quarta-feira, 22 de julho de 2026

Atividade física na terceira idade: o segredo para mais autonomia e saúde


Entenda como o sedentarismo acelera a perda de força e equilíbrio na terceira idade e veja por que o exercício preserva sua autonomia.


Manter-se ativo na terceira idade é essencial para preservar a autonomia, evitar quedas e melhorar a qualidade de vida. O sedentarismo acelera a perda de força, equilíbrio e funcionalidade, elevando riscos de doenças e limitações. A prática regular de exercícios físicos traz benefícios para o corpo e a mente, promovendo independência e bem-estar.


Levantar da cama, caminhar até o mercado, subir escadas ou carregar sacolas pequenas parecem coisas simples. Mas, com o passar dos anos, essas tarefas podem virar desafios quando o sedentarismo entra na rotina e o corpo perde força, equilíbrio e confiança. É aí que você começa a depender dos outros para fazer aquilo que sempre fez sozinho.


Por isso, falar de atividade física na terceira idade não é "moda fitness": é falar de autonomia, segurança e qualidade de vida.


Sedentarismo: por que ele rouba sua autonomia

Especialistas alertam que a falta de atividade física acelera a perda de massa muscular. Ou seja, você perde força para levantar da cadeira, caminhar seguras quadras ou subir alguns degraus.

Além disso, o sedentarismo compromete o equilíbrio e reduz a capacidade funcional. Isso significa mais risco de quedas, mais doenças crônicas e mais dificuldade para cuidar de si mesmo sem ajuda.

Ao mesmo tempo, esse cenário ganha peso com o envelhecimento da população brasileira. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de pessoas com 60 anos ou mais cresce rápido e deve continuar aumentando nas próximas décadas.

Essa realidade reforça a necessidade de estimular hábitos que favoreçam um envelhecimento ativo e saudável. Entre eles, a prática regular de atividade física aparece como uma das principais recomendações de organismos internacionais para preservar a qualidade de vida ao longo dos anos.


Envelhecer não é sinônimo de perder autonomia

O coordenador de Medicina da Afya Centro Universitário de Pato Branco e especialista em geriatria, Vilson Campos, lembra que você não está condenado à dependência só por envelhecer.

"Envelhecer não significa perder autonomia. Grande parte dessa capacidade pode ser preservada quando o idoso mantém uma rotina de exercícios, alimentação equilibrada e acompanhamento médico regular. O movimento ajuda a controlar doenças crônicas, reduz o risco de quedas e contribui para que a pessoa continue independente por muito mais tempo", pontua Vilson.

Ou seja, apesar de o tempo trazer mudanças naturais, o sedentarismo é um dos principais vilões nessa perda de capacidade. Quando você se mexe, se alimenta bem e faz acompanhamento, ganha anos de vida com mais liberdade.


Quanto de exercício é recomendado para idosos?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) traz um guia importante para você entender o mínimo recomendado. Pessoas idosas devem realizar entre 150 e 300 minutos semanais de atividade física de intensidade moderada, ou entre 75 e 150 minutos de atividade intensa.

Além disso, a OMS orienta incluir exercícios de fortalecimento muscular e atividades voltadas ao equilíbrio e à coordenação motora. Esses cuidados são fundamentais para prevenir quedas e manter a independência.

Esses hábitos também estão associados à redução do risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão, osteoporose e declínio cognitivo. Ou seja, você protege o corpo e a mente ao mesmo tempo.


Sedentarismo é mais perigoso do que esforço bem orientado

Para Fabiano Nazar, coordenador do curso de Educação Física da Afya Centro Universitário de Pato Branco, preservar a autonomia é um dos maiores ganhos dos exercícios.

"Muitas pessoas acreditam que envelhecer significa perder naturalmente a capacidade de realizar atividades do dia a dia. Na realidade, grande parte dessa perda está relacionada ao sedentarismo. Quando o idoso mantém uma rotina de exercícios adequada às suas condições, ele preserva força muscular, equilíbrio, mobilidade e resistência, o que permite continuar realizando tarefas cotidianas com segurança e independência", avalia Fabiano.

Um erro comum é achar que idosos devem evitar qualquer esforço para não se machucar. "O sedentarismo representa um risco muito maior do que a prática orientada de exercícios. A falta de movimento favorece a perda de massa muscular, reduz a densidade óssea, diminui a capacidade cardiorrespiratória e aumenta o risco de quedas. Quando o exercício é prescrito de forma individualizada e acompanhado por um profissional, ele se torna uma ferramenta fundamental para promover saúde e qualidade de vida", pontua.

Assim, o problema não é se movimentar, mas se movimentar sem orientação. Com acompanhamento adequado, o exercício vira um remédio poderoso contra o sedentarismo.


Quedas: como o exercício ajuda a prevenir esse risco

As quedas estão entre as principais causas de internações e perda de independência na população idosa. Além de fraturas e limitações físicas, elas podem gerar medo de caminhar, isolamento social e baixa autoestima.

Exercícios que trabalham força, equilíbrio, coordenação e flexibilidade são apontados como aliados importantes na prevenção desses acidentes. Isso significa que treinar o corpo ajuda você a se sentir mais confiante para andar, subir degraus e se movimentar em ambientes com obstáculos.

Além disso, quando você se sente mais seguro, reduz a tendência de evitar saídas, encontros e atividades sociais. Dessa forma, a atividade física também protege sua vida social e seu bem-estar emocional.


Atividade física também cuida da sua cabeça

Os benefícios da atividade física não ficam só nos músculos e ossos. A prática regular contribui para reduzir sintomas de ansiedade e depressão.

Além disso, ela melhora a qualidade do sono, favorece a memória e amplia a convivência social, especialmente quando realizada em grupos. Uma simples caminhada em grupo ou aula de hidroginástica pode ser, ao mesmo tempo, exercício e oportunidade de fazer amigos.

Por outro lado, o sedentarismo favorece o isolamento e deixa a mente mais vulnerável a tristeza e desânimo. O movimento ajuda a quebrar esse ciclo.


Qual exercício é melhor para quem está na terceira idade?

Não existe uma única modalidade ideal para todos. O profissional destaca que caminhadas, musculação, hidroginástica, pilates, dança, ciclismo e exercícios funcionais podem trazer excelentes resultados.

O mais importante é respeitar as condições clínicas, objetivos e limitações de cada pessoa. "O objetivo não é formar atletas, mas permitir que o idoso mantenha sua independência pelo maior tempo possível. Cada exercício realizado hoje representa mais autonomia amanhã. Quanto antes a atividade física fizer parte da rotina, maiores serão os benefícios para o corpo, para a mente e para a qualidade de vida", destaca Fabiano.

Assim, o melhor exercício é aquele que você consegue manter com segurança, prazer e regularidade, sem que o sedentarismo volte a dominar sua rotina.


Envelhecimento ativo: mais que viver mais, é viver melhor

Com o aumento da expectativa de vida da população, especialistas reforçam que incentivar um envelhecimento ativo é estratégia essencial de saúde pública. Mais do que acrescentar anos à vida, a atividade física ajuda a garantir que esses anos sejam vividos com autonomia, segurança e bem-estar.

Isso significa que, ao combater o sedentarismo, você não está apenas "fazendo exercício": está investindo em mais anos se levantando sozinho da cama, indo ao mercado, cozinhando, passeando e cuidando da própria história.


Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/atividade-fisica-na-terceira-idade-o-segredo-para-mais-autonomia-e-saude,0b310300212168d255c898a3326c8b592dix7gov.html?utm_source=clipboard - Por: Redação / Licenciado de Saúde em Dia - Foto: RDNE Stock project/Pexels


terça-feira, 21 de julho de 2026

Importância de preservar a massa magra ao emagrecer


A perda de massa magra pode comprometer a força, a mobilidade e o metabolismo

 

Emagrecimento saudável vai além de perder peso na balança. Preservar a massa magra é essencial, pois ela garante força, equilíbrio e um metabolismo ativo. Dietas restritivas e emagrecedores sem orientação podem causar danos. Alimentação adequada, exercícios de força e acompanhamento profissional são fundamentais para manter a saúde e a qualidade de vida.

 

Quando o assunto é emagrecimento, muitas pessoas focam apenas no número da balança. No entanto, perder peso nem sempre significa perder gordura.

 

Em alguns casos, o organismo também reduz a quantidade de músculos, o que pode trazer consequências importantes para a saúde. A perda de massa magra vai muito além da aparência e merece atenção.

 

Os músculos desempenham funções essenciais no corpo. Eles participam dos movimentos, ajudam a manter a postura, protegem as articulações e contribuem para o funcionamento do metabolismo.

 

Por isso, preservar a massa muscular é um dos principais objetivos durante qualquer processo de emagrecimento.

 

O que é massa magra?

A massa magra corresponde a todos os tecidos do corpo que não são gordura. Ela inclui músculos, ossos, órgãos e água corporal.

No dia a dia, porém, o termo costuma ser usado para se referir principalmente à musculatura.

Ter uma boa quantidade de massa muscular favorece a força, o equilíbrio, a mobilidade e a capacidade de realizar atividades cotidianas.

 

Quais são os riscos da perda de massa magra?

A perda de massa magra pode afetar diferentes aspectos da saúde.

 

Entre os principais riscos estão:

 

Redução da força muscular.

Maior dificuldade para realizar atividades diárias.

Queda no metabolismo.

Aumento do risco de quedas, especialmente em idosos.

Recuperação mais lenta após doenças ou cirurgias.

Piora do desempenho físico.

 

Além disso, quanto menor a quantidade de músculos, menor tende a ser o gasto energético do organismo em repouso, o que pode dificultar a manutenção do peso no longo prazo.

 

Emagrecer rápido pode aumentar esse risco

Dietas muito restritivas e perda de peso acelerada favorecem não apenas a redução da gordura corporal, mas também da massa muscular.

Quando o organismo recebe poucas calorias ou proteínas, pode utilizar os músculos como fonte de energia.

Por isso, estratégias radicais costumam ser desaconselhadas por profissionais de saúde.

 

O uso de emagrecedores exige acompanhamento

Medicamentos para emagrecimento podem ser indicados em situações específicas, sempre após avaliação médica.

No entanto, o uso sem necessidade clínica ou sem acompanhamento profissional pode trazer riscos.

Além dos possíveis efeitos colaterais, uma perda de peso muito rápida pode favorecer a perda de massa magra, principalmente quando não há alimentação adequada e prática de exercícios de força.

Por esse motivo, esses medicamentos não devem ser utilizados apenas por motivos estéticos ou por indicação de terceiros.

 

Como preservar os músculos durante o emagrecimento?

A melhor estratégia é combinar alimentação equilibrada, atividade física e acompanhamento profissional.

 

Alguns cuidados fazem diferença:

 

Consumir proteínas em quantidades adequadas.

Praticar musculação ou exercícios de resistência.

Evitar dietas extremamente restritivas.

Dormir bem.

Manter acompanhamento com médico e nutricionista, quando necessário.

O treino de força é um dos principais aliados na preservação da massa muscular, mesmo durante a perda de peso.

 

Os músculos são importantes em todas as idades

A massa muscular tende a diminuir naturalmente com o envelhecimento. Esse processo pode aumentar o risco de fraqueza, perda de autonomia e quedas.

Por isso, cuidar da musculatura não é importante apenas para atletas ou pessoas que frequentam academias. Trata-se de uma medida que contribui para a saúde e a qualidade de vida ao longo dos anos.

 

Emagrecer com saúde é o objetivo

A perda de massa magra não deve ser encarada como parte normal do emagrecimento.

O objetivo é reduzir o excesso de gordura preservando os músculos, que desempenham funções essenciais no organismo.

Antes de iniciar dietas restritivas ou utilizar medicamentos para perda de peso, é fundamental buscar orientação médica.

Um plano individualizado ajuda a alcançar resultados mais seguros e duradouros, protegendo não apenas a aparência física, mas também a saúde como um todo.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/importancia-de-preservar-a-massa-magra-ao-emagrecer,b995f4c63a5f66213f6ec959b4c6dde8wthpjfi8.html?utm_source=clipboard - Foto: Shuttherstock / Saúde em Dia

segunda-feira, 20 de julho de 2026

5 dicas de como manter seu colesterol equilibrado


Anualmente, segundo dados do DATASUS, cerca de 340 mil brasileiros morrem vítimas de doenças cardíacas e, atualmente, de acordo com a Campanha Nacional de Alerta Sobre o Colesterol Elevado, 40% da população está com o colesterol alto, o que pode causar, dentre outras doenças crônicas, o infarto e o Acidente Vascular Cerebral (AVC).

 

De acordo com o nutricionista Ana Carolina Moron Gagliardi, Doutora em Cardiologia – InCor USP, o colesterol é um tipo de gordura de origem animal que é metabolizada pelo fígado e transportada por lipoproteínas como o LDL – chamado de colesterol “ruim” – que leva o colesterol do fígado para os tecidos do corpo e, em excesso, pode se depositar nas paredes das artérias, e o HDL, colesterol “bom”, que leva o excesso de colesterol dos tecidos para o fígado, para que ele seja metabolizado, reutilizado ou eliminado pelo corpo.

 

Por isso, cuidar da alimentação e do estilo de vida é extremamente importante. “As pessoas muitas vezes descobrem que estão com ocolesterol alto, quando sofrem um ataque do coração ou um AVC”, comenta. “O ideal é que consultar um médico regularmente e realizar exames de rotina, além de cuidar da alimentação e praticar atividade física, para manter os níveis adequados de gordura no sangue”, alerta Ana Carolina.

 

Ao contrário do que muita gente pensa, é possível controlar o colesterol “ruim” com o auxílio da alimentação. A seguir, a nutricionista dá cinco dicas para manter seu colesterol equilibrado e auxiliar no bom funcionamento do organismo.

 

Exercícios aeróbicos

Atividades físicas como caminhar, correr e andar de bicicleta auxiliam a elevar a concentração sanguínea de HDL, o colesterol “bom”.

 

Aumento do consumo de alimento integrais

As fibras solúveis, presentes em alimentos, como a aveia, auxiliam na redução de LDL do sangue, o chamado colesterol “ruim”.

 

Consumir castanhas, amêndoas, avelãs, nozes e pistaches

Estas oleaginosas são pobres em gorduras saturadas e ricas em monoinsaturadas, elas auxiliam na redução do LDL e do colesterol total, sem reduzir o HDL.

 

Consumir frutas e verduras regularmente

Uma alimentação variada garante uma oferta adequada de nutrientes, entre eles antioxidantes como vitamina C, carotenoides, flavonoides entre outros. Estudos mostram que uma dieta rica em antioxidantes apresenta menos riscos de doenças do coração.

 

Alimentos com fitoesteróis

Os fitoesteróis auxiliam na redução do LDL, pois são capazes de bloquear parcialmente a absorção do colesterol no intestino. Estas substâncias vegetais são encontradas em pouca quantidade em verduras, legumes e óleos vegetais, porém, para se obter melhor seu efeito é possível consumirmos produtos adicionados com esta substância, como por exemplo creme vegetais com fitoesteróis.

 

Fonte: https://vidaplenaebemestar.com.br/bem-estar/alimentacao/5-dicas-de-como-manter-seu-colesterol-equilibrado

domingo, 19 de julho de 2026

Espanha bate a Argentina na prorrogação e vence a Copa do Mundo pela segunda vez


Depois de 16 anos, a Espanha pode libertar o grito de "é campeão" da garganta novamente! Neste domingo, a Fúria levou a melhor sobre a Argentina na grande final da Copa do Mundo de 2026, por 1 a 0, e faturou o título mundial pela segunda vez em sua história. O gol da vitória espanhola foi marcado por Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação do jogo disputado no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

 

📋 Resumo do jogo

🔴🟡 ESPANHA 1 x 0 ARGENTINA 🔵⚪

 

🏆 Competição: Copa do Mundo (final)

🏟️ Local: MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA)

📅 Data: 19 de julho de 2026 (domingo)

Horário: 16h (de Brasília)

👥 Público: 80.663 torcedores

🟨 Cartões Amarelos: Lisandro Martínez, Paredes, Enzo Fernández, Lionel Scaloni e Mac Allister (Argentina)

🟥 Cartões vermelhos: Enzo Fernández (Argentina)

 

Arbitragem

Árbitro: Slavko Vincic (ESL)

Assistentes: Tomaz Klancnik (ESL) e Andraz Kovacic (ESL)

VAR: Bastian Dankert (ALE)

 

Gols:

Ferrán Torres, aos 1' do 2ºT da prorrogação (Espanha)

 

🔴🟡 Espanha

Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte (Eric García) e Cucurella; Rodri (Zubimendi), Fabián Ruiz (Pedri) e Dani Olmo (Merino); Lamine Yamal, Álex Baena (Nico Williams) e Oyarzabal (Ferrán Torres).

Técnico: Luis de la Fuente

 

🔵⚪ Argentina

Dibu Martínez; Montiel (Molina), Cuti Romero (Medina), Lisandro Martínez (Otamendi) e Tagliafico; Enzo Fernández, Mac Allister, De Paul (Simeone) e Messi; Nico González (Paredes) e Julián Álvarez (Senesi).

Técnico: Lionel Scaloni

 

Como foi o jogo?

O início da grande final foi eletrizante. Logo aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelou com Dani Olmo na entrada da área e chutou rasteiro com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martínez reagiu rapidamente e fez boa defesa.

A Argentina respondeu no minuto seguinte. Julián Álvarez roubou a bola no meio de campo e lançou para Messi nas costas da marcação da Espanha. Porém, o goleiro Unai Simón se antecipou e saiu do gol para fazer o corte.

Depois, o jogo ficou morno. Com o controle da posse de bola, os espanhóis só voltaram a chegar ao ataque aos 37 minutos. Após boa jogada coletiva, Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, mas parou em Dibu Martínez. Já aos 42, foi a vez de Cucurella arriscar de longe e levar perigo.

Os argentinos, por sua vez, produziram muito pouco. Os atuais campeões demonstraram dificuldade de escapar da pressão espanhola e terminaram a primeira etapa sem nenhuma finalização a gol.

 

Segundo tempo

A Espanha continuou tomando a iniciativa após o intervalo. Com menos de um minuto no segundo tempo, Baena costurou pelo lado esquerdo, ajeitou para o meio e bateu colocado, mas Dibu Martínez agarrou. O goleiro da Argentina precisou trabalhar novamente aos 18, em chute de Dani Olmo de fora da área, e aos 21, em cabeceio de Ferrán Torres.

A Fúria incomodou mais uma vez aos 31 minutos. Pedri carregou a bola por dentro após boa troca de passes e mandou em cima de Dibu Martínez. Na sequência, Cubarsí soltou uma pancada de fora da área e parou em mais uma defesa do goleiro argentino. Pressão total da Espanha!

A partida ficou ainda mais complicada para a Argentina após a expulsão de Enzo Fernández. Aos 47 minutos, o jogador cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um a menos. A Espanha teve a chance de garantir a vitória aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martínez espalmou e levou o duelo para a prorrogação.

 

Prorrogação

O cenário foi o mesmo no primeiro tempo da prorrogação. Com somente dois minutos, Pedri cruzou na medida para Nico Williams, que desviou de cabeça e parou em uma defesaça de Dibu Martínez. A Espanha chegou a abrir o placar com Nico Williams, aos cinco minutos, mas o tento foi anulado por uma falta de Merino em Otamendi.

Nas cordas, a Argentina tinha enorme dificuldade para ultrapassar a linha do meio-campo. Enquanto isso, os espanhóis desperdiçaram mais uma oportunidade aos 12 minutos. Nico Williams dominou pelo lado esquerdo e cruzou para Merino, que cabeceou para o chão e viu a bola raspar a trave.

 

Segundo tempo

Como diz o ditado, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. E o gol da Espanha enfim saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro conduziu pelo lado direito e cruzou na segunda trave, para Nico Williams, que ajeitou de cabeça para o meio da área. Ferrán Torres chegou fuzilando com a perna esquerda e colocou os espanhóis em vantagem.

A Fúria chegou a ampliar o marcador aos sete minutos, mais uma vez por meio de Ferrán Torres. No entanto, o gol acabou sendo invalidado por impedimento.

A Argentina não se entregou e quase empatou aos 14 minutos. Messi tocou para Simeone, que avançou pelo lado direito e cruzou rasteiro. Tagliafico chegou para empurrar para o fundo das redes, mas a zaga espanhola afastou na hora H. Logo na sequência, Messi cobrou escanteio e viu a bola sobrar com Simeone, que mandou por cima do gol de Unai Simón.

 

Fonte: https://www.gazetaesportiva.com/campeonatos/copa-do-mundo/espanha-bate-a-argentina-na-prorrogacao-e-vence-a-copa-do-mundo-pela-segunda-vez/ - Por Andre Costa em São Paulo, SP

Canetas x bariátrica: 6 mitos e verdades sobre os tratamentos


O uso de canetas emagrecedoras cresceu mais de 200% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2025.

 

As canetas emagrecedoras, que tiveram um crescimento de 239% nas vendas em 2026, estão mudando o tratamento da obesidade, mas não substituem a cirurgia bariátrica. O médico José Afonso Sallet explica mitos e verdades sobre esses medicamentos, destacando que eles devem ser prescritos com critério e acompanhamento médico para garantir eficácia e segurança.

 

Especialista esclarece se as canetas vão substituir a bariátrica e aponta a melhor opção para cada caso

 

O avanço das canetas emagrecedoras mudou a forma como muitos brasileiros encaram o tratamento contra a obesidade. Segundo a empresa de inteligência de dados Scanntech, o uso desses medicamentos injetáveis cresceu 239% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado. Ao mesmo tempo, o mercado informal já representa aproximadamente 50% das vendas, o que aumenta os riscos do uso sem orientação médica.

 

Diante da popularização dos medicamentos à base dos chamados agonistas do GLP-1, cresce também a necessidade de esclarecer informações. Especialista no tratamento contra a obesidade e em cirurgia bariátrica, o médico José Afonso Sallet, do Instituto de Medicina Sallet, esclarece seis mitos e verdades sobre o tema.

 

1 - Qualquer pessoa pode usar caneta emagrecedora

Mito. As canetas devem ser prescritas para quem apresenta diabetes tipo 2 e para o manejo de peso em adultos com IMC igual ou superior a 30 kg/m² (obesidade), ou IMC igual ou superior a 27 kg/m² (sobrepeso) na presença de pelo menos uma comorbidade relacionada ao peso, como pressão alta.

Mais recentemente, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou o uso da caneta Monjauro (tirzepatida) para crianças e adolescentes a partir de 10 anos para tratamento contra diabetes tipo 2. Já contra a obesidade, as canetas Saxenda (liraglutida) e Wegovy (semaglutida) estão liberadas a partir dos 12 anos, com critérios específicos de IMC e acompanhamento médico. Isso porque, o uso sem prescrição médica pode trazer riscos à saúde.

 

2 - Tirzepatida e similares têm efeitos colaterais

Verdade. Náuseas, vômitos, diarreia e prisão de ventre estão entre os efeitos adversos mais frequentes. A Anvisa também alerta para eventos graves, como pancreatite aguda. Isso reforça, portanto, a necessidade de acompanhamento médico durante todo o tratamento.

 

3 - Canetas são eficazes contra doenças causadas pela obesidade

Verdade. Além da perda de peso, estudos demonstram benefícios no controle do diabetes tipo 2 e melhora de condições associadas, como hipertensão arterial, apneia do sono e problemas articulares. A melhora dessas condições contribui, desse modo, para uma melhor qualidade de vida.

 

4 - Quem fez bariátrica e engordou não pode usar semagluita ou similares

Mito. Canetas emagrecedoras podem ser uma aliada importante no tratamento contra reganho de peso após a cirurgia bariátrica. No entanto, a introdução desse tratamento nunca deve ser feita de forma isolada ou como uma "solução mágica".

Isso porque, embora atuem no centro da saciedade e no esvaziamento gástrico, as canetas devem fazer parte de uma associação de tratamentos, de acordo com o especialista. Ou seja, os injetáveis precisam representar um suporte temporário ou de longo prazo até que o paciente alcance equilíbrio metabólico e incorpore à rotina hábitos saudáveis, como exercícios físicos.

 

5 - Os medicamentos injetáveis vão substituir a cirurgia bariátrica

Mito. Para pacientes com obesidade em níveis mais elevados e doenças metabólicas, a cirurgia bariátrica continua sendo o tratamento mais indicado. Enquanto os medicamentos injetáveis auxiliam no controle da doença, a cirurgia promove alterações metabólicas e hormonais mais duradouras.

 

6 - Com bariátrica, perde-se mais peso do que com canetas

Verdade. Os análogos do hormônio GLP-1 costumam proporcionar perda de 10% a 15% do peso corporal, podendo chegar perto de 20% , conforme apontam estudos mais recentes. Já a cirurgia bariátrica normalmente resulta em redução de 30% a 40% do peso corporal total, além de apresentar maiores índices de remissão de doenças associadas, como o diabetes tipo 2.

 

Outros tratamentos

O especialista lembra que existem outras opções terapêuticas para o tratamento contra a obesidade, como a endosutura gástrica e o balão intragástrico. Na endosutura gástrica, o médico faz suturas ("pregas) no estômago a fim de reduzir o tamanho do órgão e, com isso, aumentar a saciedade do paciente.

 

"A obesidade não possui uma solução única", frisa Sallet. "A escolha do tratamento deve ser baseada em critérios médicos, considerando o IMC, o perfil metabólico e o histórico de saúde de cada paciente".

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/canetas-x-bariatrica-6-mitos-e-verdades-sobre-os-tratamentos,dc29160098d8c32beef5def1cf3ff4cdeyeh9z70.html?utm_source=clipboard - Por: Fernanda Villas Bôas / Licenciado de Revista Malu