terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Fibromialgia: veja como aliviar os sintomas da síndrome


Condição é caracterizada por dor musculoesquelética generalizada, fadiga e sono não reparador


A fibromialgia tem ganhado cada vez mais visibilidade no debate público e na área da saúde, principalmente pelos impactos que provoca na qualidade de vida de quem convive com a condição. A síndrome, marcada por dores crônicas e sintomas persistentes, pode comprometer o desempenho no trabalho, a vida social e o bem-estar emocional, além de dificultar a realização de atividades cotidianas.


Em janeiro, entrou em vigor a Lei nº 14.705, que abre a possibilidade de reconhecimento de pessoas com fibromialgia e outras doenças semelhantes como indivíduos com deficiência. O enquadramento, no entanto, depende de uma avaliação biopsicossocial multiprofissional e interdisciplinar, que considera impedimentos nas funções e estruturas do corpo, bem como limitações no desempenho de atividades e na participação social.


Conforme a Sociedade Brasileira de Reumatologia, cerca de 3% da população brasileira convive com a fibromialgia. A condição é mais frequente em mulheres — de cada dez pacientes diagnosticados, sete a nove são do sexo feminino —, mas também pode afetar homens, idosos, adolescentes e até crianças.


Sintomas da fibromialgia e seus impactos no sono

Segundo Karina Paez, profissional da área de clínica médica do AmorSaúde, rede de clínicas parceiras do Cartão de TODOS, a fibromialgia não se manifesta apenas por meio da dor. "A doença vem acompanhada de outros sintomas que vão muito além do físico, como alterações no sono, no humor e na disposição, queixas frequentes que acabam impactando diretamente a rotina dos pacientes", afirma.


Ela explica que esses sintomas costumam estar "relacionados à forma como o sistema nervoso processa a dor, fazendo com que estímulos comuns sejam percebidos de maneira mais intensa". Com o tempo, esse quadro pode tornar tarefas simples mais cansativas e prejudicar o equilíbrio emocional, como é o caso do sono. Isso porque a dificuldade para dormir bem é uma das queixas mais comuns entre pessoas com fibromialgia e um fator que contribui para o aumento da dor. "Quem convive com a síndrome costuma ter um sono leve e fragmentado, mesmo quando dorme por várias horas", destaca Karina Paez.


Segundo a médica, a dificuldade em atingir fases profundas do sono compromete a recuperação do corpo. "Quando o descanso não é adequado, o organismo se torna mais sensível à dor, o cansaço aumenta e o cérebro passa a amplificar os estímulos dolorosos", alerta. Esse cenário cria um ciclo difícil de romper, em que a dor prejudica o sono e o sono ruim intensifica a dor.


Hábitos que ajudam a aliviar os sintomas

Apesar de não ter cura, a fibromialgia pode ser amenizada com mudanças simples no dia a dia. Entre os principais hábitos recomendados estão:


1. Prática regular de atividade física leve

Exercícios como caminhada, alongamento, pilates e hidroginástica ajudam a reduzir a dor, melhorar a mobilidade e aumentar a disposição física, desde que respeitando os limites do corpo.


2. Manutenção de horários regulares para dormir

Criar uma rotina de sono, com horários consistentes para deitar e acordar, contribui para um descanso mais reparador e pode reduzir a sensibilidade à dor.


3. Controle do estresse emocional

Estratégias para lidar com o estresse, como momentos de lazer, técnicas de relaxamento ou acompanhamento terapêutico, auxiliam no equilíbrio emocional e no controle dos sintomas.


4. Cuidados com a alimentação

Reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados, açúcar e gorduras pode ajudar no controle da inflamação e favorecer a melhora do bem-estar geral.


5. Acompanhamento médico regular

O seguimento contínuo com profissionais de saúde permite ajustes no tratamento e orientações individualizadas, fundamentais para garantir mais qualidade de vida ao paciente.


Mitos e verdades sobre a fibromialgia

Ainda cercada de desinformação, a fibromialgia gera muitas dúvidas. Confira alguns mitos e verdades sobre a síndrome:


1. A fibromialgia é uma doença psicológica

Mito. Embora possa surgir após eventos traumáticos, físicos ou emocionais, a fibromialgia não é considerada uma doença exclusivamente psicológica. A origem da síndrome ainda não é totalmente conhecida, mas acredita-se que envolva fatores genéticos, neurológicos, psicológicos e imunológicos.


2. Existem exames para confirmar a fibromialgia

Mito. O diagnóstico é clínico, baseado na conversa entre médico e paciente e na exclusão de outras doenças. Não há exames laboratoriais ou de imagem que confirmem ou descartem a fibromialgia.


3. A fibromialgia não tem cura

Verdade. A síndrome ainda não tem cura, mas é possível agir para amenizar os sintomas. Sem tratamento adequado, pode levar à limitação funcional e queda significativa na qualidade de vida, o que reforça a importância do acompanhamento médico contínuo.


4. A alimentação pode ajudar no controle dos sintomas

Verdade. Apesar de não existir uma dieta específica para a fibromialgia, mudanças alimentares podem auxiliar no controle dos sintomas. Dietas que reduzem alimentos inflamatórios e ultraprocessados costumam trazer benefícios relatados por pacientes.


5. A fibromialgia é um tipo de artrite

Mito. Diferentemente das artrites, a fibromialgia não provoca inflamação nem causa danos às articulações, músculos ou tecidos. No entanto, pode coexistir com outras doenças reumáticas.


Quando procurar um médico

A avaliação médica é indicada sempre que a dor passa a interferir na rotina ou quando surgem sintomas como cansaço excessivo, alterações importantes do sono ou do humor. Além disso, sinais diferentes do padrão habitual, febre ou perda de peso involuntária devem ser investigados. O acompanhamento regular permite ajustar o tratamento e oferecer mais qualidade de vida a quem convive com a fibromialgia.


Fonte: Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/fibromialgia-veja-como-aliviar-os-sintomas-da-sindrome,ee52cd4e1d244fd4a4368691da44188e7kh11uv4.html?utm_source=clipboard - Por Nayara Campos - Foto: StockImageFactory.com | Shutterstock / Portal EdiCase


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Celulite: conheça 5 mitos e verdades sobre os furinhos na pele


A celulite é conhecida por causar incômodo em muitas mulheres, principalmente na região das pernas; tire suas dúvidas!

 

A celulite é um tema que ainda gera muitas dúvidas, principalmente em relação à causa por trás dos famosos e temidos furinhos na pele, que causam incômodo em tantas mulheres. Para esclarecer alguns mitos e verdades sobre essa condição, reunimos abaixo as dúvidas mais frequentes que as pacientes do método GoldIncision - forma de tratamento que associa as técnicas de bioestimulação e descolamento para tratar a celulite sem cirurgia - fazem aos profissionais. Confira:

 

A celulite pode ser hereditária?

Verdade. Se sua mãe, avós e tias possuem celulite, há grandes chances dela aparecerer em seu corpo também. No entanto, não é regra. O gene é apenas um dos fatores que pode ser considerado a causa desta condição. 

 

A celulite só aparece em pessoas sedentárias?

Mito. O excesso de peso e a má forma podem fazer com que os furinhos fiquem mais aparentes, porém, a celulite pode aparecer em qualquer tipo de corpo, seja ele sedentário ou não. Assim, para prevenir o surgimento da celulite, é importante praticar exercícios físicos regularmente. 

 

A água ajuda prevenir condição?

Verdade. Além de uma dieta bem equilibrada, com alimentos que diminuam a inflamação, beber água e manter-se hidratada auxiliam na firmeza e elasticidade da pele. Além disso, ajuda a eliminar diversas toxinas do corpo por meio da urina e do suor, reduzindo o inchaço. 

 

Jeans apertado causa celulite?

Verdade. De acordo com os profissionais da GoldIncision, o jeans favorece o surgimento dos furinhos na pele. A roupa muito apertada dificulta a circulação e contribui para o inchaço, dois fatores que estão entre as causas desse incômodo. 

 

Celulite é assunto para depois dos 30?

Mito. A celulite é uma condição que pode surgir em qualquer idade. Por isso, é importante adotar protocolos de prevenção como dieta e exercícios, além da realização de procedimentos como drenagem linfática e radiofrequência.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/celulite-conheca-5-mitos-e-verdades-sobre-os-furinhos-na-pele,76c9b06939956f0455eb1c8418d74c02md1wxkz1.html?utm_source=clipboard - Por: Raquel Barreto / Alto Astral - Foto: Shutterstock / Alto Astral

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Falta de libido masculina: 5 principais motivos e como resolver


Os homens também estão sujeitos a falta do prazer sexual

 

A ausência da libido atinge homens de várias idades e os motivos são diversos. Dessa maneira, o tratamento precisa ser feito o quanto antes para evitar complicações mais graves.

 

"Homens que estejam passando por problemas pessoais dos mais diversos tipos podem sofrer com a falta de libido, pois estão focados no problema vivido e automaticamente deixam de lado o interesse sexual", explica o médico urologista e cofundador da Omens, Dr. João Brunhara.

 

Portanto, com a ajuda do especialista, separamos os 5 principais motivos para a falta de libido masculina e a maneira ideal de encarar esse problema. Confira:

 

5 motivos para falta de libido masculina

1. Cansaço

Rotina pesada de trabalho, fadiga e estresse podem causar cansaço excessivo e atrapalhar qualquer rotina sexual. Afinal, energia é fundamental.

 

2. Estilo de vida não saudável

Homens que consomem álcool, drogas e são fumantes podem enfrentar a falta de libido e até mesmo apresentar disfunção erétil. Sendo assim, rever os hábitos torna-se fundamental.

 

3. Baixa autoestima

Homens inseguros e que não se consideram atraentes o suficiente para parceiras (os), normalmente, estão mais propensos a sofrer com falta de libido. Ou seja, a origem pode ser psicológica também.

 

4. Depressão e ansiedade

Quando a saúde mental não está em dia é muito difícil que as pessoas, sejam homens ou mulheres, tenham "cabeça" para o sexo e se sintam com vontade de transar.

 

5. Dificuldade de ereção

Homens que sofrem com dificuldade de ereção tendem a se sentir desconfortáveis e inseguros durante as relações sexuais.

 

Como tratar a falta de libido masculina?

"Com a identificação dos sintomas, o paciente deve consultar um urologista, que solicitará ao paciente exames de sangue para medir o nível de testosterona", afirma o Dr. João.

A partir do diagnóstico, dois tratamentos são recomendados: a psicoterapia e a reposição hormonal. No primeiro ocorre um acompanhamento psicológico para identificar as possíveis causas. No entanto, se houver baixa concentração de testosterona, um urologista poderá indicar a reposição hormonal para regular o nível desse hormônio no corpo.

 

Jovens estão transando menos

Uma pesquisa do Datafolha em conjunto com a Omens citou que um em cada quatro jovens não transa há dois anos. Uma das causas é a baixa libido, que no caso do público mais jovem está ligada a problemas psicológicos e emocionais, o que influencia diretamente no desejo sexual.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/falta-de-libido-masculina-5-principais-motivos-e-como-resolver,d9f7d90400d8bb0c7b63baba64f2de21ojsrvi0o.html?utm_source=clipboard - Por: Guilherme Faber / Sport Life - Foto: Shutterstock / Sport Life

sábado, 14 de fevereiro de 2026

8 maneiras simples de reduzir o consumo de produtos ultraprocessados


Aprenda a reconhecer ingredientes nocivos e veja sugestões de trocas simples para uma alimentação mais saudável

 

Você talvez já esteja tentando limitar o consumo de alimentos ultraprocessados. De fato, eles vêm sendo apontados recentemente como o inimigo público nº 1 da saúde pública, já que um conjunto cada vez maior de pesquisas os associa a maiores riscos de doenças cardíacas e derrames, além de outros problemas importantes de saúde, como diabetes, comprometimento cognitivo e transtornos mentais. Um dos principais motivos é a grande quantidade de sal, açúcares e gorduras não saudáveis que os ultraprocessados normalmente fornecem, somada ao fato de que é muito fácil consumi-los em excesso.

 

O que são alimentos ultraprocessados?

Teresa Fung, professora adjunta de nutrição da Escola de Saúde Pública T.H. Chan da Universidade Harvard, usa termos simples. "Eles são uma forma de alimento que está muito distante do que era originalmente", explica. "É a diferença entre um pacote de batatas fritas e uma batata."

 

Os alimentos ultraprocessados geralmente contêm longas listas de conservantes, corantes, aromatizantes e outros ingredientes que nunca seriam encontrados em uma cozinha doméstica, acrescenta ela. Entre os principais vilões estão os "junk foods", como salgadinhos, refrigerantes, cachorros-quentes e fast food. Mas exemplos menos óbvios de ultraprocessados incluem frios, produtos de padaria embalados, barras de lanche e refeições para micro-ondas — muitas vezes aquelas com alegações de "saudável" no rótulo.

 

É bem provável que pelo menos alguns alimentos da sua despensa se enquadrem como ultraprocessados. "Não conseguimos evitar totalmente os alimentos processados", admite Teresa. "Trata-se mais de escolher alimentos menos processados sempre que possível."

 

Experimente estas trocas pensadas para ajudar a reduzir o nível de processamento de alguns alimentos consumidos com frequência.

 

1- Tire os pães da embalagem

Examine os rótulos dos pães pré-embalados no supermercado, e você provavelmente verá que muitos contêm quantidades impressionantes de aditivos, como melhoradores de massa, emulsificantes e conservantes.

"Tente comprar pães de uma padaria local ou de uma rede com apenas algumas lojas na região", sugere Teresa. "Esses pães podem ter menos aditivos ou conservantes, já que não precisam viajar tanto."

 

2- Escolha o iogurte simples sem açúcar — e dê sabor do seu jeito

As prateleiras do supermercado estão cheias de opções de iogurte. Procure marcas sem espessantes, corantes ou adoçantes (inclusive artificiais) e dê sabor em casa com frutas frescas ou congeladas e depois descongeladas (use a função 'descongelar' do micro-ondas). Ou misture um pouco da sua geleia favorita, sugere Teresa. "Assim você controla a doçura. A maioria dos iogurtes saborizados já é doce demais", diz ela.

 

3- Monte seu próprio cereal

Cereais prontos para consumo são um café da manhã rápido, mas alguns têm quantidades surpreendentemente altas de sódio e açúcares vindos de ingredientes como "clusters de iogurte" ou pedaços "açucarados". A melhor opção: encontre um cereal com lista simples de ingredientes e um grão integral como primeiro item — por exemplo, trigo triturado, flocos de farelo ou um cereal do tipo "de nozes". Dê um toque especial adicionando oleaginosas, sementes de girassol ou frutas secas sem açúcar.

 

4- Prefira aves ou carnes assadas inteiras em vez de frios

Frios costumam ser ricos em sódio, gordura e conservantes. Mas opções mais saudáveis geralmente estão na seção de comidas prontas do supermercado, onde você pode encontrar alimentos menos processados — como peru assado, peito de frango ou carne bovina magra — que podem ser fatiados na hora. Pergunte no balcão com quais ingredientes são preparados ou verifique o site da loja, sugere Teresa. "Se forem marinados, isso pode acrescentar muito sal."

 

5- Desprocesse seus queijos

É óbvio que queijo "natural" é uma escolha melhor do que "alimento à base de queijo" processado. Mas certifique-se de comprar o queijo natural em bloco, e não já ralado ou em "migalhas" — que muitas vezes contêm agentes antiaglomerantes ou inibidores de mofo adicionados. Você evita conservantes e obtém sabor mais fresco se ralar ou esfarelar o queijo em casa. Usar um processador de alimentos torna isso super-rápido.

 

6- Prepare seu próprio molho para salada

Molhos prontos engarrafados podem ser um verdadeiro campo minado de aditivos, muitas vezes contendo emulsificantes, espessantes e conservantes para mantê-los homogêneos, fáceis de despejar e duráveis na geladeira. Crie o hábito de fazer seus próprios molhos à base de óleo e vinagre, que levam apenas alguns minutos para serem agitados em um pote com suas ervas e especiarias favoritas. Esfarele um pouco de queijo ou acrescente um pouco de mostarda para intensificar o sabor — ou uma colherada de iogurte grego natural para dar cremosidade.

 

7- Busque crocância em pipoca, nozes ou crackers simples em vez de salgadinhos

Se bater vontade de comer salgadinhos crocantes (e palitos de cenoura e salsão não forem suficientes), prefira oleaginosas ricas em nutrientes ou pipoca rica em fibras (evite as versões de micro-ondas), que oferecem ingredientes benéficos junto com a crocância. Ou experimente um punhado de crackers integrais, diz Teresa. "Procure marcas com pouco sal e apenas dois ou três ingredientes simples."

 

8- Faça um molho rápido "caseiro" de tomate ou para pizza

Embora seja possível encontrar molhos industrializados com listas curtas de ingredientes, muitos são carregados de sal e adoçantes como açúcar ou xarope de milho rico em frutose. Em vez disso, use uma lata de purê de tomate sem adição de sal para preparar um molho rápido, com um pouco de azeite e seus temperos favoritos. (Observe que ácido cítrico é adicionado a muitos produtos de tomate enlatados. Embora seja considerado um conservante seguro, você pode optar por uma marca que não o contenha.)

 

Principais conclusões

É quase impossível — e também desnecessário — evitar completamente os alimentos ultraprocessados, afirma Teresa: "O mais importante é evitar aqueles que têm menor valor nutricional." Concentre-se também em minimizar o nível de processamento dos alimentos que você consome regularmente. Compare rótulos para encontrar versões menos processadas de itens comuns como pães, iogurtes, cereais e lanches, e adote algumas etapas simples de preparo de refeições em casa.

 

Este conteúdo foi traduzido com o auxílio de ferramentas de Inteligência Artificial e revisado por nossa equipe editorial.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/8-maneiras-simples-de-reduzir-o-consumo-de-produtos-ultraprocessados,cb3395cfd4503d25a0c603d1923d338c1jzidyxs.html?utm_source=clipboard - Por: Joyce Hendley (Harvard Health Publishing)

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Retenção de líquidos: 7 alimentos que ajudam a desinchar rápido


Conheça opções naturais que combatem a retenção de líquidos, equilibram o sódio no organismo e promovem o bem-estar através de propriedades diuréticas e nutritivas

 

A sensação de inchaço é um desconforto comum na rotina de muitas pessoas. Ela pode estar ligada diretamente à alimentação e ao consumo excessivo de sal. O calor intenso e uma rotina sedentária também contribuem para o problema.

 

A boa notícia é que alguns alimentos específicos auxiliam o corpo na eliminação do excesso de líquidos. Eles contribuem para uma sensação mais rápida de leveza e bem-estar. Pequenas escolhas no prato podem mudar a forma como o organismo lida com o acúmulo de água.

 

O que é a retenção de líquidos

A retenção de líquidos é o acúmulo excessivo de água nos tecidos do corpo. O fenômeno ocorre quando os fluidos não são devidamente drenados ou eliminados pelo organismo. A percepção visual mais comum é o inchaço em áreas específicas.

 

Pernas, pés, mãos e abdômen costumam ser as regiões mais afetadas. Em alguns casos o inchaço pode causar marcas na pele após o uso de roupas apertadas. Esse processo está frequentemente relacionado a hábitos alimentares e ao estilo de vida atual.

 

Por que a alimentação influencia no inchaço

A dieta desempenha um papel fundamental no equilíbrio hídrico do corpo humano. O excesso de sódio é o principal vilão nesse processo químico. O sal favorece a retenção de água nas células para manter o equilíbrio osmótico.

 

Além disso a baixa ingestão de água pura dificulta a eliminação natural desses líquidos acumulados. O corpo entende a falta de hidratação como um sinal para estocar o que já possui. Alguns alimentos possuem efeito diurético natural e ajudam a reverter esse quadro de estagnação.

 

7 alimentos que ajudam a desinchar

1. Pepino

O pepino possui um alto teor de água em sua composição. Ele apresenta um baixo teor de sódio e ajuda na hidratação das células. O vegetal atua como um estimulante natural para o funcionamento dos rins. Consumir pepino em saladas auxilia na eliminação de toxinas acumuladas no sistema excretor.

 

2. Abacaxi

Esta fruta ajuda na digestão devido à presença de enzimas específicas. O abacaxi contribui para o equilíbrio geral do organismo e reduz inflamações leves. Ele auxilia no processamento de proteínas e facilita o trânsito intestinal. O consumo regular favorece a redução do inchaço abdominal após as refeições.

 

3. Melancia

A melancia é composta majoritariamente por água e nutrientes essenciais. Ela contribui diretamente para a hidratação profunda e a eliminação de líquidos retidos. Sua ação no corpo é refrescante e depurativa. A fruta estimula a produção de urina sem causar desidratação ou perda de minerais importantes.

 

4. Aspargos

O aspargo é mundialmente conhecido pelo seu efeito diurético natural. Ele contém aminoácidos que ajudam o corpo a liberar o excesso de água. O consumo deste vegetal auxilia na redução da pressão sobre os tecidos inchados. É uma opção nutritiva e funcional para acompanhar as refeições principais.

 

5. Salsa

A salsa pode ajudar a estimular a eliminação de líquidos de forma eficiente. Ela possui propriedades que beneficiam a filtragem renal. O uso da erva como tempero ou em sucos verdes potencializa a excreção de sódio. É um ingrediente simples que faz diferença na redução da congestão hídrica.

 

6. Chá verde

O chá verde auxilia o metabolismo e a redução do inchaço corporal. Ele contém substâncias antioxidantes que melhoram a circulação sanguínea. A bebida favorece a quebra de toxinas e estimula a atividade renal constante. Beber o chá ao longo do dia ajuda a manter o corpo em movimento interno.

 

7. Banana

A banana é rica em potássio e essencial para o equilíbrio celular. O potássio ajuda a neutralizar os efeitos negativos do excesso de sódio no corpo. Ao equilibrar esses minerais o organismo libera a água que estava retida desnecessariamente. A fruta é uma aliada prática para combater o inchaço matinal.

 

Dicas para potencializar o efeito desincha

Não basta apenas incluir alimentos específicos na dieta diária. Beber água regularmente ao longo do dia é fundamental para sinalizar ao corpo que ele pode liberar o estoque retido. A redução do consumo de alimentos ultraprocessados é outro passo vital.

 

Esses produtos costumam conter doses elevadas de conservantes e sal escondido. Evitar o excesso de sal no preparo das refeições caseiras também protege o sistema cardiovascular. Manter uma rotina de movimento físico ajuda a bombear os líquidos pelos vasos linfáticos.

 

Quando o inchaço merece atenção especial

O inchaço persistente deve ser observado de forma responsável e cuidadosa. Se o sintoma for frequente e não diminuir com mudanças na dieta o alerta deve ser ligado. Casos acompanhados de dor intensa, vermelhidão ou febre local exigem cuidado imediato.

 

O inchaço unilateral apenas em uma das pernas também é um sinal de risco. Nestas situações a importância de procurar um profissional de saúde é absoluta. O médico poderá avaliar se o problema está ligado ao coração, rins ou sistema circulatório.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/retencao-de-liquidos-7-alimentos-que-ajudam-a-desinchar-rapido,d3bde039029f40458f35e37d9fe74edanbl4768c.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia