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terça-feira, 23 de junho de 2026

Como reduzir gordura visceral e cuidar da saúde, segundo especialista


Acúmulo de gordura na região abdominal vai além da estética e pode aumentar o risco de diversas doenças

 

Resumo

A gordura visceral, que se acumula entre órgãos abdominais, está ligada a sérios riscos à saúde, como diabetes e problemas cardíacos. Para reduzi-la, especialistas recomendam hábitos saudáveis, como consumir mais frutas e vegetais, praticar exercícios aeróbicos e musculação regularmente, e optar por carboidratos de qualidade.

Quando o assunto é gordura abdominal, nem toda ela é igual. Enquanto parte da gordura fica localizada logo abaixo da pele, existe outro tipo que merece ainda mais atenção: a gordura visceral.

Ela se acumula entre os órgãos da região abdominal e está associada a um maior risco de problemas como diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares e alterações metabólicas. Por isso, reduzir esse tipo de gordura não é apenas uma questão estética, mas também de saúde.

Segundo o químico, educador físico e atleta IFBB Pro Renato Cariani, alguns hábitos podem ajudar a combater o acúmulo de gordura visceral e melhorar a composição corporal. Confira.

 

O que é gordura visceral?

A gordura visceral é aquela armazenada profundamente na cavidade abdominal, envolvendo órgãos como fígado, pâncreas e intestino.

 

Diferentemente da gordura subcutânea, que fica logo abaixo da pele, ela está mais relacionada ao desenvolvimento de doenças metabólicas e cardiovasculares.

 

Entre os fatores que favorecem seu acúmulo estão o sedentarismo, a alimentação inadequada, o excesso de calorias, o estresse e a falta de sono.

 

1. Aumente o consumo de frutas

As frutas costumam ser ricas em fibras, vitaminas e compostos antioxidantes que ajudam no funcionamento do organismo.

Segundo Cariani, algumas opções podem ser especialmente interessantes para quem busca reduzir a gordura visceral, como maçã, abacaxi e frutas vermelhas.

Além de contribuírem para a saciedade, elas ajudam no controle da glicemia e da qualidade da alimentação.

 

2. Inclua mais legumes e vegetais

Os vegetais são importantes fontes de fibras, que auxiliam o sistema digestivo e ajudam no controle do apetite.

Uma alimentação rica em legumes, verduras e hortaliças também favorece o déficit calórico necessário para a redução da gordura corporal.

Por isso, vale a pena garantir esses alimentos em diferentes refeições ao longo do dia.

 

3. Não elimine os carboidratos

Muitas pessoas acreditam que cortar completamente os carboidratos é o caminho mais rápido para perder barriga. No entanto, essa estratégia nem sempre é a mais adequada.

Segundo o especialista, o ideal é reduzir o consumo de açúcares e alimentos ultraprocessados, mas manter fontes de carboidratos de qualidade, como arroz, aveia e batata.

Esses alimentos fornecem energia para os treinos e ajudam a preservar a massa muscular.

 

4. Aposte nos exercícios aeróbicos

Atividades como caminhada, corrida, ciclismo e natação aumentam o gasto calórico e ajudam na utilização da gordura como fonte de energia.

Os exercícios aeróbicos são importantes aliados no processo de emagrecimento e na redução da gordura visceral.

A recomendação é encontrar uma modalidade que seja prazerosa e possa ser praticada regularmente.

 

5. Faça musculação regularmente

A musculação desempenha um papel importante no combate à gordura visceral porque ajuda a aumentar e preservar a massa muscular.

Quanto maior a quantidade de músculos, maior tende a ser o gasto energético do organismo ao longo do dia.

Por isso, combinar treinos de força com atividades aeróbicas costuma ser uma estratégia eficiente para quem deseja melhorar a composição corporal e reduzir a gordura abdominal.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/como-reduzir-gordura-visceral-e-cuidar-da-saude-segundo-especialista,c493094e9f7e3d80d121ac7c16f6fe67j1hxi9ky.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Sport Life

segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Veja os perigos dos alimentos ultraprocessados para a saúde


Eles geralmente têm baixo valor nutricional e alto teor de açúcar, gordura e sódio, contribuindo para o risco de doenças

 

Os alimentos ultraprocessados são produtos industrializados que passam por diversas etapas de processamento e contêm ingredientes artificiais, como corantes, aromatizantes, conservantes e aditivos químicos. Eles geralmente têm baixo valor nutricional e alto teor de açúcar, gordura e sódio, o que pode impactar negativamente a saúde a longo prazo.

 

O consumo desses alimentos tem aumentado no dia a dia principalmente pela praticidade, baixo custo, longa durabilidade e forte apelo publicitário, que estimula sua presença nas rotinas modernas, onde muitas pessoas dispõem de pouco tempo para preparar refeições caseiras.

 

Entre os ultraprocessados mais consumidos no Brasil citados pela Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF/ Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE) de 2017/2018, estão refrigerantes, sucos artificiais, bebidas lácteas adoçadas, biscoitos recheados, bolachas doces e salgadas, pães industrializados, bolos prontos, cereais matinais açucarados e achocolatados. O macarrão instantâneo, as comidas congeladas e os produtos cárneos ultraprocessados — como salsicha, mortadela, presunto, peito de peru, nuggets e hambúrguer industrializado — também fazem parte dessa lista.

 

Perigos dos alimentos ultraprocessados à saúde

A nutricionista Mariana Oshiro Imamura, responsável técnica da Clínica-Escola de Nutrição da Universidade Guarulhos (UNG), alerta que optar por alimentos ultraprocessados pode trazer, ao longo do tempo, riscos significativos à saúde.

 

"Esses produtos possuem excesso de açúcares, gorduras saturadas e sódio. Ao mesmo tempo, apresentam baixo teor de fibras, vitaminas e minerais. Além do perfil nutricional pobre, a presença de aditivos, como corantes, aromatizantes e conservantes, intensifica os efeitos negativos no organismo, favorecendo processos inflamatórios e alterações metabólicas que podem levar ao desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs)", explica.

 

Riscos para a saúde do coração

A nutricionista acrescenta que as gorduras trans e saturadas elevam o colesterol ruim (LDL) e reduzem o bom (HDL), contribuindo para uma possível aterosclerose — formação de placas de gordura, colesterol, cálcio e outras substâncias nas paredes das artérias — e o surgimento de doenças cardiovasculares.

 

Além disso, o consumo excessivo de sódio aumenta a retenção de líquidos, eleva a pressão arterial e sobrecarrega os rins e o sistema cardiovascular, ampliando o risco de hipertensão, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral (AVC).

 

Procure ajuda profissional para reduzir o consumo

Para quem deseja reduzir a ingestão desses tipos de alimentos, Mariana Oshiro Imamura indica buscar a ajuda de um profissional especializado. "O nutricionista auxilia na leitura de rótulos, na substituição inteligente desses produtos e na elaboração de um plano adequado ao estilo de vida de cada pessoa. Essa estratégia é um passo essencial para promover uma rotina mais saudável e prevenir doenças", completa.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/veja-os-perigos-dos-alimentos-ultraprocessados-para-a-saude,190481a898183706be818da2c96194dbrdr6fnd1.html?utm_source=clipboard - Por Cristiane Pappi - Foto: Ground Picture | Shutterstock / Portal EdiCase

sexta-feira, 29 de março de 2024

Dormir mal engorda? Veja o que acontece no corpo!



Além de cansaço, uma noite maldormida pode elevar o risco de doenças

 

Após um longo dia, nada melhor do que uma boa noite de sono. No entanto, nem todas as pessoas conseguem ter um descanso pleno e renovador. Muito além do cansaço, uma noite maldormida pode provocar impactos até mesmo no ganho de peso. Mas por que dormir mal engorda? Entenda o que acontece com o corpo ao ter uma noite maldormida e as consequências de dormir mal.

 

Por que dormir mal engorda?

A falta de sono influencia no ciclo biológico do corpo, principalmente no metabolismo, o que pode favorecer o ganho de peso. Um exemplo é que dormir mal provoca o aumento da liberação do hormônio grelina, peptídeo que causa a sensação de fome, o que gera aumento do apetite e da ingestão alimentar.

 

“Associado a isso, temos a diminuição da liberação de outro hormônio, a leptina, que regula negativamente a ingestão alimentar e incentiva o gasto energético”, fala Edson Issamu, neurologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

 

Quando dormimos mal, os resultados que podem levar ao ganho de peso incluem:

 

Aumento da sensação de fome

Estímulo para ingestão alimentar

Redução do gasto energético

 

No entanto, engana-se quem imagina que dormir mais possa resultar em emagrecimento. “O ganho de peso depende principalmente do desbalanceamento da ingestão de calorias. Somente dormir bem não garante redução do peso, sendo mais um dos elementos necessários”, explica o médico.

 

O que acontece no corpo quando dormimos mal?

O cérebro é o órgão que mais sofre quando dormimos mal. “Durante o sono, alguns neurotransmissores que causam a sensação de cansaço são metabolizados e removidos da bioquímica cerebral. Quando a pessoa dorme mal, estes neurotransmissores não são removidos adequadamente”, informa.

 

Dessa forma, uma noite de sono mal dormida também pode resultar em:

 

Alterações de memória

Fadiga

Dificuldade de concentração

Sonolência excessiva

Dores no corpo

 

Em longo prazo, a falta de um sono reparador pode elevar o risco de doenças crônicas, como diabetes tipo 2, asma e hipertensão, como indicou um estudo publicado no periódico Plos Medicine.

 

Quantas horas de sono são ideais?

O neurologista explica que o tempo ideal de sono pode variar de acordo com a idade. De forma geral, é indicado entre 8 a 12 horas de sono por dia. “Na infância e adolescência temos um aumento da necessidade de sono. Nas idades mais avançadas da vida, temos menos necessidade de sono”, conclui.

 

Fonte: https://www.minhavida.com.br/materias/materia-24074 - Escrito por Sabrina Costa - Validado por Dr. Edson Issamu – Neurologia - Andrii Lysenko/Gettyimages


Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé.

2 Timóteo 4:7