sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Uso do celular antes de dormir afeta sono e bem-estar, alerta especialista


Usar o aparelho antes de dormir pode dificultar o relaxamento, prejudicar a qualidade do descanso e afetar o bem-estar emocional

 

O uso do celular antes de dormir prejudica o sono e a saúde emocional, alerta a psicóloga Claudia Melo. A luz das telas e os estímulos constantes inibem a melatonina, gerando insônia, sono fragmentado, ansiedade e cansaço diurno. Para evitar esses impactos negativos, a especialista recomenda criar uma rotina de relaxamento, desligar as notificações e afastar o aparelho da cama ao menos trinta minutos antes de se deitar, garantindo o descanso necessário para o bem-estar físico e mental.

 

Conferir mensagens, navegar pelas redes sociais ou assistir a vídeos antes de dormir faz parte da rotina de muitas pessoas. Mas manter o celular ao lado da cama e continuar conectado até os últimos minutos do dia pode prejudicar a qualidade do sono e o bem-estar emocional.

 

Segundo Claudia Melo, coordenadora do curso de Psicologia da Faculdade Anhanguera, a exposição constante aos estímulos do aparelho pode dificultar o relaxamento necessário para uma noite de descanso reparadora.

 

"O cérebro precisa entender que está chegando o momento de desacelerar. Quando a pessoa permanece conectada até os últimos minutos antes de dormir, ela continua recebendo estímulos que podem aumentar o estado de alerta e prejudicar o início e a profundidade do sono", explica.

 

Além da dificuldade para adormecer, o hábito pode afetar o descanso ao longo da noite e influenciar a disposição no dia seguinte. Confira cinco impactos que merecem atenção.

 

1. Dificuldade para pegar no sono

A luz emitida pelas telas pode interferir na produção de melatonina, hormônio envolvido na regulação do ciclo de sono e vigília. Dependendo da intensidade da exposição e do horário de uso, esse efeito pode dificultar o início do sono.

Além disso, acompanhar vídeos, mensagens e publicações mantém a atenção voltada para novos estímulos, em vez de favorecer a desaceleração necessária antes de dormir.

 

2. Sono mais leve e fragmentado

O descanso também pode ser interrompido por notificações, vibrações e sons do aparelho. Mesmo quando o celular não chega a despertar completamente a pessoa, esses estímulos podem atrapalhar a continuidade do sono.

A expectativa de receber mensagens ou a vontade de conferir o que aconteceu nas redes sociais também pode levar a despertares durante a noite. Com isso, o período reservado ao descanso pode se tornar menos reparador.

 

3. Aumento da ansiedade

Acompanhar notícias, conversas e atualizações nas redes sociais até a hora de dormir pode manter a mente em estado de alerta. Dependendo do conteúdo e da relação de cada pessoa com a tecnologia, esse hábito pode favorecer preocupações e sentimentos de ansiedade.

A dificuldade de se desconectar também pode prolongar a preocupação com situações do dia a dia, reduzindo o tempo dedicado ao relaxamento antes de dormir.

 

4. Maior dependência das telas

Levar o celular para a cama pode reforçar o hábito de recorrer ao aparelho sempre que surge um momento livre. Com o tempo, a pessoa pode ter mais dificuldade para interromper o uso, mesmo quando precisa descansar.

Essa rotina reduz as oportunidades de desconexão e pode fazer com que o período antes de dormir seja ocupado por estímulos constantes. Estabelecer limites para o uso do aparelho ajuda a criar uma separação entre as atividades digitais e o momento de repouso.

 

5. Cansaço e irritabilidade durante o dia

Quando o sono é insuficiente ou sofre interrupções frequentes, os efeitos podem aparecer no dia seguinte. Cansaço, dificuldade de concentração, redução da produtividade e alterações de humor estão entre as consequências possíveis de noites mal dormidas.

Se o uso do celular atrasa o horário de dormir ou interrompe o descanso, a pessoa também pode acabar dormindo menos do que precisa. Por isso, observar a rotina noturna é importante para identificar hábitos que possam estar prejudicando a recuperação física e mental.

 

Como evitar que o celular prejudique o sono?

Claudia Melo recomenda adotar uma rotina de higiene do sono, com mudanças simples para reduzir os estímulos antes de dormir.

"O ideal é evitar o uso do celular pelo menos 30 minutos antes de dormir e deixar o aparelho em um local mais distante da cama, preferencialmente com as notificações desativadas. Pequenas mudanças de hábito podem trazer benefícios importantes para a saúde física e mental", orienta.

Além dessa recomendação, algumas medidas podem ajudar a tornar o ambiente mais favorável ao descanso:

 

Reduza a iluminação: prefira um ambiente com pouca luz nos momentos que antecedem o sono.

Escolha atividades relaxantes: ler ou fazer exercícios de respiração pode ajudar a desacelerar antes de dormir.

Desative as notificações: diminuir os alertas reduz a possibilidade de interrupções durante a noite.

Deixe o aparelho longe da cama: manter o celular fora do alcance imediato pode facilitar a redução do uso noturno.

Crie uma rotina: procure reservar um período para desacelerar antes de se deitar, evitando atividades que mantenham a atenção constantemente estimulada.

"Descansar adequadamente é fundamental para a saúde emocional e para a qualidade de vida. Estabelecer limites no uso da tecnologia é uma forma de cuidar de si mesmo", conclui a coordenadora.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/uso-do-celular-antes-de-dormir-afeta-sono-e-bem-estar-alerta-especialista,11ae20c02445e16e0d839d8240d906ach70c9zz7.html?utm_source=clipboard - Foto: Divulgação / Saúde em Dia

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Qual o horário ideal para exercícios físicos para redução de risco cardiometabólico?


Um estudo com cerca de 14.500 participantes revelou que o horário da atividade física influencia a saúde cardiometabólica tanto quanto o seu volume. Exercitar-se pela manhã, em comparação à noite, reduziu significativamente as chances de obesidade (35%), doença arterial coronariana (31%), diabetes tipo 2 (30%), hiperlipidemia (21%) e hipertensão (18%). Além disso, a prática de exercícios entre 7h e 8h foi associada às menores chances de desenvolvimento de doença coronariana.

 

Ter uma saúde cardiometabólica precária pode aumentar o risco de doenças cardíacas e diabetes tipo 2. Por outro lado, fazer escolhas de estilo de vida saudáveis, como praticar atividades físicas, pode ajudar a reduzir o risco de doenças cardiometabólicas.

 

Agora, estudo apresentado na Sessão Científica Anual do American College of Cardiology (ACC.26), mostrou que embora a atividade física possa ajudar a reduzir o risco cardiometabólico, o horário do dia em que o exercício é praticado também pode desempenhar um papel importante.

 

Para o estudo, os pesquisadores analisaram dados de saúde de quase 14.500 participantes do estudo All of Us. Os dados incluíam informações sobre a frequência cardíaca registradas pelos dispositivos Fitbit dos participantes, e a prática de exercícios físicos foi avaliada a cada 15 minutos ao longo do dia. Eles buscaram conexões entre os horários em que os participantes se exercitavam e fatores de risco cardiometabólicos, como hipertensão, obesidade e diabetes tipo 2, além de avaliarem as taxas de problemas cardiovasculares dos participantes, como doença arterial coronariana e fibrilação atrial.

 

Os resultados mostraram que os participantes que se exercitavam pela manhã, em comparação com aqueles que se exercitavam à noite, apresentavam 35% menos probabilidade de ter obesidade; 31% menos probabilidade de desenvolver doença arterial coronariana; 30% menos risco de desenvolver diabetes tipo 2; 21% menos probabilidade de ter hiperlipidemia; e 18% menos probabilidade de desenvolver hipertensão.

 

Segundo os autores, isso demonstra que o horário em que as pessoas se exercitam pode ser tão importante quanto a quantidade de exercício. O estudo também descobriu que o exercício realizado entre 7h e 8h da manhã estava especificamente associado às menores chances de doença arterial coronariana.

 

Fonte: Sessão Científica Anual do Colégio Americano de Cardiologia (ACC.26)

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/qual-o-horario-ideal-para-exercicios-fisicos-para-reducao-de-risco-cardiometabolico,c7d9a3f52467b319b83ee32d20d7ddacxyt6vipv.html?utm_source=clipboard - Foto: lzf-Evanto / Boa Saúde

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Frutas e hortaliças: confira cinco alimentos nutritivos que turbinam a sua saúde


Seleção com opções ricas em vitaminas e fibras ajuda a variar a dieta e fortalece a imunidade

 

Especialistas consultados pelo The New York Times indicam cinco vegetais para enriquecer a dieta: a couve-de-bruxelas, rica em fibras e vitamina C; a cranberry, com ação anti-inflamatória e vitaminas C, E e K; a acelga, que supera a banana em potássio e controla a pressão; a alcachofra-de-Jerusalém, fonte de ferro e inulina benéfica à flora intestinal; e a romã, cujas sementes protegem o sistema cardiovascular e melhoram a digestão. Juntos, turbinam a imunidade e a saúde do organismo.

 

A busca por uma alimentação mais variada ganhou o reforço de especialistas consultados pelo jornal The New York Times, que elencaram vegetais cheios de nutrientes para diversificar o prato. Entre as opções destacadas pelos profissionais de nutrição está a couve-de-bruxelas, que ganha sabor e crocância quando preparada no forno com azeite de oliva e sal. O vegetal combina um baixo valor calórico a um expressivo teor de fibras, segundo avaliação feita pela professora Emily Ho, diretora do Linus Pauling Institute, instituição ligada à Oregon State University. Ela ressaltou que uma porção crua de uma xícara fornece poucas calorias e nutrientes cruciais para o organismo humano. "Uma xícara crua entrega cerca de 40 calorias, 3 gramas de fibra e vitamina C em quantidade próxima à de uma laranja-baía média".

 

Frutas e hortaliças impulsionam a imunidade e a saúde intestinal

Nutrientes essenciais em alimentos funcionais

Outro item ressaltado na lista é a cranberry, fruta de sabor azedo quando in natura, mas que ganha versatilidade em preparos assados, molhos e bolos. De acordo com a nutricionista Sharon Collison, da University of Delaware, a fruta reúne vitaminas C, E e K, além de flavonoides que conferem a tonalidade vermelha marcante e combatem processos inflamados no organismo. Paralelamente, a acelga chama a atenção pela beleza visual de seus caules e folhas, além de ser facilmente preparada em refogados rápidos. A nutricionista Bethany Doerfler explicou que uma xícara cozida do vegetal reúne perto de 960 mg de potássio, montante substancialmente maior do que o encontrado em uma fruta popular como a banana, auxiliando diretamente no controle da pressão arterial.

 

A lista inclui ainda a alcachofra-de-Jerusalém, tubérculo de formato irregular que oferece textura cremosa quando cozido e elevada quantidade de inulina, fibra solúvel que desacelera o processo digestivo e alimenta a microbiota intestinal. O alimento fornece cerca de duas vezes e meia mais ferro do que o espinafre em proporções iguais de peso. Por fim, as sementes de romã encerram o grupo entregando antocianinas, pigmentos de ação anti-inflamatória que protegem o sistema cardiovascular, somadas a fibras insolúveis que otimizam o trânsito do trato intestinal.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/frutas-e-hortalicas-confira-cinco-alimentos-nutritivos-que-turbinam-a-sua-saude,344f97d9e503f4bebc7c8a36658faed2hgr0zl7g.html?utm_source=clipboard - Foto: Canva / Perfil Brasil

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Menopausa exige cuidados com o coração; veja 4 hábitos de proteção


Queda do estrogênio pode favorecer alterações na pressão, no colesterol e no acúmulo de gordura abdominal ao longo dessa fase

 

A queda de estrogênio na menopausa reduz a proteção vascular e eleva o risco cardiovascular, facilitando o ganho de gordura abdominal, hipertensão e colesterol alto. Para mitigar esses impactos, especialistas do Einstein recomendam monitorar peso e taxas metabólicas com dieta balanceada, praticar ao menos 150 minutos semanais de exercícios físicos, evitar dietas restritivas ou hormônios sem indicação médica e cuidar do sono e da saúde mental, mantendo consultas médicas regulares de rotina.

 

No Dia Mundial da Menopausa, celebrado em 18 de outubro, a atenção costuma se voltar para sintomas como fogachos, alterações no sono e mudanças hormonais. No entanto, a menopausa também pode afetar a saúde cardiovascular e aumentar a importância dos cuidados com o coração.

 

Com a queda do estrogênio, o organismo perde parte da proteção que esse hormônio exerce sobre os vasos sanguíneos. Ao mesmo tempo, podem surgir alterações na pressão arterial, no colesterol, no metabolismo da glicose e na distribuição da gordura corporal.

 

Especialistas do Einstein Hospital Israelita, em um artigo publicada no blog da instituição, destacam quatro cuidados que ajudam a proteger a saúde cardiovascular nessa fase.

 

Por que a menopausa exige mais atenção ao coração?

Antes da menopausa, o estrogênio participa de mecanismos que favorecem a circulação e ajudam a manter os vasos sanguíneos saudáveis. Quando os níveis do hormônio diminuem, essa proteção também cai. Além disso, o corpo pode passar a acumular mais gordura na região abdominal, ao mesmo tempo em que aumentam as chances de pressão alta, alterações no colesterol e diabetes.

 

Esses fatores não significam que toda mulher terá uma doença cardiovascular. O risco depende da combinação entre genética, histórico familiar, hábitos, peso, pressão, colesterol, glicemia, tabagismo e nível de atividade física.

 

1. Acompanhe peso, pressão e colesterol

Durante o climatério e a menopausa, a distribuição da gordura corporal pode mudar. Parte dela tende a se concentrar mais na região abdominal. Esse tipo de acúmulo merece atenção porque está relacionado a maior risco cardiovascular.

Por isso, acompanhar peso, pressão arterial, colesterol, triglicérides e glicemia ajuda a identificar alterações antes que provoquem complicações. A alimentação também influencia esse controle. Uma rotina com menos ultraprocessados, excesso de açúcar e sal pode contribuir para manter esses indicadores em níveis adequados.

 

2. Mantenha uma rotina de exercícios

A prática regular de atividade física ajuda a controlar diferentes fatores ligados ao coração. Exercícios aeróbicos, como caminhada, bicicleta, natação e dança, contribuem para o condicionamento cardiovascular e para o controle da pressão e da glicose.

A musculação também é importante nessa fase. Ela ajuda a preservar a massa muscular, a força e a saúde dos ossos. Segundo os especialistas do Einstein, uma referência é acumular cerca de 150 minutos de atividade física moderada por semana, combinando exercícios aeróbicos e de resistência sempre que possível.

 

3. Evite soluções rápidas para emagrecer

A mudança na composição corporal durante a menopausa pode aumentar a preocupação com o peso. No entanto, estratégias muito restritivas ou sem acompanhamento podem trazer outros problemas.

Uma perda acelerada de peso também pode reduzir massa muscular e óssea, justamente dois pontos que precisam de atenção nessa etapa da vida. Medicamentos para obesidade podem ser indicados em alguns casos, mas exigem avaliação profissional. O mesmo vale para hormônios usados com finalidade estética ou de desempenho.

Os especialistas do Einstein também alertam para o uso de testosterona e implantes hormonais sem indicação adequada, já que essas práticas podem afetar a pressão arterial e os níveis de colesterol.

 

4. Não ignore sono e saúde emocional

A qualidade do sono também interfere na saúde cardiovascular. Dormir mal pode dificultar o controle do peso e favorecer alterações na pressão arterial. Como a menopausa pode prejudicar o descanso noturno, observar a rotina de sono passa a ter ainda mais importância.

O mesmo vale para o estresse e a ansiedade. Momentos de lazer, convívio social e atividades prazerosas ajudam a reduzir a sobrecarga emocional e fazem parte dos cuidados com a saúde como um todo.

Além dos hábitos, consultas periódicas ajudam a acompanhar alterações que podem surgir sem sintomas. Pressão alta, colesterol elevado e diabetes podem permanecer silenciosos, por isso o acompanhamento médico é importante para identificar esses fatores precocemente.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/menopausa-exige-cuidados-com-o-coracao-veja-4-habitos-de-protecao,bbc971398c901139a0b087c8c352eed97h90l299.html?utm_source=clipboard - Por: Maria Clara Pinheiro / Licenciado de Bons Fluidos - Foto: Canva Equipes/pixelshot / Bons Fluidos

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Três maneiras práticas e simples de eliminar a gordura da barriga


Descubra por que a gordura abdominal vai além da estética e quais mudanças simples no cotidiano eliminam riscos graves

 

A gordura abdominal vai além da estética, pois eleva o risco de hipertensão, diabetes e doenças cardíacas por liberar substâncias inflamatórias. Para combatê-la, especialistas recomendam exercícios físicos diários e ajustes na alimentação: evitar refeições de duas a três horas antes de dormir, priorizar fibras e proteínas para prolongar a saciedade e acelerar o metabolismo, além de reduzir o consumo de carboidratos refinados e álcool, promovendo a desinflamação geral do corpo.

 

A busca por um corpo em forma costuma levar muitas pessoas às academias com o objetivo principal de perder a gordura abdominal. No entanto, o que muitos ignoram é que essa preocupação deve ultrapassar o espelho e o caimento das roupas. A ciência já comprovou que o acúmulo de tecido adiposo na região central do corpo é um marcador crítico para a longevidade. Este problema não se limita ao simples ato de vestir roupas que se adaptem aos nossos gostos pessoais. Já se demonstrou que a gordura abdominal pode colocar a saúde em risco, sendo o ponto de partida para quadros de hipertensão arterial, oscilações severas nos níveis de açúcar no sangue e desequilíbrios no colesterol. Essas condições elevam drasticamente as chances de desenvolver diabetes tipo 2 e doenças cardíacas crônicas.

 

Entenda por que a gordura visceral compromete seus órgãos vitais

De acordo com uma pesquisa publicada pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos, o perigo reside em uma proteína específica denominada citocina. Ela é produzida em maior quantidade quando há acúmulo de gordura na região abdominal e atua causando inflamações generalizadas no organismo. Além disso, esse tecido produz a angiotensina, substância capaz de provocar o estreitamento dos vasos sanguíneos.

 

O papel da alimentação estratégica no combate à inflamação

Para reverter esse quadro, a mudança de hábitos noturnos é o primeiro passo fundamental. Os especialistas em saúde afirmam que é possível reduzir a gordura abdominal adotando uma dieta equilibrada e fazendo atividade física diariamente. Um erro comum é o horário da última refeição; não é recomendável comer entre duas e três horas antes de dormir. Isso ocorre porque as calorias consumidas ao longo do dia são transformadas em energia para as atividades rotineiras, mas os alimentos ingeridos tardiamente não possuem a mesma função metabólica.

 

Sem o gasto calórico imediato, eles começam a se armazenar no corpo, levando ao aumento de peso inevitável. Além do tempo, a qualidade do que se ingere define o sucesso da perda de medidas. Se você consumir alimentos ricos em fibras, não sentirá fome rapidamente após as refeições, pois o trânsito dos alimentos do estômago para o intestino se desacelera.

 

Proteínas e a ciência da saciedade para o emagrecimento

Outro pilar essencial é o aporte proteico adequado na dieta diária. Incorpore proteínas à sua alimentação, pois elas ajudam você a sentir saciedade por mais tempo e reduzem o desejo por alimentos processados. Cientificamente, as proteínas reduzem os níveis de grelina, que é o hormônio estimulante da fome, evitando as famosas "beliscadas" fora de hora. Elas também fortalecem os músculos e aceleram o metabolismo, aumentando a queima calórica natural. É recomendável acrescentar itens como ovos, lentilhas, leite, queijo e soja no cardápio.

 

Em contrapartida, é vital evitar os carboidratos refinados, como pão comum e batatas fritas, que possuem baixo teor de fibras. Nosso organismo os digere rapidamente e eles podem causar aumento repentino dos níveis de açúcar no sangue. Ao substituir esses itens por opções integrais, frutas frescas e reduzir o consumo de álcool, o corpo inicia um processo de desinflamação que reflete diretamente na redução da circunferência abdominal e na melhora da qualidade de vida.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/tres-maneiras-praticas-e-simples-de-eliminar-a-gordura-da-barriga,2d6646559b46e98d2036b9513dfe327bv4u8virx.html?utm_source=clipboard - Foto: Canva Fotos / Perfil Brasil