Conheça os tipos de anticoncepcionais, seus subtipos, como funcionam, a eficácia e as diferenças entre métodos hormonais e não hormonais.
Existem diversos métodos contraceptivos, divididos em
hormonais (pílula, injeção, implante, DIU), não hormonais (preservativos, DIU
de cobre), comportamentais, de emergência e cirúrgicos. Opções de longa
duração, como implantes e DIUs, destacam-se pela alta eficácia, enquanto apenas
os preservativos protegem contra ISTs. A escolha depende da saúde, rotina e
planos reprodutivos individuais, sendo que o SUS disponibiliza gratuitamente
várias dessas alternativas com orientação profissional.
Pílula, injeção, DIU, implante ou preservativo:
existem diferentes formas de prevenir uma gravidez, mas cada anticoncepcional
funciona de um jeito. Enquanto alguns exigem uso diário, outros oferecem
proteção por vários anos sem depender de lembranças frequentes.
A escolha também envolve outras questões, como o
desejo de ter filhos no futuro, o fluxo menstrual, as condições de saúde e a
necessidade de prevenir infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
Conheça os principais tipos de anticoncepcionais, suas
diferenças e quais opções podem ser encontradas no Sistema Único de Saúde
(SUS).
Quais são os principais tipos de anticoncepcionais?
Os métodos contraceptivos são divididos em hormonais,
não hormonais, comportamentais, de emergência e cirúrgicos definitivos. Cada
grupo tem características próprias, vantagens e limitações.
Anticoncepcionais hormonais
Esses métodos utilizam hormônios para prevenir a
gravidez, principalmente impedindo a ovulação ou dificultando a passagem dos
espermatozoides.
Entre as principais opções estão:
Pílula anticoncepcional: pode combinar estrogênio e
progestagênio ou conter apenas progestagênio. Exige atenção à regularidade do
uso.
Injeção anticoncepcional: pode ser mensal, com
combinação hormonal, ou trimestral, com progestagênio isolado.
Implante contraceptivo: pequeno bastão inserido sob a
pele do braço por profissional habilitado. Libera hormônio continuamente e
oferece proteção prolongada.
DIU hormonal: dispositivo colocado no útero que libera
levonorgestrel. Pode reduzir o fluxo menstrual.
Adesivo e anel vaginal: liberam hormônios e dispensam
a ingestão diária de comprimidos, mas exigem o cumprimento correto das
instruções de uso.
A composição e as contraindicações variam conforme o
produto. Métodos que contêm estrogênio, por exemplo, exigem atenção em pessoas
com determinados fatores de risco, como histórico de trombose ou enxaqueca com
aura.
Anticoncepcionais não hormonais
Quem prefere evitar hormônios pode considerar métodos
que atuam por barreira física ou por outros mecanismos.
O DIU de cobre é inserido no útero e dificulta a
fecundação. Tem longa duração, é reversível e não utiliza hormônios. Em
contrapartida, pode aumentar o fluxo menstrual e as cólicas.
Os preservativos externos e internos formam uma
barreira que ajuda a prevenir a gravidez e também reduz o risco de transmissão
de diversas ISTs.
Existem ainda métodos de barreira, como o diafragma,
além de espermicidas. A eficácia varia conforme o método e o uso correto.
Anticoncepção de emergência
A contracepção de emergência pode ser utilizada após
uma relação sexual desprotegida ou uma falha do método habitual, como o
rompimento do preservativo.
As opções incluem a pílula de levonorgestrel e o DIU
de cobre, que pode ser inserido por profissional habilitado dentro do prazo
recomendado. O levonorgestrel deve ser utilizado o mais cedo possível, conforme
as orientações do medicamento.
A disponibilidade de outras opções, como o acetato de
ulipristal, varia conforme o país e o mercado. A contracepção de emergência não
substitui um método regular e não protege contra ISTs.
Métodos comportamentais
Esses métodos procuram identificar o período fértil
para evitar relações desprotegidas nessa fase ou dependem de comportamentos
específicos.
Entre eles estão a tabelinha, o método Billings, a
temperatura basal, o método sintotérmico e o coito interrompido. A eficácia
depende da identificação adequada dos sinais de fertilidade e do cumprimento
das orientações.
O método da amenorreia lactacional também pode
oferecer proteção temporária após o parto, mas somente quando todos os
critérios são atendidos: bebê com menos de seis meses, ausência de retorno da
menstruação e amamentação exclusiva ou quase exclusiva, com mamadas frequentes.
Métodos cirúrgicos definitivos
A laqueadura tubária e a vasectomia são procedimentos
destinados a pessoas que desejam evitar uma gravidez de forma permanente.
A laqueadura bloqueia ou interrompe as trompas
uterinas. A vasectomia interrompe a passagem dos espermatozoides pelos canais
deferentes.
Nenhum dos procedimentos deve ser considerado
imediatamente eficaz sem os cuidados indicados. Após a vasectomia, por exemplo,
é necessário realizar o acompanhamento e o exame recomendado antes de abandonar
outros métodos contraceptivos.
Quais anticoncepcionais são mais eficazes?
Os implantes e os dispositivos intrauterinos estão
entre os métodos reversíveis mais eficazes, pois oferecem proteção prolongada e
não dependem de uma ação diária para funcionar.
Pílulas e injetáveis também podem ser eficazes, mas
esquecimentos e atrasos podem comprometer a proteção. Nos métodos
comportamentais, o resultado depende da identificação do período fértil e da
aplicação correta das regras.
A eficácia não é o único fator a considerar. A rotina,
as condições de saúde, as preferências pessoais e a intenção de ter filhos
futuramente também influenciam a escolha.
Quais anticoncepcionais estão disponíveis no SUS?
O Sistema Único de Saúde oferece diferentes opções de
planejamento reprodutivo, incluindo preservativos, pílulas anticoncepcionais,
injetáveis, DIU de cobre e contracepção de emergência. A oferta de implantes
contraceptivos também está sendo implementada na rede pública, conforme a
organização dos serviços.
Laqueadura e vasectomia podem ser realizadas pelo SUS,
respeitando os critérios legais aplicáveis.
Como a disponibilidade pode variar entre municípios e
unidades de saúde, vale procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para
conhecer as opções oferecidas e receber orientação.
Quais anticoncepcionais protegem contra ISTs?
Os preservativos externos e internos são os métodos
contraceptivos que também ajudam a prevenir a transmissão de diversas infecções
sexualmente transmissíveis, incluindo o HIV.
Pílulas, injeções, implantes e DIUs previnem a
gravidez, mas não oferecem essa proteção.
Por isso, utilizar preservativo junto com outro método
contraceptivo pode proporcionar dupla proteção: prevenção da gravidez e redução
do risco de ISTs.
Como escolher o anticoncepcional mais adequado?
Não existe um único anticoncepcional ideal para todas
as pessoas. A decisão deve considerar a eficácia, a facilidade de uso, o
histórico clínico, os possíveis efeitos adversos e os planos reprodutivos.
Alguns métodos podem alterar o padrão menstrual. O DIU
de cobre pode aumentar o fluxo e as cólicas, enquanto o implante e o DIU
hormonal podem provocar sangramentos irregulares ou ausência de menstruação.
Métodos hormonais combinados também apresentam
contraindicações específicas, por isso a avaliação profissional é importante
antes da escolha.
Conhecer as opções ajuda a fazer uma escolha mais
consciente. Com orientação adequada, é possível comparar os métodos e encontrar
aquele que melhor se adapta à saúde, à rotina e aos planos de cada pessoa.
Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/alem-da-pilula-veja-quais-tipos-de-anticoncepcionais-existem,a1eebbcef680a0e915b5e52b843c34a5265vaisr.html?utm_source=clipboard
- Por: Farm. Elizandra Civalsci Costa / Licenciado de SaúdeLAB - Foto: SaúdeLAB