segunda-feira, 2 de novembro de 2020
Alimentos inflamatórios que você deve evitar para ter boa saúde
A inflamação crônica tem sido associada a muitas doenças. Então, evitar alimentos inflamatórios pode beneficiar sua saúde. Sabemos que a inflamação está na raiz de muitas doenças sérias. O câncer perpetua-se pela inflamação: tumores crescem conforme o processo inflamatório toma conta.
Da mesma forma, problemas como artrite,
fibromialgia, diabetes e obesidade têm sido relacionados à inflamação crônica
no corpo. Dietas anti-inflamatórias são importantes, podendo reduzir a
inflamação, aliviar os sintomas e até reverter a doença.
Alguns alimentos anti-inflamatórios incluem folhosos
verde-escuros, uvas roxas, nozes, sementes e legumes coloridos. Mas, você já se
perguntou quais os alimentos que causam inflamação e que deveriam ser evitados?
Aqui está a nossa lista dos alimentos mais inflamatórios.
1 – Derivados de farinha de trigo
“Farinha de trigo fica no topo da lista porque ela
vira açúcar branco já em sua boca”, diz Julie Daniluk, autora de “As refeições
que curam a inflamação”. Os amidos tornam-se açúcares instantaneamente, é por
isso que aumentam a glicose no sangue tão rápido. Quando o açúcar no seu sangue
atinge picos, você acaba tendo um processo inflamatório.
Além do mais, a farinha de trigo pode lhe dar um
golpe duplo devido ao glúten.
Algumas pessoas têm dificuldade em digerir o glúten,
resultando em inflamação. “Grande parte das pessoas está inflamada”, diz
Daniluk. Para substituir produtos de farinha branca, tente arroz integral,
amaranto, quinoa e teff – o grão da África que está ganhando popularidade nos
círculos gluten-free.
2 – Batatas fritas
“O problema é que fritar alimentos no óleo em temperaturas extremamente altas – o suficiente para criar uma borda crocante – produz uma neurotoxina chamada acrilamida”, relata o Instituto Nacional do Câncer, “que provoca inflamação”.
Uma maneira de resolver esse problema é diminuir o
tempo de fritura ou assar no forno em baixas temperaturas. Para evitar o
problema, asse as batatas no forno e procure por chips que não contenham
óleo. Salgadinhos orgânicos de milho cozido são bons substitutos.
3 – Salsichas grelhadas
O maior problema com salsichas, e você provavelmente
também deve incluir o bacon aqui, é que contêm nitratos.
Nós sempre ouvimos que nitrato é um químico
cancerígeno que causa inflamação. Pior: nós cozinhamos gordura animal em altas
temperaturas na grelha e as “marquinhas” pretas que surgem do contato com a
grelha – chamadas creosote – são cancerígenas também.
A vitamina C pode protegê-lo de nitratos, por isso,
se você aprecia estes alimentos, Daniluk diz para consumir laranja ou seu suco,
junto com eles. Se quiser contornar o problema totalmente, é melhor assar os
alimentos e tentar mudar para o bacon sem nitrato.
4 – Álcool
Em pequenas quantidades, o álcool não deve causar problemas. Mas o álcool é naturalmente irritante para o nosso interior, diz Daniluk. Beber muito pode permitir que as bactérias passem do forro intestinal para a corrente sanguínea, provocando a inflamação.
5 – Pipoca de micro-ondas
O aroma artificial de manteiga na pipoca tem sido associado à inflamação. Daniluk diz que é prejudicial tanto aos pulmões quanto ao fígado, e sua preocupação é que, se a fumaça do saco de vapor é conhecida por irritar muito o pulmão, imagine só o malefício que ela pode causar no seu sistema digestivo.
Também contém gorduras de óleos parcialmente
hidrogenados e altamente processados. Quando cozidos a uma temperatura elevada,
formam a gordura trans, também inflamatória.
Uma boa tática é colocar 4 colheres de sopa de milho
de pipoca em um saco de papel marrom e dobrar a parte superior firmemente. Leve
ao micro-ondas por dois minutos ou até que uma quantidade certa de grãos tenha
estourado. Parmesão e alecrim podem ser polvilhados.
6 – Doces artificialmente coloridos
Corantes artificiais são sintetizados a partir de
subprodutos do petróleo que podem causar problemas na química do organismo e
das funções hormonais, o que pode levar à inflamação.
Oito corantes alimentares permanecem em uso nos
Estados Unidos, embora com muita discussão.
Alguns pesquisadores acreditam que eles são
responsáveis por vários males:
enxaqueca, mal de Alzheimer e mal de Parkinson.
Como alternativa, doces com corantes e aromatizantes
naturais como bala de goma, pirulitos e chicletes estão disponíveis em diversas
lojas e mercearias. Pigmentos naturais são derivados de beterraba e cenoura.
Procure sempre pelos rótulos de doces que dizem “não contém corantes
artificiais, aromatizantes ou conservantes”.
Fonte: https://www.jornalciencia.com/alimentos-inflamatorios/
- Rafael Fernandes - MNN / Brasil Post Fotos: Reprodução / Pixabay / Pixabay /
Pixabay / Pixabay
domingo, 1 de novembro de 2020
Relaxamento do isolamento pode aumentar casos de COVID-19?
Liberação de algumas atividades pode gerar falsa sensação de segurança na pandemia
Desde a identificação do novo coronavírus na China,
diversas cidades do mundo adotaram um regime de quarentena como forma de
controle da transmissão do SARS-CoV-2 entre a população. No Brasil, a medida
foi adotada por governos estaduais e municipais desde março, quando houve o
diagnóstico do primeiro paciente com a doença em São Paulo.
Mais de seis meses depois que a pandemia de COVID-19
chegou ao país, várias cidades começaram a flexibilizar as regras de isolamento
social. Consequentemente, houve a liberação de algumas atividades dentro das
regras de distanciamento, como a reabertura de restaurantes, bares, academias e
salões de beleza - que até então era proibida.
De acordo com Paula Massaroni Peçanha Pietrobom,
infectologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, as medidas de flexibilização
levam em conta diversos fatores, como a questão econômica do país, a
necessidade da população de retomar sua vida social, mas, principalmente, as
evidências que mostram mais segurança para iniciar essa retomada do isolamento
rigoroso que estava sendo proposto.
"Hoje, temos uma taxa de transmissão do vírus
menor no Brasil. Além disso, temos também uma queda no número de internações e
óbitos - já conseguimos fechar hospitais de campanha sem ter um colapso ou
desassistência no sistema de saúde", pontua a médica.
Atualmente, a taxa de transmissão do coronavírus
(Rt) é de 0,93, segundo o Imperial College. O parâmetro utilizado para o índice
é o número 1: quando a taxa fica acima de 1, a quantidade de pessoas doentes
com potencial de transmissão aumenta exponencialmente; e quando a taxa fica
abaixo de 1, ocorre o contrário. Na prática, isso significa que a cada 100
pessoas com COVID-19, outras 93 pessoas podem ser contaminadas com o vírus.
Em abril, o Brasil estava em situação pior. Com um
Rt de 2,81, o país era o local com a maior taxa de transmissão de COVID-19 no
mundo. Apesar da melhoria no cenário da doença no país, é importante que a
população não se iluda com a falsa sensação de segurança.
Isso porque o coronavírus ainda é uma realidade e
não deve ser negligenciado. "Estamos vivendo ainda em um momento de
alerta, e isso deve perdurar até a garantia de uma imunização efetiva para
grande parte da população ou, pelo menos, para grupos de maior risco. O
problema ainda não está resolvido", alerta Paula.
Flexibilizar a quarentena aumenta a transmissão?
Com a flexibilização, uma das dúvidas que surgiram é
sobre a possibilidade de haver um aumento de casos e da transmissão de COVID-19
entre a população. Segundo Paula, esta não é uma possibilidade a ser
descartada.
"A flexibilização aumenta a possibilidade de
transmissão, porque as pessoas estarão se encontrando mais. Porém, ao conviver,
se a população respeitar o uso de máscara, o distanciamento social e a higiene
correta das mãos, conseguiremos reduzir bastante este risco", afirma a
médica.
Uma vez que a retomada das atividades é uma
realidade, algumas práticas devem ser consideradas no dia a dia. De acordo com
a infectologista, independente do ambiente que a pessoa for frequentar, a regra
ainda é manter o distanciamento de, no mínimo, 1,5 metro entre as pessoas, usar
máscaras durante todo o período de convivência, higienizar as mãos de forma
adequada e evitar tocar a área do rosto, principalmente em ambientes públicos.
Veja a seguir como se adaptar ao momento de
flexibilização e, ao mesmo tempo, manter-se seguro contra o coronavírus:
Momentos de lazer
Quando for aproveitar momentos de lazer durante a
pandemia, a recomendação é priorizar atividades ao ar livre, principalmente em
parques. "Isso porque há uma ventilação maior, o que diminui o risco de
contaminação", explica Paula.
Restaurantes e bares
Quando a opção de lazer for em ambientes fechados,
como restaurantes e bares, é importante seguir as medidas de segurança. Além
disso, vale também observar se o estabelecimento mantém os espaços entre as
mesas e capacidade reduzida.
"No momento da escolha da mesa, o ideal é optar
por espaços abertos e ventilados. Por último, lembrar de tirar a máscara
somente na hora de comer e higienizar as mãos sempre que possível",
aconselha a médica.
Visitar amigos e parentes
Embora muitas pessoas tenham voltado a visitar
parentes e amigos, essa atividade, assim como festas em casa, ainda não é
indicada. "O cenário de ambiente fechado, com pessoas compartilhando o
mesmo ar, é arriscado, pois é difícil o uso de máscara nestas situações",
afirma a médica.
Outro ponto levantado pela infectologista é o risco
de jovens disseminarem o vírus para pessoas mais velhas. "Atualmente,
temos uma infecção maior entre jovens e, por mais que neste grupo as reações
tendem a ser menos graves, permanece a possibilidade desta pessoa infectar
outra com um quadro de saúde mais debilitado, que pode não reagir tão bem à
doença", diz Paula.
Viagens
O conselho, no momento, é evitar viagens muito
longas, especialmente aquelas feitas em ônibus e avião. "Esses meios de
transporte não possuem circulação de ar adequada e há uma proximidade grande
com outras pessoas - portanto, um cenário propício à infecção, ainda mais se
for uma viagem longa. Caso seja uma necessidade, priorize locais mais próximos,
em que o deslocamento possa ser feito de carro com as pessoas que já vivem na
mesma casa - e, se possível, com as janelas abertas", orienta a médica.
Caso a viagem seja inadiável, é recomendado
verificar se o destino obedece as medidas de segurança, como a redução de
pessoas no mesmo ambiente e a restrição de atividades que podem gerar
aglomeração. E, se for passear por lá, é importante deixar para visitar apenas
os espaços abertos.
Volta ao trabalho
Ao longo da pandemia, algumas atividades foram
remanejadas para o lar do trabalhador (enquanto os serviços essenciais não
interromperam seu funcionamento). Porém, com a flexibilização, o movimento de
retorno aos escritórios tende a ser cada vez maior. "Por vezes, essa
retomada não é uma escolha do trabalhador. Se existe a opção de home office,
ela ainda é a mais adequada e segura", afirma Paula.
Quando o home office não é uma realidade, a
infectologista recomenda algumas ações que podem diminuir o risco de
contaminação. "A empresa precisa oferecer um ambiente com distanciamento
social ou em esquema de turnos para evitar aglomeração, assim como materiais
necessários para a higiene correta e, sem dúvidas, fiscalizar o uso de
máscaras", indica.
Além disso, de acordo com a especialista, um momento
crucial que deve ser pensado é o da refeição. "Isso porque é preciso
evitar o costume de comer todos juntos, por ser um período que todos estarão
sem máscara", considera a médica.
Paula também avalia a importância de haver uma
comunicação entre trabalhadores e empresa para que haja a notificação de qualquer
sintoma de COVID-19. "Assim, conseguimos uma avaliação rápida e minimiza a
chance de contaminação de outros funcionários", esclarece.
Fonte: https://www.minhavida.com.br/saude/materias/36873-relaxamento-do-isolamento-pode-aumentar-casos-de-covid-19
- Escrito por Maria Beatriz Melero
sábado, 31 de outubro de 2020
Alimentos ultraprocessados ligados ao envelhecimento avançado no nível celular, conclui estudo
Um novo estudo lançou luz sobre a ligação entre o consumo de alimentos ultraprocessados (UPF) e o encurtamento dos telômeros; seções de cromossomos que podem ser usadas como um marcador de idade biológica. O trabalho foi conduzido por Lucia Alonso-Pedrero e colegas com a supervisão da Professora Maira Bes-Rastrollo e da Professora Amelia Marti, da Universidade de Navarra, Pamplona, Espanha.
A pesquisa, apresentada na Conferência Europeia e
Internacional sobre Obesidade deste ano (ECOICO 2020), realizada online este
ano (1-4 de setembro), indica que os telômeros têm duas vezes mais
probabilidade de serem curtos em indivíduos que têm um alto consumo (mais de 3
porções por dia) de UPFs. Telômeros curtos são um marcador de envelhecimento
biológico em nível celular, e o estudo sugere que a dieta pode estar fazendo
com que as células envelheçam mais rápido.
Telômeros são estruturas formadas a partir de um
filamento de DNA junto com proteínas especializadas e que estão localizadas nas
extremidades dos cromossomos. Cada célula humana tem 23 pares de cromossomos
que contêm nosso código genético e, embora os telômeros não contenham
informações genéticas, eles são vitais para preservar a estabilidade e
integridade dos cromossomos e, por extensão, o DNA de que cada célula do nosso
corpo depende funcionar. À medida que envelhecemos, nossos telômeros ficam mais
curtos, pois cada vez que uma célula se divide, parte do telômero é perdida,
portanto o comprimento do telômero (TL) é considerado um marcador de idade
biológica.
Em todo o mundo, o consumo de alimentos frescos está
diminuindo enquanto a ingestão de UPF está aumentando. UPFs são formulações
industriais de substâncias derivadas de alimentos (óleos, gorduras, açúcares,
amido, proteínas isoladas) que contêm pouco ou nenhum alimento inteiro e
geralmente incluem aromatizantes, corantes, emulsificantes e outros aditivos
cosméticos. Os processos e ingredientes usados na fabricação de UPFs os
tornam altamente convenientes (prontos para o consumo, quase imperecíveis), altamente
atraentes para os consumidores e altamente lucrativos (ingredientes de baixo
custo, longa vida útil) para seus fabricantes. Essas propriedades também
resultam em serem nutricionalmente pobres ou desequilibrados e sujeitos a um
consumo excessivo, muitas vezes à custa de alternativas menos processadas e
mais nutritivas.
A pesquisa associou UPFs a doenças graves, incluindo
hipertensão, obesidade, síndrome metabólica, depressão, diabetes tipo 2 e
vários tipos de câncer. Essas condições geralmente estão relacionadas à idade e
estão ligadas ao estresse oxidativo, inflamação e envelhecimento celular, que
também podem influenciar a LT. Apesar disso, existem poucos estudos sobre os
efeitos do consumo de UPF na LT, mas aqueles que foram realizados encontraram
associações entre a ingestão de bebidas adoçadas com açúcar (SSBs), álcool,
carnes processadas e outros alimentos ricos em gorduras saturadas e açúcar com
telômeros mais curtos. No entanto, esses estudos estão longe de ser
conclusivos, pois outras pesquisas não mostraram uma ligação entre UPF e TL.
O objetivo do autor foi avaliar a associação entre o
consumo de UPF e o risco de LT em uma população idosa do estudo, utilizando o
método do sistema NOVA para classificar o grau de processamento de diferentes alimentos.
Os dados foram obtidos junto aos participantes do
Projeto SUN: uma coorte em perspectiva aberta de graduados da Universidade de
Navarra e de outras universidades espanholas. O recrutamento começou em 1999 e
está permanentemente aberto a qualquer graduado com 20 anos ou mais, com a
coleta de dados sendo feita por meio de questionários de autorrelato enviados a
cada 2 anos. Esta pesquisa é baseada na análise de um estudo genético realizado
em maio de 2008, para o qual todos os participantes do Projeto SUN com idade
superior a 55 anos foram convidados a participar. No total, 886 indivíduos
forneceram amostras de saliva para análise de DNA, bem como registros precisos
de sua ingestão alimentar diária.
No total, 645 homens e 241 mulheres com idade média
de 67,7 anos foram incluídos na análise e agrupados em 4 grupos de tamanho
igual (quartis) de ‘baixo’ a ‘alto’ com base no consumo de UPF: menos de 2
porções / dia, 2 a 2,5 porções / dia, mais de 2,5 a 3 porções / dia e mais de 3
porções / dia.
Aqueles no quartil “alto” eram mais propensos a ter
histórico familiar de doenças cardiovasculares (DCV), diabetes e gorduras
anormais no sangue e a comer mais entre as refeições. Eles também consumiram
mais gorduras, gorduras saturadas, gorduras poliinsaturadas, sódio, colesterol,
SSBs, fast food e carnes processadas, enquanto consumiam menos carboidratos,
proteínas, fibras, azeite, frutas, vegetais e outros micronutrientes.
Observou-se que os participantes que comeram mais UPFs têm menos probabilidade
de aderir à ‘dieta mediterrânea’, que tem sido associada à melhoria da saúde
geral e, em particular, a um risco reduzido de DCV.
A equipe descobriu que conforme o consumo de UPF
aumentava, a probabilidade de ter telômeros encurtados aumentou dramaticamente
com cada quartil acima do mais baixo, tendo um aumento de risco de 29%, 40% e
82% para o ‘médio-baixo’, ‘médio-alto’ e grupos de consumo UPF ‘alto’,
respectivamente. Os autores também descobriram que a ingestão de UPF estava
associada ao risco de depressão (especialmente em pacientes com baixos níveis
de atividade física), hipertensão, sobrepeso / obesidade e mortalidade por
todas as causas.
Os autores concluem: “Neste estudo transversal de
idosos espanhóis, mostramos uma associação forte e robusta entre o consumo de
alimentos ultraprocessados e o comprimento dos telômeros. Mais pesquisas em
estudos longitudinais maiores com medidas basais e repetidas de LT são
necessárias para confirmar essas observações. . ”
Fonte: https://www.revistasaberesaude.com/alimentos-ultraprocessados-ligados-ao-envelhecimento-avancado-no-nivel-celular-conclui-estudo/
- American Journal of Clinical Nutrition / Créditos da imagem: Unsplash - Por
Revista Saber é Saúde
sexta-feira, 30 de outubro de 2020
Usar óculos ajuda a evitar o contágio do novo coronavírus?
A contaminação através dos olhos é uma possibilidade e exige cuidados preventivos contra a COVID-19
Durante uma pesquisa realizada em hospitais por
cientistas chineses, foi relatado que poucos pacientes internados com o novo
coronavírus usavam óculos. Esse dado levantou uma curiosidade entre os
estudiosos, fazendo com que se criasse uma relação do uso do objeto como um
possível fator de proteção contra a COVID-19.
Apesar dos efeitos do vírus nos seres humanos ainda
estarem sendo estudados e compreendidos pela ciência, já é possível afirmar que
o principal meio de transmissão da doença é através de gotículas respiratórias
emitidas pela boca e nariz, que podem ser passadas por meio do contato direto
entre pessoas.
Alguns especialistas acreditam que a contaminação
pelos olhos pode ocorrer quando o local é tocado sem a higienização correta das
mãos, fazendo com o que vírus entre em contato com as secreções do globo
ocular. Além disso, alguns estudos estão analisando a possibilidade do vírus
ser transmitido pelo ar e, portanto, adentrar a cavidade dos olhos.
Usar óculos evita o contágio?
Para Melissa Valentini, infectologista e assessora
médica do Grupo Pardini, o uso de equipamentos de proteção facial por
profissionais de saúde, principalmente quando há contato direto com pacientes
que possuem quadros de doenças infecciosas que são transmitidas por gotículas,
é efetivo e deve ser recomendado.
Porém, quando falamos da população num modo geral, a
necessidade de cobrir os olhos ainda não está definida. A especialista explica
que o estudo chinês foi realizado apenas em um local e em pequena escala, sem
relacionar a proteção ocular com outras medidas de proteção contra o
coronavírus, como é o caso do distanciamento social, uso de máscaras e
higienização das mãos.
"O uso de óculos poderá proteger da COVID-19,
mas deve ser associado às demais medidas. É fundamental não tocar os óculos e
face com as mãos sem higienização, porque, assim, poderá levar o vírus para a
mucosa ocular e possibilitar a infecção", conta a infectologista.
Lentes de contato x óculos
As recomendações sobre a frequência de higienização
dos óculos não tiveram grandes mudanças desde o início da pandemia.
Especialistas afirmam que a ação que deve ser priorizada é a lavagem correta
das mãos com água e sabão ou o uso de álcool 70%, evitando tocar o rosto ou
ajeitar os óculos - principalmente se não foi feita a limpeza das mãos
anteriormente.
De acordo com Melissa, caso essa regra for seguida,
os óculos podem ser higienizados de maneira habitual. Em relação ao uso das
lentes de contato, a situação deve ser encarada com mais cuidado, já que, para
utilizá-las, é feito o toque direto na cavidade ocular.
"As lentes de contato podem ser usadas, mas
deve-se ter atenção especial às irritações que elas podem causar. Se a pessoa
tiver que tocar os olhos muitas vezes, o que pode ser involuntário, e não tiver
a certeza de que as mãos estão higienizadas, os óculos seriam a melhor
opção", finaliza a infectologista.
Fonte: https://www.minhavida.com.br/saude/materias/36951-usar-oculos-ajuda-a-evitar-o-contagio-do-novo-coronavirus
- Escrito por Paula Santos






