sábado, 3 de outubro de 2026

Cafeína pode melhorar o foco e o desempenho físico? Veja os principais mitos e verdades sobre a substância


Cafeína pode melhorar o foco e o desempenho físico? Veja os principais mitos e verdades sobre a substância

 

Com tantas formas de consumo e promessas associadas à substância, também surgem dúvidas sobre seus efeitos no organismo

 

A cafeína melhora o foco e o desempenho físico ao retardar a percepção de fadiga, mas seu efeito é temporário e não substitui o sono. O consumo exige cautela com doses excessivas, que causam palpitações, ansiedade e podem reagir perigosamente com remédios controlados. Além disso, a substância está presente em chás e energéticos, exigindo atenção aos rótulos. Seus efeitos no estômago e no sono noturno variam conforme a sensibilidade individual, não havendo regra universal para o consumo.

 

Um cafezinho coado pela manhã, um energético para aguentar o plantão e até um "super coffee" turbinado com colágeno no lanche da tarde. Há tempos, a cafeína deixou de estar presente apenas na xícara de café e passou a fazer parte de uma série de produtos consumidos em busca de disposição, concentração e desempenho.

 

No entanto, com tantas formas de consumo e promessas associadas à substância, também surgem dúvidas sobre seus efeitos no organismo, a quantidade considerada segura e os possíveis riscos do excesso. Para entender o que realmente faz sentido e o que é exagero quando o assunto é cafeína, especialistas da Rede Américas, rede de hospitais privados, esclarecem os principais mitos e verdades.

 

1. Tomar café logo pela manhã dá mais disposição ao longo do dia

Mito. A cafeína pode ajudar a aumentar o estado de alerta, mas não produz energia; o que ela faz é retardar a percepção de cansaço pelo organismo. O efeito, porém, é temporário. Isso quer dizer que o café consumido às 7h pode ajudar a enfrentar a primeira parte da manhã, mas não garante disposição até a noite. Quando o efeito da bebida diminui, a necessidade de descanso continua existindo.

"O mecanismo de ação da cafeína é muito interessante. Ela tem uma forma química muito semelhante à da adenosina, substância responsável por avisar o corpo de que ele está cansado. Em vez de a adenosina se conectar ao seu receptor, quem se conecta é a cafeína. Então, temos a sensação de que não estamos cansados, mas só estamos postergando esse cansaço. Por isso, muitas pessoas acabam tomando cada vez mais café. Só que esses receptores também têm um limite, e não necessariamente quanto mais café, mais disposta a pessoa vai estar", explica Lívia Almeida, nutricionista do Hospital Samaritano Higienópolis, em São Paulo.

Isso não significa que a bebida deva ser evitada. Segundo a profissional, o café de fato auxilia na melhora do foco e da concentração e tem compostos bioativos que podem contribuir para a diminuição do risco de algumas doenças, considerando um consumo diário moderado, que varia de uma pessoa para outra.

 

2. Substituir café por outras bebidas é sempre mais saudável

Mito. Quem tenta diminuir o consumo da substância também precisa prestar atenção ao que coloca no lugar do café. Chá preto, chá verde, mate, refrigerantes à base de cola e energéticos também contêm cafeína. Ela ainda aparece em produtos que nem sempre são associados ao estimulante, incluindo alguns medicamentos.

A escolha de outra bebida industrializada também pode aumentar o consumo de açúcar, dependendo do produto. "O paciente pode trocar o café por um chá gelado industrializado, achando que fez uma escolha mais saudável, mas acabar consumindo cafeína da mesma forma e ainda acrescentar açúcar. Vale olhar o rótulo, e não apenas o nome da bebida. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que os açúcares livres representem menos de 10% das calorias consumidas diariamente, com benefícios adicionais quando esse percentual fica em 5%", avalia Lívia Almeida.

 

3. Remédios controlados reagem com doses excessivas de cafeína

Verdade. O alerta publicado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em setembro sobre o "Café dos Campeões" colocou em evidência um risco que pode passar despercebido por quem procura uma dose extra de disposição. A mistura de medicamentos controlados com energéticos, segundo a agência, pode provocar aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial e levar a complicações cardiovasculares.

"Quem usa medicamentos de forma contínua não deve considerar energéticos, pré-treinos ou outras fontes concentradas de cafeína como opções inofensivas para aumentar a disposição. Antes de associar esses produtos ao tratamento, é importante verificar com o médico se existe possibilidade de interação com o medicamento utilizado", alerta Roberta Frota, endocrinologista do Hospital Nove de Julho.

 

4. Cafeína melhora o desempenho durante os treinos físicos

Verdade. O Position Stand da International Society of Sports Nutrition, publicado em 2020, aponta que doses de 3 a 6 mg de cafeína por quilo de peso corporal, consumidas cerca de uma hora antes do exercício, podem melhorar o desempenho, especialmente em atividades de resistência aeróbica. Também foram observados efeitos positivos, em menor intensidade, sobre força, velocidade, saltos e arremessos. A resposta, porém, varia entre as pessoas e depende também da capacidade individual de metabolizar a substância.

"A cafeína funciona para melhorar o desempenho, mas a dose importa. Usar café, pré-treino e energético juntos não significa necessariamente treinar melhor. A partir de determinado ponto, aumentar a quantidade pode trazer mais efeitos como palpitação, tremores, ansiedade, desconforto gastrointestinal e dificuldade para dormir, comprometendo inclusive a recuperação após o exercício", comenta Roberta Frota.

 

5. Quem tem azia e refluxo deve parar de consumir café

Depende. Café costuma aparecer entre os primeiros itens retirados da alimentação de quem sofre com doenças gástricas. As recomendações mais recentes não sustentam, porém, que todas as pessoas com doença do refluxo gastroesofágico precisem eliminar a bebida.

A diretriz do American College of Gastroenterology, por exemplo, não recomenda a retirada generalizada de café ou cafeína. A entidade considera que as evidências disponíveis são de baixa qualidade e indica que a restrição deve levar em conta a resposta de cada paciente.

Lívia Almeida pondera que, se o café piora a azia de determinada pessoa, reduzir ou retirar a bebida pode ajudar. Para quem não apresenta essa relação, não há recomendação científica para abandonar o consumo apenas por ter refluxo. "Antes de cortar o café da alimentação, vale observar se existe uma relação consistente entre o consumo e o aparecimento ou a piora dos sintomas. Quando essa associação não existe, retirar a bebida apenas por causa do diagnóstico de refluxo pode significar uma restrição desnecessária", explica a nutricionista.

 

6. O cafezinho depois do almoço pode impactar no sono noturno

Depende. A cafeína permanece no organismo por várias horas. Sua meia-vida, período necessário para que a quantidade da substância no corpo seja reduzida pela metade, costuma ficar entre cinco e sete horas. Quem toma café às 14h, portanto, ainda pode ter uma quantidade significativa de cafeína circulando no começo da noite.

"Cafeína não substitui sono. Ela pode aumentar a disposição por algumas horas, mas quem precisa dela para conseguir funcionar ao longo do dia todo, tomando várias doses, pode estar usando o estimulante para compensar uma noite mal dormida que não será recuperada desta forma", afirma Adriana Bertolami, cardiologista e médica do sono do Hospital Alvorada Moema, em São Paulo.

O impacto sobre o sono varia bastante de uma pessoa para outra, e um dos fatores envolvidos é o gene CYP1A2, associado à velocidade com que o organismo metaboliza a substância. Pessoas que a eliminam mais lentamente podem permanecer sob efeito da cafeína por mais tempo. É por isso que algumas pessoas conseguem tomar café no meio da tarde e dormir normalmente, enquanto outras percebem alterações no sono mesmo quando o consumo ocorre várias horas antes de se deitar.

"Não dá para estabelecer um horário universal que funcione para todo mundo. Para quem tem dificuldade para dormir, uma estratégia possível é testar a redução ou retirada da cafeína a partir do início da tarde e observar se há melhora", recomenda Adriana Bertolami.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/cafeina-pode-melhorar-o-foco-e-o-desempenho-fisico-veja-os-principais-mitos-e-verdades-sobre-a-substancia,fd499e1b5558cfe5baa24090a2f06661gai3z8ep.html?utm_source=clipboard - Por Aline Zuliani - Foto: mizar_21984 | Shutterstock / Portal EdiCase

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Outubro Rosa: veja alterações na pele que podem indicar câncer de mama


Dermatologista destaca a importância do autoconhecimento, do acompanhamento médico e da observação de alterações cutâneas na região mamária

 

O Outubro Rosa alerta que o câncer de mama, o mais incidente em mulheres no país, também se manifesta por sinais cutâneos precoces. Além de nódulos, sintomas como aspecto de casca de laranja, retração ou descamação do mamilo, vermelhidão contínua e feridas exigem atenção médica imediata. O diagnóstico precoce, apoiado por mamografias de rotina, autoexame constante e hábitos de vida saudáveis, eleva as chances de cura da doença em até 95%, além de demandar cuidados dermatológicos no tratamento.

 

A campanha Outubro Rosa mobiliza a sociedade para conscientizar sobre a importância do diagnóstico precoce e da prevenção primária do câncer de mama. A iniciativa ganha ainda mais relevância diante da alta incidência da doença, considerada a neoplasia maligna mais frequente entre as mulheres brasileiras. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados 78.610 novos casos por ano no Brasil, com maior concentração na região Sudeste.

 

No entanto, o cuidado com as mamas envolve olhar o corpo como um todo. Muitas vezes associado apenas ao surgimento de nódulos detectáveis no toque ou na mamografia, o câncer de mama também pode apresentar manifestações cutâneas precoces. Flávia Villela, médica especialista em Dermatologia, explica que mudanças na textura e na superfície da pele da mama exigem avaliação profissional imediata.

 

"A observação diária durante o autocuidado ou no momento de se vestir é fundamental. Mudanças na espessura da pele da mama, como o aspecto conhecido como casca de laranja, retração ou descamação no mamilo, vermelhidão contínua ou feridas que não cicatrizam são sinais que não devem ser ignorados", ressalta.

 

A médica destaca ainda que alterações dermatológicas secundárias podem surgir em pacientes submetidas a tratamentos oncologicamente invasivos, como radioterapia e quimioterapia, necessitando de suporte dermatológico adequado para manter a integridade da barreira cutânea e a qualidade de vida durante o tratamento.

 

Ações de prevenção e rastreamento precoce

Flávia Villela reforça que o diagnóstico precoce eleva as chances de cura do câncer de mama para até 95%. Entre os pilares para a prevenção e rastreamento recomendados pela médica, estão:

 

1. Mamografia de rotina

Acompanhamento conforme diretrizes médicas para a faixa etária e histórico familiar.

 

2. Autoexame e observação de sinais

Reconhecimento do próprio corpo para identificar nódulos, assimetrias recentes ou alterações na pele da mama e auréolas.

 

3. Hábitos de vida saudáveis

Prática regular de atividades físicas, alimentação equilibrada e redução do consumo de álcool e tabaco.

 

4. Cuidado dermatológico na região mamária

Manutenção da hidratação e atenção a lesões suspeitas na pele do tórax.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/outubro-rosa-veja-alteracoes-na-pele-que-podem-indicar-cancer-de-mama,259cc06a8991dbe85eeb470d93888485vdb8mosj.html?utm_source=clipboard - Por Juliana Rangel - Foto: New Africa | Shutterstock / Portal EdiCase

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Dia Internacional do Idoso: como envelhecer com mais saúde?


Acompanhamento médico e hábitos saudáveis no dia a dia são pilares importantes para manter a qualidade de vida

 

O Dia Internacional do Idoso ressalta a importância do cuidado no envelhecimento, fase em que a geriatria atua de forma preventiva a partir dos 50 anos. A especialidade avalia aspectos físicos, emocionais e sociais, ajustando tratamentos para promover qualidade de vida. O envelhecimento saudável depende de hábitos simples, como dieta balanceada e exercícios, sendo essencial buscar avaliação médica ao notar sintomas como cansaço e alterações de sono ou peso para prevenir complicações.

 

Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1990, o Dia Internacional do Idoso, comemorado anualmente em 1º de outubro, busca conscientizar a sociedade sobre a importância de valorizar e proteger os idosos, mas também pode ser um convite para olhar para o envelhecimento com mais carinho e cuidado.

 

É nesse contexto que a geriatria ganha espaço. Embora a especialidade médica ainda seja frequentemente associada ao atendimento de pessoas idosas, o acompanhamento pode começar por volta dos 50 anos, com foco na prevenção e na manutenção da qualidade de vida ao longo dos anos.

 

"Além de ser o médico do idoso, o geriatra também é o médico que lida com o envelhecer. Geralmente, recomendamos o início do seguimento para a população 50+. No entanto, qualquer adulto interessado em envelhecer de forma saudável pode se beneficiar deste suporte", afirma o geriatra Dr. Vinicius Altomani, do Hospital Santa Catarina - Paulista.

 

A avaliação geriátrica é ampla e vai além da análise de sintomas pontuais, uma vez que considera aspectos físicos, emocionais, cognitivos e sociais do paciente. O especialista explica que a assistência geriátrica inclui desde medicina preventiva até o controle de doenças prevalentes com o avanço da idade, assim como a revisão do uso de medicamentos, a fim de garantir o resultado mais eficaz para cada caso e evitar excessos e tratamentos desnecessários.

 

Envelhecendo com mais saúde

Entre os pilares do envelhecimento saudável, estão alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, manutenção das relações interpessoais e acompanhamento médico preventivo. Segundo o Dr. Vinicius Altomani, hábitos simples ainda são os mais importantes.

 

"O envelhecimento ativo está ligado, antes de mais nada, a um estilo de vida. Muitas vezes as pessoas procuram soluções rápidas, como suplementos vitamínicos, mas têm dificuldade em manter uma boa alimentação e uma rotina benéfica", destaca.

 

Sinal amarelo: hora de buscar ajuda

No dia a dia, sinais como cansaço frequente, falta de disposição, dificuldade para realizar pequenos esforços, alterações de peso sem causa aparente e sono inadequado podem indicar a necessidade de rever costumes diários e buscar orientação médica.

 

A avaliação periódica individualizada permite a atualização do histórico do paciente, o que contribui para identificar precocemente fatores de risco e prevenir complicações futuras, com estratégias para apoiar a manutenção da saúde e bem-estar. 

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/dia-internacional-do-idoso-como-envelhecer-com-mais-saude,f2da057a7bb7309a9b3a0f12d3bbf203qi84wq6y.html?utm_source=clipboard - Por Nadja Cortes - Foto: Goksi | Shutterstock / Portal EdiCase

Café dá mais energia? Entenda como a bebida age no organismo e os cuidados ao consumi-la


É possível apreciar a bebida e aproveitar seus benefícios sem comprometer a saúde

 

O café puro possui baixas calorias e atua como estimulante no sistema nervoso central por meio da cafeína, aumentando o alerta, a disposição física e a atividade digestiva. Contudo, seu valor energético se eleva com a adição de açúcares e gorduras. Especialistas alertam que a bebida não deve substituir refeições nem servir como tratamento intestinal, pois o consumo excessivo com açúcar, associado à má alimentação, pode favorecer alterações metabólicas e quadros como o diabetes.

 

Poucas bebidas estão tão presentes na vida dos brasileiros quanto o café. Da primeira xícara pela manhã ao tradicional cafezinho da tarde, ele acompanha boas conversas, encontros casuais e até momentos de relaxamento. Sua presença é tão marcante no dia a dia que se tornou parte da cultura do país.

 

Nesse contexto, o Dia Internacional do Café, celebrado em 1º de outubro, é uma oportunidade para conhecer melhor os efeitos da bebida no organismo, entender quais cuidados devem ser adotados no consumo e esclarecer alguns dos principais mitos que cercam o café. Confira a seguir!

 

Baixo teor calórico do café

Segundo a nutricionista Cristiane de Oliveira, coordenadora do curso de Nutrição da Afya Araguaína, além de fazer parte da cultura e da rotina de muitas pessoas, o café, quando consumido puro, apresenta baixo valor calórico.

"O primeiro ponto que a gente pensa da questão nutricional é que o café une as pessoas. Então, ele faz parte da antropologia alimentar da nossa sociedade. No mundo todo, isso é muito presente também. Do ponto de vista nutricional, falando em valores nutricionais e calóricos, o café em si não tem calorias. O que tem calorias é o que a gente adiciona", explica.

Ela destaca que o valor calórico da bebida pode aumentar conforme os ingredientes acrescentados, como açúcar, óleo de coco, creme de leite, chantili ou chocolate. Por isso, a quantidade e o tipo de complemento devem ser considerados de acordo com os objetivos e as necessidades de cada pessoa.

 

Café dá mais energia?

Conforme a nutricionista, a sensação de disposição após tomar café está relacionada principalmente à cafeína, substância com efeito estimulante que atua no sistema nervoso central, aumentando o estado de alerta e podendo favorecer a atividade mental e física. "Embora a percepção desses efeitos varie entre os indivíduos, a maioria das pessoas apresenta essa resposta", explica.

Além disso, é preciso observar não apenas o café, mas também o que é acrescentado à bebida. Cristiane de Oliveira reforça que o aporte energético depende dos ingredientes adicionados. Açúcar, leite, creme de leite, chocolate e outros complementos podem aumentar significativamente o valor calórico da bebida.

 

A bebida pode ajudar no funcionamento do intestino

Para algumas pessoas, o café pode ser um grande aliado do funcionamento do intestino. "De manhã, depois de tomar o café, pode dar vontade de ir ao banheiro, de evacuar. Isso acontece porque o café, a cafeína, estimula o nosso sistema digestório e isso provoca a vontade de evacuar. Mas existem pessoas, como eu disse anteriormente, que são mais sensíveis a isso, e outras que não", esclarece Cristiane de Oliveira.

Apesar desse efeito, a nutricionista ressalta que o café não deve ser considerado um laxante ou utilizado como tratamento para a constipação intestinal. "[…] Na questão nutricional, a gente não indica café para melhorar o funcionamento do intestino, porque isso é um conjunto: alimentação, consumo de água e a saúde intestinal como um todo", afirma.

 

Café não substitui uma alimentação adequada

Outro cuidado destacado pela nutricionista é o hábito de substituir refeições por várias xícaras de café ao longo do dia, especialmente quando a bebida é consumida com açúcar. "Por mais que o café seja uma cultura e a gente esteja sempre tomando café ou oferecendo para a visita, temos que lembrar que ele pode estar associado a um biscoito ou a outras coisas no decorrer do dia. Você não pode simplesmente substituir o café por uma refeição", alerta.

Segundo ela, passar longos períodos sem uma alimentação adequada e ingerir apenas café adoçado pode levar a um consumo elevado de açúcar e contribuir para alterações metabólicas, principalmente quando associado ao sedentarismo e a outros fatores de risco.

"Tem pessoas que deixam de comer comida de verdade e passam a manhã e a tarde só tomando café com açúcar. Quando a pessoa faz isso, recebe uma carga glicêmica, quantidade de açúcar muito grande no sangue. Isso pode favorecer doenças metabólicas, como diabetes e pré-diabetes, e alterações nas gorduras do sangue, principalmente se estiver associado ao sedentarismo e a uma predisposição genética", explica Cristiane de Oliveira.

O principal cuidado em relação ao consumo de café é manter o equilíbrio e considerar as necessidades individuais na alimentação. Conforme a profissional, como qualquer outro alimento, o café, sozinho, não vai resolver nem agravar uma condição. É preciso distribuir os nutrientes de maneira adequada ao longo da alimentação.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/cafe-da-mais-energia-entenda-como-a-bebida-age-no-organismo-e-os-cuidados-ao-consumi-la,ffa520c6e6c64d522bf6425bbe6b71d860o58w38.html?utm_source=clipboard - Por Cecília Santos - Foto: New África | Shutterstock / Portal EdiCase

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

1,60, 1,70 e 1,80: qual é o peso ideal para cada altura, segundo a OMS


O peso ideal não corresponde a um único número. As faixas do IMC indicam valores para 1,60 m, 1,70 m e 1,80 m e ajudam a interpretar melhor a balança.

 

Segundo a OMS, não existe um peso ideal exato, mas faixas saudáveis baseadas no IMC normal (18,5 a 24,9). Como referência para adultos, intervalos adequados são: 47,4 kg a 63,7 kg para 1,60 m; 53,5 kg a 72 kg para 1,70 m; e 59,9 kg a 80,7 kg para 1,80 m. Contudo, o cálculo do IMC serve apenas como triagem inicial, pois desconsidera fatores cruciais da composição corporal, como massa muscular e gordura, exigindo avaliações de saúde mais amplas e individuais.

 

Quando alguém procura o peso ideal para determinada altura, é comum esperar um único número. A Organização Mundial da Saúde, porém, trabalha com uma faixa de referência baseada no Índice de Massa Corporal, o IMC. Para adultos, valores entre 18,5 e 24,9 ficam na faixa considerada de peso normal. A partir desse intervalo, é possível estimar quanto uma pessoa de 1,60 m, 1,70 m ou 1,80 m pode pesar sem sair dessa classificação.

 

Quanto deve pesar uma pessoa que mede 1,60 m?

Para uma pessoa adulta com 1,60 m, a faixa correspondente a um IMC entre 18,5 e 24,9 fica aproximadamente entre 47,4 kg e 63,7 kg. Isso não significa que exista um peso perfeito dentro desse intervalo, mas que esses valores permanecem dentro da classificação de peso normal usada como referência.

 

De forma prática, a divisão fica assim:

menos de 47,4 kg corresponde a IMC abaixo de 18,5;

entre 47,4 kg e 63,7 kg corresponde à faixa de IMC normal;

a partir de aproximadamente 64 kg, o IMC entra na faixa de sobrepeso;

a partir de cerca de 76,8 kg, o IMC chega a 30 ou mais.

 

Qual é a faixa de peso para quem mede 1,70 m?

Para 1,70 m, o intervalo associado ao IMC de 18,5 a 24,9 fica entre aproximadamente 53,5 kg e 72 kg. A diferença em relação a quem mede 1,60 m acontece porque o cálculo leva a altura ao quadrado.

 

Assim, uma pessoa adulta de 1,70 m pode usar como referência:

menos de 53,5 kg para IMC abaixo de 18,5;

entre 53,5 kg e 72 kg para a faixa considerada normal;

a partir de aproximadamente 72,3 kg para IMC de 25 ou mais;

a partir de cerca de 86,7 kg para IMC de 30 ou mais.

 

E para quem mede 1,80 m, qual é o peso de referência?

Em uma pessoa com 1,80 m, o intervalo aumenta para aproximadamente 59,9 kg a 80,7 kg. Esses valores correspondem, novamente, ao IMC entre 18,5 e 24,9 adotado como faixa de peso normal para adultos.

 

Nesse caso, a referência fica próxima de:

menos de 59,9 kg para IMC abaixo de 18,5;

entre 59,9 kg e 80,7 kg para a faixa normal;

a partir de aproximadamente 81 kg para IMC de 25 ou mais;

a partir de cerca de 97,2 kg para IMC de 30 ou mais.

 

Como é feito o cálculo do IMC?

O IMC é calculado dividindo o peso em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Uma pessoa com 58 kg e 1,70 m, por exemplo, possui IMC próximo de 20,1. A ferramenta é simples e ajuda a criar uma referência rápida entre peso e altura.

Para adultos, a classificação utilizada considera IMC abaixo de 18,5 como baixo peso, de 18,5 a 24,9 como peso normal, de 25 a 29,9 como faixa de sobrepeso ou pré-obesidade e valores a partir de 30 como obesidade.

 

Por que duas pessoas com o mesmo peso podem ter corpos muito diferentes?

O IMC não consegue mostrar quanto do peso corresponde a gordura, músculos, ossos ou água. Uma pessoa bastante musculosa, por exemplo, pode apresentar IMC elevado sem necessariamente possuir uma quantidade excessiva de gordura corporal.

 

Por isso, o número da balança precisa ser interpretado junto com outros aspectos:

quantidade de massa muscular;

distribuição de gordura corporal;

circunferência abdominal;

idade e sexo;

condicionamento físico;

histórico de saúde.

 

Então existe mesmo um peso ideal para cada altura?

É mais correto falar em faixa de referência do que em um único peso ideal. Para alguém de 1,70 m, por exemplo, tanto 56 kg quanto 68 kg podem estar dentro da classificação normal do IMC. O cálculo não determina que uma dessas pessoas esteja necessariamente mais saudável que a outra.

O próprio uso do IMC é mais adequado como ferramenta de triagem do que como diagnóstico individual. Pessoas com a mesma altura e o mesmo peso podem ter composições corporais bastante diferentes.

 

1,60, 1,70 e 1,80 m possuem faixas diferentes, não um número perfeito na balança

Usando a classificação de IMC para adultos, uma pessoa de 1,60 m fica aproximadamente entre 47,4 e 63,7 kg, alguém com 1,70 m entre 53,5 e 72 kg e uma pessoa com 1,80 m entre 59,9 e 80,7 kg dentro da faixa considerada normal.

Esses números são úteis como referência inicial, mas não representam uma meta obrigatória para todas as pessoas. O peso isolado não revela composição corporal nem substitui uma avaliação mais completa. A altura ajuda a contextualizar o número mostrado na balança, mas entender se aquele peso é adequado exige olhar também para o corpo e para a saúde como um todo.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/160-170-e-180-qual-e-o-peso-ideal-para-cada-altura-segundo-a-oms,f56aad4066420c7c4fbdc12c8508210buu2rbqiu.html?utm_source=clipboard - Por: Carlos Emanoel Freires dos Santos / Licenciado de Catraca Livre - Foto: Imagem gerada por inteligência artificial / Catraca Livre