segunda-feira, 17 de novembro de 2025

5 principais grupos de alimentos que mais inflamam o corpo


A inflamação é um processo natural e necessário do organismo, responsável por reparar tecidos e defender o corpo de infecções. O problema começa quando esse mecanismo, que deveria ser pontual e protetor, se torna constante e silencioso.

 

"Essa inflamação crônica de baixo grau está por trás de condições como obesidade, resistência à insulina, fígado gorduroso, doenças cardiovasculares e até alguns tipos de câncer", explica a Dra Patricia Almeida, gastroenterologista e hepatologista pela Sociedade Brasileira de Hepatologia.

 

Segundo a especialista, a inflamação nasce, na maioria, dos excessos alimentares modernos. Os principais grupos que a favorecem agem por mecanismos distintos, mas complementares — e o resultado é um corpo permanentemente em alerta. São eles:

 

1. Açúcares e farinhas refinadas

O consumo frequente de alimentos ultrarrefinados — como refrigerantes, doces, pães e massas brancas — provoca picos de glicose e insulina no sangue. Esse ciclo repetido estimula a produção de radicais livres e sobrecarrega as células, desencadeando uma resposta inflamatória. Com o tempo, instala-se a resistência à insulina e o acúmulo de gordura no fígado e no abdome, ambientes propícios à inflamação.

 

2. Gorduras trans e óleos vegetais refinados

Presentes em alimentos industrializados, margarina, frituras e fast food, essas gorduras alteram a composição das membranas celulares e favorecem a oxidação do colesterol. Esse processo ativa vias inflamatórias no endotélio (a camada que reveste os vasos sanguíneos), contribuindo para aterosclerose, inflamação sistêmica e envelhecimento celular precoce.

 

3. Carnes processadas e proteínas ultracozidas

Embutidos, bacon e carnes preparadas em altas temperaturas concentram compostos tóxicos, como os nitritos. Essas substâncias estimulam a liberação de citocinas inflamatórias e interferem na função mitocondrial, promovendo disfunção metabólica.

 

4. Álcool em excesso

O álcool, mesmo em quantidades consideradas “sociais”, quando consumido com frequência, gera metabólitos tóxicos no fígado, como o acetaldeído. Esse composto desencadeia estresse oxidativo e aumenta a permeabilidade intestinal, facilitando a entrada de toxinas na circulação. O resultado é inflamação hepática e desequilíbrio de todo o metabolismo.

 

5. Alimentos ultraprocessados

O conjunto de aditivos químicos, emulsificantes e conservantes presentes em produtos prontos para consumo altera a microbiota intestinal — e um intestino desequilibrado é um importante gatilho inflamatório. A barreira intestinal enfraquecida permite a passagem de moléculas pró-inflamatórias para a corrente sanguínea, perpetuando o ciclo.

 

A médica ressalta que desinflamar o corpo não é um ato pontual, mas um processo sustentado por hábitos.

 

"Priorizar alimentos naturais e minimamente processados, dormir bem, movimentar-se regularmente e evitar o consumo de álcool e ultraprocessados são atitudes com impacto real e duradouro", conclui.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/5-principais-grupos-de-alimentos-que-mais-inflamam-o-corpo,009f9e0e1ebced0bff764b0c02135f886mb45rvx.html?utm_source=clipboard - Por: Marcela Ribeiro / Foto: Freepik

domingo, 16 de novembro de 2025

Especialista explica quais as melhores atividades físicas para o bem-estar


Segundo especialista em neurociência, as atividades físicas podem ser de grande auxílio para o bem-estar no dia a dia

 

Do ponto de vista da neurociência, o movimento é uma das linguagens mais antigas do cérebro. “Quando nos exercitamos, o corpo ativa circuitos neuroquímicos que regulam o humor, reduzem a ansiedade e fortalecem a autoconfiança. Durante o treino, há uma liberação de dopamina, endorfina e serotonina, neurotransmissores ligados à sensação de prazer, satisfação e equilíbrio emocional”, explica Carol Garrafa, engenheira de formação, com especialização em Neurociência.

 

Mas o impacto vai além da química: o exercício reorganiza o cérebro. Melhora as funções executivas, como foco, atenção e tomada de decisão, ajudando a reduzir os níveis de cortisol, o hormônio do estresse. Lembrando que é preciso descansar também entre os dias de exercícios, ou o resultado não será o mesmo.

 

“O verdadeiro bem-estar nasce desse ritmo dinâmico, o de saber quando acelerar e quando respirar”, diz a especialista.

 

Mas, afinal, quais as melhores atividades físicas para garantir esse bem-estar? Confira a seguir:

 

Melhores atividades físicas para o bem-estar

As melhores atividades, segundo Carol, são aquelas que geram prazer e constância. Do ponto de vista da neurociência, o que mantém um hábito não é apenas a força de vontade, mas o circuito de recompensa, o prazer e o significado que associamos à prática.

 

“Atividades aeróbicas, como corrida ou natação, são excelentes para o equilíbrio emocional. A musculação traz a sensação de competência e autossuperação. E esportes coletivos, como o beach tennis, estimulam conexão e pertencimento, ingredientes fundamentais para o cérebro se sentir em bem-estar”, comenta.

 

Quando há motivação, o cérebro ativa a dopamina, o neurotransmissor do engajamento. E quando ela faltar, é a disciplina que sustenta o propósito. “Mas o primeiro passo é se reconectar com o que faz sentido, porque o corpo só sustenta aquilo que a alma entende como verdadeiro”, explica Carol.

 

Experiência pessoal

Carol não fala apenas de uma perspectiva profissional – ela também teve sua vida melhorada pelos exercícios físicos.

 

O esporte sempre esteve presente na sua vida. Desde criança, o movimento foi seu jeito de estar no mundo, primeiro nas brincadeiras com os primos e irmãos no sítio; depois, no vôlei, mesmo com sua “pouca altura”. “A garra sempre compensou o tamanho, e cheguei a ser atleta federada pelo Palmeiras”, diz.

 

Mais tarde veio o futebol, na faculdade — onde foi capitã do time e vivenciou o que o esporte tem de mais bonito: o espírito coletivo, a estratégia, a superação. Mais do que as vitórias, o que ficou foi o aprendizado: o esporte traz à tona a sua melhor versão e te confronta com a pior.

 

Ele ensina sobre liderança, empatia, frustração, paciência, e sobre o valor de treinar, de fazer o que precisa ser feito mesmo quando não dá vontade.

 

“Hoje, continuo essa jornada com a musculação e o beach tennis, que me ajudam a manter o equilíbrio mental e físico, mas também a presença e a leveza no dia a dia. Fui convocada há dois anos para o Brasileiro de beach tennis para jogar 30+ por São Paulo e mais uma vez a superação falou mais alto, ficamos com bronze em uma disputa linda”, comenta.

 

Segundo ela, o esporte a ensinou que bem-estar não é só estar bem, é estar inteira, em movimento, com propósito e com presença.

 

Fonte: https://sportlife.com.br/especialista-explica-quais-as-melhores-atividades-fisicas-para-o-bem-estar/ - Shutterstock - By loyane

sábado, 15 de novembro de 2025

Longevidade: segredos para envelhecer com saúde e viver mais


Especialista explica quais hábitos adotar para viver mais e melhor

 

A expectativa de vida cresceu ao longo do tempo. No Brasil, segundo o Censo Demográfico de 2022, esse indicador chegou a 79,7 anos para mulheres, e 73,1 anos para homens. A longevidade não possui uma fórmula, mas a prática de alguns hábitos pode contribuir para um envelhecimento mais saudável.

 

De acordo com o nutrólogo, especialista em emagrecimento, desempenho físico e distúrbios hormonais, do Instituto SoulMais, Dr. Neto Borghi, um estilo de vida balanceado impacta diretamente no bem-estar.

 

A partir de uma alimentação saudável, da regularidade dos exercícios físicos e dos cuidados com a saúde mental é possível melhorar a disposição, prevenir doenças e aumentar a expectativa de vida. 

 

O profissional também esclarece que uma rotina de bons hábitos é fundamental para a homeostase do corpo, e influencia em funcionalidades do organismo. "Uma rotina equilibrada também contribui para a manutenção do peso ideal e para o controle de fatores de risco, como colesterol e pressão arterial".

 

Confira abaixo algumas dicas de hábitos que auxiliam na qualidade de vida e na longevidade para incluir no dia a dia.

 

10 hábitos para a longevidade:

1. Adote uma alimentação rica em vegetais, frutas e grãos integrais.

 

2. Pratique exercícios físicos regularmente, combinando atividades aeróbicas e de força.

 

3. Mantenha uma rotina de sono adequada, com horas suficientes de descanso.

 

4. Controle o estresse com práticas como meditação, ioga ou respiração consciente.

 

5. Beba água regularmente, auxiliando na manutenção da hidratação corporal.

 

6. Evite o consumo excessivo de álcool e o uso de tabaco.

 

7. Faça consultas médicas periódicas e mantenha os exames em dia.

 

8. Mantenha conexões sociais e familiares fortes, cultivando relacionamentos saudáveis.

 

9. Exponha-se ao sol de forma moderada para garantir bons níveis de vitamina D.

 

10. Mantenha-se mentalmente ativo, aprendendo coisas novas e praticando hobbies.

 

Apesar da longevidade ser cada vez mais maior e mais presente para a população, é necessário buscar uma vida equilibrada para que se obter saúde e bem-estar em todas as fases da vida.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/longevidade-segredos-para-envelhecer-com-saude-e-viver-mais,c461c075c18bb9e4ade5dd07e988376b6af17clt.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Novembro Azul: como seus hábitos auxiliam na prevenção de doenças


Especialista explica como a desnutrição e o sedentarismo impactam no desenvolvimento de enfermidades

 

A campanha Novembro Azul se dedica a conscientizar a população acerca das doenças que atingem o gênero masculino, em especial o câncer de próstata. Atualmente, ele atinge mais de 72 mil homens apenas no Brasil.

 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, essa enfermidade foi responsável pela morte de 17 mil brasileiros no ano de 2023. Os números alarmantes refletem uma realidade problemática na qual a busca por diagnóstico e tratamento correto é fundamental. 

 

Segundo o médico que atua com saúde funcional e integrativa, Dr. Silas Soares, alguns fatores são essenciais para fortalecer o sistema imunológico. Dessa forma é possível aumentar a prevenção das doenças que atingem os homens.

 

É o caso da adoção de uma alimentação saudável e equilibrada, além da prática regular de atividades físicas. 

 

Fatores de risco da doença

"Existe uma série de precedentes que podem influenciar no desenvolvimento do câncer de próstata, entre os principais está a desnutrição. Isso porque muitos dos pacientes diagnosticados possuem maus hábitos alimentares. O consumo constante de fast-food, por exemplo, provoca a deficiência de vitaminas e minerais. Essa dinâmica deixa o organismo indefeso e fraco, contribuindo para o surgimento de diversas doenças", explica o especialista.

 

Além disso, a falta de exercícios físicos na rotina atua como um fator decisivo para o risco do câncer de próstata. De acordo com um estudo publicado no British Journal of Sports Medicine, a prática de atividades pode reduzir em até 35% o risco da doença. 

 

"Muitos brasileiros possuem uma rotina mais veloz, e por isso, optam por refeições que são ágeis e fáceis de se preparar. O problema por trás dessa agilidade, é que muitos desses pratos possuem ingredientes industrializados e que oferecem uma baixa quantidade de vitamina B12. Elas se obtêm através de proteínas, e da vitamina C, geralmente presente no brócolis, couve, pimentão amarelo e acerola."

 

"Pizza, hambúrguer, batata frita, nuggets, nenhuma dessas opções proporcionam qualquer proteção ao organismo. Pelo contrário, são responsáveis por aumentar o déficit nutricional, o que causa o comprometimento do sistema imunológico", esclarece o médico. 

 

Nesse sentido, a proteção contra o câncer de próstata se relaciona diretamente com uma dieta balanceada e com exercícios físicos. O ideal é realizar cerca de 150 minutos de atividades de média intensidade ou 75 minutos de atividades aeróbicas durante a semana. As melhores atividades para o público masculino são corrida, musculação, natação e ciclismo. 

 

Impactos dos bons hábitos

O especialista esclarece que a prevenção por meio dos treinos ocorre porque a partir deles é possível controlar o sobrepeso. Isso porque a obesidade mantém o corpo em um estado constante de inflamação, estimulando uma multiplicação descontrolada de células e aumentando o risco de tumores. 

 

Além disso, ao se movimentar constantemente, o corpo registra o melhor funcionamento do sistema endócrino, aumentando a liberação de hormônios, como a serotonina.

 

"Apesar da influência da dieta e dos exercícios, é importante lembrar que a saúde mental também possui o seu papel em relação ao desenvolvimento do câncer. Isso porque o estresse aumenta a produção de hormônios como o cortisol e a adrenalina".

 

"Níveis elevados desses hormônios podem interferir na resposta imunológica do corpo. Assim, ocorre o prejuízo da capacidade de identificar e eliminar células anormais, como as cancerígenas", finaliza o especialista.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/novembro-azul-como-seus-habitos-auxiliam-na-prevencao-de-doencas,fe180488916ded2833873da8683b7c3fu0pjzwra.html?utm_source=clipboard - Foto: Saúde em Dia

quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Descubra por que dormir menos de 6 horas prejudica a saúde


Privação do sono pode favorecer o ganho de peso e aumentar o risco de doenças inflamatórias

 

Dormir menos de seis horas por noite tornou-se rotina para muitas pessoas, mas a privação de sono provoca desequilíbrios silenciosos que afetam todo o organismo. A falta de descanso interfere na regulação hormonal, no metabolismo e na imunidade, além de aumentar o risco de doenças inflamatórias e cardiovasculares.

 

Conforme Márcio José Evangelista Júnior, professor do curso de Biomedicina da Faculdade Anhanguera, o sono é um dos pilares mais importantes para o bom funcionamento do corpo. "Durante o sono profundo, ocorre a regeneração celular, o equilíbrio dos neurotransmissores e a consolidação da memória. Quando essa fase é interrompida, o corpo entra em um estado de estresse contínuo, com aumento do cortisol e maior desgaste físico e mental", explica.

 

Privação de sono contribui para o ganho de peso

O especialista ressalta que a privação de sono também afeta o metabolismo da glicose e a liberação de insulina, o que pode contribuir para ganho de peso e resistência insulínica. "É comum as pessoas culparem apenas a alimentação pelo aumento de peso, mas dormir mal também desregula os hormônios da fome e da saciedade, como a grelina e a leptina", alerta.

 

Riscos do café em excesso

Outro ponto de atenção é o uso de cafeína como forma de compensar o cansaço devido às poucas horas de sono. "O café estimula o sistema nervoso central e mascara a fadiga, mas o consumo em excesso, especialmente após o meio da tarde, pode atrasar a liberação de melatonina, prejudicando ainda mais o sono. O que poucas pessoas sabem é que a cafeína também reduz a absorção de ferro e cálcio, podendo causar deficiências nutricionais com o tempo", explica o professor.

 

Sinais de alerta do corpo diante da privação de sono

Quando o descanso não é suficiente, o corpo dá sinais. "Dormir bem é mais do que descansar, é um processo biológico de reparo que garante o equilíbrio do corpo e da mente. Quando o sono é negligenciado, o organismo reage com sinais sutis, como fadiga constante, irritabilidade e queda de imunidade. O ideal é reconhecer esses alertas antes que se tornem problemas maiores", destaca Márcio José Evangelista Júnior.

 

Hábitos que favorecem o sono e a recuperação do corpo

Além das recomendações mais conhecidas, como evitar telas antes de dormir e manter horários regulares, o professor lista hábitos pouco lembrados que favorecem o sono e a saúde metabólica:

 

Reduzir a luz artificial branca à noite: luzes frias inibem a produção natural de melatonina; prefira iluminação amarelada e suave;

Evitar treinos intensos à noite: o exercício físico muito próximo da hora de dormir eleva a temperatura corporal e o nível de adrenalina, dificultando o relaxamento;

Manter o ambiente com temperatura levemente fresca: o corpo precisa reduzir a temperatura interna para entrar no sono profundo;

Cuidar da hidratação: a desidratação interfere na oxigenação cerebral e pode causar despertares noturnos;

Evitar cochilos longos no fim da tarde: eles atrasam o ciclo circadiano e dificultam o sono noturno.

Além disso, é importante evitar a alimentação pesada pouco antes de dormir, pois o processo de digestão exige atividade metabólica e gastrointestinal intensa, o que mantém o corpo "em alerta" em vez de relaxado. Alimentos gordurosos ou muito condimentados podem causar refluxo, azia e desconforto abdominal, dificultando o adormecer e reduzindo a qualidade do sono profundo.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/descubra-por-que-dormir-menos-de-6-horas-prejudica-a-saude,ee884889db8277b1258db6f84a00ef297undn0ul.html?utm_source=clipboard - Por Bianca Lodi Rieg - Foto: Pixel-Shot | Shutterstock / Portal EdiCase