domingo, 14 de junho de 2020

Memória: 7 fatos curiosos que você provavelmente não sabia


Ficamos melhores em memorizar informações conforme envelhecemos

Tem percebido sua memória pior do que o usual durante essa quarentena? Pessoas boas em lembrar de coisas e momentos provavelmente herdaram essa capacidade de seu pai, mãe ou um parente próximo – afinal, ela é genética. Mas é possível que esse sistema falhe em momento de estresse, como o que estamos passando atualmente. Veja outras curiosidades sobre a memória que a ciência descobriu.

1. Falha de memória é possível, sim, aos 20 anos
“Oi, lembra de mim?” Mesmo que você responda rapidamente à pessoa à sua frente, não imagina que uma pergunta extremamente simples como essa possa ser capaz de acionar um mecanismo tão complexo na sua cabeça. “Até encontrar a informação correta, o cérebro libera neurotransmissores que provocam reações químicas [as sinapses] entre os neurônios”, explica o neurologista Fábio Shiba, de São Paulo. Esse processo acontece em frações de segundo e sempre que você precisar dos dados armazenados na sua memória. Mas, dependendo do estilo de vida (se você tem comportamentos agressores como consumo exagerado de álcool, sedentarismo e tabagismo, por exemplo), ele pode se tornar menos ágil até mesmo em quem está na faixa dos 20 anos, de acordo com um estudo da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos.

2. A capacidade de memorizar informações melhora com a idade
A gente tem a ideia de que a memória piora com a idade. Mas a ciência provou o contrário: a capacidade do ser humano de acessar seu “arquivo” de conhecimentos e habilidades chega ao auge entre os 60 e os 70 anos. Os jovens são mais rápidos para encontrar os dados armazenados, porém o excesso de estímulos faz com que eles se percam no meio do caminho. Um estudo da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, com voluntários entre 30 e 95 anos, revelou que a partir dos 40 anos, o hipocampo das mulheres (área que armazena as informações recentes) cresce por causa do hormônio feminino estrogênio.

3. Estresss e traumas causam bloqueios de memória
Numa situação de perigo, o cérebro é orientado pelo nosso instinto de sobrevivência a usar toda a sua capacidade cognitiva. Resultado: o armazenamento das informações fica prejudicado. É por isso que, depois de passarem por um trauma, algumas pessoas não conseguem lembrar o que aconteceu.
O famoso “deu branco” – quando o nome daquela música ou ator que você sabe de cor foge à mente – também tem lógica. A memória funciona como uma biblioteca, e, quanto mais dados são acumulados, mais difícil para o cérebro encontrar a resposta certa no tempo ideal. Respire fundo e tente relaxar. As informações desejadas logo serão localizadas. Faça o mesmo numa prova ou reunião de trabalho para baixar os níveis de cortisol – o hormônio do estresse joga contra a memória.
Pior: pesquisadores da Universidade de Pittsburg, nos Estados Unidos, observaram uma redução no tamanho do hipotálamo de mulheres que, ao longo de 20 anos, viveram muitas situações de tensão. A boa notícia é que praticar atividades como ioga, meditação e tai chi chuan ou, ainda, descobrir um hobby que acalma consegue reverter esse quadro de atrofia mental.

4. A memória não é fixa como uma fotografia
Pesquisadores da Universidade Baylor, nos Estados Unidos, associam as lembranças arquivadas na mente a um filme contínuo que vai sendo editado ao longo da vida e, por isso, nem sempre ele é fiel ao original.

5. Déjà vu é real
Sabe aquela impressão de já ter vivenciado uma situação do presente? Ela costuma surgir quando uma imagem ou cheiro despertam uma memória adormecida.

6. Ter memória de elefante é genético
Quem se lembra de datas históricas, nomes de políticos e detalhes de viagens sem o mínimo esforço é um sortudo. “Essa habilidade tem a ver com a genética”, explica o neurologista André Lima, do Rio de Janeiro. Mas qualquer pessoa sadia pode acessar com facilidade as informações armazenadas na mente, desde que a exercite sempre, por toda a vida. Reservar diariamente um tempinho para relaxar é essencial para quem quer ter um raciocínio rápido e arrasar nas palavras cruzadas.

7. Praticar atividade física garante um bom funcionamento do cérebro
Quem se exercita com frequência antes dos 40 anos preserva o volume cerebral intacto décadas depois: movimentar o corpo faz com que o coração bombeie mais sangue e oxigene melhor a cabeça. Andar já ajuda. Praticar 40 minutos por dia, três vezes por semana, aumenta o hipocampo em 2%, no período de um ano, segundo estudo do Instituto Nacional de Envelhecimento.

Fonte: https://boaforma.abril.com.br/saude/fatos-curiosos-sobre-a-memoria-que-voce-nao-sabia/ - Por Manuela Biz - Huyen Nguyen, Unsplash/Reprodução

sábado, 13 de junho de 2020

Novos dados sobre como se prevenir do novo coronavírus


Qual a distância física ideal? Usar óculos ajuda? Quão eficazes são as máscaras faciais? Uma revisão de estudos traz respostas para essas perguntas

Cientistas da Universidade McMaster e do hospital St. Joseph’s Healthcare Hamilton, no Canadá, fizeram uma revisão de estudos para determinar detalhes práticos que aumentam a eficácia do uso de máscaras e do distanciamento social na prevenção do novo coronavírus (Sars-CoV-2).

A análise, publicada no periódico científico The Lancet, foi realizada para atualizar diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS). Esse é o primeiro trabalho a reunir evidências mais detalhadas sobre essas ações no controle da pandemia de Covid-19.

Os especialistas envolvidos selecionaram 172 estudos observacionais de 16 países diferentes que mensuraram medidas para evitar a transmissão de pacientes com suspeita ou confirmação da Covid-19 a indivíduos próximos a eles (familiares, cuidadores, profissionais de saúde etc).

Além disso, foram incluídas mais 44 pesquisas comparativas envolvendo 25 697 pessoas e trabalhos que checaram a disseminação nos surtos de Sars e Mers, males provocados por outros tipos de coronavírus.

Então vamos aos resultados. Os experts constataram que o risco de se infectar com o vírus estando a menos de um metro de alguém com confirmação ou suspeita da doença é de 12,8%. O número diminui para 2,6% quando se permanece a mais de um metro. E cai pela metade se a distância ficar em dois metros.

Já se você cruza com alguém infectado e ninguém está de máscara, a probabilidade de pegar o coronavírus é de 17,4%, de acordo com o trabalho. Com o uso desse equipamento, a taxa para 3,1%.

E protetores oculares? Não utilizá-los traria um risco de infecção de 16%. Apostar nesse item faria o índice diminuir para 5,5%. Mas atenção: os cientistas apontam que as evidências são especialmente frágeis nesse ponto específico.

No mais, os autores frisam que as máscaras N95 e respiradoras devem ser priorizadas para profissionais da saúde. “É necessário aumentar e redirecionar a capacidade de fabricação para superar a escassez global”, alerta, em comunicado à imprensa, o pesquisador Derek Chu, professor da Universidade McMaster.

A epidemiologista Raina MacIntyre, professora da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, que não participou da investigação, acrescenta que a revisão é importante por estabelecer que máscaras multicamadas resguardam melhor que as de camada única.

“Esse achado é vital em meio à proliferação das máscaras caseiras, feitas de pano. Elas devem ter várias camadas de tecido e um bom ajuste facial”, pontua Raina.

Apesar da relevância dos achados, o artigo tem suas limitações. Dentre os estudos contemplados nele, poucos testaram o efeito dessas intervenções fora de hospitais ou ambientes ligados ao atendimento à saúde, como mercados e casas. Fora que, como dissemos, parte das pesquisas incluídas são focadas nos surtos de Sars e Mers, que ocorreram no passado.

Os especialistas concluem que, mesmo ajudando a evitar a Covid-19, nem o uso combinado dessas estratégias oferece proteção completa. Portanto, as melhores formas de prevenir o novo coronavírus ainda são ficar em casa e seguir as normas de higiene.

“As pessoas precisam entender que a máscara não é uma alternativa ao espaçamento físico ou à lavagem das mãos. Mas elas podem adicionar uma defesa extra”, finaliza Chu.

Fonte: https://saude.abril.com.br/medicina/novos-dados-sobre-como-se-prevenir-do-novo-coronavirus/ - Por Maria Tereza Santos - Ilustração: Thiago Almeida/SAÚDE é Vital

sexta-feira, 12 de junho de 2020

O desafio dos exercícios e da retomada dos esportes com a Covid-19

Médico reflete sobre as repercussões da pandemia de coronavírus e do isolamento social nos treinos e o futuro das competições esportivas

Já sabemos de longa data que o exercício físico melhora a imunidade e a saúde em geral. Porém, com a pandemia do coronavírus, muitas pessoas que praticavam atividades de forma regular deixaram de fazer ou diminuíram (e muito!) sua frequência e intensidade.

Confinados, não imaginávamos a proporção que o isolamento poderia tomar e as restrições impostas à prática esportiva. As sociedades médicas ligadas ao esporte reforçam a necessidade de fazer exercícios tomando todas as cautelas que a situação ainda pede.

Se para as pessoas que malhavam duas ou três vezes por semana o cenário ficou complicado, imagine para os atletas profissionais. Pegos de surpresa com a paralisação dos treinos, muitos foram compulsoriamente colocados na geladeira, isolados e sem prazo para voltar à ativa.

A exemplo de quem faz atividade física para viver melhor, os profissionais do esporte tiveram rotinas alteradas, com impactos na alimentação, no acompanhamento e na forma e no desempenho físicos. Isso sem falar nas repercussões no trabalho, com redução salarial devido à perda de patrocinadores e à ausência de competições.

Mas, com o controle da pandemia, como será a retomada? Teremos público assistindo aos jogos nos ginásios e estádios? Como os jogadores poderão se comportar em campo ou quadra, já que o contato físico é quase uma necessidade em boa parte dos esportes coletivos? Como ficarão as viagens? As equipes deverão fazer quarentena após as partidas? Clubes terão de fazer testagem para o coronavírus de tempos em tempos?

São perguntas ainda sem resposta definida. O que está certo é que, em relação aos exercícios e esportes, o importante é não parar a atividade de forma abrupta. Não importa se você é atleta amador ou profissional, busque continuar se exercitando — mesmo em casa.

Esse comportamento é essencial porque, confinados e sem treino constante, tendemos a sofrer um desajuste no balanço energético. Gastamos menos calorias e estocamos mais, principalmente na forma de um consumo exagerado de alimentos inadequados. Equilibrar essa conta evita acúmulo de gordura e perda de massa muscular.

Pensando nos atletas em si, há uma preocupação ainda maior com o risco de lesões após tanto tempo sem treino e condicionamento. Daí por que devemos pensar não em pré-temporada, mas numa temporada pós-Covid para que possa haver uma adaptação gradual e o retorno dos jogos.

Na Europa já assistimos a retomada de treinos em grupo e jogos em estádio (sem torcida). No Brasil ainda não.

Diante da pandemia e das medidas de isolamento social, quem pratica atividade física ou esportes deve se esforçar para garantir uma rotina balanceada, visando em primeiro lugar à manutenção da saúde e, por consequência, uma forma física que permitirá um retorno mais tranquilo aos exercícios fora de casa mais adiante.

Fonte: https://saude.abril.com.br/blog/com-a-palavra/o-desafio-dos-exercicios-e-da-retomada-dos-esportes-com-a-covid-19/ - Por Dr. Eduardo Rauen, médico do esporte - Ilustração: Leonardo Yorka/SAÚDE é Vital

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Máscaras caseiras: 11 erros comuns que favorecem o coronavírus


Descansar a máscara no queixo, ajeitá-la sem lavar as mãos e outros deslizes chegam a aumentar o risco de contrair o coronavírus

As máscaras faciais podem ajudam a evitar a disseminação do novo coronavírus (Sars-CoV-2), como reconhece o Ministério da Saúde. Só que elas precisam ser bem utilizadas para que a proteção realmente aconteça.

Em carta recentemente publicada pelo periódico British Medical Journal (BMJ), epidemiologistas do University College London, no Reino Unido, alertam para possíveis efeitos colaterais do uso inadequado do acessório.

Entre as principais “reações adversas” está a sensação de falsa segurança. É aquele sujeito que, ao vestir o item, acha que está completamente protegido e se descuida de outras medidas importantes de prevenção, como a lavagem constante das mãos.

Toques frequentes no rosto e nas máscaras e a proximidade com outras pessoas para escutar melhor uma conversa também foram ciladas destacadas pelos autores.

Esses problemas, como o texto explica, podem comprometer uma das principais estratégias empregadas na contenção da pandemia de Covid-19.

1) Tocar ou coçar o rosto enquanto está com a máscara
Está aí um dos deslizes mais comuns. “Naturalmente, já temos o impulso de tocar no rosto muitas vezes ao dia”, explica Raquel Muarrek, infectologista do Hospital São Luiz, em São Paulo.
O uso da máscara deveria ajudar a mudar esse hábito, mas não é tão simples assim. Quem nunca se pegou encostando na testa ou na sobrancelha enquanto estava de máscara? O problema é que o vírus pode estar na mão e ganhar, com a cutucadinha inocente, uma carona até o rosto.
Além disso, toques na máscara em si podem contaminar as mãos. Assunto para o próximo item.

2) Ajeitar a posição da máscara tocando no tecido sem lavar as mãos antes
Convenhamos que usar esse apetrecho não é coisa mais confortável do mundo. O ideal é evitar qualquer contato, porém, se precisar ajeitá-lo, não esqueça de lavar as mãos antes com água e sabão ou álcool em gel 70%. E busque encostar sempre na parte interna, porque o risco de contaminação ali é menor.
Se a higiene for impossível no momento, procure acertar o posicionamento da máscara tocando apenas nos elásticos. O mesmo vale para tirá-la.

3) Colocar a máscara no queixo
 “Parece que há um efeito psicológico nas pessoas, que acham que estão protegidas quando usam a máscara nessa posição. Mas isso está errado”, alerta Raquel. Ora, o pescoço ou as roupas podem estar contaminados. Se ela depois for voltar para o rosto, já viu…
Caso precise tirá-la por poucos instantes para tomar água, por exemplo, é mais seguro deixá-la pendurada em uma das orelhas, na lateral do rosto.
Atenção: e não é para remover a máscara na hora de conversar! Quando conversamos, expelimos gotículas de saliva que podem estar infectadas. Se estiver difícil de se fazer entender, fale mais alto — sem se aproximar muito do interlocutor.

4) Deixar os óculos embaçados
É um sinal clássico de que ela não está bem acomodada ou tem um tamanho inadequado. Se os óculos estão embaçando, é porque muito ar está escapando pela parte de cima da máscara — o que favoreceria contaminações.
Outro ponto a respeito do escape de ar, mencionado no artigo do BMJ, é que ele gera um impulso de tocar nos olhos. Fique atento.
Algumas máscaras caseiras possuem uma espécie de arame ou estrutura que facilita o encaixe no nariz.

5) Adquirir máscaras grandes ou pequenas demais

Para que seja eficaz, ela precisa ficar bem presa ao rosto, sem escapes nas laterais. O Ministério da Saúde recomenda um tamanho padrão de 21x34cm para os adultos.
E para crianças, que tendem a mexer mais na máscara? “É necessário medir o rosto na altura do nariz e no queixo”, orienta Raquel.

6) Ficar muito tempo com a mesma máscara
Elas devem ser trocadas a cada duas horas ou sempre que estiverem úmidas. Pessoas com nariz entupido ou que falaram bastante tendem a deixar o equipamento molhado rapidamente.
O texto publicado pelos britânicos destaca que, no ambiente umedecido, o Sars-CoV-2 poderia permanecer ativo por mais tempo. Logo, se a pessoa estiver carregando o novo coronavírus no organismo, entra em um ciclo de expelir e inalar o vírus, o que levaria a um aumento de sua carga viral — fator que influenciaria na progressão da doença.
Mais importante do que isso, um tecido umedecido perde parte de sua capacidade de bloquear agentes infecciosos. Para se livrar de riscos desnecessários, faça as contas de quantas máscaras precisa levar ao sair de casa.

7) Guardar a máscara suja na bolsa ou no bolso
Ora, caso o Sars-CoV-2 esteja de fato ali, irá se espalhar para outras superfícies e objetos. “O certo é sair de casa com dois saquinhos, um para as limpas e outro para as sujas”, recomenda Raquel.



8) Fazer um X com os elásticos
É comum encontrar máscaras presas com os elásticos cruzados, formando um X na cabeça. Nessa posição, o tecido dobra, o que gera uma abertura na lateral do rosto por onde o coronavírus pode escapar.
Se o elástico estiver largo, melhor dar um nozinho. Ou buscar uma nova máscara.

9) Usar bandanas ou cachecol como máscara
Não há comprovação de que os acessórios ofereçam alguma proteção contra o novo coronavírus. O cachecol tende a ficar largo, abrindo espaço para a entrada de ar, assim como a bandana, com as pontas penduradas embaixo do queixo.


10) Deixar o nariz fora da máscara
Se o nariz é uma das principais portas de entrada do Sars-CoV-2 no organismo, para quê deixá-lo de fora? O tecido deve estar bem ajustado no início da cavidade nasal, mais próximo dos olhos — na pontinha do nariz, a proteção também fica prejudicada.


11) Compartilhar máscaras
O Ministério da Saúde reforça que elas são de uso individual. Mesmo sem sintomas, alguém pode estar com o coronavírus no corpo. Se ele dividir uma máscara com você, o risco de infecção cresce enormemente.

Fonte: https://saude.abril.com.br/medicina/mascaras-caseiras-11-erros-comuns-que-favorecem-o-coronavirus/- Por Chloé Pinheiro - Ilustração: Laura Luduvig/SAÚDE é Vital

quarta-feira, 10 de junho de 2020

Nove truques turbinam a hidratação dos cabelos em casa


Seguir o tempo recomendado é um dos truques que garantem fios bem cuidados

Não são todos que dispõem de tempo - e dinheiro - para ir com frequência ao salão de beleza fazer hidratação, mas isso não pode servir como desculpa para ter desleixos com os fios. Hidratar as madeixas em casa é econômico e, dependendo do produto escolhido, pode demandar pouquíssimo espaço em sua agenda. "Hoje, com as tecnologias avançadas de nutrição dos cabelos, as moléculas são capazes de penetrar nas fibras capilares em menos tempo", afirma cabeleireiro Ruben Navarro, do Club Capelli, no Rio de Janeiro. A seguir, confira o passo a passo dos profissionais para fazer em casa uma hidratação digna de salão.

Escolha o creme certo
O primeiro passo para uma hidratação potente é escolher o creme certo para o seu tipo de cabelo. Segundo Paulo Schettini, hair stylist do MG Hair, em São Paulo, de nada adianta escolher um creme apenas por indicação ou pelo preço: ele deve ser específico para o seu tipo de cabelo: seco, oleoso, misto... Quem tem químicas nos fios, por exemplo, pode escolher cremes que recuperam os estragos causados pelo processo químico.
A consistência também conta na hora de escolher o creme. "O ideal é que a consistência seja normal - nem dura, nem diluída demais. Isso facilita a aplicação do creme, de forma que ele fique bem espalhado nas fibras capilares", afirma Ruben Navarro.

Opte por uma ampola
O mercado da beleza também conta com ampolas, que são tão eficientes quanto os cremes. Carlos Henrique Fernandes, hair stylist do MG Hair, ensina que o modo de uso é bem similar ao de alguns cremes de hidratação: basta usar xampu, condicionador e passar a ampola nos fios. "Ela é tão prática que pode ser usada até mesmo durante o banho - é só esperar cinco minutinhos e já enxaguar", ensina.
A escolha da melhor ampola segue os mesmos critérios da escolha do creme. "Tem ampolas pós-tintura, para cabelos secos, para cabelos volumosos e por aí vai", diz Carlos.

Lave bem os fios
Antes de sair passando o creme ou a ampola, é preciso que o cabelo esteja bem limpo. Para quem usa muito produto no cabelo - como leave in e pomada - Paulo Schettini aconselha, antes da hidratação, fazer a lavagem com um xampu anti-resíduos, seguida pelo xampu de uso comum. "O xampu de limpeza profunda retira todos os resíduos e abre a escama do cabelo, para que o creme penetre melhor. Já o xampu comum começa a tratar antes mesmo da hidratação", justifica o hair stylist.

Tire o excesso de água
Depois da lavagem, nada de deixar o cabelo ensopado. "Use uma toalha para retirar o excesso de água dos fios, já que ela pode oxidar os nutrientes contidos no creme, atrapalhando o processo", afirma o cabeleireiro Ruben Navarro. Além disso, a água é responsável por diluir o creme, o que também diminui a sua eficácia.

Aproveite para desembaraçar
Muitas pessoas, principalmente aquelas com cabelos mais crespos, têm dificuldades em desembaraçar os fios. Que tal aproveitar a maciez proporcionada pelo creme para fazer isso? Usar as mãos para aplicar o creme e massagear o cabelo, além de tirar os incômodos nós, também potencializa o efeito da máscara. "Comece pela parte de trás da cabeça e massageie mecha por mecha, passando os dedos entre os fios, até chegar na frente", ensina o hair stylist Paulo Schettini. Vale também usar um pente mais largo ou uma escova raquete, com muito cuidado para não quebrar os fios.

Toalha quente na cabeça
Depois da massagem nas mechas, o cabelo pode ficar quietinho em seu canto. Mas o hábito recorrente de usar toucas térmicas não é recomendado. Isso porque, segundo Paulo Schettini, ela pode aquecer demais os fios, prejudicando sua estrutura. Por isso, ele aconselha a utilização de uma toalha quente. "Basta molhar a toalha na água quente do chuveiro e torcer, para tirar o excesso. A toalha quente vai fazer a máscara ficar mais potente", ensina o hair stylist. Outra coisa que pode ser feita é enrolar o cabelo em papel filme, que não esquentará excessivamente e potencializará a hidratação.

Siga o tempo recomendado
De nada adianta exceder o tempo indicado no rótulo do produto, pensando que, assim, alcançará melhores resultados. Por exemplo, se uma máscara tem ação rápida (de três a cinco minutos), ela deve ser deixada apenas esse tempo. "Passar desse tempo não aumentará o efeito", afirma Paulo Schettini.

Um banho de água fria
Na hora de enxaguar, prefira a água fria ou, no máximo, morna. "A água fria deixa o cabelo mais brilhante porque fecha as escamas dos fios", justifica Paulo Schettini. Mas sabemos que nem sempre é fácil enfrentar a água gelada do chuveiro, ainda mais se as condições climáticas não ajudarem. Para isso, Ruben Navarro dá a solução: "Água mineral de garrafa também é uma boa opção para quem não suporta a água fria do chuveiro".

Retire todo o resíduo
Outro hábito que muitos julgam correto, mas que não traz nada de bom para o cabelo, é deixar um pouco de creme no cabelo, mesmo após a lavagem, na ilusão de que o creme continue atuando mesmo depois de enxaguar. "A consistência dos cremes de nutrição é mais pesada e, assim, pode deixar os fios com aspecto sujo e extremamente oleoso. Então, é importante retirá-los muito bem", explica Ruben Navarro. Os especialistas entrevistados indicam o uso do leave in após a lavagem - ele hidratará o cabelo e foi feito para não ser enxaguado.