quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Check-up em dia: 6 exames de rotina para cuidar da saúde


Testes simples ajudam a identificar alterações precoces e transformam prevenção em hábito no dia a dia

 

O começo do ano costuma trazer metas de mudança. Entre elas, cuidar melhor da saúde aparece com frequência.

 

Além de alimentação equilibrada e atividade física, um passo importante é fazer um check-up básico.

 

Exames simples, acessíveis e rápidos ajudam a acompanhar indicadores essenciais do organismo.

 

Segundo especialistas, muitos desses testes podem ser feitos com uma única coleta de sangue.

 

O objetivo é identificar alterações ainda no início, quando a intervenção é mais eficaz.

 

De acordo com a equipe do Laboratório Batschauer, referência no litoral de Santa Catarina e que acaba de inaugurar unidade no Passeio São Vicente, em Itajaí, a prevenção precisa fazer parte da rotina.

 

"Prevenção é tirar a saúde do 'depois'. Quando o acompanhamento passa a fazer parte do dia a dia, o cuidado se transforma em hábito", afirmaAnna Paula Batschauer, diretora do laboratório.

 

A seguir, confira seis exames de rotina essenciais, o que cada um avalia e por que eles fazem diferença.

 

1. Hemograma

O hemograma é um dos exames mais solicitados na prática clínica.

 

 

Exames de rotina ajudam a identificar alterações precoces e fortalecem a prevenção em saúde

Foto: Divulgação/Freepik / Saúde em Dia

Ele oferece uma visão geral da saúde.

 

Com ele, é possível identificar:

 

anemias;

infecções;

processos inflamatórios;

alterações no sistema imunológico.

 

Por analisar diferentes componentes do sangue, o hemograma costuma ser o primeiro passo em qualquer investigação médica.

 

Alterações simples já podem indicar a necessidade de exames complementares.

 

2. Vitaminas B12 e D

 

As vitaminas têm papel essencial no funcionamento do organismo.

 

Entre as mais avaliadas estão a vitamina B12 e a vitamina D.

 

A vitamina B12 está ligada à:

 

produção de células sanguíneas;

saúde neurológica;

níveis de energia.

 

Já a vitamina D influencia:

imunidade;

saúde óssea;

humor e disposição.

 

A deficiência dessas vitaminas é comum e nem sempre apresenta sintomas claros no início.

 

Por isso, a dosagem ajuda a identificar carências silenciosas.

 

3. Ferritina

A ferritina indica a quantidade de ferro armazenada no organismo.

Ela é diferente do exame de ferro sérico.

 

Níveis adequados de ferritina estão relacionados a:

 

bom funcionamento do sistema imunológico;

mais disposição;

qualidade do sono;

apetite equilibrado.

 

Valores baixos podem indicar deficiência de ferro, mesmo antes do surgimento de anemia.

 

Já níveis elevados também merecem investigação médica.

 

4. Glicemia e HGL

Esses exames avaliam a quantidade de açúcar no sangue.

São fundamentais na prevenção e no diagnóstico do diabetes.

A glicemia mede o nível de glicose em um determinado momento.

Já o HGL auxilia no acompanhamento mais frequente, especialmente em pessoas com risco aumentado.

 

Alterações precoces permitem:

ajustes na alimentação;

mudanças no estilo de vida;

acompanhamento médico antes de complicações.

 

5. Colesterol e triglicerídeos

O exame de colesterol analisa:

 

colesterol total;

LDL (colesterol "ruim");

HDL (colesterol "bom");

triglicerídeos.

 

Esses dados ajudam a estimar o risco cardiovascular.

Doenças do coração, muitas vezes, evoluem de forma silenciosa.

"Com o resultado, é possível adotar medidas preventivas, como ajustes na alimentação, no estilo de vida ou uso de medicamentos, conforme orientação médica", explica Anna Paula Batschauer.

Mesmo pessoas jovens podem apresentar alterações.

Por isso, o acompanhamento regular é recomendado.

 

6. TSH (Hormônio Tireoestimulante)

O TSH avalia o funcionamento da tireoide, glândula responsável por regular o metabolismo.

Alterações nesse hormônio podem indicar hipotireoidismo ou hipertireoidismo.

 

Problemas na tireoide podem causar:

cansaço excessivo;

ganho ou perda de peso;

alterações de humor;

mudanças no ritmo intestinal.

 

Como os sintomas são inespecíficos, o exame ajuda a detectar alterações precocemente.

 

Por que exames de rotina fazem tanta diferença?

Muitas doenças se desenvolvem de forma silenciosa.

Quando os sintomas aparecem, o quadro pode estar mais avançado.

 

Exames simples permitem:

monitorar o organismo;

antecipar riscos;

orientar decisões mais conscientes sobre a saúde.

 

Além disso, acompanhar resultados ao longo do tempo ajuda médicos e pacientes a entenderem padrões individuais.

 

Com que frequência fazer esses exames?

A periodicidade varia conforme:

 

idade;

histórico familiar;

condições pré-existentes;

orientação médica.

Para muitas pessoas, uma vez por ano é suficiente.

Em outros casos, o acompanhamento pode ser mais frequente.

O mais importante é não fazer exames de forma isolada.

A interpretação correta deve sempre ser feita por um profissional de saúde.

 

Prevenção começa na rotina

Cuidar da saúde não precisa ser complicado.

Pequenas ações, feitas regularmente, geram grandes resultados.

Inserir exames básicos na rotina é uma forma prática de prevenção.

E transforma o cuidado com o corpo em hábito, não em urgência.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/check-up-em-dia-6-exames-de-rotina-para-cuidar-da-saude,b3b981f12aec30b8960e47361e4a3354vaquw803.html?utm_source=clipboard - Foto: Divulgação/Freepik / Saúde em Dia

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Carnaval: exercícios simples pra aguentar horas em pé


Treinos rápidos fortalecem pernas, melhoram a resistência e ajudam a curtir blocos e desfiles sem tanto cansaço

 

O Carnaval pede disposição.

São horas em pé, andando, dançando e esperando em filas.

Quem não está acostumado costuma sentir dor nas pernas, lombar cansada e pés inchados.

A boa notícia é que não precisa virar atleta para melhorar o fôlego e a resistência.

Com exercícios simples, feitos em casa e em poucos minutos, dá para preparar o corpo.

O segredo é fortalecer pernas, ativar o core e melhorar a circulação.

O foco é movimento possível.

Pouco treino ainda é treino.

 

Por que ficar muito tempo em pé cansa tanto?

Ficar em pé por horas exige esforço constante dos músculos.

Panturrilhas, coxas, glúteos e lombar trabalham sem descanso.

Além disso:

a circulação fica mais lenta;

o sangue se acumula nas pernas;

surge inchaço e sensação de peso.

Treinar antes ajuda o corpo a lidar melhor com essa sobrecarga.

E reduz o risco de dor e fadiga precoce.

 

1. Agachamento básico (base de tudo)

O agachamento fortalece pernas e glúteos.

Esses músculos sustentam o corpo quando você fica muito tempo em pé.

Como fazer:

fique em pé, pés afastados na largura dos ombros;

desça como se fosse sentar;

mantenha o tronco ereto;

suba devagar.

Quanto fazer:

3 séries de 10 a 15 repetições.

Por que ajuda no Carnaval:

Mais força nas pernas = menos cansaço ao longo do dia.

 

2. Elevação de panturrilha

A panturrilha é essencial para a circulação.

Ela funciona como uma "bomba" que ajuda o sangue a subir.

Como fazer:

fique em pé;

eleve os calcanhares;

segure 2 segundos no alto;

desça devagar.

Quanto fazer:

3 séries de 15 a 20 repetições.

Dica extra:

Pode ser feito apoiado em uma parede ou cadeira.

 

3. Avanço (passada) para resistência

O avanço trabalha pernas e equilíbrio.

Também simula o movimento de caminhar bastante.

Como fazer:

dê um passo à frente;

flexione os joelhos;

empurre o chão para voltar;

troque a perna.

Quanto fazer:

3 séries de 8 a 10 repetições por perna.

Benefício:

Ajuda a aguentar longos percursos em blocos e desfiles.

 

4. Prancha curta para proteger a lombar

A lombar sofre quando ficamos muito tempo em pé.

A prancha fortalece o core e melhora a postura.

Como fazer:

apoie antebraços e pés no chão;

mantenha o corpo alinhado;

segure a posição.

Quanto fazer:

3 séries de 20 a 30 segundos.

Importante:

Não prenda a respiração.

 

5. Alongamento de pernas e costas

Alongar não aumenta força, mas melhora conforto.

É essencial antes e depois da folia.

Foque em:

panturrilhas;

posterior de coxa;

quadril;

lombar.

Segure cada alongamento por 20 a 30 segundos.

Sem dor.

 

Exercícios rápidos para fazer no dia do Carnaval

Não deu tempo de treinar antes?

Alguns movimentos ajudam no próprio dia.

Elevação de panturrilha enquanto espera o bloco

Movimentar os pés e tornozelos

Pequenas caminhadas para ativar a circulação

Alongar rapidamente as pernas

Esses gestos simples já fazem diferença.

 

Hidratação e descanso também contam

Exercício ajuda, mas não faz milagre sozinho.

Outros cuidados são fundamentais.

Beba água com frequência

Evite passar muitas horas sem comer

Use calçados confortáveis

Faça pausas quando possível

O corpo agradece.

 

Pouco treino já melhora muito

Você não precisa treinar todo dia.

Nem passar horas se exercitando.

Com 15 a 20 minutos, 3 vezes por semana, já é possível sentir diferença.

Mais resistência.

Menos dor.

Mais disposição para curtir.

No Carnaval, o importante é se mexer.

Antes, durante e depois

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/carnaval-exercicios-simples-pra-aguentar-horas-em-pe,8619740405bd33de844606d019e1e9f2qhcc0xkb.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Sport Life

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Cardiologista aponta riscos silenciosos ao coração


Doenças cardiovasculares seguem liderando mortes no mundo e reforçam a importância do check-up cardiológico


O início de um novo ano costuma vir acompanhado de metas de bem-estar, com muitas promessas de vida saudável e busca por atividades físicas. Mas, sem nenhum tipo de cuidados pré exercícios, podemos estar expostos a riscos que atingem a saúde e podem causar complicações graves.

 

Especialistas alertam que a prevenção e o diagnóstico precoce de problemas cardíacos merecem lugar permanente na agenda de saúde, garantindo que tudo seja feito de forma organizada e segura.

 

As doenças cardiovasculares seguem como a principal causa de morte no mundo. Cerca de 19,8 milhões de pessoas morrem todos os anos por problemas do coração, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

No Brasil, as doenças do coração também figuram entre as principais causas de óbito, representando cerca de 30% das mortes registradas no país anualmente, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

 

Para o cardiologista Tayene Quintella, referência em arritmias e com atuação em hospitais de ponta no estado do Rio de Janeiro, o começo do ano representa não apenas um momento simbólico, mas uma janela de oportunidade para reforçar a importância do acompanhamento cardiológico regular.

 

“O coração é um órgão resiliente, mas muitas alterações, como hipertensão não controlada, fibrilação atrial ou outras arritmias, podem decorrer lentamente e sem sintomas claros até que resultem em eventos graves, como infarto ou AVC. Por isso, consultas e exames periódicos não são luxo: são medidas de prevenção que salvam vidas”, afirma.

 

A hipertensão arterial, um dos principais fatores de risco cardiovascular, acomete grande parte da população adulta e pode passar despercebida sem aferições regulares de pressão. Além disso, o uso de exames complementares como eletrocardiograma, ecocardiograma e monitoramento de ritmo cardíaco, especialmente em pacientes com histórico familiar de doenças cardíacas ou com múltiplos fatores de risco, é fundamental para detecção precoce de alterações.

 

“Pacientes com histórico familiar de doenças do coração, diabetes, hipertensão, obesidade e tabagismo devem buscar avaliação médica com mais frequência. O check-up cardiológico permite identificar e tratar problemas antes que se tornem emergências”, destaca Quintella.

 

Especialistas também reforçam que fatores de risco comportamentais, como sedentarismo, alimentação inadequada, consumo excessivo de álcool e estresse crônico, contribuem significativamente para o desenvolvimento de patologias relacionadas à saúde do coração. Grande parte dessas doenças pode ser prevenida por meio de mudanças no estilo de vida e de um rastreamento contínuo dos principais indicadores de saúde cardiovascular.

 

“Os exames preventivos e o acompanhamento médico não apenas ajudam a reduzir o risco de complicações graves, como também permitem ajustar tratamentos ao longo do tempo, garantindo mais qualidade de vida ao paciente”, conclui o cardiologista.

 

Fonte: https://saude.ig.com.br/colunas/vida-em-dia/2026-01-14/cardiologista-aponta-riscos-silenciosos-ao-coracao.html - Por Roberta Nuñez

domingo, 18 de janeiro de 2026

Nutricionista comenta os 7 alimentos que ajudam a dormir melhor


Entenda como uma dieta bem elaborada pode auxiliar o descanso adequado e a recuperação do seu organismo

 

Optar por alimentos que ajudam a dormir melhor é uma ótima maneira de cuidar da saúde. Afinal, a insônia é um dos problemas mais comuns da sociedade atual e pode, por exemplo, causar sérios danos para o bem-estar. Ou seja, cuidar do descanso é fundamental para ter uma boa qualidade de vida. Dessa maneira, o ideal é abastecer o corpo com nutrientes e substâncias funcionais, como vitamina B6, magnésio e triptofano.

 

“O triptofano, assim que reconhecido pelo nosso cérebro, estimula a produção de um neurotransmissor chamado serotonina. Ele é responsável pela regulação do sono, bom humor e sensação de bem-estar. A ingestão de vitamina B6 e magnésio ajuda na produção do triptofano em nosso corpo”, explica Bettina Del Pino, nutricionista especializada em nutrição clínica e esportiva.

 

Dessa maneira, com a ajuda da especialista, separamos sete alimentos que ajudam a dormir melhor. Confira:

 

Alimentos que ajudam a dormir melhor

 

1. Grãos integrais: grandes fornecedores de carboidrato, contêm vitaminas e minerais que podem auxiliar numa melhor absorção de triptofano.

 

2. Castanhas e sementes: são fontes ricas em triptofano. Além disso, são fornecedoras de magnésio, que auxilia no combate dos efeitos do hormônio do estresse. 

 

3. Aveia: é fonte de melatonina, conhecida popularmente como hormônio do sono. A substância auxilia a adormecer mais facilmente.

 

4. Grão-de-bico, ervilha, feijão, lentilha e soja: fontes ricas de triptofano, além de vitaminas do complexo B, que ajudam no bom funcionamento do sistema nervoso.

 

5. Banana: rica em triptofano, carboidratos e magnésio, responsáveis pelo auxílio na produção de hormônios como a serotonina e melatonina, que contribuem para a qualidade do sono.

 

6. Frutas vermelhas e kiwi: são ricas em antioxidantes, que favorecem o controle e o tratamento dos distúrbios do sono.

 

7. Maracujá: o maracujá tem propriedades calmantes, que atuam diretamente no sistema nervoso central, produzindo efeito analgésico e relaxante muscular.

 

O que evitar

A nutricionista ainda lembra que alguns alimentos devem ser evitados durante a noite, pois deixam o corpo em alerta ou são de difícil digestão. “Deve-se evitar bebidas com cafeína, como chá preto, chá mate, chá verde, café e energético, alimentos gordurosos, frituras, refrigerante e bebidas alcoólicas”, orienta.

 

“Uma alimentação saudável e balanceada é forte aliada no combate à insônia, mas é aconselhável que as pessoas procurem acompanhamento médico”, finaliza Bettina.

 

Fonte: https://www.saudeemdia.com.br/noticias/nutricionista-revela-7-alimentos-que-ajudam-a-dormir-melhor.phtml - Foto: Shutterstock

sábado, 17 de janeiro de 2026

Volta às aulas: 7 sinais de que a criança precisa de óculos


Identificar problemas de visão precocemente é essencial para o sucesso escolar. Confira os sintomas que indicam a necessidade de uma consulta oftalmológica

 

O período de volta às aulas é o momento ideal para observar o comportamento dos pequenos, pois cerca de 80% do aprendizado infantil depende diretamente da visão.

 

Este conteúdo é fundamental porque muitos problemas de rendimento escolar, falta de concentração e até desânimo são causados por dificuldades visuais não diagnosticadas. Quando a criança não enxerga bem o quadro ou o material de estudo, o aprendizado se torna cansativo e frustrante.

 

A maioria das crianças não reclama de "enxergar mal" simplesmente porque não conhece outra forma de ver o mundo. Para elas, aquela imagem embaçada é o normal.

 

Por isso, cabe aos pais e professores identificar os sinais de alerta. A seguir, detalhamos os sete sinais principais de que seu filho pode precisar de óculos e como a saúde ocular impacta diretamente o desenvolvimento na escola.

 

1. Dores de cabeça frequentes e cansaço visual

Um dos primeiros sintomas de que algo está errado com a visão é a dor de cabeça recorrente. Se a criança reclama de dor na testa ou nas têmporas, especialmente após as aulas ou ao fazer o dever de casa, fique atento. Isso acontece porque os olhos fazem um esforço muscular excessivo para tentar focar a imagem, gerando fadiga.

 

Cansaço ao fim do dia

O esforço para enxergar consome muita energia. A consequência é uma criança que chega da escola exausta, irritada ou que dorme com facilidade durante as tarefas. Se o mal-estar aumenta conforme o tempo de leitura ou uso de telas, o problema visual é a causa mais provável.

 

2. Aproximação excessiva de objetos e telas

Observe como seu filho interage com o que está lendo ou assistindo. Se ele sente a necessidade de sentar muito perto da televisão ou segura o celular e livros colados ao rosto, este é um sinal clássico de miopia. A dificuldade em enxergar de longe faz com que a criança tente compensar a distância fisicamente.

 

O comportamento na sala de aula

Na escola, esse sinal se manifesta quando o aluno pede para sentar sempre nas primeiras fileiras. Se a criança não consegue ler o que o professor escreve no quadro sem se levantar ou apertar os olhos, a visão de longe está comprometida. Esse hábito prejudica a postura e o acompanhamento das explicações.

 

3. Apertar os olhos para ler ou focar

Você já notou seu filho "espremendo" os olhos para tentar ver algo à distância? Esse gesto ajuda a criar o efeito de "foco", melhorando momentaneamente a nitidez da imagem. No entanto, é um sinal claro de que a visão natural não está dando conta do recado.

 

A careta do esforço

Se esse comportamento é frequente ao assistir desenhos ou ler placas na rua, é hora de procurar um oftalmologista. Apertar os olhos tensiona a musculatura facial e ocular, o que acaba gerando o ciclo de dores de cabeça mencionado anteriormente.

 

4. Lacrimejamento excessivo e olhos vermelhos

Olhos que lacrimejam sem motivo aparente ou que ficam vermelhos após a escola indicam irritação. Esse quadro geralmente é causado pelo esforço contínuo para manter o foco. A criança pode piscar muito ou esfregar os olhos constantemente, tentando aliviar o desconforto da vista cansada.

 

Sensibilidade à luz (fotofobia)

Algumas condições visuais tornam os olhos mais sensíveis à claridade. Se o seu filho evita ambientes muito iluminados ou reclama que a luz da sala de aula incomoda, pode haver um erro refrativo ou uma inflamação silenciosa. O lacrimejamento é uma resposta de defesa do organismo à sobrecarga visual.

 

5. Dificuldade de concentração e queda no rendimento

Muitas vezes, a criança recebe o rótulo de "distraída" ou "hiperativa", quando o problema é apenas visual. Manter o foco em um texto embaçado exige um esforço mental gigantesco. Em pouco tempo, a criança perde o interesse pela atividade e começa a se dispersar.

 

O impacto nas notas

A queda no rendimento escolar é uma consequência direta da visão ruim. A criança leva mais tempo para copiar do quadro, erra palavras simples e desiste de leituras longas. Na volta às aulas, compare o interesse do seu filho com o ano anterior. Se ele parece mais desmotivado, o check-up ocular deve ser a prioridade.

 

6. Seguir o texto com o dedo durante a leitura

Acompanhar a leitura com o dedo é normal no início da alfabetização. No entanto, se a criança já está em uma fase avançada e ainda precisa do dedo para não se perder nas linhas, isso pode indicar astigmatismo ou problemas de convergência ocular.

 

Pular linhas ou ler a mesma frase

Quem tem dificuldade visual costuma "pular" palavras ou linhas inteiras de um texto. A visão confusa faz com que o olho se perca na transição de uma linha para a outra. Se o seu filho lê de forma truncada ou repete frases sem perceber, os olhos dele podem não estar trabalhando em conjunto de forma correta.

 

7. Inclinar a cabeça para o lado

Se a criança inclina a cabeça para o lado ao tentar focar algo, ela pode estar sofrendo de um desequilíbrio nos músculos oculares ou estrabismo subclínico. Ao inclinar a cabeça, ela busca um ângulo onde a imagem pareça menos duplicada ou mais nítida.

 

O risco da ambliopia (olho preguiçoso)

Esse hábito pode levar ao desenvolvimento do "olho preguiçoso", onde o cérebro passa a ignorar as imagens de um dos olhos para evitar a confusão visual. Se não tratado na infância, esse problema pode se tornar irreversível na fase adulta.

 

8. Como deve ser o check-up ocular na volta às aulas

O ideal é que toda criança passe por uma consulta oftalmológica completa uma vez por ano, preferencialmente antes do início do ano letivo. O exame de rotina na escola (teste do dedinho) é importante, mas não substitui a consulta médica.

 

O que o médico avalia

No consultório, o especialista vai além de medir o "grau". Ele verifica:

 

A saúde da retina.

A pressão ocular.

A coordenação motora dos olhos.

A percepção de cores.

 

A escolha da armação

Se a criança precisar de óculos, envolva-a na escolha da armação. Óculos confortáveis, leves e com o estilo que a criança gosta aumentam as chances de adesão ao tratamento. 

 

Cuidar da visão do seu filho na volta às aulas é garantir que ele tenha todas as ferramentas necessárias para brilhar. Fique atento aos sinais e não adie a consulta. A saúde ocular é o alicerce de um futuro brilhante.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/volta-as-aulas-7-sinais-de-que-a-crianca-precisa-de-oculos,9110bf159ad6dceea15f0f39791eb0718537wubb.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia