terça-feira, 19 de maio de 2026

Corrida e mal súbito: Tragédia com atleta na Bahia alerta para perigos


O falecimento de um corredor experiente de 38 anos em Camaçari reforça a importância dos exames preventivos no esporte

 

O debate sobre corrida e mal súbito ganhou relevância após um triste acontecimento no Nordeste do país. Um homem de 38 anos faleceu durante uma prova de rua realizada no estado da Bahia.

 

O fato acendeu um alerta importante entre os organizadores de eventos e os praticantes da modalidade.

 

O que aconteceu no evento em Camaçari?

A vítima foi identificada como Ewerton Santana Vieira, considerado um corredor experiente por seus amigos próximos.

 

O atleta sofreu um mal súbito na noite do úlitmo sábado (16). O caso ocorreu durante a realização da segunda edição da 2ª Corrida da Classe Trabalhadora.

 

O evento esportivo aconteceu na cidade de Camaçari, localizada na Região Metropolitana de Salvador. Ewerton foi atendido por uma equipe de saúde no local, mas não resistiu e faleceu na prova.

 

A 18ª Delegacia Territorial de Camaçari registrou o caso para apurar os fatos ocorridos. Laudos periciais oficiais da polícia civil irão determinar a causa exata da morte do corredor baiano.

 

Por conta da tragédia, o sindicato organizador suspendeu o show que aconteceria após o encerramento da corrida.

 

O episódio reforça a necessidade de discutir os limites do corpo humano em exercícios de alta intensidade.

 

O que causa o mal súbito em atletas?

O mal súbito durante atividades físicas intensas costuma estar associado a problemas cardíacos ocultos. Muitas vezes, o praticante não sabe que possui uma alteração congênita no coração.

 

Arritmias cardíacas silenciosas

O esforço extremo pode engatilhar batimentos cardíacos desordenados e muito perigosos na atividade. Essa falha elétrica impede o bombardeamento correto de sangue para os órgãos vitais.

 

Cardiomiopatia hipertrófica

Essa condição médica provoca o aumento da espessura das paredes do músculo do coração. O problema dificulta o funcionamento do órgão e é a principal causa de mortes em jovens atletas.

 

Importância da avaliação médica prévia

Associar corrida e mal súbito assusta, mas a prevenção reduz drasticamente os riscos de fatalidades. Nenhum corredor deve iniciar treinos intensos sem passar por uma consulta médica detalhada.

 

O exame de eletrocardiograma e o teste ergométrico de esteira identificam a maioria das anomalias cardíacas.

 

Os médicos recomendam realizar esses exames de segurança pelo menos uma vez por ano. Esse protocolo básico garante que o coração aguente a sobrecarga provocada pelas corridas longas.

 

Sinais de alerta que o corpo emite

O organismo costuma dar pequenos avisos quando algo não está funcionando bem durante o treino. Ignorar esses sintomas físicos no percurso pode transformar o exercício em um risco grave.

 

Sinta o seu corpo e pare a corrida se notar dores ou aperto forte no peito. Tonturas repentinas, falta de ar desproporcional e palpitações anormais também exigem a interrupção imediata do esforço.

 

Praticando a corrida de rua com segurança

Correr traz inúmeros benefícios para a saúde quando a prática ocorre de forma consciente e orientada. Respeite sempre o ritmo do seu corpo e não tente ultrapassar limites perigosos nas provas.

 

Mantenha uma hidratação adequada antes, durante e após o término dos seus treinos diários. Conte com o apoio de profissionais de educação física para montar suas planilhas de evolução.

 

A segurança deve ser sempre a principal meta de qualquer atleta amador ou profissional.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/corrida-e-mal-subito-tragedia-com-atleta-na-bahia-alerta-para-perigos,391a089ee87890c3e441880a028d719e4iw80619.html?utm_source=clipboard - Foto: Arquivo Sejuv/reprodução/@robson.fotos_oficial / Sport Life

Confira a programação do Trezenário e Festa de Santo Antônio em Itabaiana 2026

A Paróquia Santo Antônio e Almas celebra o Trezenário e Festa em homenagem a Santo Antônio, Excelso Padroeiro de Itabaiana, de 31 de maio até 13 de junho de 2026. Este ano, o tema será: Santo Antônio, na humildade e caridade, uma missão de amor aos pobres e o lema: As indeléveis virtudes de Santo Antônio. Confira a programação completa:







Por Professor José Costa - Com informações da Paróquia Santo Antônio e Almas

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Pilates na terceira idade: conheça o segredo para uma barriga firme


Entenda como o Pilates ajuda a fortalecer o abdômen e reduzir a flacidez na terceira idade de forma segura

 

Com o passar dos anos, é natural que o corpo perca massa muscular e elasticidade. O Pilates para idosos surge como a ferramenta perfeita para combater a flacidez abdominal.

 

Este método foca no fortalecimento do centro do corpo sem causar impactos agressivos. Ele garante um abdômen firme e melhora a qualidade de vida de quem já passou dos 60.

 

Por que o Pilates é ideal na terceira idade?

O Pilates respeita o ritmo de cada aluno e foca na precisão dos movimentos realizados. Para os idosos, isso significa fortalecer a barriga sem colocar a coluna em risco.

Muitos exercícios tradicionais de academia podem ser desconfortáveis para as articulações mais sensíveis. No Pilates, a suavidade dos movimentos protege os ossos e fortalece os músculos profundos.

Além de reduzir a flacidez, a prática ajuda muito no equilíbrio e na coordenação motora. Isso é fundamental para evitar quedas e garantir mais segurança nas tarefas diárias.

 

Exercícios simples para fazer em casa

O Pilates para idosos pode ser praticado de forma econômica e muito acessível. Muitos movimentos exigem apenas uma cadeira firme ou um tapete confortável no chão da sala.

Um dos exercícios mais recomendados é a ativação abdominal através da respiração profunda. Este movimento simples já começa a tonificar a musculatura interna de maneira eficiente.

 

Fortalecendo o core com segurança

Sentar e levantar da cadeira com controle é um excelente exercício de Pilates. Este movimento ativa a barriga e fortalece as pernas simultaneamente.

 

Importância da postura

A prática constante alinha a coluna e abre a região do peito. Uma postura melhorada reduz visualmente a barriga e combate a aparência de flacidez.

 

Benefícios reais contra a flacidez abdominal

A flacidez na terceira idade ocorre devido à diminuição do colágeno e da força muscular. O Pilates para idosos estimula a circulação e devolve o tônus aos tecidos.

 

Ajuda a sustentar os órgãos internos com mais firmeza.

Reduz as dores nas costas ao fortalecer o suporte abdominal.

Aumenta a disposição física para caminhadas e outras atividades.

 

Resultados sem pressa

O foco não deve ser a velocidade, mas sim sentir o músculo trabalhar. A consistência é o que realmente traz a firmeza de volta para a região abdominal.

 

Dicas para começar a praticar hoje

Sempre consulte seu médico antes de iniciar qualquer nova rotina de exercícios físicos. Começar com a orientação de um profissional de Pilates evita erros de postura comuns.

 

Tente praticar por 15 minutos, pelo menos três vezes durante a sua semana. Com o Pilates para idosos, você ganha um corpo mais forte e uma mente mais saudável.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/pilates-na-terceira-idade-conheca-o-segredo-para-uma-barriga-firme,3d3b350156d6627c24bf4e0c70e81913iazm2azs.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Sport Life

domingo, 17 de maio de 2026

Do nada? Estudo revela 4 fatores por trás dos casos de infarto


Pesquisa com cerca de 10 milhões de pessoas mostra os pontos em comum entre infartados

 

Embora percebido como um evento repentino, o infarto costuma ser o desfecho de um processo silencioso, que se desenvolve ao longo de anos. É o que indica um estudo internacional publicado no Journal of the American College of Cardiology, com dados de mais de 9,3 milhões de pessoas na Coreia do Sul e de 6.803 indivíduos nos Estados Unidos.

 

A pesquisa investigou quais condições estavam presentes antes do primeiro evento cardiovascular — como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), doença arterial coronariana ou insuficiência cardíaca — e encontrou um padrão consistente: em mais de 99% dos casos, havia ao menos um fator de risco prévio, e entre 93% e 97% dos pacientes apresentavam dois ou mais fatores combinados.

 

Os pesquisadores avaliaram quatro vilões clássicos: pressão arterial acima do ideal, colesterol elevado, glicemia alterada e histórico de tabagismo. E foram além dos diagnósticos formais: mesmo níveis considerados limítrofes, como pressão “normal-alta” ou pré-diabetes, entraram na conta, porque também aumentam o risco ao longo do tempo. Na prática, o estudo desmonta a ideia popular do “infarto do nada.”

 

Também chama atenção para um ponto crítico: o problema, muitas vezes, está no risco não identificado ou não tratado, mesmo quando as alterações parecem discretas. Pressão “normal-alta” (aquela que marca 120x80 mmHg, ou 12x8), glicemia em estágio de pré-diabetes e colesterol moderadamente elevado já demandam acompanhamento e, em muitos casos, intervenção. “O infarto deixa de ser visto como um evento súbito e imprevisível e passa a ser entendido como o desfecho de um processo crônico, progressivo, que evolui ao longo dos anos e, na maioria das vezes, pode ser prevenível”, avalia a cardiologista Juliana Tranjan, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia.

 

Ataque silencioso às artérias

 

Por trás dessa progressão está a aterosclerose, o acúmulo gradual de gordura e inflamação na parede das artérias, levando à formação de placas. Se uma delas rompe, o organismo pode formar um coágulo no local, bloqueando a circulação. Quando isso acontece nas coronárias, surge o infarto. “Diabetes, obesidade e outros distúrbios metabólicos atrapalham a parede do vaso e facilitam o acúmulo de gordura, levando ao entupimento”, detalha o endocrinologista Márcio Weissheimer Lauria, coordenador do departamento de Dislipidemia e Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e professor de Endocrinologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

 

A pressão alta lesa o endotélio, camada interna dos vasos. O colesterol LDL elevado favorece o depósito de gordura nas artérias. Por sua vez, a glicose em excesso aumenta a inflamação vascular. Já o cigarro, além de inflamação, causa estresse oxidativo e pode levar à instabilidade da placa ateromatosa. “Esses fatores associados levam a um maior risco de ruptura e trombose de placa aterosclerose, ocasionando o infarto agudo do miocárdio”, pontua Tranjan.

 

Esse processo é lento e gera adaptações no organismo ao longo dos anos. Por isso, em alguns casos, é assintomático. Quando aparecem sintomas, os alertas podem ser discretos demais para chamar atenção: cansaço fora do habitual, queda no desempenho físico, falta de ar ao fazer esforço e desconforto torácico. Sinais facilmente atribuídos também ao estresse, à idade ou ao sedentarismo.

 

A boa notícia é que esses fatores são, em grande parte, modificáveis. Mudanças no estilo de vida conseguem reduzir risco, desacelerar a progressão da doença aterosclerótica e até promover remissão de alterações metabólicas. Perda de peso, alimentação equilibrada, atividade física regular, abandono do cigarro, sono adequado e controle medicamentoso, quando necessário, fazem diferença.

 

“Poucos meses de intervenção com perda de peso e exercício físico consistentes já têm repercussão positiva e você consegue ver resultados em novos exames”, ressalta Lauria. Quanto antes essa intervenção começar, maior a chance de reversão. Em fases mais avançadas, o foco passa a ser estabilizar o problema e evitar a progressão.

 

Exames simples ainda são poderosos

 

Apesar do interesse crescente por marcadores sofisticados, boa parte do rastreamento cardiovascular continua dependendo de ferramentas bastante acessíveis, como medição da pressão arterial, da glicemia, do colesterol e dos triglicérides, além do monitoramento de peso e circunferência abdominal. “Os exames de rotina devem ser individualizados de acordo com história clínica, comorbidades e história familiar de cada paciente. Dessa forma, conseguimos fazer um rastreio mais refinado e prevenção da doença cardiovascular”, reforça a cardiologista do Einstein em Goiânia.

 

Marcadores adicionais, como apolipoproteína B e lipoproteína(a), podem ajudar em casos específicos, especialmente em pessoas com histórico familiar forte ou eventos cardiovasculares sem explicação clara. A lipoproteína(a), por exemplo, é um fator genético e sua dosagem é recomendada ao menos uma vez na vida por algumas diretrizes internacionais. Outro exame relevante para medir o risco cardiovascular é o escore de cálcio coronariano, exame de tomografia para quantificar placas de gordura calcificadas nas artérias do coração.

 

A prevenção cardiovascular não começa quando surge dor no peito, mas sim muito antes, no acompanhamento médico regular, nos exames de rotina e no controle de alterações aparentemente pequenas. “A doença aterosclerótica se desenvolve ao longo de décadas. O evento agudo é a manifestação tardia de algo que já estava acontecendo silenciosamente, por isso é tão importante a prevenção”, conclui Juliana Tranjan.

 

Fonte: https://www.correio24horas.com.br/saude/do-nada-estudo-revela-4-fatores-por-tras-dos-casos-de-infarto-0526 - Foto do(a) author(a) Agência Einstein - (Imagem: mentalmind | Shutterstock) por Imagem: mentalmind | Shutterstock

sábado, 16 de maio de 2026

Estômago alto? Veja 5 causas comuns para a barriga inchada


Alimentação, gases, menopausa e até intolerâncias alimentares podem aumentar o volume da parte superior da barriga

 

A sensação de barriga alta, estufada ou inchada costuma incomodar bastante e pode ter diferentes causas. Popularmente chamado de "estômago alto", o aumento do volume na parte superior da barriga nem sempre está ligado apenas ao ganho de peso.

 

Em muitos casos, o problema pode ter relação com alimentação, excesso de gases, alterações hormonais ou até condições gastrointestinais. Dependendo da causa, o quadro também pode vir acompanhado de desconforto abdominal, azia, náusea e sensação de peso na barriga.

 

O que é estômago alto?

O termo "estômago alto" costuma ser usado para descrever o aumento do volume na região superior do abdômen.

Esse inchaço pode acontecer por acúmulo de gordura, retenção, gases ou alterações digestivas que favorecem a distensão abdominal.

 

1. Má alimentação

Uma das causas mais comuns do estômago alto é o excesso de alimentos ultraprocessados, gordurosos e ricos em açúcar.

Esse tipo de alimentação favorece:

 

Produção excessiva de gases.

Digestão mais lenta.

Inchaço abdominal.

Acúmulo de gordura na região da barriga.

Além disso, refrigerantes e bebidas gaseificadas também aumentam a sensação de estufamento.

 

O que pode ajudar

Consumir mais frutas e legumes.

Reduzir ultraprocessados.

Beber bastante água.

Praticar atividade física regularmente.

 

2. Intolerância alimentar

Intolerâncias à lactose, glúten ou frutose podem dificultar a digestão e causar barriga inchada logo após as refeições.

Quando o organismo não consegue digerir determinados alimentos corretamente, ocorre fermentação intestinal e aumento dos gases.

 

Sintomas comuns

Inchaço abdominal.

Náusea.

Dor na barriga.

Excesso de gases.

Diarreia.

 

3. Problemas gastrointestinais

Algumas doenças digestivas também podem provocar estômago alto e sensação constante de barriga estufada.

 

Entre elas:

Gastrite.

Refluxo.

Síndrome do intestino irritável.

Verminoses.

Infecções intestinais.

Nesses casos, o inchaço costuma vir acompanhado de outros sintomas digestivos.

 

4. Menopausa

As alterações hormonais da menopausa podem favorecer acúmulo de gordura abdominal e mudanças na distribuição de gordura corporal.

 

Além disso, o metabolismo tende a desacelerar, o que facilita o aumento do volume na região da barriga.

 

Hábitos que ajudam

Alimentação equilibrada.

Exercícios físicos.

Sono de qualidade.

Controle do estresse.

5. Diástase abdominal

A diástase acontece quando há afastamento dos músculos do abdômen, situação bastante comum após a gravidez.

 

Além da barriga mais alta e flácida, a condição pode causar:

 

Dor lombar.

Fraqueza abdominal.

Alteração da postura.

Dependendo do caso, exercícios específicos e fisioterapia ajudam na recuperação.

 

Quando o estômago alto merece atenção?

Apesar de muitas causas serem simples, o ideal é procurar avaliação médica quando o inchaço:

 

Surge de forma persistente.

Vem acompanhado de dor intensa.

Causa perda de peso inexplicada.

Aparece junto de vômitos ou alterações intestinais.

O acompanhamento ajuda a identificar a origem do problema e definir o tratamento mais adequado.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/estomago-alto-veja-5-causas-comuns-para-a-barriga-inchada,a353ce03f0b5e26e96c4f791c1720eceyqcn2mnj.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia