Queda do estrogênio pode favorecer alterações na pressão, no colesterol e no acúmulo de gordura abdominal ao longo dessa fase
A queda de estrogênio na menopausa reduz a proteção
vascular e eleva o risco cardiovascular, facilitando o ganho de gordura
abdominal, hipertensão e colesterol alto. Para mitigar esses impactos,
especialistas do Einstein recomendam monitorar peso e taxas metabólicas com
dieta balanceada, praticar ao menos 150 minutos semanais de exercícios físicos,
evitar dietas restritivas ou hormônios sem indicação médica e cuidar do sono e
da saúde mental, mantendo consultas médicas regulares de rotina.
No Dia Mundial da Menopausa, celebrado em 18 de
outubro, a atenção costuma se voltar para sintomas como fogachos, alterações no
sono e mudanças hormonais. No entanto, a menopausa também pode afetar a saúde
cardiovascular e aumentar a importância dos cuidados com o coração.
Com a queda do estrogênio, o organismo perde parte da
proteção que esse hormônio exerce sobre os vasos sanguíneos. Ao mesmo tempo,
podem surgir alterações na pressão arterial, no colesterol, no metabolismo da
glicose e na distribuição da gordura corporal.
Especialistas do Einstein Hospital Israelita, em um
artigo publicada no blog da instituição, destacam quatro cuidados que
ajudam a proteger a saúde cardiovascular nessa fase.
Por que a menopausa exige mais atenção ao coração?
Antes da menopausa, o estrogênio participa de
mecanismos que favorecem a circulação e ajudam a manter os vasos sanguíneos
saudáveis. Quando os níveis do hormônio diminuem, essa proteção também cai.
Além disso, o corpo pode passar a acumular mais gordura na região abdominal, ao
mesmo tempo em que aumentam as chances de pressão alta, alterações no
colesterol e diabetes.
Esses fatores não significam que toda mulher terá uma
doença cardiovascular. O risco depende da combinação entre genética, histórico
familiar, hábitos, peso, pressão, colesterol, glicemia, tabagismo e nível de
atividade física.
1. Acompanhe peso, pressão e colesterol
Durante o climatério e a menopausa, a distribuição da
gordura corporal pode mudar. Parte dela tende a se concentrar mais na região
abdominal. Esse tipo de acúmulo merece atenção porque está relacionado a maior
risco cardiovascular.
Por isso, acompanhar peso, pressão arterial,
colesterol, triglicérides e glicemia ajuda a identificar alterações antes que
provoquem complicações. A alimentação também influencia esse controle. Uma
rotina com menos ultraprocessados, excesso de açúcar e sal pode contribuir para
manter esses indicadores em níveis adequados.
2. Mantenha uma rotina de exercícios
A prática regular de atividade física ajuda a
controlar diferentes fatores ligados ao coração. Exercícios aeróbicos, como
caminhada, bicicleta, natação e dança, contribuem para o condicionamento
cardiovascular e para o controle da pressão e da glicose.
A musculação também é importante nessa fase. Ela ajuda
a preservar a massa muscular, a força e a saúde dos ossos. Segundo os especialistas
do Einstein, uma referência é acumular cerca de 150 minutos de atividade física
moderada por semana, combinando exercícios aeróbicos e de resistência sempre
que possível.
3. Evite soluções rápidas para emagrecer
A mudança na composição corporal durante a menopausa
pode aumentar a preocupação com o peso. No entanto, estratégias muito
restritivas ou sem acompanhamento podem trazer outros problemas.
Uma perda acelerada de peso também pode reduzir massa
muscular e óssea, justamente dois pontos que precisam de atenção nessa etapa da
vida. Medicamentos para obesidade podem ser indicados em alguns casos, mas
exigem avaliação profissional. O mesmo vale para hormônios usados com
finalidade estética ou de desempenho.
Os especialistas do Einstein também alertam para o uso
de testosterona e implantes hormonais sem indicação adequada, já que essas
práticas podem afetar a pressão arterial e os níveis de colesterol.
4. Não ignore sono e saúde emocional
A qualidade do sono também interfere na saúde
cardiovascular. Dormir mal pode dificultar o controle do peso e favorecer
alterações na pressão arterial. Como a menopausa pode prejudicar o descanso
noturno, observar a rotina de sono passa a ter ainda mais importância.
O mesmo vale para o estresse e a ansiedade. Momentos
de lazer, convívio social e atividades prazerosas ajudam a reduzir a sobrecarga
emocional e fazem parte dos cuidados com a saúde como um todo.
Além dos hábitos, consultas periódicas ajudam a acompanhar alterações que podem surgir sem sintomas. Pressão alta, colesterol elevado e diabetes podem permanecer silenciosos, por isso o acompanhamento médico é importante para identificar esses fatores precocemente.
Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/menopausa-exige-cuidados-com-o-coracao-veja-4-habitos-de-protecao,bbc971398c901139a0b087c8c352eed97h90l299.html?utm_source=clipboard - Por: Maria Clara Pinheiro / Licenciado de Bons Fluidos - Foto: Canva Equipes/pixelshot / Bons Fluidos




