segunda-feira, 18 de março de 2013

Atenção para os riscos do uso indiscriminado de remédios

O uso descontrolado de medicamentos, em vez de tratar um problema, pode resultar em outros

No Brasil, o abuso de remédios e a automedicação é uma realidade que chega a ser cultural. Basta sentir uma dorzinha de cabeça, na coluna ou um resfriado, que a maioria das pessoas recorre à velha maletinha recheada de remédios para os mais variados sintomas.

O alívio rápido da dor e do mal estar é sem dúvidas mais cômodo do que correr para o hospital ou marcar uma consulta a cada sintoma de doença, mas o problema reside no fato de que o uso indiscriminado de remédios pode desencadear problemas como dependência, superdosagem e até mascarar problemas graves de saúde.

Pessoas que sentem dores de cabeça constantes e tomam remédios com frequência, por exemplo, podem estar ignorando um sinal do corpo de que algo não anda bem. Por isso, além de tomar o remédio que proporcione o alívio, é recomendado marcar uma consulta com um especialista para investigar a causa das dores, que em casos mais graves pode ter relação com aneurismas e até tumores.

A grande disponibilidade de remédios que são vendidos em farmácias e drogarias sem a necessidade de prescrição médica, colabora com o aumento do problema. Entre os mais vendidos estão a dipirona, o paracetamol, a aspirina e o ibuprofeno. E os problemas mais comuns são dores de cabeça, no corpo e no estômago, febres, resfriados e cólicas.

Outro problema grave é administrar diferentes tipos de remédios ao mesmo tempo, o que pode fazer com que um interfira na ação do outro, causando danos ao organismo e até anulando o efeito esperado. Isso ocorre principalmente com idosos que precisam tomar remédios para pressão, controle de diabetes, memória e vitaminas para os ossos, tudo ao mesmo tempo.

Para se precaver de possíveis riscos, a leitura da bula é indispensável antes de tomar qualquer tipo de medicamento. Além de suas indicações, é preciso ficar atento às contraindicações quanto ao uso prolongado, superdosagem e até os alimentos e bebidas que não podem ser consumidos durante a administração. A aspirina, por exemplo, pode provocar hemorragias, e é contra-indicada em casos de dengue. Já o paracetamol, não pode ser administrado por mais de cinco dias em crianças e mais de 10 dias em adultos.

E não são apenas os remédios vendidos em farmácias e drogarias que podem ser nocivos. Os manipulados também podem esconder riscos e causar efeitos colaterais, pois suas fórmulas misturam diferentes substâncias que podem afetar várias partes do organismo, como por exemplo os rins, no caso das fórmulas emagrecedoras que contêm altas doses de diurético.

Quem possui alguma patologia ou é alérgico a algum medicamento deve redobrar a atenção e sempre informar ao médico durante a consulta, qualquer reação alérgica ocorrida quando da utilização de algum medicamento, o que ajuda o médico a evitar remédios com substâncias semelhantes.

Não tenha dúvidas de que a melhor opção é se prevenir contra os problemas causados pelo uso abusivo de remédios é utilizar apenas o que for indicado por seu médico, na quantidade e nos horários por ele indicados, afinal, não faz o menor sentido tratar um problema ao mesmo tempo em que desenvolve outro.


domingo, 17 de março de 2013

Antes dos efeitos do aquecimento global, 1 bilhão morrerá pelo cigarro


Como parece que o fim do mundo está gravado na mente humana, as preocupações atuais se concentram nos males que poderão ser ocasionados pelo aquecimento global.

Segundo o IPCC, órgão da ONU que monitora as mudanças climáticas, o perigo poderá estar em todo o planeta por volta de 2100, quando a Terra poderá ter uma temperatura média 2º C mais alta.

Mas não será preciso esperar pelas incertezas das previsões climáticas.

Quem quiser se preocupar com uma catástrofe que tirará a vida de 1 bilhão de pessoas até 2100 basta se lembrar do cigarro.

"A única entidade no mundo que se beneficiará se o cigarro for passado para a próxima geração de crianças pobres do mundo será a indústria do cigarro," disse Gregory Connolly, membro de um painel internacional que discutiu o assunto.

"Todas as outras indústrias que produzem bens de consumo e serviços vão perder, não se beneficiar, e o mesmo é verdade para as economias das nações pobres e seus cidadãos se o fumo não for banido," acrescenta.

Um após o outro, todos os participantes da conferência alertaram sobre a catástrofe mundial com agenda definida - mas que se sucederá lentamente - caso o cigarro não seja definitivamente banido.

Os pesquisadores estimam que 100 milhões de mortes nos países desenvolvidos, e 1 bilhão nos países mais pobres, serão causados pelo cigarro até 2100.

Segundo pesquisadores do mundo todo, reunidos na Universidade de Harvard (EUA), se as nações do mundo querem realmente enfrentar esse problema para o qual não há incerteza, será necessário:

Colocar o controle do tabaco na agenda da ONU e outras agências internacionais;

garantir que todos os setores da sociedade trabalhem coletivamente para proteger não apenas a saúde da população, mas também os danos econômicos que o cigarro causa;

colocar a saúde como elemento central de qualquer decisão em tratados comerciais que incluam o tabaco; e
trabalhar para reduzir a taxa de fumantes para menos de 5% no mundo todo em 2048, basicamente banindo o uso do cigarro.

sábado, 16 de março de 2013

Praticar exercícios físicos ajuda a dormir melhor, diz estudo


Boa noite de sono independe da intensidade da atividade

Um novo estudo realizado pela National Sleep Foundation, nos Estados Unidos, descobriu que atividades físicas podem ser a chave para uma boa noite de sono. A pesquisa contou com a contribuição de mil adultos com idades entre 23 e 60 anos e foi divulgada no site da instituição nesta segunda-feira (4). Aqueles que praticavam exercícios intensos, moderados ou leves se mostraram mais propensos a dizer que haviam dormido bem do que os demais participantes.

Para a análise, os especialistas consideraram que exercícios seriam definidos como prática de, pelo menos, 10 minutos de atividade física diariamente. Em seguida, os voluntários foram divididos em quatro grupos: aqueles que praticavam atividades intensas, como corrida, ciclismo, natação e esportes competitivos; atividades moderadas, como levantamento de peso, tai chi e yoga; atividades leves, como caminhada, e nenhuma atividade. Por fim, todos relataram como era sua noite de sono.

Os resultados mostraram que os adeptos do sedentarismo dormiam pior do que aqueles que praticavam exercícios, independente do tempo de sono. Entre os adultos fisicamente ativos, 67% disse dormir bem contra 39% dos que não praticavam exercícios. Além disso, cerca de 80% dos atletas disseram ter dormido bem nas últimas duas semanas, enquanto apenas 56% dos não ativos relataram conseguir descansar bastante.

O mais preocupante de ter uma noite mal dormida é a queda da imunidade. Por isso, se você sofre de insônia, experimente fazer uma caminhada de 10 minutos todos os dias. Veja a seguir outras dicas para dormir bem:

Travesseiro, o melhor amigo

Acredite: o seu apoio para cabeça é fundamental para se ter uma boa noite de sono. Na hora de escolher, você precisa considerar o material de que ele é feito e, claro, a posição em que é colocado. A melhor posição para dormir é de lado. Assim, a coluna fica longe das dores e os músculos também.

Nesse caso, a altura do travesseiro tem que ser igual a distância entre o pescoço e a parte externa do braço. Já para quem dorme com a barriga para cima, o melhor é levar para a cama um apoio mais baixo, preenchendo o espaço entre o pescoço e a nuca, sem comprimir a coluna.

De bruços, jamais!

A pessoa que dorme de barriga para baixo acorda cansada e toda dolorida, pois o rosto não pode ficar afundado no travesseiro. Além disso, as regiões torácica e a lombar são prejudicadas nessa postura.

Até ele se aposenta

O travesseiro deve ser trocado, no mínimo, a cada dois anos. Na hora de escolher o melhor modelo, é importante observar algumas regras. Apoios de pena, por exemplo, podem exalar um odor forte capaz de incomodar olfatos mais sensíveis, embora muita gente se adapte a ele. Ideal, sempre, é dar preferência a enchimentos que se deformam com menos facilidade (como espumas mais resistentes).

O tamanho também conta. É melhor que seja largo para não sair do lugar com qualquer movimento do seu corpo durante a noite. E, mesmo que possa parecer um mico, o ideal é experimentar o modelo escolhido ainda na loja. 

Travesseiro: certo e errado

De lado (Certo): Mantenha a coluna alinhada e os braços abaixo do queixo. Os joelhos devem estar flexionados e com um travesseiro fino entre eles para impedir a sua rotação. Isso também evita que a região lombar fique estendida, o que, a longo prazo, pode provocar hérnia de disco.

De lado (Errado): Nunca deixe a mão sob a cabeça, porque essa postura compromete a circulação no braço e força o travesseiro contra o rosto, o que favorece o aparecimento de linhas de expressão. Procure, ainda, não dormir com o corpo todo encolhido. (faça um bom alongamento antes de deitar)

Barriga para cima (Certo): Coloque um travesseiro fino ou um rolinho de espuma sob os joelhos para que permaneçam semi-flexionados durante a noite, deixando os quadris bem posicionados e os músculos da região lombar relaxados.

Barriga para cima (Errado): Não é correto dormir com as pernas muito esticadas, porque isso força a região lombar. Além disso, nunca dobre o travesseiro para que ele fique mais alto, porque aí a tendência é repousar a cabeça sobre a dobra, forçando demais a região cervical. A regra de não dobrar, aliás, é válida para todas as pessoas. 

Colchão sem pressão

"O colchão ideal para um sono tranquilo não pode ser muito macio nem muito firme, ou seja, deve simplesmente se amoldar ao corpo confortavelmente", ensina a diretora da Copespuma, Gisele Sapiro. Prefira os de látex, que tem como benefício principal o fato de se adaptarem com perfeição aos contornos do corpo, aliviando os pontos de pressão .  
Dicas para dormir bem

Pode parecer bobagem, mas alguns conselhos básicos podem ajudar você a ter um sono perfeito. O neurologista Shigueo Yonekura, do Instituto de Medicina e Sono da Unifesp, dá dicas simples de como espantar a insônia:

1- Antes de ir para o quarto, é fundamental aplacar as ansiedades do dia a dia. Não vá para a cama assim que chegar do trabalho. Primeiro tome um banho morno, procure relaxar, para só então ir se deitar. 

2- Desligar a TV e o computador é um método bastante eficaz. A luz desses aparelhos atrasa a produção das substâncias responsáveis pelo aviso de que é hora de dormir. 

3- Exercícios físicos devem ser feitos até quatro horas antes de ir dormir, ou o corpo ainda estará agitado. Na cama só vale o sexo que, aliás, é ótima para relaxar. 

4- Um chá também ajuda, porém, é preciso escolher as ervas certas.Nada de tomar chá preto ou verde, ricos em cafeína, que é estimulante. Infusões de melissa e camomila induzem ao sono e ainda melhoram a sua qualidade. 

5- Coma pouco à noite. Faça uma refeição leve, usando, por exemplo, aspargos, palmito, arroz, batata, aveia e soja. Tomar sopas com esses ingredientes é uma excelente pedida, principalmente nas noites mais frias. 

6- Aquele bife suculento jamais deve ser comido à noite, porque a proteína que compõe esse alimento ativa o sistema nervoso simpático, responsável, entre outras funções, por deixar seu corpo em estado de alerta, favorecendo, assim, maior descarga de adrenalina. 

7- Siga um ritual interessante. Depois do banho morninho, acenda uma lâmpada azul e pingue algumas gotas de óleo de lavanda no travesseiro. Essa técnica acalma os pensamentos, relaxa o corpo e induz a um sono melhor. 

8- Um copo de leite morno também ajuda a encontrar o caminho para um sono tranquilo, porque o alimento possui (em concentração não muito grande, é verdade), o triptofano, que é um precursor de serotonina, outro neurotransmissor que está fortemente associado ao relaxamento profundo. 

9- Cuidado com o álcool. Não se engane com aquela relaxadinha gostosa que o álcool oferece, porque, após alguns goles, essa substância pode afrouxar estruturas da região da faringe comprometendo a respiração. O resultado é o insuportável ronco, que prejudica as fases do sono, ou o efeito rebote, que é quando a pessoa acorda várias vezes no meio da noite. 

10- Tenha o tempo de sono ideal. Procure dormir, ao menos, sete horas por noite. 

sexta-feira, 15 de março de 2013

Cientistas descobrem como o sono fixa a memória no cérebro


Uma nova pesquisa da Universidade da Califórnia em Riverside (EUA) confirmou o mecanismo que permite que o cérebro consolide memórias e descobriu que um remédio para dormir comumente prescrito melhora esse processo.

As descobertas podem conduzir a novas terapias do sono que melhorem a memória de adultos mais velhos e pessoas com demência, doença de Alzheimer e esquizofrenia.

Memória e sono

Estudos anteriores já haviam sugerido uma correlação entre “fusos do sono” (rajadas de atividade cerebral que duram por um segundo ou menos) durante uma fase específica do sono e a consolidação de memórias que dependem do hipocampo.

O hipocampo, uma parte do córtex cerebral, é importante para a consolidação das informações de curto prazo em memória de longo prazo, e para a navegação espacial. É uma das primeiras regiões do cérebro danificadas pela doença de Alzheimer.

No novo estudo, a psicóloga Sara C. Mednick e sua equipe demonstraram, pela primeira vez, o papel fundamental que os fusos do sono desempenham na consolidação da memória no hipocampo, e mostraram que produtos farmacêuticos poderiam melhorar significativamente esse processo.

“Este é o primeiro estudo a mostrar que você pode manipular o sono para melhorar a memória. Drogas para o sono podem ser uma ferramenta poderosa para distúrbios de memória”, afirma Mednick.

O estudo

49 homens e mulheres entre 18 e 39 anos que dormiam normalmente receberam doses variáveis de zolpidem (Ambien) ou de oxibato de sódio (Xyrem), e, depois de alguns dias (quando as drogas já haviam saído de seus sistemas), um placebo.

Os pesquisadores monitoraram seu sono, bem como mediram sua sonolência e humor após cochilar, e usaram vários testes para avaliar sua memória.

Eles descobriram que o zolpidem aumentou significativamente a densidade de fusos do sono e a consolidação da memória verbal nos participantes. O remédio levou a um melhor desempenho de memória, um desempenho além do visto quando os participantes simplesmente dormiram ou quando tomaram a droga de comparação (oxibato de sódio).

Os resultados definem o cenário para o tratamento alvo de perda de memória, bem como a possibilidade de melhoria da memória acima da vista em um período de sono normal.

Um dos próximos passos dessa linha de pesquisa é determinar qual componente da resposta física para a droga é responsável por aumentar a densidade de fusos do sono e a resultante consolidação da memória.

Mednick também espera estudar o impacto do zolpidem em adultos mais velhos, que já experimentam perda de memória e menos fusos do sono. O mesmo ocorre com indivíduos com demência, Alzheimer e esquizofrenia.

“Nós sabemos muito pouco sobre o sono, embora seja um componente essencial para a saúde“, diz Mednick, que começou a estudar o sono no início de 2000. “Nós sabemos que afeta o comportamento, e sabemos que é essencial para uma série de transtornos com problemas de memória. Precisamos integrar o sono em diagnósticos médicos e estratégias de tratamento. Esta pesquisa abre uma série de possibilidades”, conclui.
O estudo foi publicado no Journal of Neuroscience. [MedicalXpress]

quinta-feira, 14 de março de 2013

A história do basquete itabaianense - Itnet News Esporte


Na estreia do programa Itnet News Esporte, o mais novo repórter da TV ITnet, Beto Silveira, entrevista o professor de educação física José Costa, um dos nomes mais importantes do basquete itabaianense, pelo seu belíssimo trabalho realizado no Colégio Estadual Murilo Braga, em mais de 30 anos dedicados ao esporte.

Conheça a história acessando o vídeo: