quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Orgulho de ser Professor


     Convicto da importância do professor na educação de crianças e jovens, não apenas em 15 de outubro, mas em todos os dias do ano, gostaria de relatar em poucas palavras a minha trajetória como professor de educação física e a missão incansável de educar.

 

     Em 1976, quando estudava a 8ª série e praticava basquete no Colégio Estadual Murilo Braga, resolvi que iria fazer o vestibular para Educação Física e ser professor.

 


     Em janeiro de 1980, fiz o vestibular e fui aprovado. Era o início da concretização do sonho de ser professor. No mês de abril do mesmo ano, tive a oportunidade de ingressar no serviço público e, assim, dar aulas de educação física e basquete no Colégio Estadual Murilo Braga. No início da carreira, passei 5 anos estudando na UFS e ao mesmo tempo ensinando.

 


     Em 1988, insatisfeito com apenas um emprego, resolvi procurar o ex-colega da universidade e vice-diretor do Colégio Graccho, Abelardo Neto. Solicitei a ele um emprego como professor e fui prontamente atendido. Ensinei basquete e, no último ano de trabalho na escola, lecionei aulas de educação física aos alunos do 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental. Dediquei 22 anos de minha vida aos alunos e à instituição, a qual sou eternamente grato pela acolhida.

 


     Em 1989, recebi o convite para ensinar basquete no Colégio Salesiano pelo coordenador Pedagógico Jairton Guimarães (Cobrinha), que já conhecia o meu trabalho através do CEMB e do Graccho. Também lecionei educação física do 5º ano do Ensino Fundamental a 3ª série do Ensino Médio. Trabalhei 21 anos e aprendi muito como educador através do sistema preventivo de Dom Bosco.

 

     Tenho orgulho de ter trabalhado em dois dos melhores colégios do Estado, Graccho e Salesiano. Em ambos, pedi para ser demitido por motivos pessoais e fica aqui o meu agradecimento pelo respeito ao meu trabalho por mais de duas décadas.

 


     Em 1993, a Irmã Auxiliadora me fez o convite para lecionar no Colégio Dom Bosco, inicialmente o basquete e depois o voleibol. Ensinei educação física aos alunos do 4º ano do Ensino Fundamental a 3ª série do Ensino Médio. No dia 18 de outubro de 2020, encerrei meu ciclo de trabalho no Colégio Dom Bosco como Professor de Educação física. Foram 28 anos de compromisso, respeito, responsabilidade e dedicação à educação de crianças e jovens de Itabaiana e cidades circunvizinhas.

 

     Em 2009, senti a necessidade de criar um blog para divulgar meu trabalho nas escolas relacionado à educação física e ao esporte, envolvendo meus alunos e ex-alunos. Posteriormente, comecei também a publicar conteúdos pesquisados na internet sobre educação, esporte, saúde, cultura e cidadania. O blog já está com 20 milhões de acessos, uma demonstração de dedicação, compromisso e responsabilidade para com minha carreira de professor e com as pessoas que confiam em mim.

 


     Em janeiro de 2010, o diretor do Colégio O Saber, Everton Oliveira, ex-aluno do basquete do CEMB, convidou-me para dar aulas de educação física aos alunos do 5º ao 9º ano do ensino fundamental. Posteriormente, ensinei ao ensino médio. Em julho de 2025, encerrei meu ciclo de trabalho no Colégio O Saber após 15 anos como Professor de Educação física.

 

     Tenho orgulho de ter sido campeão por todas as escolas em que trabalhei nas diversas competições escolares de voleibol, handebol, futsal e, principalmente, do basquete.

 

      Em 28 de fevereiro de 2017, foi publicada a portaria no Diário Oficial da minha aposentadoria após 37 anos de trabalho no funcionalismo público estadual como professor de educação física do Colégio Estadual Murilo Braga. Obrigado aos alunos, professores, diretores e funcionários que fizeram parte da minha vida profissional neste período.

 

     Em 02 de março de 2018, adquiri a concessão do INSS da minha aposentadoria após ter trabalhado como Professor de Educação Física por 30 anos nos Colégios Graccho Cardoso, Salesiano, Dom Bosco e O Saber. Obrigado aos alunos, professores, diretores e funcionários dos colégios onde trabalhei e que fizeram parte da minha vida profissional neste período.

 


     Em 15 de agosto de 2023, assumi o cargo de Professor de educação física na Escola Municipal José Filadelfo Araújo, no Povoado Carrilho, em Itabaiana. Em 2025, participei de outro processo seletivo e continuo ensinando na Escola.

 

     Que Deus, na sua infinita bondade, dê-me muita saúde e disposição para continuar trabalhando e contribuindo na formação integral dos alunos, como faço há mais de 46 anos. Trabalho esse realizado com respeito, dedicação e compromisso aos alunos e às instituições de ensino, sempre com Orgulho de ser Professor.

 

Foto criada no site Você na capa da Revista NOVA ESCOLA

 

Por Professor José Costa

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Café faz bem ou faz mal? Veja quanto você pode tomar por dia


O café pode integrar uma dieta saudável e seu consumo moderado é associado à prevenção de doenças cardiovasculares, metabólicas e hepáticas. O limite diário seguro para adultos é de cerca de 400 mg de cafeína (duas a três xícaras grandes), caindo para 200 mg na gravidez. Contudo, a sensibilidade varia e doses excessivas causam insônia, ansiedade e palpitações. Priorize o consumo puro e sem aditivos calóricos, ajustando a dose e os horários para evitar desconfortos e prejuízos ao sono.

 

O café faz parte da rotina de milhões de pessoas e, para muita gente, é quase impossível começar o dia sem uma xícara. Além de ajudar a espantar o sono, a bebida também é estudada pelos possíveis efeitos que pode ter sobre a saúde.

 

De forma geral, o café pode fazer parte de uma alimentação saudável. Pesquisas associam o consumo moderado da bebida a menores riscos de algumas doenças cardiovasculares, metabólicas, neurológicas e hepáticas. No entanto, boa parte dessas evidências vem de estudos observacionais, que mostram uma relação, mas não conseguem provar que o café seja diretamente responsável por esses benefícios.

 

A principal questão está na quantidade de cafeína. Para adultos saudáveis, a referência usada pela FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos) é de até 400 miligramas de cafeína por dia. Essa quantidade geralmente não está associada a efeitos negativos e corresponde, aproximadamente, a duas ou três xícaras grandes de café. Ainda assim, a concentração de cafeína varia bastante conforme o tipo e o preparo da bebida.

 

Também não é preciso chegar ao limite para sentir efeitos desagradáveis. Algumas pessoas podem apresentar ansiedade, tremores, palpitação, dor de cabeça, enjoo ou desconforto no estômago, mesmo com quantidades menores. Nesses casos, vale reduzir o consumo e observar como o organismo reage.

 

O horário também faz diferença. A cafeína pode atrapalhar o sono, principalmente quando consumida perto da hora de dormir. Por isso, quem percebe dificuldade para pegar no sono pode testar reduzir o café no período da tarde e da noite.

 

Durante a gravidez, a recomendação é mais restritiva. A EFSA (Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos) considera seguro o consumo de até 200 miligramas de cafeína por dia. Esse limite inclui todas as fontes de cafeína, e não apenas o café.

 

Outro ponto importante é a forma de consumo. Café puro ou com pouco açúcar é bem diferente de bebidas à base de café que levam grandes quantidades de açúcar, caldas, chantilly e outros ingredientes.

 

No fim, para a maioria dos adultos saudáveis, o café pode fazer parte da rotina sem problema. A melhor quantidade, porém, é aquela que não provoca efeitos desagradáveis e não atrapalha o sono.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/cafe-faz-bem-ou-faz-mal-veja-quanto-voce-pode-tomar-por-dia,b6998140cd2405c409960366c3e62097udexh1lj.html?utm_source=clipboard - Por: Laura Pereira / Licenciado de Gávea News - Foto: Gávea News

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Fibromialgia: a dor invisível que afeta milhões de brasileiros


Reconhecida como deficiência no Brasil, a síndrome exige atenção, diagnóstico correto e cuidados multidisciplinares

 

A fibromialgia é uma síndrome crônica marcada por dor generalizada, fadiga e distúrbios do sono, afetando sobretudo mulheres. De diagnóstico difícil por não constar em exames de imagem, a doença gera estigma, mas seu manejo com remédios e exercícios melhora a qualidade de vida. No Brasil, seu recente enquadramento como deficiência assegura direitos e políticas públicas aos pacientes, marcando um avanço contra o preconceito e na garantia de suporte social a essa condição invisível e debilitante.

 

A fibromialgia é uma síndrome crônica caracterizada por dores musculares generalizadas, fadiga intensa, distúrbios do sono e problemas de memória. Apesar de afetar cerca de 3% da população mundial, sendo em sua maioria mulheres, a doença ainda é cercada por preconceito e falta de conhecimento. No Brasil, um avanço significativo ocorreu recentemente com o reconhecimento oficial da fibromialgia como uma condição que pode ser enquadrada como deficiência, o que garante às pessoas afetadas o acesso a direitos e políticas públicas específicas.

 

Entre os principais sintomas da fibromialgia estão dores persistentes por todo o corpo, sensibilidade exagerada ao toque, cansaço extremo mesmo após uma noite de sono e alterações no humor. Muitos pacientes também relatam episódios de depressão e ansiedade. A origem da síndrome ainda não é completamente compreendida, mas especialistas apontam que fatores genéticos, traumas físicos e emocionais, além de desequilíbrios nos neurotransmissores, podem estar envolvidos no desenvolvimento da condição.

 

Fibromialgia

Por ser uma doença de difícil diagnóstico — já que não aparece em exames laboratoriais ou de imagem —, muitos pacientes enfrentam anos de sofrimento até receberem o diagnóstico correto. A falta de marcadores objetivos faz com que a dor e o sofrimento de quem tem fibromialgia sejam, muitas vezes, subestimados, o que contribui para o estigma social.

 

O tratamento da fibromialgia é multidisciplinar e envolve a combinação de medicamentos, fisioterapia, atividade física regular e acompanhamento psicológico. Embora não haja cura, é possível controlar os sintomas e melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Recomenda-se medicamentos como analgésicos, antidepressivos e relaxantes musculares. Porém, médicos também indicam exercícios físicos de baixo impacto, como caminhada, pilates e hidroginástica como parte essencial da abordagem terapêutica.

 

O reconhecimento da fibromialgia como uma condição que pode gerar deficiência reforça a importância de políticas públicas que acolham e protejam os pacientes. Além do acesso à saúde, isso inclui o direito a aposentadoria por invalidez, isenção de impostos e prioridade em processos seletivos, concursos públicos e programas de inclusão.

 

A luta de pacientes e entidades médicas para legitimar a fibromialgia como uma condição séria e debilitante avança. No entanto, ainda há muito a ser feito em termos de conscientização. Entender a síndrome e apoiar quem convive com ela é fundamental para construir uma sociedade mais empática e justa.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/fibromialgia-a-dor-invisivel-que-afeta-milhoes-de-brasileiros,1648bedd28de3332f22e6ddf1172baa4tnw9p0bf.html?utm_source=clipboard - Por: Lilian Coelho Maffei / Licenciado de Bons Fluidos - Foto: depositphotos.com / Sasha2109 / Bons Fluidos

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Torne a atividade física um hábito: 5 passos para transformar o exercício em rotina


Pequenas mudanças podem facilitar a adesão aos treinos e ajudar a tornar a prática mais sustentável ao longo do tempo

 

Transformar o exercício em hábito exige adaptá-lo à realidade diária sem cobranças excessivas por alta performance. Segundo o especialista Rafael Uliani, o segredo da consistência é criar condições fáceis de repetição: aproveitar pequenas janelas de tempo, como treinar em casa, evoluir de forma gradual, escolher práticas prazerosas e reduzir barreiras práticas. Mais do que treinos longos, a regularidade sustentável e o respeito ao próprio ritmo tornam a atividade física parte natural da rotina.

 

Conciliar atividade física com trabalho, estudos, tarefas domésticas e outros compromissos nem sempre é simples. Por isso, adaptar a prática à própria realidade pode ser um caminho para quem deseja se movimentar com mais frequência. Pequenas mudanças na forma de organizar o dia podem abrir espaço para o exercício sem exigir uma transformação completa dos hábitos.

 

Segundo Rafael Uliani, formado em Ciências do Esporte, ex-atleta e CPO da ZiYou, empresa especializada em tecnologias de performance e bem-estar, a construção de um hábito depende, principalmente, de criar condições para que a atividade física consiga ser repetida com frequência. Abaixo, veja algumas dicas de como fazer isso!

 

1. Aproveite os períodos disponíveis na rotina

Não é preciso esperar encontrar um longo período livre para se exercitar. Identificar pequenas janelas ao longo do dia pode ser uma estratégia para incluir o movimento na rotina. A prática de atividade física em casa, por exemplo, facilita esse processo porque elimina o tempo de deslocamento.

"É mais fácil encontrar 20 minutos entre uma tarefa e outra em casa do que uma hora e meia considerando todo o processo de ir até uma academia ou outro local para fazer exercício. Por isso, ter um equipamento disponível em casa pode facilitar bastante a prática", explica Rafael Uliani.

Segundo ele, o mais importante é aproveitar o tempo que realmente está disponível, em vez de esperar por uma condição ideal para começar.

 

2. Comece de forma gradual

Para quem ainda não tem o hábito de se exercitar, iniciar com uma rotina muito intensa pode dificultar a adaptação. A recomendação é começar de maneira compatível com a própria condição e evoluir gradualmente.

"Mais importante do que encontrar o horário ou a duração perfeita é construir uma rotina possível de ser repetida. Começar com o tempo que se tem disponível e evoluir gradualmente ajuda a transformar o exercício em algo natural no dia a dia", afirma Rafael Uliani.

A consistência, segundo ele, é construída aos poucos. "É a regularidade que transforma a atividade física em hábito."

 

3. Evite transformar o exercício em mais uma cobrança

A atividade física pode fazer parte do autocuidado sem estar necessariamente associada a treinos longos, alta performance ou resultados imediatos. Estabelecer objetivos possíveis e respeitar o próprio ritmo ajuda a construir uma relação mais sustentável com o exercício. "Nem todo treino precisa ser longo ou intenso. Encontrar uma atividade prazerosa, estabelecer objetivos possíveis e respeitar o próprio ritmo ajuda a construir uma relação mais positiva com o exercício", explica.

Quando a prática passa a fazer sentido dentro da rotina, a tendência é que ela deixe de ser encarada como uma obrigação e se torne parte do cotidiano.

 

4. Encontre uma atividade que seja possível manter

A escolha da atividade também influencia a capacidade de manter o hábito. Exercícios com o peso do próprio corpo e aulas guiadas podem ser alternativas, mas é importante observar se aquela modalidade continua despertando interesse ao longo do tempo.

"Muitas vezes, quando a atividade deixa de ser prazerosa ou começa a parecer repetitiva, fica mais difícil manter a frequência. Por isso, encontrar uma prática que faça sentido para cada pessoa e variar os estímulos pode ajudar na continuidade", orienta Rafael Uliani.

A ideia é construir uma rotina que possa ser mantida no longo prazo, sem depender de grandes mudanças de comportamento de uma hora para outra.

 

5. Reduza as barreiras para continuar

Mais do que começar a se exercitar, o desafio é fazer com que a atividade física permaneça na rotina. Nesse sentido, quanto menos etapas forem necessárias para colocar em prática, maiores podem ser as chances de manter a frequência.

Ter um espaço adequado e recursos que facilitem a prática pode contribuir para esse processo. "Quando o exercício está acessível no dia a dia, fica mais fácil aproveitar uma janela de tempo que apareça. Não é sobre ter uma grande estrutura, mas sobre criar condições que tornem mais simples começar e continuar", afirma Rafael Uliani.

Para ele, pequenas conquistas também ajudam a reforçar o hábito. Perceber mais disposição, conseguir cumprir os treinos planejados ou simplesmente manter uma frequência maior são sinais de evolução que podem estimular a continuidade.

 

No fim, a melhor rotina de exercícios é aquela que consegue coexistir com os outros compromissos do dia e ser mantida ao longo do tempo. "O mais importante é diminuir as barreiras para começar e criar condições para repetir aquela atividade. É essa repetição que transforma a prática em um hábito", conclui o especialista.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/torne-a-atividade-fisica-um-habito-5-passos-para-transformar-o-exercicio-em-rotina,d5dbee5a0bc9f075a5ce31bced9ef3efqzved93m.html?utm_source=clipboard - Por Gabriela Andrade - Foto: Monster Ztudio | Shutterstock / Portal EdiCase

domingo, 11 de outubro de 2026

7 alimentos que parecem saudáveis, mas podem ser ultraprocessados


Alimentos rotulados como saudáveis, a exemplo de granola, pão integral, barrinhas de cereal, iogurte saborizado, cereal matinal, peito de peru e suco de caixinha, podem ser ultraprocessados. Muitas versões industrializadas contêm excesso de açúcar, sódio, gorduras e aditivos químicos. Para evitar armadilhas, especialistas recomendam priorizar itens in natura e sempre conferir a lista de ingredientes no rótulo, preferindo formulações mais simples para manter uma alimentação verdadeiramente equilibrada.

 

Alguns alimentos ganharam fama de saudáveis por trazerem palavras como "integral", "natural", "light" ou "rico em fibras" na embalagem. Outros aparecem com frequência em dietas e são vistos como opções melhores para o café da manhã ou para os lanches.

 

O problema é que a aparência do produto não é suficiente para saber como ele foi produzido. Dependendo da composição, alimentos que parecem saudáveis podem ser ultraprocessados, uma categoria que inclui produtos feitos com diferentes ingredientes e aditivos usados para modificar sabor, cor, textura ou aumentar a durabilidade.

 

Confira sete exemplos que merecem atenção na hora da compra.

 

1. Granola

A granola costuma ser associada a uma alimentação equilibrada por levar cereais, sementes e oleaginosas. Mas algumas versões industrializadas podem ter bastante açúcar, gordura, xaropes, aromatizantes e outros aditivos.

Por isso, vale olhar a lista de ingredientes. Quanto mais longa e cheia de substâncias pouco utilizadas em receitas caseiras, maior a chance de o produto ser ultraprocessado.

 

2. Iogurte saborizado

Iogurte natural e sem açúcar é considerado um alimento minimamente processado. Já algumas versões saborizadas podem receber açúcar, aromatizantes, corantes e outros ingredientes.

Isso não significa que todo iogurte com sabor seja igual. A dica é comparar os rótulos e verificar a quantidade de açúcar e a lista de ingredientes antes de escolher.

 

3. Pão integral de pacote

A palavra "integral" não significa, sozinha, que um pão seja pouco processado. Algumas versões industrializadas levam, além da farinha, ingredientes como açúcar, gordura vegetal, emulsificantes, conservantes e outros aditivos.

O Guia Alimentar considera ultraprocessados alguns pães de forma quando apresentam esse tipo de composição.

 

4. Barrinha de cereal

As barrinhas parecem uma alternativa prática para quem quer fazer um lanche rápido. Porém, muitas versões podem conter açúcar, xaropes, gorduras e diversos aditivos.

O Ministério da Saúde inclui as barras de cereal entre os exemplos de alimentos ultraprocessados.

 

5. Cereal matinal

Alguns cereais matinais são vendidos como fontes de fibras, vitaminas e minerais, mas isso não significa que sejam necessariamente uma opção saudável. Dependendo da formulação, podem ter bastante açúcar, corantes, aromatizantes e outros ingredientes característicos dos ultraprocessados.

A recomendação é observar tanto a tabela nutricional quanto a lista de ingredientes.

 

6. Peito de peru

Por ser associado a uma fonte de proteína e ter aparência mais leve do que outros embutidos, o peito de peru costuma ser visto como uma opção saudável. No entanto, trata-se de um produto industrializado e, dependendo da formulação, pode conter bastante sódio, conservantes e outros aditivos.

O Ministério da Saúde recomenda evitar embutidos, incluindo o peito de peru, dentro de uma alimentação saudável.

 

7. Suco de caixinha

A embalagem com imagens de frutas pode passar a impressão de que o produto é equivalente a um suco feito em casa. Mas é preciso diferenciar os produtos: sucos 100% integrais podem fazer parte do grupo dos alimentos minimamente processados, enquanto bebidas adoçadas e refrescos podem ser ultraprocessados.

Por isso, a melhor maneira de saber o que está levando para casa é conferir o rótulo. Produtos com listas extensas de ingredientes e substâncias como aromatizantes, corantes, emulsificantes, adoçantes e outros aditivos merecem atenção.

 

Isso não significa que uma pessoa precise eliminar todos os produtos industrializados da alimentação. O Guia Alimentar para a População Brasileira recomenda que a base da dieta seja formada por alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, feijão, ovos, carnes e leite, e orienta a evitar o consumo de ultraprocessados.

No supermercado, portanto, olhar apenas as palavras destacadas na parte da frente da embalagem pode não ser suficiente. Ler a lista de ingredientes é uma das formas mais simples de entender o que realmente está dentro do produto.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/7-alimentos-que-parecem-saudaveis-mas-podem-ser-ultraprocessados,3011976933f2cc187c4cab670fc3c9a83a1k6wly.html?utm_source=clipboard - Por: Laura Pereira / Licenciado de Gávea News - Foto: Gávea News