segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Novembro azul: 7 mitos e verdades sobre o câncer de próstata


Conheça os sintomas e as principais formas de prevenção dessa doença comum entre os homens

 

O câncer de próstata é o segundo tipo de tumor mais frequente entre os homens no Brasil, com aproximadamente 71 mil novos diagnósticos e quase 16 mil mortes por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), representando 13,5% das mortes masculinas por câncer no país. Apesar da alta incidência, quando detectada precocemente, a doença tem mais de 90% de chances de cura.

 

"O tumor se desenvolve na próstata, glândula do tamanho de uma noz localizada abaixo da bexiga, responsável por produzir parte do sêmen. Um dos principais obstáculos para a prevenção é a falta de informação e, muitas vezes, o preconceito", explica o Dr. Rodrigo Coutinho, médico oncologista da Croma Oncologia.

 

Abaixo, o médico esclarece os principais mitos e verdades sobre o câncer de próstata. Confira!

 

1. O câncer de próstata sempre apresenta sintomas

Mito. Na maioria dos casos, especialmente nos estágios iniciais, o câncer de próstata não provoca sintomas perceptíveis. Por isso, a detecção depende de exames de rastreamento. Um dos principais é o PSA (Antígeno Prostático Específico), exame de sangue que mede a quantidade de uma proteína produzida pela próstata. Níveis elevados podem indicar alterações na glândula, mas não significam necessariamente câncer.

O toque retal complementa a avaliação, permitindo identificar casos em que o PSA permanece normal, o que ocorre em cerca de 15% dos tumores detectados. Quando surgem sinais, eles podem ocorrer também em condições benignas, como dificuldade para esvaziar a bexiga, jato urinário fraco, necessidade frequente e urgente de urinar, incontinência urinária e impotência sexual. Em fases mais avançadas, sinais de alerta incluem dor óssea persistente, perda de peso ou de apetite, sangue na urina ou no esperma e constipação, especialmente se houver invasão do reto.

 

2. Apenas homens mais velhos precisam se preocupar com o câncer de próstata

Mito. De modo geral, homens a partir dos 50 anos devem realizar PSA e toque retal anualmente. No entanto, quem tem ascendência africana (grupo com maior predisposição genética), histórico familiar ou mutações genéticas de risco deve iniciar a discussão sobre rastreamento a partir dos 45 anos. Casos em homens jovens são raros, mas podem ocorrer devido a mutações hereditárias, que corresponde de 10 a 15% dos casos.

Históricos familiares de primeiro grau de câncer de mama, ovário ou pâncreas também podem ser sinais de alerta, pois algumas mutações genéticas estão relacionadas a esses tipos de câncer. Além da genética, obesidade, tabagismo, sedentarismo e hábitos alimentares inadequados podem aumentar o risco.

 

3. O câncer de próstata não tem cura

Mito. Quando detectado precocemente, o câncer de próstata apresenta taxa de cura de até 90%. Em casos de diagnóstico inicial, pode ser adotada a vigilância ativa, uma estratégia indicada apenas para alguns tumores de baixo risco, que permite acompanhar a evolução da doença com exames regulares antes de iniciar intervenções mais invasivas.

Caso necessário, o tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia ou hormonioterapia, de acordo com as características do tumor e o risco do paciente. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, menores são os impactos na qualidade de vida, incluindo funções urinária e sexual, além de reduzir o custo do tratamento.

 

4. O toque retal é dispensável

Mito. Apesar de ainda enfrentar resistência cultural ligada à masculinidade, o toque retal é um exame rápido e seguro, que dura cerca de 7 segundos, fundamental para identificar tumores que não aparecem no PSA. Ignorar o exame pode atrasar o diagnóstico e reduzir as chances de cura. O seguimento com urologista acompanhado de exames de toque retal ajuda a detectar alterações precocemente, tornando o tratamento mais eficaz e menos invasivo, preservando melhor a qualidade de vida.

 

5. O estilo de vida influencia no risco de desenvolver a doença

Verdade. Hábitos do dia a dia podem aumentar o risco. Seguir o básico, o famoso feijão com arroz, que inclui alimentação saudável, prática regular de exercícios, controle do peso ideal, uso de protetor solar, evitar álcool e cuidar da vacinação, incluindo a vacina contra HPV, contribui de forma significativa para a prevenção. Segundo o Ministério da Saúde (MS), essas medidas podem reduzir em até 60% o risco de desenvolver diversos tipos de câncer. Vale lembrar que a minoria dos casos de câncer de próstata está ligado à hereditariedade.

 

6. O tratamento compromete a qualidade de vida

Mito. O tratamento inicial do câncer de próstata costuma ser cirúrgico, podendo incluir técnicas minimamente invasivas, como a robótica, que reduz complicações e acelera a recuperação. Em alguns casos, a radioterapia é indicada para tumores localizados, enquanto a hormonioterapia é usada em casos sistêmicos, diminuindo a testosterona que alimenta o tumor. Quando realizado precocemente, o tratamento minimiza riscos de morbidade, impacto na vida sexual e alterações do hábito urinário, preservando a qualidade de vida.

 

7. O câncer de próstata pode ser prevenido

Verdade. Embora não seja possível impedir totalmente o surgimento da doença, a detecção precoce aumenta significativamente as chances de cura. Homens devem realizar exames regulares, como PSA e toque retal, e ficar atentos a sinais de alerta, como alterações na urina ou dor persistente, pois quanto antes o câncer for identificado, mais eficaz e menos invasivo será o tratamento.

 

O Novembro Azul é uma campanha que vai além do câncer de próstata, é um lembrete da importância de os homens cuidarem da saúde de forma integral, adotando hábitos saudáveis, realizando exames preventivos regularmente e ficando atentos aos sinais do próprio corpo ao longo da vida.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/novembro-azul-7-mitos-e-verdades-sobre-o-cancer-de-prostata,3adc00ed6f91e58122fe5940b866c3e7nq6e8f53.html?utm_source=clipboard - Por Pamela Moraes - Foto: Andrey_Popov | Shutterstock / Portal EdiCase

domingo, 2 de novembro de 2025

Cardiologista ensina segredos para prevenir pressão alta


Além de ser uma doença silenciosa, a pressão alta é fator de risco para condições graves de saúde. Veja como prevenir

 

A pressão alta, ou hipertensão, é uma doença que ataca os vasos sanguíneos e pode comprometer o funcionamento de vários órgãos, como coração, cérebro e rins. Aliás, sem o diagnóstico e tratamento adequados, a condição pode ser fatal.

 

Ao aferir a pressão arterial, o ideal é que os marcadores fiquem próximos de 120 por 80 mmHg. No entanto, quando o número é igual ou maior do que 140 por 90 mmHg, considera-se que o paciente está com a pressão alta.

 

E o grande problema é que a hipertensão não costuma provocar grandes sintomas. Segundo o Dr. Celso Amodeo, cardiologista do sono e especialista em hipertensão arterial do Hcor, chamamos a doença de 'inimigo silencioso' porque ela provoca danos no organismo sem dar sinais.

 

"São cerca de 300 mil mortes registradas por ano no Brasil devido às doenças no coração e cérebro, segundo o Ministério da Saúde. Por conta desses quadros, podemos certificar que 80% dos óbitos por acidente vascular cerebral (AVC) e 60% dos infartos agudos do miocárdio foram causados pela pressão arterial elevada", revela o cardiologista

 

9 dicas para prevenir a pressão alta

Pensando nos altos riscos, o Dr. Amodeo ensina 9 maneiras de evitar o desenvolvimento da hipertensão. Confira:

 

Manter uma alimentação saudável e equilibrada;

Consumir pouco sal;

Praticar exercícios físicos;

Não fumar;

Reduzir a ingestão de bebidas alcoólicas;

Ter uma boa qualidade de sono;

Usar anti-inflamatórios não hormonais apenas com prescrição médica;

Fugir de pílulas anticoncepcionais;

Evitar sprays nasais com vasoconstritores.

 

Diagnóstico

Mas, mesmo seguindo à risca todas essas recomendações, ainda é possível que, por algum outro motivo, o seu organismo desenvolva uma hipertensão arterial. Por isso, as consultas médicas e a realização de exames são fundamentais para identificar um possível problema ainda no início e aumentar as chances de reverter o quadro.

 

"Temos casos de hipertensão noturna, durante o sono, que também trazem um risco cardiovascular aumentado aos pacientes, mesmo quando a pressão arterial de vigília está dentro dos valores aceitáveis. Devido às diversas causas da pressão alta, a conduta é baseada em múltiplos medicamentos que agem em diferentes sistemas do organismo", finaliza o Dr. Amodeo.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/cardiologista-ensina-segredos-para-prevenir-pressao-alta,3284e0f929870f440d9b4c489602905fdv3c2sh2.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

sábado, 1 de novembro de 2025

Sinais de alerta: Conheça os sintomas que você nem imagina que indicam um infarto


O infarto agudo do miocárdio, popularmente conhecido como ataque cardíaco, continua sendo uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo.


Mas o que muitos ainda não sabem é que o corpo emite sinais claros logo no início do infarto e reconhecer esses sintomas pode ser a diferença entre a vida e a morte.

 

Segundo o médico cardiologista e pesquisador Dr. Rafael Marchetti, os minutos iniciais de um infarto costumam apresentar manifestações específicas e é fundamental não ignorá-las.

 

"A maioria dos pacientes apresenta sintomas de infarto, mas muitas vezes eles são subestimados, atribuídos ao estresse ou a problemas digestivos e essa interpretação equivocada é extremamente perigosa", alerta o cardiologista.

 

O corpo dá sinais

Os sintomas clássicos são mais conhecidos, dor ou pressão intensa no peito, que pode irradiar para o braço esquerdo, costas, pescoço ou mandíbula, mas há outras manifestações menos óbvias que também exigem atenção.

 

"Sudorese fria, falta de ar, tontura, náuseas e uma sensação repentina de ansiedade intensa são sinais que, juntos ou isoladamente, podem indicar que algo está errado com o coração", explica o Dr. Rafael Marchetti.

 

Sinais de alerta? O tempo é decisivo

Em casos de suspeita de infarto, a rapidez no atendimento é fundamental, pois quanto antes o paciente chegar ao hospital, maiores são as chances de minimizar danos ao músculo cardíaco e evitar complicações graves ou fatais.

 

"Quanto mais rápido o socorro, melhor o prognóstico, por isso, qualquer sintoma suspeito deve ser levado a sério e atendido com urgência", reforça o Dr.Rafael Marchetti.

 

Pesquisa e prevenção caminham juntas

Como coordenador de pesquisa clínica do CPAH - Centro de Pesquisa e Análises Heráclito, o Dr. Rafael Marchetti destaca que os avanços na detecção precoce e no acompanhamento de risco cardiovascular são parte fundamental da medicina moderna.

 

Por meio de estudos clínicos, é possível desenvolver estratégias mais eficazes para prevenção, diagnóstico e tratamento.

 

"A ciência nos permite entender melhor os padrões que antecedem o infarto e como intervir antes que ele ocorra. Investir em pesquisa é investir em vidas", completa o especialista.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/sinais-de-alerta-conheca-os-sintomas-que-voce-nem-imagina-que-indicam-um-infarto,83229f4f9263f94cb0e57ace152dc62bxck9ab2m.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

12 exames que não podem faltar no check-up anual


Veja como eles permitem monitorar a saúde e identificar doenças em estágios iniciais

 

Cuidar da saúde de forma preventiva ainda não é um hábito consolidado entre as pessoas no Brasil. De acordo com uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto Locomotiva, empresa brasileira de pesquisa e inteligência de negócios, mais da metade dos brasileiros só procuram um médico quando sentem algum incômodo ou enfrentam um problema de saúde mais grave. O dado revela um cenário preocupante: a falta de acompanhamento médico regular impede o diagnóstico precoce de doenças silenciosas, que poderiam ser tratadas com maior eficácia se detectadas a tempo.

 

Quando se fala em saúde preventiva, o check-up anual é uma das principais ferramentas para identificar precocemente doenças que, muitas vezes, se desenvolvem silenciosamente. "Exames regulares permitem monitorar a saúde e identificar doenças em estágios iniciais, quando são mais tratáveis, aumentando significativamente as chances de sucesso no tratamento", explica Alexandre Pimenta, médico e responsável técnico nacional do AmorSaúde, rede de clínicas parceira do Cartão de TODOS.

 

Exames que não podem faltar no check-up anual

O check-up é composto por uma série de exames laboratoriais e clínicos que ajudam a avaliar o funcionamento do organismo como um todo. Mesmo quando não há sintomas aparentes, é importante incluir:

 

Hemograma completo: analisa a saúde geral, detectando anemias, infecções e alterações nas células sanguíneas;

Exames de colesterol e triglicerídeos: monitoram o risco de doenças cardiovasculares;

Glicemia em jejum: identifica alterações no metabolismo da glicose e previne o diabetes;

Exame de urina: avalia a função renal e detecta infecções;

Ureia e creatinina: complementam a análise renal, verificando o desempenho dos rins;

Função hepática (TGO, TGP, Gama GT): monitora o fígado, detectando inflamações ou sobrecargas causadas por álcool, medicamentos ou gordura;

TSH e T4 livre: avaliam o funcionamento da tireoide, responsável pelo equilíbrio hormonal e metabólico;

Ácido úrico: detecta risco de problemas renais;

Exame de fezes (parasitológico e sangue oculto): auxilia na identificação de parasitas e no rastreamento precoce de doenças intestinais.

Eletrocardiograma (ECG): analisa o ritmo cardíaco e pode detectar arritmias e outras anormalidades;

Vitaminas D e B12: medem níveis de nutrientes importantes para o sistema imunológico e o equilíbrio neurológico;

Exame físico: permite ao médico avaliar o estado geral de saúde por meio da observação clínica e da anamnese.

 

Além desses exames, Alexandre Pimenta ressalta que há recomendações específicas conforme idade, gênero e histórico familiar:

 

Mulheres: para prevenção de câncer de mama e de colo do útero, devem realizar mamografia anualmente a partir dos 40 anos, além do exame de papanicolau, que é feito anualmente nos dois primeiros anos e, se os resultados forem normais, passa a ser a cada três anos;

Homens: devem considerar o exame de PSA (Antígeno Prostático Específico) a partir dos 50 anos, especialmente se houver casos de câncer de próstata na família;

Idosos: devem incluir exames de densitometria óssea e avaliação da função cognitiva e motora;

Crianças: devem passar por acompanhamento de crescimento, vacinação e triagens como o teste do pezinho.

 

Alguns sintomas exigem atenção imediata e indicam a necessidade de procurar o médico

Embora o check-up anual seja uma boa referência de cuidado, Alexandre Pimenta reforça que o corpo envia sinais que não devem ser ignorados. "Estar atento ao próprio corpo e reconhecer mudanças é parte fundamental da prevenção", alerta.

 

Alguns sintomas exigem atenção imediata e indicam a necessidade de procurar o médico antes mesmo da data do check-up, tais como:

 

Dor persistente em qualquer parte do corpo;

Perda de peso inexplicada, mesmo sem alteração na dieta;

Fadiga excessiva e falta de energia constante;

Alterações no apetite ou no sono;

Mudanças repentinas no humor ou no funcionamento intestinal;

Feridas que demoram a cicatrizar ou sangramentos anormais;

Qualquer sintoma que cause preocupação ou fuja do padrão habitual do organismo.

 

Conforme o médico, esses sinais podem indicar o início de condições que, se diagnosticadas precocemente, têm maiores chances de tratamento e controle.

 

Como incluir a prevenção na rotina

Mais do que um conjunto de exames, o check-up é parte de uma rotina de cuidados que deve ser cultivada diariamente. Para o profissional, a prevenção deve estar integrada ao estilo de vida, com pequenas atitudes que fazem grande diferença no longo prazo. Entre as principais recomendações, estão:

 

Agendar exames anuais com antecedência, mesmo quando não há sintomas;

Manter uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras e alimentos integrais;

Praticar atividades físicas regularmente, com acompanhamento médico;

Estabelecer uma rotina de sono saudável, respeitando horários fixos de descanso;

Evitar o consumo excessivo de álcool e tabaco;

Falar abertamente sobre saúde com familiares e amigos, criando um ambiente de apoio e incentivo;

Usar aplicativos e ferramentas digitais para registrar sintomas, armazenar resultados de exames e receber lembretes de consultas.

"Incorporar a prevenção à rotina é um investimento na própria vida. Quanto antes o cuidado se torna um hábito, maiores são as chances de envelhecer com saúde e bem-estar", finaliza Alexandre Pimenta.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/12-exames-que-nao-podem-faltar-no-check-up-anual,ec7701694b9c9092036d34b1c5427fa5imrq9yq1.html?utm_source=clipboard - Por Nayara Campos - Foto: Kwangmoozaa | Shutterstock / Portal EdiCase

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

5 motivos para ir ao ginecologista regularmente


Visitas ao médico ajudam a garantir a saúde e a qualidade de vida às mulheres

 

Consultar regularmente o ginecologista é fundamental para a detecção precoce de doenças e para a promoção da saúde feminina em todas as fases da vida. As visitas ao médico permitem acompanhar o funcionamento do sistema reprodutor, identificar alterações hormonais e prevenir infecções ou complicações mais sérias.

 

O acompanhamento também orienta sobre métodos contraceptivos, cuidados íntimos e exames preventivos, como o papanicolau e a mamografia, que ajudam a garantir bem-estar e qualidade de vida às mulheres. "O ginecologista é o profissional que acompanha a mulher em todas as fases da vida, desde a adolescência até a maturidade. Essas consultas são oportunidades não apenas para detectar doenças, mas também para promover bem-estar, discutir hábitos saudáveis e tirar dúvidas sobre o próprio corpo", explica a Dra. Tatiana Chaves, professora de Ginecologia da Afya Goiânia.

 

No entanto, segundo dados da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), estima-se que cerca de 4 milhões de brasileiras nunca procuraram atendimento ginecológico. Para a Dra. Tatiana Chaves, a dificuldade de manter o acompanhamento médico está relacionada, em grande parte, à rotina das mulheres.

 

"As pacientes relatam falta de tempo na maioria das vezes. Algumas mencionam esquecimento da data da última consulta, poucas dizem não saber da importância, e muitas contam que cuidar de netos ou de pais as impede de agendar o próprio atendimento", diz.

 

Abaixo, a médica da Afya Goiânia lista cinco motivos que reforçam a importância de visitar regularmente o ginecologista. Confira!

 

1. Prevenção de doenças graves

A consulta com ginecologista permite rastrear e detectar precocemente enfermidades como câncer de colo do útero, câncer de mama, infecções sexualmente transmissíveis e disfunções hormonais. "A visita periódica ao ginecologista não é apenas para tratar sintomas, é para cuidar da saúde antes que o problema apareça", explica a Dra. Tatiana Chaves. Com esse acompanhamento, mulheres têm mais chance de tratamento mais simples, menos invasivo e melhores prognósticos.

 

2. Orientação sobre sexualidade, reprodução e contracepção

Independentemente da idade ou se tem ou não filhos, a consulta é uma oportunidade de esclarecer dúvidas sobre contracepção, planejamento familiar, vida sexual saudável, menopausa ou climatério. Além disso, permite avaliar fatores de risco, adaptar métodos contraceptivos conforme o ciclo de vida e promover uma sexualidade mais informada.

 

3. Cuidado integral: hormônios, ciclo menstrual e bem-estar

Problemas hormonais, como SOP (Síndrome dos Ovários Policísticos), endometriose e menopausa precoce, ou alterações no ciclo menstrual, como cólicas severas, sangramentos fora de hora e tensão pré-menstrual (TPM) acentuada, podem ser tratados ou acompanhados com mais eficácia quando há vínculo com um ginecologista.

"Quando a mulher trata seu ciclo e seus hormônios de forma regular, o impacto vai além da saúde reprodutiva, ele atinge seu humor, sono, disposição e qualidade de vida", comenta a professora da Afya Goiânia.

 

4. Construção de vínculo e acompanhamento ao longo da vida

Ter um ginecologista de confiança facilita o acompanhamento ao longo dos anos, com menos ansiedade, melhores esclarecimentos, histórico clínico organizado e adaptações conforme novas fases da vida (como gestação, pós-parto e climatério). Essa continuidade favorece que o profissional conheça seu histórico, o que significa diagnósticos mais rápidos e condutas mais adequadas.

 

5. Empoderamento feminino e autocuidado

Ir ao ginecologista regularmente é um ato de autocuidado e protagonismo: você assume o controle da sua saúde, das decisões sobre seu corpo, gera mais consciência sobre sinais e o que é normal ou digno de atenção. "Quando a mulher se coloca no centro do cuidado, a ginecologia se torna aliada de sua liberdade, bem‐estar e autonomia", finaliza a Dra. Tatiana Chaves.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/5-motivos-para-ir-ao-ginecologista-regularmente,e34351a15dcf745b4ef8f30c89931640hna9z5n1.html?utm_source=clipboard - Por Beatriz Felicio - Foto: Pixel-Shot | Shutterstock / Portal EdiCase