quarta-feira, 15 de julho de 2026

Disfunção erétil pode ser alerta para problemas no coração


Alteração na função sexual pode ser um dos primeiros sinais de doenças cardiovasculares silenciosas, segundo urologista

 

A disfunção erétil pode ser um sinal precoce de problemas cardiovasculares, pois a circulação sanguínea é fundamental para a ereção. Fatores como obesidade, diabetes e sedentarismo também podem influenciar. Buscar ajuda médica é essencial para identificar possíveis doenças e iniciar tratamentos. Hábitos saudáveis beneficiam tanto a saúde sexual quanto o coração.

 

A dificuldade para obter ou manter uma ereção costuma ser associada ao envelhecimento ou a fatores emocionais. No entanto, a disfunção erétil também pode ser um dos primeiros sinais de problemas cardiovasculares, funcionando como um importante alerta para doenças ainda silenciosas.

 

Isso acontece porque a ereção depende diretamente de um fluxo sanguíneo adequado. Quando a circulação começa a apresentar alterações, os vasos do pênis, que são mais estreitos, podem ser afetados antes mesmo das artérias do coração.

 

Disfunção erétil pode indicar alterações na circulação

De acordo com o urologista Dr. Nelson Batezini, a saúde sexual masculina está diretamente ligada à saúde vascular.

 

"Muitas vezes, a disfunção erétil é o primeiro indicativo de que existe algum comprometimento na circulação sanguínea. Por isso, ela não deve ser encarada apenas como uma questão relacionada ao desempenho sexual", explica o urologista.

 

Diversos estudos já demonstraram que homens com disfunção erétil apresentam maior risco de desenvolver doenças como hipertensão arterial, aterosclerose, infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Em alguns casos, os sintomas podem surgir anos antes do diagnóstico de um problema cardiovascular.

 

Qual é a relação entre a ereção e o coração?

A explicação está no calibre dos vasos sanguíneos. As artérias responsáveis por irrigar o pênis são menores do que as artérias coronárias, que levam sangue ao coração. Assim, pequenas obstruções causadas pelo acúmulo de gordura costumam aparecer primeiro na função erétil.

 

Na prática, isso significa que dificuldades persistentes para manter ereções podem indicar alterações vasculares em estágio inicial.

 

"O paciente muitas vezes procura atendimento pensando exclusivamente na vida sexual, mas durante a investigação podem ser identificados fatores de risco importantes, como pressão alta, diabetes, colesterol elevado e doenças cardiovasculares ainda silenciosas", afirma Dr. Nelson.

 

Outros fatores também podem estar envolvidos

Embora alterações cardiovasculares sejam uma das possíveis causas, a disfunção erétil também pode estar relacionada a:

 

Obesidade;

Diabetes;

Colesterol alto;

Tabagismo;

Sedentarismo;

Alterações hormonais;

Ansiedade e depressão.

 

Por isso, a avaliação médica é fundamental para identificar a origem do problema e indicar o tratamento mais adequado.

 

Mudanças de hábitos beneficiam o coração e a saúde sexual

A boa notícia é que muitos dos fatores de risco para doenças cardiovasculares e disfunção erétil podem ser prevenidos com hábitos saudáveis.

 

Manter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas regularmente, controlar o peso corporal, abandonar o cigarro e realizar acompanhamento médico periódico ajudam tanto a proteger o coração quanto a preservar a função sexual.

 

"Muitos pacientes demoram para procurar ajuda por vergonha ou por acreditarem que a situação faz parte do envelhecimento. Mas a disfunção erétil pode representar uma oportunidade valiosa de identificar doenças cardiovasculares precocemente e evitar complicações futuras", destaca o urologista.

 

Quando procurar um médico?

A avaliação médica é recomendada quando houver:

 

Dificuldade frequente para obter ou manter a ereção;

Queda progressiva do desempenho sexual;

Diagnóstico de hipertensão, diabetes ou colesterol elevado;

Histórico de tabagismo;

Casos de doenças cardiovasculares na família.

Quanto mais cedo a investigação for realizada, maiores são as chances de identificar alterações cardiovasculares ainda no início e iniciar o tratamento adequado.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/disfuncao-eretil-pode-ser-alerta-para-problemas-no-coracao,e526b17cd87d2de9fb26beb13082d190j29duogl.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

terça-feira, 14 de julho de 2026

Exercícios simples para perder barriga e fortalecer o corpo em casa


Confira exercícios simples que fortalecem o abdômen, aumentam o gasto calórico e ajudam no processo de perda de gordura

 

Perder barriga exige mais do que exercícios localizados: o segredo está na combinação de atividade física, alimentação equilibrada e bons hábitos. A prancha, polichinelo, abdominal bicicleta e agachamento são ótimos para fortalecer o corpo e aumentar o condicionamento. Em 20 a 30 minutos por dia, já dá para começar uma rotina eficaz!

 

Quer perder barriga e aproveitar o fim de semana para começar a treinar? Alguns exercícios podem ser feitos sem sair de casa e sem o uso de equipamentos.

 

Apesar do nome, nenhum movimento elimina gordura apenas da região abdominal. A barriga diminui quando há perda de gordura corporal, resultado da combinação entre:

Atividade física.

Alimentação equilibrada.

Bons hábitos.

 

Mesmo assim, fortalecer o abdômen faz diferença. Além de melhorar a postura, esses exercícios aumentam o condicionamento físico e ajudam a manter uma rotina mais ativa.

 

O que realmente ajuda a perder barriga?

Se o objetivo é perder barriga, vale investir em hábitos que trazem resultados no longo prazo.

 

Entre eles estão:

Praticar exercícios com frequência.

Manter uma alimentação equilibrada.

Dormir bem todas as noites.

Beber água ao longo do dia.

Evitar ficar muitas horas seguidas sentado.

Pequenas mudanças na rotina costumam gerar resultados mais duradouros do que soluções rápidas.

 

1. Prancha

A prancha é um dos exercícios mais eficientes para fortalecer o core. Ela ativa o abdômen, trabalha as costas e ainda melhora a estabilidade do corpo.

 

Como fazer

Apoie os antebraços no chão.

Estenda as pernas.

Apoie apenas as pontas dos pés.

Mantenha o corpo alinhado.

Contraia o abdômen durante todo o exercício.

Faça de 20 a 40 segundos. Repita de 3 a 4 vezes.

 

Principais benefícios

Fortalece o abdômen.

Melhora a postura.

Aumenta a estabilidade.

Trabalha vários músculos ao mesmo tempo.

 

2. Polichinelo

O polichinelo é um exercício aeróbico clássico. Ele acelera os batimentos cardíacos e aumenta o gasto calórico, fator importante para quem deseja perder barriga.

 

Como fazer

Fique em pé.

Salte abrindo as pernas.

Levante os braços acima da cabeça.

Retorne à posição inicial.

Repita o movimento continuamente.

Faça de 30 a 60 segundos.

 

Por que incluir no treino?

Eleva a frequência cardíaca.

Melhora o condicionamento.

Ajuda a gastar mais calorias.

Não exige equipamentos.

 

3. Abdominal bicicleta

Esse exercício trabalha diferentes regiões do abdômen e ainda exige coordenação e equilíbrio.

 

Como fazer

Deite de barriga para cima.

Coloque as mãos atrás da cabeça.

Eleve as pernas.

Leve o cotovelo direito em direção ao joelho esquerdo.

Alterne os lados em um movimento contínuo.

Faça de 12 a 15 repetições para cada lado.

 

O exercício ajuda a:

Fortalecer o abdômen.

Melhorar a coordenação.

Trabalhar os músculos oblíquos.

Aumentar a resistência muscular.

 

4. Agachamento

Embora o foco não seja apenas a barriga, o agachamento ativa grandes grupos musculares. Isso aumenta o gasto energético durante o treino.

 

Como fazer

Afaste os pés na largura dos ombros.

Empurre o quadril para trás.

Flexione os joelhos.

Desça mantendo a coluna alinhada.

Retorne lentamente.

Faça de 12 a 15 repetições. Complete de 3 a 4 séries.

 

Entre os benefícios estão:

Fortalecimento das pernas.

Ativação dos glúteos.

Maior gasto calórico.

Melhora da força e do equilíbrio.

 

Quanto tempo treinar?

Você não precisa passar horas treinando para começar. Uma rotina de 20 a 30 minutos, de três a quatro vezes por semana, já contribui para melhorar o condicionamento físico.

Se desejar aumentar a intensidade, faça os quatro exercícios em sequência. Descanse cerca de um minuto e repita o circuito de três a quatro vezes.

 

Constância faz mais diferença do que intensidade

Quem deseja perder barriga deve pensar em consistência, e não apenas em treinos intensos. Exercícios feitos regularmente, aliados a e um estilo de vida ativo, costumam trazer resultados mais duradouros.

O mais importante é começar. Com poucos minutos de treino em casa, já é possível fortalecer o abdômen, movimentar o corpo e criar uma rotina que faça sentido para o seu dia a dia.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/exercicios-simples-para-perder-barriga-e-fortalecer-o-corpo-em-casa,fdc8c80e90ee111a9be3cf0393575494o4j7eb8e.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Sport Life

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Escapulários e infância: um pedaço da minha história


Em 16 de julho, é comemorado o dia de Nossa Senhora do Carmo, a Santa do escapulário. Essa denominação surgiu em 1251, ano em que a Virgem Maria apareceu a São Simão Stock e lhe entregou um escapulário, de acordo com o Vaticano. No escapulário, vem duas imagens, sendo uma de Nossa Senhora e a outra do Sagrado Coração de Jesus Cristo. As duas imagens são unidas por um cordão e são utilizados em volta do pescoço, de forma a envolver integralmente os ombros de quem faz o seu uso. Na religião cristã, o escapulário é considerado sagrado e com extremo poder de proteção.

 

Nos dias que antecedem a comemoração do dia de Nossa Senhora do Carmo, lembrei-me da época em que vendia escapulários aos arredores da Paróquia de Santo Antônio e Almas em Itabaiana, especificamente na calçada da Praça Fausto Cardoso, já que o padre não permitia que fosse vendido dentro da igreja. Foi no início da década de 70, eu tinha uns 9 ou 10 anos e com a permissão de meus pais, eu pegava os escapulários com o empresário Arrojado, que tinha uma loja situada na esquina da Rua Barão do Rio Branco com a Rua 13 de Maio, onde hoje fica a Sorveteria Kiola.

 

Eu vendia junto com meu irmão Antônio, cada um ficava com duas bolsas, uma de escapulário de pano, que era mais barato, e na outra o de plástico, que era mais caro. No dia de Nossa Senhora do Carmo, tinha 3 missas, das 6, 9 e 16 horas. As pessoas compravam o escapulário e levava à missa onde era abençoado pelo sacerdote. Algumas pessoas compravam vários escapulários, acredito que era para dar aos familiares que não podiam ir à missa. Por eu ser menor e mais novo que meu irmão na época, conseguia vender mais escapulários que ele. Ao final da tarde, íamos até a loja do Arrojado prestar as contas e receber pelos escapulários vendidos.

 

Posteriormente, o Arrojado parou de fornecer os escapulários e passamos a vender para Paulo Barnabé, que tinha um familiar que morava em outro estado e mandava para ele. Inclusive, Paulo também vendia os escapulários, mas como ele era adulto, as pessoas preferiam comprar a mim e ao meu irmão. Alguns anos depois nós paramos de vender os escapulários.

 

Em 2001, com a inauguração da Paróquia de Nossa Senhora do Carmo em Itabaiana, sob a administração dos frades carmelitas, a festa de Nossa Senhora do Carmo passou a ser realizada lá, onde tem uma vasta programação para comemorar o dia da Padroeira. A paróquia fica situada na Praça Frei Fidélis, no Bairro São Cristóvão. Atualmente, no período da festa, a paróquia distribui escapulários aos fiéis.

 

Que Nossa Senhora do Carmo continue a nos proteger e aos nossos familiares hoje e sempre, amém!

 

Por Professor José Costa

7 sinais de que dieta e academia podem não resolver a insatisfação com o corpo


Mesmo após emagrecer e adotar hábitos saudáveis, algumas alterações físicas podem permanecer, exigindo avaliação médica

 

Praticar atividade física regularmente e manter uma alimentação equilibrada são hábitos fundamentais para a saúde. No entanto, nem sempre essas mudanças são suficientes para eliminar todas as queixas relacionadas ao corpo. Em alguns casos, excesso de pele, flacidez ou alterações musculares continuam presentes mesmo após a perda de peso e podem comprometer o conforto, a mobilidade e até a autoestima.

 

Esse cenário é mais comum do que muitas pessoas imaginam. Dados do Vigitel, do Ministério da Saúde, mostram que 57,5% dos brasileiros estão acima do peso e 24,3% vivem com obesidade. Com o aumento da busca por qualidade de vida, também cresce o número de pessoas que conseguem emagrecer, mas permanecem insatisfeitas com a própria aparência.

 

Segundo o cirurgião plástico Dr. Marco Dallegrave, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), é importante entender que nem toda alteração corporal desaparece apenas com dieta e exercícios físicos.

 

"Os hábitos saudáveis são indispensáveis e devem sempre ser incentivados. Porém, algumas mudanças provocadas pelo envelhecimento, pela gestação, por grandes perdas de peso ou até por fatores genéticos não dependem apenas do emagrecimento ou do fortalecimento muscular", explica.

 

Confira alguns sinais que podem indicar que vale a pena procurar uma avaliação especializada.

 

1. A pele continua sobrando mesmo depois de emagrecer

Quem perde muito peso, especialmente após uma cirurgia bariátrica ou um processo intenso de emagrecimento, pode continuar com excesso de pele em regiões como abdômen, braços, coxas e mamas. Além da aparência, esse excesso pode provocar assaduras, desconforto e até dificultar a prática de exercícios físicos.

"Em muitos pacientes, o peso deixa de ser o principal problema. O excesso de pele passa a interferir na qualidade de vida e até na rotina", afirma o Dr. Marco Dallegrave.

 

2. A flacidez não melhora com a musculação

Ganhar massa muscular ajuda a definir o corpo, mas não recupera a elasticidade da pele quando ela já perdeu colágeno devido ao envelhecimento, à gravidez ou às oscilações de peso. "Fortalecer a musculatura continua sendo importante para a saúde, mas isso nem sempre resolve a flacidez, porque são alterações diferentes", explica.

 

3. O abdômen continua projetado mesmo com pouca gordura

Nem toda barriga persistente está relacionada ao excesso de gordura. Em muitas mulheres, principalmente após a gestação, o volume abdominal pode estar ligado à diástase, condição caracterizada pelo afastamento dos músculos retos do abdômen. "A avaliação médica permite identificar se a principal causa é gordura localizada, flacidez ou uma alteração muscular que precisa de outra abordagem", orienta o Dr. Marco Dallegrave.

 

4. Apenas uma região do corpo continua incomodando

Há pessoas que mantêm peso adequado, praticam atividade física e têm uma alimentação equilibrada, mas continuam insatisfeitas com áreas específicas, como braços, papada, flancos, abdômen ou mamas. Segundo o especialista, fatores anatômicos e genéticos também influenciam o formato corporal. "O corpo responde de maneira diferente em cada pessoa. Existem características que não mudam apenas com alimentação e atividade física", destaca.

 

5. O desconforto interfere nas atividades do dia a dia

Quando o excesso de tecido provoca irritações na pele, dificulta movimentos, limita a escolha das roupas ou atrapalha a prática de exercícios, o problema deixa de ser apenas estético. "O impacto funcional também deve ser considerado durante a avaliação. O objetivo é melhorar o bem-estar e a qualidade de vida do paciente", afirma.

 

6. O peso ideal foi alcançado, mas a insatisfação permanece

Nem sempre atingir o peso desejado significa sentir-se satisfeito com a própria imagem. "É importante entender de onde vem essa insatisfação. Nem toda queixa será resolvida com cirurgia, assim como nem toda será resolvida apenas com dieta. Cada caso precisa ser avaliado individualmente", explica.

 

7. A solução parece ser treinar cada vez mais

Quando os resultados deixam de aparecer, muitas pessoas aumentam a intensidade dos treinos ou fazem restrições alimentares mais severas. Porém, isso pode não resolver alterações que não estão relacionadas ao excesso de gordura.

 

"É fundamental compreender a origem da queixa antes de insistir em estratégias que podem gerar frustração. A cirurgia plástica não substitui hábitos saudáveis, mas pode ser indicada quando existe uma limitação anatômica que não melhora com alimentação equilibrada e atividade física", conclui o Dr. Marco Dallegrave.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/7-sinais-de-que-dieta-e-academia-podem-nao-resolver-a-insatisfacao-com-o-corpo,6888d4fe11b1335e39b2177950897e3c9fmex8qm.html?utm_source=clipboard - Por Carolina Lara - Foto: Pixel-Shot | Shutterstock / Portal EdiCase


domingo, 12 de julho de 2026

Má circulação: sintomas que exigem atenção e quando buscar ajuda médica


Sinais de má circulação podem aparecer cedo e merecem atenção. Veja como identificar alterações na circulação e quando procurar ajuda.

 

A má circulação pode causar sintomas como pés frios, inchaço e formigamento, que não devem ser ignorados. Esses sinais podem indicar problemas vasculares, neurológicos ou metabólicos. Tabagismo, sedentarismo e doenças como diabetes aumentam os riscos. Procurar um especialista ao notar esses sintomas pode prevenir complicações e iniciar o tratamento adequado.

 

A má circulação costuma dar sinais discretos no início, mas esses desconfortos podem evoluir e afetar a rotina. Sensação de peso nas pernas, inchaço e pés frios, por exemplo, não devem ser ignorados quando aparecem com frequência.

 

Isso acontece porque a redução do fluxo sanguíneo compromete a chegada de oxigênio e nutrientes aos tecidos. Assim, o corpo começa a enviar alertas que podem indicar problemas vasculares, neurológicos ou até metabólicos.

 

Como a má circulação aparece

A má circulação surge quando o sangue encontra dificuldade para percorrer artérias, veias ou vasos linfáticos. Com isso, músculos e órgãos recebem menos suporte e passam a responder com dor, cansaço e alterações visíveis.

Segundo o cirurgião vascular Dr. Herik Oliveira, "a má circulação representa uma diminuição no fluxo sanguíneo nas veias, artérias e vasos linfáticos". Ele afirma que isso pode causar dores, câimbras, pés frios, formigamento, dormência e feridas que demoram a cicatrizar.

Além disso, o especialista destaca que mudanças na coloração da pele, fraqueza muscular e varizes também merecem atenção. Quando esses sinais se repetem, a circulação já pode estar comprometida de forma importante.

 

Sinais que exigem investigação

Alguns sintomas indicam que o problema pode ir além de um simples desconforto passageiro. Entre os principais alertas, estão inchaço persistente, veias dilatadas, sensibilidade alterada e pele pálida, arroxeada ou azulada.

Essas mudanças costumam aparecer aos poucos e, por isso, muita gente demora a procurar ajuda. Entretanto, observar o corpo com atenção facilita a identificação precoce e reduz riscos maiores.

 

A dor também pode indicar quadros diferentes, conforme a origem do problema. Dor em peso, cansaço e varizes sugerem doença venosa crônica, enquanto dor intensa e dificuldade para caminhar podem apontar trombose.

 

Circulação e doenças associadas

Nem todo sintoma circulatório tem a mesma causa, e o diagnóstico correto depende da avaliação médica. Dor ao caminhar, feridas difíceis de cicatrizar e pulsos arteriais reduzidos podem indicar doença arterial obstrutiva periférica.

Já o inchaço com sensibilidade ao toque e acúmulo anormal de gordura nas pernas pode estar ligado ao lipedema. Formigamento e dormência, por sua vez, também podem ter origem em doenças neurológicas periféricas.

Essa variedade de possibilidades mostra por que a circulação precisa ser analisada com cuidado. Um mesmo desconforto pode ter causas diferentes, e só a investigação profissional consegue definir o tratamento adequado.

 

Fatores que aumentam o risco

Alguns hábitos e condições de saúde favorecem problemas circulatórios e tornam os sinais mais prováveis. Entre os principais fatores de risco estão tabagismo, sedentarismo, obesidade, envelhecimento, diabetes e hipertensão.

Além disso, colesterol e triglicerídeos elevados também prejudicam o sistema vascular ao longo do tempo. Quanto mais fatores se acumulam, maior a chance de sintomas aparecerem e evoluírem rapidamente.

 

Quando procurar ajuda

Ao perceber qualquer sinal persistente, o ideal é procurar um angiologista ou cirurgião vascular. O diagnóstico precoce ajuda a identificar a causa correta, iniciar o tratamento certo e evitar complicações.

 

Veja uma lista de pontos de atenção.

 

Observe se o inchaço aparece com frequência.

 

Repare em pés e mãos sempre frios.

 

Note mudanças na cor da pele.

 

Preste atenção em formigamentos e dormências recorrentes.

 

Busque avaliação se houver feridas que não cicatrizam.

 

Cuidar da circulação desde os primeiros sintomas faz diferença na qualidade de vida e na prevenção de problemas mais graves. Quanto antes o corpo recebe atenção, maiores são as chances de recuperação segura e eficaz.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/ma-circulacao-sintomas-que-exigem-atencao-e-quando-buscar-ajuda-medica,5e624c3c720cfaa649cfc9981aeb3d6dexgcarm3.html?utm_source=clipboard - Foto: Reprodução/Africa Images