domingo, 18 de outubro de 2026

AVC em jovens: sinais de alerta e como prevenir


O acidente vascular cerebral também pode atingir adultos jovens. Entenda os fatores de risco, reconheça os sintomas de AVC e saiba por que o atendimento rápido pode reduzir mortes e sequelas

 

Embora mais comum em idosos, o AVC atinge cada vez mais jovens devido a fatores como hipertensão, obesidade e tabagismo, além de causas genéticas. Sintomas repentinos como fraqueza unilateral, boca torta, dificuldade na fala e dor de cabeça intensa exigem socorro imediato via SAMU (192), pois a rapidez no atendimento é crucial para reduzir danos cerebrais e sequelas graves. A prevenção inclui hábitos saudáveis e controle cardiovascular para mitigar riscos de quadros isquêmicos e hemorrágicos.

 

Dor de cabeça súbita e intensa, dificuldade para falar, alteração na visão e perda de força em um dos lados do corpo são sinais que exigem atenção imediata.

 

Embora possam ser confundidos com problemas passageiros, esses sintomas também podem indicar um acidente vascular cerebral (AVC), uma das principais emergências neurológicas.

 

Apesar de ser mais frequente entre idosos, o AVC também pode atingir adultos jovens. A presença precoce de fatores de risco cardiovasculares, como hipertensão, obesidade, diabetes e tabagismo, aumenta a preocupação com a doença nessa faixa etária.

 

AVC em jovens: por que a doença preocupa?

Dados do Ministério da Saúde mostram a dimensão do problema no Brasil. Em 2025, o Sistema Único de Saúde (SUS) contabilizou 292 mil atendimentos por AVC, dos quais 218 mil foram relacionados ao tipo isquêmico, causado pela obstrução de um vaso sanguíneo que leva sangue ao cérebro. Esse tipo corresponde a cerca de 85% dos casos.

Na Bahia, dados da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab) apontaram que, até 24 de outubro de 2025, cerca de 2.700 pessoas haviam morrido em decorrência de AVC. Desse total, 87% das mortes ocorreram entre pessoas com mais de 60 anos. Em Salvador, foram registrados 344 óbitos nos dez primeiros meses de 2025, contra 333 durante todo o ano de 2024.

Embora os números mostrem a predominância entre idosos, o problema também merece atenção entre pessoas mais jovens.

"O AVC não deve ser encarado como uma doença exclusiva da terceira idade. Quando fatores como hipertensão, obesidade, diabetes, tabagismo, sedentarismo e uso de álcool ou outras substâncias aparecem cada vez mais cedo, o risco cardiovascular também pode surgir precocemente. Em pessoas jovens, ainda precisamos investigar causas específicas, como alterações cardíacas, distúrbios da coagulação, doenças autoimunes e genéticas".

A explicação é do neurologista Woquiton Martins, professor do curso de Medicina da UniFG Bahia, integrante da Inspirali, ecossistema da Ânima Educação.

 

Quais são os sintomas de AVC?

Os sintomas de AVC geralmente aparecem de forma repentina. Identificar essas alterações e buscar atendimento rapidamente pode fazer diferença no tratamento e na recuperação.

 

Entre os principais sinais de alerta estão:

 

Fraqueza ou formigamento em um lado do corpo.

Boca torta ou um lado do rosto caído.

Dificuldade para falar ou compreender o que outras pessoas dizem.

Perda ou alteração repentina da visão.

Tontura súbita ou perda de equilíbrio.

Dificuldade para caminhar ou coordenar os movimentos.

Confusão mental.

Dor de cabeça súbita e intensa, sem causa aparente.

Nem todos os pacientes apresentam os mesmos sintomas. A intensidade também pode variar conforme a região do cérebro afetada.

 

Como reconhecer um AVC e quando buscar ajuda?

Uma forma de identificar alguns sinais é observar o rosto, os braços e a fala. Um lado do rosto pode ficar caído, um dos braços pode perder força e a pessoa pode apresentar dificuldade para falar ou compreender frases.

Alterações repentinas na visão, no equilíbrio ou na caminhada também precisam ser consideradas.

"Diante de qualquer alteração neurológica súbita, não se deve esperar para ver se o sintoma vai passar. É preciso acionar o SAMU, pelo 192, ou procurar imediatamente um serviço de emergência. No AVC, o tempo é determinante porque cada minuto de circulação cerebral interrompida pode representar perda de tecido cerebral", alerta Woquiton Martins.

Diante da suspeita, ligue para o SAMU, pelo número 192. Não espere os sintomas desaparecerem nem tente medicar a pessoa por conta própria.

Mesmo que as manifestações melhorem em poucos minutos, é importante buscar avaliação médica. O quadro pode indicar um ataque isquêmico transitório, que também exige atendimento urgente.

 

Quais são os tipos de AVC?

O acidente vascular cerebral pode ser classificado em dois tipos principais.

AVC isquêmico: ocorre quando um coágulo ou outra obstrução impede a passagem do sangue por um vaso que irriga o cérebro. É o tipo mais frequente.

AVC hemorrágico: acontece quando um vaso sanguíneo se rompe e provoca sangramento no cérebro ou ao redor dele.

A identificação do tipo de AVC é essencial para definir o tratamento. Por isso, a equipe médica realiza uma avaliação clínica e exames de imagem, como a tomografia computadorizada.

 

Como funciona o tratamento do AVC?

O tratamento depende do tipo de AVC, do tempo transcorrido desde o início dos sintomas e das condições clínicas do paciente.

Em alguns casos de AVC isquêmico, medicamentos podem ser utilizados para dissolver o coágulo. Determinados pacientes também podem receber indicação de tratamento endovascular, como a trombectomia mecânica, procedimento que permite retirar o coágulo de um vaso sanguíneo.

No AVC hemorrágico, a conduta pode envolver o controle da pressão arterial, medidas para controlar o sangramento e, em determinadas situações, procedimentos cirúrgicos.

A avaliação precisa ser feita rapidamente por uma equipe médica, pois nem todos os tratamentos são indicados para todos os pacientes.

 

Quais sequelas o AVC pode deixar?

As consequências variam conforme a região cerebral atingida, a extensão da lesão e a rapidez com que o atendimento começa.

Entre as possíveis sequelas estão dificuldades motoras, alterações visuais, problemas na fala e na linguagem, perda de memória, dificuldade para engolir e mudanças emocionais ou cognitivas.

A reabilitação pode envolver fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e acompanhamento médico. O plano é definido de acordo com as necessidades de cada pessoa e pode ajudar a recuperar funções e ampliar a autonomia.

"Quanto mais cedo o atendimento começa, maiores são as possibilidades de preservar funções neurológicas e reduzir a gravidade das sequelas. E, depois da emergência, a reabilitação é fundamental para recuperar a maior autonomia possível. Por isso, reconhecer os sinais e buscar ajuda rapidamente pode fazer uma diferença enorme na vida do paciente", conclui o neurologista.

 

Como prevenir o AVC desde a juventude?

Embora a idade e a predisposição genética não possam ser modificadas, muitos fatores de risco podem ser controlados. A prevenção envolve hábitos saudáveis e acompanhamento médico regular.

 

Entre as principais medidas estão:

 

Manter a pressão arterial sob controle.

Acompanhar os níveis de glicose e colesterol.

Não fumar.

Evitar o consumo excessivo de álcool.

Praticar atividade física regularmente.

Adotar uma alimentação equilibrada.

Manter um peso adequado.

Seguir as orientações médicas para tratar doenças cardiovasculares e metabólicas.

Também é importante investigar condições de saúde que possam aumentar o risco de AVC, especialmente quando há histórico familiar ou alterações identificadas em avaliações médicas.

 

Reconhecer os sinais de AVC pode salvar vidas

O AVC não é uma doença exclusiva da terceira idade. Embora seja mais frequente entre idosos, também pode atingir pessoas jovens, especialmente quando existem fatores de risco ou condições específicas associadas.

Conhecer os sintomas, acompanhar a saúde cardiovascular e manter hábitos saudáveis são medidas importantes para reduzir os riscos. Diante de alterações neurológicas repentinas, porém, a prioridade é buscar atendimento de emergência.

No AVC, cada minuto importa. O reconhecimento rápido dos sinais e o início oportuno do tratamento podem reduzir os danos cerebrais e melhorar as possibilidades de recuperação.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/avc-em-jovens-sinais-de-alerta-e-como-prevenir,e9064c34692865294719a9f1988f48e6ghecml77.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

sábado, 17 de outubro de 2026

Motor da vida: como entender e acelerar o seu metabolismo?


Entenda como a combinação de alimentos naturais, movimento constante e conexões humanas pode transformar o ritmo do seu corpo e garantir longevidade

 

O metabolismo, engrenagem que regula o gasto energético vital, varia conforme genética, idade e massa muscular. Para acelerá-lo e combater a lentidão causada pelo sedentarismo, a combinação de exercícios físicos regulares com uma alimentação natural e nutritiva é essencial. Além disso, o controle do estresse, o sono de qualidade e boas conexões sociais equilibram os hormônios e a saúde mental, formando uma rotina integrada indispensável para o emagrecimento sustentável e o bem-estar duradouro.

 

O metabolismo funciona como a engrenagem invisível que sustenta a vida, englobando desde a respiração até a digestão e a regulação térmica. Como cada organismo é único, fatores como genética, idade e massa muscular determinam o ritmo dessa máquina interna. Compreender essa dinâmica é o primeiro passo para quem busca não apenas o controle do peso, mas uma saúde vibrante e duradoura.

 

No entanto, um dos maiores obstáculos modernos é o metabolismo basal lento, frequentemente agravado pelo sedentarismo. A diferença entre duas pessoas com o mesmo peso pode estar justamente no nível de movimento diário. O exercício físico regular atua como um combustível que acelera o gasto energético, transformando o corpo em uma unidade muito mais eficiente na queima de calorias.

 

Estratégias para despertar o metabolismo

Acelerar o ritmo do corpo exige um ajuste fino entre o que comemos e como nos movemos. Por isso, uma dieta baseada em alimentos naturais e nutritivos, livre do excesso de açúcares e gorduras de produtos ultraprocessados, é o alicerce para evitar doenças como o diabetes. Somado a isso, o exercício — seja uma caminhada vigorosa, corrida ou musculação — é o que realmente "liga" o motor metabólico, garantindo que o emagrecimento ocorra de forma saudável e sustentável.

 

O bem-estar além do corpo físico

A verdadeira qualidade de vida transita entre o físico e o emocional. O estresse crônico e o isolamento provocado pelo uso excessivo da tecnologia podem desregular o organismo de forma silenciosa. Resgatar o convívio humano e estabelecer limites digitais são atitudes que protegem o equilíbrio emocional, refletindo diretamente na saúde metabólica. Afinal, um corpo equilibrado floresce em um ambiente de serenidade e conexões reais.

 

Hábitos práticos para uma vida ativa

Cultivar um metabolismo eficiente depende da repetição de boas escolhas diárias. Por isso, vale incorporar mais movimento à sua rotina. Priorize alimentos frescos e invista tempo em relacionamentos que tragam alegria. Essas práticas garantem mais disposição, auxiliam na manutenção do peso ideal e promovem uma integração harmoniosa entre corpo e mente.

 

FAQ: Tire suas dúvidas sobre o metabolismo

O que define o metabolismo basal? É o volume mínimo de energia que o corpo gasta para manter funções vitais básicas, como os batimentos cardíacos e a respiração, enquanto você está em repouso.

 

Quais fatores podem alterar o ritmo metabólico? A velocidade do metabolismo é moldada pela idade, predisposição genética, nível de atividade física, equilíbrio hormonal e quantidade de massa muscular.

 

A dieta sozinha consegue acelerar o metabolismo? A alimentação é um pilar essencial, mas o exercício é o principal agente acelerador. A combinação de ambos é a estratégia mais eficaz para resultados duradouros.

 

Qual a relação entre o sono e a queima de energia? Dormir bem é fundamental. A falta de descanso interfere nos hormônios que controlam a fome e o gasto energético, podendo desacelerar o metabolismo.

 

Suplementos termogênicos realmente funcionam? Por fim, embora existam produtos que prometem agilizar o processo, o uso deve ser sempre acompanhado por orientação profissional. O foco principal deve permanecer no estilo de vida ativo e na nutrição equilibrada.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/motor-da-vida-como-entender-e-acelerar-o-seu-metabolismo,54a2a1ba5ed2f8b65e0562db6f9a9275u1rqzt13.html?utm_source=clipboard - Por: Lilian Coelho Maffei / Licenciado de Bons Fluidos - Foto: Freepik / Bons Fluidos

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Está tentando engravidar? 7 hábitos que podem estar atrapalhando


Do consumo de álcool aos mitos sobre fertilidade, alguns hábitos podem dificultar a gravidez; saiba o que evitar durante as tentativas

 

A concepção envolve fatores biológicos complexos e hábitos que afetam ambos os parceiros. Práticas como o consumo frequente de álcool, tabagismo, confiar cegamente em aplicativos de ciclo e negligenciar a saúde masculina prejudicam a fertilidade. Além disso, recorrer a soluções milagrosas sem respaldo científico e a cobrança excessiva geram desgastes desnecessários. O planejamento ideal exige acompanhamento médico, atenção compartilhada à saúde do casal e informação confiável sobre o período fértil.

 

Para muitas mulheres, a decisão de ter um filho vem acompanhada de expectativas, dúvidas e mudanças na rotina. Durante as tentativas de engravidar, é comum buscar informações sobre alimentação, período fértil e comportamentos que possam favorecer a gravidez. No entanto, nem todas as orientações que circulam na internet são confiáveis, e alguns hábitos cotidianos podem, de fato, prejudicar a fertilidade.

 

O processo de concepção envolve diferentes fatores, como idade, saúde reprodutiva, qualidade dos óvulos e espermatozoides e regularidade da ovulação. Por isso, embora determinadas atitudes possam contribuir para a saúde reprodutiva, não existe uma fórmula capaz de garantir a gravidez.

 

Conhecer os comportamentos que merecem atenção é um passo importante para quem deseja engravidar. A seguir, confira 7 hábitos que podem dificultar esse processo e saiba o que fazer para cuidar melhor da fertilidade.

 

1. Consumir bebidas alcoólicas com frequência

O consumo excessivo de álcool pode afetar a saúde reprodutiva de homens e mulheres. Entre os possíveis efeitos estão alterações hormonais e prejuízos à qualidade dos espermatozoides. No caso das mulheres, o consumo elevado também pode estar associado a dificuldades para engravidar. 

Embora os efeitos de pequenas quantidades de álcool sobre a fertilidade ainda sejam estudados, não existe um nível de consumo considerado seguro durante a gestação. A recomendação mais prudente é evitar bebidas alcoólicas durante as tentativas, especialmente porque a gravidez pode acontecer antes mesmo de ser identificada.

 

2. Manter o hábito de fumar

O cigarro é um dos fatores modificáveis mais conhecidos por seus efeitos prejudiciais à fertilidade. As substâncias presentes na fumaça do tabaco podem acelerar a perda de folículos ovarianos, comprometer a qualidade dos óvulos e antecipar a menopausa.

O tabagismo também pode afetar a fertilidade masculina, prejudicando parâmetros relacionados à qualidade do sêmen. Além disso, fumar durante a gestação aumenta o risco de diferentes complicações para a mãe e o bebê.

Abandonar o cigarro é uma das medidas mais importantes para proteger a saúde reprodutiva. Quem encontra dificuldades para interromper o hábito pode procurar acompanhamento médico e programas de apoio à cessação do tabagismo.

 

3. Não prestar atenção ao período fértil

A gravidez depende de uma série de acontecimentos biológicos, incluindo a liberação de um óvulo e seu encontro com um espermatozoide. Por isso, conhecer o período fértil pode ajudar a identificar os dias em que a concepção é mais provável.

A chamada janela fértil compreende, geralmente, os cinco dias anteriores à ovulação e o próprio dia em que ela acontece. Isso ocorre porque os espermatozoides podem sobreviver por alguns dias no sistema reprodutor feminino, enquanto o óvulo permanece viável por um período mais curto.

Manter relações sexuais a cada um ou dois dias durante a janela fértil pode favorecer as chances de concepção. Outra possibilidade é ter relações regularmente, a cada dois ou três dias ao longo do ciclo, sem a necessidade de identificar exatamente a ovulação.

 

4. Confiar exclusivamente nos aplicativos menstruais

Aplicativos de acompanhamento do ciclo podem ser ferramentas úteis para registrar menstruações e observar padrões. Entretanto, as previsões oferecidas nem sempre correspondem ao momento real da ovulação. Isso acontece porque o ciclo menstrual pode variar de um mês para outro, inclusive entre mulheres que costumam menstruar regularmente. Assim, confiar apenas nas datas calculadas por um aplicativo pode fazer com que o casal deixe de aproveitar parte da janela fértil.

Utilize a tecnologia como ferramenta complementar. Observar alterações no muco cervical e, quando indicado, utilizar testes de ovulação pode ajudar a identificar o período fértil com maior precisão.

 

5. Deixar a saúde do parceiro em segundo plano

Quando o assunto é engravidar, grande parte das orientações costuma ser direcionada às mulheres. Entretanto, a fertilidade masculina também desempenha um papel fundamental no processo. Hábitos como fumar, consumir álcool em excesso e utilizar esteroides anabolizantes podem comprometer a produção ou a qualidade dos espermatozoides. Algumas condições de saúde também podem interferir na capacidade reprodutiva.

Por isso, concentrar todos os cuidados apenas na mulher pode atrasar a identificação de fatores que dificultam a concepção. O planejamento da gravidez deve envolver os dois parceiros. Consultas médicas, avaliação de condições preexistentes e mudanças nos hábitos de vida podem contribuir para a saúde reprodutiva do casal.

 

6. Acreditar em soluções milagrosas para engravidar

Basta uma pesquisa nas redes sociais para encontrar promessas de chás, suplementos e técnicas caseiras que supostamente aumentariam as chances de gravidez. Entre as recomendações mais conhecidas está a ideia de permanecer com as pernas elevadas após a relação sexual. Apesar de popular, essa prática não apresenta evidências científicas de que melhore as taxas de concepção.

O mesmo cuidado vale para produtos naturais anunciados como estimulantes da fertilidade. Além de não oferecerem os resultados prometidos, algumas substâncias podem apresentar riscos, especialmente durante uma possível gestação.

Desconfie de métodos que prometem resultados garantidos. Antes de utilizar suplementos, ervas ou medicamentos, procure orientação profissional para avaliar a segurança e a real necessidade de cada produto.

 

7. Transformar as tentativas em uma cobrança constante

O desejo de engravidar pode trazer uma mistura de entusiasmo e preocupação, principalmente quando os meses passam sem o resultado esperado. Nesse cenário, é comum que cada sinal do corpo seja observado com atenção e que as relações sexuais acabem ficando associadas exclusivamente à tentativa de concepção.

Embora situações de estresse intenso possam interferir no funcionamento hormonal e menstrual, não há evidências suficientes para afirmar que a ansiedade cotidiana, por si só, impeça uma gravidez. Por isso, é importante evitar a ideia de que a mulher precisa simplesmente relaxar para conseguir engravidar.

Ainda assim, o desgaste emocional merece cuidado, já que pode afetar a qualidade de vida, o relacionamento e o bem-estar durante esse período. Procure manter atividades prazerosas, momentos de descanso e uma rotina que não esteja inteiramente voltada à gravidez. Se a ansiedade estiver causando sofrimento, o acompanhamento psicológico pode ajudar a lidar com as expectativas e incertezas.

 

Quando procurar ajuda para engravidar?

Mesmo com hábitos saudáveis, a gravidez pode não acontecer imediatamente. Isso não significa, necessariamente, que exista algum problema de fertilidade. De maneira geral, recomenda-se procurar avaliação médica após 12 meses de relações sexuais regulares sem contraceptivos para mulheres com menos de 35 anos. A partir dos 35 anos, a investigação costuma ser indicada depois de seis meses de tentativas. Acima dos 40 anos, a avaliação deve ser considerada mais precocemente.

Pessoas com ciclos menstruais muito irregulares, histórico de endometriose, doenças reprodutivas ou outros fatores conhecidos que possam comprometer a fertilidade também podem precisar de acompanhamento antes desses prazos.

Além disso, uma consulta pré-concepcional é recomendada mesmo antes do início das tentativas. Nela, é possível revisar medicamentos, atualizar vacinas, avaliar condições de saúde e receber orientações sobre suplementação de ácido fólico.

Por fim, vale lembrar que engravidar não depende apenas de fazer tudo certo. A fertilidade envolve fatores biológicos que nem sempre estão sob controle individual. Adotar hábitos saudáveis é importante, mas o planejamento de uma gestação também deve incluir informação confiável, acompanhamento médico e cuidado com a saúde emocional.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/esta-tentando-engravidar-7-habitos-que-podem-estar-atrapalhando,ef546e2f969da65ccf2d4702cbf3b6efy0jpnvsz.html?utm_source=clipboard - Por: Isabella Bisordi / Licenciado de Bons Fluidos - Foto: Reprodução: Canva/Aflo Images / Bons Fluidos

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Orgulho de ser Professor


     Convicto da importância do professor na educação de crianças e jovens, não apenas em 15 de outubro, mas em todos os dias do ano, gostaria de relatar em poucas palavras a minha trajetória como professor de educação física e a missão incansável de educar.

 

     Em 1976, quando estudava a 8ª série e praticava basquete no Colégio Estadual Murilo Braga, resolvi que iria fazer o vestibular para Educação Física e ser professor.

 


     Em janeiro de 1980, fiz o vestibular e fui aprovado. Era o início da concretização do sonho de ser professor. No mês de abril do mesmo ano, tive a oportunidade de ingressar no serviço público e, assim, dar aulas de educação física e basquete no Colégio Estadual Murilo Braga. No início da carreira, passei 5 anos estudando na UFS e ao mesmo tempo ensinando.

 


     Em 1988, insatisfeito com apenas um emprego, resolvi procurar o ex-colega da universidade e vice-diretor do Colégio Graccho, Abelardo Neto. Solicitei a ele um emprego como professor e fui prontamente atendido. Ensinei basquete e, no último ano de trabalho na escola, lecionei aulas de educação física aos alunos do 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental. Dediquei 22 anos de minha vida aos alunos e à instituição, a qual sou eternamente grato pela acolhida.

 


     Em 1989, recebi o convite para ensinar basquete no Colégio Salesiano pelo coordenador Pedagógico Jairton Guimarães (Cobrinha), que já conhecia o meu trabalho através do CEMB e do Graccho. Também lecionei educação física do 5º ano do Ensino Fundamental a 3ª série do Ensino Médio. Trabalhei 21 anos e aprendi muito como educador através do sistema preventivo de Dom Bosco.

 

     Tenho orgulho de ter trabalhado em dois dos melhores colégios do Estado, Graccho e Salesiano. Em ambos, pedi para ser demitido por motivos pessoais e fica aqui o meu agradecimento pelo respeito ao meu trabalho por mais de duas décadas.

 


     Em 1993, a Irmã Auxiliadora me fez o convite para lecionar no Colégio Dom Bosco, inicialmente o basquete e depois o voleibol. Ensinei educação física aos alunos do 4º ano do Ensino Fundamental a 3ª série do Ensino Médio. No dia 18 de outubro de 2020, encerrei meu ciclo de trabalho no Colégio Dom Bosco como Professor de Educação física. Foram 28 anos de compromisso, respeito, responsabilidade e dedicação à educação de crianças e jovens de Itabaiana e cidades circunvizinhas.

 

     Em 2009, senti a necessidade de criar um blog para divulgar meu trabalho nas escolas relacionado à educação física e ao esporte, envolvendo meus alunos e ex-alunos. Posteriormente, comecei também a publicar conteúdos pesquisados na internet sobre educação, esporte, saúde, cultura e cidadania. O blog já está com 20 milhões de acessos, uma demonstração de dedicação, compromisso e responsabilidade para com minha carreira de professor e com as pessoas que confiam em mim.

 


     Em janeiro de 2010, o diretor do Colégio O Saber, Everton Oliveira, ex-aluno do basquete do CEMB, convidou-me para dar aulas de educação física aos alunos do 5º ao 9º ano do ensino fundamental. Posteriormente, ensinei ao ensino médio. Em julho de 2025, encerrei meu ciclo de trabalho no Colégio O Saber após 15 anos como Professor de Educação física.

 

     Tenho orgulho de ter sido campeão por todas as escolas em que trabalhei nas diversas competições escolares de voleibol, handebol, futsal e, principalmente, do basquete.

 

      Em 28 de fevereiro de 2017, foi publicada a portaria no Diário Oficial da minha aposentadoria após 37 anos de trabalho no funcionalismo público estadual como professor de educação física do Colégio Estadual Murilo Braga. Obrigado aos alunos, professores, diretores e funcionários que fizeram parte da minha vida profissional neste período.

 

     Em 02 de março de 2018, adquiri a concessão do INSS da minha aposentadoria após ter trabalhado como Professor de Educação Física por 30 anos nos Colégios Graccho Cardoso, Salesiano, Dom Bosco e O Saber. Obrigado aos alunos, professores, diretores e funcionários dos colégios onde trabalhei e que fizeram parte da minha vida profissional neste período.

 


     Em 15 de agosto de 2023, assumi o cargo de Professor de educação física na Escola Municipal José Filadelfo Araújo, no Povoado Carrilho, em Itabaiana. Em 2025, participei de outro processo seletivo e continuo ensinando na Escola.

 

     Que Deus, na sua infinita bondade, dê-me muita saúde e disposição para continuar trabalhando e contribuindo na formação integral dos alunos, como faço há mais de 46 anos. Trabalho esse realizado com respeito, dedicação e compromisso aos alunos e às instituições de ensino, sempre com Orgulho de ser Professor.

 

Foto criada no site Você na capa da Revista NOVA ESCOLA

 

Por Professor José Costa

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Café faz bem ou faz mal? Veja quanto você pode tomar por dia


O café pode integrar uma dieta saudável e seu consumo moderado é associado à prevenção de doenças cardiovasculares, metabólicas e hepáticas. O limite diário seguro para adultos é de cerca de 400 mg de cafeína (duas a três xícaras grandes), caindo para 200 mg na gravidez. Contudo, a sensibilidade varia e doses excessivas causam insônia, ansiedade e palpitações. Priorize o consumo puro e sem aditivos calóricos, ajustando a dose e os horários para evitar desconfortos e prejuízos ao sono.

 

O café faz parte da rotina de milhões de pessoas e, para muita gente, é quase impossível começar o dia sem uma xícara. Além de ajudar a espantar o sono, a bebida também é estudada pelos possíveis efeitos que pode ter sobre a saúde.

 

De forma geral, o café pode fazer parte de uma alimentação saudável. Pesquisas associam o consumo moderado da bebida a menores riscos de algumas doenças cardiovasculares, metabólicas, neurológicas e hepáticas. No entanto, boa parte dessas evidências vem de estudos observacionais, que mostram uma relação, mas não conseguem provar que o café seja diretamente responsável por esses benefícios.

 

A principal questão está na quantidade de cafeína. Para adultos saudáveis, a referência usada pela FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos) é de até 400 miligramas de cafeína por dia. Essa quantidade geralmente não está associada a efeitos negativos e corresponde, aproximadamente, a duas ou três xícaras grandes de café. Ainda assim, a concentração de cafeína varia bastante conforme o tipo e o preparo da bebida.

 

Também não é preciso chegar ao limite para sentir efeitos desagradáveis. Algumas pessoas podem apresentar ansiedade, tremores, palpitação, dor de cabeça, enjoo ou desconforto no estômago, mesmo com quantidades menores. Nesses casos, vale reduzir o consumo e observar como o organismo reage.

 

O horário também faz diferença. A cafeína pode atrapalhar o sono, principalmente quando consumida perto da hora de dormir. Por isso, quem percebe dificuldade para pegar no sono pode testar reduzir o café no período da tarde e da noite.

 

Durante a gravidez, a recomendação é mais restritiva. A EFSA (Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos) considera seguro o consumo de até 200 miligramas de cafeína por dia. Esse limite inclui todas as fontes de cafeína, e não apenas o café.

 

Outro ponto importante é a forma de consumo. Café puro ou com pouco açúcar é bem diferente de bebidas à base de café que levam grandes quantidades de açúcar, caldas, chantilly e outros ingredientes.

 

No fim, para a maioria dos adultos saudáveis, o café pode fazer parte da rotina sem problema. A melhor quantidade, porém, é aquela que não provoca efeitos desagradáveis e não atrapalha o sono.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/cafe-faz-bem-ou-faz-mal-veja-quanto-voce-pode-tomar-por-dia,b6998140cd2405c409960366c3e62097udexh1lj.html?utm_source=clipboard - Por: Laura Pereira / Licenciado de Gávea News - Foto: Gávea News