terça-feira, 29 de outubro de 2024

8 vitaminas essenciais para o corpo humano e como incluí-las na dieta


Nutricionista ensina a importância da alimentação diversificada para garantir a ingestão adequada de nutrientes

 

A alimentação equilibrada é a chave para manter o corpo saudável e em pleno funcionamento, e as vitaminas desempenham um papel crucial nesse processo. Elas auxiliam no metabolismo, fortalecendo o sistema imunológico e contribuindo para o bem-estar geral.

 

"A maneira mais eficaz de garantir a ingestão adequada de todas essas vitaminas é manter uma alimentação diversificada, rica em frutas, vegetais, grãos integrais, proteínas magras e gorduras saudáveis. Em alguns casos, como em dietas restritivas ou condições de saúde específicas, a suplementação pode ser necessária, mas sempre sob orientação de um profissional de saúde", destaca Tatiane Araújo, nutricionista e doutora em Ciência e Tecnologia dos Alimentos, docente e coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera.

 

Abaixo, a nutricionista destaca 7 vitaminas essenciais para o corpo humano e em quais alimentos encontrá-las:

 

1. Vitamina A

A vitamina A é essencial para a visão, crescimento celular e saúde da pele e mucosas, primeiras barreiras de defesa do organismo. Por isso, também desempenha um papel importante no fortalecimento do sistema imunológico. 

Fontes alimentares: cenoura, batata-doce, abóbora, espinafre, manga, fígado e ovos.

 

2. Vitamina B1

Fundamental para o metabolismo energético, a vitamina B1 ajuda a converter carboidratos em energia e melhora a transmissão das informações dentro do sistema nervoso. 

Fontes alimentares: cereais integrais, carne de porco, sementes e leguminosas como feijão e ervilha.

 

3. Vitamina B9

Importante para a síntese de DNA e o crescimento celular, especialmente durante a gravidez, uma vez que contribui para o desenvolvimento fetal, a vitamina B9 auxilia na prevenção de anemias e tem sido associada a melhoras na atividade cerebral.

Fontes alimentares: vegetais folhosos, feijões, ervilhas, grãos integrais e abacate.

 

4. Vitamina B12

A vitamina B12 é essencial para a formação de glóbulos vermelhos e para o funcionamento adequado do sistema nervoso. Sua deficiência pode resultar em dois tipos de anemia, a "perniciosa", em que há a diminuição de glóbulos vermelhos, e "megaloblástica", caracterizada pela produção de glóbulos vermelhos grandes e anormais pela medula óssea.

Fontes alimentares: carnes, peixes, laticínios e ovos. Para os vegetarianos, a vitamina B12 pode ser obtida por meio de alimentos fortificados ou suplementos.

 

5. Vitamina C

Conhecida por suas propriedades antioxidantes, a vitamina C é essencial para o fortalecimento do sistema imunológico, absorção de ferro e manutenção da pele na síntese de colágeno. 

Fontes alimentares: frutas cítricas (laranja, limão, tangerina), morangos, kiwi, pimentões e brócolis.

 

6. Vitamina D

A vitamina D é crucial para a saúde dos ossos, ajudando na absorção de cálcio e fósforo. Ela também desempenha um papel importante no fortalecimento do sistema imunológico, pois aumenta a imunidade inata (primeira defesa do organismo) e induz a produção de peptídeos antibacterianos. 

Fontes alimentares: exposição ao sol é a principal fonte. Também pode ser encontrada em peixes gordurosos (salmão, sardinha), fígado de boi, e ovos.

 

7. Vitamina E

A vitamina E atua como antioxidante, protegendo as células do corpo contra danos, tais como radiação ultravioleta e cigarro. Ela também melhora a resposta imunológica e a saúde da pele.

Fontes alimentares: óleos vegetais (girassol, soja, milho), nozes, sementes, espinafre e abacate.

 

8. Vitamina K

Essencial para a coagulação do sangue e para a saúde dos ossos. 

Fontes alimentares: vegetais folhosos verdes como couve, espinafre, brócolis, além de ovos e fígado.

 

"Incorporar uma variedade de alimentos ricos em vitaminas ao dia a dia é essencial para prevenir deficiências nutricionais e garantir o bom funcionamento do organismo. As vitaminas, juntamente com outros nutrientes, formam a base de uma alimentação equilibrada que contribui para a longevidade e qualidade de vida", finaliza Tatiane Araújo.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/8-vitaminas-essenciais-para-o-corpo-humano-e-como-inclui-las-na-dieta,bd8469385ae2a06fc16d4c6b75d4ae65y8mkrpkl.html?utm_source=clipboard - Por Nicholas Montini Pereira - Foto: Oleksiy Mark | Shutterstock / Portal EdiCase


Confia ao Senhor as tuas obras, e teus pensamentos serão estabelecidos. Provérbios 16:3


segunda-feira, 28 de outubro de 2024

10 cuidados importantes durante a prática de atividade física


Veja como alguns hábitos são importantes para evitar problemas de saúde

 

A prática de atividade física tem se tornado cada vez mais comum na rotina dos brasileiros, como comprovam academias, parques e ruas cada vez mais lotados. Segundo a pesquisa “Vigitel 2006-2023 Prática de Atividade Física”, divulgada pelo Ministério da Saúde (MS), de 2009 a 2023 cresceu o número de pessoas com 18 anos ou mais que praticam atividade física no tempo livre, de 30,3% para 40,6%.

 

Esse fato pode ser explicado pelos benefícios proporcionados pelos exercícios, como prevenção de doenças e aumento da longevidade. “Entre outros benefícios, a prática de exercícios físicos melhora a circulação e o retorno venoso, contribui para a queima de gordura e para o desenvolvimento da musculatura e fortalece o sistema imunológico”, explica a cirurgiã vascular Dra. Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular.

 

Todavia, antes de entrar no modo atleta e começar a treinar, é importante adotar alguns cuidados para prevenir problemas e até melhorar a performance. Veja a seguir!

 

1. Busque orientação profissional

Antes de iniciar a prática de qualquer tipo de atividade física , é importante que você procure um profissional capacitado, como educadores físicos, para orientá-lo sobre como realizar os exercícios físicos corretamente.

“A prática de atividade física sem o devido acompanhamento profissional pode acarretar sobrecarga, repetição excessiva e realização incorreta dos exercícios, que estão entre as principais causas de lesões do joelho, por exemplo”, afirma o Dr. Marcos Cortelazo, ortopedista especialista em joelho e traumatologia esportiva, membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT).

O médico acrescenta que, caso você já sinta dores, é importante também consultar um ortopedista para passar por uma avaliação e verificar quais tipos de exercícios você está apto a praticar.

 

2. Atente-se à alimentação

Uma alimentação inadequada antes do treino pode provocar sintomas como tonturas, enjoos e outros desconfortos digestivos. “O ideal é realizar uma alimentação leve, com alimentos de digestão não muito rápida, como iogurte com granola, banana com aveia, sanduíche de pão integral com pasta de amendoim e geleia sem açúcar ou suco de beterraba, laranja, maçã e chia. Todas essas são opções excelentes de pré-treino leve e de fácil e lenta digestão pela presença de fibras”, explica a nutróloga Dra. Marcella Garcez, diretora e professora da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN).

Após o treino, também é importante ter atenção com a alimentação para repor as energias. “Depois do treino, é recomendado realizar uma refeição adequada para repor as necessidades de carboidratos, proteínas, gorduras e água de acordo com a intensidade da atividade”, acrescenta.

 

3. Comece devagar

Exercitar-se de forma exagerada também pode causar sintomas como tontura e dor de cabeça, além de favorecer o surgimento de lesões. Por exemplo, uma pessoa sedentária que realiza exercícios muito intensos na academia pode acabar passando mal, pois o corpo dela não está preparado para aquele tipo de atividade. “Por isso, o ideal é que a atividade física seja introduzida de forma lenta e progressiva”, destaca a Dra. Aline Lamaita.

 

4. Utilize roupas adequadas

O atrito entre a pele suada e a roupa pode favorecer o surgimento de erupções acneiformes, como cravos, espinhas e foliculite, problema popularmente conhecido como acne mecânica. “Tecidos como lã, elastano e nylon, muito utilizados em roupas de frio, e poliéster, comum em trajes esportivos, estão entre os principais culpados”, diz a dermatologista Dra. Claudia Marçal, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Segundo a médica, isso acontece porque esses tecidos causam uma fricção maior com a pele e impedem que ela respire, causando superaquecimento e retenção do suor. Para prevenir, a Dra. Claudia Marçal recomenda evitar o uso de calças muito justas e roupas de tecidos que retêm o suor.

“Para evitar o surgimento destas erupções acneiformes, prefira sempre roupas de algodão. Além disso, após o exercício, remova a roupa suada o mais breve possível, para permitir que a pele respire adequadamente e prevenir o entupimento dos poros e o aparecimento de foliculite”, recomenda.

 

5. Escolha o calçado correto

O tipo de tênis que você utiliza durante os exercícios físicos também é importante. “O calçado deve oferecer estabilidade, possuir um tamanho adequado para seu pé e, claro, ser confortável. Além disso, o tênis escolhido deve estar de acordo com o seu tipo de pisada e a atividade física que será praticada”, explica o Dr. Marcos Cortelazo.

Conforme o médico, o calçado pode variar conforme a atividade física. “Quem realiza caminhadas ou corridas, por exemplo, deve optar por tênis específicos que possuam um bom sistema de amortecimento para reduzir o impacto do contato com o solo nas articulações”, exemplifica. No caso do treino de pernas em agachamento, por exemplo, o tênis deve ter solado reto. O especialista ressalta que, na dúvida quanto ao calçado ideal, a melhor opção é pedir orientação de um ortopedista.

 

6. Verifique a possibilidade de usar uma meia de compressão

As meias de compressão podem ser grandes aliadas para praticantes de atividade física. “Existem diversos benefícios em usar a meia elástica esportiva. Por exemplo, o acessório mantém os músculos aquecidos, dá sustentação à musculatura, diminuindo a vibração muscular, melhora o retorno venoso e reduz a concentração de ácido lático e pirúvico nos músculos”, diz a Dra. Aline Lamaita.

Segundo ela, a meia pode até favorecer o rendimento na atividade física. “Tudo isso resulta em redução da fadiga muscular e diminuição da incidência de câimbras e dores na panturrilha, além de diminuir o tempo de recuperação pós-atividade física. Além disso, a meia também melhora a propriocepção e o alinhamento muscular. Com isso, temos uma melhora de rendimento durante o esporte”, explica.

Mas antes de começar a usar as meias de compressão é importante consultar um cirurgião vascular para receber orientações específicas quanto ao modelo adequado e o modo de uso. “Uma meia compressiva colocada de forma errada ou com a compressão errada pode garrotear a perna e prejudicar a circulação. Logo, é indispensável consultar um cirurgião vascular”, alerta a profissional.

 

7. A quecimento é essencial

Independentemente do exercício, é fundamental realizar uma sessão de aquecimento antes de iniciá-lo. “O aquecimento é indispensável para preparar o corpo todo, de articulações até órgãos como o coração, para o exercício que está por vir. Começar a se exercitar com o músculo e as articulações ainda rígidas pode favorecer a ocorrência de lesões”, diz o Dr. Marcos Cortelazo.

Vale ressaltar ainda que alongamento e aquecimento não são sinônimos e ambos devem ser realizados antes da prática de exercícios, iniciando com o aquecimento e, em seguida, o alongamento. “O alongamento ajuda a aumentar a flexibilidade dos músculos e a amplitude das articulações, o que contribui, por exemplo, para diminuir a carga e a pressão sobre os joelhos e, consequentemente, o risco de lesões”.

 

8. Aposte em exercícios de fortalecimento

Engana-se quem acredita que exercícios de fortalecimento muscular são indicados apenas para atletas de alto rendimento. Na verdade, é uma prática que deve ser adotada por qualquer pessoa, pois é de grande ajuda principalmente na prevenção de lesões dos joelhos.

“Como o joelho depende da ação de 10 músculos para funcionar: quadríceps femoral (vasto medial, vasto intermédio, vasto lateral e reto femoral), isquiotibiais (semitendíneo, semimembranáceo e bíceps femoral), tensor da fáscia lata e gastrocnêmios (gastrocnêmio medial e gastrocnêmio lateral), o alongamento e fortalecimento desses músculos melhora a função articular do joelho”, explica o Dr. Marcos Cortelazo.

Além disso, conforme o médio, o fortalecimento também ajuda a manter a estabilidade durante o movimento e reduz a carga sobre a articulação. “Logo, se os músculos da região estiverem fracos, a locomoção fica prejudicada e a articulação torna-se mais propensa ao desgaste e danos. Por isso, os exercícios de fortalecimento muscular são indispensáveis, afinal, quanto mais fortes forem seus músculos, mais protegidas estarão suas articulações”, destaca.

 

9. Cuide da pele após o treino

Após praticar qualquer tipo de exercício físico, é importante adotar uma rotina de cuidados com a pele pós-treino, pois, segundo a Dra. Claudia Marçal, o suor possui um pH muito ácido, o que pode prejudicar o tecido cutâneo, gerando desidratação, irritação e até mesmo acne devido ao entupimento dos poros.

 “Após o treino, é fundamental higienizar, tonificar, hidratar e, caso você malhe durante o dia, proteger a pele. No caso das atividades mais pesadas, que geram mais radicais livres, é recomendado ainda usar ativos antioxidantes na hora da hidratação, para evitar o enfraquecimento das proteínas de sustentação da pele. Podemos utilizar ingredientes como Vitamina C, Alistin, Arct-Alg, Hyaxel e ácido hialurônico com o objetivo de hidratar a pele e reparar o tecido”, diz a especialista.

 

10. Fique atento aos sinais do seu corpo

Ao sentir dores, por exemplo, no joelho durante a prática de atividade física, não ignore! Interrompa o exercício e preste atenção na evolução da dor. “Normalmente, dores que ocorrem durante ou após a prática de atividade física e desaparecem espontaneamente não tendem a ser graves. Geralmente, trata-se de dor pós-esforço”, explica o Dr. Marcos Cortelazo.

No entanto, conforme o médico, dores que não regridem espontaneamente são um sinal de alerta. “Nesses casos, é fundamental que você não tente continuar a prática e busque um ortopedista o quanto antes para passar por uma avaliação e receber o diagnóstico e o tratamento adequado”, finaliza.

 

Fonte: https://saude.ig.com.br/parceiros/edicase/2024-10-28/10-cuidados-importantes-durante-a-pratica-de-atividade-fisica.html - Por Pedro Del Claro - Imagem: Studio Romantic | Shutterstock

 

Mil poderão cair ao teu lado, e dez mil à tua direita; mas tu não serás atingido.

Salmos 23:4

domingo, 27 de outubro de 2024

Não basta escovar os dentes: 7 hábitos que provocam mau hálito


O cuidado com os dentes deve ir muito além da higienização. Conheça 7 atitudes que trazem prejuízos para a saúde bucal

 

Está bastante enganado quem acredita que basta escovar os dentes e fazer o uso do fio dental para manter a saúde bucal em dia. Na verdade, é preciso muito mais do que isso, o que inclui abandonar alguns hábitos comuns, que podem parecer inofensivos.

 

A saúde bucal pode garantir um sorriso bonito, mas, além disso, ela está atrelada ao bem-estar de todo o organismo. Um exemplo é a ligação dos dentes com o coração. Segundo a cirurgiã-dentista Marcela O ́Neal, aproximadamente 36% das mortes ligadas aos problemas cardíacos tem início na saúde bucal. 

 

"Investir no cuidado da saúde bucal contribui com o diagnóstico e a prevenção de problemas como infarto, endocardite bacteriana e acidente vascular cerebral (AVC). Desses, mais de 40% dão os primeiros indícios através de sintomas na boca'', estima a especialista.

 

Por isso, é imprescindível manter uma boa rotina de cuidados com os dentes. O  cirurgião-dentista Anderson Brasil destaca sete hábitos que você deve abandonar. Confira:

 

1) Mastigar e morder objetos

Ter o hábito de mordiscar objetos como tampa de caneta, por exemplo, é bastante prejudicial para a saúde dos dentes. “O ato de mastigar apenas de um lado é algo que costuma ser involuntário, porém, devemos prestar atenção. A saúde bucal é colocada em risco levando a uma sobrecarga dos dentes, com maior risco de desgaste e dores musculares", afirma o especialista.

 

2) Escovar os dentes com muita força

Preste atenção quando for escovar os dentes, e tome cuidado para não aplicar muita força na escova. Isso porque, esse ato, de acordo com Anderson, "pode danificar a gengiva e os dentes, podendo desencadear sensibilidade e ferimentos".

 

3) Abrir garrafas e embalagens com os dentes

Nesse caso, o perigo é lesionar a mandíbula ou quebrar algum dente, adverte o cirurgião-dentista.

 

4) Palitar os dentes

"O uso de palitos pode lesionar a gengiva resultando em uma inflamação ou infecção, além de provocar uma retração gengival levando a uma sensibilidade na área", alerta o profissional.

 

5) Manter bebidas ácidas por muito tempo na boca

"Bebidas alcoólicas em excesso provocam ressecamento da mucosa bucal aumentando a suscetibilidade para o desenvolvimento de diversos problemas. Refrigerantes também podem levar a erosão do esmalte dos dentes", explica. Portanto, é recomendável diminuir o consumo desses produtos.

 

6) Fazer procedimentos estéticos de maneira inadequada

O especialista destaca que é importante saber que todo tratamento deve ser feito com cautela e com um profissional capacitado para tal procedimento.

 

7) Fumar

Cessar o tabagismo é fundamental, pois o cigarro "pode desencadear inflamações na gengiva, perda de dentes e até mesmo desenvolver câncer na boca", finaliza Anderson.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/nao-basta-escovar-os-dentes-7-habitos-que-provocam-mau-halito,6c7c3a0974673aeaa298a2f5848fc075llfvu3sh.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock


"E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane; Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos." Mateus 24:4

sábado, 26 de outubro de 2024

Veja como a alimentação ajuda a controlar a pressão alta


O cuidado com a alimentação alta é fundamental para controlar e prevenir a pressão alta

 

As novas diretrizes da Sociedade Europeia de Cardiologia trouxeram mudanças significativas para o entendimento dos níveis saudáveis da pressão arterial. Valores entre 12 por 7 e 13 por 8 passaram a ser classificados como elevados, o que exige maior atenção para evitar complicações. Essa atualização reforça, também, a importância de cuidados contínuos para prevenir a hipertensão e seus impactos na saúde.

 

“A hipertensão, mais comumente chamada de pressão alta, é a condição crônica mais comum no mundo todo. É um grande fator de risco para doenças cardíacas, afeta um bilhão de pessoas e é responsável por uma em cada oito mortes a cada ano”, explica a Dra. Deborah Beranger, endocrinologista com pós-graduação em Endocrinologia e Metabologia pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro (SCMRJ).

 

Controlando a pressão alta

Segundo a Dra. Marcella Garcez, nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia, a primeira orientação alimentar, quando se trata de controlar a pressão alta, é reduzir a ingestão de sal e alimentos que contenham grandes concentrações de sódio.

 

“O sódio, presente no sal, é um micronutriente que realiza a função de controlar as funções renais, a pressão arterial e os impulsos nervosos, por exemplo. Há evidências comprovadas de que o excesso desse micronutriente pode alterar a pressão arterial sanguínea e outras funções do organismo, levando ao desenvolvimento de hipertensão, doenças cardiovasculares e até mesmo a morte”, alerta a especialista.

 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que o consumo de sal não ultrapasse 5 gramas por dia, o que equivale a aproximadamente 2 gramas de sódio. “Então, retirar o saleiro da mesa e diminuir o consumo de fast-foods e produtos embutidos, enlatados e industrializados são medidas fundamentais no controle da hipertensão arterial”, acrescenta a médica.

 

Cuidados com a alimentação

Uma dieta saudável para o coração e para o controle da pressão arterial vai muito além da redução da ingestão de sódio. “O consumo de alimentos antioxidantes, com alto teor de fibras e ricos em compostos bioativos hipotensores, pode ajudar a reduzir os níveis pressóricos”, diz a Dra. Marcella Garcez.

 

Segundo ela, o potássio é um grande aliado contra a hipertensão. “O potássio ajuda a equilibrar os níveis de sódio no corpo, pois auxilia os rins a excretarem o excesso desse micronutriente pela urina. E, além disso, ainda promove o relaxamento das paredes dos vasos sanguíneos, melhorando o fluxo do sangue e ajudando a reduzir a pressão nas artérias”, diz a profissional.

 

Fontes de potássio e magnésio

Para controlar a pressão, a nutróloga recomenda a ingestão de alimentos pobres em sódio e ricos em potássio, magnésio e fibras. “Banana, abacate, laranja, batata-doce e espinafre são exemplos de alimentos ricos em potássio, então ajudam a equilibrar os efeitos do sódio”, explica a Dra. Marcella Garcez.

 

Além do potássio, alguns alimentos também podem favorecer a pressão arterial de outras maneiras. “O potássio também está presente em leguminosas, como feijões e ervilha, que ainda contêm fibras, assim como os cereais integrais, ajudando assim na manutenção de níveis saudáveis de pressão arterial”, lista a médica.

 

“Já o magnésio pode ser encontrado nas oleaginosas como nozes, amêndoas e sementes de linhaça”, destaca a Dra. Marcella Garcez, que também recomenda o consumo de peixes marinhos gordurosos, incluindo sardinha e salmão, que, por serem ricos em ômega 3, ajudam a relaxar os vasos sanguíneos. “E o alho e a cebola também possuem compostos bioativos com a funcionalidade de ajudar na dilatação dos vasos sanguíneos”, acrescenta.

 

Benefícios da dieta DASH no controle da hipertensão

Existe, inclusive, uma dieta desenvolvida especificamente para prevenir e tratar a pressão alta: a dieta DASH, que tem foco em vegetais, frutas, grãos integrais, laticínios com baixo teor de gordura e proteínas magras, enquanto desencoraja o consumo de alimentos com gorduras saturadas e trans.

 

Pesquisas mostraram que pessoas que seguem a dieta DASH podem reduzir sua pressão arterial em alguns pontos em apenas duas semanas. “Com o tempo, a pressão arterial sistólica (o número mais alto em uma leitura de pressão arterial) pode cair de oito a 14 pontos, o que reduz significativamente o risco de doença cardiovascular. Os efeitos positivos para a saúde podem ser ainda maiores se o DASH for combinado com uma dieta com baixo teor de sódio”, explica a Dra. Deborah Beranger.

 

E um aspecto interessante é que os efeitos são maiores em pessoas com hipertensão ou pressão arterial mais alta na linha de base, o que é comparável a medicamentos anti-hipertensivos. “Os resultados de estudos reforçam que intervenções dietéticas podem ser úteis como medicamentos anti-hipertensivos em pessoas com maior risco de pressão arterial alta e devem ser uma opção de tratamento de primeira linha de rotina para tais indivíduos”, acrescenta.

 

Efeitos adicionais da dieta DASH na saúde

Evidências ainda mostraram que a dieta DASH também é altamente eficaz na redução do colesterol no sangue. “O maior consumo de fibras, provenientes de vegetais e frutas, e a redução do consumo de gordura saturada explicam os benefícios da dieta na redução do colesterol no sangue”, diz a endocrinologista.

 

Claro, uma dieta individualizada com acompanhamento médico e nutricional é sempre o melhor caminho. “Porém, temos fortes evidências que colocar em prática esse tipo de padrão alimentar traz benefícios para pacientes com síndrome metabólica, incluindo, além de hipertensão arterial, obesidade, resistência à insulina e níveis alterados de colesterol e triglicérides no sangue”, finaliza a Dra. Deborah Beranger.

 

Fonte: https://saude.ig.com.br/parceiros/edicase/2024-10-25/veja-como-a-alimentacao-ajuda-a-controlar-a-pressao-alta.html - Por Maria Claudia Amoroso - Imagem: Katinkah | Shutterstock


Mas eu vou restaurar a saúde e curar as suas feridas ‘, declara o SENHOR. (Jeremias 30:17)


sexta-feira, 25 de outubro de 2024

Saiba quais alimentos nunca deve congelar


Alguns alimentos perdem propriedades nutricionais e apresentam mudanças na textura e sabor quando congelados

 

Congelar alimentos pode ser uma solução prática para preservar a comida, mas nem todos os alimentos são adequados para o freezer. De acordo com a nutricionista Camila Pedrosa, em entrevista ao jornal Metrópoles, alguns alimentos perdem propriedades nutricionais e apresentam mudanças na textura e sabor quando congelados. Veja a seguir os principais exemplos e os motivos para evitá-los no congelador.

 

1. Vegetais de folha verde, como alface e couve

Embora o espinafre seja uma exceção, a maioria dos vegetais de folha verde perde a frescura e textura quando congelados, tornando-se moles e sem sabor. Isso ocorre porque as células vegetais são danificadas pela formação de cristais de gelo, o que compromete sua estrutura natural.

 

2. Tomate

O congelamento altera a textura do tomate, tornando-o pastoso ao descongelar. No entanto, se o alimento for processado em molhos ou sopas antes do congelamento, o problema é minimizado, pois a alteração de consistência já é incorporada ao preparo.

 

3. Batata

Congelar batatas faz com que se formem cristais de gelo em suas fibras, o que causa mudanças significativas na textura ao serem descongeladas, resultando em uma batata sem maciez e com sabor comprometido.

 

4. Chuchu e pepino

Ambos os vegetais possuem um alto teor de água. O congelamento danifica suas células, o que resulta em uma textura aguada e pouco agradável ao paladar quando descongelados.

 

5. Melancia e melão

Assim como o pepino e o chuchu, essas frutas têm elevado teor de água, o que compromete sua textura. O descongelamento deixa a polpa aguada e sem a consistência fresca esperada.

 

6. Frutas cítricas, como limão e laranja

Além de a textura ser afetada, as frutas cítricas podem perder vitaminas hidrossolúveis, como a vitamina C, durante o congelamento. Para preservar seus nutrientes, é recomendável armazenar apenas o suco das frutas.

 

7. Peixes ricos em ômega-3, como salmão e sardinha

Embora o congelamento possa ser seguro, o ômega-3, presente em peixes como salmão e sardinha, é suscetível à oxidação, o que pode afetar a qualidade nutricional desses alimentos.

 

Segundo Camila Pedrosa, a escolha do armazenamento adequado ajuda a preservar o sabor, a textura e os nutrientes dos alimentos, sendo fundamental seguir recomendações específicas para cada tipo de alimento, garantindo a qualidade e a segurança na hora do consumo.

 

Fonte: https://www.noticiasaominuto.com.br/lifestyle/2216325/saiba-quais-alimentos-nunca-deve-congelar - © Shutterstock

 

Deixo-vos a paz; a minha paz vos dou. Não vos dou como o mundo dá. Não deixeis que vossos corações se perturbem e não tenham medo. (João 14:27)