quinta-feira, 1 de agosto de 2019
quarta-feira, 31 de julho de 2019
Para dormir mais rápido e melhor, tome banho 1,5 hora antes
Tomar banho quente antes de dormir
Biomédicos podem ter encontrado uma maneira de as
pessoas conseguirem dormir melhor mesmo após um dia tenso e cheio de
compromissos.
Reunindo especialistas de três universidades
norte-americanas, eles revisaram 5.322 estudos científicos envolvendo o sono e
os banhos e o efeito do aquecimento corporal passivo - ficar numa banheira ou
sob um chuveiro - e as várias condições relacionadas ao sono: latência no
início do sono (o tempo necessário para pegar no sono), o tempo total de sono,
a eficiência do sono e sua qualidade subjetiva.
"Quando analisamos todos os estudos conhecidos,
percebemos disparidades significativas em termos de abordagens e
resultados," conta o pesquisador Shahab Haghayegh, da Universidade do
Texas em Austinf (EUA). "A única maneira de determinar com precisão se o
sono pode de fato ser melhorado foi combinar todos os dados do passado e
examiná-los através de uma nova lente".
A conclusão, após essa homogeneização de critérios,
é que tomar banho de 1 a 2 horas antes de deitar, em água com temperatura entre
cerca de 40 e 43 graus Celsius, pode melhorar significativamente a qualidade
geral do sono e também acelerar a velocidade de adormecer - um ganho médio de
10 minutos para cair no sono.
Calor interno do corpo
Banhos quentes, de chuveiro ou imersão, estimulam o
sistema termorregulador do corpo, gerando um aumento acentuado na circulação do
sangue do núcleo interno do corpo para os locais periféricos das mãos e dos
pés, resultando na remoção eficiente do calor corporal e no declínio da
temperatura corporal, o que ajuda a relaxar e adormecer.
Esta pode ser também a razão pela qual dormimos
melhor no inverno, quando o calor interno do corpo vem rapidamente para o
exterior conforme nos deitamos - embora este estudo não tenha focado neste tema
específico.
Com isto, se os banhos forem tomados no tempo
biológico certo - de 1 a 2 horas antes de dormir - eles vão ajudar o processo
circadiano natural e aumentar as chances não apenas de adormecer rapidamente,
mas também de experimentar um sono de melhor qualidade, dizem os pesquisadores.
Fonte: https://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=como-dormir-mais-rapido&id=13569&nl=nlds
- Redação do Diário da Saúde - Imagem: Cockrell/Universidade do Texas Austin
terça-feira, 30 de julho de 2019
Trabalho em excesso pode aumentar em 45% o risco de AVC, diz estudo
Os pesquisadores analisaram dados de 143.592
participantes voluntários com idade entre 18 e 69 anos
Trabalhar excessivamente pode trazer diversos
problemas de saúde, como stress crônico, ansiedade e depressão. Agora, uma nova
pesquisa, publicada na revista Stroke, indica que trabalhar demais aumenta o
risco de acidente vascular cerebral (AVC).
De acordo com o estudo, quem trabalha mais de 10
horas diárias por 50 dias durante o ano está 29% mais propenso a sofrer AVC. O
risco é ainda maior para quem mantém a rotina cansativa ao longo de 10 anos,
chegando a 45%.
Além disso, os pesquisadores descobriram que esse
risco parece ser maior para indivíduos com menos de 50 anos de idade, o que é
uma surpresa, já que a população com maior propensão a sofrer AVC está acima
dos 65 anos. A equipe acredita que esse resultado mostra porque as pessoas
estão desenvolvendo a doença cada vez mais cedo.
Foi o caso de Jeff Hiserodt, de 42 anos. “Eu tive um
coágulo de sangue atrás do meu olho direito. Fiquei paralisado do lado esquerdo
e cego”, contou à ABC News. Ele revelou que dedicava 60 a 65 horas por semana
(cerca de 10 horas por dia) em seu trabalho.
Embora os pesquisadores não tenham encontrado uma
relação direta entre trabalho excessivo e o risco de AVC, eles acreditam que a
associação possa ser explicada pelo tipo de trabalho, como os muito
estressantes ou trabalhos noturnos, e os maus hábitos que as pessoas adquirem
ao passar mais tempo trabalhando, como alimentação inadequada e falta de
exercício físico.
E por que o trabalho pode aumentar o risco de AVC?
Isso acontece porque o trabalho feito à noite, por exemplo, interfere no
relógio biológico, responsável por regular diversas funções do organismo.
Outros trabalhos mais estressantes, que afetam o estilo de vida, podem
despertar hábitos nocivos – como maior consumo de álcool e cigarro – além de
poder provocar insônia.
“Há uma modificação do comportamento ligada ao
trabalho, principalmente ao excesso de trabalho a longo prazo, o que pode
justamente, acarretar a ocorrência de um acidente cardiovascular”, explicou
Alexis Descatha, principal autor do estudo, à Rádio França Internacional (RFI).
Metodologia
Os pesquisadores analisaram dados de 143.592
participantes voluntários com idade entre 18 e 69 anos. Entre eles, 42.542
relataram trabalhar mais de 10 horas por dia, enquanto 14.481 afirmaram ter
trabalhado em excesso por 10 anos ou mais.
O estudo começou em 2012 e, ao longo dos anos, 1.224
participantes sofreram AVC. Após serem excluídos fatores de risco para a
doença, como sexo, idade e tabagismo, a equipe concluiu que trabalhar demais
eleva o risco de acidente vascular cerebral.
Como evitar?
No entanto, não há motivo para pânico. “Todo mundo
tem diferentes situações sociais. Você não pode simplesmente dizer para alguém
não trabalhar em determinada área ou empresa porque é estressante, afinal, todo
trabalho é estressante. Mas se você perceber que o stress chega a um ponto em
que não é saudável, então é uma história diferente. Você deveria reconsiderar o
que faz.”, comentou Arbi Ohanian, do Huntington Hospital, nos Estados Unidos, à
revista People.
As recomendações médicas para evitar um AVC é comer
de forma saudável, se exercitar por pelo 30 menos trinta minutos por dia e
cuidar da saúde. “Certifique-se de ser cuidadoso com fatores de risco como
pressão alta, colesterol alto ou qualquer problema cardíaco”, disse Ohanian.
Fonte: https://claudia.abril.com.br/saude/trabalho-em-excesso-pode-aumentar-em-45-o-risco-de-avc-diz-estudo/
- Por Da Redação - millann/ThinkStock
segunda-feira, 29 de julho de 2019
Quanto mais nos exercitamos, mais sentimos vontade de comer, diz estudo
Saiba como driblar o problema
Você já sentiu aquela fome enorme depois do treino
que parecia que não dava para controlar? Calma, não é só você: numa pesquisa
publicada pelo American Journal of Clinical Nutrition no começo de junho,
pesquisadores do Pennington Biomedical Research Center apontaram que quanto
mais nos exercitamos, mais a necessidade de comer pode aparecer. Com isso,
muitas pessoas podem exagerar na alimentação e engordar.
O estudo foi realizado com 171 homens e mulheres
sedentários, com excesso de peso e idades entre 18 e 65 anos. Eles foram
divididos em três grupos: um deles continuou com sua vida normal; o segundo fez
um programa de exercícios supervisionados em esteiras e bicicletas três vezes
por semana (com um gasto calórico de aproximadamente 700 calorias); enquanto o
terceiro aumentou a rotina de atividades físicas para um gasto de até 1760
calorias por semana. Todos os grupos mantiveram os hábitos durante seis meses,
e podiam comer o que quisessem.
Para a surpresa de todos, poucos participantes
perderam alguns quilos, e a maioria dos que emagreceram faziam parte do
treinamento mais curto. 90% dos que estavam no grupo de atividades mais intensa
não atingiram o objetivo esperado. Todos compensaram a queima extra comendo
mais.
Conclusão? “É possível afirmar que a prática de
exercícios físicos, aliada a um acompanhamento nutricional, pode trazer
resultados mais satisfatórios. Afinal, precisamos repor energia, mas não com
uma fatia de bolo de chocolate”, afirma o endocrinologista Francisco Tostes,
especialista em emagrecimento, atividade física e medicina do esporte, e sócio
da Nutrindo Ideais, em São Paulo.
Mas afinal, malhar realmente dá mais fome?
“Sim, pode aumentar o apetite, uma vez que o
exercício é um gasto energético extra no dia, e que vai determinar uma demanda
diferente. Além da adaptação do corpo ao estímulo, que envolve, por exemplo, a
síntese de proteína muscular, que ocorre com a ajuda da alimentação”, diz o
nutrólogo Kaue Kranholdt, com enfoque em performance esportiva, emagrecimento e
vegetarianismo, de São Paulo.
Mas isso não quer dizer que a fome deva aparecer
sempre depois do treino. “Essa é uma característica bem individual e muitas
pessoas vivenciam exatamente o contrário: não tem vontade nenhuma de comer nos
momentos ou na hora logo depois do exercício, principalmente os de alta
intensidade”, explica o nutrólogo.
Segundo o endocrinologista, os fatores que causam o
apetite de leão que você pode estar tendo quando volta da academia são o tempo
de duração da atividade, intensidade e qualidade da rotina alimentar. “Também
vale observar se é hora de uma refeição. Neste caso, além de repor nutrientes,
o corpo pede pela quantidade que está acostumado a receber”, diz Francisco.
O que comer para sentir-se satisfeita sem engordar?
De acordo com os dois especialistas, a pergunta não
tem uma resposta única. Isso porque o que você vai incluir no cardápio depende
de qual esporte resolveu praticar.
“Atividades aeróbicas, como pedalar forte, durante duas horas, por
exemplo, geram a perda de líquido, sais minerais e carboidratos, logo, devemos
repor estes nutrientes”, explica Francisco. O segredo, então, é não exagerar.
“Alimentos ditos saudáveis como frutas inteiras, oleaginosas, carboidratos
complexos são boas opções para essa finalidade, mas se as porções forem maiores
que o necessário, podem ocasionar ganho de peso”, acrescenta Kaue.
Para driblar esse problema, o ideal é que você beba
uma boa quantidade de água. O nosso hipotálamo, região do cérebro responsável
por indicar a necessidade de se alimentar ou não, muitas vezes nos confunde. Ou
então apostar em um suplemento de shake proteico depois de gastar calorias.
“Ele contém o aminoácido leucina, que sinaliza saciedade ao cérebro. Isso permite um “ganho de tempo” para a próxima
refeição sólida”, diz o nutrólogo.
E não adianta nada comer que nem uma leoa antes da
academia, viu? As nossas reservas energéticas são repostas 3 horas depois da
ingestão de alimentos. “Isso significa que a refeição mais importante para o
treino foi feita nesse período de 3h antes do treino (ou no jantar da noite
anterior ao treino quando feito logo ao acordar)”, explica Kaue. Antes do
treino pode ser melhor escolher algo mais leve ou até líquido.
Fonte: https://boaforma.abril.com.br/nutricao/quanto-mais-nos-exercitamos-mais-sentimos-vontade-de-comer-diz-estudo/
- Por Amanda Panteri - misuma/Thinkstock/Getty Images
domingo, 28 de julho de 2019
Personal responde: esteira ou bicicleta — qual queima mais calorias?
Antes de começar a pensar em gasto calórico, que tal
se proteger das lesões?
Para o educador físico Pedro Gorgulho, coordenador
técnico da rede de academias Biofisic, de Minas Gerais, a resposta depende de
alguns fatores. ‟Se formos considerar o mesmo período e intensidade dos
treinos, a tendência é que a esteira gere um maior gasto calórico. Contudo, 20
minutos de caminhada queimam bem menos calorias do que 20 minutos de HIIT na
bike, por exemplo”, ele afirma.
Então sim, a bicicleta pode até te fazer suar menos
do que uma corridinha na esteira, mas isso não quer dizer que seja ruim.
Afinal, o nosso objetivo não é somente eliminar calorias, não é mesmo? Ainda
mais se quisermos ficar saudáveis sem desenvolver dores e lesões. ‟Quando a
gente pensa na corrida, tem que levar em conta a mobilidade das articulações
dos joelhos, tornozelos e quadril. Sem essa mobilidade, não é ideal correr
pensando em um grande gasto energético”, explica Pedro.
Se quiser investir na corrida de uma vez, comece,
então, com treinos funcionais que trabalhem a coordenação motora e o
fortalecimento dos músculos. Só assim você terá estabilidade suficiente para se
jogar na esteira sem medo. Ou então vá de bike: ela vai garantir
condicionamento e não causa tanto impacto para as articulações. ‟Em todo caso,
é preciso de uma avaliação profissional antes do início de qualquer atividade.
Quando a pessoa se torna apta para correr, os benefícios do esporte vão desde o
gasto calórico até a prevenção de doenças cardíacas”, diz o educador.
No caso da bike, é importante regular o aparelho de
acordo com a sua altura. ‟Ao final do movimento de pedalada (quando o pé está
próximo do chão), o joelho não pode ficar totalmente estendido, porque isso
causa dores. O segredo, então, é regular o banco para que ele fique na direção
do seu ossinho do quadril quando você estiver de pé”, ele explica. Lembre-se
também de verificar banco e o guidão: eles precisam estar separados por uma
distância igual ao tamanho do seu antebraço + palma da mão aberta.
Já com a esteira, não tem problema nenhum segurar
nas alças que ficam na frente do painel enquanto você caminha, viu?
Principalmente se você estiver começando e um pouco insegura em cima do
aparelho. O que você não pode fazer é debruçar-se sobre o painel. ‟Ao aliviar o
peso dos pés, sua coluna fica em uma posição inadequada, o que pode provocar
dores”, diz Pedro. Quando for terminar o exercício, reduza a velocidade
lentamente e não desça bruscamente da esteira. Desse modo, você evita tonturas.
Fonte: https://boaforma.abril.com.br/fitness/personal-responde-esteira-ou-bicicleta-qual-queima-mais-calorias/
- Por Amanda Panteri - shironosov/Thinkstock/Getty Images
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