sexta-feira, 22 de março de 2013

Os efeitos do cigarro no cérebro


Pesquisa britânica revela que fumar afeta o aprendizado, a memória e o raciocínio lógico

A lista de prejuízos provocados pelo tabagismo parece não ter fim - e cientistas da Universidade King’s College de Londres, na Inglaterra, descobriram mais um. Eles submeteram quase 9 mil pessoas a testes de memorização, que foram repetidos depois de quatro e oito anos. E os fumantes levaram a pior. De acordo com os pesquisadores, isso acontece porque o cigarro danifica as partes do cérebro ligadas à cognição e aumenta o risco de derrame e infarto, associado a esse declínio. "Essa relação já foi comprovada por outros estudos e acontece de maneira lenta e em parte controlável, se o tabagismo for interrompido", reforça o neurologista Paulo Bertolucci, chefe do Setor de Neurologia do Comportamento da Universidade Federal de São Paulo.

O fumo tranquiliza?

Artigos recentes mostraram que, ao contrário do que se pensa, o efeito do vício é o oposto. Isso porque a nicotina é rapidamente excretada pelo organismo, fazendo com que a pessoa se sinta muito tensa e ansiosa até acender o cigarro seguinte.

Fonte: http://saude.abril.com.br/edicoes/0360/medicina/efeitos-cigarro-cerebro-731914.shtml - por Thais Szegö | ilustração Daniel Almeida

quinta-feira, 21 de março de 2013

Exercícios físicos protegem crianças do estresse


Estudo pioneiro relaciona níveis de cortisol e sedentarismo na infância

Crianças fisicamente ativas geralmente têm mais bom humor e menos sintomas ligados à depressão do que crianças sedentárias. Agora, um estudo descobriu mais um motivo para praticar exercícios na infância: atividades físicas podem ajudar a lidar com situações de estresse. A pesquisa é a primeira a fazer tal relação e foi publicada na última quarta-feira (6) noJournal of Clinical Endocrinology & Metabolism (JCEM).

Para a análise, foram acompanhadas 258 crianças com oito anos de idade. Durante quatro dias, meninos e meninas usaram acelerômetros que registraram a qualidade e a quantidade de exercícios físicos praticados. Além disso, os pais ficaram responsáveis por colher amostras de saliva em diferentes momentos do dia para que os pesquisadores pudessem avaliar os níveis de cortisol no organismo dos participantes. O cortisol é conhecido por ser um hormônio diretamente relacionado ao estresse físico ou mental.

Os resultados não apontaram diferenças entre os níveis de cortisol quando os participantes ativos ou inativos estavam em suas casas. Entretanto, nos momentos em que as crianças foram submetidas a testes envolvendo aritmética ou desafios para falar em público, eles descobriram que o sedentarismo estava relacionado a maiores níveis de cortisol. Aqueles que treinavam de forma intensa ou moderada, por sua vez, apresentaram níveis mais baixos do hormônio.

Para o autor, da University of Helsinki, na Finlândia, o estudo mostra a importância de incentivar a participação das crianças nas aulas de educação física e ainda buscar praticar exercícios fora da escola. Movimentar-se parece garantir melhor resposta psicológica ao estresse.

Brincadeiras também funcionam como exercícios

Correr e pular também queimam calorias, estimulam a mente e liberam hormônios que geram a sensação de bem-estar. Por isso, nem sempre é preciso matricular seu filho em algum esporte para que ele seja fisicamente ativo. Veja a seguir nove brincadeiras que tiram seu filho do sedentarismo:

1. Gincanas

Se você tiver espaço no quintal ou no jardim, esconda objetos e vá soltando pistas para crianças encontrá-los. É como uma caça ao tesouro e vale até pensar numa recompensa no final. Na falta de um quintal espaçoso, use os cômodos da casa para a brincadeira, tomando cuidado com a mobília e com objetos que se quebram facilmente.

2. Tiro ao alvo

Elejam um alvo e, com aquelas arminhas de água, montem um campeonato. Que tal pais contra filhos? Uma idéia é pôr anilina na água para diferenciar os jatos de um time e de outro. 

3. Pular elástico

A brincadeira é adorada pelas meninas que passam horas trançando as pernas nas tramas dos elásticos. A diversão é tanta que, na falta de um quintal, não custa experimentar na rua, mesmo. 

4. Bolinhas de gude

Um campeonato com elas rende até horas de muito entretenimento. A idéia é trombar umas nas outras ou formar casas, encaçapando as bolinhas do adversário. 

5. Construir instrumentos

Não precisa de muito. Com uma garrafa plástica e punhados de areia, você já consegue um chocalho. Uma tira de couro e um pedaço de madeira rendem um batuque. Depois, é só entrar no ritmo da festa. 

6. Faça pipas

A diversão começa na escolha dos papéis e na confecção do brinquedo. Não bastasse, ainda tem a delícia que é empinar no quintal ou num parque.

7. Decore uma camiseta

Pode separar uma peça e encher com tina para tecido e purpurina, retalhos e botões. Ela pode virar o uniforme da brincadeira nas férias ou até servir como presente para alguém especial. 

8. Modele argila

A brincadeira faz sujeira, mas agrada crianças de todas as idades. Dá para fazer vasos, copinhos e porta-trecos. Além de modelar, as crianças adoram pintar as criações. 

9. Monte um balanço

Dá para pendurar na árvore ou até mesmo num pedaço de telhado que fique à mostra. Você só precisa de um pneu velho e de um pedaço de corda reforçado para conseguir montar o brinquedo favorito das crianças nos parquinhos. 

quarta-feira, 20 de março de 2013

16 truques para manter a saúde em dia


Com estas dicas, você poderá adquirir uma vida mais saudável, abdominais mais definidos e mais rendimento no esporte:

01. Comece o dia com suco de limão recém espremido e ainda em jejum. Mas atenção: nada de beber o suco puro, pois ele pode agredir o estômago. Invista na fruta diluída em água. O limão é um grande depurativo, com efeito diurético poderoso que pode ajudar a eliminar toxinas e substâncias indesejáveis que se acumulam durante o sono. O ácido cítrico contido na fruta tem ação adstringente, atuando como se fosse um detergente que dissolve toxinas e gorduras, daí ele também ser um auxiliar nos regimes de emagrecimento. Além disso, ele aumenta as defesas do corpo.

02. Substitua o café por chá verde. Ele ajuda a enganar a fome e não tem calorias (desde que se tome a bebida sem açúcar, claro), além de ser um poderoso antioxidante, que ajuda a retardar o envelhecimento e as doenças associadas a ele.

03. Suco de blueberry para prevenir infecções urinárias. Muita gente que faz esporte, especialmente ciclistas, são propensos a ter cistite e outras infecções urinárias. Para evitá-las, beba, todos os dias, suco de blueberry ou cranberry, pois eles são antimicrobianos naturais.

04. Beba leite para ganhar força, massa muscular e perder gordura. Estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition revelou que pessoas que beberam dois copos de leite desnatado após o treino de musculação perderam o dobro da quantidade de gordura do que quem havia tomado bebida à base de soja e aqueles que haviam ingerido bebida à base de carboidrato. Ao mesmo tempo, o ganho de musculatura foi muito maior.

05. Coma peixe para proteger a sua audição. Bastam duas porções para que os riscos de perda de audição, que vêm com o envelhecimento, caiam 42%. Mas não vale peixe frito, daqueles encontrados em fast-foods. Peixes são ricos em ômega-3, que além dos já conhecidos benefícios para a  saúde do coração, também retardam a perda de audição relacionada à idade.

06. Dieta mediterrânea contra a asma. Sim, investir em peixes, azeite de oliva e muitas verduras, legumes e grãos pode protegê-lo, reduzindo em 78% as chances de um ataque de asma.

07. Mais iogurte, menos barriga. Os alimentos probióticos não apenas ajudam a regular as visitas ao banheiro como têm outros efeitos poderosos. Comer 500 g de iogurte por dia juntamente com a redução da ingestão de calorias levou a 22% mais perda de peso e a 81% mais perda de gordura abdominal, apontou pesquisa da Universidade do Tennessee (EUA). A gordura que se acumula ao redor da cintura produz o hormônio cortisol, que comanda o corpo a acumular ainda mais gordura. O cálcio contido no iogurte envia sinais às células adiposas (de gordura) para liberar menos hormônio, tornando a perda de peso mais fácil.

08. Sempre integral. Substituir o arroz branco e os cereais refinados por arroz e cereais integrais pode reduzir em 35% o risco de diabetes tipo 2. É o que dizem pesquisadores da Universidade de Harvard (EUA). Arroz e cereais na versão integral têm um menor índice glicêmico e liberam a glicose no sangue de forma gradual.

09. Maçã para prevenir tumores. A fruta é rica em quercetina, flavonoide natural com um potente efeito antioxidante, capaz de matar as células cancerosas respeitando as sadias. É o que mostrou experimento feito em laboratório. Além disso, há, na casca, pelo menos 12 compostos que têm poderoso efeito antidivisão celular no caso de câncer de fígado, mama e cólo.

10. Flexibilizar a dieta também funciona. Pessoas que encaram o regime mais moderadamente têm mais sucesso e conseguem perder mais peso sem recuperá-lo depois do que quem trata a dieta a ferro e fogo e não se permite nem uma escapadinha de vez em quando. Pequenos atos de rebeldia reduzem a ansiedade e a pressão inerentes a qualquer regime, o que permite manter a dieta por um período maior de tempo e obter resultados no longo prazo.

11. Suco de picles ajuda a evitar cãibras. É o que mostrou estudo apresentado no Congresso anual da Associação de Treinadores de Atletismo dos EUA. Estudantes universitários que beberam água de picles (aquela mesma que fica no pote) depois de treinar se recuperaram 45% mais rápido de cãibras do que aqueles que não beberam e 37% mais rápido do que os que ingeriram apenas água. Mas não abuse, já que o líquido contém grande quantidade de sal.

12. Passas: tão boas quanto barras energéticas. Elas dão a atletas toda a energia de que eles precisam quando estão fazendo um treino vigoroso, segundo estudo publicado no Journal of  the International Society of Sports Nutrition. Elas fornecem fibras e micronutrientes como potássio e ferro, além de não ter açúcar adicionado, e de ter quantidade significativa de antioxidantes que interferem na absorção de colesterol e ajudam no combate à doença.

13. Brócolis para ajudar no tratamento contra o câncer. Pesquisa realizada pelo Instituto Linus Pauling (EUA) mostrou que o sulforafano, substância presente não apenas no brócolis, mas também na couve-flor e outros vegetais crufíferos – grupo de alimentos ricos em betacaroteno, vitaminas C e E, ácido fólico e cálcio –, é um importante auxiliar na prevenção e tratamento de tumores. Isso porque o sulforafano consegue destruir apenas as células cancerígenas, deixando intactas as demais células saudáveis do órgão afetado.

14. Chá verde para ter dentes fortes e sadios. Ele não ajuda apenas na perda de peso, na prevenção contra o câncer e na saúde do coração. O chá verde, desde que tomado regularmente, ajuda a garantir a saúde de dentes e gengivas. A capacidade de a bebida reduzir os sintomas de doenças periodontais – as principais responsáveis pela perde de dentes – se deve à presença do antioxidante catequina, que reduz qualquer tipo de inflamação, entre elas os males periodontais.

15. Café contra o câncer de próstata. A bebida que nos ajuda a não ficar com cara de zumbi toda santa manhã  também auxilia a reduzir as chances de um tumor na próstata, apontaram pesquisadores da Universidade de Harvard. Bastam seis xícaras diárias para que as chances caiam 60%. Ainda que você não seja fã compulsivo da bebida, pode investir numa dose mais moderada: de uma a três xícaras reduzem os riscos de câncer na próstata em 30%.

16. Chocolate para enxergar bem. A delícia tem a capacidade de aumentar o fluxo sanguíneo, inclusive para a retina, dando um “up” na visão. Cuidado: coma chocolate amargo, com, ao menos, 70% de cacau. Chocolate ao leite é cheio de gordura e açúcar.

Fonte: http://sportlife.terra.com.br/ - Por Lygia Haydée

terça-feira, 19 de março de 2013

10 maneiras diferentes de reaproveitar roupas velhas e usadas


Conheça ideias criativas para reutilizar os tecidos das roupas que estão muito velhas para serem doadas

Quando fazemos a arrumação dos armários e selecionamos as roupas que ficam e as que vão para doação, é comum haver peças bem estragadas, que não têm condições de ser usadas como vestimenta por outras pessoas e acabam sendo jogadas fora ou usadas como pano de chão. Porém estas não são as melhores soluções para estes tecidos, pois eles podem ser reaproveitados de maneiras muito mais interessantes.

Reaproveitar tecidos não é a apenas uma questão de evitar que as estampas mais bonitas das nossas antigas roupas acabem no lixo, mas também uma iniciativa ecologicamente correta que demonstra preocupação ambiental, pois muitos tecidos têm em sua composição resíduos químicos – já que passaram por processos para deixá-los com a devida cor e textura, que quando vão para os aterros sanitários podem contaminar o solo e os lençóis freáticos.

De acordo com o Copam, Conselho Estadual de Política Ambiental, as indústrias têxteis já são obrigadas por lei a reciclar suas sobras de material, até mesmo fiapos, e se não cumprirem a norma são multadas em até meio milhão de reais.

Porém, ainda há poucas iniciativas para reciclar os tecidos pós-consumo, por isso há a necessidade de uma conscientização individual para criar maneiras de diminuir a quantidade descartada destes tecidos.

Ideias para reaproveitamento de tecidos

É possível reaproveitar com originalidade qualquer tipo de tecido, basta fazer o chamado upcycling, ou seja, olhar para este material de maneira inventiva, dando-lhe nova função e permitindo que se transforme em produtos de maior valor, uso ou qualidade. Veja algumas ideias que podem transformar sua casa ou seu estilo:

1 - Diversas peças de roupa podem ser cortadas em retalhos, que, unidos, formarão um patchwork, a ser usado como colcha, manta para sofá, jogo americano ou tapete;

2 - Um papelão pode ser envolvido no tecido de uma antiga blusa ou saia para criar um apoio de panela;

3 - Um pedaço de uma peça de roupa pode ser colocado em uma moldura transformando-se em um belo quadro ou painel de recados;

4 - Um abajur pode ficar novinho se tiver sua cúpula reformada com o tecido de uma ou várias roupas antigas;

5 - Peças de roupa a princípio inutilizáveis podem se transformar no enchimento e cobertura de um pufe, uma almofada ou um boneco infantil;

6 - Cabides podem ser encapados com amarrações de tiras de tecidos de roupas antigas, ficando mais bonitos e antiderrapantes;

7 - Porta trecos, porta retratos e capas de cadernos ou agendas com auxílio de cola, podem ser revestidos com as roupas sem uso, ganhando um novo estilo;

8 - Mangas de blusas, principalmente as de lã, podem ser costuradas para se transformarem em capas para celular;

9 - Ecobags, bolsas de diversos tamanhos, nécessaires e porta documentos, podem ser feitas com os tecidos das roupas que não poderão ser doadas;

10 - Diversas tiras de antigas blusas de malha podem ser amarradas e trançadas de modo a compor um cachecol ou colar.

O universo de possíveis transformações é bem amplo, e independe das habilidades com artesanato, pois muitos itens criados ou reformas de objetos com tecidos podem ser feitos com procedimentos simples, alguns não envolvendo saber costurar, por exemplo. Libere-se do medo de errar e permita-se expressar sua criatividade, criando coisas belas através de reaproveitamentos que contribuem para o benefício da natureza.

10 ancestrais essenciais da evolução humana

Milhões de anos e incontáveis mudanças separam os humanos atuais dos primeiros primatas. A seguir, você conhecerá 10 espécies que fizeram boas “contribuições” nessa jornada evolutiva:

10 – Sahelanthropus tchadensis (6 – 7 milhões de anos atrás)
Há cerca de 5,4 milhões de anos começou nossa separação em relação aos grandes primatas e muitos pesquisadores acreditam que o S. tchadensis seria o “elo inicial” deste processo. Em 2001, foi encontrado no Deserto de Djurab (República do Chade) um crânio fragmentado que supostamente era de um S. tchadensis e, ao analisar a parte do crânio que se conectava ao pescoço, imagina-se que o animal era bípede.
Contudo, há quem acredite que não se tratava de um elo evolutivo, pois a caixa craniana era menor (350 cm³) do que a dos chimpanzés (390 cm³). Outros argumentam que o crânio era distorcido demais para ser de uma espécie mais próxima dos humanos do que dos grandes primatas.

9 – Kenyanthropus platyops (3,5 milhões de anos atrás)
Foi encontrado no Lago Turkana (Quênia) em 1999 um crânio capaz de suportar um cérebro um pouco maior (400 cm³) que o dos chimpanzés, e com dentes que indicavam mastigação dos alimentos. Outra diferença do K. platyops era sua face mais achatada, possível sinal de adaptação a novos ambientes.



8 – Australopithecus afarensis (3 – 3,9 milhões de anos atrás)
Uma descoberta feita em Hadar (Etiópia) em 1974 ganhou destaque em veículos de comunicação do mundo todo: 40% (uma porcentagem considerável) do esqueleto de uma criatura que foi carinhosamente apelidada de “Lucy”. A anatomia sugere que Lucy tinha cerca de 1 metro de altura e pesava 30 kg, era bípede, passava o dia em terra e dormia sobre as árvores.
Outro esqueleto de A. afarensis, que ficou conhecido como “Selam”, sugere que a criatura tinha um cérebro de cerca de 440 cm³. Além do tamanho, outro diferencial seria um sulco dividindo o lobo occipital (ligado à visão) do resto do cérebro, presente em chimpanzés, mas não em humanos: o de Selam, de acordo com modelos baseados em seu esqueleto, seria menor do que o dos chimpanzés, um “passo” na escala evolutiva.

7 – Paranthropus boisei (1,4 – 2,3 milhões de anos atrás)
Criatura bípede e com um cérebro de 500 a 550 cm³ (44% do de um ser humano), o P. boisei ganhou o apelido de “Quebra-nozes” (“Nutcracker Man”) porque seria capaz de comer alimentos duros, como nozes, sementes e tubérculos (dentes grandes e maxilares fortes davam conta do recado). Acredita-se que essa dieta era suficiente para o gasto energético de seu cérebro, maior que o dos seus ancestrais.


6 – Homo habilis (1,6 – 2,5 milhões de anos atrás)
O H. habilis, até onde sabemos, foi o primeiro entre nossos ancestrais a usar pedras como ferramentas, e por isso é também chamado de “Handyman” (em português, algo como “Faz-tudo”). Seus polegares eram relativamente largos, o que garantia uma certa destreza na hora de criar e usar ferramentas. Além disso, ele teria vivido em uma época de intensas mudanças climáticas (em “apenas” alguns milhares de anos, lagos se tornavam desertos, e depois voltavam a ser inundados), algo que o forçou a se adaptar muito para sobreviver.



5 – Homo ergaster (1,5 – 1,8 milhões de anos atrás)
Em relação ao tamanho do cérebro, o H. ergaster estava “chegando lá” (850 cm³, ou 71% do tamanho do cérebro humano moderno) e pode ter sido a primeira espécie a dominar o fogo, além de criar instrumentos de pedra mais sofisticados. Ao contrário do que ocorria nas espécies anteriores, macho e fêmea não eram muito diferentes (havia menos “dimorfismo sexual”) e há evidências de que o H. ergaster tinha uma forma primitiva de comunicação por símbolos.


4 – Homo erectus (0,4 – 1,8 milhões de anos atrás)
Em 1984, foi encontrado próximo ao Lago Turkana (Quênia) o esqueleto de um “menino” (entre 8 e 11 anos de idade) da raça H. erectus, que dominava o fogo, construía ferramentas e vivia em pequenas comunidades – ao abandonar a vida nas árvores, esses ancestrais precisavam manter predadores afastados, algo que seria mais fácil com a vida comunitária.
O cérebro do “Menino de Turkana” tinha 900 cm³ (75% do tamanho do cérebro de um ser humano moderno) e há evidências de que possuía uma área de memória e fala altamente desenvolvida. Um cérebro maior demandava mais energia, um problema com o qual o H. erectus podia lidar com certa facilidade: caminhando sobre duas pernas e com menos pelos no corpo, ele era capaz de caçar certos animais de modo eficiente, obtendo na carne a energia de que precisava.

3 – Homo heidelbergensis (0,2 – 0,6 milhões de anos atrás)
Há evidências de que o H. heidelbergensis enterrava seus mortos de modo ritualístico (uma espécie de cemitério no norte da Espanha reúne vários restos mortais da espécie), possivelmente com oferendas para um deus ou para ajudar o morto numa “vida além-túmulo”.
Possivelmente, esse ancestral tinha um cérebro maior que o nosso (1.100 a 1.400 cm³), era capaz de planejar, se comunicar de modo simbólico e construir abrigos elaborados. Algumas tribos teriam viajado para o continente europeu (entre 300 mil e 400 mil anos atrás) e evoluído para o Homo neanderthalensis, enquanto as que permaneceram na África deram origem ao Homo Sapiens.

2 – Homo neanderthalensis (0,03 – 0,3 milhões de anos atrás)
Mesmo com um cérebro maior que o do Homo Sapiens, o H. neanderthalensis teria habilidade de manipular objetos, raciocínio e memória menos desenvolvidos. Suas armas (facas e lanças) exigiam que se aproximassem de suas presas, o que explicaria por que tantos esqueletos da espécie foram encontrados com fraturas. Sua dieta era extremamente rica em carne, independentemente do ambiente em que a espécie se encontrava, o que sugere uma baixa capacidade de adaptação.

1 – Homo sapiens (0,2 milhões de anos atrás – presente)
Depois de uma longa caminhada, aqui estamos nós. Embora guerras, preconceitos e outros problemas possam às vezes nos levar a pensar o contrário, o H. sapiens é uma espécie evoluída: com domínio do fogo e uma grande habilidade de se adaptar, sobreviveu a uma grande seca na África há 140 mil anos que quase extinguiu a espécie. Corpos mais esguios exigiam menos calorias, e armas como arco-e-flecha e lanças de arremesso tornavam as caçadas mais seguras. E, naturalmente, cultura falada e escrita ajudaram a passar conhecimentos essenciais para as futuras gerações.[Listverse]