maneira frequente não deve ser ignorado. Além de investigar a causa da irritação, o oftalmologista pode avaliar se existe alguma alteração na visão que esteja contribuindo para o comportamento”, alerta.

 

6. Senta muito perto da televisão

A preferência por assistir à televisão ou utilizar outros dispositivos a uma distância muito pequena pode indicar dificuldade para enxergar objetos mais afastados.

O importante é observar se a atitude acontece ocasionalmente ou se a criança precisa se aproximar sempre para visualizar as imagens.

“É importante observar se a criança se aproxima das telas de forma ocasional ou se isso se tornou um padrão. Quando ela precisa ficar muito perto para enxergar, vale investigar a acuidade visual”, ressalta Mayo.

 

7. Fecha um dos olhos ou inclina a cabeça para enxergar

Fechar um dos olhos, virar o rosto ou inclinar a cabeça repetidamente para observar alguma coisa pode indicar uma tentativa de compensar dificuldades visuais.

Esse comportamento merece atenção porque pode estar associado a alterações que precisam de acompanhamento especializado.

“Quando a criança adota repetidamente uma posição específica da cabeça ou fecha um dos olhos para enxergar, podemos estar diante de uma dificuldade visual que precisa ser investigada. A avaliação é importante porque alguns problemas, quando identificados precocemente, podem ser tratados e acompanhados de forma mais adequada”, afirma.

 

Consultas são importantes mesmo sem sintomas

A ausência de reclamações não garante que a visão esteja se desenvolvendo adequadamente.

Algumas alterações podem estar presentes desde os primeiros anos de vida e não provocar sinais facilmente identificáveis pelos responsáveis.

Por esse motivo, o acompanhamento oftalmológico infantil não deve acontecer apenas quando surgem dificuldades na escola ou comportamentos diferentes.

“A criança pode não reclamar simplesmente porque não conhece outra forma de enxergar. Por isso, o exame oftalmológico na infância é importante mesmo quando os pais não percebem nenhum sinal evidente. O acompanhamento permite avaliar o desenvolvimento da visão e identificar alterações que precisam de tratamento ou correção”, conclui Mayo Tavares.

Identificar alterações visuais precocemente pode contribuir para o desenvolvimento infantil e evitar que dificuldades para enxergar interfiram no aprendizado e nas atividades cotidianas.

Ao perceber qualquer um desses sinais de maneira persistente, a recomendação é procurar um oftalmologista para uma avaliação individualizada.

 

Fonte: https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-10-23/seu-filho-precisa-de-oculos--veja-7-sinais-de-alerta.html - Por Roberta Nuñez - Canva

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Gordura no fígado: 5 hábitos simples para evitar a condição


Conhecida como "esteatose hepática", a gordura no fígado é uma condição silenciosa que afeta milhões de pessoas. Felizmente, a prevenção está em suas mãos. Conheça cinco mudanças fáceis no dia a dia para proteger seu fígado

 

Resumo

A esteatose hepática, conhecida popularmente como gordura no fígado, é uma condição silenciosa e perigosa caracterizada pelo acúmulo de gordura nas células do órgão. Se não for diagnosticada e tratada a tempo, ela pode evoluir para complicações graves de saúde. Suas causas mais comuns envolvem fatores como o sobrepeso, o diabetes, o sedentarismo e uma alimentação inadequada.

A esteatose hepática, popularmente conhecida como acúmulo de gordura no fígado, é uma condição silenciosa - e perigosa. Trata-se de um acúmulo de gordura no interior das células hepáticas que pode levar a complicações graves se não for identificada e tratada a tempo. Entre as causas mais comuns estão o sobrepeso, a alimentação inadequada, o diabetes e a falta de atividade física.

 

Quais são os riscos associados à gordura no fígado?

É normal haver presença de algum percentual de gordura no fígado. No entanto, quando este índice chega a 5% ou mais, deve-se iniciar um tratamento. Segundo o Ministério da Saúde, existem duas classificações de esteatose hepática, que têm causas diferentes.

 

Alcoólicas: provocadas pelo consumo excessivo de álcool;

Não alcoólicas: provocadas por hábitos e estilos de vida inadequados.

Os dois tipos, se não tratados, podem evoluir para condições mais críticas, como fibrose, cirrose e até mesmo câncer de fígado. Segundo especialistas, esta condição é um fator de risco significativo para problemas cardiovasculares, como infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. Assim, alterações nas enzimas hepáticas levantam suspeitas e podem conduzir a um diagnóstico precoce, crucial para impedir a progressão para estágios mais graves.

 

5 dicas para manter o fígado saudável

1. Alimentação inteligente

A dieta é a principal aliada na prevenção. Evite o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar, farinha branca e gorduras trans. Em vez disso, priorize frutas, vegetais, grãos integrais, proteínas magras e gorduras saudáveis, como as encontradas no abacate e nas nozes. Em suma, uma dieta colorida e variada é a chave para fornecer os nutrientes que seu fígado precisa para funcionar bem.

 

2. Peso saudável

O excesso de peso, especialmente a gordura na região abdominal, é um dos maiores fatores de risco para a esteatose hepática. A perda de apenas 5% a 10% do peso corporal pode reduzir significativamente a gordura no fígado, reverter o quadro e melhorar a saúde geral do órgão. A perda de peso deve ser gradual e sustentável, por isso o ideal é sempre buscar orientação profissional.

 

3. Exercícios físicos

A atividade física não só ajuda a controlar o peso, mas também tem um impacto direto no metabolismo da gordura. Assim, a prática regular de exercícios, sejam eles aeróbicos (caminhada, corrida, bicicleta) ou de fortalecimento (musculação), melhora a sensibilidade à insulina e ajuda a queimar a gordura acumulada, incluindo aquela que se deposita no fígado. Começar com 30 minutos de caminhada por dia já faz uma grande diferença.

 

4. Beba água

A água é essencial para o bom funcionamento do corpo, incluindo o do fígado. Por isso, uma hidratação adequada auxilia nos processos de desintoxicação e ajuda a manter o metabolismo ativo, facilitando a eliminação de toxinas e resíduos. Beber a quantidade ideal de água diariamente é uma das medidas mais simples e eficazes para manter a saúde do fígado em dia.

 

5.  Álcool com moderação

Por fim, embora a esteatose hepática que estamos abordando seja a "não-alcoólica", o consumo excessivo de bebidas alcoólicas é uma causa direta de outras doenças hepáticas e pode agravar a gordura no fígado. A moderação no consumo de álcool é uma recomendação de saúde fundamental para proteger o seu fígado de danos a longo prazo e garantir o bom funcionamento do órgão.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/gordura-no-figado-5-habitos-simples-para-evitar-a-condicao,08cd618d82ea9e5b780adfed5c69bb83hzbfcr81.html?utm_source=clipboard - Por: Lilian Coelho Maffei / Licenciado de Bons Fluidos - Foto: depositphotos.com / katerynakon / Bons Fluidos

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Sensibilidade nos dentes: causas, cuidados e quando procurar um dentista


Dentista explica como hábitos diários e mudanças na saúde bucal podem provocar sensibilidade dentária e orienta sobre os cuidados para aliviar o desconforto e prevenir a dor

 

A sensibilidade dentária surge pela exposição da dentina devido ao desgaste do esmalte ou à retração gengival, provocando dor com alimentos térmicos, doces ou ácidos. O problema também pode ser causado por cáries, bruxismo, fraturas e restaurações antigas, sendo agravado por escovação brusca e itens ácidos. Para prevenir, recomenda-se escova macia e higiene suave. Como o incômodo persistente indica quadros mais complexos, consultar o dentista é fundamental para um diagnóstico preciso.

 

A sensibilidade nos dentes pode ser causada pelo desgaste da camada externa do dente, que expõe a parte interna chamada dentina. O processo pode causar desconforto em diversas atividades do dia a dia.

 

Os brasileiros conhecem bem essa realidade: 30,84% da população entre 35 e 44 anos relatou que problemas dentários causavam dificuldade para comer, enquanto 24,21% do mesmo público afirmou sentir incômodo ao escovar os dentes, de acordo com pesquisa conduzida pelo Ministério da Saúde.

 

No entanto, Franciele Kobielski, profissional de odontologia que atua no AmorSaúde, detalha que essa não é a única razão pela qual um dente pode apresentar sensibilidade.

 

Problemas como retração da gengiva e cáries, por exemplo, também podem gerar esse incômodo. Por isso, saber distinguir a causa é essencial.

 

Quais são as causas da sensibilidade nos dentes?

Em primeiro lugar, Franciele detalha como o desgaste do esmalte, a camada externa do dente, e a exposição da dentina geram a sensibilidade.

"A dentina possui pequenos túbulos que se comunicam com a região onde estão as terminações nervosas. Por isso, quando ela está exposta e a pessoa toma algo muito gelado, quente, doce ou ácido, pode sentir aquela dor aguda e rápida, que é bastante característica", afirma.

Nesse sentido, existem alguns hábitos que podem ser responsáveis por retirar a proteção dental e causar a dor.

"Escovar os dentes com muita força, utilizar uma escova com cerdas muito duras, usar pastas de dente com abrasivos e consumir alimentos e bebidas ácidas com frequência podem favorecer o desgaste da estrutura da superfície", resume Franciele.

 

7 fatores que podem provocar dentes sensíveis

Além do desgaste do esmalte, outras condições podem provocar incômodo e sensibilidade dentária.

 

1. Retração da gengiva

A retração gengival ocorre quando a gengiva recua e deixa parte da raiz do dente exposta. Essa região é mais sensível e pode provocar desconforto diante de estímulos como frio e calor.

"a escovação agressiva pode fazer a gengiva recuar e expor a raiz do dente, uma região sensível. Além disso, a retração pode favorecer a perda do dente", explica.

 

2. Trincas nos dentes

Pequenas fraturas causadas por alimentos duros ou impactos podem expor as camadas internas do dente e provocar dor, mesmo quando não há desgaste significativo do esmalte.

"as pequenas fraturas, causadas por alimentos duros ou impactos no dente, também podem expor a camada interna, mesmo que não haja desgaste do esmalte. É necessário intervir nesses casos", conta.

 

3. Restaurações com problemas

Restaurações antigas podem se deteriorar com o tempo. Quando isso acontece, o dente pode voltar a apresentar sensibilidade ou outros sintomas que exigem avaliação profissional.

"antigas restaurações feitas para tratar problemas no dente podem se deteriorar e, com isso, gerar sensibilidade. É preciso manter consultas periódicas ao dentista para evitar o problema", afirma.

 

4. Cárie

A cárie provoca a deterioração dos tecidos dentários. Quando avança e atinge a dentina, pode causar dor ou sensibilidade ao consumir alimentos e bebidas quentes, frios ou doces.

"quando a cárie destrói o esmalte (a camada externa de proteção do dente), ela atinge a dentina (camada interna cheia de microtúbulos ligados ao nervo), causando dor ou sensibilidade ao comer ou beber algo gelado, quente ou doce", detalha.

 

5. Alterações na polpa dentária

A polpa é a parte interna do dente, onde ficam nervos e vasos sanguíneos. Quando essa região está inflamada, a dor pode ser mais intensa ou persistente e precisa ser investigada.

"em algumas situações, a dor pode inclusive estar relacionada à inflamação da polpa, que é a parte interna do dente. É importante consultar um dentista para checar se esse é o caso", resume.

 

6. Envelhecimento

O envelhecimento, por si só, não significa que uma pessoa terá dentes sensíveis. Entretanto, hábitos acumulados ao longo da vida e mudanças naturais na boca podem contribuir para o desgaste dos dentes e dos tecidos ao redor.

"envelhecer não significa necessariamente ter dentes sensíveis. Porém, ao longo dos anos, os dentes e os tecidos ao redor deles acumulam os efeitos dos nossos hábitos e das alterações naturais da boca", sintetiza.

 

7. Bruxismo

O bruxismo é caracterizado pelo hábito de apertar ou ranger os dentes. Com o passar do tempo, esse comportamento pode contribuir para o desgaste dental e favorecer a exposição de regiões sensíveis.

"podemos ter maior desgaste da estrutura dental, retrações gengivais e exposição das raízes em pessoas que passaram muitos anos apertando ou rangendo os dentes, como ocorre em casos de bruxismo. Nesse caso, é preciso tratar a causa para evitar a evolução", pontua.

 

Quando a sensibilidade dentária é motivo de preocupação?

Nem toda sensibilidade indica um problema grave, mas algumas características exigem atenção. A dor que surge de repente, fica concentrada em um único dente, é muito intensa ou persiste após a retirada do estímulo pode estar relacionada a condições que precisam de tratamento.

"Se a sensibilidade surgir de repente, estiver concentrada em um único dente, for muito intensa, persistir depois que o estímulo é retirado ou estiver acompanhada de dor espontânea, recomendo procurar um dentista para avaliação, já que ela pode estar associada a uma dessas outras causas, e não ao desgaste do esmalte", resume Franciele.

Por isso, o ideal é não ignorar sintomas recorrentes nem tentar resolver o problema apenas com produtos para aliviar a dor.

 

Como evitar a sensibilidade nos dentes?

Alguns cuidados diários ajudam a preservar o esmalte e a reduzir o risco de sensibilidade. A recomendação é evitar a escovação agressiva, escolher uma escova adequada e moderar o consumo frequente de alimentos e bebidas ácidas.

"Devemos começar com uma escovação delicada, utilizando uma escova de cerdas macias e evitando aplicar força excessiva. Também é importante evitar o consumo frequente de alimentos e bebidas muito ácidos", pontua.

Também é importante manter consultas periódicas ao dentista. O acompanhamento permite identificar cáries, alterações nas restaurações, retração gengival e outros problemas antes que avancem.

 

Como tratar a sensibilidade dentária?

Para quem já apresenta sensibilidade, a dentista afirma que o primeiro passo é consultar um profissional da área para entender a causa do problema.

"Dependendo do caso, podemos utilizar cremes dentais dessensibilizantes, produtos com flúor ou outros agentes dessensibilizantes aplicados no consultório. Quando existe retração gengival, desgaste dental, bruxismo ou alguma outra alteração, o tratamento precisa ser direcionado para essa condição", define.

O tratamento varia conforme o diagnóstico. Por isso, usar um creme dental específico pode ajudar em algumas situações, mas não substitui a avaliação profissional quando a dor é persistente ou intensa.

Por fim, Franciele defende: "a sensibilidade é um sintoma, e não um diagnóstico. Quando ela aparece com frequência, o ideal é investigar a causa. Apenas um profissional pode entender o que causou o problema e te ajudar a aliviar a dor".

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/sensibilidade-nos-dentes-causas-cuidados-e-quando-procurar-um-dentista,6f33d1722d90a6d89c661b6e8db2bd0bswgxz3hq.html?utm_source=clipboard - Foto: Divulgação/AmorSaúde / Saúde em Dia

quarta-feira, 28 de outubro de 2026

5 dicas para escolher a roupa ideal para correr com conforto


Especialista explica como tecidos, modelagem e tecnologias podem fazer a diferença durante treinos e provas

 

A escolha da roupa para corrida vai além da estética, impactando o conforto e a performance. Segundo Fred Fagundes, da marca Woom, a vestimenta ideal deve considerar o clima, a intensidade e o terreno. Peças com tecidos respiráveis facilitam o suor, enquanto menos costuras reduzem o atrito na pele. Modelagens com bom ajuste garantem mobilidade, e bolsos funcionais evitam incômodos. O especialista reforça a importância de usar roupas específicas por treino e sempre testá-las antes de competições.

 

Na hora de correr, a escolha da roupa vai além da aparência. Tecidos, modelagem, costuras e até a posição dos bolsos podem influenciar o conforto durante a atividade, especialmente em treinos longos ou sob temperaturas elevadas. Com a evolução do vestuário esportivo, novas tecnologias também passaram a oferecer soluções para necessidades específicas dos corredores.

 

Segundo Fred Fagundes, sócio-fundador da Woom, marca brasileira especializada em vestuário técnico para esportes de endurance, a escolha deve considerar a intensidade, a duração, as condições climáticas e o tipo de terreno, seja em percursos de asfalto, terra ou com subidas e descidas.

 

"Uma roupa adequada precisa acompanhar os movimentos do corpo, permitir a troca de calor e evitar desconfortos ao longo da corrida. Quanto maior a distância, mais importantes se tornam detalhes como ajuste, tecido e acabamento", explica.

 

Alguns aspectos merecem atenção para garantir mais conforto, praticidade e melhorar a performance durante a atividade. Confira!

 

1. Escolha tecidos adequados à temperatura e ao tipo de treino

Durante a corrida, o corpo produz calor e transpira para regular a temperatura. Em dias quentes, especialmente nas peças utilizadas na parte superior do corpo, tecidos leves, respiráveis e que facilitem a evaporação do suor ajudam a proporcionar mais conforto. 

Em treinos longos, bermudas com tecidos compressivos podem oferecer maior sustentação muscular, desde que tenham ajuste adequado e não restrinjam os movimentos. Nos dias frios, o ideal é optar por peças que ajudem a conservar o calor corporal sem comprometer a ventilação e o gerenciamento da umidade.

 

2. Observe as costuras e os acabamentos

O atrito repetitivo entre a roupa e a pele pode provocar irritações, especialmente em atividades prolongadas. Peças com menos costuras e acabamentos como o bonding, técnica que une partes do tecido por selagem, podem reduzir pontos de contato e atrito.

 

3. Escolha uma modelagem que acompanhe os movimentos

Roupas muito apertadas podem limitar a mobilidade, enquanto peças largas demais podem causar incômodo durante a movimentação. O ideal é buscar um ajuste confortável, com elasticidade adequada e estabilidade durante a corrida.

 

4. Avalie a posição e a funcionalidade dos bolsos

Bolsos, detalhes refletivos e acabamentos que ajudam a manter a roupa no lugar são recursos que podem fazer diferença na rotina. No entanto, mais importante do que a quantidade de bolsos é observar o tamanho e posicionamento deles. 

Dependendo de como são incorporados à peça, os objetos transportados podem balançar ou causar desconforto durante a corrida. Por isso, vale testar a roupa com os itens que serão utilizados no treino e nas provas.

 

5. Tenha peças adequadas para diferentes treinos e teste antes das provas

Assim como acontece com os tênis, corredores que treinam com frequência podem se beneficiar de roupas específicas para diferentes situações. Peças confortáveis para atividades leves e de recuperação (recovery), modelos resistentes ao uso frequente para treinos longos e opções mais leves para sessões de velocidade e competições são algumas possibilidades. Também é importante evitar estrear roupas em provas, utilizando os treinos para identificar possíveis pontos de atrito, problemas de ajuste e desconfortos.

"A tecnologia tem um papel importante no desenvolvimento do vestuário esportivo, mas não existe uma única solução para todos os corredores. O mais importante é entender as necessidades de cada pessoa e escolher peças que funcionem bem na prática", conclui Fred Fagundes.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/5-dicas-para-escolher-a-roupa-ideal-para-correr-com-conforto,590a36ff26fa7f05f47eac56bd7c1076frosovjd.html?utm_source=clipboard - Por Patricia Zomer - Foto: muse studio | Shutterstock / Portal EdiCase