domingo, 25 de outubro de 2026

O que devemos comer para ter a pele mais jovem


Plantas, gorduras e alimentos fermentados podem reduzir as rugas, promover o colágeno e melhorar a textura da nossa pele.

 

A alimentação é vital para manter a pele jovem e protegida de danos externos e do tempo. Vegetais e frutas coloridos fornecem antioxidantes e carotenoides que estimulam o colágeno e combatem a radiação solar. Gorduras saudáveis presentes em peixes e oleaginosas, como ômega-3 e vitamina E, preservam a hidratação e reduzem rugas. Além disso, uma dieta rica em fibras e alimentos fermentados fortalece a microbiota intestinal, gerando efeitos anti-inflamatórios essenciais para a saúde cutânea.

 

A pele é o maior órgão do corpo humano e precisa durar por toda a nossa vida.

 

Além de nos manter com aparência jovem e bem cuidada, a pele também beneficia ativamente nossa saúde como um todo. Mas, por ser a barreira entre o nosso corpo e o mundo exterior, ela sofre muito desgaste.

 

Muitos fatores ambientais contribuem para o envelhecimento da pele, como a poluição do ar, o ozônio e as mudanças climáticas, segundo o professor de dermatologia Jean Krutmann, do Instituto de Pesquisa Leibniz de Medicina Ambiental.

 

"Há décadas imaginamos que a radiação ultravioleta fosse a principal causa do envelhecimento da pele por razões ambientais. Sabemos que isso não é verdade", explica ele.

 

"Outros comprimentos de onda contidos na luz solar natural podem contribuir para o envelhecimento, como a luz visível e a radiação infravermelha." E mesmo o aumento da temperatura pode contribuir para o processo, segundo o professor.

 

E existe simplesmente o tempo. À medida que envelhecemos, perdemos gradualmente colágeno, a proteína que fornece a estrutura da nossa pele, o que pode causar rugas.

 

Um fator menosprezado que pode ajudar a manter a nossa pele em melhor forma é a nossa alimentação. De gorduras saudáveis até alimentos fermentados que fazem bem para o intestino, aqui estão vários itens que devem ser incluídos na nossa dieta.

 

1. Verduras, frutas e legumes coloridos

Inúmeras pesquisas indicam que a alimentação rica em alimentos de origem vegetal é importante para manter nossa pele saudável.

Por isso, vale a pena procurar verduras, frutas e legumes coloridos, pois eles contêm poderosos antioxidantes, que ajudam a proteger a pele contra os danos causados pela poluição e pela luz solar.

Cenouras, pimentas e tomates são ricos em carotenoides, como luteína, licopeno e beta-caroteno.

"Eles são armazenados no tecido adiposo e protegem contra os raios ultravioleta", explica o professor de química alimentar Volker Böhm, da Universidade Friedrich Schiller em Jena, na Alemanha.

O filtro solar continua sendo importante, mas Böhm afirma que as pessoas costumam aplicá-lo durante a exposição prolongada em ambiente externo, não todos os dias.

O consumo regular de alimentos ricos em carotenoides fornece "um fator de proteção contra UV básico contínuo de cerca de 2 a 3, o ano inteiro", explica ele.

Acrescentar aos tomates ou cenouras uma pequena quantidade de gordura saudável, como azeite de oliva, ajuda o corpo a absorver esses antioxidantes com mais facilidade.

O beta-caroteno também pode ser transformado em vitamina A, que é importante para o crescimento das células da pele e sua proteção contra infecções.

Os carotenoides podem ajudar as células da pele a produzir ácido hialurônico. Esta molécula ajuda a manter a firmeza e a elasticidade da pele e é encontrada em muitos umectantes e cremes "antienvelhecimento" disponíveis comercialmente.

Os mesmos pigmentos também podem ajudar a estimular o colágeno.

Um pequeno estudo indicou que mulheres que tomaram um suplemento diário de carotenoide por 10 meses exibiram aumento do colágeno e da elastina na pele, sugerindo que ele pode ajudar a evitar a degradação do colágeno.

Descobriu-se também que comer muitas verduras, frutas e legumes coloridos cria "brilho" e oferece à pele aparência mais saudável.

Para obter esses benefícios, é preciso comer esses alimentos de forma consistente, segundo Krutmann.

"Seja qual for o antioxidante que você estiver comendo, para ter proteção contra os efeitos ambientais, normalmente são necessárias oito a 10 semanas até atingir efeitos perceptíveis."

A manga é rica em antioxidantes e pesquisas indicam que ela pode reduzir os sinais visíveis do envelhecimento

Descobriu-se que a manga mantém a pele com aparência mais jovem à medida que envelhecemos.

Em um estudo com mulheres pós-menopausa, realizado por Vivien Fam, da Universidade da Califórnia em Davis, nos Estados Unidos, as participantes comeram 85 g de manga quatro vezes por semana, ao longo de 16 semanas. Os pesquisadores concluíram que o tamanho das rugas pré-existentes diminuiu, bem como o surgimento de novas rugas.

Mais pesquisas são necessárias, mas pesquisadores especulam que os efeitos benéficos poderão se dever aos carotenoides, além dos antioxidantes flavonoides e mangiferina.

Surpreendentemente, o estudo concluiu que comer cerca de 250 g de manga por dia aumentou as rugas.

Um dos autores da pesquisa, o professor de nutrição Robert Hackman, também da Universidade da Califórnia em Davis, afirma que não se sabe ao certo por que isso aconteceu, mas pode se dever ao alto teor natural de açúcar da manga.

"Nossa proposta é que o açúcar tenha criado alguma lesão das moléculas da pele", explica Hackhan. E, embora o estudo fosse pequeno, pesquisas posteriores ainda não publicadas reproduziram os resultados, segundo ele.

A manga e as frutas cítricas também são ricas em vitamina C, que ajuda na produção de colágeno e também age como antioxidante, que pode proteger a pele contra lesões causadas pelo Sol.

Estudos indicam que a vitamina C pode ajudar a aumentar a hidratação da pele e reduzir sua pigmentação. Por isso, esta vitamina é amplamente empregada em produtos de tratamento da pele e como suplemento, segundo Krutmann.

 

2. Gorduras saudáveis

Normalmente, não sou fã de nozes e amêndoas. Mas comecei a picá-las e acrescentar às saladas, o que me agradou muito mais do que eu esperava.

Passei a fazer isso porque comer nozes e sementes em boas quantidades pode beneficiar a nossa pele.

Um pequeno estudo controlado randomizado concluiu que as pessoas que comeram amêndoas por 16 semanas apresentaram menos rugas visíveis, em comparação com aquelas que comeram outros tipos de lanche.

A vitamina E, abundante em nozes e sementes, também pode proteger a pele contra lesões celulares e envelhecimento.

A deficiência desta vitamina pode prejudicar a saúde da pele, além de retardar a cura de feridas. E boas fontes incluem amêndoas, avelãs, pinhões e muitas oleaginosas.

As nozes também contêm ácidos graxos ômega-6, que podem fortalecer a barreira da pele que retém a sua umidade.

Outro tipo de gordura saudável que sabemos que faz bem para a nossa pele é o ômega-3, encontrado em peixes oleosos e algas.

Os peixes ricos em ômega-3 incluem salmão, sardinha e cavalinha. Estudos pequenos sugerem que eles podem reduzir a sensibilidade da pele ao Sol e, portanto, ajudar a proteger contra lesões solares.

Os peixes gordurosos também ajudam a preservar o colágeno já existente e a reduzir inflamações.

 

3. Alimentos benéficos para o intestino

Quando a nossa alimentação é variada e rica em produtos frescos, nozes e sementes, os micróbios do intestino se beneficiam e, com eles, a nossa pele.

Isso ocorre porque existe uma conexão complexa entre a pele e a saúde intestinal. Os pesquisadores chamam este relacionamento de "eixo intestino-pele".

Quando ingerimos alimentos diversificados de origem vegetal, os micróbios do intestino liberam compostos com propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes. Eles também afetam a nossa pele, segundo Hackman.

A microbiota intestinal saudável também pode melhorar as condições da pele, fortalecendo o nosso sistema imunológico.

Uma forma de atingir estes benefícios é comer uma ampla variedade de alimentos vegetais.

Eles incluem frutas, legumes, verduras, leguminosas, legumes, grãos integrais, ervas e especiarias, que podem reduzir o estresse, melhorar o sono e proteger contra condições da pele, como a psoríase.

Alimentos fermentados, como o chucrute, kimchi, kombucha e iogurte, também são particularmente benéficos para os micróbios intestinais.

Talvez você não vá parecer ter 30 anos de idade quando estiver na casa dos 60, mas a dieta saudável irá ajudar a sua pele a permanecer saudável ao longo dos anos.

E também não se esqueça de passar o protetor solar.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/o-que-devemos-comer-para-ter-a-pele-mais-jovem,91011484053204fba323364c7b127911019d11eu.html?utm_source=clipboard - Por: Melissa Hogenboom - BBC Future - Foto: Getty Images / BBC News Brasil

sábado, 24 de outubro de 2026

Colesterol alto mesmo com alimentação saudável? Entenda por que isso acontece


Predisposição hereditária, mudanças hormonais e condições metabólicas podem influenciar os resultados dos exames

 

Mesmo com hábitos saudáveis, o colesterol pode se elevar porque a maior parte dele é produzida pelo fígado e não depende só da dieta. Fatores genéticos como a hipercolesterolemia familiar, hipotireoidismo, menopausa, diabetes e certos medicamentos influenciam diretamente essa taxa. Como o quadro é silencioso e eleva o risco cardiovascular, a dieta nem sempre basta, tornando indispensáveis o acompanhamento médico regular e a avaliação individualizada para definir a necessidade de remédios.

 

Manter uma alimentação equilibrada, evitar frituras, consumir frutas e verduras e praticar atividades físicas são hábitos importantes para a saúde cardiovascular. Ainda assim, algumas pessoas se surpreendem ao receber exames que apontam colesterol elevado, mesmo seguindo uma rotina considerada saudável.

 

Isso acontece porque os níveis de colesterol no sangue não dependem exclusivamente da alimentação. Fatores genéticos, alterações hormonais, condições metabólicas e até determinados medicamentos podem influenciar os resultados.

 

Segundo o cardiologista Dr. Raphael Boesche Guimarães, a ideia de que o colesterol alto está sempre relacionado a uma alimentação inadequada é um dos principais equívocos sobre o assunto. "O colesterol é uma substância essencial para o funcionamento do organismo, utilizada na produção de hormônios e na formação das membranas celulares. Grande parte dele é produzida pelo próprio corpo, principalmente pelo fígado. Por isso, mesmo quem mantém uma alimentação saudável pode apresentar níveis elevados", explica.

 

Abaixo, veja alguns fatores que podem interferir nos níveis de colesterol no organismo.

 

1. A genética pode influenciar o colesterol

Algumas pessoas apresentam predisposição genética para produzir ou manter níveis elevados de colesterol no sangue, independentemente dos hábitos alimentares. Uma das condições mais conhecidas é a hipercolesterolemia familiar, alteração hereditária que compromete a capacidade do organismo de remover o colesterol LDL, conhecido como colesterol ruim, da circulação.

"Existem pessoas que seguem uma alimentação equilibrada, praticam exercícios e, ainda assim, apresentam colesterol elevado desde jovens. Nesses casos, precisamos considerar a influência genética, especialmente quando há histórico familiar de colesterol alto ou doenças cardiovasculares precoces", destaca o cardiologista.

 

2. Alterações na tireoide também podem elevar os níveis

O funcionamento da tireoide interfere diretamente no metabolismo das gorduras. Quando a glândula produz menos hormônios do que o necessário, condição conhecida como hipotireoidismo, o organismo pode apresentar maior dificuldade para eliminar o colesterol LDL do sangue. Em alguns casos, o colesterol elevado é identificado antes mesmo de outros sintomas da alteração hormonal.

"Quando encontramos níveis elevados de colesterol, especialmente sem uma causa aparente, é importante avaliar se existem condições associadas, como alterações da tireoide. Tratar a doença de base pode contribuir para melhorar o perfil lipídico", orienta o Dr. Raphael Boesche Guimarães.

 

3. Menopausa pode provocar mudanças no colesterol

As alterações hormonais que acontecem durante a transição para a menopausa também podem interferir nos níveis de colesterol. A redução do estrogênio está associada a mudanças no metabolismo das gorduras, podendo favorecer o aumento do colesterol LDL e alterações na distribuição da gordura corporal.

Isso significa que mulheres que mantêm os mesmos hábitos alimentares e a mesma rotina de exercícios podem perceber mudanças nos exames ao longo dessa fase. "A menopausa representa um período importante de atenção à saúde cardiovascular feminina. Mesmo sem grandes mudanças no estilo de vida, podem ocorrer alterações no colesterol e em outros fatores de risco, o que reforça a importância do acompanhamento médico", afirma o especialista.

 

4. Resistência à insulina e diabetes interferem no metabolismo

Condições metabólicas, como resistência à insulina e diabetes tipo 2, também podem alterar o perfil de gordura no sangue. Nesses casos, é comum observar aumento dos triglicerídeos, redução do colesterol HDL, conhecido como colesterol bom, e mudanças nas características das partículas de LDL.

"Não basta avaliar apenas a alimentação. O metabolismo influencia diretamente a forma como o organismo produz, transporta e elimina as gorduras. Por isso, o colesterol precisa ser analisado em conjunto com outros indicadores de saúde", explica o cardiologista.

 

5. Alguns medicamentos podem interferir nos resultados

Determinados medicamentos também podem contribuir para alterações no colesterol e nos triglicerídeos. Entre eles, estão alguns corticoides, imunossupressores, retinoides e medicamentos utilizados em tratamentos específicos.

Isso não significa que esses remédios devam ser interrompidos, mas que seus possíveis efeitos metabólicos precisam ser considerados durante o acompanhamento. "Quando o colesterol aumenta sem uma explicação evidente, também avaliamos os medicamentos utilizados pelo paciente. Essa análise ajuda a identificar possíveis fatores associados e definir a melhor conduta, sem comprometer outros tratamentos", ressalta.

 

Alimentação saudável é suficiente para controlar o colesterol?

Embora a alimentação tenha papel fundamental na prevenção cardiovascular, ela nem sempre é suficiente para manter o colesterol dentro das metas recomendadas. A resposta depende da predisposição genética, das condições de saúde e, principalmente, do risco cardiovascular individual.

Além disso, nem toda alimentação considerada saudável tem necessariamente o mesmo efeito sobre o colesterol. A quantidade de gorduras saturadas, o consumo de fibras e a composição geral da dieta também fazem diferença.

"Adotar hábitos saudáveis continua sendo indispensável, mas algumas pessoas precisam de tratamento medicamentoso para reduzir adequadamente o colesterol. Isso não representa uma falha na alimentação ou na prática de exercícios, e sim uma necessidade individual de controle do risco cardiovascular", esclarece o Dr. Raphael Boesche Guimarães.

 

Quando o colesterol alto exige tratamento?

O colesterol elevado geralmente não provoca sintomas, o que torna os exames de sangue importantes para sua identificação. A necessidade de tratamento, por sua vez, não depende apenas de um resultado isolado. O médico considera fatores como idade, pressão arterial, diabetes, tabagismo, histórico familiar e presença de doenças cardiovasculares.

Pessoas com risco cardiovascular elevado podem precisar de metas de colesterol LDL mais rigorosas, enquanto outras podem ser inicialmente orientadas a intensificar mudanças no estilo de vida. "O objetivo não é simplesmente melhorar um número no exame, mas reduzir o risco de infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e outras complicações cardiovasculares. Por isso, a avaliação precisa ser individualizada. Mesmo quem se alimenta bem e pratica exercícios deve acompanhar seus níveis de colesterol", conclui o Dr. Raphael Boesche Guimarães.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/colesterol-alto-mesmo-com-alimentacao-saudavel-entenda-por-que-isso-acontece,f9ea00729b43695c5a596ea4ebc0f624l3ze370i.html?utm_source=clipboard - Por Daiane Bombarda - Foto: Alphavector | Shutterstock / Portal EdiCase

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Uso do celular antes de dormir afeta sono e bem-estar, alerta especialista


Usar o aparelho antes de dormir pode dificultar o relaxamento, prejudicar a qualidade do descanso e afetar o bem-estar emocional

 

O uso do celular antes de dormir prejudica o sono e a saúde emocional, alerta a psicóloga Claudia Melo. A luz das telas e os estímulos constantes inibem a melatonina, gerando insônia, sono fragmentado, ansiedade e cansaço diurno. Para evitar esses impactos negativos, a especialista recomenda criar uma rotina de relaxamento, desligar as notificações e afastar o aparelho da cama ao menos trinta minutos antes de se deitar, garantindo o descanso necessário para o bem-estar físico e mental.

 

Conferir mensagens, navegar pelas redes sociais ou assistir a vídeos antes de dormir faz parte da rotina de muitas pessoas. Mas manter o celular ao lado da cama e continuar conectado até os últimos minutos do dia pode prejudicar a qualidade do sono e o bem-estar emocional.

 

Segundo Claudia Melo, coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera, a exposição constante aos estímulos do aparelho pode dificultar o relaxamento necessário para uma noite de descanso reparadora.

 

"O cérebro precisa entender que está chegando o momento de desacelerar. Quando a pessoa permanece conectada até os últimos minutos antes de dormir, ela continua recebendo estímulos que podem aumentar o estado de alerta e prejudicar o início e a profundidade do sono", explica.

 

Além da dificuldade para adormecer, o hábito pode afetar o descanso ao longo da noite e influenciar a disposição no dia seguinte. Confira cinco impactos que merecem atenção.

 

1. Dificuldade para pegar no sono

A luz emitida pelas telas pode interferir na produção de melatonina, hormônio envolvido na regulação do ciclo de sono e vigília. Dependendo da intensidade da exposição e do horário de uso, esse efeito pode dificultar o início do sono.

Além disso, acompanhar vídeos, mensagens e publicações mantém a atenção voltada para novos estímulos, em vez de favorecer a desaceleração necessária antes de dormir.

 

2. Sono mais leve e fragmentado

O descanso também pode ser interrompido por notificações, vibrações e sons do aparelho. Mesmo quando o celular não chega a despertar completamente a pessoa, esses estímulos podem atrapalhar a continuidade do sono.

A expectativa de receber mensagens ou a vontade de conferir o que aconteceu nas redes sociais também pode levar a despertares durante a noite. Com isso, o período reservado ao descanso pode se tornar menos reparador.

 

3. Aumento da ansiedade

Acompanhar notícias, conversas e atualizações nas redes sociais até a hora de dormir pode manter a mente em estado de alerta. Dependendo do conteúdo e da relação de cada pessoa com a tecnologia, esse hábito pode favorecer preocupações e sentimentos de ansiedade.

A dificuldade de se desconectar também pode prolongar a preocupação com situações do dia a dia, reduzindo o tempo dedicado ao relaxamento antes de dormir.

 

4. Maior dependência das telas

Levar o celular para a cama pode reforçar o hábito de recorrer ao aparelho sempre que surge um momento livre. Com o tempo, a pessoa pode ter mais dificuldade para interromper o uso, mesmo quando precisa descansar.

Essa rotina reduz as oportunidades de desconexão e pode fazer com que o período antes de dormir seja ocupado por estímulos constantes. Estabelecer limites para o uso do aparelho ajuda a criar uma separação entre as atividades digitais e o momento de repouso.

 

5. Cansaço e irritabilidade durante o dia

Quando o sono é insuficiente ou sofre interrupções frequentes, os efeitos podem aparecer no dia seguinte. Cansaço, dificuldade de concentração, redução da produtividade e alterações de humor estão entre as consequências possíveis de noites mal dormidas.

Se o uso do celular atrasa o horário de dormir ou interrompe o descanso, a pessoa também pode acabar dormindo menos do que precisa. Por isso, observar a rotina noturna é importante para identificar hábitos que possam estar prejudicando a recuperação física e mental.

 

Como evitar que o celular prejudique o sono?

Claudia Melo recomenda adotar uma rotina de higiene do sono, com mudanças simples para reduzir os estímulos antes de dormir.

"O ideal é evitar o uso do celular pelo menos 30 minutos antes de dormir e deixar o aparelho em um local mais distante da cama, preferencialmente com as notificações desativadas. Pequenas mudanças de hábito podem trazer benefícios importantes para a saúde física e mental", orienta.

Além dessa recomendação, algumas medidas podem ajudar a tornar o ambiente mais favorável ao descanso:

 

Reduza a iluminação: prefira um ambiente com pouca luz nos momentos que antecedem o sono.

Escolha atividades relaxantes: ler ou fazer exercícios de respiração pode ajudar a desacelerar antes de dormir.

Desative as notificações: diminuir os alertas reduz a possibilidade de interrupções durante a noite.

Deixe o aparelho longe da cama: manter o celular fora do alcance imediato pode facilitar a redução do uso noturno.

Crie uma rotina: procure reservar um período para desacelerar antes de se deitar, evitando atividades que mantenham a atenção constantemente estimulada.

"Descansar adequadamente é fundamental para a saúde emocional e para a qualidade de vida. Estabelecer limites no uso da tecnologia é uma forma de cuidar de si mesmo", conclui a coordenadora.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/uso-do-celular-antes-de-dormir-afeta-sono-e-bem-estar-alerta-especialista,11ae20c02445e16e0d839d8240d906ach70c9zz7.html?utm_source=clipboard - Foto: Divulgação / Saúde em Dia

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Qual o horário ideal para exercícios físicos para redução de risco cardiometabólico?


Um estudo com cerca de 14.500 participantes revelou que o horário da atividade física influencia a saúde cardiometabólica tanto quanto o seu volume. Exercitar-se pela manhã, em comparação à noite, reduziu significativamente as chances de obesidade (35%), doença arterial coronariana (31%), diabetes tipo 2 (30%), hiperlipidemia (21%) e hipertensão (18%). Além disso, a prática de exercícios entre 7h e 8h foi associada às menores chances de desenvolvimento de doença coronariana.

 

Ter uma saúde cardiometabólica precária pode aumentar o risco de doenças cardíacas e diabetes tipo 2. Por outro lado, fazer escolhas de estilo de vida saudáveis, como praticar atividades físicas, pode ajudar a reduzir o risco de doenças cardiometabólicas.

 

Agora, estudo apresentado na Sessão Científica Anual do American College of Cardiology (ACC.26), mostrou que embora a atividade física possa ajudar a reduzir o risco cardiometabólico, o horário do dia em que o exercício é praticado também pode desempenhar um papel importante.

 

Para o estudo, os pesquisadores analisaram dados de saúde de quase 14.500 participantes do estudo All of Us. Os dados incluíam informações sobre a frequência cardíaca registradas pelos dispositivos Fitbit dos participantes, e a prática de exercícios físicos foi avaliada a cada 15 minutos ao longo do dia. Eles buscaram conexões entre os horários em que os participantes se exercitavam e fatores de risco cardiometabólicos, como hipertensão, obesidade e diabetes tipo 2, além de avaliarem as taxas de problemas cardiovasculares dos participantes, como doença arterial coronariana e fibrilação atrial.

 

Os resultados mostraram que os participantes que se exercitavam pela manhã, em comparação com aqueles que se exercitavam à noite, apresentavam 35% menos probabilidade de ter obesidade; 31% menos probabilidade de desenvolver doença arterial coronariana; 30% menos risco de desenvolver diabetes tipo 2; 21% menos probabilidade de ter hiperlipidemia; e 18% menos probabilidade de desenvolver hipertensão.

 

Segundo os autores, isso demonstra que o horário em que as pessoas se exercitam pode ser tão importante quanto a quantidade de exercício. O estudo também descobriu que o exercício realizado entre 7h e 8h da manhã estava especificamente associado às menores chances de doença arterial coronariana.

 

Fonte: Sessão Científica Anual do Colégio Americano de Cardiologia (ACC.26)

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/qual-o-horario-ideal-para-exercicios-fisicos-para-reducao-de-risco-cardiometabolico,c7d9a3f52467b319b83ee32d20d7ddacxyt6vipv.html?utm_source=clipboard - Foto: lzf-Evanto / Boa Saúde

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Frutas e hortaliças: confira cinco alimentos nutritivos que turbinam a sua saúde


Seleção com opções ricas em vitaminas e fibras ajuda a variar a dieta e fortalece a imunidade

 

Especialistas consultados pelo The New York Times indicam cinco vegetais para enriquecer a dieta: a couve-de-bruxelas, rica em fibras e vitamina C; a cranberry, com ação anti-inflamatória e vitaminas C, E e K; a acelga, que supera a banana em potássio e controla a pressão; a alcachofra-de-Jerusalém, fonte de ferro e inulina benéfica à flora intestinal; e a romã, cujas sementes protegem o sistema cardiovascular e melhoram a digestão. Juntos, turbinam a imunidade e a saúde do organismo.

 

A busca por uma alimentação mais variada ganhou o reforço de especialistas consultados pelo jornal The New York Times, que elencaram vegetais cheios de nutrientes para diversificar o prato. Entre as opções destacadas pelos profissionais de nutrição está a couve-de-bruxelas, que ganha sabor e crocância quando preparada no forno com azeite de oliva e sal. O vegetal combina um baixo valor calórico a um expressivo teor de fibras, segundo avaliação feita pela professora Emily Ho, diretora do Linus Pauling Institute, instituição ligada à Oregon State University. Ela ressaltou que uma porção crua de uma xícara fornece poucas calorias e nutrientes cruciais para o organismo humano. "Uma xícara crua entrega cerca de 40 calorias, 3 gramas de fibra e vitamina C em quantidade próxima à de uma laranja-baía média".

 

Frutas e hortaliças impulsionam a imunidade e a saúde intestinal

Nutrientes essenciais em alimentos funcionais

Outro item ressaltado na lista é a cranberry, fruta de sabor azedo quando in natura, mas que ganha versatilidade em preparos assados, molhos e bolos. De acordo com a nutricionista Sharon Collison, da University of Delaware, a fruta reúne vitaminas C, E e K, além de flavonoides que conferem a tonalidade vermelha marcante e combatem processos inflamados no organismo. Paralelamente, a acelga chama a atenção pela beleza visual de seus caules e folhas, além de ser facilmente preparada em refogados rápidos. A nutricionista Bethany Doerfler explicou que uma xícara cozida do vegetal reúne perto de 960 mg de potássio, montante substancialmente maior do que o encontrado em uma fruta popular como a banana, auxiliando diretamente no controle da pressão arterial.

 

A lista inclui ainda a alcachofra-de-Jerusalém, tubérculo de formato irregular que oferece textura cremosa quando cozido e elevada quantidade de inulina, fibra solúvel que desacelera o processo digestivo e alimenta a microbiota intestinal. O alimento fornece cerca de duas vezes e meia mais ferro do que o espinafre em proporções iguais de peso. Por fim, as sementes de romã encerram o grupo entregando antocianinas, pigmentos de ação anti-inflamatória que protegem o sistema cardiovascular, somadas a fibras insolúveis que otimizam o trânsito do trato intestinal.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/frutas-e-hortalicas-confira-cinco-alimentos-nutritivos-que-turbinam-a-sua-saude,344f97d9e503f4bebc7c8a36658faed2hgr0zl7g.html?utm_source=clipboard - Foto: Canva / Perfil Brasil