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quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Apneia do sono pode aumentar risco de AVC; saiba como se prevenir


Dormir mal pode aumentar o risco de AVC. Entenda como a apneia do sono afeta o cérebro e quando procurar ajuda médica.

 

Resumo

Dormir mal pode ter consequências sérias para o cérebro e o corpo. A apneia do sono, por exemplo, aumenta o risco de AVC devido à falta de oxigênio e inflamação nos vasos. Diagnóstico e tratamento adequados, como o uso do CPAP e mudanças no estilo de vida, são essenciais para prevenir complicações.

Dormir bem vai muito além de descansar. Quando a pessoa não consegue dormir direito, o cérebro sofre consequências importantes. Uma delas é o aumento do risco de AVC.

Esse problema fica ainda mais preocupante na apneia do sono. O distúrbio interrompe a respiração várias vezes durante a noite. Assim, o corpo deixa de se recuperar como deveria.

 

O que acontece quando se dorme mal

Durante o sono, o cérebro reorganiza informações e consolida memórias. Também regula hormônios e mantém funções vitais em equilíbrio. Por isso, dormir mal afeta todo o organismo.

Na apneia do sono, essas funções ficam prejudicadas repetidamente. O sono se torna fragmentado e superficial. E o corpo acorda sem a restauração necessária.

A apneia obstrutiva é a forma mais comum do distúrbio. Ela acontece quando a musculatura da língua e da garganta relaxa demais. Isso bloqueia a passagem de ar para os pulmões.

Como resultado, a oxigenação no sangue cai. A pessoa sofre despertares breves, muitas vezes sem perceber. A noite passa, mas o descanso não acontece de verdade.

 

Como a apneia aumenta o risco de AVC

A ligação entre apneia e AVC é direta. Cada pausa respiratória provoca falta de oxigênio no organismo.

 

Isso gera inflamação nos vasos sanguíneos.

Segundo o neurocirurgião Orlando Maia, o endotélio também sofre danos. Essa é a camada interna que reveste e protege os vasos. Quando ela é afetada, o risco de obstrução cresce.

A falta de oxigênio favorece a formação de coágulos. Esses coágulos podem interromper a circulação cerebral. E isso abre caminho para o AVC.

Além disso, o esforço para retomar a respiração pesa no coração. "O esforço constante para retomar a respiração ativa de forma exagerada o sistema nervoso autônomo", explica o médico. Esse efeito altera a pressão arterial e a frequência cardíaca.

O especialista também alerta para o surgimento de arritmias. Entre elas, está a fibrilação atrial. Esse quadro é mais um fator de risco para o AVC.

Estudos mostram números preocupantes sobre o tema. Homens com apneia do sono têm mais que o dobro de risco de AVC. Isso acontece mesmo quando outros fatores já estão controlados.

 

Sono e cérebro em alerta

A relação entre dormir mal e o cérebro é ampla. O problema não se limita ao cansaço do dia seguinte. Ele pode afetar a saúde vascular e neurológica.

O cérebro depende de um sono contínuo para funcionar bem. Quando isso não ocorre, o organismo entra em estado de alerta constante. Esse estado desgasta o sistema cardiovascular.

Além disso, a apneia pode aparecer após o próprio AVC. "O problema também pode ser consequência do próprio AVC", explica Orlando Maia. Até metade dos pacientes pode desenvolver apneia depois do evento.

m um terço dos casos, o quadro se mantém de forma crônica. Isso pode dificultar a reabilitação. E também aumenta a chance de novos episódios.

 

Sinais que merecem atenção

Ronco alto e frequente.

Pausas respiratórias percebidas por outra pessoa.

Sonolência excessiva durante o dia.

Acordar cansado, mesmo após muitas horas na cama.

Dificuldade para se concentrar.

Dor de cabeça ao acordar.

 

Esses sinais não devem ser ignorados. Eles podem indicar que a pessoa não está conseguindo dormir de forma saudável. E isso merece avaliação médica.

 

Como é feito o diagnóstico

O diagnóstico da apneia começa com avaliação especializada. O exame mais importante é a polissonografia. Ele analisa parâmetros respiratórios, cardíacos e cerebrais durante a noite.

Esse exame ajuda a medir a gravidade do problema. Também orienta o melhor tratamento para cada caso. Por isso, é um passo fundamental.

Muitas pessoas convivem com o distúrbio sem saber. Elas acham que o ronco é apenas incômodo. Mas o quadro pode esconder um risco maior.

Quando há suspeita, a investigação não deve demorar. Quanto antes o diagnóstico acontecer, melhor. Isso reduz a chance de complicações sérias.

 

O que ajuda a reduzir os riscos

Felizmente, a apneia tem tratamento. Quando ela é controlada, o risco de AVC diminui bastante. Isso reforça a importância de procurar ajuda.

O CPAP é considerado o método mais eficaz. O equipamento envia pressão positiva contínua para manter as vias aéreas abertas. Assim, ele melhora a respiração durante o sono.

Outras medidas também fazem diferença no tratamento. Controle de peso, mudança de posição ao dormir e menos álcool ajudam. Em alguns casos, sedativos também precisam ser reduzidos.

sses cuidados complementam o uso do CPAP. E tornam o tratamento mais eficiente no dia a dia. O segredo está na constância.

 

Checklist de prevenção

Observar sinais de ronco e pausas respiratórias.

Procurar avaliação médica se houver sonolência excessiva.

Fazer a polissonografia quando indicada.

Seguir corretamente o uso do CPAP.

Reduzir álcool e sedativos.

Cuidar do peso corporal.

Ajustar a posição ao dormir.

 

Dormir bem é prevenção!

Dormir bem não é luxo. É uma necessidade para o cérebro e para o corpo. No contexto do AVC, isso faz ainda mais sentido.

A apneia mostra como noites ruins podem afetar a saúde de forma silenciosa. O distúrbio desgasta vasos, coração e cérebro. E tudo isso pode começar apenas com um ronco ignorado.

"O que acontece à noite interfere diretamente na saúde do dia seguinte", resume a lógica do problema. Por isso, cuidar do sono é uma forma concreta de prevenção. E essa prevenção pode salvar vidas.

Reconhecer os sinais é o primeiro passo. Depois, vem a avaliação médica e o tratamento adequado. Assim, dormir bem deixa de ser desejo e vira proteção.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/apneia-do-sono-pode-aumentar-risco-de-avc-saiba-como-se-prevenir,1d502ba0334c3cde4e6a5e93157efc43bkx8x8ak.html?utm_source=clipboard - Foto: Reprodução/Shutterstock

sábado, 12 de setembro de 2026

Estudo aponta que manchas amareladas nos olhos podem indicar risco de AVC


Placas e protuberâncias amareladas nas pálpebras ou na proximidade do globo ocular são chamadas de xantelasma

 

Um estudo indicou que placas e protuberâncias amareladas nas pálpebras e nos cantos internos dos olhos, chamadas de xantelasma, podem estar associadas a um risco maior de AVC, infarto e ataque isquêmico transitório, conhecido como "mini-AVC".

 

O estudo publicado na revista científica Atherosclerosis acompanhou 17.925 pessoas com xantelasma ao longo de dez anos e comparou os resultados obtidos com análises feitas com o mesmo número de pacientes com presbiopia, pessoas com uma dificuldade de enxergar de perto, que não têm xantelasma.

 

Ao longo do primeiro ano do estudo, 1% dos pacientes com xantelasma tiveram um infarto, enquanto apenas 0,35% das pessoas do grupo de comparação tiveram o mesmo problema de saúde. Essa diferença também esteve presente nos outros fatores analisados. Quanto ao AVC, 0,95% das pessoas com xantelasma tiveram a intercorrência ante 0,3% do grupo de comparação. Em relação ao mini-AVC, as porcentagens foram de 0,6% e 0,19% respectivamente.

 

Segundo os pesquisadores, essa associação se manteve presente ao longo dos dez anos de acompanhamento do estudo, o que indica um risco maior dessas intercorrências a curto e a longo prazos.

 

Entretanto, essa associação não significa que a manchas e protuberâncias provoquem um infarto ou um AVC. A hipótese levantada é que elas podem ser um sinal de alterações no sistema cardiovascular.

 

A pesquisa explica que o xantelasma pode ser inofensivo, mas que também podem ter relação com níveis elevados de colesterol. É comum que elas surjam quando há acúmulo de colesterol e outras gorduras sob a pele.

 

O colesterol também é apontado como um fato de risco para infartos e AVCs, pois ele participa da formação de placas de gordura que podem dificultar a circulação de sangue nas artérias. Quando não há fluxo de sangue, o coração para, ocasionando um infarto. Se isso ocorrer no cérebro, pode causar um AVC.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/estudo-aponta-que-manchas-amareladas-nos-olhos-podem-indicar-risco-de-avc,d28f1d62e342d14288bc7948f23c56c9j5w53egs.html?utm_source=clipboard - Foto: Wikimedia

terça-feira, 4 de novembro de 2025

Energético aumenta risco de AVC? Médico explica


Essa bebida pode impactar de forma grave na saúde

 

As bebidas energéticas têm se popularizado devido à promessa em suas embalagens de aumentar a sensação de alerta, o foco e, consequentemente, a produtividade e ânimo do consumidor. Ainda assim, desperta a dúvida da maioria, por exemplo: energético aumenta risco de AVC (Acidente Vascular Cerebral)?

 

Sim! Energético aumenta risco de AVC

Esse pico de energia temporário tem efeitos consideráveis na saúde desde impactos na qualidade do sono até em problemas cardiovasculares. O neurocirurgião Dr. Victor Hugo Espíndola disse que uma lata de energético é o bastante para acelerar os batimentos cardíacos independente de fatores como sedentarismo e diabetes.

 

"O grande problema dessas bebidas está na presença de taurina e cafeína, substâncias que estimulam os receptores responsáveis pela vasodilatação coronária e periférica. Dessa forma, até mesmo jovens estão suscetíveis a doenças cardiovasculares", alertou.

 

O risco ainda se intensifica ainda quando o energético vem com bebidas alcoólicas, como whisky e vodka, uma vez que a pressão arterial dispara. "Se você já tem pressão alta, essa combinação pode levar a um AVC", completou.

 

O AVC é uma condição na qual os vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou são rompidos, o que provoca a paralisia da área cerebral, que ficou sem circulação sanguínea. Esse cenário se potencializa pelos níveis das substâncias danosas presentes nesses tipos de bebidas.

 

O que fazer para reduzir o risco de AVC?

O neurocirurgião sugeriu a redução do consumo de energéticos. Casos de sintomas como tontura, formigamento e taquicardia apareçam, o ideal é buscar um profissional que possa prescrever a melhor forma de tratamento.

 

"Energéticos são como um jogo de equilíbrio. A manifestação de qualquer sintoma de doenças cardiovasculares no consumidor é um agravante para o quadro", concluiu o Dr. Victor Hugo Espíndola.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/energetico-aumenta-risco-de-avc-medico-explica,76d9ce4d1c3ba9e5d12b83599c46033e9earzly5.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Sport Life

quarta-feira, 23 de abril de 2025

Veja 8 maneiras de reduzir o risco de AVC, em qualquer idade


Independentemente dos fatores de riscos biológicos ou sociais, há coisas que você pode fazer para diminuir a probabilidade de enfrentar um derrame

 

Como enfermeira que trabalha em um centro de tratamento neurológico intensivo, testemunhei os efeitos repentinos e devastadores do derrame - ou acidente vascular cerebral (AVC) - tanto para os sobreviventes quanto para seus cuidadores.

 

Após meu trabalho na enfermagem, tornei-me pesquisadora especializada nessa doença. O conhecimento do público em geral sobre fatores de risco de AVC é muito restrito, portanto, a prevenção é uma prioridade para a saúde pública.

 

O derrame é uma das principais causas de morte e incapacidade na Inglaterra - apesar de ser amplamente evitável. Geralmente, é considerado uma doença de pessoas idosas, mas, embora o risco aumente com a idade, pode acontecer em qualquer momento da vida. Na verdade, a incidência está aumentando entre adultos com menos de 55 anos.

 

Os fatores de risco que tendem a ser mais comuns entre pessoas mais velhas - como pressão alta (hipertensão), colesterol alto, obesidade, diabetes, tabagismo, inatividade física e dieta inadequada - são cada vez mais encontrados em pessoas mais jovens. Outros riscos relacionados a estilo de vida incluem consumo excessivo de álcool e drogas recreativas, como anfetaminas, cocaína e heroína.

 

Alguns fatores de riscos não são modificáveis, como idade, sexo, etnia, histórico familiar de derrame, genética e certas condições hereditárias. Mulheres, por exemplo, são particularmente mais suscetíveis - não importa a idade, elas têm mais probabilidade do que os homens de morrer devido a um derrame.

 

Os riscos de acidente vascular cerebral exclusivos para mulheres incluem gravidez e algumas pílulas anticoncepcionais (especialmente para fumantes), bem como endometriose, insuficiência ovariana prematura (antes dos 40 anos de idade), menopausa precoce (antes dos 45 anos de idade) e estrogênio para mulheres transgênero.

 

Além disso, anormalidades vasculares hereditárias, como aneurismas cerebrais - uma fraqueza na parede arterial - podem aumentar o risco de acidente vascular cerebral hemorrágico.

 

Entretanto, alguns fatores de risco são sociais e não biológicos. Estudos descobriram que pessoas com renda e nível educacional menor são mais vulneráveis a sofrer um derrame. Isso se deve a uma combinação de fatores: hábitos de vida não saudáveis como tabagismo, consumo excessivo de álcool e pouca prática de atividade física. Todos são mais comuns em pessoas com rendas mais baixas.

 

O que as pesquisas mostram é que pessoas com menor status socioeconômico têm menos probabilidade de receber cuidados de saúde de boa qualidade do que outras com rendas mais altas.

 

Independentemente dos fatores de risco biológicos ou sociais, há coisas que você pode fazer - agora mesmo - para reduzir o seu risco de ter um derrame.

 

Oito atitudes essenciais:

 

1. Pare de fumar

Fumantes têm mais que o dobro de probabilidade de sofrer um AVC do que os não fumantes. O fumo causa danos às paredes dos vasos sanguíneos, aumenta a pressão arterial e a frequência cardíaca, mas reduz os níveis de oxigênio. Fumar também faz com que o sangue fique pegajoso, elevando ainda mais o risco de coágulos que podem bloquear os vasos sanguíneos e causar um derrame.

 

2. Mantenha a pressão arterial sob controle

A pressão alta danifica as paredes dos vasos sanguíneos, tornando-os mais fracos e propensos a rupturas ou bloqueios. Também pode acarretar a formação de coágulos que podem deslocar-se para o cérebro e bloquear o fluxo do sangue, levando a um acidente vascular cerebral.

 

Se você tiver mais de 18 anos, deve verificar a pressão arterial regularmente para que, caso apresente sinais de desenvolvimento de pressão alta, possa cortar o mal pela raiz e fazer as mudanças apropriadas em estilo de vida para ajudar a reduzir seu risco de derrame.

 

3. Fique de olho no seu colesterol

De acordo com a UK Stroke Association, a possibilidade de ter um derrame é quase três vezes e meia maior se a pessoa tiver colesterol alto e pressão alta. Para diminuir o colesterol, deve-se evitar a gordura saturada - encontrada em carnes gordurosas, manteiga, queijo e laticínios integrais - abaixo de 7% das calorias diárias, além de manter-se ativo e com um peso saudável.

 

4. Fique atento ao nível de açúcar no sangue

Altos índices de açúcar no sangue estão associados a um risco aumentado de derrame porque danificam os vasos e podem facilitar a viagem de coágulos sanguíneos até o cérebro.

Para reduzir a possibilidade, tente fazer exercícios regularmente, tenha uma dieta balanceada rica em fibras, beba bastante água, mantenha um peso saudável e tente controlar o estresse.

 

5. Mantenha um peso saudável

O sobrepeso é um dos principais fatores de risco para AVC. Ele aumenta o risco de derrame em 22% e, um em cada cinco acidentes cerebrais são relacionados ao peso corporal elevado. Já a obesidade aumenta esse risco em 64%. E o excesso de peso eleva as chances de pressão alta, doenças cardíacas, colesterol alto e diabetes tipo 2 - tudo o que contribui para levar a um derrame.

 

6. Siga uma dieta mediterrânea

Uma maneira de ter uma dieta balanceada rica em fibras e manter um peso saudável é seguir uma dieta mediterrânea. Foi demonstrado que isso reduz o risco de AVC, especialmente quando suplementado com nozes e azeite de oliva.

 

7. Durma bem

Tente dormir de sete a nove horas por dia. Dormir pouco pode levar à pressão alta, um dos fatores de risco modificáveis mais importantes para o derrame. Dormir demais, no entanto, também está associado ao aumento de chances, então, oriente-se no sentido de ser o mais ativo possível para que você possa dormir o melhor possível.

 

8. Mantenha-se ativo

O Sistema Nacional de Saúde (NHS,em inglês, recomenda que as pessoas evitem comportamento sedentário prolongado e busquem pelo menos 150 minutos de atividade de intensidade moderada ou 75 minutos de atividade de intensidade vigorosa semanalmente. O exercício deve ser distribuído uniformemente em quatro ou cinco dias por semana, ou todos os dias. Faça atividades de fortalecimento, geralmente mais de dois dias por semana.

 

A boa notícia é que, embora os efeitos do AVC possam ser devastadores e transformadores, ele pode ser evitado em grande parte. A adoção dessas oito mudanças simples no estilo de vida pode ajudar a reduzir o risco de AVC e otimizar a saúde do coração e do cérebro.

 

Siobhan Mclernon é professora de enfermagem e membro do Centro de Pesquisa em Saúde e Bem-Estar da London South Bank University.

 

Este conteúdo foi publicado originalmente em The Conversation.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/veja-8-maneiras-de-reduzir-o-risco-de-avc-em-qualquer-idade,0bfa257a09794d8960d0e836fcb4a809lcq91ehm.html?utm_source=clipboard - Siobhan Mclernon