segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Setembro Amarelo: o papel dos exercícios físicos na saúde mental


Atividade física pode contribuir para o bem-estar emocional, mas não substitui acompanhamento profissional em casos de sofrimento psíquico

 

No contexto do Setembro Amarelo, a prática regular de exercícios físicos destaca-se como importante aliada do bem-estar mental, auxiliando na redução do estresse, na melhora do humor e na socialização. Embora caminhar, nadar ou dançar contribua para o autocuidado mesmo em intensidades leves, o movimento não substitui o tratamento médico ou psicológico. Diante de sofrimento emocional persistente e sinais de alerta, a busca por apoio profissional especializado continua sendo indispensável.

 

Setembro é marcado pelo Setembro Amarelo, campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio e a importância de cuidar da saúde mental. O tema também chama atenção para hábitos que podem contribuir para o bem-estar.

 

Entre eles está a prática de exercícios físicos.

 

Caminhar, correr, pedalar, nadar ou fazer musculação não são tratamentos isolados para problemas de saúde mental. Porém, manter o corpo ativo pode fazer parte de uma rotina de autocuidado e contribuir para diferentes aspectos do bem-estar.

 

Qual é a relação entre exercício físico e saúde mental?

Durante a atividade física, o organismo passa por mudanças que podem influenciar o humor e a sensação de bem-estar.

O exercício também pode ajudar a reduzir o estresse e favorecer o sono. Além disso, criar uma rotina de movimento pode contribuir para a disposição e para a percepção de qualidade de vida.

Esses efeitos variam de pessoa para pessoa. A intensidade e a frequência dos exercícios também precisam considerar o condicionamento físico de cada indivíduo.

 

Não precisa começar com um treino pesado

Quem está parado há algum tempo não precisa começar com exercícios intensos.

Uma caminhada de alguns minutos já pode ser uma forma de inserir movimento na rotina. Com o tempo, a duração e a intensidade podem aumentar de acordo com a adaptação do corpo.

Outras opções também podem funcionar:

 

Caminhada.

Corrida leve.

Bicicleta.

Dança.

Natação.

Musculação.

Pilates.

Esportes coletivos.

 

O mais importante é encontrar uma atividade que seja possível manter com regularidade.

 

A rotina de exercícios também pode ajudar na socialização

A atividade física não envolve apenas o movimento do corpo.

Treinar em uma academia, participar de um grupo de corrida ou praticar um esporte coletivo também pode criar oportunidades de convivência.

Para algumas pessoas, esses momentos ajudam a diminuir o isolamento e a manter vínculos sociais.

Isso não significa que o exercício sozinho seja capaz de resolver problemas emocionais. A socialização é apenas um dos possíveis benefícios associados a uma rotina mais ativa.

 

Exercício não substitui tratamento

Esse é um ponto importante durante o Setembro Amarelo.

Atividade física pode fazer parte de uma rotina saudável, mas não deve ser apresentada como tratamento para depressão, ansiedade ou outros transtornos.

Quem apresenta sofrimento persistente, perda de interesse pelas atividades, alterações importantes no sono ou no apetite, isolamento ou dificuldade para realizar tarefas do dia a dia deve procurar ajuda profissional.

Psicólogos, psiquiatras e outros profissionais de saúde podem avaliar cada situação e indicar o cuidado adequado.

 

Como começar a se movimentar?

Não existe necessidade de transformar a rotina de uma hora para outra.

Começar aos poucos pode facilitar a adaptação. Uma caminhada curta, por exemplo, pode ser um primeiro passo para quem ainda não pratica exercícios.

Também vale escolher horários que sejam compatíveis com a rotina. Ter companhia pode ajudar algumas pessoas a manter a regularidade.

E, se houver alguma condição de saúde ou dúvida sobre qual exercício praticar, é importante buscar orientação profissional.

 

Atenção aos sinais de sofrimento

O Setembro Amarelo também reforça a importância de prestar atenção a mudanças no comportamento.

Falas sobre morte, desesperança ou desejo de desaparecer devem ser levadas a sério. Nessas situações, não é indicado minimizar o sofrimento ou dizer simplesmente para a pessoa "pensar positivo".

Escutar sem julgamentos e incentivar a busca por ajuda profissional são atitudes importantes.

Em uma situação de risco imediato, a pessoa não deve ficar sozinha. É necessário buscar atendimento de emergência.

 

Movimento é parte do cuidado

Cuidar da saúde mental envolve diferentes aspectos. Sono adequado, alimentação, relações sociais, acompanhamento profissional quando necessário e atividade física podem fazer parte desse cuidado.

No Setembro Amarelo, falar sobre exercícios também é uma oportunidade para lembrar que saúde não é apenas desempenho, peso ou aparência.

O objetivo não precisa ser correr mais rápido ou levantar mais peso. Às vezes, simplesmente sair do lugar já pode ser um começo.

Mais do que buscar um treino perfeito, vale construir uma relação possível e sustentável com o movimento. E, quando existe sofrimento emocional, pedir ajuda também faz parte de cuidar de si.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/setembro-amarelo-o-papel-dos-exercicios-fisicos-na-saude-mental,0ff71466b3787162efef29d336694dc4qoos4m74.html?utm_source=clipboard - Por: Maria Eduarda Vieira / Licenciado de Sport Life - Foto: Shutterstock / Sport Life

domingo, 13 de setembro de 2026

Dor de cabeça diária: causas, sinais de alerta e quando buscar ajuda


Ter dor de cabeça com frequência pode estar relacionado a hábitos, enxaqueca, tensão muscular ou até ao uso excessivo de medicamentos

 

Dores de cabeça diárias não são normais e exigem avaliação médica. Suas causas incluem estresse, desidratação, noites mal dormidas, enxaqueca e até o uso excessivo de analgésicos, que pode piorar o quadro. Sinais como dor súbita e intensa, febre, rigidez no pescoço ou fraqueza demandam atendimento de urgência. Em vez de insistir na automedicação, é essencial buscar apoio profissional para identificar as causas e estabelecer o tratamento adequado.

 

Sentir dor de cabeça todos os dias não deve ser encarado apenas como algo normal da rotina.

 

O sintoma pode ter diferentes causas. Em alguns casos, está relacionado a fatores simples, como noites mal dormidas, estresse, desidratação ou tensão muscular. Em outros, pode indicar um tipo específico de cefaleia que precisa de acompanhamento.

 

Também existe uma situação que pode manter ou aumentar as crises: o uso frequente de medicamentos para aliviar a dor.

 

Por isso, observar a frequência, a intensidade e as características da dor ajuda a entender quando é necessário procurar atendimento.

 

O que pode causar dor de cabeça frequente?

Existem diversos fatores associados às dores de cabeça recorrentes.

Entre os mais comuns estão:

 

Estresse e tensão emocional.

Sono insuficiente ou irregular.

Desidratação.

Jejum prolongado.

Excesso de cafeína ou retirada repentina da bebida.

Alterações hormonais.

Problemas de visão.

Tensão muscular no pescoço e nos ombros.

Enxaqueca.

Uso frequente de medicamentos para dor.

 

A chamada cefaleia tensional, por exemplo, costuma provocar uma sensação de pressão ou aperto na cabeça. Já a enxaqueca pode causar dor mais intensa, muitas vezes acompanhada de náusea e sensibilidade à luz ou ao som.

 

Tomar remédio todos os dias pode piorar a dor?

Pode.

Um dos pontos importantes para quem sofre com dor de cabeça todos os dias é observar a frequência com que utiliza analgésicos.

O uso frequente de medicamentos para tratar crises pode levar à chamada cefaleia por uso excessivo de medicamentos. Nesse quadro, a própria utilização repetida de remédios pode contribuir para a manutenção das dores.

Isso não significa que analgésicos não possam ser utilizados. O problema está no uso frequente sem acompanhamento adequado.

Se a pessoa precisa tomar remédios constantemente para conseguir controlar a dor, é importante procurar avaliação médica.

 

Como identificar quando a dor precisa ser investigada?

A frequência é um dos principais pontos.

Também é importante observar se a dor mudou de padrão ou está ficando mais intensa.

Manter um registro das crises pode ajudar. Anote quando a dor aparece, quanto tempo dura, sua intensidade, possíveis gatilhos e quais medicamentos foram utilizados.

Essas informações podem facilitar a avaliação do profissional de saúde.

 

Quando procurar atendimento médico?

Algumas características exigem atenção.

Procure atendimento de urgência quando a dor surgir de forma súbita e muito intensa, especialmente se for diferente de tudo o que você já sentiu.

Também é importante buscar atendimento rapidamente se a dor vier acompanhada de:

 

Fraqueza ou dormência em um lado do corpo.

Dificuldade para falar.

Confusão mental.

Desmaio.

Convulsão.

Alterações importantes na visão.

Febre e rigidez no pescoço.

Vômitos persistentes.

Uma dor de cabeça depois de um trauma na cabeça também merece avaliação.

 

O que fazer quando a dor é frequente?

O primeiro passo é evitar a automedicação contínua.

Também vale observar hábitos que podem favorecer as crises. Ter horários regulares para dormir e comer, manter uma boa hidratação e identificar possíveis gatilhos pode ajudar.

Porém, essas medidas não substituem a investigação quando as dores são recorrentes.

Um médico pode avaliar o histórico dos sintomas, realizar o exame físico e, quando necessário, solicitar exames para investigar outras causas.

 

Dor de cabeça todos os dias não deve ser ignorada

Uma dor ocasional pode estar relacionada a fatores passageiros. Já a dor de cabeça todos os dias merece atenção, principalmente quando persiste, interfere na rotina ou exige medicamentos frequentes.

Identificar a causa é importante para escolher o tratamento adequado e evitar que o problema se torne recorrente.

Por isso, se as crises fazem parte da rotina, procure avaliação profissional em vez de apenas tentar controlar a dor com analgésicos.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/dor-de-cabeca-diaria-causas-sinais-de-alerta-e-quando-buscar-ajuda,b3a075823d804b22ce2580b5578945b2p12ezy3q.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

sábado, 12 de setembro de 2026

Estudo aponta que manchas amareladas nos olhos podem indicar risco de AVC


Placas e protuberâncias amareladas nas pálpebras ou na proximidade do globo ocular são chamadas de xantelasma

 

Um estudo indicou que placas e protuberâncias amareladas nas pálpebras e nos cantos internos dos olhos, chamadas de xantelasma, podem estar associadas a um risco maior de AVC, infarto e ataque isquêmico transitório, conhecido como "mini-AVC".

 

O estudo publicado na revista científica Atherosclerosis acompanhou 17.925 pessoas com xantelasma ao longo de dez anos e comparou os resultados obtidos com análises feitas com o mesmo número de pacientes com presbiopia, pessoas com uma dificuldade de enxergar de perto, que não têm xantelasma.

 

Ao longo do primeiro ano do estudo, 1% dos pacientes com xantelasma tiveram um infarto, enquanto apenas 0,35% das pessoas do grupo de comparação tiveram o mesmo problema de saúde. Essa diferença também esteve presente nos outros fatores analisados. Quanto ao AVC, 0,95% das pessoas com xantelasma tiveram a intercorrência ante 0,3% do grupo de comparação. Em relação ao mini-AVC, as porcentagens foram de 0,6% e 0,19% respectivamente.

 

Segundo os pesquisadores, essa associação se manteve presente ao longo dos dez anos de acompanhamento do estudo, o que indica um risco maior dessas intercorrências a curto e a longo prazos.

 

Entretanto, essa associação não significa que a manchas e protuberâncias provoquem um infarto ou um AVC. A hipótese levantada é que elas podem ser um sinal de alterações no sistema cardiovascular.

 

A pesquisa explica que o xantelasma pode ser inofensivo, mas que também podem ter relação com níveis elevados de colesterol. É comum que elas surjam quando há acúmulo de colesterol e outras gorduras sob a pele.

 

O colesterol também é apontado como um fato de risco para infartos e AVCs, pois ele participa da formação de placas de gordura que podem dificultar a circulação de sangue nas artérias. Quando não há fluxo de sangue, o coração para, ocasionando um infarto. Se isso ocorrer no cérebro, pode causar um AVC.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/estudo-aponta-que-manchas-amareladas-nos-olhos-podem-indicar-risco-de-avc,d28f1d62e342d14288bc7948f23c56c9j5w53egs.html?utm_source=clipboard - Foto: Wikimedia

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Infartos que ocorrem durante o dia são mais perigosos


Um estudo espanhol revelou que infartos ocorridos durante o dia são mais perigosos que os noturnos devido ao relógio biológico dos neutrófilos. Essas células do sistema imunológico tornam-se menos agressivas à noite, migrando com maior precisão para o tecido lesionado e reduzindo danos colaterais ao coração. A descoberta é promissora para o desenvolvimento de novas terapias que regulem a resposta inflamatória pós-infarto sem comprometer a imunidade do paciente contra infecções.

 

O horário em que um infarto ocorre pode afetar sua gravidade, com aqueles que ocorrem à noite sendo menos danosos ao coração. Contudo, os pesquisadores ainda não sabiam o motivo disso.

 

Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisas Cardiovasculares, na Espanha, descobriram que a resposta pode estar no relógio interno dos neutrófilos, células do sistema imunológico que atuam na inflamação pós-infarto.

 

Segundo a pesquisa, os neutrófilos obedecem a um relógio circadiano, tornando-se menos agressivos durante a noite. Ou seja, a ativação do sistema imunológico é modulada de acordo com a hora do dia.

 

Os pesquisadores analisaram dados de milhares de pacientes e confirmaram que os infartos ocorridos durante a noite são realmente menos severos. Eles descobriram que, à noite, os neutrófilos migram de forma mais precisa para o tecido lesionado, minimizando os dados colaterais aos músculos cardíacos saudáveis.

 

Os autores classificaram essas descobertas como promissoras, e esperam que possam abrir caminhos para o desenvolvimento de novas terapias que modulem a resposta inflamatória em situações crítica, sem comprometer a capacidade do corpo de combater infecções.

 

Fonte: Journal of Experimental Medicine. DOI: 10.1084/jem.20250240.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/infartos-que-ocorrem-durante-o-dia-sao-mais-perigosos,a18b486fe3978faef27008a170bdea8bi35d60n3.html?utm_source=clipboard - Foto: RATTANAKUN/Evanto / Boa Saúde

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Nutricionista lista 6 alimentos que ajudam a combater a celulite


De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a celulite afeta cerca de 95% das mulheres após a puberdade.

 

Não é à toa que existem diversos tratamentos com a promessa de amenizar o aspecto de casca de laranja que aparecem, principalmente, em regiões como coxas, bumbum e braços. E há também uma ajuda simples para combater os “temíveis” furinhos: a introdução de alguns alimentos no cardápio.

 

A nutricionista Juliana Vieira elencou alimentos com propriedades para combater a celulite.

 

Abacate

É uma excelente fonte de nutrientes anticelulite, como a vitamina B, C e E e glutationa – um conhecido antioxidante.

 

Abacaxi

É rico em bromelina, uma enzima que age como anti-inflamatório e ajuda a combater as irregularidades da pele.

 

Alho

Acelera o metabolismo e ajuda a reduzir os depósitos de gordura no corpo.

 

Chia

Contém ômega 3, que tem ação anti-inflamatória, melhorando assim o aspecto da celulite

 

Chá verde

O chá verde tem ação diurética, por isso ajudam a retenção hídrica.

 

Frutas ricas em vitamina C, como morango, laranja, acerola e limão:

 

Esse nutriente é um poderoso antioxidante e atua contra os radicais livres, e é responsável pela produção de colágeno, que é essencial para a firmeza da pele.

 

Por outro lado, há alimentos que contribuem para o aparecimento de celulite. Juliana também listou alguns deles.

 

Carnes vermelhas gordas

Desencadeiam processos inflamatórios na pele e provocam um acúmulo de gordura localizada.

 

Café e chá mate

Contêm muita cafeína, um componente diurético que leva à desidratação do organismo quando consumido em excesso. Em um corpo desidratado, a circulação sanguínea é prejudicada.

 

Doces e açúcar branco refinado

O açúcar em excesso não é convertido em energia pelo organismo e fica armazenado na forma de gordura. Essa reserva de gordura tende a ficar acumulada na pele, gerando inflamações que favorecem os furinhos.

 

Álcool

O consumo de bebida alcoólica em excesso pode prejudicar a circulação sanguínea e causar retenção de líquidos.

 

Sódio

Sal de cozinha, caldos prontos, molho de soja e produtos processados devem ser controlados no cardápio. Excesso de sódio pode levar à retenção de líquido, fator que influencia a formação de celulite. O ideal é não consumir mais 2g de sódio por dia.

 

A nutricionista explica que também é necessário beber bastante água durante o dia.

 

“Aumentar o consumo de água durante o dia também contribui para a diminuição da retenção de líquido, ajudando o organismo a trabalhar melhor. Também recomendo realizar exercícios físicos e estimular a circulação sanguínea”, orienta.

 

Fonte: https://vidaplenaebemestar.com.br/bem-estar/alimentacao/nutricionista-lista-6-alimentos-que-ajudam-a-combater-a-celulite