terça-feira, 30 de setembro de 2025

8 hábitos para adotar e envelhecer com saúde


Especialistas de diferentes áreas da saúde apontam 8 atitudes que proporcionam uma vida mais saudável e feliz. Saiba quais hábitos adotar

 

Nunca é tarde para adotar hábitos que melhorem sua qualidade de vida e seu envelhecimento. De acordo com dados da Tábua de Mortalidade, apuradas pelo IBGE, a expectativa do brasileiro ao nascer em 2021 era de 77 anos. Esse número apresenta um acréscimo de cerca de 2 meses quando comparado à expectativa para o ano de 2020. 

 

Outros dados apresentados pelo IBGE mostram que, em 2021, pessoas com 60 anos ou mais eram 14,7% da população residente no Brasil, o que representa 31,23 milhões de pessoas. Uma outra projeção do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que, até 2100, a porcentagem de idosos no país subirá para 40,3% da população. 

 

Considerando esse cenário de envelhecimento da população, a preocupação com hábitos saudáveis se torna indispensável. Ter um estilo de vida equilibrado, com atenção para a saúde e o bem-estar, é essencial para que as pessoas vivam mais e, o mais importante, vivam melhor. Pequenas mudanças no dia a dia já podem trazer grandes benefícios para a saúde física e mental.

 

8 hábitos para envelhecer com saúde

Os especialistas em saúde e cofundadores do Longidade, canal com informações voltadas ao público 60+ e profissionais da saúde, listam 8 práticas que podem ser colocadas em prática em janeiro, e que irão transformar sua qualidade de vida e seu envelhecimento. Confira:

 

Praticar atividade física;

Cultivar momentos de contato com a natureza;

Manter uma alimentação saudável e equilibrada com alto consumo diário de água (cerca de 2L)

Falar sobre seus sentimentos com pessoas de confiança; 

Permitir aproveitar momentos de descanso e lazer;

Dormir no mínimo 7,5 horas por noite;

Tenha um ou mais propósitos com projetos futuros;

Cultivar relações de afeto significativas.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/8-habitos-para-adotar-e-envelhecer-com-saude,c7084d9130c5351e2ff6a7cf7ce0417cbpbwpxgw.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Programação da Novena e Festa de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil 2025

A Novena e Festa da Padroeira de 2025 ocorrerá de 3 a 12 de outubro, com o tema "Com Maria, Mãe da Esperança, conhecer Jesus e cuidar da vida". A celebração ocorrerá no Santuário Nacional de Aparecida e terá transmissões pela Rede Aparecida de Comunicação. O evento busca promover a fé, o cuidado com a vida e a reflexão através de atividades litúrgicas, culturais e do livreto oficial da novena. Confira a programação completa:

















Por Professor José Costa - com informações do Santuário Nacional de Aparecida

Saiba os sinais precoces de doenças cardiovasculares e como prevenir


Algumas doenças cardiovasculares possuem sintomas inespecíficos e é essencial estar atento a sinais precoces e realizar exames periódicos

 

Doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), somente neste ano, cerca de 300 mil pessoas morreram em decorrência de problemas no coração. A entidade revela que, em média, são mais de 1,1 mil mortes diárias, 46 por hora e uma a cada 1,5 minuto.

 

O infarto agudo do miocárdio, doença coronariana (obstrução das artérias), acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca, arritmias, hipertensão arterial e doenças das válvulas cardíacas estão entre as principais e mais perigosas condições cardiovasculares.

 

“A principal causa de morte no Brasil é o infarto agudo do miocárdio. O controle dos fatores de risco reduz de forma muito significativa o risco de ter um infarto. É importante conscientizar os jovens da relevância de um estilo de vida saudável para que se possa viver mais e com melhor qualidade de vida”, afirma o médico cardiologista João Poeys Júnior, do Hospital DF Star.

 

Algumas doenças são graves e, por vezes, silenciosas, sendo descobertas somente quando estão em estágio avançado. Isso aumenta a dificuldade de tratamento e diminui as chances de recuperação. Por isso, é importante estar atento a sinais precoces comuns relacionados à condição.

 

É essencial ressaltar que a qualquer sintoma suspeito, um profissional médico deve ser procurado imediatamente.

 

Sinais precoces de doenças cardiovasculares

Dores e falta de ar

A dor no peito é um sintoma clássico de doença coronariana (obstrução das artérias). Além de “apertar” o peito, ela pode irradiar para o braço esquerdo, pescoço ou mandíbula. O incômodo costuma aparecer após esforços físicos ou situações de estresse.

 

Alguns pacientes, principalmente os idosos, podem apresentar sintomas atípicos, como dor abdominal, dor nas costas, náusea, cansaço excessivo e falta de ar.

 

“Os sintomas nos indivíduos mais velhos muitas vezes não são identificados. Essa população tem mais chance de ter sintomatologia atípica, sem expressar doença coronariana através de dor torácica. Frequentemente, apresentam desconfortos diferentes dos habitualmente descritos na literatura ou são assintomáticos para as doenças cardiovasculares, mesmo apresentando suas formas mais graves”, diz a médica cardiologista Ximena Ferrugem, do Hospital Brasília Águas Claras.

 

Cansaço sem motivo

Cansaço sem motivo aparente pode indicar que o coração está com dificuldade para bombear o sangue oxigenado para o restante do corpo, deixando músculos e tecidos mais fracos. O sintoma é comum em casos de insuficiência cardíaca.

 

Para a SBC, a prevenção e o tratamento adequado dos fatores de risco e das doenças do coração podem ser o suficiente para reverter quadros graves. Para isso, é necessário saber identificar os principais sintomas de problemas cardiovasculares e tratá-los, caso apresente algum deles

 

Dentre as doenças cardiovasculares que mais fazem vítimas fatais, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) se destaca. Ele é causado devido à presença de placas de gordura que entopem os vasos sanguíneos cerebrais. Entre os sintomas estão: dificuldade para falar, tontura, dificuldade para engolir, fraqueza de um lado do corpo, entre outros

 

A cardiomiopatia é outra grave doença que acomete o coração. A enfermidade, que deixa o músculo cardíaco inflamado e inchado, pode enfraquecer o coração a ponto de ser necessário realizar transplante. Entre os sintomas da doença estão: fraqueza frequente, inchaços e fadiga

O infarto do miocárdio acontece quando o fluxo sanguíneo no músculo miocárdio é interrompido por longo período. A ausência do sangue na região pode causar sérios problemas e até a morte do tecido. Obesidade, cigarro, colesterol alto e tendência genética podem causar a doença. Entre os sintomas estão: dor no peito que dura 20 minutos, formigamento no braço, queimação no peito, etc.

 

Tontura, pré-desmaio ou desmaio

Assim como cansaço sem motivo aparente, tonturas, pré-desmaios ou desmaios são condições que prejudicam o bombeamento sanguíneo, principalmente para o cérebro. Os incômodos estão associados à insuficiência cardíaca, arritmias e doenças das válvulas do coração.

 

Palpitações

Palpitações rápidas, fortes ou irregulares podem indicar a presença de arritmias cardíacas ou problemas nas válvulas cardíacas. No entanto, o consumo de cafeína, medicamentos e álcool, além de situações de estresse e ansiedade, também podem estar por trás do incômodo.

 

Fatores de risco

Algumas condições são preponderantes para aumentar o risco de problemas cardíacos, como colesterol alto, diabetes, tabagismo, sedentarismo, obesidade e estresse. O histórico familiar é outro fator importante.

 

“Peço muita atenção aos pacientes que tiveram casos de infarto, implantação de stent, cirurgia cardíaca ou morte súbita entre familiares próximos, como pais e irmãos. Pode haver uma predisposição genética para formação das placas de gordura e estes indivíduos podem ter um infarto mais precoce que o restante da população”, alerta Poeys.

O cardiologista ressalta que, para homens, o risco aumenta se o familiar manifestar sua doença antes dos 55 anos. Já para mulheres, a regra se aplica se a condição ocorrer em familiares antes dos 65 anos.

 

Como prevenir

Não há segredos para prevenir o risco de doenças cardiovasculares. O mais indicado é ter escolhas diárias simples e eficazes: manter uma alimentação equilibrada, reduzir o consumo de sal, açúcar e gordura, e priorizar frutas, verduras, legumes e fibras. Também é importante aliar a rotina alimentar à prática regular de atividades físicas.

 

Além disso, a realização de exames periódicos é essencial para diagnosticar qualquer condição antes de se tornar algo mais grave.

 

“Testes fornecem dados valiosos para médicos traçarem estratégias personalizadas de cuidado, reduzindo riscos de infarto e AVC. Por isso, é importante acompanhar junto ao médico de confiança eventuais alterações que possam ser tratadas precocemente”, reforça a endocrinologista Maria Helane Gurgel, do laboratório Exame Medicina Diagnóstica. 

 

Fonte: https://www.metropoles.com/saude/sinais-de-doencas-cardiovasculares - Jorge Agle - PM Images/Getty Images

domingo, 28 de setembro de 2025

Estômago alto: veja as causas e como se livrar da condição


O estômago alto pode ser resultado de um acúmulo de gordura, uma diástase abdominal ou outros fatores passíveis de tratamento

 

Quando o estufamento abdominal surge sem estar necessariamente associado a um ganho de peso, provavelmente estamos falando de estômago alto. Isto é, aquela saliência que se forma na região acima do umbigo, explica o Dr. Vitor Nunes, cirurgião plástico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

 

Causas

Segundo o médico, o estômago alto tem diferentes causas. Entre elas, estão:

 

Acúmulo de gordura na região;

Frouxidão da parede muscular;

Afastamento dos músculos abdominais, também conhecido como diástase;

Excesso de gordura visceral;

Em alguns casos, hérnia na região.

 

Muitas vezes, o estômago alto pode se tratar especificamente de acúmulo de gordura. Para diferenciar as condições, é necessária uma boa avaliação física. "Para isso, o especialista faz a solicitação de exames como ultrassonografia da região, tomografia da região e bioimpedância, exame que define a composição corporal do paciente, que nos ajudam a definir a causa", explica.

No caso específico da diástase, o estômago alto é consequência de um afastamento importante dos músculos reto abdominais na linha média "da barriga". Geralmente, o problema surge com grandes oscilações de peso, ou múltiplas gestações. Um exame físico e de imagem ajudam a diagnosticar com precisão a causa, indica o cirurgião plástico.

 

Como se livrar do estômago alto?

Se a causa do estômago alto for uma pequena diástase, ou gordura visceral, localizada na cavidade abdominal próxima de órgãos vitais, ou ainda gordura localizada, algumas mudanças na rotina podem ajudar a combater o problema.

"Praticar exercícios hipopressivos, eficientes para tonificar o abdômen, ou o LPF (Low Pressure Fitness) que também têm como foco contrair o abdômen são medidas eficazes. Além disso, dieta, atividade física e mudança do estilo de vida também contribuem para a eliminar o estômago alto", indica Vitor.

 

Casos de cirurgia

"Se a diástase abdominal for importante, ou aquela gordura localizada, insistir em ficar mesmo após exercício físico e dieta, geralmente é preciso então uma cirurgia para resolver. A correção pode ser feita cirurgicamente, unindo os músculos novamente. Complementamos com lipoaspiração da região para melhorar a sensação de estômago algo", afirma o médico.

É possível que a cirurgia de correção da diástase seja feita por robô, videolaparoscopia, procedimento minimamente invasivo, ou pela incisão de uma cicatriz de cesárea prévia. Ou ainda junto com a cirurgia de abdominoplastia. A retirada da gordura acontece com lipoaspiração da região. "O resultado vem em um período que, geralmente, chega a um resultado final entre 6 meses e 1 ano", diz o especialista.

 

Vale destacar que é possível prevenir o surgimento do estômago alto controlando o peso, fazendo exercícios de postura, exercícios de respiração, exercícios físicos e hábitos saudáveis, indica o Dr. Vitor Nunes.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/estomago-alto-veja-as-causas-e-como-se-livrar-da-condicao,4ac4f1d628530f9c2d284f93e4b8c83fzxrc144c.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

sábado, 27 de setembro de 2025

Veja a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama


Autoexame e acompanhamento médico regular são essenciais para aumentar as chances de sucesso no tratamento da doença

 

A cada ano, 70 mil brasileiras recebem a notícia de que têm câncer de mama, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Trata-se da doença mais incidente entre mulheres, excluídos os tumores de pele não melanoma, e responsável por milhares de mortes anuais. Somente entre 2018 e 2023, mais de 108 mil casos ocorreram em mulheres abaixo dos 50 anos, representando um terço de todos os diagnósticos.

 

Em resposta a esses números, o Ministério da Saúde anunciou novas diretrizes em 2025: a mamografia passa a ser recomendada a partir dos 40 anos, mediante indicação médica, e a idade máxima de rastreamento foi ampliada para 74 anos. A incorporação de novos medicamentos ao Sistema Único de Saúde (SUS) reforça o cuidado, mas especialistas alertam que consultas de rotina e atenção ao corpo são pilares igualmente fundamentais.

 

Importância do autoexame e das consultas regulares

O autoexame das mamas não substitui a mamografia, mas é uma ferramenta importante de autoconhecimento. Ele deve ser feito mensalmente, de preferência alguns dias após o fim da menstruação. "O objetivo é que a mulher conheça o próprio corpo e perceba rapidamente qualquer alteração, como caroços, retrações, secreções ou mudanças na pele", orienta a ginecologista e obstetra Paula Batista, do Studio Gorga Bem-Estar. Ao notar sinais suspeitos, a paciente deve procurar imediatamente seu médico.

 

A médica orienta ainda que as consultas ginecológicas devem ser anuais para mulheres sem fatores de risco, mas podem ser semestrais em casos de histórico familiar. "A frequência do acompanhamento depende do perfil de cada paciente. Mulheres com mãe ou irmãs diagnosticadas com câncer de mama, por exemplo, precisam começar a prevenção mais cedo e com intervalos menores entre os exames", explica.

 

Idade recomendada para realizar a mamografia

Como dito anteriormente, o Ministério da Saúde passou a recomendar a mamografia a partir dos 40 anos, medida defendida também por sociedades médicas. O exame continua indicado a cada dois anos para mulheres entre 50 e 69 anos, mas a ampliação permite incluir faixas que concentram parte significativa dos diagnósticos.

 

"Detectar tumores no início pode reduzir em até 30% a mortalidade por câncer de mama. É um dado que mostra como o rastreamento salva vidas", afirma Dra. Graziele Cervantes, ginecologista e cirurgiã do Studio Gorga Bem-Estar.

 

Além da mamografia, a médica explica que exames como o ultrassom podem ser indicados em mulheres mais jovens ou com mamas densas, e em alguns casos específicos, a ressonância. O ideal, segundo ela, é que a estratégia seja individualizada.

 

Fatores de risco para o câncer de mama

Embora ter familiares com câncer de mama aumente o risco, não significa que a doença seja exclusivamente hereditária. "Muitas mulheres sem histórico familiar também desenvolvem câncer. O que vemos é uma combinação de fatores genéticos, hormonais e ambientais", explica a Dra. Gabriela Biava, ginecologista e obstetra do Studio Gorga Bem-Estar.

 

Entre os fatores ligados à vida reprodutiva, a médica afirma que a gestação após os 35 anos pode elevar o risco. Isso acontece, segundo a especialista, porque a exposição prolongada aos hormônios estrogênio e progesterona aumenta a chance de mutações nas células da mama.

 

"É um aspecto a ser considerado, mas não significa que toda mulher que engravida mais tarde terá câncer", detalha a Dra. Gabriela Biava. Já para as mulheres que optam por não engravidar, o risco também pode ser discretamente maior pelo mesmo motivo.

 

Cuidados que podem ajudar na prevenção

Hábitos como manter o peso adequado, praticar atividade física e evitar o consumo excessivo de álcool podem ajudar a reduzir as chances de desenvolver o câncer de mama. Conforme as médicas, a prevenção combina acompanhamento médico regular, atenção ao corpo e escolhas de estilo de vida que favoreçam a saúde. "Quanto mais cedo descobrimos a doença, maiores são as chances de cura e de um tratamento menos agressivo", finaliza a Dra. Graziele Cervantes.

 

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/veja-a-importancia-do-diagnostico-precoce-do-cancer-de-mama,e1c17ad78223d2d7c9800354864e8a84u2vjn1jm.html?utm_source=clipboard - Por Paula de Paula - Foto: AYO Production | Shutterstock / Portal EdiCase