sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Está tentando engravidar? 7 hábitos que podem estar atrapalhando


Do consumo de álcool aos mitos sobre fertilidade, alguns hábitos podem dificultar a gravidez; saiba o que evitar durante as tentativas

 

A concepção envolve fatores biológicos complexos e hábitos que afetam ambos os parceiros. Práticas como o consumo frequente de álcool, tabagismo, confiar cegamente em aplicativos de ciclo e negligenciar a saúde masculina prejudicam a fertilidade. Além disso, recorrer a soluções milagrosas sem respaldo científico e a cobrança excessiva geram desgastes desnecessários. O planejamento ideal exige acompanhamento médico, atenção compartilhada à saúde do casal e informação confiável sobre o período fértil.

 

Para muitas mulheres, a decisão de ter um filho vem acompanhada de expectativas, dúvidas e mudanças na rotina. Durante as tentativas de engravidar, é comum buscar informações sobre alimentação, período fértil e comportamentos que possam favorecer a gravidez. No entanto, nem todas as orientações que circulam na internet são confiáveis, e alguns hábitos cotidianos podem, de fato, prejudicar a fertilidade.

 

O processo de concepção envolve diferentes fatores, como idade, saúde reprodutiva, qualidade dos óvulos e espermatozoides e regularidade da ovulação. Por isso, embora determinadas atitudes possam contribuir para a saúde reprodutiva, não existe uma fórmula capaz de garantir a gravidez.

 

Conhecer os comportamentos que merecem atenção é um passo importante para quem deseja engravidar. A seguir, confira 7 hábitos que podem dificultar esse processo e saiba o que fazer para cuidar melhor da fertilidade.

 

1. Consumir bebidas alcoólicas com frequência

O consumo excessivo de álcool pode afetar a saúde reprodutiva de homens e mulheres. Entre os possíveis efeitos estão alterações hormonais e prejuízos à qualidade dos espermatozoides. No caso das mulheres, o consumo elevado também pode estar associado a dificuldades para engravidar. 

Embora os efeitos de pequenas quantidades de álcool sobre a fertilidade ainda sejam estudados, não existe um nível de consumo considerado seguro durante a gestação. A recomendação mais prudente é evitar bebidas alcoólicas durante as tentativas, especialmente porque a gravidez pode acontecer antes mesmo de ser identificada.

 

2. Manter o hábito de fumar

O cigarro é um dos fatores modificáveis mais conhecidos por seus efeitos prejudiciais à fertilidade. As substâncias presentes na fumaça do tabaco podem acelerar a perda de folículos ovarianos, comprometer a qualidade dos óvulos e antecipar a menopausa.

O tabagismo também pode afetar a fertilidade masculina, prejudicando parâmetros relacionados à qualidade do sêmen. Além disso, fumar durante a gestação aumenta o risco de diferentes complicações para a mãe e o bebê.

Abandonar o cigarro é uma das medidas mais importantes para proteger a saúde reprodutiva. Quem encontra dificuldades para interromper o hábito pode procurar acompanhamento médico e programas de apoio à cessação do tabagismo.

 

3. Não prestar atenção ao período fértil

A gravidez depende de uma série de acontecimentos biológicos, incluindo a liberação de um óvulo e seu encontro com um espermatozoide. Por isso, conhecer o período fértil pode ajudar a identificar os dias em que a concepção é mais provável.

A chamada janela fértil compreende, geralmente, os cinco dias anteriores à ovulação e o próprio dia em que ela acontece. Isso ocorre porque os espermatozoides podem sobreviver por alguns dias no sistema reprodutor feminino, enquanto o óvulo permanece viável por um período mais curto.

Manter relações sexuais a cada um ou dois dias durante a janela fértil pode favorecer as chances de concepção. Outra possibilidade é ter relações regularmente, a cada dois ou três dias ao longo do ciclo, sem a necessidade de identificar exatamente a ovulação.

 

4. Confiar exclusivamente nos aplicativos menstruais

Aplicativos de acompanhamento do ciclo podem ser ferramentas úteis para registrar menstruações e observar padrões. Entretanto, as previsões oferecidas nem sempre correspondem ao momento real da ovulação. Isso acontece porque o ciclo menstrual pode variar de um mês para outro, inclusive entre mulheres que costumam menstruar regularmente. Assim, confiar apenas nas datas calculadas por um aplicativo pode fazer com que o casal deixe de aproveitar parte da janela fértil.

Utilize a tecnologia como ferramenta complementar. Observar alterações no muco cervical e, quando indicado, utilizar testes de ovulação pode ajudar a identificar o período fértil com maior precisão.

 

5. Deixar a saúde do parceiro em segundo plano

Quando o assunto é engravidar, grande parte das orientações costuma ser direcionada às mulheres. Entretanto, a fertilidade masculina também desempenha um papel fundamental no processo. Hábitos como fumar, consumir álcool em excesso e utilizar esteroides anabolizantes podem comprometer a produção ou a qualidade dos espermatozoides. Algumas condições de saúde também podem interferir na capacidade reprodutiva.

Por isso, concentrar todos os cuidados apenas na mulher pode atrasar a identificação de fatores que dificultam a concepção. O planejamento da gravidez deve envolver os dois parceiros. Consultas médicas, avaliação de condições preexistentes e mudanças nos hábitos de vida podem contribuir para a saúde reprodutiva do casal.

 

6. Acreditar em soluções milagrosas para engravidar

Basta uma pesquisa nas redes sociais para encontrar promessas de chás, suplementos e técnicas caseiras que supostamente aumentariam as chances de gravidez. Entre as recomendações mais conhecidas está a ideia de permanecer com as pernas elevadas após a relação sexual. Apesar de popular, essa prática não apresenta evidências científicas de que melhore as taxas de concepção.

O mesmo cuidado vale para produtos naturais anunciados como estimulantes da fertilidade. Além de não oferecerem os resultados prometidos, algumas substâncias podem apresentar riscos, especialmente durante uma possível gestação.

Desconfie de métodos que prometem resultados garantidos. Antes de utilizar suplementos, ervas ou medicamentos, procure orientação profissional para avaliar a segurança e a real necessidade de cada produto.

 

7. Transformar as tentativas em uma cobrança constante

O desejo de engravidar pode trazer uma mistura de entusiasmo e preocupação, principalmente quando os meses passam sem o resultado esperado. Nesse cenário, é comum que cada sinal do corpo seja observado com atenção e que as relações sexuais acabem ficando associadas exclusivamente à tentativa de concepção.

Embora situações de estresse intenso possam interferir no funcionamento hormonal e menstrual, não há evidências suficientes para afirmar que a ansiedade cotidiana, por si só, impeça uma gravidez. Por isso, é importante evitar a ideia de que a mulher precisa simplesmente relaxar para conseguir engravidar.

Ainda assim, o desgaste emocional merece cuidado, já que pode afetar a qualidade de vida, o relacionamento e o bem-estar durante esse período. Procure manter atividades prazerosas, momentos de descanso e uma rotina que não esteja inteiramente voltada à gravidez. Se a ansiedade estiver causando sofrimento, o acompanhamento psicológico pode ajudar a lidar com as expectativas e incertezas.

 

Quando procurar ajuda para engravidar?

Mesmo com hábitos saudáveis, a gravidez pode não acontecer imediatamente. Isso não significa, necessariamente, que exista algum problema de fertilidade. De maneira geral, recomenda-se procurar avaliação médica após 12 meses de relações sexuais regulares sem contraceptivos para mulheres com menos de 35 anos. A partir dos 35 anos, a investigação costuma ser indicada depois de seis meses de tentativas. Acima dos 40 anos, a avaliação deve ser considerada mais precocemente.

Pessoas com ciclos menstruais muito irregulares, histórico de endometriose, doenças reprodutivas ou outros fatores conhecidos que possam comprometer a fertilidade também podem precisar de acompanhamento antes desses prazos.

Além disso, uma consulta pré-concepcional é recomendada mesmo antes do início das tentativas. Nela, é possível revisar medicamentos, atualizar vacinas, avaliar condições de saúde e receber orientações sobre suplementação de ácido fólico.

Por fim, vale lembrar que engravidar não depende apenas de fazer tudo certo. A fertilidade envolve fatores biológicos que nem sempre estão sob controle individual. Adotar hábitos saudáveis é importante, mas o planejamento de uma gestação também deve incluir informação confiável, acompanhamento médico e cuidado com a saúde emocional.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/esta-tentando-engravidar-7-habitos-que-podem-estar-atrapalhando,ef546e2f969da65ccf2d4702cbf3b6efy0jpnvsz.html?utm_source=clipboard - Por: Isabella Bisordi / Licenciado de Bons Fluidos - Foto: Reprodução: Canva/Aflo Images / Bons Fluidos

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Orgulho de ser Professor


     Convicto da importância do professor na educação de crianças e jovens, não apenas em 15 de outubro, mas em todos os dias do ano, gostaria de relatar em poucas palavras a minha trajetória como professor de educação física e a missão incansável de educar.

 

     Em 1976, quando estudava a 8ª série e praticava basquete no Colégio Estadual Murilo Braga, resolvi que iria fazer o vestibular para Educação Física e ser professor.

 


     Em janeiro de 1980, fiz o vestibular e fui aprovado. Era o início da concretização do sonho de ser professor. No mês de abril do mesmo ano, tive a oportunidade de ingressar no serviço público e, assim, dar aulas de educação física e basquete no Colégio Estadual Murilo Braga. No início da carreira, passei 5 anos estudando na UFS e ao mesmo tempo ensinando.

 


     Em 1988, insatisfeito com apenas um emprego, resolvi procurar o ex-colega da universidade e vice-diretor do Colégio Graccho, Abelardo Neto. Solicitei a ele um emprego como professor e fui prontamente atendido. Ensinei basquete e, no último ano de trabalho na escola, lecionei aulas de educação física aos alunos do 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental. Dediquei 22 anos de minha vida aos alunos e à instituição, a qual sou eternamente grato pela acolhida.

 


     Em 1989, recebi o convite para ensinar basquete no Colégio Salesiano pelo coordenador Pedagógico Jairton Guimarães (Cobrinha), que já conhecia o meu trabalho através do CEMB e do Graccho. Também lecionei educação física do 5º ano do Ensino Fundamental a 3ª série do Ensino Médio. Trabalhei 21 anos e aprendi muito como educador através do sistema preventivo de Dom Bosco.

 

     Tenho orgulho de ter trabalhado em dois dos melhores colégios do Estado, Graccho e Salesiano. Em ambos, pedi para ser demitido por motivos pessoais e fica aqui o meu agradecimento pelo respeito ao meu trabalho por mais de duas décadas.

 


     Em 1993, a Irmã Auxiliadora me fez o convite para lecionar no Colégio Dom Bosco, inicialmente o basquete e depois o voleibol. Ensinei educação física aos alunos do 4º ano do Ensino Fundamental a 3ª série do Ensino Médio. No dia 18 de outubro de 2020, encerrei meu ciclo de trabalho no Colégio Dom Bosco como Professor de Educação física. Foram 28 anos de compromisso, respeito, responsabilidade e dedicação à educação de crianças e jovens de Itabaiana e cidades circunvizinhas.

 

     Em 2009, senti a necessidade de criar um blog para divulgar meu trabalho nas escolas relacionado à educação física e ao esporte, envolvendo meus alunos e ex-alunos. Posteriormente, comecei também a publicar conteúdos pesquisados na internet sobre educação, esporte, saúde, cultura e cidadania. O blog já está com 20 milhões de acessos, uma demonstração de dedicação, compromisso e responsabilidade para com minha carreira de professor e com as pessoas que confiam em mim.

 


     Em janeiro de 2010, o diretor do Colégio O Saber, Everton Oliveira, ex-aluno do basquete do CEMB, convidou-me para dar aulas de educação física aos alunos do 5º ao 9º ano do ensino fundamental. Posteriormente, ensinei ao ensino médio. Em julho de 2025, encerrei meu ciclo de trabalho no Colégio O Saber após 15 anos como Professor de Educação física.

 

     Tenho orgulho de ter sido campeão por todas as escolas em que trabalhei nas diversas competições escolares de voleibol, handebol, futsal e, principalmente, do basquete.

 

      Em 28 de fevereiro de 2017, foi publicada a portaria no Diário Oficial da minha aposentadoria após 37 anos de trabalho no funcionalismo público estadual como professor de educação física do Colégio Estadual Murilo Braga. Obrigado aos alunos, professores, diretores e funcionários que fizeram parte da minha vida profissional neste período.

 

     Em 02 de março de 2018, adquiri a concessão do INSS da minha aposentadoria após ter trabalhado como Professor de Educação Física por 30 anos nos Colégios Graccho Cardoso, Salesiano, Dom Bosco e O Saber. Obrigado aos alunos, professores, diretores e funcionários dos colégios onde trabalhei e que fizeram parte da minha vida profissional neste período.

 


     Em 15 de agosto de 2023, assumi o cargo de Professor de educação física na Escola Municipal José Filadelfo Araújo, no Povoado Carrilho, em Itabaiana. Em 2025, participei de outro processo seletivo e continuo ensinando na Escola.

 

     Que Deus, na sua infinita bondade, dê-me muita saúde e disposição para continuar trabalhando e contribuindo na formação integral dos alunos, como faço há mais de 46 anos. Trabalho esse realizado com respeito, dedicação e compromisso aos alunos e às instituições de ensino, sempre com Orgulho de ser Professor.

 

Foto criada no site Você na capa da Revista NOVA ESCOLA

 

Por Professor José Costa

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Café faz bem ou faz mal? Veja quanto você pode tomar por dia


O café pode integrar uma dieta saudável e seu consumo moderado é associado à prevenção de doenças cardiovasculares, metabólicas e hepáticas. O limite diário seguro para adultos é de cerca de 400 mg de cafeína (duas a três xícaras grandes), caindo para 200 mg na gravidez. Contudo, a sensibilidade varia e doses excessivas causam insônia, ansiedade e palpitações. Priorize o consumo puro e sem aditivos calóricos, ajustando a dose e os horários para evitar desconfortos e prejuízos ao sono.

 

O café faz parte da rotina de milhões de pessoas e, para muita gente, é quase impossível começar o dia sem uma xícara. Além de ajudar a espantar o sono, a bebida também é estudada pelos possíveis efeitos que pode ter sobre a saúde.

 

De forma geral, o café pode fazer parte de uma alimentação saudável. Pesquisas associam o consumo moderado da bebida a menores riscos de algumas doenças cardiovasculares, metabólicas, neurológicas e hepáticas. No entanto, boa parte dessas evidências vem de estudos observacionais, que mostram uma relação, mas não conseguem provar que o café seja diretamente responsável por esses benefícios.

 

A principal questão está na quantidade de cafeína. Para adultos saudáveis, a referência usada pela FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos) é de até 400 miligramas de cafeína por dia. Essa quantidade geralmente não está associada a efeitos negativos e corresponde, aproximadamente, a duas ou três xícaras grandes de café. Ainda assim, a concentração de cafeína varia bastante conforme o tipo e o preparo da bebida.

 

Também não é preciso chegar ao limite para sentir efeitos desagradáveis. Algumas pessoas podem apresentar ansiedade, tremores, palpitação, dor de cabeça, enjoo ou desconforto no estômago, mesmo com quantidades menores. Nesses casos, vale reduzir o consumo e observar como o organismo reage.

 

O horário também faz diferença. A cafeína pode atrapalhar o sono, principalmente quando consumida perto da hora de dormir. Por isso, quem percebe dificuldade para pegar no sono pode testar reduzir o café no período da tarde e da noite.

 

Durante a gravidez, a recomendação é mais restritiva. A EFSA (Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos) considera seguro o consumo de até 200 miligramas de cafeína por dia. Esse limite inclui todas as fontes de cafeína, e não apenas o café.

 

Outro ponto importante é a forma de consumo. Café puro ou com pouco açúcar é bem diferente de bebidas à base de café que levam grandes quantidades de açúcar, caldas, chantilly e outros ingredientes.

 

No fim, para a maioria dos adultos saudáveis, o café pode fazer parte da rotina sem problema. A melhor quantidade, porém, é aquela que não provoca efeitos desagradáveis e não atrapalha o sono.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/cafe-faz-bem-ou-faz-mal-veja-quanto-voce-pode-tomar-por-dia,b6998140cd2405c409960366c3e62097udexh1lj.html?utm_source=clipboard - Por: Laura Pereira / Licenciado de Gávea News - Foto: Gávea News

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Fibromialgia: a dor invisível que afeta milhões de brasileiros


Reconhecida como deficiência no Brasil, a síndrome exige atenção, diagnóstico correto e cuidados multidisciplinares

 

A fibromialgia é uma síndrome crônica marcada por dor generalizada, fadiga e distúrbios do sono, afetando sobretudo mulheres. De diagnóstico difícil por não constar em exames de imagem, a doença gera estigma, mas seu manejo com remédios e exercícios melhora a qualidade de vida. No Brasil, seu recente enquadramento como deficiência assegura direitos e políticas públicas aos pacientes, marcando um avanço contra o preconceito e na garantia de suporte social a essa condição invisível e debilitante.

 

A fibromialgia é uma síndrome crônica caracterizada por dores musculares generalizadas, fadiga intensa, distúrbios do sono e problemas de memória. Apesar de afetar cerca de 3% da população mundial, sendo em sua maioria mulheres, a doença ainda é cercada por preconceito e falta de conhecimento. No Brasil, um avanço significativo ocorreu recentemente com o reconhecimento oficial da fibromialgia como uma condição que pode ser enquadrada como deficiência, o que garante às pessoas afetadas o acesso a direitos e políticas públicas específicas.

 

Entre os principais sintomas da fibromialgia estão dores persistentes por todo o corpo, sensibilidade exagerada ao toque, cansaço extremo mesmo após uma noite de sono e alterações no humor. Muitos pacientes também relatam episódios de depressão e ansiedade. A origem da síndrome ainda não é completamente compreendida, mas especialistas apontam que fatores genéticos, traumas físicos e emocionais, além de desequilíbrios nos neurotransmissores, podem estar envolvidos no desenvolvimento da condição.

 

Fibromialgia

Por ser uma doença de difícil diagnóstico — já que não aparece em exames laboratoriais ou de imagem —, muitos pacientes enfrentam anos de sofrimento até receberem o diagnóstico correto. A falta de marcadores objetivos faz com que a dor e o sofrimento de quem tem fibromialgia sejam, muitas vezes, subestimados, o que contribui para o estigma social.

 

O tratamento da fibromialgia é multidisciplinar e envolve a combinação de medicamentos, fisioterapia, atividade física regular e acompanhamento psicológico. Embora não haja cura, é possível controlar os sintomas e melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Recomenda-se medicamentos como analgésicos, antidepressivos e relaxantes musculares. Porém, médicos também indicam exercícios físicos de baixo impacto, como caminhada, pilates e hidroginástica como parte essencial da abordagem terapêutica.

 

O reconhecimento da fibromialgia como uma condição que pode gerar deficiência reforça a importância de políticas públicas que acolham e protejam os pacientes. Além do acesso à saúde, isso inclui o direito a aposentadoria por invalidez, isenção de impostos e prioridade em processos seletivos, concursos públicos e programas de inclusão.

 

A luta de pacientes e entidades médicas para legitimar a fibromialgia como uma condição séria e debilitante avança. No entanto, ainda há muito a ser feito em termos de conscientização. Entender a síndrome e apoiar quem convive com ela é fundamental para construir uma sociedade mais empática e justa.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/fibromialgia-a-dor-invisivel-que-afeta-milhoes-de-brasileiros,1648bedd28de3332f22e6ddf1172baa4tnw9p0bf.html?utm_source=clipboard - Por: Lilian Coelho Maffei / Licenciado de Bons Fluidos - Foto: depositphotos.com / Sasha2109 / Bons Fluidos

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Torne a atividade física um hábito: 5 passos para transformar o exercício em rotina


Pequenas mudanças podem facilitar a adesão aos treinos e ajudar a tornar a prática mais sustentável ao longo do tempo

 

Transformar o exercício em hábito exige adaptá-lo à realidade diária sem cobranças excessivas por alta performance. Segundo o especialista Rafael Uliani, o segredo da consistência é criar condições fáceis de repetição: aproveitar pequenas janelas de tempo, como treinar em casa, evoluir de forma gradual, escolher práticas prazerosas e reduzir barreiras práticas. Mais do que treinos longos, a regularidade sustentável e o respeito ao próprio ritmo tornam a atividade física parte natural da rotina.

 

Conciliar atividade física com trabalho, estudos, tarefas domésticas e outros compromissos nem sempre é simples. Por isso, adaptar a prática à própria realidade pode ser um caminho para quem deseja se movimentar com mais frequência. Pequenas mudanças na forma de organizar o dia podem abrir espaço para o exercício sem exigir uma transformação completa dos hábitos.

 

Segundo Rafael Uliani, formado em Ciências do Esporte, ex-atleta e CPO da ZiYou, empresa especializada em tecnologias de performance e bem-estar, a construção de um hábito depende, principalmente, de criar condições para que a atividade física consiga ser repetida com frequência. Abaixo, veja algumas dicas de como fazer isso!

 

1. Aproveite os períodos disponíveis na rotina

Não é preciso esperar encontrar um longo período livre para se exercitar. Identificar pequenas janelas ao longo do dia pode ser uma estratégia para incluir o movimento na rotina. A prática de atividade física em casa, por exemplo, facilita esse processo porque elimina o tempo de deslocamento.

"É mais fácil encontrar 20 minutos entre uma tarefa e outra em casa do que uma hora e meia considerando todo o processo de ir até uma academia ou outro local para fazer exercício. Por isso, ter um equipamento disponível em casa pode facilitar bastante a prática", explica Rafael Uliani.

Segundo ele, o mais importante é aproveitar o tempo que realmente está disponível, em vez de esperar por uma condição ideal para começar.

 

2. Comece de forma gradual

Para quem ainda não tem o hábito de se exercitar, iniciar com uma rotina muito intensa pode dificultar a adaptação. A recomendação é começar de maneira compatível com a própria condição e evoluir gradualmente.

"Mais importante do que encontrar o horário ou a duração perfeita é construir uma rotina possível de ser repetida. Começar com o tempo que se tem disponível e evoluir gradualmente ajuda a transformar o exercício em algo natural no dia a dia", afirma Rafael Uliani.

A consistência, segundo ele, é construída aos poucos. "É a regularidade que transforma a atividade física em hábito."

 

3. Evite transformar o exercício em mais uma cobrança

A atividade física pode fazer parte do autocuidado sem estar necessariamente associada a treinos longos, alta performance ou resultados imediatos. Estabelecer objetivos possíveis e respeitar o próprio ritmo ajuda a construir uma relação mais sustentável com o exercício. "Nem todo treino precisa ser longo ou intenso. Encontrar uma atividade prazerosa, estabelecer objetivos possíveis e respeitar o próprio ritmo ajuda a construir uma relação mais positiva com o exercício", explica.

Quando a prática passa a fazer sentido dentro da rotina, a tendência é que ela deixe de ser encarada como uma obrigação e se torne parte do cotidiano.

 

4. Encontre uma atividade que seja possível manter

A escolha da atividade também influencia a capacidade de manter o hábito. Exercícios com o peso do próprio corpo e aulas guiadas podem ser alternativas, mas é importante observar se aquela modalidade continua despertando interesse ao longo do tempo.

"Muitas vezes, quando a atividade deixa de ser prazerosa ou começa a parecer repetitiva, fica mais difícil manter a frequência. Por isso, encontrar uma prática que faça sentido para cada pessoa e variar os estímulos pode ajudar na continuidade", orienta Rafael Uliani.

A ideia é construir uma rotina que possa ser mantida no longo prazo, sem depender de grandes mudanças de comportamento de uma hora para outra.

 

5. Reduza as barreiras para continuar

Mais do que começar a se exercitar, o desafio é fazer com que a atividade física permaneça na rotina. Nesse sentido, quanto menos etapas forem necessárias para colocar em prática, maiores podem ser as chances de manter a frequência.

Ter um espaço adequado e recursos que facilitem a prática pode contribuir para esse processo. "Quando o exercício está acessível no dia a dia, fica mais fácil aproveitar uma janela de tempo que apareça. Não é sobre ter uma grande estrutura, mas sobre criar condições que tornem mais simples começar e continuar", afirma Rafael Uliani.

Para ele, pequenas conquistas também ajudam a reforçar o hábito. Perceber mais disposição, conseguir cumprir os treinos planejados ou simplesmente manter uma frequência maior são sinais de evolução que podem estimular a continuidade.

 

No fim, a melhor rotina de exercícios é aquela que consegue coexistir com os outros compromissos do dia e ser mantida ao longo do tempo. "O mais importante é diminuir as barreiras para começar e criar condições para repetir aquela atividade. É essa repetição que transforma a prática em um hábito", conclui o especialista.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/torne-a-atividade-fisica-um-habito-5-passos-para-transformar-o-exercicio-em-rotina,d5dbee5a0bc9f075a5ce31bced9ef3efqzved93m.html?utm_source=clipboard - Por Gabriela Andrade - Foto: Monster Ztudio | Shutterstock / Portal EdiCase