domingo, 18 de janeiro de 2026

Nutricionista comenta os 7 alimentos que ajudam a dormir melhor


Entenda como uma dieta bem elaborada pode auxiliar o descanso adequado e a recuperação do seu organismo

 

Optar por alimentos que ajudam a dormir melhor é uma ótima maneira de cuidar da saúde. Afinal, a insônia é um dos problemas mais comuns da sociedade atual e pode, por exemplo, causar sérios danos para o bem-estar. Ou seja, cuidar do descanso é fundamental para ter uma boa qualidade de vida. Dessa maneira, o ideal é abastecer o corpo com nutrientes e substâncias funcionais, como vitamina B6, magnésio e triptofano.

 

“O triptofano, assim que reconhecido pelo nosso cérebro, estimula a produção de um neurotransmissor chamado serotonina. Ele é responsável pela regulação do sono, bom humor e sensação de bem-estar. A ingestão de vitamina B6 e magnésio ajuda na produção do triptofano em nosso corpo”, explica Bettina Del Pino, nutricionista especializada em nutrição clínica e esportiva.

 

Dessa maneira, com a ajuda da especialista, separamos sete alimentos que ajudam a dormir melhor. Confira:

 

Alimentos que ajudam a dormir melhor

 

1. Grãos integrais: grandes fornecedores de carboidrato, contêm vitaminas e minerais que podem auxiliar numa melhor absorção de triptofano.

 

2. Castanhas e sementes: são fontes ricas em triptofano. Além disso, são fornecedoras de magnésio, que auxilia no combate dos efeitos do hormônio do estresse. 

 

3. Aveia: é fonte de melatonina, conhecida popularmente como hormônio do sono. A substância auxilia a adormecer mais facilmente.

 

4. Grão-de-bico, ervilha, feijão, lentilha e soja: fontes ricas de triptofano, além de vitaminas do complexo B, que ajudam no bom funcionamento do sistema nervoso.

 

5. Banana: rica em triptofano, carboidratos e magnésio, responsáveis pelo auxílio na produção de hormônios como a serotonina e melatonina, que contribuem para a qualidade do sono.

 

6. Frutas vermelhas e kiwi: são ricas em antioxidantes, que favorecem o controle e o tratamento dos distúrbios do sono.

 

7. Maracujá: o maracujá tem propriedades calmantes, que atuam diretamente no sistema nervoso central, produzindo efeito analgésico e relaxante muscular.

 

O que evitar

A nutricionista ainda lembra que alguns alimentos devem ser evitados durante a noite, pois deixam o corpo em alerta ou são de difícil digestão. “Deve-se evitar bebidas com cafeína, como chá preto, chá mate, chá verde, café e energético, alimentos gordurosos, frituras, refrigerante e bebidas alcoólicas”, orienta.

 

“Uma alimentação saudável e balanceada é forte aliada no combate à insônia, mas é aconselhável que as pessoas procurem acompanhamento médico”, finaliza Bettina.

 

Fonte: https://www.saudeemdia.com.br/noticias/nutricionista-revela-7-alimentos-que-ajudam-a-dormir-melhor.phtml - Foto: Shutterstock

sábado, 17 de janeiro de 2026

Volta às aulas: 7 sinais de que a criança precisa de óculos


Identificar problemas de visão precocemente é essencial para o sucesso escolar. Confira os sintomas que indicam a necessidade de uma consulta oftalmológica

 

O período de volta às aulas é o momento ideal para observar o comportamento dos pequenos, pois cerca de 80% do aprendizado infantil depende diretamente da visão.

 

Este conteúdo é fundamental porque muitos problemas de rendimento escolar, falta de concentração e até desânimo são causados por dificuldades visuais não diagnosticadas. Quando a criança não enxerga bem o quadro ou o material de estudo, o aprendizado se torna cansativo e frustrante.

 

A maioria das crianças não reclama de "enxergar mal" simplesmente porque não conhece outra forma de ver o mundo. Para elas, aquela imagem embaçada é o normal.

 

Por isso, cabe aos pais e professores identificar os sinais de alerta. A seguir, detalhamos os sete sinais principais de que seu filho pode precisar de óculos e como a saúde ocular impacta diretamente o desenvolvimento na escola.

 

1. Dores de cabeça frequentes e cansaço visual

Um dos primeiros sintomas de que algo está errado com a visão é a dor de cabeça recorrente. Se a criança reclama de dor na testa ou nas têmporas, especialmente após as aulas ou ao fazer o dever de casa, fique atento. Isso acontece porque os olhos fazem um esforço muscular excessivo para tentar focar a imagem, gerando fadiga.

 

Cansaço ao fim do dia

O esforço para enxergar consome muita energia. A consequência é uma criança que chega da escola exausta, irritada ou que dorme com facilidade durante as tarefas. Se o mal-estar aumenta conforme o tempo de leitura ou uso de telas, o problema visual é a causa mais provável.

 

2. Aproximação excessiva de objetos e telas

Observe como seu filho interage com o que está lendo ou assistindo. Se ele sente a necessidade de sentar muito perto da televisão ou segura o celular e livros colados ao rosto, este é um sinal clássico de miopia. A dificuldade em enxergar de longe faz com que a criança tente compensar a distância fisicamente.

 

O comportamento na sala de aula

Na escola, esse sinal se manifesta quando o aluno pede para sentar sempre nas primeiras fileiras. Se a criança não consegue ler o que o professor escreve no quadro sem se levantar ou apertar os olhos, a visão de longe está comprometida. Esse hábito prejudica a postura e o acompanhamento das explicações.

 

3. Apertar os olhos para ler ou focar

Você já notou seu filho "espremendo" os olhos para tentar ver algo à distância? Esse gesto ajuda a criar o efeito de "foco", melhorando momentaneamente a nitidez da imagem. No entanto, é um sinal claro de que a visão natural não está dando conta do recado.

 

A careta do esforço

Se esse comportamento é frequente ao assistir desenhos ou ler placas na rua, é hora de procurar um oftalmologista. Apertar os olhos tensiona a musculatura facial e ocular, o que acaba gerando o ciclo de dores de cabeça mencionado anteriormente.

 

4. Lacrimejamento excessivo e olhos vermelhos

Olhos que lacrimejam sem motivo aparente ou que ficam vermelhos após a escola indicam irritação. Esse quadro geralmente é causado pelo esforço contínuo para manter o foco. A criança pode piscar muito ou esfregar os olhos constantemente, tentando aliviar o desconforto da vista cansada.

 

Sensibilidade à luz (fotofobia)

Algumas condições visuais tornam os olhos mais sensíveis à claridade. Se o seu filho evita ambientes muito iluminados ou reclama que a luz da sala de aula incomoda, pode haver um erro refrativo ou uma inflamação silenciosa. O lacrimejamento é uma resposta de defesa do organismo à sobrecarga visual.

 

5. Dificuldade de concentração e queda no rendimento

Muitas vezes, a criança recebe o rótulo de "distraída" ou "hiperativa", quando o problema é apenas visual. Manter o foco em um texto embaçado exige um esforço mental gigantesco. Em pouco tempo, a criança perde o interesse pela atividade e começa a se dispersar.

 

O impacto nas notas

A queda no rendimento escolar é uma consequência direta da visão ruim. A criança leva mais tempo para copiar do quadro, erra palavras simples e desiste de leituras longas. Na volta às aulas, compare o interesse do seu filho com o ano anterior. Se ele parece mais desmotivado, o check-up ocular deve ser a prioridade.

 

6. Seguir o texto com o dedo durante a leitura

Acompanhar a leitura com o dedo é normal no início da alfabetização. No entanto, se a criança já está em uma fase avançada e ainda precisa do dedo para não se perder nas linhas, isso pode indicar astigmatismo ou problemas de convergência ocular.

 

Pular linhas ou ler a mesma frase

Quem tem dificuldade visual costuma "pular" palavras ou linhas inteiras de um texto. A visão confusa faz com que o olho se perca na transição de uma linha para a outra. Se o seu filho lê de forma truncada ou repete frases sem perceber, os olhos dele podem não estar trabalhando em conjunto de forma correta.

 

7. Inclinar a cabeça para o lado

Se a criança inclina a cabeça para o lado ao tentar focar algo, ela pode estar sofrendo de um desequilíbrio nos músculos oculares ou estrabismo subclínico. Ao inclinar a cabeça, ela busca um ângulo onde a imagem pareça menos duplicada ou mais nítida.

 

O risco da ambliopia (olho preguiçoso)

Esse hábito pode levar ao desenvolvimento do "olho preguiçoso", onde o cérebro passa a ignorar as imagens de um dos olhos para evitar a confusão visual. Se não tratado na infância, esse problema pode se tornar irreversível na fase adulta.

 

8. Como deve ser o check-up ocular na volta às aulas

O ideal é que toda criança passe por uma consulta oftalmológica completa uma vez por ano, preferencialmente antes do início do ano letivo. O exame de rotina na escola (teste do dedinho) é importante, mas não substitui a consulta médica.

 

O que o médico avalia

No consultório, o especialista vai além de medir o "grau". Ele verifica:

 

A saúde da retina.

A pressão ocular.

A coordenação motora dos olhos.

A percepção de cores.

 

A escolha da armação

Se a criança precisar de óculos, envolva-a na escolha da armação. Óculos confortáveis, leves e com o estilo que a criança gosta aumentam as chances de adesão ao tratamento. 

 

Cuidar da visão do seu filho na volta às aulas é garantir que ele tenha todas as ferramentas necessárias para brilhar. Fique atento aos sinais e não adie a consulta. A saúde ocular é o alicerce de um futuro brilhante.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/volta-as-aulas-7-sinais-de-que-a-crianca-precisa-de-oculos,9110bf159ad6dceea15f0f39791eb0718537wubb.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Cinco mudanças de estilo de vida para ajudá-lo a viver mais e melhor


Pesquisas científicas demonstram que existem formas simples de fortalecer o nosso cérebro, postergando os efeitos do envelhecimento. Elas não exigem grandes alterações de estilo de vida, mas sim pequenas mudanças que, somadas, podem fazer uma grande diferença.

 

Se você costuma perder as chaves regularmente, saiba que não está sozinho.

 

Esquecer com mais frequência é uma parte comum do envelhecimento e existe a crença comum de que as nossas capacidades cognitivas diminuem quando ficamos idosos.

 

Mas as dificuldades cognitivas que surgem com o avanço da idade não são inevitáveis. Existem medidas que todos nós podemos tomar para viver bem por mais tempo e, ao mesmo tempo, proteger o nosso cérebro.

 

No início da infância, o nosso cérebro constrói constantemente novas conexões entre os neurônios e fortalece as já existentes. Mais de um milhão de novas conexões neurais são formadas a cada segundo nos nossos primeiros anos de vida.

 

Mas, quando envelhecemos, esta velocidade começa a diminuir, especialmente quando algumas dessas conexões deixam de ser necessárias.

 

Um estudo recente demonstrou que o nosso cérebro atravessa cinco grandes "eras" na nossa vida. E as principais mudanças acontecem, em média, aos 9, 32, 66 e 83 anos de idade.

 

Descobriu-se que o nosso cérebro só atinge a fase "adulta" na casa dos 30 anos, quando suas regiões ficam mais compartimentalizadas, e que a arquitetura cerebral começa a mostrar sinais de envelhecimento perto dos 65 anos.

 

Mas estas transições na forma de conexão do cérebro não são as mesmas para todas as pessoas, nem são inevitáveis.

 

Da mesma forma que exercitamos os músculos para mantê-los fortes, manter as conexões cerebrais requer que a mente continue ativa.

 

Um grande estudo concluiu que um estilo de vida ativo pode retardar significativamente ou até ajudar as pessoas a evitar a demência.

 

A equipe demonstrou que o estudo, a socialização, o trabalho e atividades de lazer ajudam a construir a chamada "reserva cognitiva", ou seja, a capacidade do cérebro de superar os danos causados pelo envelhecimento. O cérebro consegue encontrar novos caminhos de compensação, tornando-se mais resiliente contra eventuais declínios causados pela idade.

 

Passei os últimos meses estudando os conhecimentos científicos existentes sobre como podemos envelhecer melhor e conversando com especialistas para o novo curso online (em inglês) da BBC, Live Well For Longer ("Viva melhor por mais tempo", em inglês), a ser lançado em 17 de janeiro.

 

Reunimos exercícios simples e viáveis, baseados na ciência, para promover sua saúde por muito tempo.

 

Para mim, o mais significativo é que as pesquisas demonstram como podemos influenciar nossa longevidade com pequenas mudanças consistentes. Elas deixam claro, por exemplo, que a atividade física beneficia nosso bem-estar e a saúde cerebral.

 

Com isso em mente, aqui estão cinco formas de promover o bem-estar, mantendo o nosso cérebro jovem.

 

Nunca é tarde demais para aprender algo novo

Em primeiro lugar, é importante pensar na saúde cognitiva como um amplo conjunto de técnicas que usamos diariamente. Elas incluem nossa capacidade de raciocinar, resolver problemas e nos concentrar, além da velocidade em que processamos as informações.

Estas técnicas são variadas e podem se desenvolver e se alterar, dependendo do nosso estilo de vida. O importante é que podemos protegê-las e melhorá-las em qualquer idade.

Embora alguns desses processos fiquem mais lentos, declínios cognitivos intensos não são consequências inevitáveis do envelhecimento, segundo o psicólogo Alan Gow, da Universidade Heriot-Watt de Edimburgo, no Reino Unido.

"Na verdade, temos oportunidades de proteger e promover nossa saúde cerebral em todas as idades e fases da vida", explica ele.

Podemos, de fato, impulsionar nossas técnicas cognitivas, o que irá proteger nossa capacidade de pensamento no futuro.

Algumas capacidades cognitivas são propensas a mudanças relacionadas à idade, como a nossa velocidade de processamento de informações.

Mas Gow afirma que isso não deve necessariamente ser considerado um problema e que o declínio pode começar a ocorrer ainda no auge da nossa vida profissional.

A poderosa mensagem de uma campanha da organização britânica Alzheimer's Research é que "nunca é muito cedo, nem tarde demais" para começar a agir.

Uma forma simples de promover nossa cognição e diminuir o risco de demência é tentar fazer algo novo.

Quem tem afinidade com a natureza talvez possa tentar a jardinagem. Pesquisas demonstram que esta atividade preserva as funções cognitivas e, portanto, pode ajudar você a viver por mais tempo.

Os médicos já estão integrando a jardinagem à assistência médica. Ela pode ser especialmente útil com o envelhecimento, pois o processo de aprendizado sobre as plantas e como mantê-las vivas pode estimular partes do cérebro que, de outra forma, talvez não sejam usadas.

Outra possibilidade é aprender um novo idioma, o que faz uso de diversas partes do cérebro, estimulando as conexões entre essas áreas. E se descobriu que este estímulo atrasa o início dos sintomas de Alzheimer em até cinco anos.

 

Você precisa do combustível certo para o cérebro

Décadas de pesquisas demonstraram que precisamos de uma alimentação saudável e equilibrada. Mas as opções são tantas que é difícil saber em que devemos nos concentrar.

Uma orientação simples é acrescentar à nossa alimentação o máximo possível de cores entre frutas, legumes e verduras. Com isso, devemos conseguir as vitaminas, fibras e sais minerais de que necessitamos, beneficiando também a saúde do cérebro.

Já se demonstrou que uma porção diária adicional de frutas, legumes e verduras melhora o nosso bem-estar. E os benefícios de uma alimentação rica em frutas, legumes e verduras para a saúde do cérebro e do coração são uma das descobertas mais sólidas da ciência da nutrição.

A professora de biologia intestinal Karen Scott, da Universidade de Aberdeen, no Reino Unido, destaca que uma das mudanças alimentares mais significativas para a saúde cognitiva é o aumento do consumo de fibras.

 

Um estudo recente concluiu que um simples suplemento de fibras melhorou as funções cerebrais dos participantes em três meses. A boa notícia é que existem muitas fontes diferentes de fibras, como nozes, frutas, legumes e verduras, o que facilita o aumento do consumo.

Devemos também planejar o consumo do tipo certo de gordura, como gorduras poli-insaturadas, encontradas em nozes e peixes gordurosos, como salmão e truta. Sabe-se que eles protegem contra a demência.

Paralelamente, também pode ser benéfico reduzir nossa ingestão de gorduras saturadas, comuns em carnes processadas. Elas podem fazer com que o fígado produza compostos prejudiciais chamados ceramidas, relacionados a doenças cardiovasculares e ao aumento do risco de mal de Alzheimer.

Também devemos verificar a ingestão de quantidade suficiente de colina na alimentação.

Esta substância costuma ser encontrada em ovos e em muitos outros alimentos de origem animal. Ela está relacionada à melhoria da nossa memória e sua deficiência está ligada ao mal de Parkinson e Alzheimer.

A ingestão de colina em níveis mais altos também foi relacionada à queda do risco de depressão.

 

O exercício físico aumenta nossa energia e nosso bem-estar mental

Quando o assunto é movimento, mesmo com as nossas melhores intenções, pode ser difícil atingir o volume semanal recomendado de exercícios.

Por isso, é preciso compreender que não é necessário praticar exercícios de forma intensiva para obter benefícios. Até mesmo sessões regulares de caminhadas trazem benefícios.

A velocidade dos seus passos, seja no parque ou fazendo compras, pode até dar uma ideia da sua saúde em geral e da idade do seu cérebro.

Se o prédio onde você trabalha tem elevadores, tente subir pela escada. Subir mesmo poucos lances por dia pode impulsionar sua saúde e sua mente.

Independentemente da forma de exercício que você praticar, movimentos regulares trazem enormes benefícios para sua saúde física e mental.

A atividade física também fortalece áreas do cérebro que são vulneráveis para o mal de Alzheimer, tornando o cérebro mais resiliente aos efeitos do envelhecimento e, potencialmente, retardando o declínio cognitivo.

Uma pesquisa recente concluiu que pessoas que se exercitam mais na meia-idade apresentam risco 45% menor de desenvolver demência, em comparação com as que se exercitam menos. E o melhor de tudo é que o exercício melhora o humor e pode reduzir a depressão.

A professora de formação de imagens neurais e envelhecimento cognitivo Melanie Burke, da Universidade de Leeds, no Reino Unido, afirma que uma mensagem importante e positiva é que envelhecer bem não depende dos fatores externos do envelhecimento.

"Os fatores internos são muito mais importantes, pois, se você se sentir bem, terá boa aparência", explica ela, destacando que se sentir bem é fundamental para permanecer ativo e ter melhor qualidade de vida.

 

Priorize seus amigos para ter uma vida mais longa

Pessoalmente falando, o maior estímulo que senti enquanto pesquisava para o curso Viva Bem por Mais Tempo — e que pode me render benefícios imediatos — é a importância do nosso mundo social para o nosso bem-estar, não apenas agora, mas também à medida que envelhecemos.

 

Às vezes, eu prefiro uma noite em casa em vez de me aventurar em um bar repleto e barulhento. Mas sempre me sinto muito melhor depois de encontrar meus amigos.

Aprendi que priorizar reuniões regulares com os amigos, talvez durante uma corrida ou um rápido café, realmente melhora meu humor. E, mesmo assim, observo quantas pessoas simplesmente não se esforçam para se reunir com os demais.

Existem evidências cada vez maiores de que a solidão está aumentando em todo o mundo.

As interações sociais aumentam nossa longevidade e as pessoas sociáveis tendem a ser mais saudáveis do que aquelas mais isoladas.

Segundo um dos meus colegas aqui na BBC, David Robson, nossas amizades "podem exercer influência sobre tudo — desde a resistência do nosso sistema imunológico até a possibilidade de morrermos de doenças cardíacas". E também podem nos ajudar a viver mais.

Nossa rede social, de fato, pode influenciar tanto a nossa saúde quanto a rotina de exercícios. Por isso, uma Comissão de Conexões Sociais da Organização Mundial da Saúde classificou as conexões sociais como "prioridade de saúde global"

Uma dica simples para aumentar a socialização é se conectar com outras pessoas com interesses comuns. Talvez tentar um novo hobby, um curso de idiomas ou um grupo de corredores possa ajudar.

Certamente consigo benefícios com minha corrida semanal de 5 km pela vizinhança. Até um rápido cumprimento para rostos conhecidos me energiza tanto quanto o exercício.

Pode ser difícil saber como estabelecer conexões mais profundas com estranhos ou conhecidos, mas existe uma solução simples.

Pesquisas demonstram que podemos passar a ser amigos melhores das pessoas à nossa volta, simplesmente fazendo as perguntas certas e revelando mais informações pessoais a nosso respeito. É a chamada "autodescrição recíproca".

 

Mudança de mentalidade

Quando decidimos nos engajar para viver melhor, é comum achar que precisamos fazer mudanças significativas.

Mas pesquisas indicam que alterações pequenas, mas consistentes, são fundamentais para melhorar nosso bem-estar físico e mental, sem necessidade de reformas radicais na nossa vida.

O primeiro passo é compreender que podemos, de fato, realizar mudanças relevantes de imediato.

"Se as pessoas não acreditarem que a mudança é possível, é muito improvável que elas estejam abertas para uma intervenção", segundo Alan Gow. "É fundamental aumentar o conhecimento sobre o que podemos fazer para proteger e promover a saúde do cérebro, seja em que idade for."

Ações simples poderiam ser, por exemplo, tentar um novo exercício, encontrar um novo hobby ou entrar em um grupo de leitura.

E, para qualquer pessoa pronta para tomar essas medidas, já se demonstrou que a combinação de alterações da alimentação, exercícios, treinamento cognitivo e saúde cardiovascular apresentam melhorias significativas sobre a saúde cerebral para idosos com risco de demência.

Isso foi mostrado no histórico estudo Finger (Intervenção Geriátrica Finlandesa, na sigla em inglês), em que 1.260 participantes com idades de 60 a 77 anos foram divididos aleatoriamente entre um grupo de intervenção — no qual passaram por um programa de dois anos de mudanças no estilo de vida — e um grupo de controle, que recebeu apenas conselhos comuns sobre saúde.

O estudo concluiu que, em comparação com o grupo de controle, os participantes do grupo de intervenção demonstraram melhoria de até 25% maior das funções cognitivas gerais, além de aprimoramentos da memória e da solução de problemas.

Por fim, perguntei a Alan Gow qual seria sua sugestão sobre como planejar mudanças de estilo de vida. Ele respondeu que a questão é fazer "pequenas mudanças hoje" e que não existe uma solução mágica a este respeito.

Portanto, fica claro que são as melhorias em diferentes setores da nossa vida que se acumulam para fornecer benefícios duradouros, agora e para o futuro.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/cinco-mudancas-de-estilo-de-vida-para-ajuda-lo-a-viver-mais-e-melhor,d5f197e46689e4094ff03b58fa707ed0777x8q1h.html?utm_source=clipboard - Por: Melissa Hogenboom - BBC Future - Foto: BBC News Brasil

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Sinais de alerta: conheça sintomas que podem indicar um infarto


Sintomas menos conhecidos exigem atenção imediata

 

O infarto agudo do miocárdio, conhecido popularmente como ataque cardíaco, segue entre as principais causas de morte no Brasil e no mundo. O que muita gente ainda não sabe é que o corpo costuma emitir sinais claros logo no início do infarto — e reconhecer esses sintomas rapidamente pode salvar vidas.

 

Segundo o médico cardiologista e pesquisador Rafael Marchetti, ignorar ou minimizar esses alertas é um dos maiores riscos.

 

"A maioria dos pacientes apresenta sintomas de infarto, mas muitas vezes eles são subestimados, atribuídos ao estresse ou a problemas digestivos. Essa interpretação equivocada é extremamente perigosa", alerta o especialista.

 

O corpo dá sinais — e nem sempre são óbvios

Quando se fala em infarto, a imagem mais comum é a dor forte no peito. De fato, esse é um sintoma clássico, mas não é o único — e, em alguns casos, nem o primeiro a aparecer.

 

A dor ou pressão no peito pode:

Ter sensação de aperto ou peso

Irradiar para o braço esquerdo

Alcançar costas, pescoço, mandíbula ou estômago

No entanto, há sinais menos conhecidos que também exigem atenção imediata.

 

Sintomas de infarto que muita gente ignora

De acordo com o Dr. Rafael Marchetti, alguns sintomas podem surgir de forma isolada ou combinada e ainda assim indicar um problema cardíaco grave:

 

Sudorese fria (suor intenso e gelado, mesmo sem esforço)

Falta de ar repentina, mesmo em repouso

Tontura ou sensação de desmaio

Náuseas ou vômitos

Ansiedade intensa e súbita, sem motivo aparente

Mal-estar geral, com sensação de algo "muito errado"

"Sudorese fria, falta de ar, tontura, náuseas e uma sensação repentina de ansiedade intensa são sinais que, juntos ou isoladamente, podem indicar que algo está errado com o coração", explica o cardiologista.

Esses sintomas são ainda mais perigosos porque podem ser confundidos com crises de ansiedade, problemas gastrointestinais ou queda de pressão.

 

Infarto nem sempre dói do mesmo jeito

Nem todo infarto provoca dor intensa no peito. Em mulheres, idosos e pessoas com diabetes, os sintomas podem ser mais silenciosos, manifestando-se como cansaço extremo, enjoo, desconforto abdominal ou falta de ar.

Por isso, qualquer sinal fora do padrão habitual do corpo deve ser levado a sério.

 

Tempo é decisivo em caso de infarto

Quando há suspeita de infarto, cada minuto conta. Quanto mais rápido o atendimento médico, maiores são as chances de reduzir os danos ao músculo cardíaco e evitar complicações graves.

"Quanto mais rápido o socorro, melhor o prognóstico. Por isso, qualquer sintoma suspeito deve ser levado a sério e atendido com urgência", reforça o Dr. Rafael Marchetti.

A orientação é clara: não esperar a dor passar, não se automedicar e não tentar "aguentar".

 

O que fazer diante de sinais de infarto?

Procure atendimento médico imediatamente

Acione o serviço de emergência

Evite dirigir sozinho até o hospital

Informe todos os sintomas, mesmo os que parecem leves

 

Reconhecer os sinais de alerta pode fazer toda a diferença entre uma recuperação com menos sequelas — ou consequências irreversíveis.

 

Informação também salva vidas

Falar sobre os sintomas de infarto é uma forma de prevenção. Quanto mais pessoas souberem identificar os sinais, maiores são as chances de agir a tempo.

 

O coração avisa. Ouvir e agir rápido pode salvar uma vida — inclusive a sua.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/sinais-de-alerta-conheca-sintomas-que-podem-indicar-um-infarto,780d6667c0462eaf409e320fcdb51cba9g9sq26j.html?utm_source=clipboard - Foto: Divulgação / Saúde em Dia

quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Os 10 esportes mais populares do mundo: conheça o ranking


Do futebol ao críquete, descubra quais modalidades arrastam bilhões de fãs e movem o mercado esportivo global

 

O esporte é uma linguagem universal que ultrapassa fronteiras, culturas e classes sociais. Seja pela saúde física, pelo entretenimento ou pela paixão competitiva, bilhões de pessoas ao redor do planeta dedicam seu tempo a acompanhar ou praticar alguma modalidade.

 

No entanto, o que define a popularidade de um esporte? Para construir este ranking, levamos em conta não apenas a audiência televisiva em eventos globais, mas também o número de praticantes amadores, a presença em plataformas digitais e o volume de investimentos em ligas profissionais.

 

Em 2026, o cenário esportivo está mais conectado do que nunca. Enquanto algumas modalidades tradicionais mantêm sua hegemonia, outras ganham espaço graças à digitalização e ao crescimento de mercados emergentes na Ásia e na África. 

 

1. Futebol

Não há surpresas no topo da lista. O futebol continua sendo o esporte mais popular da Terra, com uma base de fãs estimada em mais de 4 bilhões de pessoas. Sua simplicidade é o segredo do sucesso: para jogar, basta uma bola (ou algo que se pareça com uma) e dois marcos para o gol.

Essa acessibilidade permitiu que o esporte se espalhasse por todos os cantos do mundo, desde as favelas brasileiras até os campos de elite da Europa.

A Copa do Mundo da FIFA é o evento que paralisa o planeta, mas o futebol vive diariamente nas ligas nacionais e continentais, como a Champions League.

No Brasil, o esporte é parte da identidade nacional, influenciando até o comportamento social. O futebol não é apenas um jogo; é uma indústria multibilionária que domina o marketing esportivo e o engajamento nas redes sociais.

 

2. Críquete

Muitos ocidentais podem se surpreender, mas o críquete ocupa a segunda posição, com cerca de 2,5 bilhões de fãs. A popularidade massiva do esporte está concentrada em países que formaram o antigo Império Britânico, com destaque absoluto para a Índia, Paquistão, Austrália e Reino Unido. Na Índia, o críquete é quase uma religião, e os jogadores são tratados como divindades.

A introdução de formatos mais curtos e dinâmicos, como o Twenty20 (T20), revolucionou o esporte, tornando-o mais atraente para as transmissões de TV e para o público jovem. O crescimento econômico dos países do sul da Ásia garante que o críquete continue expandindo sua influência financeira e tecnológica no esporte mundial.

 

3. Hóquei sobre a grama

Com aproximadamente 2 bilhões de seguidores, o hóquei sobre a grama é extremamente popular na Europa, África, Ásia e Austrália. Embora no Brasil não tenha o mesmo apelo, em países como Holanda, Alemanha e Argentina, ele possui ligas profissionais fortes e uma base de praticantes muito ativa.

O esporte exige alta capacidade cardiovascular, agilidade e coordenação, sendo uma das modalidades mais completas do ponto de vista físico. Sua versão olímpica é um dos eventos mais assistidos, e a paridade competitiva entre seleções masculinas e femininas ajuda a manter o engajamento de um público diversificado ao redor do globo.

 

4. Tênis

O tênis conta com cerca de 1 bilhão de fãs em todo o mundo. É um dos poucos esportes individuais que conseguem manter uma audiência massiva durante todo o ano, graças ao circuito da ATP e da WTA, culminando nos quatro torneios do Grand Slam (Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open).

Diferente de esportes coletivos, o tênis foca na narrativa do herói individual, o que facilita a criação de ídolos globais. É um esporte que exige resiliência mental e preparo físico de elite. Além disso, o tênis é uma modalidade muito popular entre praticantes amadores que buscam longevidade e saúde cardiovascular.

 

5. Voleibol

Com 900 milhões de seguidores, o voleibol é um dos esportes mais praticados em escolas e clubes sociais em todo o mundo. A modalidade, tanto na quadra quanto na praia, possui uma distribuição de fãs muito equilibrada entre os continentes. Países como Brasil, Polônia, Rússia e Estados Unidos são potências mundiais que alimentam essa popularidade.

A dinâmica rápida do jogo, onde a bola não pode tocar o chão, cria um espetáculo visual que agrada ao público jovem. O vôlei de praia, em particular, tornou-se um dos símbolos do estilo de vida saudável e solar, atraindo grandes patrocínios e audiências recordes durante os Jogos Olímpicos.

 

6. Tênis de mesa

Embora muitos o vejam como um hobby de lazer, o tênis de mesa é um esporte de elite com 875 milhões de seguidores. A sua base principal está na China, onde é o esporte nacional e praticado por centenas de milhões de pessoas. A velocidade de reação exigida pelos jogadores profissionais é impressionante, atingindo níveis de reflexo que poucos outros atletas conseguem igualar.

A expansão do esporte para outros países asiáticos e europeus consolidou sua posição no ranking. Por exigir pouco espaço e equipamento, é uma das modalidades mais inclusivas do mundo, permitindo a prática em qualquer idade ou classe social.

 

7. Basquete

O basquete possui cerca de 825 milhões de fãs e é o esporte que mais cresce em termos de "lifestyle". A NBA (National Basketball Association) dos Estados Unidos é a principal vitrine, transformando jogadores em ícones da moda, música e comportamento. A influência do basquete vai muito além das quadras, ditando tendências no mercado de calçados e roupas esportivas.

Além dos EUA, o basquete é extremamente forte na China e na Europa (especialmente na Espanha e Lituânia). No Brasil, o NBB tem crescido em audiência e profissionalismo, atraindo cada vez mais jovens que buscam um esporte dinâmico e de alta pontuação.

 

8. Beisebol

Com 500 milhões de seguidores, o beisebol mantém sua força principalmente nos Estados Unidos, Japão, Cuba e Coreia do Sul. Embora seja um esporte com regras complexas para iniciantes, sua tradição estatística e histórica cria uma base de fãs extremamente fiel e dedicada.

No Japão, o beisebol é o esporte número um em audiência, superando o futebol. A World Baseball Classic tem ajudado a globalizar a modalidade, mostrando que o esporte tem potencial de expansão para além de suas fronteiras tradicionais, especialmente na América Central.

 

9. Rugby

O rugby conta com aproximadamente 475 milhões de fãs. Dividido principalmente entre as modalidades Rugby Union e Rugby League, o esporte é um pilar cultural na Nova Zelândia, África do Sul, Reino Unido, França e Austrália. A Copa do Mundo de Rugby é um dos maiores eventos esportivos do planeta em termos de venda de ingressos.

O esporte é conhecido por seus valores éticos, como o respeito absoluto ao árbitro e o "terceiro tempo" (momento de confraternização entre adversários após o jogo). No Brasil, o rugby vem ganhando espaço nas universidades e projetos sociais, destacando-se pela inclusão e disciplina.

 

10. Futebol Americano (NFL)

Fechando a lista com cerca de 400 milhões de seguidores, o futebol americano deve sua posição quase inteiramente ao mercado dos Estados Unidos. No entanto, a estratégia de expansão da NFL com jogos em Londres, Alemanha e Brasil tem internacionalizado a marca de forma agressiva.

O Super Bowl é o maior evento de publicidade do mundo e atrai audiências globais interessadas não apenas no jogo, mas no show de entretenimento que o cerca. É um esporte que combina estratégia militar com força física extrema, cativando o público pela complexidade tática e pelo espetáculo visual.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/os-10-esportes-mais-populares-do-mundo-conheca-o-ranking,06ba0687f9d5ac541f2e4126cf988486gyfaarz9.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Sport Life