quinta-feira, 24 de setembro de 2026

A primavera pode afetar a saúde? Conheça 7 doenças mais comuns na estação


Mudanças na umidade, maior presença de pólen e exposição à poeira podem favorecer alergias e outros problemas de saúde nesta época do ano

 

A chegada da primavera exige cuidados com a saúde devido a alterações climáticas e ao aumento de pólen e poeira no ar. Essas condições intensificam problemas respiratórios e alérgicos, como rinite, asma, conjuntivite, rinossinusite e dermatite de contato. A estação também favorece o contágio por catapora e, com o aumento das chuvas, eleva o risco de dengue pelo acúmulo de água parada, demandando atenção aos sintomas, vacinação em dia e eliminação contínua dos focos do mosquito Aedes aegypti.

 

A chegada da primavera traz mudanças na temperatura e na umidade, além de aumentar o contato com plantas e ambientes ao ar livre. Para algumas pessoas, esse período pode favorecer o surgimento de sintomas alérgicos ou agravar problemas respiratórios. Segundo Ana Paula Zanon Bampi, coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, a estação exige atenção a alguns cuidados que ajudam a preservar a saúde e o bem-estar.

 

"Na primavera, a maior exposição ao pólen e à poeira pode intensificar sintomas como espirros, coriza, coceira nos olhos e crises de asma. As chuvas também podem favorecer o acúmulo de água parada e aumentar o risco de dengue em locais onde o vírus circula. Por isso, vale observar os sintomas, manter os cuidados com alergias e eliminar possíveis criadouros do mosquito", alerta.

 

Abaixo, a especialista aponta sete condições que merecem atenção por serem mais frequentes: a ocorrência varia conforme a região, o clima e as características de cada pessoa. Confira!

 

1. Rinite alérgica

Espirros repetidos, coriza, coceira no nariz e congestão podem surgir após contato com pólen, poeira ou outros alérgenos. Identificar o que provoca as crises ajuda a orientar sobre os cuidados.

 

2. Asma

Em pessoas que já têm a doença, alérgenos e irritantes presentes no ar podem desencadear tosse, chiado, aperto no peito e falta de ar. O tratamento de controle deve seguir a orientação médica.

 

3. Conjuntivite alérgica

Coceira, vermelhidão e lacrimejamento, geralmente nos dois olhos, podem acompanhar a rinite. Como a conjuntivite também pode ter causas infecciosas, é importante avaliar sintomas persistentes ou secreção intensa antes de usar colírios.

 

4. Rinossinusite

A inflamação das vias nasais pode causar sintomas como nariz entupido, pressão ou dor no rosto e secreção nasal. Nem todos os casos são provocados por bactérias ou exigem o uso de antibióticos. Por isso, é importante buscar avaliação profissional quando os sintomas persistem, pioram ou se tornam mais intensos.

 

5. Dermatite de contato

O contato com determinadas plantas, cosméticos ou outras substâncias durante atividades ao ar livre pode causar vermelhidão, coceira e irritação na pele. Identificar os produtos, plantas ou materiais com os quais teve contato antes do surgimento dos sintomas pode ajudar a descobrir a possível causa da reação.

 

6. Catapora

Mais frequente em crianças, a doença pode causar febre e lesões na pele que evoluem para pequenas bolhas e crostas. É contagiosa, e a vacinação conforme o calendário recomendado é uma medida importante de prevenção.

 

7. Dengue

Onde há circulação do vírus e chuvas que favorecem água parada, é preciso reforçar o combate ao Aedes aegypti. Febre, dores no corpo, dor atrás dos olhos, náuseas e manchas na pele exigem avaliação. Dor abdominal intensa, vômitos persistentes ou sangramentos são sinais de alerta para atendimento imediato.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/a-primavera-pode-afetar-a-saude-conheca-7-doencas-mais-comuns-na-estacao,5ad14cb957126a41e257e9cbc7eb682b34sczoux.html?utm_source=clipboard - Por Deiwerson Damasceno - Foto: Photoroyalty | Shutterstock / Portal EdiCase

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Doenças cardíacas: como prevenir com hábitos saudáveis e exames regulares


Sedentarismo, alimentação desequilibrada, estresse e sono ruim estão entre os fatores que podem prejudicar a saúde cardiovascular

 

Principal causa de morte global, as doenças cardiovasculares exigem prevenção contínua. Fatores como sedentarismo, má alimentação, obesidade, tabagismo, estresse crônico e sono ruim elevam os riscos de infarto e AVC. Para proteger o coração, especialistas recomendam mudanças graduais no estilo de vida, incluindo dieta natural, 150 minutos semanais de exercícios e controle do estresse, além de acompanhamento médico e exames regulares para detectar e tratar alterações de forma precoce.

 

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, os problemas que atingem o coração também exigem atenção.

 

Segundo o Ministério da Saúde, ocorrem entre 300 mil e 400 mil infartos todos os anos no país. Além disso, o número de brasileiros com insuficiência cardíaca já ultrapassa os dois milhões.

 

O estilo de vida está entre os fatores relacionados ao risco cardiovascular. Alguns hábitos comuns podem afetar a pressão arterial, o colesterol, a glicemia e o peso.

 

Kely Cruz, médica da área de cardiologia no AmorSaúde, alerta que "vários hábitos do dia a dia podem aumentar o risco cardiovascular. Entre os principais estão o sedentarismo e a alimentação rica em sal, açúcar, gorduras saturadas e alimentos ultraprocessados".

 

A médica explica que pequenas mudanças na rotina podem ajudar a prevenir doenças cardiovasculares. Para isso, é importante conhecer os hábitos que prejudicam a saúde do coração.

 

Quais hábitos prejudicam o coração?

Além do sedentarismo, existem outros comportamentos que podem aumentar o risco de problemas cardiovasculares. De acordo com Kely, os principais são:

Excesso de peso: "estar acima do peso favorece a resistência à insulina, o aumento da pressão arterial e a piora do colesterol. Todos esses fatores fazem com que o coração se esforce mais para bombear o sangue e podem causar problemas ao órgão em longo prazo", resume;

 

Má alimentação: "ultraprocessados costumam ter maior quantidade de sódio, açúcares adicionados e gorduras, o que aumenta o colesterol e eleva a pressão sanguínea. Além disso, esse alimentos costumam substituir pratos ricos em fibras, vitaminas e minerais, que fazem bem para o coração", explica;

Tabagismo: "fumar é um dos principais fatores de risco cardiovascular evitáveis. O cigarro causa lesão do revestimento interno das artérias, aumenta a inflamação, favorece a formação de placas de gordura e aumenta a tendência à formação de coágulos. Com isso, cresce o risco de infarto, AVC e doença arterial periférica. Isso também se aplica aos cigarros eletrônicos, que não devem ser considerados inofensivos", detalha;

Consumo excessivo de bebidas alcoólicas: "o álcool também merece atenção. O consumo elevado pode aumentar a pressão arterial, favorecer arritmias e o ganho de peso e, em algumas situações, enfraquecer o músculo cardíaco", alerta;

Poucas horas de sono: "ter um sono de má qualidade está relacionado a maior risco de hipertensão, alterações metabólicas, ganho de peso e pior controle da glicose. Distúrbios como a apneia obstrutiva do sono também podem aumentar a liberação de cortisol e a inflamação, contribuindo para a elevação da pressão arterial", sintetiza;

Estresse crônico: "o estresse provoca ativação persistente de hormônios que podem aumentar frequência cardíaca e pressão arterial. Além disso, pessoas sob estresse contínuo frequentemente dormem pior, alimentam-se pior, fazem menos atividade física ou aumentam o consumo de cigarro e álcool, o que potencializa o risco", defende.

 

Por que os fatores de risco podem se acumular?

As doenças cardíacas geralmente não surgem por causa de um único fator. Muitas vezes, diferentes condições aparecem juntas e aumentam o risco cardiovascular.

"A hipertensão, o aumento do colesterol, o diabetes, a obesidade e a inflamação dos vasos sanguíneos são doenças silenciosas e que ocorrem em conjunto em muitos pacientes. Com o passar dos anos, esses fatores facilitam a formação de placas de gordura nas artérias, aumentando o risco de infarto, AVC e outras doenças cardiovasculares", ela afirma.

Por isso, o acompanhamento médico é importante. A avaliação ajuda a identificar fatores de risco e orientar mudanças de acordo com as necessidades de cada pessoa.

 

Como mudar a rotina e proteger o coração?

"Não é necessário transformar toda a rotina de uma vez. Mudanças consistentes e sustentáveis costumam ser mais importantes do que medidas radicais feitas por pouco tempo", explica a médica.

Para a profissional, algumas atitudes podem fazer diferença. Caminhar mais, preferir as escadas e priorizar uma alimentação natural estão entre as medidas recomendadas.

Kely também destaca a importância da atividade física.

 

"O exercício regular tem efeito protetor porque contribui para o controle da pressão, do peso, da glicemia e dos níveis de gordura no sangue, além de melhorar a capacidade cardiorrespiratória", resume.

Para a maioria dos adultos, a recomendação é realizar 150 minutos de atividade física moderada por semana ou 75 minutos de atividade intensa. Exercícios de fortalecimento muscular também devem fazer parte da rotina, conforme as condições de cada pessoa.

 

Alimentação equilibrada também é importante

A alimentação influencia fatores como pressão arterial, colesterol e peso corporal.

"o padrão alimentar mais favorável ao coração é aquele baseado em frutas, verduras, legumes, feijão, cereais integrais, castanhas, sementes, peixes e outras fontes adequadas de proteína, priorizando alimentos minimamente processados", descreve.

A orientação é reduzir o consumo de produtos ultraprocessados, excesso de sal, açúcares adicionados e gorduras saturadas. As mudanças devem ser adaptadas à realidade e às necessidades de cada pessoa.

 

Quando realizar exames cardiovasculares?

O acompanhamento deve começar antes do surgimento de uma doença.

"O cuidado cardiovascular deve começar antes de existir uma doença. Não existe uma idade única em que alguém deva começar a se preocupar com o coração. O ideal é que fatores de risco sejam avaliados ao longo da vida adulta", explica Kely.

A médica recomenda consultas periódicas. Também é importante investigar o histórico pessoal e familiar.

A avaliação pode considerar sintomas, pressão arterial, peso e índice de massa corporal.

"O indicação deve depender dos sintomas, dos fatores de risco e da história do paciente, mas exames como eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico e exames de imagem podem ser extremamente úteis", afirma.

Os exames mais comuns incluem colesterol, triglicerídeos, glicemia e hemoglobina glicada. Eles ajudam a avaliar os níveis de gordura e açúcar no sangue.

Pessoas idosas, com diabetes, fumantes ou com histórico familiar de doenças cardiovasculares podem precisar de avaliações adicionais. A escolha depende da análise médica.

 

Cuidar do coração começa na rotina

A prevenção cardiovascular não depende de uma única mudança. O conjunto de hábitos influencia a saúde ao longo do tempo.

Praticar atividade física, dormir bem, manter uma alimentação equilibrada e evitar o tabagismo são medidas importantes. O acompanhamento médico também ajuda a identificar e controlar fatores de risco.

Pequenas mudanças podem contribuir para uma rotina mais saudável. O ideal é começar de forma gradual e manter hábitos que sejam possíveis a longo prazo.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/doencas-cardiacas-como-prevenir-com-habitos-saudaveis-e-exames-regulares,32f1246ca3e744b3ed9a94d5778e9b58976w8xd3.html?utm_source=clipboard - Foto: Divulgação/AmorSaúde / Saúde em Dia

terça-feira, 22 de setembro de 2026

4 alimentos podem acelerar o envelhecimento quando consumidos em excesso


Nutricionista explica quais alimentos podem favorecer inflamação, estresse oxidativo e processos associados ao envelhecimento precoce

 

Envelhecer é inevitável, mas a velocidade com que algumas alterações aparecem no organismo não depende apenas da passagem dos anos. Sono, exposição solar, atividade física, tabagismo e alimentação fazem parte de um conjunto de fatores capazes de influenciar a saúde ao longo do tempo. E, quando o assunto é dieta, alguns alimentos merecem atenção especial.

 

Em entrevista ao Metrópoles, a nutricionista Juliana Andrade destacou quatro grupos cujo consumo excessivo pode favorecer mecanismos associados ao envelhecimento: açúcar, gordura trans, carnes processadas e bebidas alcoólicas.

 

Isso não significa que comer uma sobremesa ou um pedaço de bacon fará alguém envelhecer subitamente. O problema está principalmente na frequência e no padrão alimentar mantido ao longo dos anos.

 

1. Açúcar em excesso

O açúcar ocupa uma posição importante nessa discussão por causa de um processo conhecido como glicação.

Ele ocorre quando açúcares circulantes reagem com proteínas do organismo, favorecendo a formação dos chamados produtos finais de glicação avançada, conhecidos pela sigla AGEs.

O colágeno e a elastina estão entre as proteínas que podem ser afetadas. Segundo Juliana, o acúmulo desses compostos pode tornar o colágeno mais rígido e frágil, comprometendo sua renovação e contribuindo para alterações como perda de elasticidade da pele.

E o açúcar não está apenas no açucareiro. Refrigerantes, bolos, biscoitos, sobremesas e bebidas industrializadas estão entre as fontes mais evidentes, enquanto produtos ultraprocessados também podem apresentar quantidades significativas de açúcar em sua composição.

 

2. Alimentos com gordura trans

Outro ponto de atenção são as gorduras trans industriais, historicamente utilizadas em diferentes alimentos ultraprocessados.

Segundo a nutricionista ouvida pela publicação, esse tipo de gordura está associado a processos inflamatórios e danos celulares. Produtos como determinados biscoitos, salgadinhos, fast-foods e outras preparações industrializadas podem ser fontes desse ingrediente, embora sua utilização tenha sido restringida em diversos lugares.

Por isso, observar a lista de ingredientes continua sendo uma estratégia importante na hora de escolher produtos industrializados.

 

3. Carnes processadas

Salsicha, bacon, presunto e mortadela entram no terceiro grupo destacado pela especialista.

Nesse caso, não existe apenas um componente envolvido. Esses produtos podem reunir grandes quantidades de sódio, gordura saturada e conservantes, além de passarem por diferentes métodos de processamento e preparo.

Isso não significa necessariamente eliminá-los para sempre da alimentação, mas evitar que carnes processadas se transformem na principal fonte de proteína do dia a dia.

 

4. Bebidas alcoólicas

O quarto grupo não está exatamente no prato.

O consumo excessivo de álcool pode favorecer o estresse oxidativo, contribuir para a desidratação e ainda prejudicar a qualidade do sono, segundo Juliana. E dormir adequadamente é importante porque vários processos de recuperação e manutenção do organismo acontecem durante o descanso.

Por isso, quando o consumo de bebidas alcoólicas é frequente ou elevado, seus efeitos vão além das calorias presentes no copo.

 

O padrão alimentar importa mais do que um alimento isolado

Talvez esse seja o ponto mais importante para evitar interpretações alarmistas.

Nenhum alimento isolado determina sozinho como uma pessoa envelhecerá. A preocupação aumenta quando açúcar refinado, ultraprocessados, gorduras de baixa qualidade e álcool aparecem constantemente em uma dieta que, ao mesmo tempo, oferece poucas fibras, vegetais e alimentos ricos em antioxidantes.

A nutricionista explica que esse padrão pode favorecer um estado de inflamação crônica, relacionado não apenas às alterações da pele, mas também ao envelhecimento biológico de maneira mais ampla.

Em outras palavras, a estratégia não precisa ser procurar um alimento milagroso capaz de impedir o envelhecimento — nem transformar determinados ingredientes em vilões absolutos.

O que faz diferença é o conjunto: quanto mais variada e equilibrada for a alimentação cotidiana, menor será o espaço ocupado justamente pelos alimentos que, em excesso e ao longo do tempo, podem trabalhar contra a saúde.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/4-alimentos-podem-acelerar-o-envelhecimento-quando-consumidos-em-excesso,12ee9b487f5ef75ade342016ab31332dw6zag74b.html?utm_source=clipboard - Foto: Simples Conteudo

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Infarto: sinais de alerta e a importância do socorro imediato


Cardiologista explica por que a suspeita de infarto exige atendimento imediato e quais sinais devem acender o alerta

 

O socorro imediato é vital na suspeita de infarto, pois quanto mais rápido o fluxo sanguíneo for restabelecido, menor será o dano ao coração. Além do aperto no peito, os sinais incluem dores nos braços, costas ou mandíbula, falta de ar, náuseas e suor frio, que costumam ser subestimados. Diagnosticado por eletrocardiograma e exames de sangue, o quadro pode exigir angioplastia e medicamentos. Os sintomas não devem ser ignorados, mesmo por pessoas jovens ou sem histórico de fatores de risco.

 

Quando há suspeita de infarto, não é recomendado esperar para ver se os sintomas passam. A orientação é procurar atendimento médico imediatamente, principalmente diante de dor, pressão ou desconforto persistente no peito, com ou sem outros sinais.

 

Segundo a cardiologista intervencionista Dra. Denise Pellegrini, diretora de Comunicação da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI), o ideal é buscar socorro nos primeiros minutos.

 

"O ideal é procurar socorro nos primeiros minutos. No infarto, quanto mais tempo a artéria permanece obstruída, maior é a quantidade de músculo cardíaco que pode ser lesionada. Por isso, diante de sintomas sugestivos, não devemos esperar para ver se eles desaparecem espontaneamente."

 

O infarto agudo do miocárdio acontece, na maioria dos casos, quando uma artéria que leva sangue ao coração fica obstruída. Isso geralmente ocorre pela formação de um coágulo sobre uma placa de gordura.

 

Com a redução ou interrupção do fluxo sanguíneo, o músculo cardíaco deixa de receber oxigênio adequadamente e pode começar a sofrer lesões.

 

Quais são os principais sinais de um infarto?

O sintoma mais conhecido é a dor, pressão ou desconforto no peito. A sensação pode ser descrita como aperto, peso ou compressão no centro do tórax.

No entanto, o infarto não se manifesta da mesma maneira em todas as pessoas. Outros sinais podem aparecer, como:

 

dor ou desconforto que se espalha para um ou ambos os braços;

dor ou desconforto na mandíbula, queixo, pescoço, ombros ou costas;

desconforto na região do estômago;

falta de ar;

suor frio;

náuseas ou vômitos;

tontura ou sensação de desmaio;

cansaço intenso e desproporcional ao esforço;

mal-estar, inquietação ou ansiedade.

 

A especialista destaca que alguns desses sintomas podem ser confundidos com problemas menos graves, o que pode atrasar a procura por atendimento.

"Um dos grandes problemas é que alguns sintomas são pouco reconhecidos como manifestações cardíacas. A pessoa pode pensar que está com indigestão, estresse, ansiedade ou apenas cansada e acaba postergando a busca por atendimento", explica Dra. Denise.

 

Quando é hora de pedir ajuda?

A orientação é não esperar a dor ficar intensa ou insuportável. Diante de sintomas sugestivos de infarto, principalmente quando surgem de forma súbita ou são diferentes do habitual, a avaliação médica deve acontecer o mais rápido possível.

O atendimento de emergência é importante porque o tempo influencia diretamente a quantidade de músculo cardíaco que pode ser preservada.

"O tempo para o tratamento de um infarto com uma artéria obstruída é muito importante. Quanto mais cedo o paciente chega a um serviço de emergência, recebe o diagnóstico e, quando indicado, tem a artéria desobstruída, maiores são as chances de limitar o dano ao coração e reduzir complicações", reforça a cardiologista.

 

Como o infarto é identificado?

No hospital, a avaliação começa pela história clínica e pelo exame físico. Um dos primeiros exames realizados é o eletrocardiograma (ECG), que ajuda a identificar alterações características de determinados tipos de infarto e a orientar a estratégia inicial de tratamento.

Também são feitos exames de sangue, especialmente a dosagem de troponina, marcador de lesão do músculo cardíaco.

Dependendo do quadro, outros exames de imagem e avaliações da circulação das artérias coronárias podem ser necessários.

É importante lembrar que nem todo infarto apresenta alterações típicas no primeiro eletrocardiograma. Por isso, diante de uma suspeita clínica, a avaliação médica e, quando necessário, a repetição dos exames são fundamentais.

 

Como o infarto é tratado?

O tratamento depende do tipo de infarto e das características de cada paciente. Quando existe uma obstrução aguda de uma artéria coronária e há indicação de reperfusão imediata, uma das principais estratégias é a angioplastia coronária.

O procedimento é realizado por cateterismo para identificar e tratar a obstrução, restabelecendo o fluxo sanguíneo. Em muitos casos, é implantado um stent.

Medicamentos também podem fazer parte do tratamento, incluindo antiagregantes plaquetários, anticoagulantes e outras terapias, conforme o tipo de infarto e a avaliação da equipe médica.

"A prioridade é restabelecer o fluxo de sangue para o coração o mais rapidamente possível quando há uma artéria obstruída. Cada minuto de atraso pode representar mais músculo cardíaco lesionado", destaca Dra. Denise.

 

Fatores de risco não são os únicos responsáveis

Hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, obesidade, sedentarismo e histórico familiar estão entre os fatores associados ao aumento do risco de doença cardiovascular.

Ainda assim, não ter esses fatores conhecidos não significa estar livre do risco de sofrer um infarto.

Por isso, sintomas sugestivos não devem ser minimizados apenas porque a pessoa é jovem, pratica atividade física ou nunca recebeu um diagnóstico de doença cardiovascular.

"O infarto é uma emergência médica em que a informação pode salvar vidas. Reconhecer os sintomas, não minimizar os sinais e procurar ajuda imediatamente são atitudes simples, mas fundamentais. A mensagem é clara: diante da suspeita, não espere", conclui a cardiologista.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/infarto-sinais-de-alerta-e-a-importancia-do-socorro-imediato,8a5f1948882cd5120f068a121d08efab3mdbv2bs.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

domingo, 20 de setembro de 2026

Vitaminas, minerais e antioxidantes: 11 alimentos aliados da imunidade na primavera


Veja como o cuidado com a alimentação ajuda a manter as defesas do organismo nesta época do ano

 

Para combater o ressecamento das vias aéreas e as variações climáticas da primavera, uma dieta rica em vitaminas, minerais e antioxidantes é fundamental para a imunidade. A nutricionista Jéssica Benazzi recomenda onze opções acessíveis: frutas cítricas e vermelhas, tomate, vegetais verde-escuros, fontes de betacaroteno e ômega 3, cebola, gengibre, oleaginosas, iogurte e leguminosas. Esses alimentos fornecem nutrientes essenciais que fortalecem o organismo contra infecções típicas da estação.

 

Com a chegada da primavera, as variações de temperatura e os períodos de baixa umidade do ar podem favorecer o ressecamento das vias respiratórias e aumentar o desconforto nessa época do ano. Logo, manter uma alimentação equilibrada é um dos cuidados que contribuem para o bom funcionamento do sistema imunológico, especialmente quando o cardápio inclui alimentos variados e fontes de vitaminas e minerais.

 

Para transformar esse cuidado em algo prático, é possível recorrer a escolhas simples na rotina alimentar. Pensando nisso, a nutricionista Jéssica Benazzi, do Divino Fogão, lista 11 alimentos para reforçar a imunidade na primavera. Confira!

 

1. Frutas cítricas

Clássicas quando o assunto é imunidade, as frutas cítricas são ricas em vitamina C e antioxidantes. Nesta época, laranja-lima, kiwi e abacaxi são boas pedidas.

 

2. Frutas vermelhas

Além do sabor marcante, as frutas vermelhas trazem vitamina C e ácido elágico, com ação antioxidante e anti-inflamatória. O destaque da temporada é o morango.

 

3. Tomate

Fonte de licopeno, que dá a cor vermelha ao fruto e combate radicais livres, além de vitamina C, o tomate é um reforço extra contra gripes e resfriados.

 

4. Folhosos verde-escuros

Brócolis, couve e espinafre fornecem ácido fólico (vitamina B9), essencial para a formação de glóbulos brancos, além de propriedades anti-inflamatórias.

 

5. Alimentos ricos em betacaroteno

Cenoura, abóbora, batata-doce e batata-baroa se transformam em vitamina A no organismo, um potente antioxidante que fortalece as defesas.

 

6. Fontes de ômega 3

Peixes como sardinha, salmão e atum, além de azeites de boa qualidade, oferecem gorduras boas que agem como anti-inflamatórios naturais.

 

7. Cebola

Rica em quercetina, a cebola ajuda a prevenir infecções bacterianas e fúngicas, além de proteger contra radicais livres.

 

8. Gengibre

Rico em vitamina B6 e C, o gengibre fortalece a imunidade e tem ação antimicrobiana, sendo um aliado no combate a gripes e resfriados.

 

9. Oleaginosas

Nozes, castanhas, amêndoas, pistache e avelãs são fontes de vitamina E e selênio, antioxidantes que protegem as células do organismo.

 

10. Iogurte

Com probióticos que equilibram a flora intestinal, onde se concentra grande parte das células de defesa do organismo, o iogurte é essencial para manter a imunidade em alta.

 

11. Leguminosas

Feijão, lentilha e grão-de-bico oferecem zinco, mineral que auxilia na prevenção de doenças respiratórias típicas da estação.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/vitaminas-minerais-e-antioxidantes-11-alimentos-aliados-da-imunidade-na-primavera,66311f4d4be00c6fb37513399bbe9349hcmulvlr.html?utm_source=clipboard - Por Juliana Beletato - Foto: New Africa | Shutterstock / Portal EdiCase