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sábado, 15 de fevereiro de 2025

A verdadeira dieta antinflamatória


A inflamação crônica é um problema de saúde silencioso, mas crescente, que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Embora muitas vezes vista como uma resposta temporária do corpo a infecções ou lesões, a inflamação pode se tornar um inimigo persistente e invisível, alimentando uma série de doenças crônicas, incluindo problemas cardíacos, diabetes e até câncer. Em um momento em que dietas da moda e tendências de saúde estão mais acessíveis do que nunca, surge uma pergunta importante: como podemos lidar com a inflamação de maneira eficaz? Existe uma solução simples ou é necessário um esforço mais profundo e sustentável?

 

Nos últimos anos, pesquisadores e especialistas têm se debruçado sobre essa questão. A resposta, como frequentemente acontece no campo da saúde, não é simples e envolve uma combinação de fatores – do que comemos à quantidade de exercício que fazemos, sem esquecer da nossa saúde mental. Embora o conceito de inflamação crônica seja complexo, uma coisa é clara: encontrar formas eficazes de combatê-la pode melhorar a qualidade de vida e reduzir o risco de doenças graves.

 

A Iniciação da inflamação crônica

A inflamação é uma resposta natural do corpo a lesões ou infecções, um mecanismo de defesa essencial para a nossa sobrevivência. Porém, quando o corpo entra em um estado de inflamação constante, sem a presença de uma ameaça direta, surgem complicações. A inflamação crônica pode ser silenciosa, mas é uma das principais responsáveis pelo avanço de várias doenças, incluindo doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, e até mesmo alguns tipos de câncer.

O processo de inflamação crônica pode ser comparado a um alarme que não para de disparar. O corpo, em sua tentativa de defender-se, continua a produzir substâncias químicas pró-inflamatórias que, com o tempo, podem prejudicar tecidos saudáveis e desencadear uma série de condições crônicas. Pesquisas indicam que essa inflamação prolongada está profundamente conectada ao envelhecimento celular e ao aumento do risco de doenças degenerativas.

 

Dieta e inflamação: o que deveríamos comer?

Nos últimos anos, a alimentação tem sido apontada como um dos principais fatores capazes de influenciar os níveis de inflamação no corpo. A relação entre dieta e inflamação não é nova, mas ela tem ganhado cada vez mais atenção à medida que mais estudos científicos demonstram como certos alimentos podem exacerbar ou, pelo contrário, reduzir a inflamação.

Uma das primeiras reações ao procurar uma solução dietética para a inflamação é a eliminação de alimentos considerados “inflamatórios”. Por exemplo, as chamadas nightshades (solanáceas), como tomates, batatas e berinjelas, têm sido acusadas de aumentar a inflamação devido a uma substância chamada solanina, que pode ser tóxica em grandes quantidades. No entanto, estudos mais recentes revelam que a evidência científica não sustenta essa alegação. Um estudo da Universidade da Califórnia, em São Francisco, constatou que não há pesquisas conclusivas demonstrando que a solanina tenha um efeito direto sobre a inflamação em seres humanos. Além disso, vegetais como tomates e berinjelas são ricos em nutrientes e compostos anti-inflamatórios, como os polifenóis e fibras, que ajudam a manter a saúde intestinal e reduzem a inflamação.

Em vez de cortar esses alimentos da dieta, especialistas recomendam uma abordagem mais balanceada, com foco em alimentos anti-inflamatórios comprovados cientificamente. Alimentos como frutas, vegetais, nozes e peixes ricos em ácidos graxos ômega-3 têm se mostrado eficazes na redução da inflamação. Um exemplo disso é o azeite de oliva, que contém compostos antioxidantes como os polifenóis, que podem proteger contra os danos causados pela inflamação crônica.

Mas, de longe, a dieta mais indicada para reduzir a inflamação não se resume a um único alimento. A Dieta Mediterrânea, amplamente estudada por suas propriedades anti-inflamatórias, tem sido constantemente associada à redução dos marcadores inflamatórios no sangue e à diminuição do risco de doenças cardíacas e outros distúrbios relacionados à inflamação.

 

A dieta mediterrânea: um estudo longo e concreto

O estudo PREDIMED, conduzido por mais de 20 anos, revela que a Dieta Mediterrânea é uma das abordagens mais eficazes para combater a inflamação crônica. O estudo envolveu mais de 7.000 pessoas com risco elevado de doenças cardíacas, mostrando que os participantes que seguiram a dieta mediterrânea – rica em peixe, azeite de oliva, frutas, legumes e grãos integrais – apresentaram uma redução significativa na inflamação e um risco 30% menor de desenvolver doenças cardiovasculares em comparação com aqueles que seguiram uma dieta de baixo teor de gordura.

A explicação para os efeitos positivos dessa dieta é multifacetada. O consumo de peixes ricos em ômega-3, como o salmão, por exemplo, ajuda a reduzir a inflamação ao ser incorporado à camada lipídica das células, tornando-as menos suscetíveis à inflamação. Além disso, a alta ingestão de fibras presentes em vegetais e leguminosas também desempenha um papel crucial, ajudando a regular o microbioma intestinal, que tem sido identificado como um fator chave na modulação da inflamação no corpo.

 

O papel do exercício na inflamação crônica

Embora a alimentação tenha um impacto significativo na inflamação, a quantidade e o tipo de exercício que fazemos também são fatores cruciais. Existe uma ideia errônea amplamente divulgada de que o exercício de alta intensidade pode aumentar a inflamação crônica, especialmente os treinos mais intensos, como o HIIT (treinamento intervalado de alta intensidade). No entanto, pesquisas recentes desafiaram esse mito.

O exercício, como o próprio corpo, reage à intensidade da atividade. É verdade que exercícios extenuantes, como maratonas, podem causar um aumento temporário nos marcadores inflamatórios devido ao estresse muscular e à microlesão nos tecidos. Contudo, essa inflamação é passageira e, com a recuperação adequada, o corpo tende a voltar a um estado equilibrado. Em estudos conduzidos por Grace Rose, da Universidade da Costa do Sol, na Austrália, foi demonstrado que, independentemente da intensidade do exercício, a prática regular não aumenta o risco de inflamação crônica. Na verdade, o exercício moderado e intenso é mais eficaz para reduzir a inflamação crônica ao melhorar a saúde cardiovascular e reduzir o estresse, dois fatores que estão intrinsecamente ligados ao aumento da inflamação.

 

O impacto do estresse e da qualidade do sono

A dieta e o exercício são fundamentais, mas um aspecto igualmente importante na luta contra a inflamação é a gestão do estresse e a obtenção de uma boa noite de sono. O estresse crônico ativa o sistema imunológico e aumenta os níveis de cortisol, um hormônio que, em excesso, pode favorecer a inflamação. Diversas estratégias para reduzir o estresse, como meditação, yoga ou simplesmente atividades de lazer, têm se mostrado eficazes.

Além disso, um sono de boa qualidade também é crucial para reduzir a inflamação. A falta de sono ou o sono de má qualidade aumentam os níveis de marcadores inflamatórios no corpo, tornando mais difícil combater a inflamação crônica.

 

Não existe cura mágica, mas há soluções

A inflamação crônica é um fenômeno complexo que não pode ser resolvido com uma solução rápida. Tomates ou tomar um shot de cúrcuma não são respostas mágicas. A verdadeira chave para reduzir a inflamação está em adotar um estilo de vida saudável que combine uma dieta equilibrada, exercício regular, boa qualidade de sono e técnicas de gerenciamento do estresse. A Dieta Mediterrânea, rica em alimentos anti-inflamatórios e antioxidantes, e a prática de exercícios moderados a intensos têm se mostrado extremamente eficazes na redução da inflamação crônica.

No entanto, é importante entender que combater a inflamação não é uma tarefa de um único passo, mas um esforço contínuo e holístico que envolve uma série de mudanças no estilo de vida. Em um mundo repleto de soluções rápidas e modismos, o verdadeiro caminho para uma vida mais saudável e menos inflamada está em escolhas conscientes e sustentáveis a longo prazo.

 

Fonte: https://hypescience.com/a-verdadeira-dieta-antinflamatoria/#google_vignette - Por Marcelo Ribeiro

terça-feira, 5 de junho de 2012

Dieta mediterrânea tem benefícios físicos e mentais


Mais saúde

Há anos a dieta mediterrânea tem sido associada com uma menor probabilidade de doenças, sobretudo com menores riscos cardiovasculares.

Mas será que esse jeito de se alimentar poderia não apenas evitar males, mas também reforçar a saúde e gerar benefícios físicos e mentais?

É justamente isso o que demonstrou agora um estudo conduzido por pesquisadores das universidades de Las Palmas e Navarra, na Espanha.

"O envelhecimento progressivo da população torna ainda mais interessante descobrir fatores que possam aumentar a qualidade de vida e a saúde da população," justifica Patricia Sánchez Henríquez, coordenadora do estudo.

Influências da dieta mediterrânea

O estudo analisou a influência da dieta mediterrânica na qualidade de vida de uma amostra de mais de 11.000 estudantes universitários, durante um período de quatro anos.

A fim de verificar se a dieta mediterrânea era mesmo seguida, o consumo de vegetais, leguminosas, frutas, cereais e peixe recebia notas positivas pelos estudantes, enquanto o consumo de carne, produtos lácteos e álcool era desvalorizado.

Os resultados revelam que aqueles que ficaram mais tempo com uma pontuação mais elevada apresentaram igualmente resultados mais altos nas avaliações de qualidade de vida em termos de bem-estar mental e físico.

A ligação é ainda mais forte em termos de qualidade de vida física, relata o artigo, publicado no European Journal of Clinical Nutrition.

Pirâmide da dieta do Mediterrâneo

A dieta mediterrânea se caracteriza pelo consumo de frutas, verduras, legumes, peixes, azeite e nozes.

As refeições principais sempre contam com três elementos básicos: cereais, frutas e legumes, e produtos lácteos.

As carnes são preteridas em relação aos peixes e frutos do mar. Quando ingeridas, devem se restringir a carnes magras. Ovos são outra fonte importante de proteínas.

Além disso, deve-se incluir uma ingestão diária de 1,5 e 2 litros de água.

O azeite de oliva constitui a principal fonte de gordura na dieta mediterrânea.

Também é recomendado um consumo moderado de vinho ou outras bebidas fermentadas.

Açúcar, doces, bolos, doces e bebidas açucaradas estão no topo da pirâmide da alimentação mediterrânea, a parte menor da pirâmide, o que significa que devem ser consumidos ocasionalmente e em pequenas quantidades.

Os resultados obtidos pelos pesquisadores espanhóis vêm reforçar uma pesquisa recente feita na Suécia.

http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=dieta-mediterranea-beneficios-fisicos-mentais&id=7833&nl=nlds - Imagem: Wikimedia

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Como a dieta mediterrânea protege o cérebro


Você já deve ter ouvido falar da dieta mediterrânea, famosa por ser saudável e trazer benefícios ao corpo ao longo do tempo.

A dieta mediterrânea é baseada na dieta das populações do litoral do Mar Mediterrâneo, como as populações litorais da Itália e da Grécia. A dieta possui uma abundância de frutas e vegetais frescos, peixe, grãos integrais, legumes, gorduras monoinsaturadas como azeite de oliva, e quantidades moderadas de álcool. Tem uma baixa quantidade de carne vermelha, gorduras saturadas como manteiga, e grãos refinados.

Agora, mais um estudo sugere que pessoas que seguem a dieta de estilo mediterrânico têm melhor saúde. Dessa vez, o benefício é que ela produz menos danos aos pequenos vasos de sangue no cérebro.

Seguir a dieta mediterrânica já foi relacionado a um menor risco de síndrome metabólica, doença cardíaca, derrame, demência e maior longevidade.

Mas os pesquisadores dizem que nenhum estudo olhou para a possível ligação da dieta com o volume hipersensível da substância branca (WMHV, na sigla em inglês) no cérebro, que pode ajudar a explicar alguns destes efeitos benéficos.

O volume é um indicador de danos aos pequenos vasos sanguíneos do cérebro e é detectado através de ressonância magnética.
Estudos anteriores demonstraram que altas quantidades de WMHV no cérebro podem significar maior risco de derrame e demência.

No novo estudo, os pesquisadores compararam as imagens cerebrais e as dietas de 966 adultos com idade média de 72 anos.

A dieta relatada dos participantes foi classificada de acordo com a proximidade da dieta mediterrânica.

Os resultados mostraram que aqueles que mais seguiam uma dieta mediterrânica apresentaram menor medida de WMHV. Cada aumento na pontuação da dieta mediterrânica foi associado com uma diminuição correspondente no volume hipersensível de substância branca.

O benefício manteve-se mesmo após ajuste para outros fatores de risco para danos aos vasos sanguíneos no cérebro, como diabetes, tabagismo, pressão arterial alta e níveis de colesterol anormais.

Os pesquisadores dizem que o aspecto da dieta mediterrânea que mais parecia importar nesse benefício foi a proporção de gordura monoinsaturada por gordura saturada.

As gorduras monoinsaturadas são encontradas em muitos óleos vegetais, abacate e nozes. As gorduras saturadas são encontradas principalmente em carnes e produtos lácteos, bem como em alguns alimentos industrializados.

Ainda assim, os resultados sugerem que o padrão alimentar global da dieta mediterrânica, ao invés de qualquer um dos componentes individuais, pode ser mais relevante para explicar seus benefícios saudáveis.[WebMD]

Fonte: http://hypescience.com/dieta-mediterranica-pode-proteger-o-cerebro/ - Por Natasha Romanzoti

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Pessoas bem informadas alimentam-se melhor


Comunicação de qualidade

Quanto mais informação as pessoas recebem - pela TV, jornais ou internet - mais elas aderem à dieta Mediterrânea, um dos padrões alimentares mais saudáveis no mundo.

Segundo um grupo de cientistas italianos, está na hora de abandonar a crença geral de que a mídia seja sempre uma fonte de maus hábitos.

TV, jornais e internet, quando usados para transmitir informações de qualidade, podem se transformar em uma ferramenta para promover a saúde, afirma Marialaura Bonaccio, que conduziu o estudo.

Influência dos meios de comunicação

O estudo se destaca por ser um dos primeiros a levar em conta todos os meios de comunicação usados pelas pessoas para se informar no seu dia-a-dia.

Estudos sobre o impacto da televisão isoladamente são bastante comuns, e têm resultado em conclusões negativas para os meios de comunicação.

"A literatura científica tem focado principalmente no assistir TV, considerado um fator de risco para a saúde principalmente porque representa uma medida de inatividade física e de comer porcarias," diz Marialaura.

"Em nosso estudo, nós demos atenção à capacidade das pessoas em se informarem usando os meios de comunicação de massa, incluindo a internet, os jornais e as revistas," explica ela.

Dieta Mediterrânea

Para isolar os efeitos dessas informações sobre a saúde, os cientistas se concentraram na adoção de hábitos alimentares conhecidos como dieta Mediterrânea, que não é uma dieta no sentido tradicional do termo, mas uma forma de alimentação comprovadamente saudável.

Dieta Mediterrânea melhora saúde e faz viver mais

Os resultados mostraram que as pessoas que tiveram acesso a mais informações consomem uma quantidade maior de alimentos-chave na composição da dieta Mediterrânea.

Isto inclui o consumo de frutas, vegetais e peixes, assim como um baixo consumo de gorduras animais.

Visão tradicional

Segundo os pesquisadores, seus resultados contestam a visão tradicional de que as informações nos meios de comunicação sejam fragmentadas ou imprecisas quando se trata da saúde.

"O próximo passo será avaliar as fontes de informação individuais e estudar as mudanças que a internet está introduzindo na forma como as pessoas, sobretudo os mais jovens, estão se informando sobre assuntos de saúde," afirmam eles.

O estudo, chamado Projeto Moli-sani, inclui a participação de 25.000 pessoas da região de Campobasso, na Itália, o que transformou a região em uma espécie de grande laboratório científico para estudos de saúde e comportamento.

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=pessoas-bem-informadas-alimentam-se-melhor&id=7335&nl=nlds

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Dieta mediterrânea adiciona 3 anos a sua expectativa de vida


Segundo um novo estudo, comer grandes quantidades de vegetais e peixe, além de consumir produtos à base de animais como carne e leite com moderação, pode aumentar a chance de viver em mais de 20%.

Essa dieta mediterrânea, com alto teor de fibras e baixo teor de gordura, reduz o risco de câncer, doenças cardíacas, entre outras condições. Agora, o estudo mais recente sobre a dieta comparou seus efeitos sobre a longevidade em milhares de pessoas com 70 anos de idade ou mais, ao longo de mais de 40 anos.

“Isto significa na prática que as pessoas idosas que comem uma dieta mediterrânea vivem cerca de 2 a 3 anos a mais do que aqueles que não a fazem”, disse o pesquisador Gianluca Tognon.

Três estudos separados apoiam as conclusões desse relatório. Um examinou os benefícios da dieta sobre as pessoas na Dinamarca, um sobre as pessoas no norte da Suécia e um sobre as crianças.

Tognon, um italiano nativo, disse: “A conclusão que podemos tirar desses estudos é que não há dúvida de que uma dieta mediterrânea está associada a uma melhor saúde, não só para os idosos, mas também para os jovens”.

De acordo com a Unesco, a dieta mediterrânea é baseada em produtos como peixe, legumes, nozes e frutas, mas também inclui uma estrutura de tradição, onde o conhecimento é passado entre as gerações e através das comunidades.

Desde 1950, os cientistas têm estudado a dieta típica de países como Itália e Grécia, depois de perceber que as pessoas nos países do sul europeu desfrutavam vários benefícios de saúde sobre os seus homólogos do norte.

No início deste ano, uma revisão de 50 estudos existentes, que analisou um total de 500.000 pessoas, descobriu que as que seguem a dieta têm menos probabilidade de desenvolver problemas de saúde que podem causar doença cardíaca, como obesidade, diabetes e pressão alta. O benefício da dieta consiste nos “efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios” dos alimentos.

Estudos anteriores também alegaram que a comida mediterrânea pode proteger contra o câncer e a demência.[Telegraph]

Fonte: http://hypescience.com/dieta-mediterranea-adiciona-3-anos-a-sua-expectativa-de-vida/ - Por Natasha Romanzoti