terça-feira, 1 de novembro de 2016

As Olimpíadas deixaram os brasileiros menos sedentários?

Especialistas debatem se a realização de um megaevento esportivo como a Olimpíada do Rio de fato estimula a população brasileira a se tornar mais ativa

Desde que o Rio de Janeiro foi escolhido como sede da 31ª edição dos Jogos Olímpicos, em 2009, as autoridades não se cansam de discursar sobre as suas heranças positivas para a infra-estrutura, o turismo, a mobilidade urbana e a promoção de saúde. Mas será que uma competição desse porte fomenta um cotidiano mais ativo entre os cidadãos?

Bem, os números das últimas Olimpíadas sugerem que não. Apesar de ter como lema “Inspirar uma Geração”, a de Londres (2012) não alcançou seu objetivo inicial. Em 2005, quando a capital britânica foi escolhida para receber o evento, os organizadores estipularam uma meta ambiciosa: motivar 2 milhões de sedentários a se mexer ao menos 30 minutos por dia, três vezes na semana. Passados dois anos, baixaram o sarrafo para 1 milhão. E nem assim saíram vitoriosos. De 2005 a 2010, 123 mil ingleses se engajaram no projeto. No mesmo período, o número de inativos aumentou em quase 300 mil.

“Se você incentiva o esporte profissional, corre o risco de desestimular o amador”, avalia o médico Marcelo Demarzo, da Universidade Federal de São Paulo, que participou de uma pesquisa sobre o impacto da Olimpíada de Londres na taxa de atividade física da região. Segundo ele, o cidadão comum pode achar que não tem o talento nem o gás para se aventurar numa modalidade qualquer.


Os dados ingleses não são os únicos a contrariar a tese do legado olímpico. Um estudo da Universidade de Sydney, na Austrália, constata que o tempo dedicado à malhação por adultos daquele país não mudou muito após os Jogos de 2000, sediados lá – passou de 295 minutos semanais em 1999 para 303 em 2000. Outro trabalho, esse da Universidade de Kent, na Inglaterra, revela que o índice de movimentação na Grécia subiu 6% um ano antes da Olimpíada de Atenas (2004). Cinco anos depois, porém, despencou para abaixo do nível de 2003. “Os atletas podem até servir como modelos. Mas um torneio, por si só, não gera mudanças de hábito”, afirma a educadora física Doralice de Souza, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), coautora do artigo Legados de Megaeventos Esportivos: Considerações a Partir de uma Perspectiva Crítica. “O chamado efeito inspiração, quando ocorre, não dura e tende a afetar quem já se exercita”, completa.

No longo prazo, essencial mesmo é ampliar a malha cicloviária, revitalizar áreas de lazer, melhorar a segurança pública, abrir academias populares, valorizar aulas de educação física… “O investimento deve ser feito de maneira permanente, e não apenas às vésperas de uma competição”, diz o educador físico Pedro Hallal, da Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul.

Ficar entre os dez primeiros no quadro de medalhas. Esse foi o desejo do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). Há quatro anos, a delegação nacional terminou em um modesto 22º lugar, com três ouros, cinco pratas e nove bronzes. E não é apenas no esporte profissional que o Brasil está longe do pódio. Segundo o Observatório Global de Atividade Física (GoPA, na sigla em inglês), 72% da nossa população se mexe com alguma regularidade, o que nos põe na 40ª colocação desse ranking.

Vídeo: tudo sobre vôlei | Saúde nas Olimpíadas

Por outro lado, não pense que ostentar um histórico olímpico dourado — sinal de investimento no esporte de alto rendimento — é sinônimo de um povo afeito a pedaladas e caminhadas. Os Estados Unidos, recordistas em medalhas, com 2 399 no total, ocupam o mísero 46º lugar na lista do GoPA. Já o Nepal, que participou de 11 Olimpíadas sem nunca subir ao pódio, é a nação mais ativa do globo, com taxa de 96%. Tanto que só 4,1% das mortes registradas lá decorrem do sedentarismo, ante 13,2% do Brasil.

Apesar dos pesares, será que a Rio 2016 encorajará os brasileiros a saírem do marasmo? Os especialistas têm suas dúvidas. O presidente do Confef, Jorge Steinhilber, lembra que, desde 2007, quando a capital fluminense sediou os Jogos Pan-Americanos, o Brasil está em evidência no cenário esportivo. De lá pra cá, recebeu a Copa das Confederações e a Copa do Mundo – e nem por isso vimos mudanças sólidas. “Às vezes, esses torneios têm um efeito contrário ao desejado. A Olimpíada pode estimular indivíduos ativos a migrarem para a frente da TV, enquanto tomam cerveja e comem pipoca”, pondera.

Demarzo traz outra preocupação: episódios extraesportivos como o surto de zika, a queda da ciclovia na orla do Rio e até o conturbado momento político contribuiriam para a sensação de que a Cidade Maravilhosa não está pronta para hospedar os Jogos Olímpicos. Aí, em vez de se engajar na competição e talvez experimentar uma modalidade, o indivíduo pode pegar ojeriza dela. Nesse sentido, uma pesquisa do Datafolha indica que metade dos entrevistados é contra o evento e 63% acreditam que ele trará mais prejuízos do que vantagens.

Vídeo: tudo sobre ginástica artística | Saúde nas Olimpíadas

Mas o secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, segue otimista. Na sua opinião, os preparativos para a Olimpíada já aumentaram os níveis de atividade física no município. Ele cita o programa Academia Carioca da Saúde, que, desde sua criação, em 2009, beneficiou mais de 93 mil indivíduos. “Dos inscritos, 96% controlaram a pressão, 80% perderam peso e 17% pararam de tomar remédios”, contabiliza. Só cabe ressaltar que o projeto não foi inspirado na Olimpíada e funciona paralelamente a ela.
Infraestrutura para todos?

Terminada a Rio 2016, várias das instalações estão previstas para ser abertas ao público. Mas isso nem sempre ocorre. De acordo com o Índice dos Estádios do Mundo (2012), do pesquisador Jens Alm, do Instituto Dinamarquês de Estudos do Esporte, todo grande campeonato gera seus elefantes brancos. Ele analisou 75 arenas de 20 países erguidas entre 1996 e 2010 para sediar Copas do Mundo de futebol, Olimpíadas e por aí vai. Então concluiu que a maior parte foi abandonada ou é subutilizada. Qual a razão? Na maioria dos casos, elas almejavam satisfazer as demandas dos organizadores e não do povo.

Vamos, então, às promessas dos governantes sobre o assunto: um pedaço do Complexo Esportivo de Deodoro, o segundo maior polo de competições dos Jogos, será transformado no Parque Radical, tornando-se a segunda maior área de lazer da cidade. Já a Arena Carioca 3, que integra o Parque Olímpico da Barra, vai virar o Ginásio Olímpico Experimental, uma escola com método de ensino voltado para a prática esportiva e que possuirá capacidade para 9 500 alunos. “Não basta motivar a população a fazer atividade física. É preciso criar condições, como facilitar o acesso às instalações e disponibilizar orientação profissional”, frisa Doralice. Só assim um estilo de vida mais saudável deixará de ser mera promessa de campanha para se transformar, de fato, num legado às futuras gerações.
Inspiração para achar seu esporte

A Olimpíada do Rio teve 42 modalidades. Entre elas, Jorge Steinhilber, presidente do Conselho Federal de Educação Física (Confef), indica o atletismo, a natação e o handebol para os cidadãos que querem abandonar o sofá. As três práticas não requerem tanta técnica, esforço ou preparo para começar. A educadora física Doralice de Souza, da UFPR, destaca que a opção deve dar prazer ao sujeito. Do contrário, ele irá engrossar a estatística de 60% de pessoas que desistem nos três primeiros meses.

…E campeões no dia a dia

Se a disputa é por índice de atividade física, não tem pra ninguém: o vencedor é o Nepal, com uma taxa de 96%, seguido de Moçambique (94%) e Tanzânia (93%). Juntos, os três países somam apenas quatro medalhas olímpicas. Contudo, nesses casos o alto nível de movimentação pode ser consequência da pobreza — associada a um menor acesso a carros, eletrodomésticos e outros confortos que promovem o sedentarismo.


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Saiba os benefícios da ioga para o corpo e a mente

Confira como a ioga pode beneficiar sua saúde. Acredite, a lista é longa!

Mestre de ioga com anos de experiência na Índia e criador do método superioga (um tipo de hatha mais dinâmico), o professor Paulo Junqueira, da academia Bodytech, em São Paulo, enumera os benefícios da modalidade: “Do ponto de vista físico, trabalha os músculos, ajuda a emagrecer, aumenta a flexibilidade e melhora a postura. No que diz respeito ao mental, desenvolve foco e equilíbrio pelo fato de exigir concentração total na execução das posturas, além de levar o praticante ao autoconhecimento. É uma atividade completa, que transforma o corpo e o comportamento”, resume.

Palavra de quem pratica

“Comecei a praticar ioga há seis anos e meio e, mais recentemente, conheci a superioga. O meu objetivo principal era reduzir o stress e a ansiedade. No entanto, a cada aula sinto um ganho excepcional de força e definição muscular, além de mais serenidade e sensação de plenitude. Em uma hora de atividade, trabalho o condicionamento físico, a flexibilidade, a consciência corporal, a respiração e a concentração. Tudo isso ajuda a manter a minha rotina equilibrada”, Priscila Gelain D’Addio, 50 anos, empresária.


Fonte: https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=1497408163488092501#overviewstats - Texto Yara Achôa | Adaptação Ana Paula Ferreira - Foto Shutterstock

Saiba quais vitaminas te ajudam a combater as rugas

Confira os alimentos que podem te ajudar a passar longe das rugas e manter a pele lisinha!

Para combater as rugas e manter a pele lisinha, vá de vitamina C. Um estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition avaliou mais de quatro mil mulheres, com idade entre 40 e 74 anos, e constatou que aquelas que consumiram mais a vitamina tinham menos probabilidade de ter rugas e pele ressecada.

“Ela é um antioxidante natural que auxilia na formação do colágeno, responsável pela elasticidade e firmeza da pele, e ainda uniformiza o tom e clareia manchas”, diz Helena. Vale a pena investir também na coenzima Q10, que reduz a inflamação induzida pelos raios ultravioletas e ajuda na produção de vitamina D, essencial para a renovação da pele.

Agora, se seu problema for a temida acne, aposte no selênio e na vitamina E. “Eles aumentam a ação da enzima glutationa peroxidase, que tem um efeito protetor contra as espinhas”, diz o endocrinologista Francisco Tostes, do Rio de Janeiro. A vitamina A e o zinco também ajudam a controlar o problema.

Onde encontrar: frutas cítricas (vitamina C); ovo (coenzima Q10); castanha-do-pará (selênio); amêndoas (vitamina E); gema de ovo (vitamina A); e amendoim (zinco).


Fonte: http://corpoacorpo.uol.com.br/corpo-e-rosto/cuidados-com-o-rosto/saiba-quais-vitaminas-te-ajudam-a-combater-as-rugas/10618 - Texto Karina Hollo | Adaptação Ana Paula Ferreira - Foto Shutterstock

domingo, 30 de outubro de 2016

20 hábitos que você deve eliminar da sua vida antes dos 30

Brigas entre irmãos, se importar com o que os outros acham, sedentarismo... Veja 20 coisas que você deve parar de fazer hoje mesmo

Preocupações com faculdade, com carreira, com relacionamentos, com família, com a política. É tanto coisa, e tudo ao mesmo tempo, que, quando você se dá conta, já passou dos vinte e poucos anos e se encontra cada vez mais perto dos 30.

Você está nessa contagem regressiva para os trinta?

Pois saiba que existe uma série de coisas que você pode deixar de fazer hoje mesmo para chegar nessa idade com tudo em cima.

Preparamos uma lista com 20 hábitos para largar imediatamente. São dicas que vão ajudar você a melhorar sua saúde, sua beleza e até mesmo a forma como você encara a vida.

Se os 30 são os novos 20, você vai chegar nessa fase melhor do que nunca.

1. Gastar todo seu dinheiro com roupas ou sapatos
Nós sabemos que não é fácil resistir a uma boa liquidação ao às novidades que aparecem nas vitrines e páginas de revistas. No entanto, com o tempo você precisa aprender a dar mais atenção para necessidades que vão muito além de roupas e sapatos. Nunca é cedo demais para começar a pensar na sua educação financeira.

2. Deixar seu rosto de lado
Dormir sem tirar a maquiagem, usar qualquer base baratinha no rosto, não hidratar diariamente… Amiga, pare já com isso. Lave seu rosto com produtos específicos, não aperte as espinhas que aparecem eventualmente, vá a uma dermatologista caso note pintinhas estranhas. Antes tarde do que nunca!

3. Esquecer de passar protetor solar
Ainda sobre cuidados com a pele, se expor no sol sem proteção é um erro gravíssimo. Protetor solar no rosto é essencial até mesmo no dia a dia, não somente quanto você vai se deitar na beira da praia. A exposição solar contribui no envelhecimento da pele e ainda pode causar câncer. Melhor prevenir.

4. Não dar atenção para a sua família
Você pode estar completamente focada na sua carreira ou em um novo relacionamento, mas não coloque a sua família em segundo plano. Pare de dar desculpas. Apareça no grupo da família no WhastApp, telefone para sua avó, reencontre primos. Família é importante sim!

5. Sentir culpa por ser bem sucedida
Você estuda, procura se manter atualizada, dá o seu melhor no trabalho, procura ouvir os superiores e melhorar à partir desses feedbacks. Subir na carreira é um motivo de orgulho. Não se sinta culpada por ganhar um bom salário e ter uma posição de destaque. Você correu atrás para chegar até aqui.

6. Não economizar dinheiro
Por mais que você seja bem sucedida, não quer dizer que precisa gastar absolutamente tudo o que ganha. É muito importante guardar uma parte do seu salário mensalmente, seja para ter uma reserva para o futuro, seja para realizar algum sonho.

7. Esquecer o fio dental
Na correria do dia a dia você acaba escovando os dentes rapidinho e esquecendo da existência do fio dental? Não faça mais isso. Usar fio dental diariamente elimina a placa e é bom para a saúde bucal.

8. Não cuidar da alimentação
Comer pizza e chocolate é uma delícia, mas o seu corpo também precisa de nutrientes para se manter forte, saudável e ativo. Se ir a um nutricionista não está nos seus planos, comece fazendo escolhas mais saudáveis diariamente, colocando mais frutas e verduras na sua dieta, por exemplo.

9. Fumar
Será que a gente precisa realmente explicar o quanto o cigarro é prejudicial? Você já deve estar careca de saber. Pare agora mesmo, tendo você 18, 26 ou 50 anos.

10. Perder tempo em um relacionamento errado
Se você sente que seu namoro só coloca você para baixo, é hora de repensar essa relação. Não mantenha um relacionamento mediano por medo de ficar sozinha. Gata, você merece mais.
11. Deixar de fazer o que você ama
Cantar, dançar, bordar, pintar, fazer cupcakes. Seja qual for a atividade que você ama, dê um jeito de começar a fazê-la com mais frequência, sem ficar pensando no que os outros vão dizer.

12. Ficar o tempo todo mexendo no telefone
A vida está passando na sua frente. Vai ficar vendo tudo através da tela do celular? Diminua o tempo que você passa nas redes sociais e vá atrás de experiências reais. E nem pense em ficar mexendo no celular em almoços e jantares. Nada mais deselegante.

13. Mandar mensagens bêbadas
Depois que a embriaguez passa, chega o famoso arrependimento…

14. Ser sedentária
Você não precisa correr uma maratona ou levantar pesos pesados. Se você odeia ir na academia, encontre alguma atividade que lhe dê prazer: zumba, balé, corrida, 30 minutos diários de exercícios farão muito diferença a longo prazo.

15. Reclamar da idade
Pare de achar que a vida vai acabar quando você completar trinta anos. Hoje em dia as pessoas vivem muitos anos – 80, 90, 100. Se você parar pra pensar, está bem no começo da sua jornada.

16. Se importar com o que os outros acham
Uma coisa é certa: o ser humano se preocupa demais com o que os outros pensam. Saiba que tirar essa preocupação da sua vida é libertador. Viver sua vida de acordo com o que os outros acham não pode ser o seu objetivo. Ligue o “tô nem aí” e vá em frente!

17. Dizer sim para coisas que você não quer
Já está mais do que na hora de você assumir o controle da sua vida. Não está com vontade de fazer algo? Diga que não! Você tem o direito de rejeitar coisas – e não se sentir mal por isso.

18. Nunca ir ao médico
Dentista, ginecologista, dermatologista. Faz quanto tempo que você não frequenta um desses consultórios? Não deixe de fazer revisões a cada ano, para verificar se sua saúde está em dia.

19. Brigar com seus irmãos por coisas bobas
Nem sempre é fácil manter um bom relacionamento com irmãos. Inclusive é normal que ocorram algumas brigas de vez em quando. Porém, não deixe que isso se torne rotina. Poucas relações são tão fortes quanto as que ocorrem entre irmãos. Valorize!

20. Deixar de viver a vida
Sim, o melhor está por vir. Se joga!


Atividades físicas diminuem a incidência de quedas em idosos

Em 2015 a população mundial contava com 900 milhões de idosos, o que corresponde a 12,3% da população total. A expectativa é de que até a metade do século o número represente 21,5% da população mundial. No Brasil, a porcentagem atual de 12,5% de idosos deve alcançar os 30% até 2050. Ou seja, dentro em breve seremos considerados uma nação envelhecida. Conforme a OMS, Organização Mundial da Saúde, essa classificação é dada aos países com mais de 14% da população constituída de idosos, como são, atualmente, França, Inglaterra e Canadá, por exemplo.

Em 1º de outubro se celebra internacionalmente O Dia do Idoso. A data foi instituída em 1991 pela Organização das Nações Unidas (ONU), e tem como objetivo sensibilizar a sociedade para as questões do envelhecimento e da necessidade de proteger a população mais idosa.

 Uma das maneiras para viabilizar isso é orientar sobre a importância da prática de exercícios e o papel da medicina esportiva no sentido de garantir a saúde na terceira idade. A atividade física para o idoso é fundamental inclusive na prevenção da sarcopenia, que é a perda generalizada e progressiva da massa e da força na musculatura esquelética, como bíceps, tríceps e quadríceps.

Cerca de um terço da massa muscular se perde com o tempo. Começa a partir dos 40 anos com diminuição de 0,5% a cada 12 meses chegando até 1% anual a partir dos 65 anos de idade. A falta da massa magra, limita ou dificulta até movimentos mais básicos como sentar, levantar e andar. Por sua vez, a ausência da força provoca o aumento de quedas que podem ocasionar traumas, luxações e fraturas nos ossos e, não raras vezes, levar à incapacitação.

 Devido ao aumento da expectativa de vida da população mundial e consequentemente da população idosa, a sarcopenia vem se tornando uma questão cada vez mais preocupante. Seu nível pode ser prejudicial a ponto de impedir uma vida independente. A perda da força muscular resulta em uma dificuldade da manutenção da estabilidade (equilíbrio), tornando a marcha cada vez mais incerta, o que pode resultar em quedas em geral. Eventos com estes na juventude talvez não assumam grande importância, porém, podem causar grandes prejuízos a um sistema osteomuscular enfraquecido com o avanço da idade.

 O problema pode ser evitado e até mesmo revertido com uma alimentação balanceada, uma vida psicologicamente saudável e a prática de atividades ou exercícios físicos de maneira consciente e com um acompanhamento do médico esportivo.

 Para cumprir o seu papel de gerir a saúde física e mental do ser humano, a medicina esportiva se vale de algumas ações como a realização de testes de força, velocidade e capacidade aeróbica. Também avalia as condições gerais do paciente, orienta as atividades e mede e acompanha as evoluções.

Tais procedimentos viabilizam o aumento da massa magra e a melhora a força muscular o que, além de diminuir o risco de tombos, facilita os movimentos do braços, pernas e tronco. No caso dos idosos, ainda ajuda no combate de doenças como hipertensão, derrames, varizes, obesidade, diabetes, osteoporose, ansiedade, depressão, problemas no coração e pulmões e restabelece o equilíbrio e a coordenação motora. Além disso, aumenta a autoestima, a confiança e a aceitação da autoimagem, trazendo mais bem-estar geral.