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terça-feira, 27 de outubro de 2026

Além da pílula: veja quais tipos de anticoncepcionais existem


Conheça os tipos de anticoncepcionais, seus subtipos, como funcionam, a eficácia e as diferenças entre métodos hormonais e não hormonais.

 

Existem diversos métodos contraceptivos, divididos em hormonais (pílula, injeção, implante, DIU), não hormonais (preservativos, DIU de cobre), comportamentais, de emergência e cirúrgicos. Opções de longa duração, como implantes e DIUs, destacam-se pela alta eficácia, enquanto apenas os preservativos protegem contra ISTs. A escolha depende da saúde, rotina e planos reprodutivos individuais, sendo que o SUS disponibiliza gratuitamente várias dessas alternativas com orientação profissional.

 

Pílula, injeção, DIU, implante ou preservativo: existem diferentes formas de prevenir uma gravidez, mas cada anticoncepcional funciona de um jeito. Enquanto alguns exigem uso diário, outros oferecem proteção por vários anos sem depender de lembranças frequentes.

 

A escolha também envolve outras questões, como o desejo de ter filhos no futuro, o fluxo menstrual, as condições de saúde e a necessidade de prevenir infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

 

Conheça os principais tipos de anticoncepcionais, suas diferenças e quais opções podem ser encontradas no Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Quais são os principais tipos de anticoncepcionais?

Os métodos contraceptivos são divididos em hormonais, não hormonais, comportamentais, de emergência e cirúrgicos definitivos. Cada grupo tem características próprias, vantagens e limitações.

 

Anticoncepcionais hormonais

Esses métodos utilizam hormônios para prevenir a gravidez, principalmente impedindo a ovulação ou dificultando a passagem dos espermatozoides.

 

Entre as principais opções estão:

 

Pílula anticoncepcional: pode combinar estrogênio e progestagênio ou conter apenas progestagênio. Exige atenção à regularidade do uso.

Injeção anticoncepcional: pode ser mensal, com combinação hormonal, ou trimestral, com progestagênio isolado.

Implante contraceptivo: pequeno bastão inserido sob a pele do braço por profissional habilitado. Libera hormônio continuamente e oferece proteção prolongada.

DIU hormonal: dispositivo colocado no útero que libera levonorgestrel. Pode reduzir o fluxo menstrual.

Adesivo e anel vaginal: liberam hormônios e dispensam a ingestão diária de comprimidos, mas exigem o cumprimento correto das instruções de uso.

A composição e as contraindicações variam conforme o produto. Métodos que contêm estrogênio, por exemplo, exigem atenção em pessoas com determinados fatores de risco, como histórico de trombose ou enxaqueca com aura.

 

Anticoncepcionais não hormonais

Quem prefere evitar hormônios pode considerar métodos que atuam por barreira física ou por outros mecanismos.

O DIU de cobre é inserido no útero e dificulta a fecundação. Tem longa duração, é reversível e não utiliza hormônios. Em contrapartida, pode aumentar o fluxo menstrual e as cólicas.

Os preservativos externos e internos formam uma barreira que ajuda a prevenir a gravidez e também reduz o risco de transmissão de diversas ISTs.

Existem ainda métodos de barreira, como o diafragma, além de espermicidas. A eficácia varia conforme o método e o uso correto.

 

Anticoncepção de emergência

A contracepção de emergência pode ser utilizada após uma relação sexual desprotegida ou uma falha do método habitual, como o rompimento do preservativo.

As opções incluem a pílula de levonorgestrel e o DIU de cobre, que pode ser inserido por profissional habilitado dentro do prazo recomendado. O levonorgestrel deve ser utilizado o mais cedo possível, conforme as orientações do medicamento.

A disponibilidade de outras opções, como o acetato de ulipristal, varia conforme o país e o mercado. A contracepção de emergência não substitui um método regular e não protege contra ISTs.

 

Métodos comportamentais

Esses métodos procuram identificar o período fértil para evitar relações desprotegidas nessa fase ou dependem de comportamentos específicos.

Entre eles estão a tabelinha, o método Billings, a temperatura basal, o método sintotérmico e o coito interrompido. A eficácia depende da identificação adequada dos sinais de fertilidade e do cumprimento das orientações.

O método da amenorreia lactacional também pode oferecer proteção temporária após o parto, mas somente quando todos os critérios são atendidos: bebê com menos de seis meses, ausência de retorno da menstruação e amamentação exclusiva ou quase exclusiva, com mamadas frequentes.

 

Métodos cirúrgicos definitivos

A laqueadura tubária e a vasectomia são procedimentos destinados a pessoas que desejam evitar uma gravidez de forma permanente.

A laqueadura bloqueia ou interrompe as trompas uterinas. A vasectomia interrompe a passagem dos espermatozoides pelos canais deferentes.

Nenhum dos procedimentos deve ser considerado imediatamente eficaz sem os cuidados indicados. Após a vasectomia, por exemplo, é necessário realizar o acompanhamento e o exame recomendado antes de abandonar outros métodos contraceptivos.

 

Quais anticoncepcionais são mais eficazes?

Os implantes e os dispositivos intrauterinos estão entre os métodos reversíveis mais eficazes, pois oferecem proteção prolongada e não dependem de uma ação diária para funcionar.

Pílulas e injetáveis também podem ser eficazes, mas esquecimentos e atrasos podem comprometer a proteção. Nos métodos comportamentais, o resultado depende da identificação do período fértil e da aplicação correta das regras.

A eficácia não é o único fator a considerar. A rotina, as condições de saúde, as preferências pessoais e a intenção de ter filhos futuramente também influenciam a escolha.

 

Quais anticoncepcionais estão disponíveis no SUS?

O Sistema Único de Saúde oferece diferentes opções de planejamento reprodutivo, incluindo preservativos, pílulas anticoncepcionais, injetáveis, DIU de cobre e contracepção de emergência. A oferta de implantes contraceptivos também está sendo implementada na rede pública, conforme a organização dos serviços.

Laqueadura e vasectomia podem ser realizadas pelo SUS, respeitando os critérios legais aplicáveis.

Como a disponibilidade pode variar entre municípios e unidades de saúde, vale procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para conhecer as opções oferecidas e receber orientação.

 

Quais anticoncepcionais protegem contra ISTs?

Os preservativos externos e internos são os métodos contraceptivos que também ajudam a prevenir a transmissão de diversas infecções sexualmente transmissíveis, incluindo o HIV.

Pílulas, injeções, implantes e DIUs previnem a gravidez, mas não oferecem essa proteção.

Por isso, utilizar preservativo junto com outro método contraceptivo pode proporcionar dupla proteção: prevenção da gravidez e redução do risco de ISTs.

 

Como escolher o anticoncepcional mais adequado?

Não existe um único anticoncepcional ideal para todas as pessoas. A decisão deve considerar a eficácia, a facilidade de uso, o histórico clínico, os possíveis efeitos adversos e os planos reprodutivos.

Alguns métodos podem alterar o padrão menstrual. O DIU de cobre pode aumentar o fluxo e as cólicas, enquanto o implante e o DIU hormonal podem provocar sangramentos irregulares ou ausência de menstruação.

Métodos hormonais combinados também apresentam contraindicações específicas, por isso a avaliação profissional é importante antes da escolha.

Conhecer as opções ajuda a fazer uma escolha mais consciente. Com orientação adequada, é possível comparar os métodos e encontrar aquele que melhor se adapta à saúde, à rotina e aos planos de cada pessoa.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/alem-da-pilula-veja-quais-tipos-de-anticoncepcionais-existem,a1eebbcef680a0e915b5e52b843c34a5265vaisr.html?utm_source=clipboard - Por: Farm. Elizandra Civalsci Costa / Licenciado de SaúdeLAB - Foto: SaúdeLAB

domingo, 24 de março de 2019

As vacinas aprovadas contra a gripe para 2019; campanha começa em abril


Conheça as vacinas que podem ser aplicadas nesse ano tanto na rede pública como na privada. E quais os grupos prioritários que podem recebê-las de graça

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nesta semana as vacinas aprovadas para prevenir a gripe em 2019. O governo refaz essa lista todo ano, porque as companhias precisam atualizar a composição dos imunizantes baseadas nas mutações constantes do vírus influenza e nos subtipos com maior probabilidade de circular pelo país nos próximos meses.

Os nomes das vacinas são:

– Fluarix Tetra, da GlaxoSmithKline Brasil Ltda
– Influvac, da Abbott Laboratórios do Brasil Ltda
– Influvac Tetra, da Abbott Laboratórios do Brasil Ltda
– Vacina Influenza trivalente (fragmentada e inativada), do Instituto Butantan
– Vacina Influenza Trivalente (subunitária, inativada), do Medstar Importação e Exportação Eireli
– Vaxigrip – Sanofi-Aventis Farmacêutica Ltda

Esse ano, a vacina trivalente ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para grupos específicos (veja mais abaixo) protegerá contra os vírus H1N1, o H3N2 e o influenza do tipo B Victoria.

Já as versões tetravalentes, disponíveis apenas na rede particular, resguardam contra os subtipos mencionados logo acima e também o tipo B Yamagata.

Quem analisa os dados epidemiológicos e faz essa seleção é a Organização Mundial de Saúde (OMS), com o auxílio de instituições de todo o mundo, inclusive do Brasil.

Tomar a injeção anualmente é importante, porque a gripe pode ter consequências sérias, como pneumonia e infarto. Pra ter ideia, ela mata mais de 650 mil pessoas todos os anos segundo a OMS. A Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim) recomenda a proteção para todas as pessoas a partir dos 6 meses de vida, principalmente as mais sujeitas a complicações graves.

Campanha de vacinação começa em abril
Ela vai ocorrer entre 10 de abril e 31 de maio. Só no Amazonas, que já registrou 28 mortes provocadas pelo vírus H1N1 em 2019, o mutirão foi antecipado e já ocorre desde o 20 de março.

O governo federal adquiriu 64 milhões de doses, com a meta de atender 59 milhões de pessoas.

A primeira fase nacional, que vai até 22 de abril, será focada em crianças, gestantes e puérperas (mulheres que tiveram filhos recentemente). A partir dessa data, todo o público-alvo pode se vacinar. A lista completa do grupo prioritário é essa:

● Gestantes e puérperas
● Crianças de 6 meses a 5 anos de idade
● Maiores de 60 anos
● Profissionais da saúde
● Pessoas de qualquer idade com doenças crônicas (diabetes, doenças cardíacas e respiratórias, distúrbios que comprometem a imunidade, como o câncer, e outras)
● População indígena
● Pessoas privadas de liberdade
● Professores da rede pública e privada
● Trabalhadores do sistema prisional

Indivíduos que não se encaixam nessa lista podem procurar a rede privada para se proteger. Os valores devem variar entre R$100 e 150 reais por dose.

Mas atenção: as novas versões da vacina chegarão nas clínicas no início de abril, segundo as previsões.