domingo, 8 de agosto de 2021

Pacientes com histórico de desnutrição têm maior risco de covid-19 grave


Desnutrição e covid-19

 

Adultos e crianças com covid-19 com histórico de desnutrição apresentam maior probabilidade de óbito e maior necessidade de ventilação mecânica.

 

A desnutrição prejudica o funcionamento adequado do sistema imunológico e é conhecida por aumentar o risco de infecções graves por outros vírus. Isso chamou a atenção dos pesquisadores para os potenciais efeitos a longo prazo da desnutrição sobre os resultados da covid-19, que apresenta uma manifestação de longo prazo conhecida como "covid longa".

 

Louis Ehwerhemuepha e seus colegas investigaram associações entre diagnósticos de desnutrição e a subsequente gravidade da covid-19 usando registros médicos de 8.604 crianças e 94.495 adultos (maiores de 18 anos) que foram hospitalizados com covid-19 nos Estados Unidos entre março e junho de 2020. Os pacientes com um diagnóstico de desnutrição foram então comparados com os pacientes sem problemas nutricionais.

 

De 520 (6%) crianças com covid-19 grave, 39 (7,5%) tinham diagnóstico prévio de desnutrição, em comparação com 125 (1,5%) de 7.959 (98,45%) crianças com covid-19 leve.

 

Dentre os 11.423 (11%) adultos com covid-19 grave, 453 (4%) tinham diagnóstico prévio de desnutrição, em comparação com 1.557 (1,8%) adultos com covid-19 leve.

 

As crianças maiores de cinco anos e os adultos de 18 a 78 anos com diagnóstico prévio de desnutrição apresentaram maior chance de chegar ao estágio grave da covid-19 do que aqueles sem histórico de desnutrição nas mesmas faixas etárias.

 

Fator não explicado

 

Curiosamente, os dados mostraram ainda que as crianças menores de cinco anos e os adultos com 79 anos ou mais tinham maior chance de ter covid-19 grave se não estivessem desnutridos - em comparação com aqueles da mesma idade que estavam desnutridos. Os pesquisadores não sabem explicar a razão desse efeito invertido, mas teorizam que, ao menos nas crianças, isso pode ser devido ao fato de haver menos dados médicos para menores de cinco anos.

 

O risco de covid-19 grave em adultos com e sem desnutrição aumenta continuamente acima dos 79 anos. Os pesquisadores sugerem que as intervenções de saúde pública para aqueles com maior risco de desnutrição podem ajudar a mitigar a maior probabilidade de covid-19 grave neste grupo.

 

Checagem com artigo científico:

 

Artigo: Long-term effects of malnutrition on severity of covid-19

Autores: Alec Kurtz, Kenneth Grant, Rachel Marano, Antonio Arrieta, Kenneth Grant Jr, William Feaster, Caroline Steele, Louis Ehwerhemuepha

Publicação: Nature Scientific Reports

Vol.: 11, Article number: 14974

DOI: 10.1038/s41598-021-94138-z

 

Fonte: https://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=pacientes-historico-desnutricao-tem-maior-risco-covid-19-grave&id=14848&nl=nlds - Redação do Diário da Saúde - Imagem: Juraj Varga/Pixabay

Medalhas do Brasil nas Olimpíadas do Japão 2020


O Brasil participou das Olimpíadas de Tóquio 2020 com 302 atletas em 25 esportes, conquistando o 12º lugar na classificação geral, com 21 medalhas.

 

Confira a lista de todos os medalhistas do Brasil em Tóquio:

 

OURO:

 

Ana Marcela Cunha — Maratona aquática

 

Ítalo Ferreira — Surfe

 

Martine Grael e Kahena Kunze — Vela 49er FX

 

Rebeca Andrade — Ginástica artística: salto

 

Isaquias Queiroz — canoagem

 

Hebert Conceição — boxe peso médio

 

Seleção masculina de futebol

 

 

PRATA:

 

Kelvin Hoefler — Skate street

 

Pedro Barros — Skate park

 

Rayssa Leal — Skate street

 

Rebeca Andrade — Ginástica artística: individual geral

 

Bia Ferreira — boxe peso leve

 

Seleção feminina de vôlei

 

 

BRONZE:

 

Abner Teixeira — Boxe até 91kg

 

Alison dos Santos — 400m com barreira

 

Bruno Fratus — Natação 50m livre

 

Daniel Cargnin — Judô até 66kg

 

Fernando Scheffer — Natação 200m livre

 

Luisa Stefani e Laura Pigossi — Tênis (dupla)

 

Mayra Aguiar — Judô até 78kg

 

Thiago Braz — Salto com vara

 

 Classificação final das Olimpíadas Japão 2020 – Quadro de medalhas

 

1º Estados Unidos – 113 MEDALHAS

Medalhas de ouro 39

Medalhas de prata 41

Medalhas de bronze 33

 

2º China – 88 MEDALHAS

Medalhas de ouro 38

Medalhas de prata 32

Medalhas de bronze 18

 

3º Japão – 58 MEDALHAS

Medalhas de ouro 27

Medalhas de prata 14

Medalhas de bronze 17

 

Os cinco melhores desempenhos do Brasil em Olimpíadas em número de medalhas são:

 

1. Tóquio 2021: 21 medalhas — 7 ouros, 6 pratas e 8 bronzes  

 

2. Rio 2016: 19 medalhas — 7 ouros, 6 pratas, 6 bronzes

 

3. Pequim 2008: 17 medalhas — 3 ouros, 4 pratas, 10 bronzes

 

4. Londres 2012: 17 medalhas — 3 ouros, 5 pratas, 9 bronzes

 

5. Atlanta 1996: 15 medalhas — 3 ouros, 3 pratas, 9 bronzes

 

Por Professor José Costa

sábado, 7 de agosto de 2021

Covid-19: Anticorpos da vacina variam com a idade


Anticorpos após vacina da Pfizer

 

Conforme a vacinação avança, tem havido preocupações quanto à ocorrência de covid-19 entre os vacinados, o que tem levado muitas pessoas a procurar por exames que meçam os anticorpos contra o vírus.

 

Mas parece que as pessoas mais velhas têm menos anticorpos contra o novo coronavírus.

 

Os anticorpos são proteínas do sangue que são produzidas pelo sistema imunológico para nos proteger contra as infecções, incluindo a infecção pelo SARS-CoV-2, causador da covid-19.

 

Os pesquisadores mediram a resposta imune no sangue de 50 pessoas duas semanas depois que elas tomaram a segunda dose da vacina Pfizer contra a covid-19. Eles agruparam os participantes por idade e, em seguida, expuseram seu soro sanguíneo em tubos de ensaio ao vírus SARS-CoV-2 original "tipo selvagem" e à variante P.1 (também conhecida como gama) que se originou no Brasil.

 

O grupo mais jovem - todos na faixa dos 20 anos - teve um aumento de quase sete vezes na resposta de anticorpos em comparação com o grupo mais velho - entre 70 e 82 anos de idade.

 

Na verdade, os resultados do laboratório refletiram uma clara progressão linear do mais novo ao mais velho: Quanto mais jovem o participante, mais robusta é a resposta de anticorpos.

 

"Nossas populações mais velhas são potencialmente mais suscetíveis às variantes, mesmo que estejam vacinadas," disse o professor Fikadu Tafesse, da Universidade de Ciência e Saúde do Oregon (EUA). "A boa notícia é que nossas vacinas são realmente fortes."

 

Vacinação da comunidade

 

Tafesse e seus alunos enfatizam que, embora tenham identificado a menor resposta de anticorpos nas pessoas mais velhas, a vacina ainda parecia ser eficaz o suficiente para prevenir infecções e doenças graves na maioria das pessoas de todas as idades.

 

No entanto, com a absorção lenta da vacina, os pesquisadores afirmam que suas descobertas ressaltam a importância de promover a vacinação nas comunidades, e talvez não apenas por idade.

 

A vacinação reduz a propagação do vírus e de variantes novas e potencialmente mais transmissíveis, especialmente para pessoas mais velhas, que têm-se mostrado mais suscetíveis a infecções fortes.

 

"Quanto mais pessoas são vacinadas, menos o vírus circula," disse Tafesse. "Os idosos não estão totalmente seguros apenas porque estão vacinados; as pessoas ao seu redor realmente precisam ser vacinadas também. No final das contas, este estudo realmente significa que todos precisam ser vacinados para proteger a comunidade."

 

Checagem com artigo científico:

 

Artigo: Age-Dependent Neutralization of SARS-CoV-2 and P.1 Variant by Vaccine Immune Serum Samples

Autores: Timothy A. Bates, Hans C. Leier, Zoe L. Lyski, James R. Goodman, Marcel E. Curlin, William B. Messer, Fikadu G. Tafesse

Publicação: JAMA

DOI: 10.1001/jama.2021.11656

 

Fonte: https://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=covid-19-anticorpos-vacina-variam-idade&id=14851&nl=nlds - Redação do Diário da Saúde - Imagem: UFRJ/Faperj

sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Vitamina C é essencial para o sistema imunológico


Não é possível pode gerar células T reguladoras estáveis sem vitamina C ou sem as enzimas TET.

 

Autoimunidade

 

Cientistas podem ter encontrado sem querer um mecanismo que explica a histórica conexão entre a vitamina C e o combate a condições comuns, como gripes e resfriados.

 

Mas a descoberta pode ajudar em casos muito mais graves.

 

Já se sabia que as células T reguladoras (Tregs) ajudam a controlar a inflamação e a autoimunidade no corpo. Infelizmente, tem sido difícil encontrar os ingredientes moleculares corretos para induzir Tregs estáveis para uso como tratamento de doenças autoimunes, bem como para lidar com a rejeição de órgãos transplantados.

 

Agora, pesquisadores descobriram que a vitamina C e proteínas chamadas TET (sigla em inglês para translocação de dez-onze, uma referência aos cromossomos 10 e 11) podem trabalhar juntas para dar às Tregs seu poder de salvar vidas.

 

Na verdade, você não pode gerar células T reguladoras estáveis sem vitamina C ou sem essas enzimas TET.

 

"A vitamina C pode ser usada para estabilizar as iTregs [Tregs induzidas] geradas in vitro," explicou o professor Xiaojing Yue, do Instituto La Jolla de Imunologia (Espanha). "Esperamos que esses tipos de Tregs induzidas possam ser usados no futuro para o tratamento de doenças autoimunes e transplante de órgãos."

 

Genética e epigenética

 

Os pesquisadores descobriram que as proteínas TET são absolutamente necessárias para manter a expressão do gene e as características epigenéticas que tornam as Tregs o que são; e adicionar vitamina C gerou iTregs com expressão gênica e características epigenéticas semelhantes às Tregs normais do "tipo selvagem" encontradas no corpo.

 

O estudo também revelou uma conexão intrigante entre a atividade enzimática das TETs, a vitamina C e a sinalização de IL-2/STAT5.

 

"Em camundongos com deficiência de componentes de sinalização IL-2/STAT5, como IL-2, receptores de IL-2 ou STAT5, as Tregs não podem se desenvolver adequadamente ou podem ter função prejudicada.

 

"Estamos procurando por mais moléculas pequenas para estabilizar a atividade das TETs e gerar Tregs induzidas que são ainda mais estáveis. Essas Tregs induzidas podem eventualmente ser usadas para tratar pacientes. Esta pesquisa nos dá uma nova maneira de pensar sobre o tratamento das doenças autoimunes," disse Yue.

 

Checagem com artigo científico:

 

Artigo: Whole-genome analysis of TET dioxygenase function in regulatory T cells

Autores: Xiaojing Yue, Daniela Samaniego-Castruita, Edahí González-Avalos, Xiang Li, Benjamin G. Barwick, Anjana Rao

Publicação: EMBO Reports

Vol.: e52716

DOI: 10.15252/embr.202152716

 

Fonte: https://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=vitamina-c-essencial-sistema-imunologico&id=14855&nl=nlds - Redação do Diário da Saúde - Imagem: La Jolla Institute for Immunology

quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Como mudanças bruscas de temperatura afetam a saúde


Além de nos deixar sem saber o que vestir, a alternância entre dias frios e quentes tem efeito sobre o organismo, que vão da imunidade a problemas cardíacos e alterações no humor

 

Há consenso entre cientistas de que o clima tem um efeito profundo sobre nossa saúde e bem-estar, sendo associado a desde mudanças nas taxas de natalidade a surtos de pneumonia, gripe e bronquite.

 

No frio, o corpo gasta mais energia para se manter aquecido, o que acaba reduzindo a capacidade de defesa do organismo. Além disso, ambientes fechados, com grande quantidade de pessoas, facilitam a transmissão de vírus.

 

Mudanças bruscas de temperatura também costumam deixar as pessoas com imunidade baixa, aumentando o risco de doenças sobretudo para crianças e idosos. Nos mais velhos, a chamada amplitude térmica pode até mesmo levar à morte.

 

Problemas respiratórios e cardíacos

Para as pessoas que já sofrem de doenças respiratórias, a mudança brusca de temperatura é particularmente perigosa, com problemas como asma e rinite podendo se agravar.

 

Num estudo, pesquisadores da Universidade de São Paulo testaram a influência de mudanças bruscas de temperatura em pacientes com e sem rinite alérgica crônica. Eles foram colocados, em sessões alternadas de 30 minutos cada, numa câmara a 14°C e em outra a 26°C.

 

Os resultados apontaram que quem sofre de rinite alérgica tem mais chance de desenvolver sintomas respiratórios e oculares quando exposto a alterações repentinas de temperatura. Os pacientes com a doença relataram coceira e ardor nos olhos, além de falta de ar. A oscilação dos termômetros foi simulada com ar condicionado.

 

Segundo Carlos Carvalho, professor de Pneumologia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, as vias aéreas são preparadas para permanecer numa temperatura constante. Por isso, mudanças bruscas de temperatura podem gerar irritação, mesmo em quem não sofre de asma e rinite, disse em entrevista a Drauzio Varella.

 

Em períodos marcados por mudanças de temperatura e dias secos de inverno, é essencial beber bastante água para ajudar a manter úmido o muco que protege as vias respiratórias. Além disso, é recomendável tomar vacina contra gripe, se alimentar e dormir bem, se agasalhar e deixar o ar circular em locais fechados.

 

Mudanças bruscas de temperatura também podem provocar problemas cardíacos. Quando a oscilação de temperatura é do frio para o quente, o sangue fica mais espesso, e as artérias, contraídas, e a pressão tende a cair, aponta Max Grinberg, professor do Hospital das Clínicas da USP. Assim, é necessário mais esforço para bombear o sangue pelo corpo.

 

Já quando a alteração repentina é do quente para o frio, a pressão aumenta, e pode ocorrer uma crise hipertensiva. Pessoas com problemas cardíacos são, portanto, mais suscetíveis a mudanças de temperaturas.

 

Alteração de humor

Também há indícios científicos de que o clima pode afetar o humor, para além do desânimo comum diante de um céu nublado ou chuvoso. O chamado transtorno afetivo sazonal é um tipo de depressão que geralmente se manifesta no outono e no inverno.

 

O transtorno pode ser causado por alterações no relógio biológico e no equilíbrio químico do corpo. Nas estações mais frias, os níveis de melatonina e serotonina – que regulam o humor e o sono – podem ser afetados, levando à depressão.

 

As pessoas que vivem em climas frios são mais propensas a desenvolver o transtorno afetivo sazonal, devido ao menor número de horas de luz solar durante o outono e o inverno.

 

Estudos sugerem que temperaturas mais altas ou mais baixas podem afetar nossa capacidade de tomar decisões complexas. E, neste quesito, o clima frio parece ser mais vantajoso.

 

Isso tem a ver com a regulação da temperatura corporal. Enquanto no calor, suamos, para manter uma temperatura interna saudável, no frio, trememos para evitar a hipotermia. No entanto, resfriar o corpo parece requerer mais energia que aquecê-lo.

 

Assim, no calor sobra menos energia, em forma de glicose, para o cérebro, afetando os processos mentais. Portanto, quando a próxima onda de frio chegar, talvez seja hora de tomar grandes decisões.

 

Fonte: https://www.revistaplaneta.com.br/como-mudancas-bruscas-de-temperatura-afetam-a-saude/ - Texto: Deutsche Welle