terça-feira, 1 de setembro de 2026

Quanto tempo esperar para treinar após comer?


O intervalo entre a refeição e o exercício pode variar conforme o que você comeu, a quantidade e o tipo de treino

 

O tempo ideal de espera para treinar após comer depende do tipo e tamanho da refeição. Para refeições completas e pesadas, ricas em proteínas e gorduras, recomenda-se aguardar de duas a três horas para evitar refluxo e indigestão. Já para lanches leves ou pequenas porções de carboidratos de rápida absorção, um intervalo de 30 a 60 minutos é suficiente para garantir energia imediata ao corpo, prevenindo náuseas e otimizando o desempenho físico durante as atividades.

 

É comum surgir aquela dúvida antes do treino: pode treinar logo depois de comer ou é melhor esperar?

 

A resposta depende de alguns fatores. O tamanho da refeição, os alimentos consumidos e a intensidade do exercício influenciam na digestão e em como você pode se sentir durante a atividade.

 

Não existe um intervalo único que funcione para todo mundo. Mas algumas orientações ajudam a evitar desconfortos e a organizar melhor a rotina.

 

Quanto tempo esperar para treinar depois de comer?

De forma geral, refeições maiores exigem mais tempo de digestão. Já um lanche pequeno pode permitir que o exercício aconteça pouco tempo depois.

Como referência, uma refeição completa pode exigir cerca de 2 a 3 horas antes de um treino mais intenso.

Já um lanche leve pode ser consumido aproximadamente 30 a 60 minutos antes, dependendo da tolerância individual.

Esses períodos não são regras rígidas. Algumas pessoas conseguem treinar mais perto das refeições sem desconforto. Outras precisam de mais tempo.

O melhor intervalo é aquele que permite fazer o exercício com conforto.

 

O que acontece se eu treinar logo depois de comer?

Durante a digestão, o organismo direciona parte do fluxo sanguíneo para o sistema digestivo. Ao mesmo tempo, o exercício aumenta a demanda dos músculos.

Isso não significa que treinar depois de comer seja perigoso para uma pessoa saudável.

Porém, dependendo da refeição e da intensidade do exercício, podem surgir sensação de estômago cheio, refluxo, náusea, gases ou desconforto abdominal.

Esses sintomas são mais prováveis quando a pessoa faz uma atividade intensa logo após uma refeição grande.

 

Depende do tipo de treino?

Sim.

Uma caminhada leve pode ser mais confortável logo após uma refeição do que uma corrida ou um treino intenso de musculação.

Atividades que envolvem muitos movimentos, saltos ou alta intensidade também podem aumentar o desconforto quando o estômago está cheio.

Por isso, não é apenas o relógio que importa. O tipo de exercício também deve entrar na conta.

 

O que comer antes do treino?

Para quem precisa comer próximo ao horário do exercício, uma opção é escolher uma refeição ou lanche menor e de fácil digestão.

Carboidratos costumam ser uma fonte importante de energia para atividades físicas. Dependendo da duração e do tipo de treino, também pode haver espaço para proteínas.

 

Algumas opções simples podem incluir:

 

Banana.

Pão.

Iogurte.

Frutas.

Aveia.

Sanduíche leve.

A quantidade deve considerar o horário e a tolerância de cada pessoa.

 

Alimentos muito gordurosos ou refeições muito volumosas podem demorar mais para serem digeridos e aumentar o desconforto durante o exercício.

 

Posso treinar em jejum?

Treinar em jejum é diferente de treinar logo depois de comer.

Algumas pessoas preferem fazer exercícios pela manhã antes do café da manhã. Isso não significa, porém, que o jejum seja necessário para emagrecer ou melhorar os resultados.

A escolha depende da rotina, do tipo de exercício e da resposta individual.

Quem sente fraqueza, tontura ou mal-estar ao treinar sem comer deve interromper a atividade e buscar orientação profissional.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/quanto-tempo-esperar-para-treinar-apos-comer,f76eb9dacb7eb00c4c328ade29d29f9azmje1g32.html?utm_source=clipboard - Por: Maria Eduarda Vieira / Licenciado de Sport Life - Foto: Shutterstock / Sport Life

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Toda criança tem direito a uma Educação Física de qualidade


Uma criança não pode ter menos oportunidades simplesmente porque nasceu em outro município, estado ou região do Brasil. A Educação Física é parte fundamental da educação e contribui diretamente para a saúde, o desenvolvimento, a inclusão e a formação das nossas crianças.

 

Mas, ainda convivemos com desigualdades que precisam ser enfrentadas. Precisamos garantir Educação Física de qualidade desde os primeiros anos escolares, com profissionais devidamente qualificados, espaços adequados, materiais, equipamentos e formação continuada. Não basta reconhecer a importância da nossa profissão. É preciso criar condições para que esse direito chegue, de verdade, a todas as escolas.

 

Essa responsabilidade é de todos nós. Pais, cobrem esse direito. Políticos e gestores, transformem discursos em investimentos e políticas públicas. Profissionais, vamos fortalecer essa luta. Não estamos falando apenas de esporte. Estamos falando de saúde, aprendizagem, inclusão e qualidade de vida. Toda criança, em qualquer lugar do Brasil, merece Educação Física de qualidade. O futuro delas não pode esperar!

 

Por Professor Gilson Dória - Membro do CONFEF

Quanto de exercícios físicos devo fazer por semana para reduzir o risco cardiovascular?


Um estudo da Universidade Politécnica de Macau com mais de 17 mil adultos revelou que praticar de 560 a 610 minutos de exercícios físicos por semana reduz o risco cardiovascular em mais de 30% em relação ao sedentarismo. O volume supera a recomendação tradicional de 150 minutos semanais, que garante uma redução modesta de 8% a 9%. A pesquisa, que acompanhou participantes por quase 8 anos, mostrou que apenas 12% atingiram esse patamar ideal para máxima proteção cardíaca.

 

Estudo realizado na Universidade Politécnica de Macau, na China, sugere que adultos que completaram de 560 a 610 minutos - algo entre 80 e 90 minutos, sete dias por semana - de exercícios moderados a vigorosos por semana apresentaram um risco 30% menor de doenças cardiovasculares do que indivíduos sedentários.

 

As diretrizes atuais de 150 minutos de exercícios semanais foram associadas a uma redução mais modesta, de 8 a 9%, no risco cardiovascular.

 

Os pesquisadores analisaram dados de saúde e atividade física de mais de 17.000 adultos participantes do estudo UK Biobank. A idade média dos participantes era de 57 anos, 56% eram mulheres e 96% eram brancos.

 

Os participantes usaram monitores de atividade física no pulso continuamente por 7 dias e realizaram testes de exercício projetados para estimar seu VO2 máximo. Essa é uma medida da aptidão cardiorrespiratória que reflete o volume máximo de oxigênio que o corpo pode utilizar durante exercícios intensos. A análise também incluiu dados sobre tabagismo, consumo de álcool, autopercepção de saúde e dieta, índice de massa corporal, frequência cardíaca em repouso e pressão arterial.

 

Durante quase 8 anos de acompanhamento, os pesquisadores registraram mais de 1.200 eventos cardiovasculares, incluindo fibrilação atrial, ataques cardíacos, insuficiência cardíaca e acidentes vasculares cerebrais.

 

Adultos que atingiram a recomendação atual de 150 minutos de atividade física apresentaram uma redução de 8% a 9% no risco cardiovascular, independentemente do nível de condicionamento físico. No entanto, os pesquisadores relataram que benefícios substancialmente maiores só foram observados com volumes de exercício muito mais elevados.

 

Notavelmente, adultos que completaram entre 560 e 610 minutos de atividade física moderada a vigorosa por semana obtiveram proteção substancial contra o risco cardiovascular, classificada como uma redução de risco superior a 30%. No entanto, os pesquisadores acrescentam que apenas 12% das pessoas no estudo atingiram esse nível de exercício.

 

Fonte: British Journal of Sports Medicine. DOI: 10.1136/bjsports-2025-111351.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/quanto-de-exercicios-fisicos-devo-fazer-por-semana-para-reduzir-o-risco-cardiovascular,9a6672cc4fe7bd82e3f4afbc32fc238ek4djla3i.html?utm_source=clipboard - Foto: nutthasethw/Evanto / Boa Saúde

domingo, 30 de agosto de 2026

Tratamento da apneia do sono pode ajudar no controle da hipertensão


Há evidências de que a melhora da qualidade do sono pode reduzir a pressão arterial mesmo em indivíduos que já utilizam remédios

 

O tratamento da apneia do sono é um aliado crucial no controle da hipertensão arterial. As frequentes pausas respiratórias noturnas reduzem a oxigenação e sobrecarregam o sistema cardiovascular, elevando a pressão sanguínea. Ao tratar a condição adequadamente, normaliza-se o fluxo de oxigênio, o que ajuda a estabilizar os níveis pressóricos, potencializa o efeito de medicamentos e reduz de forma significativa o risco de infartos e derrames.

 

A apneia obstrutiva do sono ocorre quando os músculos da garganta relaxam, estreitando as vias respiratórias e dificultando a passagem do ar para os pulmões. Além de comprometer a qualidade do sono, a condição está associada a uma série de problemas de saúde, incluindo doenças cardiovasculares.

 

O problema é especialmente frequente entre pessoas hipertensas — afeta entre 30% e 50% de quem tem pressão alta. Nos casos de hipertensão resistente, a prevalência sobe para 60% a 90%, enquanto na hipertensão refratária pode chegar a 95%. "Estudos mostram que esse problema é um fator de risco independente para hipertensão, com aproximadamente duas vezes maior risco comparado a indivíduos sem ele", destaca o cardiologista Eduardo Segalla de Mello, do Einstein Hospital Israelita.

 

A relação entre as duas condições está ligada a alterações fisiológicas provocadas pelas interrupções da respiração durante o sono. Ao parar de respirar momentaneamente, a taxa de oxigênio cai e depois sobe, levando a microdespertares. Esse esforço respiratório pode  alterar a pressão arterial.

 

Há evidências de que tratar a apneia obstrutiva do sono pode somar ao tratamento convencional da hipertensão. Um estudo brasileiro publicado em 2025 mostra que o controle do distúrbio contribui para reduzir a pressão arterial em pacientes com hipertensão não controlada, mesmo com uso adequado de medicamentos.

 

A pesquisa acompanhou 123 pacientes com apneia e pressão arterial acima dos níveis considerados saudáveis. Os participantes foram divididos em dois grupos: 64 indivíduos utilizaram tiras dilatadoras nasais, enquanto os demais receberam tratamento com CPAP, aparelho que fornece fluxo contínuo de ar por meio de uma máscara acoplada ao nariz ou à boca. O equipamento mantém as vias respiratórias abertas durante o sono, evitando as pausas respiratórias características da doença.

 

"Fizemos a contagem dos remédios anti-hipertensivos utilizados pelos pacientes com o objetivo de nos certificar de que todos tomavam a medicação corretamente e que eram casos resistentes ao tratamento", explica o pneumologista Geraldo Lorenzi Filho, diretor do Laboratório do Sono do Instituto do Coração, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), que coordenou o projeto.

 

Além da aferição da pressão arterial periférica, aquela que normalmente é feita em consultórios, foram feitas outras avaliações. "Foi realizada também a medição de 24 horas e uma medida de pressão central, exercida pelo sangue diretamente na raiz da aorta, na saída do coração, e nas artérias próximas aos órgãos vitais, como o cérebro e os rins", detalha Lorenzi.

 

Após seis meses, observou-se que os pacientes tratados com CPAP apresentaram redução significativa da pressão arterial. Segundo os autores, a melhora pode contribuir para diminuir o risco de complicações cardiovasculares associadas à hipertensão, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

 

Além do tratamento específico para a apneia, mudanças no estilo de vida também podem ajudar a controlar o problema. Entre elas, destaca-se a perda de peso. "Nesse cenário, a prática de atividades físicas é muito bem-vinda. Ela ajuda a baixar o ponteiro da balança e melhorar a qualidade do sono", conclui Lorenzi Filho.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/tratamento-da-apneia-do-sono-pode-ajudar-no-controle-da-hipertensao,3f2b71e9cb7bb646ee7d74fa4f1b5959yluzxk48.html?utm_source=clipboard - Por: Por Thais Szegö, da Agência Einstein - Foto: Agência Einstein

sábado, 29 de agosto de 2026

Quais frutas e vegetais são os melhores para a saúde do coração e por quê?


Estudo da Universidade de Reading revelou que menos de 20% das pessoas consomem a dose diária ideal de flavonóis (400 a 600 mg), compostos antioxidantes que reduzem o risco cardíaco. Mesmo ingerindo a quantidade recomendada de vegetais, a maioria não atinge a meta protetora. Para suprir essa carência e proteger o coração, especialistas orientam priorizar alimentos ricos na substância, como maçãs com casca, amoras, mirtilos, uvas, cacau, chocolate amargo e chás verde e preto.

 

As doenças cardíacas ainda são uma das principais causas de problemas de saúde e morte — e, portanto, é importante identificar maneiras de reduzir o risco da doença. A dieta é um dos principais fatores de risco modificáveis para doenças cardíacas e, embora alguns fatores de risco sejam bem conhecidos — sódio, gordura saturada ou baixa ingestão de fibras —, existem outros para os quais há muito menos dados.

 

Estudo realizado na Universidade de Reading, no Reino Unido, analisou dados dietéticos de mais de 30.000 participantes nos Estados Unidos e no Reino Unido, por meio de medições de biomarcadores. Os resultados mostraram que menos de uma em cada cinco pessoas atingiu a ingestão diária de flavonóis recomendada para ajudar a reduzir o risco de doenças cardiovasculares.

 

A Academia Americana de Nutrição e Dietética recomenda uma ingestão de 400 a 600 mg/dia de flavonóis. Esses são um tipo de composto vegetal que pode oferecer diversos benefícios à saúde devido às suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Eles são encontrados em uma variedade de frutas e vegetais, bem como em cacau, leguminosas, vinho tinto e chás verde e preto.

 

Segundo os pesquisadores, se as pessoas não estão atingindo um nível suficientemente alto de flavonóis para reduzir o risco de desenvolver doenças cardíacas, mesmo consumindo as cinco porções diárias recomendadas de frutas e vegetais, então pode ser necessário melhorar o conhecimento público sobre quais alimentos são mais ricos em flavonóis.

 

Para aqueles que desejam aumentar a ingestão diária de flavonóis para potencialmente se protegerem de doenças cardíacas e desfrutarem dos outros benefícios do composto para a saúde, os autores recomendam o consumo de alimentos como maçãs com casca, amoras, mirtilos, uvas, chá (especialmente chá verde e preto), cacau, chocolate amargo (com no mínimo 70% de cacau), peras e certas leguminosas, como favas.

 

Fonte: Food & Function. DOI: 10.1039/d6fo00867d.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/quais-frutas-e-vegetais-sao-os-melhores-para-a-saude-do-coracao-e-por-que,40548060661e5e95c4a7c66fdc35e71aj854orey.html?utm_source=clipboard - Foto: lucigerma/Evanto / Boa Saúde