quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Açúcar ou adoçante? Entenda por que evitar o consumo excessivo dos dois


Não é só porque a segunda opção tem menos calorias que o açúcar que ela é saudável, viu?

Açúcar ou adoçante? Todo mundo já ouviu essa pergunta pelo menos uma vez na vida. E muita gente geralmente escolhe a segunda opção por imaginar que é mais saudável, o que pode não ser verdade. “Adoçante é uma substâncias de baixo ou nenhum valor calórico que fornece um gosto doce aos alimentos. Ele foi criado para substituir o açúcar, que sempre foi considerado o vilão da obesidade”, explica a nutricionista Bruna Lyrio, responsável técnica da Clínica Nutrindo Ideais.

Ou seja, ao optar por ele, você realmente vai estar consumindo menos calorias do que estaria com o açúcar. Mas isso não significa que o adoçante é o grande herói da sua dieta. “Ele pode alterar a microbiota intestinal – as bactérias boas que ficam no nosso órgão e que estão relacionadas à saúde do corpo, ao sistema imunológico, nervoso, e até mesmo à perda de peso”, afirma Bruna.

Quer preparar uma receita de salmão fit e deliciosa?
Portanto, pode até ser que a substância ajude pessoas que precisam focar em dietas com restrição de açúcar. Mas é preciso ficar atenta ao consumo excessivo. Ter um acompanhamento profissional e substituir, sempre que puder, alimentos que precisam ser adoçados por coisas mais naturais (frutas e verduras!), são hábitos mais indicados, defende a nutricionista. “O paciente tem que sentir o paladar real dos alimentos, visto que quanto mais doce consumimos, mais temos vontade de comer.”

E estudos recentes apontam que o exagero no adoçante pode não ser a melhor opção até para diabéticos. Isso porque ele foi relacionado com a resistência insulínica, uma vez que estimula a produção de hormônios que desregulam a quantidade de açúcar no sangue. “De uma forma mais simplificada, podemos dizer que isso ocorre porque o sabor doce percebido na boca estimula a produção de insulina.  Logo, o consumo de adoçantes pode favorecer o quadro de resistência insulínica, ganho de gordura no fígado e aumento de peso. Isso favorece um quadro inflamatório, a obesidade e até mesmo o diabetes do tipo 2.”

Existem diferenças até no tipo deles. Os naturais, como estévia e xylitol, são feitos com raízes de plantas, vegetais e cogumelos. E são os mais recomendados. Já os artificiais são produzidos por meio de processos químicos. Alguns exemplos deles são o ciclamato, acessulfame de potássio, aspartame e sacarina.

Quando você for ler o rótulo de algum produto, preste atenção se ele contém: sacarose, sorbitol, eritritol, maltitol, sacarina ou sucralose. Eles também são adoçantes, que muitas vezes passam despercebidos por quem não conhece. A nutricionista Bruna Lyrio nos ajuda com alguns tipos de adoçantes:

Estévia
“Feito da stevia rebaudiana, uma planta nativa da América do Sul. Ou ainda da beterraba, cana de açúcar ou frutas.”

Xylitol
“Encontrado nas fibras de muitos vegetais. Incluindo milho, framboesa e ameixa. Também pode ser extraído de alguns tipos de cogumelo.”

Sucralose
“Sacarose quimicamente modificada, onde o cloro é um dos seus componentes. Sendo assim, pessoas com distúrbios nos hormônios ligados a tireóide devem evitar esse adoçante.”

Aspartame
“É uma combinação de fenilalanina e ácido aspártico, possui alto índice de reações alérgicas e está associado a dores de cabeça.”

Ciclamato de sódio
“Derivado do petróleo, ele possui alto teor de sódio, como o próprio nome já indica. Logo, não é indicado para hipertensos.”


quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Colesterol alto: veja tudo o que você deve comer para controlar o problema


O colesterol é um composto essencial para o organismo, pois desempenha diversas funções, como transporte das gorduras, manutenção da permeabilidade das células, síntese de hormônios e de vitamina D.

O colesterol é composto de frações: o LDL-colesterol, conhecido como “colesterol ruim”, é o que causa acúmulo nas paredes das artérias, aumentando o risco de problemas cardiovasculares.

Já o HDL-colesterol, ou “colesterol bom” representa fator de proteção das artérias, dificultando a entrada do LDL. Os valores considerados de referência para as taxas de colesterol são:

Colesterol ruim (LDL): pessoas com risco cardíaco elevado devem ter taxa abaixo de 50 mg/dl.
Colesterol bom (HDL): a taxa considerada desejável deve estar acima de 40 mg/dl.
Colesterol total: o novo parâmetro indica que a taxa desejável deve estar abaixo de 190 mg/dl.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, o aumento do colesterol ruim pode ser decorrência de diversos fatores, como tendências genéticas, obesidade, idade, gênero, diabetes, sedentarismo e, principalmente, alimentação, já que 30% do colesterol vem do que comemos.

Alimentos que ajudam a controlar o colesterol
Rosana Perim, nutricionista gerente do Serviço de Nutrição do Hospital do Coração (HCor), afirma que, na maioria dos casos, o aumento do colesterol ruim ocorre por meio de hábitos alimentares incorretos, influenciados pelo elevado consumo de comidas em gorduras saturadas e gordura trans.

 Para controlar e combater o colesterol ruim, a profissional lista alimentos considerados “amigos” da saúde e que devem estar sempre presentes no cardápio. Confira as opções:

Verduras e legumes
Frutas
Cereais integrais
Aveia
Laticínios desnatados
Peixes (de preferência salmão, sardinha, anchova e atum)
Azeite de oliva
Azeitona
Óleos vegetais de soja, milho, girassol ou canola
Linhaça
Oleaginosas (como castanhas, nozes, amêndoas, amendoim)

De acordo com a nutricionista, uma alimentação balanceada, rica em frutas, verduras, legumes e cereais integrais é indicada para todos os indivíduos, mas especialmente importante para aqueles que pretendem manter os níveis de colesterol no sangue desejáveis.


Convite de lançamento do livro Minhas Memórias do Professor José Costa


terça-feira, 3 de setembro de 2019

Siga este ritual 20 minutos antes de dormir e garanta um bom sono


Livre-se dos fatores que vêm tirando a tranquilidade das suas noites

Bocejos no escritório e baixas na academia não são os únicos efeitos colaterais de noites maldormidas. Além de passar o expediente se arrastando, você fica com a memória de curto prazo prejudicada (jura que a reunião com o chefe era hoje?).

O alerta vem de um estudo da Universidade de Waterloo, no Canadá. A falha acontece porque é o sono profundo que organiza as lembranças adquiridas durante o dia e a longo prazo.

Se você não consegue parar de contar carneirinhos (ou boletos), preste atenção nos sinais do corpo para identificar os culpados: cansaço mental, alimentação ruim, excesso de estímulos perto da hora de deitar… “Dormir bem é uma questão de autoconhecimento”, diz a acupunturista Renata Pudo, de São Paulo, que sugere este ritual 20 minutos antes de você ir para a cama:

Desligue aparelhos eletrônicos.
Tome um banho morno.
Beba um chá quentinho.
Faça um alongamento para relaxar o corpo todo.

Fonte: https://boaforma.abril.com.br/estilo-de-vida/siga-este-ritual-20-minutos-antes-de-dormir-e-garanta-um-bom-sono/  - Por Fernanda Colavitti (colaboradora) - Hemera Technologies/Thinkstock/Getty Images

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

O que comer antes de dormir para não perder o sono, não ter azia, gases…


Dependendo do que a gente coloca para dentro antes de deitar, pode sentir alguns incômodos e desconfortos

Quem nunca sentiu fome e teve que fazer um lanchinho tarde na noite, que atire a primeira pedra. E quem nunca sentiu um desconforto ao acordar, atire duas. É normal. O fato de que iremos passar horas deitadas sem nos movimentar pode fazer com que certos tipos de alimentos não caiam muito bem antes de dormir. Pensando nisso, conversamos com a nutróloga Nívea Bordin, da Clínica Leger, com unidades no Rio de Janeiro e São Paulo. E ela deu ótimas opções para a sua ceia da noite. Confira:

O que comer antes de dormir para não atrapalhar o sono
O certo mesmo é jantar até as 20 horas para dar tempo de o sistema digestório trabalhar corretamente. “O mais importante é o horário em que você vai comer. Sempre que fizer isso e deitar logo em seguida, a probabilidade de não ter um sono tranquilo é muito maior”, explica a nutróloga.

Se mesmo assim a fome bater, evite carboidratos simples, como farináceos, arroz, pão e massas. Assim como industrializados, processados e fast-food. “Comidas apimentadas e café também devem ser evitados, uma vez que eles te farão acordar com menos disposição no dia seguinte”, conta Nívea Bordin. Segundo ela, vale escolher uma dessas opções (mas só uma, viu?): cinco castanhas-do-pará, 1 fatia de abacate, Whey Protein sem carboidrato ou iogurte natural sem lactose.

O que comer antes de dormir para não ter azia
“O segredo é ingerir uma dose de glutamina pela noite”, diz a nutróloga. A substância é um aminoácido que forma uma camada de proteção por onde passa. Portanto, pode atuar desde o esôfago até o intestino para quem sofre com azia e gastrite. E, claro, é bom também cortar alimentos como o chocolate, tomate, frutas cítricas, pimentas e bebidas alcoólicas.

Para não exagerar nas calorias
Durante o sono, há a liberação de hormônio do crescimento. E apesar de não crescermos mais, ele ainda é importante na fase adulta. “O hormônio tem preferência pela quebra e uso de ácidos graxos do tecido adiposo (gordura) como fonte de energia, queimando calorias a noite enquanto dormimos”, explica Nívea Bordin. Por isso, uma refeição baseada em proteínas faz nosso organismo queimar gordurinhas estocadas enquanto dormimos.

Para não ter gases
Depois de comer, não vá direto para a cama. Movimente-se! Isso facilita a digestão, segundo a médica, e evita os tão desconfortáveis gases. Além disso, passe longe de: lentilha, grão de bico, feijão, ervilhas e outros, como cebola, brócolis, repolho e trigo.