quarta-feira, 8 de junho de 2016

Dormir deixa o coração mais saudável, diz ciência. Saiba o motivo

Fazer as pazes com o travesseiro é um bom caminho para evitar doenças do coração, que acometem cada vez mais mulheres. Veja como usar o sono a seu favor

Pesquisas mostraram que pessoas que dormem menos de seis a oito horas por noite têm duas vezes mais chance de sofrer com um derrame ou um ataque do coração. “Quando você não descansa o suficiente durante a noite, seus hábitos alimentares não costumam ser os melhores”, explica Nieca Goldberg, diretora médica do Center for Women’s Health at NYU Langone Medical Center, nos Estados Unidos. “E seu corpo ainda libera mais cortisol, hormônio que pode levar a um aumento da pressão sanguínea”, acrescenta a especialista.

Só consegue dormir tarde da noite? Não se estresse. Tirar um rápido cochilo durante o dia já ajuda muito. A sua pressão sanguínea tende a diminuir cerca de 5% depois da sesta, de acordo com um estudo com quase 400 homens e mulheres conduzido por pesquisadores gregos e apresentado no último Congresso Europeu de Cardiologia, realizado em Londres, na Inglaterra.


terça-feira, 7 de junho de 2016

Peso ideal: aprenda a calcular o IMC e conheça seus índices

Conheça os índices apresentados pelo cálculo de Índice de Massa Corpórea (IMC) e verifique se você está no seu peso ideal

A busca pelo peso ideal não é um assunto novo. Em épocas de dietas da moda e novas tendências de exercícios surgindo a cada dia, a insatisfação com o peso atual é problema recorrente de muitas mulheres. A influência da mídia, impondo padrões muitas vezes inatingíveis, piora ainda mais esta situação.

Por este motivo, é importante ressaltar que pesar pouco não é sinônimo de ter atingido o peso ideal ou mesmo de se estar saudável. Peso e saúde possuem uma relação ainda mais profunda do que isso.
De acordo com o Dr. Roberto Debski, médico e psicólogo, manter um peso saudável, compatível com a idade e o biotipo é fundamental para a saúde física e mental de qualquer pessoa. “Emagrecer saudavelmente significa ter uma alimentação saudável, fazer atividade física regularmente e ter um comportamento alimentar equilibrado”, revela.

Como saber qual o seu peso ideal
Cada pessoa possui um peso ideal, baseado na sua composição corporal, altura, sexo e tipo de constituição física. Este é calculado pela fórmula do Índice de Massa Corpórea (IMC), um indicador adotado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e utilizado para diagnosticar a obesidade e o sobrepeso, usando dois dados facilmente mensuráveis: o peso e a altura.
Para calculá-lo, o médico orienta dividir o peso – em quilos – da pessoa por sua altura – em metros – ao quadrado, na seguinte fórmula IMC = peso (quilos) ÷ altura² (metros). Segundo ele, quanto maior for o IMC, mais elevado será o risco de morte precoce, principalmente pelas doenças cardiovasculares como infarto do miocárdio, hipertensão arterial e derrames.

Os resultados obtidos pelo cálculo se dividem em níveis, classificando-se da seguinte forma:

Baixo peso muito grave quando o IMC for menor que 16 kg/m².
Baixo peso grave quando o IMC fica entre 16 e 16,99 kg/m².
Baixo peso quando o IMC se encontra entre 17 e 18,49 kg/m².
Peso normal quando o IMC for maior de 18,50 e até 24,99 kg/m².
Sobrepeso quando o IMC fica entre 25 e 29,99 kg/m².
Obesidade grau I quando o IMC estiver entre 30 até 34,99 kg/m².
Obesidade grau II quando o IMC estiver entre 35 até 39,99 kg/m².
Obesidade grau III (ou obesidade mórbida) quando o IMC for maior que 40 kg/m².

”Valores acima ou abaixo da faixa normal, entre 18,50 e 24,99 kg/m² estão associados a um maior risco de doenças”, orienta Dr. Roberto. O médico ainda esclarece que a tabela de IMC descrita acima é para uma população adulta entre 20 e 65 anos, havendo diferenças para o cálculo do IMC para crianças e idosos.
Outra circunstância que deve ser calculada de modo diferente, é em relação à atletas ou pessoas com o índice de massa muscular muito grande, necessitando do medidas complementares de circunferência abdominal ou ainda de uma avaliação de bioimpedância para obter resultados mais conclusivos.
”Por ter valores precisos, ser graficamente visível e também poder ser quantificado em tabelas, o IMC se torna muito útil para demonstrarmos aos pacientes onde eles se encaixam, se estão normais, acima ou abaixo do recomendado. Assim podermos abordar a questão do peso, das consequências e riscos para a saúde, trabalhando com metas e planejamentos visando o peso saudável e a melhora na qualidade de vida”, complementa o profissional.

Para além da balança
Atualmente convivemos com a imposição da mídia de um peso e aparência quase inalcançáveis. A visão que uma mulher forma dela mesma não é por vontade própria e sim advinda de um padrão social. A mesma cresce desejando ser como aquela artista alta e magérrima que passa na televisão, desgostando cada dia mais do que vê no espelho.
A insatisfação com o peso é um sentimento de convivência diária de grande maioria das mulheres, e a sua superação deve ser conquistada dia após dia. Não é tarefa fácil aceitar que o corpo dela é diferente da amiga ou que suas pernas grossas não serão finas como as da modelo na revista. Deve-se ter em mente que existem corpos com biotipos diferentes, mas não menos belos e passíveis de admiração.
Aprender a aceitar a imagem que você vê refletida no espelho sem desviar o olhar é um processo demorado, mas recompensador. Livre-se das amarras de padrões impostos por terceiros, aumente sua autoestima, se ame e sinta-se merecedora de ser amada, independentemente do seu peso ou aparência.
Afinal, ter uma vida saudável e conquistar a qualidade de vida desejada por muitos não significa pesar pouco, mas sim descobrir o seu peso ideal e buscar atingi-lo com a ajuda de uma alimentação equilibrada e exercícios regulares. Sinta-se bem com quem você é!


segunda-feira, 6 de junho de 2016

Seus hormônios estão normais? 11 sintomas que podem denunciar desequilíbrio

Um simples inchaço no corpo, passando por mau humor ou até mesmo problemas mais graves podem estar diretamente relacionados a um desequilíbrio hormonal. Por isso é grande a importância de realizar sempre exames de rotina para conhecer taxas de hormônio e verificar se algo está errado com sua saúde. Confira abaixo alguns sintomas que podem denunciar se seus hormônios não estão normais:

1. Ciclos menstruais irregulares podem indicar, além de excesso ou falta de alguns hormônios, podem ainda indicar outras doenças, como síndrome do ovário policístico, por exemplo.

2. Se você tem dificuldades para pegar no sono, pode estar sofrendo com falta de progesterona, um hormônio liberado pelos ovários que ajudam a ter uma boa noite de sono.

3. O excesso de hormônios ainda pode trazer complicações para a pele, deixando a cútis mais oleosa e, consequentemente, provocando o aparecimento de acne, mesmo na vida adulta.

4. Nunca se lembra onde deixou a chave ou está com dificuldade para se concentrar? Saiba que tais sintomas também podem indicar desequilíbrio hormonal que afeta seu cérebro.

5. Quando os hormônios estrogênio e progesterona estão em desequilíbrio, você pode experimentar enjoos, dores de estômago, diarreia ou inchaço.

6. Cansaço e fadiga excessivos podem indicar que seus hormônios estão desequilibrados e afetando o bom funcionamento da tireoide.

7. Tristeza, depressão ou mudanças constantes de humor podem ser sinais de que hormônios como dopamina e serotonina estão fora de equilíbrio no seu organismo.

8. Níveis muito elevados de estrogênio podem alterar seu apetite, fazer você comer mais e, consequentemente, resultar em ganho de peso e números extras na balança.

9. Dores de cabeças constantes que parecem surgir do nada também podem indicar baixos níveis de estrogênio no organismo.

10. Irritação, coceira e secura na vagina também podem ser resultados de um desequilíbrio hormonal, que causa pouca lubrificação na região íntima.

11. Baixas taxas de testosterona no organismo podem afetar sua libido, fazendo com que você perca o desejo sexual.


domingo, 5 de junho de 2016

Exercício físico intenso destrói células do sistema imunológico

Apoptose
Pesquisadores descobriram que o exercício físico intenso pode acelerar o processo de morte celular dos neutrófilos, células do sistema imunológico.
Importante para o equilíbrio do funcionamento do organismo, a morte celular programada, ou apoptose, é um mecanismo que deve ocorrer de forma ordenada - do contrário, há danos à saúde, como quando células tumorais, que deveriam morrer naturalmente, persistem.
"Várias células do nosso organismo estão morrendo [a cada instante] para que outras novas ocupem seu lugar. Assim ocorre com os neutrófilos, que têm um tempo desejado na corrente sanguínea porque novas células do tipo estão continuamente sendo produzidas na medula óssea, em um processo fisiológico equilibrado que é prejudicado se a apoptose é diminuída", explica a professora Tânia Cristina Curi, da Universidade Cruzeiro do Sul.

Neutrófilos
Mas parece que atividades físicas muito intensas podem disparar a apoptose antes da hora. E, mais importante, atingindo células do sistema imunológico.
Após cerca de quatro horas de prova e de percorrerem 21 quilômetros (km) a pé, 90 km de bicicleta e 2 km a nado, os atletas do triatlo tiveram seu sangue coletado pelos pesquisadores em laboratórios instalados sob tendas no local da competição. Antes de competirem, todos haviam passado por exames de laboratório e avaliações da composição corporal e da capacidade cardiorrespiratória.
Os dados revelaram a morte precoce das células do sistema imunológico conhecidas como neutrófilos.
Os neutrófilos são um subgrupo dos leucócitos, também chamados de glóbulos brancos, células encontradas no sangue cuja função é proteger o organismo contra agentes causadores de doenças, como bactérias. Quando há poucas dessas células o organismo fica mais sujeito a infecções. Este foi o caso de um grupo de 12 triatletas que participaram da pesquisa.
"A prática de exercício físico aeróbio acarreta um aumento da lipólise, processo de degradação de lipídeos em glicerol e ácidos graxos, que são utilizados em maior quantidade como fonte de energia. A presença em grande quantidade desses ácidos graxos, provocada pela exacerbação da lipólise, pode estar associada à apoptose precoce dos neutrófilos," indicou Tânia.

Glutamina
Os pesquisadores estão agora trabalhando em busca de alternativas terapêuticas à perda de neutrófilos por parte de atletas de competição.
"Não se pode simplesmente pedir a um atleta profissional que diminua suas atividades. Dessa forma, temos investigado estratégias de suplementação para minimizar a antecipação da apoptose, evitando que o atleta fique com seu sistema imunológico debilitado após exercícios intensos e mais vulnerável a infecções, entre outros riscos," explicou a pesquisadora.
Entre as suplementações estudadas está a de glutamina, aminoácido livre que atua como nutriente para as células imunológicas. "Nós investigamos o efeito molecular desse aminoácido, que é importante para a função de leucócitos, e constatamos que linfócitos e monócitos consomem altas taxas de glutamina. Os neutrófilos chegam a consumi-la mais do que a glicose, cuja taxa de consumo é de 460 nanomoles/hora/mg de proteína, enquanto que a de glutamina é de 770, quase o dobro", disse.
Ainda de acordo com a pesquisadora, a glutamina pode ser responsável por "manter a maquinaria da célula funcionando adequadamente e acabando por modular a função celular e, eventualmente, evitar a apoptose".


sábado, 4 de junho de 2016

Metade das pessoas que têm um infarto não percebe: como identificar os sinais?

Dores fortes no peito e no braço são sintomas conhecidos de um infarto, mas saiba que eles não são os únicos e, por isso, muita gente pode sofrer da condição sem sequer perceber. De acordo com um estudo do American Heart Association, 45% dos ataques do coração são silenciosos e descobertos somente depois, quando um paciente realiza exames de rotina.

Estimativas apontam que a probabilidade de uma mulher morrer de infarto é 50% maior quando comparada aos homens e uma das explicações está ligada ao menor calibre das artérias, o que faz com que as placas ateromatosas se fechem causando obstrução. Aprenda como ouvir o próprio corpo e identificar sinais de que você pode estar sofrendo de um infarto:

Além de dor no peito e formigamento no braço esquerdo e pescoço, náusea e até vômito são outros sintomas que podem indicar infarto. Outras características são dores nas costas, suor frio e, em casos extremos, o desmaio.

Falta de ar, queimação no estômago sem relação com alimentos e incômodo no peito que aparece após a prática de exercícios e desaparece ao descansar também são sintomas comuns que podem indicar problemas no coração.

Como evitar infarto
O fumo, aliado ao anticoncepcional, é um dos motivos para o infarto em mulheres. Procure não ser sedentária e manter alimentações e hábitos mais saudáveis, evitando o risco de um ataque cardíaco.

Procure realizar constantemente exames de rotina e, se possui diabetes, histórico na família ou hipertensão, saiba que aumenta seus riscos de desenvolver problemas cardíacos. Fique atenta caso os sintomas surjam após emoções fortes ou situações estressantes: há maior probabilidade de ser um infarto.

Um ataque cardíaco que passa despercebida pode ser detectado mais tarde, quando os pacientes passam por um eletrocardiograma ou uma visita ao pronto socorro por outro aparente motivo.