sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Doenças cardiovasculares: principais riscos e como prevenir


Doenças cardiovasculares crescem entre jovens e mostram que saúde não é só estética. Veja o que ameaça o coração na juventude e como prevenir.

 

Doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo, com 17,9 milhões de óbitos anuais, segundo a OMS. Mesmo em jovens, fatores como estresse, má alimentação e sedentarismo aumentam os riscos. A prevenção exige hábitos sustentáveis: sono de qualidade, alimentação balanceada, controle do estresse, atividade física equilibrada e acompanhamento médico.

 

Nunca houve tanta informação sobre saúde, bem-estar e longevidade. No entanto, doenças cardiovasculares continuam sendo a principal causa de morte no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são responsáveis por aproximadamente 17,9 milhões de mortes todos os anos, representando cerca de 32% dos óbitos globais.

 

Entre os principais eventos estão o infarto e o acidente vascular cerebral (AVC). Isso significa que o coração não para de ser cobrado, mesmo quando você se sente bem. Além disso, o cenário revela uma mudança importante na forma como a sociedade entende saúde.

 

O coração que você vê X o coração que você sente

"Nós vivemos uma era em que as pessoas estão cada vez mais preocupadas com o corpo, mas nem sempre com a saúde cardiovascular de forma integral. Ter músculos, baixa gordura corporal ou conseguir completar uma prova esportiva são conquistas importantes, mas não eliminam fatores de risco que podem permanecer silenciosos por anos", diz Fernanda Weiler, cardiologista do Hospital Sírio-Libanês de Brasília.

Isso significa que o coração não responde só ao que aparece no espelho. Ele responde ao conjunto da rotina. Por isso, estética não é sinônimo de saúde.

 

O coração jovem sob pressão

O aumento de eventos cardiovasculares em adultos mais jovens está relacionado a uma combinação de fatores da rotina contemporânea. Segundo a Dra. Fernanda, esses fatores incluem níveis elevados de estresse, sono insuficiente, alimentação baseada em ultraprocessados, consumo excessivo de álcool, sedentarismo fora dos momentos de treino e doenças como hipertensão, diabetes e colesterol elevado.

Dados da American Heart Association (AHA) apontam que fatores de risco cardiovasculares têm apresentado crescimento entre adultos mais jovens. Portanto, a prevenção precisa começar antes dos primeiros sinais.

Além disso, a falsa sensação de proteção causada pelo treino pesa na conta. "O exercício físico é uma das ferramentas mais poderosas para proteger o coração, mas ele não consegue compensar sozinho uma rotina desequilibrada", explica a cardiologista.

 

O coração que você treina X o coração que você descansa

O uso de suplementos e estimulantes para melhorar a performance também preocupa. Alguns produtos podem ter indicação adequada, mas o consumo sem avaliação individualizada pode representar riscos para pessoas com predisposição a alterações de pressão arterial ou ritmo cardíaco.

Outro ponto de atenção é a falsa tranquilidade causada por exames pontuais. Segundo Dra. Fernanda, a avaliação cardiovascular não deve se limitar a um resultado isolado. Ela deve considerar histórico familiar, idade, hábitos de vida, pressão arterial, colesterol, glicemia e outros fatores que compõem o risco individual.

No Brasil, as doenças cardiovasculares permanecem entre as principais causas de mortalidade. Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) reforçam a importância da prevenção e do controle dos fatores modificáveis para reduzir a ocorrência de infartos e AVCs.

 

O coração pede rotina, não só treino

"O coração não sabe quantos quilômetros você correu ou quantas horas passou na academia. Ele responde ao conjunto da sua rotina. A verdadeira prevenção cardiovascular acontece quando entendemos que saúde não é apenas aquilo que aparece no espelho, mas aquilo que conseguimos sustentar ao longo da vida", finaliza Dra. Fernanda.

Isso significa que o coração valoriza sono de qualidade, alimentação equilibrada, controle do estresse e acompanhamento médico. Ele também valoriza constância e não apenas picos de intensidade.

 

6 sinais de alerta

Dra. Fernanda indica 6 sinais de que sua saúde cardiovascular merece mais atenção:

 

Você treina regularmente, mas dorme pouco ou acorda frequentemente cansado.

Você faz exames de rotina, mas nunca avaliou seu risco cardiovascular de forma personalizada.

Você utiliza suplementos, pré-treinos ou estimulantes sem acompanhamento médico.

Você considera o estresse constante uma parte "normal" da vida.

Existe histórico familiar de infarto, AVC ou morte súbita.

Você acredita que estar em forma elimina a possibilidade de desenvolver doenças cardiovasculares.

Esses sinais mostram que o coração pode estar sobrecarregado, mesmo que você se sinta bem. Por isso, não normalize cansaço extremo, estresse crônico e falta de avaliação.

 

O coração jovem: como prevenir de verdade

A prevenção real começa com ajustes simples e sustentáveis. Se você quer proteger o coração, vale prestar atenção em:

 

Sono com qualidade e regularidade.

Alimentação com menos ultraprocessados e mais comida de verdade.

Controle do estresse com pausas reais e não apenas no fim de semana.

Acompanhamento médico com avaliação de risco cardiovascular.

Uso de suplementos e estimulantes com orientação profissional.

Atividade física consistente, mas sem virar punição.

Além disso, evite normalizar hábitos como excesso de álcool, noites mal dormidas e dieta ruim só porque você treina. O coração não separa o treino do resto da vida.

 

O coração que você quer ter aos 40, 50 e 60

A saúde cardiovascular não é um projeto de curto prazo. Ela é construída ao longo dos anos. Portanto, o que você faz hoje afeta o coração que você vai ter no futuro.

Se você se encaixa no perfil de jovem saudável, mas dorme mal, estressa muito e come mal, o risco existe. Por outro lado, se você ajusta a rotina, o ganho aparece em qualidade de vida.

No fim, o coração é o órgão que mais agradece consistência. E ele não pede perfeição, mas coerência.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/doencas-cardiovasculares-principais-riscos-e-como-prevenir,5cf2fcf27ec6d47555668bec4daf6d63qklbfzjz.html?utm_source=clipboard - Foto: sasirin pamai's Images

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Uso excessivo de descongestionantes no inverno pode causar riscos ao coração


O uso desses produtos aumenta nos dias frios, mas a automedicação e o consumo prolongado podem favorecer pressão alta, palpitações e dependência.

 

No inverno, o uso de descongestionantes nasais cresce devido ao aumento de resfriados e alergias. Apesar do alívio imediato, o uso excessivo pode trazer riscos cardiovasculares, como pressão alta e palpitação, especialmente em pessoas vulneráveis. A automedicação também pode levar à dependência. Especialistas recomendam uso consciente e acompanhamento médico em casos recorrentes ou dependentes.

 

Sabe aquele frasco de descongestionantes que fica na bolsa, no carro ou ao lado da cama? No inverno, ele costuma virar um "socorro" para quem enfrenta nariz entupido, rinite ou resfriado. O problema é que o alívio rápido pode esconder riscos importantes para a saúde cardiovascular.

 

Com a queda das temperaturas, aumentam os casos de rinite, alergias respiratórias e resfriados. Como consequência, também cresce o uso de descongestionantes vendidos sem prescrição médica.

 

Embora esses medicamentos possam facilitar a respiração por um período curto, o uso frequente ou prolongado exige atenção. Em algumas pessoas, principalmente aquelas com problemas cardíacos, a utilização indiscriminada pode elevar a pressão arterial, acelerar os batimentos e provocar palpitações.

 

Uso de descongestionantes aumentam no inverno

Os descongestionantes nasais funcionam por meio da contração dos vasos sanguíneos da região do nariz. Esse mecanismo reduz o inchaço da mucosa e abre espaço para a passagem do ar.

É justamente essa ação que proporciona a sensação de melhora quase imediata. Porém, o efeito não fica necessariamente restrito ao nariz. Parte da substância pode provocar alterações em outras regiões do organismo, incluindo o sistema cardiovascular.

"Os descongestionantes nasais promovem a contração dos vasos sanguíneos para reduzir o inchaço da mucosa e facilitar a passagem do ar. No entanto, esse efeito não ocorre apenas no nariz", explica o Dr. Daniel Terrível, cardiologista, diretor social e gerente médico dos ambulatórios Trasmontano.

 

Riscos ao coração

Segundo o especialista, pessoas com hipertensão, insuficiência cardíaca, arritmias ou outros fatores de risco cardiovasculares precisam ter cuidado redobrado. Nesses casos, os descongestionantes podem aumentar a pressão arterial, elevar a frequência cardíaca e favorecer episódios de palpitação.

O alerta ganha força porque muitos consumidores não consideram esses produtos medicamentos que exigem cautela. Como são facilmente encontrados em farmácias e costumam produzir uma resposta rápida, eles podem ser usados várias vezes ao dia e por mais tempo do que o recomendado.

 

Descongestionantes e os riscos da automedicação

Dados de um estudo realizado pela Faculdade de Medicina de Campos mostram que 75% das pessoas utilizam descongestionantes nasais e que 63% recorrem à automedicação.

A pesquisa também identificou que 23% dos participantes apresentavam dependência ativa desses produtos. Entre essas pessoas, houve maior prevalência de efeitos como hipertensão arterial e taquicardia.

Na prática, isso significa que os descongestionantes podem deixar de ser uma solução pontual e se transformar em um hábito difícil de interromper. O usuário aplica o produto ao perceber qualquer dificuldade para respirar, mesmo quando a causa do sintoma não foi investigada.

Esse ciclo pode começar com uma obstrução nasal provocada por resfriado ou alergia. Depois de alguns dias de uso, o nariz pode voltar a entupir assim que o efeito passa, levando a pessoa a reaplicar o medicamento. Com o tempo, a sensação de dependência se intensifica.

Além disso, o aumento da frequência cardíaca pode ser percebido como coração acelerado, tremores ou ansiedade. Em pessoas mais vulneráveis, os descongestionantes podem contribuir para descompensações cardiovasculares.

Por isso, sintomas como dor no peito, falta de ar intensa, desmaio, palpitações persistentes ou pressão muito elevada devem ser avaliados rapidamente por um serviço de saúde. A recomendação é não tentar controlar esses sinais apenas com a repetição do medicamento.

 

Descongestionantes nasais exigem uso consciente

Quem apresenta obstrução nasal recorrente deve investigar a origem do problema em vez de recorrer continuamente aos descongestionantes. Rinite alérgica, sinusite, exposição à poeira, mofo, fumaça e baixa umidade do ar são algumas situações que podem manter o nariz congestionado.

A lavagem nasal com solução salina pode ajudar a remover secreções e partículas irritantes. A hidratação adequada e o controle de fatores ambientais também são medidas úteis para reduzir o desconforto.

No caso de alergias, o tratamento deve ser orientado por um profissional. Dependendo da causa, podem ser indicados medicamentos específicos, medidas de controle do ambiente ou outras estratégias que não envolvam o uso contínuo de descongestionantes.

 

Também é importante observar a frequência de aplicação. Usar o produto várias vezes por dia, carregar frascos em diferentes locais ou sentir dificuldade para ficar sem ele são sinais de que o hábito precisa ser discutido com um médico.

 

Já sou dependente dos descongestionantes. E agora?

Nos casos em que já existe dependência, a interrupção deve ocorrer com acompanhamento profissional. A suspensão pode fazer parte de um plano gradual ou de uma estratégia definida de acordo com o quadro de cada pessoa.

"Muitas pessoas mantêm um frasco na bolsa, no carro ou ao lado da cama e passam a utilizar o produto automaticamente diante de qualquer desconforto. Identificar esse comportamento e estabelecer um plano para abandoná-lo é fundamental para reduzir a dependência e evitar a exposição contínua aos efeitos sistêmicos da medicação", afirma o cardiologista.

Os descongestionantes podem ser eficazes para o alívio temporário da congestão, mas não devem ser encarados como solução permanente. O uso sem orientação pode mascarar doenças respiratórias e aumentar a exposição a efeitos que atingem o coração.

Antes de recorrer novamente ao frasco, vale observar há quanto tempo o sintoma persiste, quantas vezes o medicamento tem sido utilizado e se há histórico de pressão alta ou doença cardíaca. Em caso de dúvida, a melhor escolha é buscar orientação médica ou farmacêutica.

No inverno, cuidar do nariz também significa proteger o coração. Descongestionantes devem ser usados com responsabilidade, pelo menor tempo possível e sempre de acordo com as orientações da bula e de um profissional de saúde.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/uso-excessivo-de-descongestionantes-no-inverno-pode-causar-riscos-ao-coracao,7390008ecdceee91e5884235eaa012b8ar5y9ika.html?utm_source=clipboard - Foto: Alliance Images

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Dicas práticas para manter seu cachorro sempre cheiroso e saudável


Descubra dicas valiosas e rotinas de higiene para manter o seu amigo de quatro patas sempre limpinho

 

O mau cheiro dos cães pode ser evitado com cuidados básicos, como banho adequado, secagem completa, escovação regular e higiene bucal. Além disso, é importante limpar a caminha e acessórios para manter o ambiente perfumado. Essas práticas simples garantem um pet mais saudável e uma convivência mais agradável.

 

Todo tutor ama abraçar o seu cachorro bem apertado todos os dias da semana. Porém, o mau cheiro pode afastar os carinhos e indicar problemas na higiene diária.

 

O odor forte é muito comum, mas pode ser resolvido com atitudes bastante simples. Vamos aprender como manter o seu fiel companheiro sempre cheiroso e muito bem cuidado.

 

A importância do banho na frequência correta

O banho é o primeiro passo para garantir a limpeza profunda do seu animal. Use sempre um shampoo próprio para cães que seja adequado ao tipo de pelagem.

 

Não exagere na dose de banhos para não remover a proteção natural da pele. Consultar um veterinário de confiança ajuda a definir a rotina ideal para o pet.

 

Secagem completa é o grande segredo

Muitos tutores esquecem que a secagem perfeita é fundamental para evitar fungos e bactérias. Um cachorro úmido desenvolve um cheiro muito forte rapidamente, mesmo após um bom banho.

 

Use toalhas limpas e finalize o processo com um secador em temperatura bem morna. Garanta que a raiz dos pelos esteja completamente seca para evitar problemas de pele.

 

Escovação diária e higiene bucal constante

Escovar os pelos diariamente ajuda a remover a sujeira acumulada e os fios mortos. Esse hábito maravilhoso também espalha a oleosidade natural e deixa a pelagem muito brilhante.

 

Não podemos esquecer da saúde bucal, pois o tártaro causa um hálito muito ruim. Existem pastas de dente específicas para cães que facilitam bastante essa rotina de limpeza.

 

Limpeza profunda do ambiente e dos acessórios

O cheiro do cachorro também fica impregnado na caminha e nos brinquedos de borracha. Lavar todos os itens do seu pet regularmente é essencial para manter a casa perfumada.

 

Use produtos de limpeza adequados para evitar alergias indesejadas no seu animal de estimação. Com essas dicas simples, a sua convivência diária será muito mais cheirosa e feliz.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/dicas-praticas-para-manter-seu-cachorro-sempre-cheiroso-e-saudavel,be1921fd452988cf9130e463f45c46f5noxo4l6r.html?utm_source=clipboard - Por: Gabriela Bita / Licenciado de Alto Astral - Foto: Shutterstock / Alto Astral

terça-feira, 11 de agosto de 2026

Colesterol alto: entenda as causas e os riscos para a saúde do coração


Manter hábitos saudáveis e realizar exames periódicos é fundamental para prevenir complicações cardiovasculares

 

O colesterol é uma substância essencial para o funcionamento do organismo, mas seu desequilíbrio representa um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. O aumento do LDL, conhecido como "colesterol ruim", favorece o acúmulo de gordura nas artérias e pode permanecer silencioso durante anos, elevando as chances de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

 

Celebrado em 8 de agosto, o Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol reforça a importância do diagnóstico precoce e da adoção de hábitos saudáveis. Embora a alimentação tenha papel importante, fatores como genética, metabolismo, sedentarismo e doenças associadas também influenciam os níveis de colesterol.

 

Nem todo colesterol faz mal

Muitas pessoas acreditam que todo colesterol deve ser eliminado, mas isso não é verdade. O organismo precisa dessa substância para produzir hormônios, vitamina D e formar as membranas das células. O problema está no desequilíbrio entre suas diferentes frações.

 

"O colesterol é indispensável para a nossa saúde. O problema não é a sua existência, mas o desequilíbrio entre suas frações. O LDL favorece o acúmulo de gordura nas paredes das artérias quando está elevado. Já o HDL ajuda a remover parte desse excesso e transportá-lo de volta ao fígado para ser eliminado. O equilíbrio entre eles é um dos principais pilares da saúde cardiovascular", destaca a endocrinologista Dra. Maria Letícia Murba.

 

Mas atenção: ter um HDL elevado não é suficiente para compensar um LDL alto. "O HDL tem uma função protetora, mas hoje sabemos que não basta apenas ter um HDL elevado. O principal objetivo da prevenção cardiovascular é controlar o LDL de acordo com o risco individual de cada paciente", diz o cardiologista Dr. Carlo Bonasso Filho.

 

Não espere os sintomas aparecerem

Uma das principais características do colesterol elevado é justamente a ausência de sintomas. Muitas pessoas convivem durante anos com alterações importantes sem perceber, descobrindo o problema apenas após um infarto ou AVC.  

 

"O colesterol elevado não costuma causar sintomas. Muitas vezes, o primeiro sinal de que existe um problema pode ser um evento grave, como um infarto ou um acidente vascular cerebral. Por isso, o acompanhamento periódico é fundamental para identificar alterações antes que elas tragam consequências", diz o cardiologista Dr. Vitor de Holanda.

 

Causas do colesterol elevado

O colesterol alto pode ser causado por uma combinação de fatores relacionados ao estilo de vida, à genética e a algumas condições de saúde. Uma alimentação rica em gorduras saturadas e trans, presente em alimentos ultraprocessados, frituras e carnes gordurosas, é uma das principais causas. Além disso, sedentarismo, excesso de peso, tabagismo e consumo excessivo de bebidas alcoólicas também favorecem o aumento do colesterol.

 

Além disso, algumas pessoas apresentam alterações genéticas que elevam o LDL desde a infância, aumentando o risco de doenças cardiovasculares precoces. "A hipercolesterolemia familiar é um exemplo de condição genética em que o paciente apresenta níveis elevados de LDL desde cedo. Muitas vezes, a pessoa não sabe que possui essa alteração e só descobre após um evento cardiovascular ou durante uma investigação médica", destaca o cardiologista Dr. Daniel Petlik.

 

O colesterol elevado frequentemente também está associado a outras alterações metabólicas, como obesidade, diabetes, resistência à insulina e gordura no fígado. Por isso, o tratamento deve considerar o organismo de forma integrada. "O fígado é um órgão central no metabolismo. Quando existe acúmulo de gordura hepática, isso pode ser um sinal de que o organismo está enfrentando um desequilíbrio metabólico que também pode impactar o risco cardiovascular", explica o Dr. Vitor de Holanda.

 

Hábitos saudáveis para controlar o colesterol alto

As metas de colesterol variam conforme a idade, o histórico familiar e a presença de doenças como diabetes, hipertensão ou eventos cardiovasculares prévios. Por isso, a avaliação médica individualizada é indispensável. "Nem todas as pessoas terão a mesma meta de colesterol. Um paciente que já teve um infarto ou possui doença cardiovascular estabelecida precisa de um controle mais rigoroso do LDL do que uma pessoa sem esses fatores de risco", diz o Dr. Daniel Petlik.

 

Embora algumas pessoas necessitem de medicamentos, mudanças no estilo de vida continuam sendo fundamentais para controlar o colesterol e reduzir o risco cardiovascular. "Não existe um alimento ou suplemento capaz de compensar hábitos inadequados. O controle do colesterol depende de uma combinação entre alimentação balanceada, atividade física, controle do peso, sono adequado e acompanhamento médico quando necessário", conta a Dra. Maria Letícia Murba.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/colesterol-alto-entenda-as-causas-e-os-riscos-para-a-saude-do-coracao,96e94c1487881ff3af2aeece40b1f0ea0mjvip6n.html?utm_source=clipboard - Por Sarah Carvalho - Foto: SewCreamStudio | Shutterstock / Portal EdiCase

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

5 exercícios simples para emagrecer em casa sem equipamentos


Com exercícios simples e consistência, é possível aumentar o gasto calórico e melhorar o condicionamento físico sem sair de casa

 

Emagrecer em casa é possível com exercícios simples e sem equipamentos. Combinar polichinelos, agachamentos, flexões, corrida parada e prancha pode aumentar o gasto calórico, fortalecer músculos e melhorar o condicionamento. Aliado a uma alimentação equilibrada, esse treino eficiente contribui para resultados mais duradouros e para manter a saúde.

 

Muita gente acredita que emagrecer depende de uma academia ou de equipamentos sofisticados. Mas isso não é verdade.

 

Com um espaço pequeno, o peso do próprio corpo e alguns minutos por dia, já é possível criar uma rotina eficiente para aumentar o gasto de calorias.

 

É claro que a perda de peso depende de um conjunto de fatores, principalmente de uma alimentação equilibrada e de um déficit calórico.

 

Ainda assim, praticar exercícios regularmente ajuda a acelerar os resultados, preservar a massa muscular e melhorar a saúde.

 

Conheça cinco exercícios simples que podem ser feitos em casa.

 

1. Polichinelos

O polichinelo é um dos exercícios aeróbicos mais completos para quem deseja emagrecer.

Ele eleva rapidamente a frequência cardíaca, melhora o condicionamento físico e aumenta o gasto energético.

Para executar corretamente, fique em pé, com os pés unidos e os braços ao lado do corpo. Em seguida, salte afastando as pernas enquanto leva os braços acima da cabeça. Depois, volte à posição inicial.

Comece com séries de 30 a 60 segundos.

 

2. Agachamento

O agachamento trabalha pernas, glúteos e abdômen ao mesmo tempo.

Como envolve grandes grupos musculares, também contribui para aumentar o gasto calórico durante o treino.

Mantenha os pés alinhados à largura dos ombros, empurre o quadril para trás e dobre os joelhos como se fosse sentar em uma cadeira. Depois, retorne lentamente.

Faça entre 10 e 15 repetições por série.

 

3. Flexão de braço

A flexão fortalece peito, ombros, tríceps e músculos do core.

Quem está começando pode fazer o exercício com os joelhos apoiados no chão, reduzindo a intensidade.

O importante é manter o corpo alinhado durante todo o movimento e evitar deixar o quadril cair.

Inicie com oito a 12 repetições.

 

4. Corrida parada com elevação dos joelhos

Esse exercício é excelente para quem quer aumentar o condicionamento cardiovascular sem sair de casa.

Corra no mesmo lugar elevando os joelhos o máximo que conseguir, mantendo os braços em movimento.

A atividade acelera os batimentos cardíacos e ajuda a aumentar o gasto calórico em poucos minutos.

Faça de 30 segundos a um minuto e descanse antes da próxima série.

 

5. Prancha

Apesar de ser um exercício estático, a prancha fortalece o abdômen, a lombar, os ombros e melhora a estabilidade corporal.

Apoie os antebraços e a ponta dos pés no chão, mantendo o corpo reto da cabeça aos calcanhares.

Evite levantar ou abaixar demais o quadril.

Segure a posição entre 20 e 60 segundos, conforme seu condicionamento.

 

Como montar um treino em casa?

Uma forma simples de organizar a rotina é combinar os cinco exercícios em circuito.

 

Faça um exercício após o outro, descansando apenas entre as voltas.

 

Um exemplo é:

45 segundos de polichinelos.

15 agachamentos.

10 flexões de braço.

45 segundos de corrida parada.

30 segundos de prancha.

Repita o circuito de três a cinco vezes, conforme seu nível de preparo físico.

 

O exercício sozinho emagrece?

Os exercícios ajudam a aumentar o gasto calórico, melhorar o metabolismo e preservar a massa muscular.

No entanto, a perda de peso acontece principalmente quando existe um déficit calórico, ou seja, quando o organismo gasta mais energia do que consome.

Por isso, combinar atividade física com uma alimentação equilibrada costuma trazer resultados mais consistentes e duradouros.

 

A consistência faz a diferença

Não é necessário treinar por horas todos os dias para começar a colher benefícios.

Manter uma rotina regular, respeitar os limites do corpo e aumentar a intensidade aos poucos são atitudes que fazem diferença no processo de emagrecimento.

Mesmo sem academia, é possível melhorar o condicionamento físico, fortalecer os músculos e cuidar da saúde com exercícios simples, acessíveis e que cabem na rotina.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/5-exercicios-simples-para-emagrecer-em-casa-sem-equipamentos,c5cf9be429211cc79579c8ba7eafe8a8m3k74bdi.html?utm_source=clipboard - Por: Maria Eduarda Vieira / Licenciado de Sport Life - Foto: Shutterstock / Sport Life