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quinta-feira, 21 de maio de 2026

Saúde da mulher em foco: os exames indispensáveis para prevenir doenças e garantir qualidade de vida


Em diferentes fases da vida, o corpo feminino passa por ciclos hormonais e biológicos que modificam riscos e necessidades de saúde.

 

Em diferentes fases da vida, o corpo feminino passa por ciclos hormonais e biológicos que modificam riscos e necessidades de saúde. Por isso, o check-up integral da mulher precisa ir muito além do famoso Papanicolau. As mulheres devem incorporar exames laboratoriais, de imagem e rastreios clínicos específicos em cada etapa. Esse cuidado começa na juventude e segue até a pós-menopausa. Estudos recentes e diretrizes de sociedades médicas brasileiras e internacionais reforçam essa importância. Elas mostram que identificar alterações de forma precoce impacta diretamente a longevidade e a qualidade de vida.

 

Ao longo das décadas, mudanças no padrão reprodutivo, no estilo de vida e na expectativa de vida alteraram o perfil das doenças que mais afetam as mulheres. Hoje, condições como doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade, cânceres ginecológicos, osteoporose e transtornos da tireoide dividem espaço com as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e questões de saúde mental. Diante desse cenário, a avaliação periódica ganha relevância e se torna uma ferramenta estratégica de prevenção. Além disso, esse acompanhamento contínuo permite ajustes rápidos nas condutas de tratamento e nos hábitos de vida.

 

Saúde da mulher em foco: os exames indispensáveis para prevenir doenças e garantir qualidade de vida

O chamado check-up feminino não representa um pacote fixo e igual para todas. Em vez disso, profissionais de saúde montam um conjunto de avaliações personalizadas conforme idade, histórico familiar, uso de medicamentos, hábitos e presença de sintomas. Diretrizes de entidades como a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e Organização Mundial da Saúde orientam essa personalização. Elas indicam que a prevenção deve combinar rastreios ginecológicos, exames cardiometabólicos, avaliação óssea e exames de imagem. Além disso, os médicos ajustam a frequência desses exames ao perfil de risco de cada mulher.

 

Nesse contexto, o Papanicolau segue como exame essencial para rastrear lesões precursoras de câncer do colo do útero. No entanto, as mulheres não devem entendê‑lo como sinônimo de check-up. A investigação de pressão arterial, colesterol, glicemia, hormônios e densidade óssea, entre outros, determina grande parte da prevenção. Esses exames reduzem o impacto de doenças crônicas que se manifestam de forma silenciosa, principalmente a partir dos 40 anos. Assim, o check-up integral fortalece a prevenção e melhora a detecção precoce.

 

 

Quais exames são prioritários na juventude e na fase reprodutiva?

Na adolescência e nos primeiros anos da fase adulta, o foco do check-up integral da mulher consiste em estabelecer um "marco zero" de saúde. Além disso, os profissionais orientam a prevenção de ISTs, gravidez não planejada e alterações metabólicas. A partir do início da vida sexual, diretrizes recomendam consulta ginecológica anual. Nessa consulta, o médico realiza avaliação clínica, oferece orientação contraceptiva e indica rastreios específicos. Esses rastreios consideram o comportamento sexual e a presença de fatores de risco.

 

Entre os principais exames indicados para mulheres jovens e na fase reprodutiva, destacam-se:

 

Papanicolau (citologia oncótica cervical): diretrizes geralmente recomendam o exame entre 25 e 64 anos. O intervalo depende do resultado anterior e das normas nacionais vigentes.

Pesquisa de ISTs (HIV, sífilis, hepatites virais e, quando indicado, clamídia e gonorreia), sobretudo em caso de múltiplos parceiros ou ausência de preservativo. Além disso, o médico pode orientar testes rápidos em serviços públicos.

Exames laboratoriais básicos: hemograma, glicemia de jejum, perfil lipídico (colesterol total e frações, triglicerídeos) e função tireoidiana. O profissional solicita a avaliação da tireoide conforme os sintomas ou o histórico familiar.

Exames de imagem ginecológicos: ultrassonografia pélvica ou transvaginal ajuda a investigar cólicas intensas e irregularidades menstruais. O médico também utiliza esses exames diante de suspeita de miomas, cistos ovarianos ou para acompanhar métodos contraceptivos específicos.

Avaliação vacinal, incluindo vacinação contra HPV, hepatite B e outras doenças imunopreveníveis previstas no calendário nacional. Em muitos casos, o profissional atualiza esquemas atrasados.

 

Nessa fase, os médicos costumam investigar anemia, síndrome dos ovários policísticos, distúrbios menstruais e alterações de peso. Sociedades médicas também alertam para a importância do rastreio de sinais precoces de transtornos de ansiedade, depressão e distúrbios alimentares. Dessa forma, o cuidado ginecológico se integra à saúde mental e fortalece o suporte global à jovem.

 

Check-up feminino após os 40: como proteger o coração, o metabolismo e as mamas?

A partir dos 40 anos, o check-up da saúde da mulher ganha novos componentes, especialmente na área cardiovascular e oncológica. Dados da SBC mostram que doenças do coração e dos vasos sanguíneos representam uma das principais causas de morte entre mulheres. Muitas vezes, esses problemas surgem com sintomas atípicos. Por isso, além de aferir pressão arterial em todas as consultas, os médicos costumam incluir exames periódicos como:

 

Perfil lipídico completo e glicemia de jejum, com frequência ajustada ao risco de diabetes e dislipidemia. Assim, o profissional consegue intervir antes do surgimento de complicações.

Hemoglobina glicada, quando existe suspeita ou diagnóstico de diabetes. Esse exame avalia o controle glicêmico nos últimos meses.

Função renal e hepática, sobretudo em mulheres que utilizam medicamentos contínuos ou apresentam hipertensão e diabetes. Esses exames ajudam a monitorar possíveis efeitos colaterais.

ECG (eletrocardiograma) e, em determinados casos, teste ergométrico ou outros exames de imagem cardíaca, conforme orientação cardiológica. Em mulheres com sintomas ou alto risco, o médico amplia essa investigação.

 

Entre os 40 e o início do climatério, os profissionais também intensificam a vigilância sobre:

 

Pressão arterial - o médico mede em todas as consultas e observa tendências de aumento.

Peso, circunferência abdominal e índice de massa corporal - esses parâmetros ajudam a monitorar obesidade e risco metabólico. Além disso, orientam mudanças de estilo de vida.

Função tireoidiana - alterações da tireoide ocorrem com maior frequência no sexo feminino, sobretudo após os 35-40 anos. A detecção precoce reduz impactos no metabolismo e no humor.

Rastreamento de câncer colorretal, geralmente a partir dos 45-50 anos, por colonoscopia ou exames alternativos, seguindo orientações atualizadas. Em famílias com histórico da doença, o início do rastreio costuma ocorrer mais cedo.

Climatério e pós-menopausa: quais exames não podem faltar para preservar a longevidade?

Com a chegada do climatério e da pós-menopausa, o corpo feminino passa por queda acentuada de estrogênio. Essa mudança influencia de forma direta a saúde óssea, cardiovascular, urogenital e metabólica. Nessa fase, o check-up integral da mulher tende a se tornar ainda mais abrangente. Os profissionais avaliam com atenção os efeitos do envelhecimento e das mudanças hormonais sobre o organismo.

 

Entre os exames amplamente recomendados por diretrizes atualizadas estão:

 

Densitometria óssea: esse exame rastreia osteopenia e osteoporose. Diretrizes geralmente indicam o início a partir dos 65 anos. Contudo, mulheres com fatores de risco, como baixa massa corporal, fraturas prévias, uso prolongado de corticoides ou história familiar, podem realizar antes.

Reavaliação cardiometabólica completa: colesterol, triglicerídeos, glicemia, hemoglobina glicada e, quando necessário, exames de imagem cardíaca. Assim, o médico ajusta tratamentos e reduz o risco de eventos cardiovasculares.

Estudo da função renal e pesquisa de microalbuminúria em diabéticas ou hipertensas, para detecção precoce de nefropatia. Esse cuidado protege a função dos rins e orienta a escolha de medicamentos.

Exames ginecológicos contínuos, incluindo Papanicolau dentro da faixa etária e de acordo com a periodicidade recomendada. Além disso, o médico investiga sangramentos irregulares, corrimentos e sintomas de atrofia vaginal, que se tornam mais frequentes.

Rastreamento de câncer colorretal, mantido com a periodicidade indicada após o primeiro exame. Essa continuidade garante proteção ao longo do envelhecimento.

Nesse período, também se torna frequente a discussão sobre reposição hormonal. Esse tema exige avaliação detalhada de riscos cardiovasculares, histórico de câncer de mama, trombose e outras condições. A decisão costuma se basear em diretrizes científicas e no balanço entre riscos e benefícios. Além disso, o acompanhamento regular inclui exames laboratoriais e de imagem específicos quando necessário. Dessa forma, o tratamento se mantém seguro e individualizado.

 

Como organizar o check-up integral da mulher em cada fase da vida?

Para que o check-up feminino cumpra o papel de prevenção, especialistas destacam alguns pontos práticos. O acompanhamento com ginecologista, clínico geral ou médico de família permite planejar quais exames cada mulher deve fazer a cada ano. Esse planejamento considera não apenas a idade, mas todo o contexto de saúde individual. Além disso, o profissional avalia fatores sociais, rotina de trabalho e possibilidades de adesão.

 

Na juventude e fase reprodutiva: o foco recai sobre saúde sexual e reprodutiva, Papanicolau na faixa recomendada e rastreio de ISTs. Nesse período, o médico inclui exames de sangue básicos e reforça a orientação vacinal.

Após os 40 anos: ocorre ampliação da avaliação cardiometabólica. Nessa fase, as mulheres iniciam ou intensificam o rastreio de câncer de mama e colorretal. Além disso, elas recebem monitorização mais frequente da tireoide, do peso e da pressão arterial.

No climatério e pós-menopausa: o médico inclui densitometria óssea e reforça a vigilância cardiovascular e metabólica. As mulheres mantêm o rastreio oncológico adequado e recebem manejo dos sintomas relacionados à queda hormonal.

Em todas as etapas, o registro organizado de resultados facilita o acompanhamento periódico. O diálogo transparente com profissionais de saúde transforma dados de exames em ações concretas de cuidado. Dessa forma, a saúde da mulher em foco deixa de representar apenas um slogan e se torna uma prática contínua. Essa prática combina prevenção, detecção precoce e tratamento adequado, o que contribui para uma vida mais longa e com melhor qualidade.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/saude-da-mulher-em-foco-os-exames-indispensaveis-para-prevenir-doencas-e-garantir-qualidade-de-vida,2131546c7dbc8d56e7d3296741a5d8a12ur0o6x9.html?utm_source=clipboard - Por: Jonasmoura* *com uso de inteligência artificial / Giro 10 - depositphotos.com / Shidlovski

terça-feira, 20 de agosto de 2024

Alimentação e saúde feminina: veja o que a mulher deve comer em cada fase da vida


A alimentação é fundamental para a saúde, principalmente quando falamos da mulher. Veja o que comer em cada fase da vida

 

Quando falamos de saúde, a alimentação é um fator preponderante, não importa a idade. Para a mulher, as necessidades nutricionais mudam ao longo do tempo, e é essencial acompanhar essas mudanças para garantir um bom funcionamento do organismo.

 

Pensando nisso, a nutricionista Tatiane do Nascimento, da Segmedic, elaborou um guia para orientar as mulheres durante toda a vida, pensando em como se alimentar para nutrir o corpo – e também a mente.

 

Adolescência

Na fase da adolescência, por exemplo, o corpo passa por significativas mudanças físicas e hormonais. Por isso, a especialista explica que uma nutrição adequada é crucial para apoiar o crescimento ósseo, o desenvolvimento muscular e a regulação hormonal.

“Portanto, deve-se priorizar uma dieta rica em cálcio, ferro, proteínas de alta qualidade e ácidos graxos essenciais, que podem ajudar a estabelecer a base para um estilo de vida saudável a longo prazo”, comenta Tatiane.

 

Na TPM

No período de TPM (Tensão Pré-Menstrual), a alimentação também pode influenciar os sintomas sentidos pela mulher. De acordo com Tatiane, é recomendável reduzir a ingestão de sal para diminuir o inchaço.

Além disso, a nutricionista recomenda aumentar o consumo de alimentos ricos em magnésio (como folhas verdes e nozes, por exemplo), para melhorar o humor e as cãibras, e manter um consumo equilibrado de carboidratos complexos para regular os níveis de açúcar no sangue.

 

Fase reprodutiva

Já na fase reprodutiva, nutrientes como ácido fólico, ferro, cálcio, vitamina D e ômega-3 são essenciais.

“O ácido fólico é crucial para prevenir defeitos do tubo neural em bebês, enquanto o ferro ajuda a prevenir a anemia. Cálcio e vitamina D, por outro lado, são importantes para a saúde óssea, e os ácidos graxos ômega-3 apoiam o desenvolvimento cerebral e visual do feto”, explica Tatiane.

 

Gravidez e amamentação

Porém, quando o assunto é gravidez e amamentação, o cenário já muda. Isso porque mulheres grávidas e lactantes necessitam de mais calorias, proteínas, ácido fólico, cálcio e ferro.

“Recomendo aumentar a ingestão de frutas, vegetais, grãos integrais, proteínas magras e laticínios para atender às necessidades nutricionais aumentadas”, indica a nutricionista.

 

Menopausa

A profissional lembra que, durante o período da menopausa, diversas mudanças ocorrem no corpo das mulheres. Essas alterações metabólicas podem levar ao ganho de peso e ao aumento do risco de doenças crônicas.

 “Por isso, é importante o acompanhamento com nutricionista para elaborar um plano alimentar personalizado que inclui alimentos ricos em fitoestrógenos, equilibra os macronutrientes e promove uma alimentação rica em nutrientes para gerenciar o peso e apoiar a saúde geral”, esclarece a profissional.

 

Importante em todas as fases

Por fim, a nutricionista ressalta como a hidratação é essencial em todas as fases da vida, independentemente da idade.

“A hidratação promove a função celular adequada, melhorando a energia e a cognição e auxiliando na regulação da temperatura corporal. As necessidades podem variar com a idade, nível de atividade e condições de saúde”, finaliza a especialista.

 

Fonte: https://www.saudeemdia.com.br/noticias/alimentacao-e-saude-feminina-veja-o-que-a-mulher-deve-comer-em-cada-fase-da-vida.phtml - By Milena Vogado - Foto: Shutterstock


Ele disse a ela:” Filha, a sua fé a curou. Vá em paz e livre-se do seu sofrimento. (Marcos 5:34)


quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Exames periódicos e cuidados preventivos essenciais para reforçar a saúde da mulher


Ao falar de saúde da mulher, é quase impossível não pensar em exames de rotina e momentos de autocuidado, não é mesmo? Mas, você sabia que os exames podem mudar de acordo com cada fase da vida da mulher? A seguir, a Dra. Suzan Menasce Goldman, profissional do CURA Grupo, fala a respeito do assunto. Confira!

 

20 exames periódicos essenciais para a saúde da mulher em todas as fases da vida

Cada fase da vida tem suas características, suas mudanças, transformações e descobertas. Por isso, a mulher precisa ser avaliada de formas diferentes pelos médicos, sejam eles clínicos gerais ou especialistas. Veja abaixo os exames principais separados em alguns períodos importantes:

 

Exames importantes na puberdade

 

Hemograma: é um dos primeiros exames pedidos pelos médicos, não só para as meninas mais jovens, mas também para mulheres e homens ao longo da vida. Segundo Goldman, a realização do exame de sangue é muito importante, pois “vai mostrar se a adolescente tem, ou não, alguma doença que possa levar a um tipo de anemia. Assim, é analisado se há algum tipo de alteração sanguínea, coagulação ou alteração imunológica que seja relevante”.

Exame de fezes: também é solicitado pelos médicos sem distinção de sexo ou faixa etária. Para a especialista, “o exame de fezes retrata o momento”. Ela esclarece que a análise é solicitada para averiguar possíveis quadros no trato digestivo, como sangramentos, gordura, bactérias, protozoários e vermes, uma vez que muitas infecções são silenciosas e podem causar sérios danos à saúde.

Exame de urina: geralmente acompanhado do pedido de exame de fezes, o exame de urina também é solicitado pelos médicos sem fazer distinção de sexo ou faixa etária. Sua análise é feita objetivando identificar possíveis alterações no funcionamento dos rins e do trato urinário, além de verificar o pH da urina, glicose e proteínas.

Glicemia em jejum: esse exame visa analisar o nível de glicose no sangue e, segundo a Dra. Suzan, “ver se a adolescente tem diabetes”. Geralmente, ele é coletado com a amostra do hemograma, contudo, é solicitado ao paciente um jejum de cerca de 8 a 12 horas antes de sua realização. A profissional explica que o exame pode ser realizado durante todas as fases da vida, mas é comumente pedido para meninas mais novas para averiguar a existência ou pré-disposição para diabete tipo I.

Colesterol e triglicerídeos: você já se deparou com as letrinhas HDL, LDL e VLDL em alguns exames de sangue? Elas analisam o colesterol e triglicerídeos no organismo. O exame também pode ser realizado ao longo de toda a vida, mas quando solicitado para meninas mais jovens é para “entender como está a alimentação”, esclarece a médica. Em crianças e adolescentes, o colesterol alto, por exemplo, “não é por doença, mas por ingestão de alimentos inadequados”.

 

Exames importantes na vida adulta

 

Papanicolau: conhecido como exame de citologia, o papanicolau “é um exame que deve ser feito periodicamente depois que a mulher começa a ter relação sexual”, pontua a médica. De acordo com ela, o intuito é analisar a existência de possíveis infecções uterinas, fissuras ou lesões causadas pelo vírus do HPV, além de auxiliar na prevenção do câncer do colo do útero. Além disso, é válido pontuar que o exame deve ser realizado independentemente da orientação sexual da mulher.

Colposcopia: é geralmente feito com o papanicolau, a colposcopia é um exame ginecológico solicitado, comumente, a partir dos 30 anos. O objetivo é avaliar, com ajuda de um instrumento (colposcópio), a vagina, a vulva e o colo do útero, investigando possíveis inflamações e lesões que podem ser benignas ou malignas. “É justamente para observar a presença de verrugas ocasionadas pelo HPV e fazer a prevenção do câncer de colo de útero”, explica a médica.

Ultrassom transvaginal: assim como o papanicolau, a médica esclarece que o ultrassom transvaginal só é realizado quando a mulher é ativa sexualmente, independentemente de sua orientação sexual. Ele não é considerado um exame de rotina, pois é solicitado pela ginecologista no intuito de avaliar o útero, os ovários, a presença de cistos e/ou miomas, avaliar a ovulação e até mesmo confirmar a gravidez. “Ele oferece uma avaliação dos órgãos, tanto na anatomia quanto no diagnóstico”, afirma a profissional;

Ultrassom das mamas: segundo a Dra. Suzan, “o ultrassom de mama é considerado exame de rotina a partir dos 40 anos de mulheres que não se enquadram nos casos de alto risco para o câncer de mama. Contudo, o exame é de extrema importância, uma vez que atua na prevenção da doença. Além disso, ele pode ser solicitado para mulheres mais jovens, em casos de “queixa clínica, como endurecimento das mamas ou dores”, ressalta a médica. Ela também acrescenta que o exame deve ser realizado por mulheres transgênero que fazem terapia hormonal “se ela tiver antecedente de câncer de mama na família”.

Ultrassom de tireoide: outro exame que não costuma ser de rotina, mas que é de extrema importância para a prevenção de doenças, como o câncer de tireoide, comum em mulheres acima dos 35 anos, é o ultrassom de tireoide. A médica explica ser um exame realizado eventualmente para averiguar “hipotiroidismo e hipertiroidismo, que são quadros silenciosos”, além de observar as demais alterações na glândula, como a presença de nódulos.

 

Exames importantes antes e durante a gestação

 

Ultrassonografia pélvica: possui várias funcionalidades, pois os órgãos dessa região, entendendo sua anatomia, tamanho e anormalidades (como pólipos e miomas). Na obstetrícia, o exame é muito utilizado para fazer o acompanhamento do desenvolvimento do bebê e o seu bem-estar. Além disso, a Dra. Suzan afirma que o exame pode ser realizado em meninas na fase da menarca, tanto para avaliar os órgãos quanto no caso de “ter alguma queixa de dor pélvica, ou de alteração menstrual”.

Exame de hepatite e IST: feitos a partir de uma amostra sanguínea. Esses exames buscam investigar, antes e durante a gravidez, se a gestante possui alguma dessas doenças que são, muitas vezes, silenciosas. A médica explica que eles devem ser realizados “para que estes patógenos não infectem o bebê e causem malformação ou doenças nas crianças”.

Exame de toxoplasmose e citomegalovirose: também feitos a partir da sorologia, esses exames visam investigar a presença dos vírus na corrente sanguínea da gestante, uma vez que “quando a mulher está grávida, essas infecções, podem acometer o bebê” e causar malformação, surdez ou até mesmo atrasos na cognição.

Teste de tolerância oral à glicose: também conhecido como TTOG, esse exame tem o objetivo de analisar a predisposição à diabete ou realizar o diagnóstico da doença. Solicitado entre a 24ª e 28ª semanas de gestação ou no início da gravidez. Em casos de suspeita, ele auxilia no controle dos níveis de glicose no sangue, evitando alguns fatores de risco como parto prematuro ou malformações fetais.

Exame do cotonete: consiste na análise de uma amostra coletada da região intima da mulher, com objetivo de averiguar a presença da bactéria Streptococcus B, que pode ser passada para o bebê na hora do parto. O exame é realizado nas últimas semanas da gestação e é importante ser realizado, uma vez que a bactéria pode causar alterações renais e cardíacas na criança, além de problemas respiratórios.

 

Exames periódicos importantes após os 40 anos

 

Mamografia: a mamografia é o principal exame preventivo contra o câncer de mama. Goldman conta que “o Colégio Americano de Radiologia recomenda que o exame deva ser feito anualmente, enquanto o Ministério da Saúde solicita a cada dois anos”. Ele é feito por meio de uma radiografia, que visa averiguar a presença de lesões, nódulos e/ou assimetrias dos seios, auxiliando no diagnóstico precoce da doença.

Densitometria óssea: segundo a médica, a densitometria óssea deve ser realizada periodicamente por mulheres acima dos 40 para avaliar a perda de massa óssea, causadora da osteoporose. Além disso, a profissional explica que mulheres que estão entrando na menopausa “devem fazer a densitometria óssea para identificar se vão ter perda de massa óssea, ou se estão tendo essa perda pela redução hormonal”, evitando complicações mais graves à saúde.

Perfil hormonal: pode ser solicitado pelo médico nessa fase da vida da mulher. Isso porque é necessário averiguar as alterações hormonais deste período e até pensar na possibilidade de reposição hormonal. Além disso, a médica esclarece que esse não é um exame de rotina e que pode ser pedido em qualquer faixa etária para análise hormonal.

Colonoscopia: segundo a especialista, “este exame é realizado a partir dos 50 anos”. O objetivo é analisar a saúde do trato digestivo e a presença de possíveis lesões, pólipos, inflamações e até mesmo o câncer colorretal. Deve ser realizado a cada 5 anos, contudo, a profissional explica que “se a pessoa tem risco aumentado para câncer de intestino, é indicado fazer a partir dos 40 anos e repetir a cada 2 anos”, a depender da recomendação médica.

Exame de próstata: recomendado para mulheres transgênero a partir dos 50 anos, o exame de próstata deve ser feito anualmente no intuito de prevenir ou diagnosticar precocemente o câncer de próstata. É importante lembrar que, apesar da terapia hormonal, realizada por algumas mulheres trans, diminuir o tamanho da próstata, as alterações hormonais no organismo podem aumentar o risco de câncer, por isso é importante o manter os exames em dia.

Ter um acompanhamento médico periódico e fazer os exames necessários é fundamental para a manutenção da saúde da mulher, visando o bom funcionamento do organismo e do autoconhecimento do próprio corpo. Afinal, cuidar da saúde física também é um ato de amor!

 

10 cuidados preventivos que toda mulher deve ter para se manter saudável

Agora que você sabe quais são os exames médicos essenciais relacionados à saúde da mulher, que tal conferir também alguns cuidados básicos e preventivos para acrescentar em sua rotina? Veja abaixo:

 

1. Pratique atividade física

Nunca é demais lembrar que a atividade física faz bem para a saúde da mulher, e não é à toa que ela está em primeiro lugar na lista de recomendações. Exercitar-se faz bem para os ossos, para as articulações, para a circulação sanguínea, libera hormônios que fornecem sensação de prazer, melhora o sono e ainda fortalece o sistema imunológico.

 

2. Realize a higiene do sono

É sabido que os hábitos relacionados ao sono afetam diretamente a saúde da mulher. Dormir poucas horas por norte, não ter um sono de qualidade ou não ter uma rotina para dormir pode causar problemas cardiovasculares, desencadear diabete, depressão e uma série de outros prejuízos à saúde.

 

3. Tenha uma alimentação saudável

Assim como os exercícios físicos, a alimentação saudável auxilia na manutenção da saúde de todo o organismo. Uma alimentação equilibrada, rica em vitaminas, fibras e minerais, sem excesso de produtos industrializados/processados, auxilia no bom funcionamento do sistema nervoso, circulatório, digestivo, reprodutor, endócrino, muscular e imunológico.

 

4. Vá ao médico periodicamente

Realizar um acompanhamento médico e fazer exames quando solicitado também é um dos cuidados básicos importantes para a saúde da mulher. Segundo a Dra. Suzan, “ir ao médico rotineiramente e seguir a orientação dele, e realizar os exames que ele te indicar é fundamental”, tanto para prevenção quando para um diagnóstico precoce de alguma doença.

 

5. Beba água

Água é vital para o corpo humano e, ao contrário do que muitos pensam, não é apenas para prevenir problemas renais. A água auxilia no bom funcionamento do metabolismo, regula a temperatura corporal, auxilia na absorção de nutrientes pelo organismo, protege os órgãos e carrega oxigênio através das células. A falta dela pode causar uma série de sintomas físicos.

 

6. Tenha momentos de lazer

Buscar atividades que te tragam sensação de prazer e satisfação é ótimo para a saúde mental e física. O bem-estar proporcionado pelos momentos de lazer ajudam na diminuição dos níveis de cortisol liberados na corrente sanguínea. Isso auxilia diretamente a redução de estresse e ansiedade, causadores de várias doenças, como enxaqueca, pressão alta e até mesmo problemas cardiovasculares.

 

7. Cuide da sua saúde mental

Negligenciar sua saúde mental pode afetar sua saúde física. E assim como os momentos de lazer se fazem importantes para diminuir o estresse e a ansiedade, os cuidados com a saúde mental atuam positivamente no organismo. Para isso, busque por acompanhamento psicoterapêutico, desenvolvimento do autoconhecimento e pratique meditação.

 

8. Busque abandonar os maus hábitos

Tabagismo, alcoolismo, excesso de cafeína, má alimentação, falta de rotina… Não é de hoje que se sabe que essas coisas são prejudiciais à saúde e podem causas doenças graves. Por tanto, o abandono deles também é indispensável para a manutenção da saúde da mulher, bem como qualquer ser humano.

 

9. Estabeleça uma rotina de autocuidado

Tirar um tempo para cuidar de si, independentemente de qual seja esse cuidado, é ter um tempo para cuidar da sua saúde. O autocuidado, além de promover autoestima, desenvolve o autoconhecimento físico e emocional. Consequentemente, te deixa mais atenta Às possíveis alterações orgânicas que surjam durante as fases da vida.

 

10. Cultive laços sociais

Quase todo mundo sabe que os laços sociais auxiliam na saúde emocional, mas eles são importantes para a saúde física também. As emoções que envolvem as relações atuam no organismo semelhantemente às sensações de prazer quando você faz algo que gosta. Dessa forma, você consegue diminuir o estresse e a ansiedade, melhorando a circulação sanguínea e estimulando o cérebro.

 

Como você viu, a saúde da mulher está relacionada com cuidados físicos e mentais, bem como a realização de exames periódicos. É importante começar a pensar nisso desde já, então que tal conferir mais hábitos saudáveis para incluir na rotina?

 

As informações contidas nesta página têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.

 

Fonte: https://www.dicasdemulher.com.br/saude-da-mulher/ - Karyne Santiago - Canva


Cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.

2 Coríntios 9:7