sábado, 27 de julho de 2019

Lembranças de quando estudei no Grupo Escolar Guilhermino Bezerra

Tive a satisfação de estudar no período de 1969 a 1972, da 1ª a 4ª série do ensino primário, no Grupo Escolar Guilhermino Bezerra, atualmente, Escola Estadual Guilhermino Bezerra, situada na Praça João Pessoa. A estrutura física da escola, que foi inaugurada em 1936, é quase a mesma comparando aos dias atuais mesmo tendo recebido algumas reformas. Além disso, é a escola mais antiga de Itabaiana.

Na época em que eu era criança, os estudos começavam aos 7 anos na 1ª série do ensino primário, o que equivale hoje ao 2º ano do ensino fundamental. Comecei a estudar lá com 7 anos e meio. Sempre estudei a tarde.

Tive o privilégio de ter excelentes e dedicadas professoras nos 4 anos que estudei no Guilhermino Bezerra, foram elas: Estelita Maria Andrade Santana, Ascendina Souza, Maria Euza dos Santos e Suzaneide Noronha Moura. Infelizmente nesta época não tive professor de educação física.

No primeiro dia de aula, minha mãe me levou para a escola, que ficava cerca de 50 metros da minha casa, também situada na Praça João Pessoa. Fui chorando, pois não queria ir, para não me separar dela, e ao chegar à porta fomos recebidos pela graciosa Professora Estelita, que me acolheu com carinho e levou-me para sentar. Naquele tempo, os alunos sentavam em carteiras de dupla, não me lembro com quem sentei. Eu era muito tímido, e, aos poucos, com a atenção da professora, comecei a gostar de estudar e de ir à escola.

Na 2ª série, a Professora foi Ascendina, já senhora e muito carinhosa, tinha uma filha que a substituía quando ia ao médico ou faltava por algum motivo importante.

Na 3ª série, Maria Euza foi a Professora mais “exigente” que tive ao estudar o primário. Lembro-me de que ela tomava a tabuada quase todos os dias no final da aula. Os alunos que acertavam saiam no horário, ou às vezes, um pouco antes do término, mas os que erravam ficavam na sala com ela até concluir seu trabalho. Eu estudava bastante a tabuada para acertar e sair correndo para brincar a tempo no parque infantil, que ficava em frente à escola, pois ele fechava ao final da tarde. Também brincava de pelada com os colegas na Praça João Pessoa, entre o parque e a caixa d’água, que ainda existe, quase de frente ao Banese.

Na 4ª série, estudei com a professora Suzaneide, um amor de pessoa e bastante educada, que nos preparou muito bem para a prova de admissão do Colégio Estadual Murilo Braga. Dessa época, lembro-me dos colegas Zé Carlos, que conserta fogão, Vânia que trabalhou no Ipes de Itabaiana, Antônio Carlos, Tonho Crispim e Gilmar Carvalho.

A escola tinha poucos funcionários e, talvez por isso, lembro-me de todos. Seu Gentil Santana era o porteiro, uma pessoa simpática e divertida, Dona Iracema Andrade, uma das melhores amigas de minha mãe e minhas primas Nezilda Oliveira e Zefinha Oliveira, esta a merendeira da escola. Dona Zefinha, além de servir a merenda, também vendia picolé de João Babal do Bar Simpatia na hora do recreio. Às vezes, quando o funcionário do bar demorava a trazer os picolés, ela pedia a professora para deixar-me ir buscá-los e quando eu chegava ganhava um lanche extra. Naquela época, o lanche era um copo de leite ninho com chocolate quente, sonho, mingau de aveia e coscorão.

Apesar deste lanche gostoso no recreio, quando meus pais me davam algum dinheiro, eu passava na Bodega de Tonho Cacetinho e comprava bolachão, cocada e balas para merendar na escola, ou levava goiaba da minha casa quando era a época.

O recreio era realizado no pátio, uma parte era coberta e cimentada e a outra descoberta e de areia. Geralmente os meninos brincavam de bola e pega-pega, e foi nesta brincadeira que um dia eu sofri um corte profundo no pé por um caco de vidro e fui levado para casa por Seu Gentil. Imediatamente, minha mãe me levou ao hospital onde peguei alguns pontos e fiquei vários dias sem brincar no recreio.

O Guilhermino Bezerra foi a primeira escola de Itabaiana a receber o Gabinete móvel dentário do SESP onde todos os alunos da escola eram atendidos pelo dentista Dalton knust e pela auxiliar de higienização bucal, Cleide Costa, que faziam o tratamento dentário, higienização e aplicação do flúor.

Em algumas datas importantes, participei do hasteamento da Bandeira Nacional, onde os alunos ficavam enfileirados na rua em frente à escola que a separava da Praça João Pessoa. Na reforma da Praça em 1990, o trecho da rua que ficava entre o Grupo e a mesma foi transformada em um espaço de passeio com canteiros e bancos.

Recentemente, fiquei muito feliz e orgulhoso em saber que a escola onde estudei quando criança, obteve a maior nota do IDEB, (5,9) da rede estadual de ensino de Itabaiana. Uma vitória dos 133 alunos matriculados e dos 21 funcionários que se revezam em 2 turnos de trabalho para oferecer um ensino de qualidade às crianças itabaianenses.

Professor José Costa - Imagem de Shirley Lucena

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