segunda-feira, 29 de junho de 2026

Gordura visceral: por que ela é perigosa e como reduzir de forma saudável


Entenda o que é gordura visceral, por que ela é perigosa e como reduzi-la com hábitos simples e saudáveis no dia a dia.

 

Você já ouviu falar em gordura visceral? Mesmo sem ser visível, ela pode representar um dos maiores riscos para a saúde metabólica ao longo do tempo.

 

Diferente da gordura localizada logo abaixo da pele, essa gordura se acumula na região interna do abdômen, envolvendo órgãos como fígado, pâncreas e intestinos.

 

O mais importante é que ela pode estar presente mesmo em pessoas que não apresentam excesso de peso evidente, o que torna sua identificação mais difícil no dia a dia.

 

Por que a gordura visceral merece atenção

A gordura visceral não é apenas um depósito inerte de energia. Ela atua metabolicamente, interferindo no funcionamento do organismo e participando de processos inflamatórios que afetam diversos sistemas do corpo.

 

Quando está em excesso, pode aumentar o risco de condições como:

 

Resistência à insulina e diabetes tipo 2: alterações na forma como o corpo utiliza a glicose podem levar ao aumento do açúcar no sangue.

Doenças cardiovasculares: há maior tendência ao aumento de colesterol LDL, triglicerídeos e pressão arterial.

Fígado gorduroso (esteatose hepática): acúmulo de gordura no fígado que pode evoluir para quadros mais graves se não for controlado.

Inflamação sistêmica: substâncias liberadas por esse tipo de gordura podem afetar o equilíbrio do organismo.

Alterações hormonais: em alguns casos, o excesso de gordura abdominal pode estar associado a desequilíbrios hormonais, especialmente em mulheres.

Essas alterações não acontecem de forma imediata, o que faz com que a gordura visceral seja frequentemente silenciosa no início.

 

Como identificar possíveis sinais de excesso

Não existe uma forma caseira precisa de medir a gordura visceral, mas alguns indicadores podem sugerir atenção:

 

Circunferência abdominal aumentada (em geral, acima de 102 cm para homens e 88 cm para mulheres)

Barriga mais saliente mesmo com peso corporal aparentemente normal

Alterações em exames laboratoriais, como glicose, colesterol e triglicerídeos elevados

Sensação frequente de cansaço sem causa clara

Em casos específicos, exames de imagem como tomografia ou ressonância magnética podem ser utilizados para avaliação mais precisa, geralmente sob orientação médica.

 

Como reduzir gordura visceral de forma saudável

A redução da gordura visceral depende principalmente de mudanças consistentes no estilo de vida. Não existe um único fator responsável, mas um conjunto de hábitos que atuam em diferentes frentes do metabolismo.

 

1. Alimentação com foco em equilíbrio metabólico

A alimentação tem papel central no controle da gordura visceral. Mais do que restrições, o foco deve estar na qualidade dos alimentos consumidos.

 

Priorize:

Gorduras saudáveis: abacate, azeite de oliva extra virgem, peixes como sardinha e salmão, oleaginosas como nozes e amêndoas

Fibras: frutas, verduras, legumes, aveia, quinoa, feijão e lentilha, que ajudam no controle glicêmico e na saciedade

Proteínas de boa qualidade: ovos, frango, peixes e leguminosas, importantes para manutenção da massa muscular

 

Reduza o consumo de:

Açúcares adicionados

Farinhas refinadas

Ultraprocessados

Gorduras trans e frituras frequentes

 

Pequenas mudanças consistentes tendem a ser mais eficazes do que restrições intensas e difíceis de manter.

 

2. Exercícios físicos regulares

A atividade física contribui diretamente para a redução da gordura visceral, especialmente quando combina estímulos diferentes.

Exercícios aeróbicos: caminhada, corrida, ciclismo ou natação ajudam no gasto calórico e na saúde cardiovascular

Treinamento de força: musculação, pilates ou treinos funcionais auxiliam na preservação e ganho de massa muscular, o que influencia o metabolismo

Movimentos no dia a dia: subir escadas, caminhar mais e evitar longos períodos sentado também fazem diferença

A combinação entre exercícios aeróbicos e força costuma trazer melhores resultados do que apenas um tipo de atividade isoladamente.

 

3. Sono adequado e controle do estresse

O sono e o estresse têm impacto direto no metabolismo e na regulação hormonal.

A privação de sono pode afetar hormônios relacionados à fome e saciedade, enquanto o estresse crônico pode influenciar o acúmulo de gordura na região abdominal por meio de alterações hormonais.

 

Algumas estratégias incluem:

Dormir entre 7 e 8 horas por noite, com regularidade

Reduzir estímulos como telas antes de dormir

Inserir pausas ao longo do dia para relaxamento

Praticar atividades de redução de estresse, como respiração profunda, caminhada leve ou hobbies

 

4. Evitar estratégias extremas

Dietas muito restritivas ou promessas de resultados rápidos podem gerar efeitos temporários, mas dificilmente sustentáveis.

Além disso, abordagens muito rígidas podem levar à perda de massa muscular e a alterações no comportamento alimentar, dificultando a manutenção dos resultados.

O mais consistente é adotar mudanças graduais, que possam ser mantidas ao longo do tempo sem impacto negativo na rotina.

 

Quando buscar avaliação profissional

Em casos em que há dificuldade de evolução mesmo com mudanças de hábitos, ou quando existem fatores de risco associados, pode ser importante realizar uma avaliação mais detalhada.

 

Exames que podem ser solicitados incluem:

 

Perfil lipídico (colesterol e triglicerídeos)

Glicemia em jejum

Avaliação de resistência à insulina

Ultrassonografia abdominal

Esses exames ajudam a identificar alterações metabólicas que podem estar associadas ao acúmulo de gordura visceral.

 

O que realmente importa no controle da gordura visceral

A redução da gordura visceral não depende de uma solução única, mas de um conjunto de escolhas consistentes ao longo do tempo.

 

Alimentação equilibrada, atividade física regular, sono adequado e manejo do estresse formam a base desse processo. Não se trata de mudanças rápidas, mas de ajustes sustentáveis que impactam diretamente a saúde metabólica.

 

Com o tempo, o corpo responde a essas mudanças de forma progressiva, refletindo não apenas na composição corporal, mas também na energia, disposição e funcionamento geral do organismo.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/gordura-visceral-por-que-ela-e-perigosa-e-como-reduzir-de-forma-saudavel,3f52be0549c0f1aff34a2a9ce941b932qrvh2nmh.html?utm_source=clipboard - Por: Enf. Raquel Souza de Faria / SaúdeLAB - Foto: SaúdeLAB

domingo, 28 de junho de 2026

O Blog Professor José Costa alcança a marca espetacular de 19 milhões de acessos


     É com imensa alegria e gratidão que compartilho com os leitores e parceiros que o Blog Professor José Costa está comemorando uma marca histórica, a de 19 milhões de acessos. Em 2009, o Blog Professor José Costa foi criado inicialmente com o objetivo de divulgar o meu trabalho nas quatro escolas que eu trabalhava na época, Colégio Estadual Murilo Braga, Colégio Graccho, Colégio O Salesiano e Colégio Dom Bosco. Aos poucos, fui introduzindo postagens de outros sites e o blog que começou com 3.000 visualizações mensais, atualmente, tem uma média acima de 5.000 acessos diários.

 

     Dos 19 milhões de leitores de mais de 100 países que já acessaram o blog, o que predominou foram os brasileiros com 12 milhões e 600 mil acessos, seguidos por americanos com 2 milhões e 280 mil, alemães, russos, canadenses, portugueses, suecos, dinamarqueses, franceses, taiwaneses e ingleses. No Brasil, os paulistanos lideram o número de acessos; em Sergipe, são os Aracajuanos seguidos pelos itabaianenses. Dos 100% de acessos ao blog, 54,15% são feitos pelos homens e 45,85% pelas mulheres. Dos acessos ao blog, 64,0% são feitos pelo computador, 35,0% pelo celular e 1,0% por tablet. A postagem mais acessada no blog é https://professorjosecosta.blogspot.com/2014/05/voleibol-historia-regras-e-curiosidades.html   com 151 mil visualizações.

 

     Ao longo de quase 17 anos, o blog vem sendo feito com trabalho, responsabilidade e compromisso. Já são 7.458 postagens publicadas, destas, mais de quinhentas foram escritas por mim, às demais foram extraídas de sites da internet e sempre com a citação da fonte. Com fé em Deus, um pouco de paciência e muita humildade, esperamos comemorar em breve, a marca de 20 milhões de acessos, que será alcançada graças ao seu acesso diário.

 

     Quero agradecer primeiramente a Deus, por me dar força, perseverança e determinação em construir um blog com qualidade de conteúdos para os leitores através de artigos sobre educação, esporte, saúde, cultura e cidadania. Sempre oferecendo o que há de melhor na internet sem apelar para postagens relacionadas a sexo, sensacionalismo, politicagem ou fofocas da vida alheia.

 

     Agradeço aos visitantes espalhados pelo Brasil e no exterior que passaram para ler um post através de pesquisa no google; aos amigos do facebook, whatsapp, instagram, twitter, youtube; aos leitores cativos; os que acessam de vez em quando e até aqueles que passaram por curiosidade e não mais voltaram; e aos que comentaram ou criticaram alguma postagem de maneira construtiva e contribuíram para o engrandecimento do blog.

 

     Um obrigado especial aos parceiros do blog por acreditar no meu trabalho: Big Estampa, Churrascaria Recanto da Serra – O Pirata, Credimóveis, Diana Ferreira Estúdio de Beleza, Drogaria Sergipana, Dr. Lucas Carvalho Costa, Duguay Signs, Galeria Jandrade, Galeria Maria de Gustavo, Ilognet, Jamsoft Informática, Joalheria O Garimpo, Lok Car Sergipe, Modinha Calçados, Modinha Fitness, Mundo dos Lubrificantes, Mundo dos Tecidos, O Boticário Itabaiana, Óticas Exata, Rosa do Deserto Itabaiana, Serrana Tintas, Sthefane Nail Designer, Studio Jacquiciene Góis Beleza e Estética, Prado & Tavares Advocacia e Consultoria Jurídica, Supermercado Nunes Peixoto e Tec Bordados. Todos vocês contribuem para a história e engrandecimento deste modesto blog. Nossa parceria é mesmo fundamental, sigamos adiante!

 

     Um agradecimento especial aos agregadores que permitem o aumento de acessos do blog através de nossas postagens em seus sites como: Geralinks, Trends Tops e Ueba.

 

     Muito obrigado a todos os leitores, parceiros e agregadores por fazerem parte desta história de sucesso do blog, sem os quais não chegaríamos a incrível marca de 19 milhões de acessos, pois vocês acreditam e confiam no nosso trabalho.

 

     Continue nos visitando, salve em favoritos, compartilhe com os amigos nas redes sociais e recomende aos familiares, pois eles também merecem adquirir informações de boa qualidade!

 

     Acesse: https://professorjosecosta.blogspot.com   e volte sempre!

 

     Professor José Costa

16 sintomas de imunidade baixa


Veja quais são os principais sintomas de imunidade baixa para que você possa manter seu sistema imunológico saudável e equilibrado.

 

O sistema imunológico é a primeira linha de defesa contra corpos estranhos como germes, bactérias e vírus que podem causar diversas doenças.

 

Entender o que é o sistema imunológico é uma ótima maneira de fortalecer o sistema imunológico. Por isso, conhecer os sintomas de imunidade baixa pode ajudar a evitar doenças.

 

Esses sintomas são importantes sinais de alerta que permitem que você converse com seu médico sobre possíveis problemas leves antes que eles evoluam para problemas sérios. Veja então quais são os 16 sintomas de imunidade baixa!

 

1. Dor nas articulações

Quando o revestimento interno das articulações inflama, a área ao redor delas se torna sensível ao toque.

Além disso, também pode deixar as articulações inchadas ou rígidas e pode acontecer com mais de uma articulação. Normalmente, essa dor tende a ser pior pela manhã.

 

2. Mudança inexplicável de peso

Você se sente ganhando mais peso mesmo que seus hábitos alimentares e rotina de exercícios não tenham mudado?

Ou se, pelo contrário, o número na sua balança começara cair sem nenhum motivo aparente, ambos os casos podem ser sintomas de imunidade baixa.

É possível que isso aconteça devido a danos à glândula tireoide que podem ser causados ​​por uma doença autoimune.

 

3. Fadiga

Sentir-se extremamente cansado, como quando você está gripado, por exemplo, pode significar que algo está acontecendo com as defesas do seu corpo.

Por mais que você durma até mesmo por mais tempo do que de costume, é improvável que o sono ajude e alivie a sua fadiga.

Novamente, podem haver muitas outras razões pelas quais você se sente assim, mas uma delas é a imunidade baixa.

 

4. Sensibilidade ao sol

Pessoas com uma imunidade baixa às vezes têm uma reação alérgica aos raios ultravioleta (UV) chamada fotodermatite.

Você pode ter erupções cutâneas, bolhas ou manchas escamosas depois de ficar exposto ao sol ou pode sentir calafrios, dor de cabeça ou náusea como sintomas de imunidade baixa.

 

5. Problemas no banheiro

Ter uma diarreia que dura mais de 2 a 4 semanas pode ser um sinal de alerta porque seu sistema imunológico pode estar prejudicando o revestimento do intestino delgado ou do trato digestivo.

Por outro lado, a constipação também é uma preocupação.

Se suas fezes estão muito firmes ou são pequeninas, parecidas com a de um coelho, seu sistema imunológico pode estar forçando seu intestino a desacelerar.

 

6. Dores de cabeça

Em alguns casos, as dores de cabeça podem estar relacionadas ao sistema imunológico.

Por exemplo, poderia ser vasculite, que é a inflamação de um vaso sanguíneo causada por uma infecção ou doença autoimune.

 

7. Mãos frias

Se os vasos sanguíneos estiverem inflamados, pode ser mais difícil para os dedos das mãos, dedos dos pés, nariz e orelhas se aquecerem.

A pele nessas áreas pode ficar mais branca e mais azulada quando você está exposto ao frio, mas quando o fluxo sanguíneo retornar, a pele poderá ficar vermelha.

Os médicos chamam isso de “fenômeno de Raynaud”, que é uma doença doença rara nos dedos das mãos e dos pés que faz com que os vasos sanguíneos se estreitem quando você está com frio ou estressado.

Problemas no sistema imunológico podem causar isso, mas também outras coisas, incluindo alguns medicamentos prescritos, condições que afetam suas artérias e o fumo.

 

8. Manchas brancas

Às vezes, seu sistema imunológico decide combater as células produtoras de pigmentos da pele, chamadas melanócitos.

Quando isso acontece, você começará a ver manchas brancas em seu corpo e por isso esse é um dos sintomas de imunidade baixa.

 

9. Queda irregular de cabelo

Perda de cabelo

Às vezes, o sistema imunológico fraco ataca os folículos capilares.

Se você perder cabelo do couro cabeludo, do rosto ou em outras partes do corpo, poderá então ter uma condição chamada alopecia areata.

Essa condição pode afetar qualquer pessoa, independentemente da idade e do sexo, embora a maioria dos casos ocorra antes dos 30 anos.

Além disso, fios ou mechas de cabelo saindo também podem ser um dos sintomas de lúpus.

 

10. Febre baixa

Se você sentir que está com uma temperatura mais alta do que o normal, pode ser que o seu sistema imunológico esteja começando a ficar sobrecarregado.

Isso pode acontecer devido a uma infecção que se aproxima ou porque você está começando a ter uma crise de uma condição autoimune.

 

11. Formigamento ou dormência nas mãos e nos pés

Pode ser quer um formigamento leve seja algo inofensivo, mas em alguns casos pode significar que o seu corpo está atacando os nervos que enviam sinais para seus músculos.

Pessoas com síndrome de Guillain-Barre, por exemplo, podem sentir uma dormência que começa nas pernas e depois sobe para os braços e peito.

A polineuropatia desmielinizante inflamatória crônica (CIDP) apresenta sintomas semelhantes à forma desmielinizante da síndrome de Guillain-Barre (chamada AIDP), mas enquanto a síndrome Guillain-Barre dura cerca de duas semanas a 30 dias, a CIDP dura muito mais tempo.

 

12. Olhos secos

Se você está com a imunidade baixa, significa que ela está atacando o seu corpo em vez de defendê-lo. Artrite reumatoide e lúpus são dois exemplos de quando isso acontece.

Muitas pessoas que têm um distúrbio autoimune sentem que seus olhos estão secos. Você pode sentir uma sensação arenosa como se algo estivesse nos seus olhos ou pode sentir dor, vermelhidão, corrimento agudo ou ficar com a visão turva.

Aliás, algumas pessoas sentem que não podem chorar, mesmo quando estão chateadas.

 

13. Infecções repetidas

Se você precisar tomar antibióticos mais de duas vezes por ano (quatro vezes, no caso das crianças), seu corpo poderá não ser capaz de atacar sozinho os germes.

Outros sinais de alerta, por exemplo, são infecções crônicas dos seios nasais, ficar doente com mais de quatro infecções de ouvido em um mesmo ano ou ter pneumonia mais de uma vez.

 

14. Amarelelecimento dos olhos ou da pele

É chamado de icterícia e pode significar que o seu sistema imunológico está atacando e destruindo as células hepáticas saudáveis. Isso pode levar a uma condição chamada hepatite autoimune, um dos sintomas de imunidade baixa.

 

15. Erupção cutânea

A sua pele é a primeira barreira do corpo contra os germes e por isso a sua aparência e a sensação podem refletir o desempenho do seu sistema imunológico.

Comichão, pele seca e avermelhada são sintomas bastante comuns de inflamação e o mesmo ocorre com uma erupção cutânea dolorosa ou que não cicatriza.

Pessoas com lúpus costumam ter uma erupção cutânea nas bochechas e no nariz em forma de borboleta.

 

16. Problemas na deglutição

Se você sentir dificuldade para comer, seu esôfago pode estar inchado ou fraco demais para funcionar bem.

Algumas pessoas sentem que a comida está presa na garganta ou no peito, enquanto outras engasgam quando engolem.

Uma das possíveis causas pode ser um problema com o seu sistema imunológico e por isso esse é mais um dos sintomas de imunidade baixa.

 

Fonte: https://www.mundoboaforma.com.br/16-sintomas-de-imunidade-baixa/ - Especialista consultor(a): Dra. Patricia Leite

sábado, 27 de junho de 2026

7 motivos para acordar cansado, mesmo dormindo bem


Dormir muitas horas nem sempre significa descansar bem. Conheça os fatores que podem explicar o cansaço ao despertar

 

Resumo

Mesmo dormindo as horas recomendadas, você pode acordar cansado devido a fatores como sono de baixa qualidade, apneia, estresse, déficit de nutrientes ou problemas de saúde. Identificar a causa e adotar hábitos saudáveis, como rotina regular e alimentação equilibrada, é essencial para melhorar o sono e o bem-estar.

Você dormiu as oito horas recomendadas, mas acordou com a sensação de que não descansou nada? Se isso acontece com frequência, vale a pena prestar atenção. Embora uma noite mal dormida ocasional seja comum, sentir cansaço todos os dias pode indicar que algo está interferindo na qualidade do seu sono ou até mesmo na sua saúde.

 

A seguir, confira sete possíveis explicações para esse problema.

 

1. Você não está tendo um sono de qualidade

Dormir por muitas horas não significa, necessariamente, descansar bem. Despertares frequentes durante a noite ou um sono muito fragmentado impedem que o organismo complete adequadamente os ciclos do sono, responsáveis pela recuperação física e mental.

 

2. Apneia do sono

A apneia obstrutiva do sono é uma condição caracterizada por interrupções temporárias da respiração enquanto a pessoa dorme.

Além do ronco intenso, ela pode provocar despertares rápidos durante a noite, sonolência ao longo do dia, dificuldade de concentração e cansaço persistente ao acordar.

 

3. Estresse e ansiedade

Mesmo quando a pessoa consegue dormir, o estresse e a ansiedade podem impedir que o cérebro relaxe completamente.

Pensamentos constantes e preocupações costumam reduzir a qualidade do descanso e fazem com que o despertar seja acompanhado por sensação de fadiga.

 

4. Deficiência de vitaminas ou anemia

Níveis baixos de nutrientes como ferro, vitamina B12 e vitamina D também podem provocar cansaço excessivo.

Quando esse sintoma persiste por semanas, é importante procurar um profissional de saúde para investigar possíveis deficiências nutricionais.

 

5. Sedentarismo

Pode parecer contraditório, mas a falta de atividade física também está relacionada ao aumento da fadiga.

Praticar exercícios regularmente melhora a qualidade do sono, favorece a disposição durante o dia e contribui para o funcionamento adequado do organismo.

 

6. Alimentação inadequada

Jantares muito pesados, excesso de álcool ou consumo elevado de cafeína perto da hora de dormir podem atrapalhar o descanso.

Manter uma alimentação equilibrada ao longo do dia também influencia diretamente os níveis de energia.

 

7. Alguma condição de saúde pode estar por trás

Hipotireoidismo, diabetes, depressão, síndrome da fadiga crônica e outras condições podem ter o cansaço constante como um dos sintomas.

Por isso, quando o problema persiste mesmo após mudanças nos hábitos de vida, a avaliação médica é fundamental.

 

Quando é hora de procurar um médico?

Vale buscar orientação profissional se o cansaço ao acordar:

 

Persistir por várias semanas.

Vier acompanhado de roncos intensos ou pausas na respiração durante o sono.

Estiver associado à perda de peso sem explicação.

For acompanhado por falta de ar, tonturas ou desmaios.

Prejudicar o trabalho, os estudos ou as atividades do dia a dia.

Nesses casos, o médico poderá solicitar exames e investigar a causa do problema.

 

Como melhorar a qualidade do sono?

Algumas mudanças simples podem fazer diferença:

 

Mantenha horários regulares para dormir e acordar.

Evite telas pelo menos uma hora antes de deitar.

Reduza o consumo de cafeína no fim da tarde e à noite.

Faça atividade física regularmente, preferencialmente longe do horário de dormir.

Mantenha o quarto escuro, silencioso e confortável.

 

Acordar cansado de vez em quando faz parte da rotina de muitas pessoas. No entanto, quando essa sensação se torna frequente, o corpo pode estar dando um sinal de que algo precisa de atenção. Identificar a causa é o primeiro passo para recuperar a disposição e melhorar a qualidade de vida.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/7-motivos-para-acordar-cansado-mesmo-dormindo-bem,062220b871d00d6aa3042efe30134f36f5zgwtgo.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Estudo associa oito aditivos alimentares comuns a maior risco de pressão alta e doenças cardíacas


Um estudo apresentado pela European Society of Cardiology (ESC) e divulgado pelo portal ScienceDaily analisou a relação entre aditivos alimentares e saúde cardiovascular.

 

Um estudo apresentado pela European Society of Cardiology (ESC) e divulgado pelo portal ScienceDaily analisou a relação entre aditivos alimentares e saúde cardiovascular. A pesquisa acompanhou mais de 112 mil adultos na França por até oito anos e encontrou associação entre o consumo frequente de determinados aditivos, presentes em alimentos ultraprocessados, e maior risco de hipertensão arterial e de doenças cardiovasculares. Os resultados não mostram uma ligação de causa e efeito. Ainda assim, levantam dúvidas importantes sobre o padrão alimentar atual e reforçam alertas já feitos por sociedades médicas.

 

Os participantes registraram, em um contexto de vida real, o que comiam ao longo do tempo. Com base nessas informações, os cientistas cruzaram a ingestão de aditivos específicos com o surgimento de novos casos de pressão alta, infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e outros problemas cardíacos. Dessa forma, o trabalho reforça o debate sobre o papel dos alimentos ultraprocessados na rotina. Além disso, mostra como rótulos aparentemente inofensivos podem esconder substâncias associadas a maior risco para o coração.

 

Como o estudo foi conduzido e quem participou da pesquisa?

O estudo analisado pela ESC utilizou dados de uma grande coorte francesa de base populacional, com voluntários adultos que aceitaram registrar de forma detalhada o que consumiam. No total, mais de 112 mil pessoas permaneceram em acompanhamento por até oito anos. Ao longo desse tempo, os participantes informavam, em vários momentos, sua alimentação diária, incluindo marcas, tipos de produtos e frequência de consumo.

 

Com essas informações, pesquisadores cruzaram cada item registrado com bancos de dados de composição de alimentos e identificaram quais produtos continham determinados aditivos. Em seguida, eles calcularam a quantidade média consumida de cada substância ao longo do acompanhamento. Paralelamente, os cientistas monitoravam a saúde dos participantes e verificavam o surgimento de hipertensão arterial e de eventos cardiovasculares, como infarto do miocárdio, AVC e necessidade de procedimentos de revascularização coronariana.

 

Os pesquisadores também consideraram fatores que poderiam interferir nos resultados, como idade, sexo, tabagismo, prática de atividade física, índice de massa corporal, histórico familiar de doença cardíaca e outros aspectos de estilo de vida. Desse modo, a análise estatística buscou isolar, dentro do possível, o papel de grupos específicos de aditivos. Mesmo assim, os autores ressaltam que o estudo utilizou um desenho observacional, no qual os cientistas apenas observam a vida real sem intervenção direta. Esse formato impede a confirmação de que os aditivos causem de forma direta os problemas detectados.

 

Quais são os oito aditivos associados a maior risco cardiovascular?

O foco principal do estudo recaiu sobre um conjunto de oito aditivos alimentares, amplamente usados pela indústria para conservar, realçar cor ou sabor e evitar a deterioração de produtos. São eles:

 

Sorbato de potássio

Metabissulfito de potássio

Nitrito de sódio

Ácido ascórbico

Ascorbato de sódio

Eritorbato de sódio

Ácido cítrico

Extrato de alecrim

 

Essas substâncias costumam aparecer de forma combinada em muitos alimentos ultraprocessados. Em geral, o nitrito de sódio entra na composição de carnes processadas, como salsichas, linguiças, presuntos e embutidos em geral, pois ajuda a conservar a cor rosada e impede o crescimento de bactérias. Já o sorbato de potássio surge com frequência em queijos industrializados, produtos de panificação, molhos prontos e bebidas adoçadas. Por sua vez, o metabissulfito de potássio aparece em muitos vinhos, frutos secos embalados, sucos industrializados e alguns produtos enlatados.

 

Os compostos relacionados à vitamina C, como ácido ascórbico, ascorbato de sódio e eritorbato de sódio, funcionam como antioxidantes, pois evitam o escurecimento de alimentos, melhoram a aparência e prolongam a validade. O ácido cítrico, por sua vez, atua como regulador de acidez e aparece em refrigerantes, doces, balas, sobremesas prontas, iogurtes saborizados e sucos em pó. Além disso, o extrato de alecrim também exerce função antioxidante e entra na composição de óleos, snacks salgados, carnes processadas e pratos prontos congelados. Em muitos rótulos, essas substâncias surgem com nomes técnicos ou códigos. Assim, a identificação por parte do consumidor torna-se mais difícil.

 

O que o estudo encontrou sobre pressão alta e doenças do coração?

Ao comparar grupos com maior e menor ingestão desses aditivos, os pesquisadores observaram que o consumo mais elevado se associou a um risco estatisticamente maior de desenvolver hipertensão e eventos cardiovasculares ao longo do período de acompanhamento. Em outros termos, pessoas que ingeriam com frequência alimentos ricos nesses aditivos tiveram mais episódios de problemas cardíacos do que aquelas que consumiam quantidades menores. Além disso, o risco parecia aumentar de forma gradual conforme o consumo de ultraprocessados crescia.

 

A análise indicou que a relação não se restringe a um alimento isolado, mas ao conjunto da dieta com alto teor de alimentos ultraprocessados. Esse padrão alimentar geralmente inclui itens com muito sódio, gorduras saturadas e açúcares adicionados e, ao mesmo tempo, menos fibras, frutas, legumes e preparações caseiras. Assim, o estudo sugere que o pacote completo da alimentação industrializada, incluindo os aditivos, pode contribuir para o aumento do risco de pressão alta e doenças do coração. Portanto, os resultados dialogam com outras pesquisas que já relacionam ultraprocessados a obesidade, diabetes tipo 2 e maior mortalidade.

 

Os autores reforçam, porém, que a pesquisa encontrou uma associação estatística. Isso significa que os dados mostram uma ligação observada, mas não provam que os aditivos atuem, por si só, como causa direta dos problemas. Outros elementos presentes na dieta ou no estilo de vida também podem participar dessa relação. Ainda assim, os resultados se mostraram consistentes o suficiente para motivar novas investigações e discussões regulatórias, especialmente sobre rotulagem e limites seguros de uso desses ingredientes.

 

Em que tipos de alimentos esses aditivos aparecem no cotidiano?

Os oito aditivos avaliados aparecem combinados em uma ampla gama de produtos disponíveis em supermercados e lojas de conveniência. Entre os exemplos mais comuns, destacam-se:

 

Carnes processadas: salsichas, presuntos, peito de peru, salames e linguiças, geralmente com nitrito de sódio, extrato de alecrim e antioxidantes como ascorbato e eritorbato de sódio.

Bebidas industrializadas: refrigerantes, sucos prontos, bebidas adoçadas e energéticos, frequentemente com ácido cítrico e, em alguns casos, metabissulfito de potássio.

Produtos de panificação e confeitaria: pães de forma industrializados, bolos prontos, sobremesas e recheios, que podem conter sorbato de potássio, ácido ascórbico e ácido cítrico.

Snacks e alimentos prontos: batatas fritas de pacote, salgadinhos, pratos congelados e molhos prontos, com uso de extrato de alecrim, sorbato de potássio e outros conservantes.

Frutas secas e enlatados: uvas-passas, damascos, alimentos em conserva e alguns vegetais enlatados, com metabissulfito de potássio e antioxidantes.

 

Nesse cenário, consumidores que baseiam grande parte da alimentação em produtos prontos ou semiprontos costumam ingerir diversos aditivos ao longo do dia, muitas vezes sem perceber. Por isso, a leitura atenta dos rótulos, incluindo a lista de ingredientes, ajuda a identificar a presença dessas substâncias e a frequência com que elas aparecem na rotina alimentar. Além disso, comparar marcas, escolher versões com listas menores de ingredientes e priorizar opções com menos aditivos são estratégias práticas para reduzir a exposição.

 

O que os cientistas concluíram e quais são os próximos passos?

Os pesquisadores envolvidos no estudo destacaram que os resultados reforçam a necessidade de atenção ao consumo regular de alimentos ultraprocessados, especialmente entre pessoas com risco maior de doença cardiovascular. A associação observada sugere que reduzir a ingestão de produtos ricos em conservantes, antioxidantes sintéticos e estabilizantes podem representar uma estratégia relevante de saúde pública. Essa medida deve atuar ao lado de outras ações já consolidadas, como evitar o tabagismo, manter atividade física regular e controlar a pressão arterial.

 

Ao mesmo tempo, o grupo responsável pelo trabalho afirma que a comunidade científica ainda precisa de mais estudos, incluindo pesquisas experimentais e ensaios clínicos, para esclarecer o papel específico de cada aditivo no organismo humano. Os pesquisadores também ressaltam a importância de avaliar o efeito combinado dessas substâncias, já que elas costumam aparecer juntas no mesmo produto e podem interagir entre si. Além disso, defendem investigações em diferentes países, a fim de verificar se os resultados se repetem em outros padrões alimentares.

 

Em termos práticos, a pesquisa reforça orientações que sociedades médicas e entidades de nutrição já discutem com frequência: priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, dar preferência a preparações caseiras quando possível e reservar itens ultraprocessados para consumo ocasional, e não diário. Ao trazer dados de um grupo numeroso, acompanhado por vários anos, o estudo apresentado pela European Society of Cardiology amplia o debate sobre a qualidade da alimentação atual e o impacto desse padrão sobre a pressão arterial e a saúde do coração ao longo da vida. Dessa maneira, ele oferece mais um argumento para que consumidores, profissionais de saúde e formuladores de políticas públicas revisem a relação com produtos industrializados.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/estudo-com-mais-de-112-mil-pessoas-associa-oito-aditivos-alimentares-comuns-a-maior-risco-de-pressao-alta-e-doencas-cardiacas,af614028fbb7035c6b6339d273c76760wt4gzgxb.html?utm_source=clipboard - Por: Jonasmoura* *com uso de inteligência artificial / Giro 10 - depositphotos.com / VitalikRadko