terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Comida de rua e bebida no Carnaval: especialista dá dicas para evitar riscos


Carnaval chegou e, com ele, agitação, euforia e alegria. Mas, mesmo sendo um período intenso, alguns alertas devem ser lembrados, principalmente que envolvam comida de rua e bebida - que são itens encontrados em grande e larga escala ao redor de bloquinhos e festas.  Segundo o cirurgião do aparelho digestivo Dr. Rodrigo Barbosa a ingestão de alimentos preparados sem os devidos cuidados pode resultar em intoxicações alimentares, infecções gastrointestinais e outros problemas que podem acabar com a folia.

 

Manipulação inadequada e alimentos expostos são perigos no Carnaval

Os perigos não se restringem aos alimentos, é preciso ainda atenção as bebidas já que gelo de origem duvidosa pode causar viroses e diarreias severas. Para aproveitar o Carnaval sem contratempos, Dr. Rodrigo Barbosa recomenda dar sempre preferência a embalagens fechadas seja de bebidas ou de alimentos industrializados, já que oferecem menor risco de contaminação. "Com as altas temperaturas previstas para os próximos dias em todo o Brasil ainda é importante manter a hidratação, mas sempre com água mineral lacrada e de procedência confiável", diz. Além disso, a má conservação dos alimentos, a manipulação inadequada e os condimentos expostos ao calor podem levar à contaminação por bactérias como Salmonella e Escherichia coli, causando vômito, diarreia e febre. Além disso, carnes e ovos de espetinhos e lanches devem ser bem cozidos para evitar infecções intestinais graves.

 

Ressaca e dor de barriga: o que realmente funciona para evitar o mal-estar e o que é mito

Depois de horas de bloco, festas e poucas horas de sono, muita gente acorda no dia seguinte achando que a ressaca se resume à dor de cabeça. Mas o sistema digestivo também paga a conta — e às vezes com juros: enjoo, diarreia, dor abdominal, estufamento e queimação estão entre as queixas mais comuns no pós-Carnaval. Para o Dr. Rodrigo Barbosa, o mal-estar gastrointestinal é parte frequente da ressaca, mas também pode ser sinal de irritação importante do estômago e do intestino, ou até de infecção alimentar. "Não é só o cérebro que sofre com o excesso de álcool. O estômago produz mais ácido, o intestino pode acelerar demais e a mucosa digestiva fica irritada. Por isso, dor de barriga e diarreia são tão comuns depois da folia", explica.

 

Beber água entre as doses evita a ressaca?

VERDADE (parcial). Beber água ao longo da festa ajuda a reduzir a desidratação, que é um dos fatores da dor de cabeça, tontura e fraqueza. "Intercalar bebida alcoólica com água é uma das atitudes mais eficazes para diminuir o impacto geral da ressaca. Mas isso não impede a irritação do estômago nem os efeitos tóxicos do álcool no organismo", alerta o médico.

 

Comer antes de beber protege o estômago?

VERDADE (com ressalvas). Alimentar-se antes de consumir álcool ajuda a retardar a absorção da bebida, reduzindo a agressão imediata ao estômago. "O problema é que muita gente exagera na fritura achando que está 'forrando o estômago'. Comida muito gordurosa pode piorar náusea, refluxo e sensação de estufamento depois", explica.

 

Comer algo pesado no fim da festa "cura" a ressaca?

MITO. Aquela parada no fast food de madrugada pode até dar sensação momentânea de conforto, mas não resolve o problema. "Comida gordurosa demora mais para ser digerida. Se a pessoa já está com o estômago irritado pelo álcool, isso pode piorar a náusea, o refluxo e a dor abdominal", explica.

 

Quando a "ressaca" deixa de ser normal?

O especialista orienta procurar avaliação médica se houver:

 

Dor abdominal forte e localizada

Vômitos persistentes ou com sangue

Diarreia intensa ou com sangue

Febre

Sinais de desidratação (boca muito seca, tontura ao levantar, pouca urina)

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/comida-de-rua-e-bebida-no-carnaval-especialista-da-dicas-para-evitar-riscos,7607441983376211b2033622b9af85ecnboymio2.html?utm_source=clipboard - Por: Vivi Pettersen / Vibe Mundial - Foto: Vibe Mundial

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Confira 6 alimentos que ajudam a combater o cansaço excessivo


Além de reduzir a sensação de cansaço excessivo, esses alimentos também melhoram a disposição e o bom-humor

 

O cansaço excessivo é uma condição que pode surgir por diversas razões. A falta de sono ou a realização de inúmeras tarefas ao longo do dia estão entre as causas mais comuns. No entanto, é importante investigar a fundo, pois algumas doenças também possuem este sintoma. 

 

Veja lista de alimentos que melhoram a sensação de cansaço excessivo

 

Nesses casos, portanto, o recomendado é consultar um especialista para entender o motivo do cansaço excessivo. Assim, se ele não estiver relacionado a alguma patologia, você consegue contornar esse quadro por meio da alimentação. 

 

'Era como se alguém estivesse enfiando uma chave de fenda no meu rosto': a vida com a condição médica mais dolorosa do mundo

 

Por isso, a nutricionista Dani Borges preparou uma lista com os alimentos que ajudam a reduzir o cansaço, dando mais energia e disposição ao organismo. Veja abaixo:

 

Quais alimentos combatem o cansaço?

1. Chá-verde

O chá-verde é uma ótima opção para fugir do cansaço graças a cafeína, substância que possui ação termogênica e que proporciona mais energia e disposição. Além disso, a bebida auxilia na melhora do humor e bem-estar, pois possui um aminoácido que aumenta a produção de dopamina e serotonina, o triptofano. 

 

2. Guaraná em pó

Da mesma forma, o guaraná em pó também pode afastar o cansaço excessivo. "O pó de guaraná é fonte de cafeína, que é um estimulante do sistema nervoso e que proporciona muita energia e disposição. Usado com moderação ajuda a melhorar o ânimo e a disposição", conta a especialista.

 

3. Café

Na sequência, temos o clássico café preto. Ao mesmo tempo que dá energia, a bebida pode ajudar na melhora do humor. "A cafeína, presente no café, é a substância psicoativa que age no sistema nervoso central proporcionando aumento do estado de alerta, redução do sono, maior disposição e energia, sem contar que também pode melhorar o humor", afirma Dani.

 

4. Água de coco

Assim como o café, a água de coco também aumenta nossa energia! Além de melhorar a disposição, a bebida é uma ótima fonte de hidratação para aquelas pessoas que não gostam muito de consumir água no dia a dia. 

 

5. Açaí

Pode não parecer, mas o açaí também é fonte de disposição. O alimento é rico em carboidratos e gorduras insaturadas que auxiliam no controle da pressão arterial e do colesterol, além de proporcionar mais energia para o corpo. "É rico em vitaminas C, B1 e B2 e antioxidantes", pontua a nutricionista.

 

6. Chocolate amargo

Por fim, temos o chocolate! De acordo com Dani, a opção amarga possui uma alta concentração de cafeína e antioxidantes que nos protegem de doenças e otimizam a ação da cafeína no organismo.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/confira-6-alimentos-que-ajudam-a-combater-o-cansaco-excessivo,28e764524e113aea3966ddc1f65c61dfttjmktf2.html?utm_source=clipboard - Por: Raquel Barreto / Alto Astral - Foto: Shutterstock / Alto Astral

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Pele em risco: Perigos ocultos da academia ao salão de beleza


Locais focados em saúde e autocuidado podem esconder fungos e bactérias se a higiene for ignorada

 

Cuidar do corpo e da aparência é essencial para o bem-estar. Frequentamos salões, academias e spas em busca de saúde. No entanto, esses ambientes podem esconder riscos silenciosos. Fungos, bactérias e vírus proliferam em locais com limpeza inadequada.

 

Muitas vezes, ignoramos medidas simples de higiene por pressa. Mas a barreira cutânea é sensível e precisa de proteção constante. Uma pequena falha no cuidado pode abrir portas para infecções. Entender onde moram os perigos é o primeiro passo para a prevenção.

 

'Era como se alguém estivesse enfiando uma chave de fenda no meu rosto': a vida com a condição médica mais dolorosa do mundo

 

A médica da área de dermatologia do AmorSaúde, Marina Ito, reforça esse alerta importante. "Itens compartilhados podem servir como veículos para micro-organismos", explica a especialista. Isso ocorre principalmente quando a pele apresenta pequenas lesões ou cortes.

 

No salão: o perigo mora nos detalhes

A ida à manicure é um momento de relaxamento para muitos. Porém, instrumentos mal esterilizados oferecem riscos graves à saúde vascular e cutânea. O compartilhamento de alicates sem higiene pode transmitir micoses e até hepatites.

Infecções bacterianas também são comuns em materiais de uso coletivo. Segundo a Dra. Marina, "objetos mal higienizados facilitam infecções, alergias e irritações". A esterilização correta é a única garantia de segurança total.

Para evitar problemas, exija sempre o uso da autoclave no estabelecimento. Esse aparelho utiliza calor e pressão para destruir vírus e bactérias. Uma alternativa segura é levar seu próprio kit individual. Tenha sempre seu alicate, espátula e lixa de unhas na bolsa.

 

Na academia: suor e contato constante

A academia é um local de grande circulação e umidade. O contato direto da pele com os aparelhos requer atenção redobrada. O suor acumulado favorece a proliferação de fungos causadores de micoses.

Outro problema frequente entre os praticantes de exercícios é a foliculite. Trata-se de uma inflamação do pelo causada por bactérias nos equipamentos. Usar roupas muito apertadas durante o treino também agrava esse quadro.

A recomendação médica é clara para quem frequenta esses espaços. Use sempre uma toalha limpa como barreira entre você e o aparelho. Além disso, higienize as mãos e o rosto logo após o treino. Nunca encoste as mãos sujas no rosto durante os exercícios.

 

Itens compartilhados e provadores de maquiagem

O hábito de compartilhar maquiagem pode parecer inofensivo entre amigas. No entanto, pincéis e esponjas acumulam resíduos de secreções e bactérias. Isso facilita a transmissão de conjuntivite e até herpes labial.

Nas lojas, os testadores de produtos são focos de contaminação. Diversas pessoas tocam e usam o mesmo batom ou corretivo diariamente. Esse contato direto com mucosas é uma via rápida para vírus.

"Dividir objetos do dia a dia aumenta o risco de doenças", alerta Ito. Nunca use provadores diretamente nos lábios ou na área dos olhos. Prefira aplicar uma pequena quantidade no dorso da mão. Limpe a região com álcool ou lenço umedecido em seguida.

 

Doenças comuns e sinais de alerta

As micoses são as infecções mais frequentes em ambientes úmidos. Elas costumam aparecer nos pés, unhas e dobras do corpo. Já as verrugas são causadas por vírus, como o HPV.

Infecções bacterianas, como furúnculos, geram dor e inchaço na pele. O herpes também pode surgir em diferentes partes do corpo após o contágio. É fundamental observar qualquer mudança súbita na textura ou cor da pele.

De acordo com a dermatologista, a pele funciona como uma barreira. "Quando essa barreira é agredida por suor ou sujeira, ela se torna vulnerável", diz. Consultar um médico periodicamente evita que problemas leves se tornem graves.

 

Como proteger a barreira cutânea

Manter a pele saudável ajuda a evitar a entrada de invasores. A hidratação constante é a principal aliada da proteção natural do corpo. Beba bastante água e use hidratantes adequados ao seu tipo de pele.

Evite banhos muito quentes, pois eles causam ressecamento excessivo. O uso de sabonetes agressivos também remove a camada de gordura protetora. Prefira produtos neutros que limpam sem agredir a integridade cutânea.

Se notar coceira persistente ou manchas, procure um especialista imediatamente. "O diagnóstico precoce evita complicações e a transmissão para familiares", sintetiza a Dra. Marina. O cuidado individual reflete na saúde de todos ao redor.

 

A regra do limpar antes de usar

A higiene básica é a melhor ferramenta de prevenção disponível. Adotar a regra do "limpar antes de usar" salva sua pele. Seja no banco da academia ou na mesa da manicure, a limpeza é inegociável.

Pequenos hábitos salvam a barreira cutânea de danos permanentes. Não tenha vergonha de questionar os métodos de limpeza dos locais. Sua saúde deve estar sempre em primeiro lugar em qualquer ambiente.

A prevenção é mais simples e barata do que qualquer tratamento. Com atenção e materiais individuais, você aproveita o autocuidado sem riscos. Proteja seu corpo e mantenha sua pele em dia todos os dias.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/pele-em-risco-perigos-ocultos-da-academia-ao-salao-de-beleza,3b5592384fac016c8cc44ec9f85f0448wsrgjcif.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

sábado, 7 de fevereiro de 2026

7 sinais de que o exercício está sobrecarregando o corpo


Aprenda a identificar o limite entre o treino eficiente e o perigo do overtraining

 

Praticar exercícios físicos é essencial para uma vida longa e saudável hoje. Muitos buscam resultados rápidos e acabam ignorando os limites do próprio corpo. A linha entre um treino intenso e o excesso é muito tênue.

 

Em 2026, a busca pela alta performance atingiu níveis recordes nas academias. No entanto, o descanso é tão importante quanto o levantamento de peso. Sem a recuperação adequada, o corpo entra em um estado de estresse crônico.

 

O termo médico para esse desgaste excessivo é chamado de overtraining. Ele acontece quando o volume de treino supera a capacidade de recuperação. Confira abaixo os sete sinais de que você precisa desacelerar o ritmo.

 

1. Fadiga persistente que não passa

Sentir cansaço após uma sessão de corrida ou musculação é normal. O problema surge quando esse cansaço não desaparece após uma noite de sono. Você acorda sentindo que não descansou absolutamente nada durante o repouso.

Essa fadiga persistente afeta o desempenho nas tarefas simples do cotidiano. Subir uma escada ou caminhar até o trabalho parece um esforço hercúleo. É o seu sistema nervoso central enviando um alerta de esgotamento total.

 

2. Dores musculares que duram dias

A dor muscular tardia costuma durar entre 24 e 48 horas após treinar. Se a dor ultrapassa esse período, algo pode estar errado na sua rotina. Dores agudas em articulações ou tendões são sinais de inflamação severa.

Treinar sobre a dor constante aumenta drasticamente o risco de lesões graves. O tecido muscular precisa de tempo para se reconstruir e ficar forte. Ignorar esse sinal pode afastar você dos treinos por meses seguidos.

 

3. Alterações bruscas no humor

O exercício físico é conhecido por liberar endorfina e gerar felicidade. Porém, o excesso de esforço causa o efeito contrário no cérebro humano. A sobrecarga eleva os níveis de cortisol, o hormônio do estresse.

Você pode se sentir irritado, ansioso ou sem paciência com as pessoas. A falta de motivação para ir treinar também é um sintoma clássico. Se o que antes dava prazer agora gera angústia, seu corpo pede trégua.

 

4. Queda inexplicável na performance

Você está treinando mais, mas parece estar ficando cada vez mais fraco. Cargas que antes eram fáceis de levantar agora parecem pesadíssimas no treino. O seu tempo na corrida está piorando mesmo com o esforço dobrado.

Essa queda de rendimento é um dos sinais mais claros de sobrecarga. O corpo não tem substrato energético para manter a intensidade que você exige. Nesse estágio, treinar mais forte apenas piora o quadro de rendimento.

 

5. Distúrbios no sono e insônia

Parece contraditório, mas o cansaço extremo pode impedir você de dormir bem. A sobrecarga mantém o sistema de alerta do corpo ligado o tempo todo. Você sente o corpo exausto, mas a mente não consegue “desligar” à noite.

A insônia prejudica a liberação do hormônio do crescimento, o famoso GH. É durante o sono profundo que os músculos se recuperam e crescem. Sem dormir, você interrompe o ciclo de evolução física e mental.

 

6. Sistema imunológico fragilizado

O excesso de exercício físico suprime a capacidade de defesa do seu organismo. Você começa a ter resfriados, gripes ou infecções com muita frequência diária. Pequenos cortes ou machucados demoram muito mais tempo para cicatrizar bem.

O corpo está tão focado em reparar músculos que esquece da imunidade. Ficar doente com constância é um aviso de que a energia acabou. Recuperar a saúde deve ser sua prioridade absoluta antes de voltar à carga.

 

7. Perda de apetite e alterações cardíacas

A sobrecarga afeta o sistema digestivo e o ritmo do seu coração. Você pode sentir falta de apetite ou náuseas após treinos muito longos. O coração também pode apresentar uma frequência cardíaca de repouso elevada.

Se os seus batimentos estão acelerados logo ao acordar, fique atento hoje. Isso indica que o seu coração está trabalhando demais para manter o equilíbrio. Monitorar a frequência cardíaca é uma excelente forma de prevenir o estresse.

 

Como recuperar o corpo da sobrecarga

O primeiro passo para a recuperação é aceitar a necessidade do repouso. O descanso não é perda de tempo, mas parte integrante do seu treino. Reduza o volume e a intensidade das atividades por pelo menos uma semana.

Invista em uma alimentação rica em nutrientes e muita hidratação diária. Massagens, liberação miofascial e banhos mornos ajudam a relaxar a musculatura tensa. Escute o que o seu corpo diz antes que ele pare à força.

Aumentar o tempo de sono é a melhor estratégia de recuperação gratuita. Tente dormir pelo menos oito horas de qualidade em um ambiente escuro. O equilíbrio entre esforço e pausa é o segredo dos grandes atletas.

 

Treine com inteligência

Ter um estilo de vida ativo é maravilhoso, mas exige muita sabedoria. A disciplina deve servir para melhorar sua vida, não para destruí-la aos poucos. Aprenda a diferenciar o desafio saudável da punição física desnecessária hoje.

Consulte um profissional de educação física e um médico regularmente para orientação. Eles podem ajustar o seu plano de treinos conforme a sua resposta física. Respeitar seus limites é a forma mais inteligente de garantir resultados reais.

Lembre-se: a constância vence a intensidade desordenada a longo prazo sempre. Seja gentil com o seu corpo e ele levará você muito longe. Mantenha o foco na saúde e a estética será apenas uma consequência natural.

 

Fonte: https://sportlife.com.br/7-sinais-de-que-o-exercicio-esta-sobrecarregando-o-corpo/ - Foto: Shutterstock

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Seus olhos estão exaustos? Conheça a Síndrome do Cansaço Digital


Uso excessivo de telas pode provocar fadiga ocular, dores de cabeça e queda de concentração ao longo do dia

 

Celular, computador, tablet e televisão fazem parte da rotina. O problema começa quando o tempo diante das telas se estende sem pausas.

 

Nesse cenário, surge a Síndrome do Cansaço Digital, também conhecida como síndrome da visão de computador. Ela não é uma doença, mas uma condição cada vez mais comum.

 

'Era como se alguém estivesse enfiando uma chave de fenda no meu rosto': a vida com a condição médica mais dolorosa do mundo

 

O corpo sente e os olhos costumam ser os primeiros a dar sinais.

 

O que é a Síndrome do Cansaço Digital?

A síndrome é resultado do uso prolongado de telas digitais. Ela afeta pessoas de todas as idades.

Quando olhamos para uma tela, piscamos menos. Em situações normais, piscamos entre 15 e 20 vezes por minuto.

Diante do computador ou celular, esse número cai para cerca de 5 a 7 vezes. Isso resseca os olhos e prejudica a lubrificação natural. Com o tempo, surgem desconfortos que vão além da visão.

 

Sinais de alerta: o corpo fala

O cansaço digital não se resume a vista embaçada. Os sintomas costumam se espalhar.

Fique atento se você percebe:

Olhos secos, ardendo ou vermelhos.

Sensação de areia nos olhos.

Visão embaçada ao final do dia.

Dores de cabeça frequentes.

Tensão no pescoço e nos ombros.

Dificuldade de concentração.

Fadiga mental intensa no fim do expediente.

 

Ignorar esses sinais pode piorar o quadro, principalmente em rotinas longas de trabalho ou estudo.

 

Por que as telas cansam mais que o papel?

A diferença está na forma como a luz chega aos olhos.

O papel reflete a luz ambiente. Já as telas emitem luz diretamente.

Além disso, os textos digitais são formados por pixels. Eles não têm contornos totalmente definidos.

Isso exige um esforço constante do músculo ocular para focar. O olho trabalha mais e descansa menos.

Outro fator é a luz azul, ela está presente nas telas e pode intensificar a fadiga ocular, além de interferir no sono.

 

A regra 20-20-20 e outros biohacks simples

Pequenas pausas fazem grande diferença.

A mais conhecida é a regra 20-20-20:

A cada 20 minutos.

Olhe para algo a cerca de 6 metros de distância.

Por pelo menos 20 segundos.

Esse hábito relaxa os músculos dos olhos e reduz o esforço contínuo.

 

Ajustes de ergonomia que ajudam

Alguns cuidados simples aliviam bastante o desconforto:

 

Mantenha a tela a cerca de um braço de distância.

Posicione o monitor um pouco abaixo da linha dos olhos.

 

Ajuste o brilho para não ficar mais forte que a luz do ambiente.

Evite reflexos diretos na tela.

Piscar conscientemente também ajuda. Pode parecer básico, mas funciona.

 

Luz azul: vilã ou exagero?

A luz azul não é inimiga absoluta. Ela existe naturalmente na luz solar.

O problema é a exposição prolongada, especialmente à noite. Ela pode aumentar a fadiga ocular e atrapalhar o ciclo do sono.

 

Lentes com filtro de luz azul podem ajudar, mas não substituem pausas nem hábitos saudáveis.

São aliadas, não solução única.

 

Quando procurar um especialista?

Nem todo desconforto passa sozinho.

 

Procure um oftalmologista se você:

Sente cansaço visual constante.

Tem dores de cabeça frequentes.

Nota piora da visão ao longo do dia.

Usa telas por muitas horas diariamente.

 

O exame oftalmológico anual é essencial, ele avalia a saúde dos olhos e corrige problemas silenciosos.

 

Cuidar dos olhos é cuidar da rotina

A Síndrome do Cansaço Digital é reflexo do estilo de vida atual, mas ela pode ser controlada.

Com pausas, ajustes simples e acompanhamento médico, é possível usar telas sem sobrecarregar a visão.

Seus olhos não foram feitos para funcionar sem descanso. Escutar os sinais é o primeiro passo para protegê-los.

 

Fonte: https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/seus-olhos-estao-exaustos-conheca-a-sindrome-do-cansaco-digital,31c1e3a1ffbd303eef9c1dadf3c57354j29m26g7.html?utm_source=clipboard - Foto: Shutterstock / Saúde em Dia