segunda-feira, 4 de abril de 2011

Emoções exercem influência sobre a saúde, especialmente a do coração


Estudos mostram que felicidade, otimismo e fé agem como um escudo contra as doenças

Muito alardeada nos últimos anos, a influência dos sentimentos sobre a saúde vem sendo comprovada por uma infinidade de pesquisas científicas. Os estudos mostram que tanto as emoções positivas como as negativas podem atuar no surgimento de doenças ou preservar a saúde e, ainda, interferir nos tratamentos.

Segundo o médico Mario Alfredo de Marco, coordenador do serviço de atenção psicossocial integrada em saúde da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), entre as emoções mais nocivas ao organismo estão a frustração, a raiva e o ódio. “Por outro lado, tem a pessoa deprimida, desanimada, desmotivada também, cujos sentimentos podem influenciar (em conjunto com outros fatores de risco) o surgimento de algumas doenças”, esclarece o médico.

Em contrapartida, estudos revelam a cada dia a força das emoções positivas. Felicidade, otimismo e fé (espiritualidade) agem como um escudo contra as doenças.

“As pesquisas avançam regularmente. Foi até criado o termo ‘psiconeuroimunologia’ para definir o ramo que estuda as relações entre as emoções, o sistema nervoso e as funções orgânicas, como a imunidade”, revela a professora de fisiologia humana Roberta de Medeiros, do Centro Universitário São Camilo.

Ela afirma que estudos mostram a cada dia que somos seres absolutamente integrados e que emoções e pensamentos influem na química, nos hormônios e no funcionamento do sistema imunológico e vice-versa. Atualmente, já é possível demonstrar, por meio da fisiologia, como o comportamento de células e os neurotransmissores (mediadores químicos), entre outros, são afetados pelas emoções.

Outros culpados

De modo geral, os sentimentos podem exercer influência sobre o colesterol, o metabolismo (sobretudo interferindo na obesidade), as doenças coronárias, a hipertensão, os problemas gástricos e de pele, o sistema imunológico e as produções hormonais. Mas os médicos pedem cautela na relação entre emoções, estresse e doenças.

O coordenador da Unifesp explica que a emoção não é a única responsável pelo surgimento de uma enfermidade. “Um conjunto de fatores colabora para a formação da doença, entre eles a genética, os aspectos biológicos, psicológicos e sociais e as disposições do indivíduo”, explica.
Para exemplificar, o médico cita o mecanismo da gripe: “ter o vírus é a condição necessária para se ter gripe, mas não suficiente. Há também a resistência do organismo e os fatores alimentares que podem estar envolvidos no surgimento da doença”. Essa integração também vale para transtornos do humor. “A depressão é uma alteração dos neurotransmissores, mas que acontece em função das emoções que uma pessoa experimenta (ou vice-versa)”, acrescenta.

O médico chama a atenção para o fato de as emoções não serem vividas apenas na cabeça, mas também no corpo. Ou seja, elas geram uma resposta fisiológica. “Por exemplo, quando você fica com raiva, a pressão sobe e o sangue circula mais rápido”, descreve. Isso torna o organismo mais suscetível às doenças.

Fonte: UOL - Por Carla Prates

domingo, 3 de abril de 2011

Exercícios físicos ajudam no combate a dor de cabeça


Exercícios físicos ajudam no combate à cefaleia tensional, esta dor de cabeça é uma resposta do organismo às tensões e pressões emocionais

A cefaleia tensional é o tipo mais comum de dor de cabeça. Especialistas estimam que quase 90% das mulheres e aproximadamente 70% dos homens sofreram ou sofrerão dela em algum momento de suas vidas.

Ao contrário da enxaqueca, que na maior parte das vezes surge durante a adolescência, a cefaleia tensional geralmente começa na vida adulta.

A causa exata da cefaleia tensional é ainda desconhecida. Há muito tempo se acreditou que elas eram causadas por tensão muscular ao redor da cabeça e pescoço. No entanto, embora a tensão muscular possa estar envolvida, há muitas formas de cefaleia tensional e alguns cientistas acreditam que não há uma única causa para este tipo de dor de cabeça.

Pacientes com queixa de dores de cabeça frequentes, também apresentam graus variados de depressão, ansiedade e preocupação.

Em muitos casos, os pesquisadores descobriram que pacientes com queixa de dores de cabeça frequentes, também apresentam graus variados de depressão, ansiedade e preocupação. O nome "cefaleia tensional", portanto, pode ser dito para descrever uma resposta do organismo às tensões e pressões emocionais, ao invés de apenas tensão muscular excessiva e consequente constrição das artérias do couro cabeludo, como já foi amplamente presumida.

O bruxismo (ranger os dentes), também propicia a cefaleia tensional, por provocar uma contração crônica do músculo temporal. Outras causas incluem: a fadiga ocular, má postura, cansaço, uso de álcool, fumo excessivo, uso excessivo de cafeína, sinusite, congestão nasal, esforço excessivo, resfriados e gripes.

Geralmente, ela começa no período da tarde ou da noite de um dia estressante. Com duração entre uma e seis horas. Ela costuma se apresentar como uma dor de cabeça com pressão na base do crânio ou em uma "faixa”, de intensidade leve a moderada, com uma sensação de tensão nos ombros e na parte traseira do pescoço.
Ao contrário da enxaqueca, a dor tende a ser de ambos os lados da cabeça e não é agravada pela atividade de rotina. Ao contrário da enxaqueca, habitualmente, não existem outros sintomas. Apesar destas diferenças, é sabido que as pessoas com cefaleia tensional regular, muitas vezes, têm enxaqueca coexistente.

E como podemos combatê-la?

O exercício físico regular, técnicas de controle do estresse, acupuntura, shiatsu, pilates, alimentação equilibrada e fazer pausas regulares das telas de computador e do trabalho são algumas maneiras de ajudar a reduzir a cefaleia tensional.

No entanto, se as dores de cabeça se tornarem mais intensas ou se estiver fazendo uso de analgésicos regularmente, é hora de consultar um médico.

Fonte: Minha Vida

Educação alimentar na hora do recreio


Todo mundo sabe da importância de comer bem: traz benefícios para a saúde, ajuda a nos manter ativos para realizar as tarefas do dia a dia e melhora até o humor. Uma alimentação saudável é aquela que reúne todas as substâncias químicas de que o corpo precisa para funcionar corretamente. Requer muita diversidade de ingredientes em todas as refeições, com equilíbrio entre carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais. Na escola, um espaço ocupado por crianças e jovens, isso se torna ainda mais relevante. Porém todo mundo sabe que a oferta de alimentos saudáveis nas cantinas e lanchonetes que funcionam dentro das escolas costuma ficar bem abaixo do desejável. Por questões de praticidade, custo e armazenamento, é mais fácil encontrar produtos industrializados, que têm prazo de validade maior – mas causam mais danos à saúde que os alimentos in natura.

O domínio dos salgadinhos, doces e chocolates, porém, já é questão de saúde pública. Há dois anos, a Sociedade Brasileira de Pediatria publicou uma compilação de diversos estudos sobre o tema, que mostra que o aumento do número de crianças com excesso de peso varia de 10,8% a incríveis 33,8% conforme a cidade ou região. Diversos outros problemas, como diabetes, hipertensão arterial, alterações ortopédicas e elevação dos níveis de colesterol e triglicerídeos, têm se tornado frequentes entre a garotada.

“O fato é que na escola se formam as bases do comportamento no que diz respeito à alimentação”, diz a nutricionista Nina Flávia de Almeida Amorim, responsável técnica pelo projeto A Escola Promovendo Hábitos Alimentares Saudáveis, do Observatório de Políticas de Segurança Alimentar e Nutrição da Universidade de Brasília (UnB). Ela ressalta que, em média, as crianças consomem de 25 a 33% das calorias diárias no ambiente escolar, entre merenda e lanche, desde a hora em que chegam para a aula até o momento em que voltam para casa.

Para mudar essa realidade é necessário que os pais mantenham um diálogo com os filhos. Conversar é o melhor caminho para que ele se conscientize de que vale a pena investir em uma alimentação mais rica em nutrientes. A mudança pode se começar com as substituições, como o refrigerante por sucos, frituras por salgados de forno e, claro, acrescentando uma fruta no cardápio diariamente. Atitudes como essa evitam a diabetes, a obesidade entre outras doenças que estão sendo frequentes na infância.

Fonte: Revista Nova Escola

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Escrever à mão é melhor do que digitar


Quer aprender alguma coisa? Anote à mão. Cientistas da Noruega constataram que quem escreve uma informação à mão se lembra mais dela do que se tivesse apenas digitado. A explicação é que a escrita manual demanda mais esforço e concentração do cérebro, favorecendo o processo de aprendizagem.

Fonte: Revista Mundo Estranho - por Bruno Garattoni

quinta-feira, 31 de março de 2011

Por que algumas palavras são longas e outras curtas?


A sabedoria das palavras: cientistas demonstraram que o tamanho de uma palavra pode ser melhor previsto pela quantidade de informação que ela carrega do que pela frequência de seu uso.


Eficiência da linguagem

Por que algumas palavras são curtas e outras são longas?

Durante décadas, a teoria mais aceita considerou que as palavras usadas com frequência são curtas a fim de tornar a linguagem eficiente: segundo essa visão, não seria econômico se o artigo "o" fosse tão longo quanto "fenomenologia".

Mas agora uma equipe de cientistas do MIT desenvolveu uma teoria alternativa, com base em novas pesquisas: segundo eles, o comprimento de uma palavra reflete a quantidade de informação que ela contém.

"Pode parecer surpreendente, mas o comprimento das palavras pode ser melhor previsto pelo conteúdo da informação do que pela frequência," afirma Steven Piantadosi, principal autor de um artigo sobre o assunto que avaliou o uso de palavras em 11 idiomas.

Dependência entre as palavras

A noção de que a frequência de uso gera palavras mais curtas resulta dos trabalhos publicados por George Zipf, nos anos 1930.

Segundo Piantadosi, a ideia de Zipf tem um apelo intuitivo, mas oferece apenas uma explicação limitada para o comprimento das palavras.

"Faz sentido que, se você falar algo repetidamente, então você vai querer uma palavra mais curta," diz Piantadosi. "Mas há uma história de comunicação mais refinada para ser contada do que isso. A frequência não leva em conta as dependências entre as palavras."

Ou seja, muitas palavras geralmente aparecem em sequências previsíveis, na companhia de outras palavras.

Palavras curtas não são necessariamente muito frequentes.

Informação nas palavras

Mais frequentemente, os pesquisadores descobriram, palavras curtas não contêm muita informação por si mesmas, mas aparecem em sequências de outras palavras familiares que, como um todo, transmitem a informação.

Por sua vez, este agrupamento de palavras curtas ajuda a "suavizar" o fluxo de informações na linguagem através da formação de cadeias de pacotes de dimensões semelhantes, o que por si só gera uma eficiência - ainda que não exatamente a eficiência imaginada por Zipf.

"Se você considerar que as pessoas devem estar tentando se comunicar de forma eficiente, você chega a essa taxa uniforme," acrescenta Piantadosi; seja através de agregados de palavras mais curtas ou por meio de palavras individuais mais longas já carregando mais informação, a linguagem tende a transmitir informações a taxas consistentes.

Fonte: Diário da Saúde

quarta-feira, 30 de março de 2011

Os 10 maiores cientistas do mundo


Listamos os dez maiores cientistas da história. Excêntricos, esses homens viveram e criaram um mundo próprio onde o que para muitos era impensado, para eles era uma coisa corriqueira. Muitas invenções revolucionaram e encantaram o mundo, como as ondas do rádio, criadas por Nikola Tesla. Infelizmente nem todo invento foi utilizada para o bem da humidade. Como exemplo temos a criação da bomba atômica.

Albert Einstein

Ele certamente tinha o cabelo de um cientista maluco. Como um dos cientistas mais famosos do século 20, Einstein deu uma reviravolta na física com as teorias da relatividade e fez enormes contribuições nos campos da gravitação e “teoria quântica”. Ele também gostava de levar o seu veleiro para a água em dias sem vento “só por causa do desafio”.

Leonardo da Vinci

Entre a pintura da obra-prima mais reverenciada da Renascença, Da Vinci também foi bastante excêntrico. Suas anotações de esboços científicos estão na sua maioria escritos em letra cursiva na forma espelhada e são uma “terra da fantasia” de máquinas malucas e projetos brilhantes, muitos dos quais nunca viraram realidade e outros que foram construídos muitos séculos depois, como seu helicóptero rudimentar. Ele foi matemático, engenheiro, inventor, anatomista, pintor, escultor, arquiteto, botânico, músico e escritor. Descubra aqui quais foram as 10 melhores idéias de Leonardo Da Vinci

Nikola Tesla

Tesla inventou a corrente alternada, que iniciou a era da eletricidade e permite a transmissão de energia por longas distâncias; inventou também as ondas de rádio. Ele nasceu, apropriadamente, durante uma violenta tempestade de raios em 1856. Ele também foi conhecido como um gênio maníaco que dormia pouco e adorava se exibir usando seu próprio corpo como condutor elétrico em demonstrações públicas. Ele também chegou a fazer alegações de armas de raios super poderosos que poderiam destruir frotas inteiras de navios, entre outras. Quando faleceu estava falido, pois não havia ainda concluído a batalha judicial contra as pessoas que se apropriaram das patentes de suas invenções. Mas finalmente, (e postumamente), venceu o processo e ganhou a propriedade intelectual sobre a corrente alternada.

James Lovelock

Este moderno cientista ambiental e inventor do “mundo como super-organismo”, a hipótese de Gaia, esteve fazendo medonhas previsões sobre a mudança climática e nosso mundo por décadas até o momento, muitas das quais parecem haver se concretizado. Ele não é tímido ao espalhar as suas previsões ultra-deprimentes: ele afirma que devido à atual crise ecológica é inevitável o desaparecimento de cerca de 80% dos humanos até 2100.

Jack Parsons

Quando ele não estava ocupado co-fundando o Jet Propulsion Laboratory ele estava praticando mágica e chamando a si mesmo de anticristo. Este bad boy misterioso do programa espacial dos EUA não teve educação formal, mesmo assim desenvolveu um combustível de foguetes que levaria os EUA ao espaço e para a Segunda Guerra Mundial. Seu desaparecimento trágico, e apropriadamente dramático, ocorreu quando ele explodiu o seu laboratório e a si mesmo em um experimento em 1952.

Richard Feynman

Outro colaborador da equipe de gênios do projeto Manhattan que desenvolveu a bomba atômica. O físico Richard Feynman tornou-se um dos cientistas mais importantes do século 20. Além de professor excêntrico, Feyman explorou a música e a natureza, decodificou hieróglifos maias e arrombava fechaduras no seu tempo livre.

Freeman Dyson

O respeitado físico nuclear e prolífico escritor Freeman Dyson era também autor de ficção científica. Em 1960 ele criou a idéia de que, no futuro, os humanos poderiam ter que construir uma redoma artificial, hoje chamada de Esfera de Dyson, que iria abranger todo o sistema solar e tirar o máximo da energia solar. Essa idéia foi retratada em um dos episódios de Star Trek, A Nova Geração. Ele acreditava plenamente em vida extraterrena e acredita que faremos contato com ela nas próximas décadas.

Robert Oppenheimer

O chefão do Projeto Manhattan nunca foi reservado sobre as suas simpatias com o socialismo e seus sentimentos conflitantes sobre soltar bombas atômicas, e finalmente perdeu seu poder acadêmico e político por causa disso. Apesar destas controvérsias ele também é lembrado como o homem que seus estudantes de graduação chamavam de “Oppie”, que aprendeu holandês e sânscrito só porque queria e que citou um texto sagrado Hindu no primeiro teste da bomba atômica.

Wernher von Braun

Com apenas 12 anos Wernher von Braun encheu seu trem de brinquedo com bombinhas e atirou-o pela abarrotada rua German Street. Era o sinal de coisas que viriam depois. O cérebro detrás do foguete V-2 de Hitler chegou aos EUA como prisioneiro de guerra e tornou-se um campeão do programa de exploração espacial e lunar. Além de haver colocado gente na lua ele também dominou o mergulho e a filosofia.

Johann Konrad Dippel

Nascido no castelo Frankenstein, Alemanha, este alquimista tornou-se conhecido por haver inventado o Azul Prussiano, uma das primeiras tinturas sintéticas, mas ainda mais famoso por sua busca incansável pelo elixir da imortalidade. Rumores que ele fazia experimentos em corpos humanos pode haver inspirado o personagem mais famoso de Mary Shelley, que levava o mesmo nome do castelo.

Fonte: Varejão do Estudante

3º Sabadão da Recreação do Colégio O Saber


O Colégio O Saber realizará o 3º Sabadão da Recreação, neste sábado, 02 de abril de 2011, das 8:00h às 11:30h, no BNB Clube.

Os alunos do 4º ao 9º Ano do Ensino Fundamental estarão envolvidos no evento e participando das seguintes atividades: natação, futsal, futebol de campo, voleibol, basquete, handebol, tênis de mesa, xadrez e dama.

terça-feira, 29 de março de 2011

Má higiene bucal ameaça o coração, revela pesquisa


Um sorriso bem cuidado pode ser sinônimo de coração saudável. Essa relação é pesquisada há mais de 20 anos,mas só agora foi possível medir os efeitos da escovação diária.

Um estudo populacional feito na Escócia mostrou uma forte associação entre a pouca frequência da escovação e o aparecimento de doenças cardiovasculares. As pessoas que escovavam os dentes menos de duas vezes por dia apresentaram 70% mais chances de sofrer infarto do miocárdio, segundo pesquisadores da University College London (UCL), que analisaram o estilo de vida de mais de 11 mil pessoas — monitorando fatores como higiene, hábitos de consumo (como tabagismo) e a prática ou não de exercícios físicos. A média de idade dos entrevistados era de 50 anos. A análise foi baseada na quantidade de visitas ao dentista, no número de escovações por dia, em detalhes sobre pressão arterial e o histórico de doenças cardíacas nas famílias.

Com o cruzamento dos dados, descobriu-se que somente seis em cada 10 pessoas visitavam o dentista a cada seis meses e que 71% escovavam os dentes ao menos duas vezes por dia. Em um período de oito anos, 555 participantes que mantinham os piores hábitos de higiene bucal tiveram sérias doenças cardiovasculares. Destses, 170 morreram. O principal diagnóstico, em 74% dos casos, era de doença coronariana. Foi isso que fez os investigadores identificarem a associação entre a falta de escovação com os problemas cardíacos.

Um dos pesquisadores é o brasileiro César de Oliveira, que mora em Londres desde 1996. Lá, ele cursou mestrado, doutorado e pós-doutorado na University College London, onde realizou o estudo com Richard Watt e Mark Hammer. Em entrevista ao Estado de Minas, Oliveira explicou como a má escovação influencia no aparecimento de doenças do coração. “As pessoas que escovam os dentes com menos frequência apresentaram mais inflamação gengival, devido ao acúmulo de placa bacteriana, e, consequentemente, o desenvolvimento da doenca periodontal (infecção oral crônica)”, conta. O problema é que esse quadro inflamatório bucal crônico é prolongado, e muitas vezes, não é tratado. Isso, então, contribui para um aumento da inflamação sistêmica e afeta a condição cardiovascular.

De acordo com o pesquisador brasileiro, há duas teorias sobre como uma inflamação localizada — no caso, a doença periodontal — afetaria a saúde sistêmica. A primeira é “a entrada na corrente sanguínea das bactérias causadoras da doença periodontal e de seus produtos tóxicos por meio de áreas de ulceração do epitélio gengival”. O resultado é uma resposta do sistema imunológico que produz inflamação.

“A segunda teoria de como uma inflamação pode afetar a saúde sistêmica se trata da entrada na corrente sanguínea dos mediadores inflamatórios produzidos na bolsa periodontal (o espaço entre a gengiva e os dentes)”, esclarece Oliveira.

O dentista Emílio Barbosa ressalta a importância da associação feita pelos pesquisadores. “O corpo é integrado, não dá para pensar que, se ocorrer algo na boca, isso vai ficar só lá. É necessário pararmos de agir setorialmente”, alerta Barbosa. “A gente realmente tem que considerar a questão do fumo, do estresse, do diabetes e da obesidade. Tudo está relacionado com a saúde bucal de alguma forma.”

Para o cardiologista do Hospital do Coração do Brasil André Medina, é importante que se leve em conta outros fatores, além da escovação dos dentes. “A gente também tem que considerar a pressão, o diabetes, o tabagismo, o nível de atividade física e o colesterol de cada pessoa”, diz.

Exemplo está em casa

A saúde foi prioridade na criação do filho da dona de casa Mara Queiroz. “Sempre tive a preocupação com a higiene e em levar uma vida saudável, fazer exercícios e comer algo mais natural”, diz. O estudante Flávio Silva, de 22 anos, filho de Mara, acredita que aprendeu a levar uma vida saudável a partir do que viu em casa. “Estou acostumado a prestar atenção no cuidado com os dentes. Foi algo que meus pais passaram para mim e, por isso, criei a mania de escovar bem e de visitar o dentista regularmente”, destaca Flávio. Os cuidados redobraram quando ele descobriu a primeira e única cárie: “Foi quando comecei a faculdade e dei uma relaxada. Agora, presto ainda mais atenção nisso”. Toda a família tem o costume de ir ao dentista pelo menos uma vez ao ano, além de praticar exercícios e caprichar na alimentação.

O médico André Medina avalia que ainda é cedo para confirmar o resultado da pesquisa escocesa e que mais estudos são necessários. “Apesar disso, pode-se olhar com mais carinho para essa nova descoberta e cuidar mais do paciente”. O pesquisador brasileiro César Oliveira defende a realização de mais estudos. “Meu estudo foi capaz de consolidar uma associação. Ainda existe a necessidade de procedimentos como testes clínicos para se estabelecer definitivamente a causalidade: higiene oral precária/inflamação gengival e doença cardíaca. Entretanto, a associação é bastante forte e estudos anteriores confirmam meus resultados.”

Dados

Na última assembleia geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) a recomendação foi integrar as medidas preventivas de saúde bucal e geral

A doença periodontal afeta até 50% da população no mundo

De acordo com a Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar (Pnad) de 2008, do IBGE, 11,7% dos brasileiros nunca tinham visitado um dentista. Isso significa um total aproximado de 22,1 milhões de pessoas.

Fonte: Estado de Minas

domingo, 27 de março de 2011

A falta de espaços esportivos em Itabaiana

Atualmente não há dúvida da importância da prática esportiva, seja ela na escola ou na comunidade. Para que ela ocorra há necessidade de espaços esportivos adequados para os alunos e a população, principalmente para as crianças e os jovens.

Infelizmente em Itabaiana há poucos espaços esportivos públicos e os que já existem estão em péssimo estado de conservação, precisando urgentemente de reformas ou até a construção de outros que venham a beneficiar os bairros e povoados mais importantes do município, com destinação ao lazer e a prática esportiva pela população.

Na década de 60, os espaços esportivos que existiam eram: o Estádio Etelvino Mendonça da AOI, atualmente o Módulo Esportivo; a Quadra do GLEI, que no local foi construída uma loja comercial e que desenvolvia a prática do futsal; as duas quadras de cimento do CEMB que serviam para os alunos da instituição, que foi construído no local o Ginásio Esportivo Miltão; e os campos de pelada, principalmente o do Cantagalo, hoje Praça da Juventude e o 13 de Maio, atualmente a Praça de Eventos ao lado do Estádio de Presidente Médici, utilizado principalmente pelo futebol profissional.

Em 1977, o Governo do Estado inaugurou o Módulo Esportivo. Este possuía duas quadras de cimento, um campo de futebol e uma pista de atletismo que serviu durante quase 20 anos para as aulas de educação física das escolas estaduais, principalmente ao Murilo Braga. Entretanto, as quadras não mais existem e se a população quiser jogar futebol tem que pagar. A pista de atletismo está aberta ao povo para as caminhadas.

Em 1987, a AOI construiu a Vila Olímpica José Queiroz da Costa com uma quadra coberta e outra de cimento, um campo de pelada e uma piscina, que foi utilizada nas aulas de natação pelos alunos do CEMB. Atualmente os espaços não estão sendo utilizados pelos sócios e muito menos pela comunidade.

Em meados da década de 90 a Prefeitura Municipal inaugurou a Praça de Eventos e nela foi construída uma quadra poli esportiva e um campo soçaite, mas com o passar dos tempos e das festas ali realizadas, estes espaços esportivos foram extintos e a população ficou sem eles para a prática esportiva.

Em 1994, o Governo do Estado inaugurou o Ginásio de Esportes do Murilo Braga, uma conquista dos estudantes e dos professores que consagraram o esporte do Colégio nos Jogos da Primavera por duas décadas. Mas, infelizmente, já faz quase um ano e meio que o referido ginásio está fechado e sem haver reforma, prejudicando as aulas de educação física que são realizadas na quadra coberta externa por 3 ou 4 professores no mesmo horário e com centenas de alunos. É inadmissível que o maior colégio estadual e com a história que tem no esporte estudantil, passe por esta situação de descaso da administração pública.

Os clubes sociais que tem suas piscinas e quadras esportivas estão acessíveis para os sócios, convidados ou para quem pague a fim de utilizá-los para a prática esportiva. O ginásio do SESI está aberto para os participantes dos campeonatos promovidos pela instituição ou para quem aluga; a quadra coberta de João de Inácio é particular e só tem acesso também quem paga; o Ginásio do Colégio Dom Bosco é utilizado com as aulas de educação física da escola.

Ao longo dos anos, o Governo do Estado e a Prefeitura Municipal constroem escolas, mas não edifica a sala de aula para a educação física, que é a quadra esportiva. Com isto, a grande maioria das escolas públicas não tem este espaço para o desenvolvimento de suas atividades físicas e promover a saúde física, mental e social dos alunos.

Com a história esportiva que tem Itabaiana através do basquete, futsal, futebol, handebol, voleibol e demais esportes, o nosso município já deveria ter um ginásio esportivo para servir a população há muito tempo atrás, construído pela prefeitura ou pelo Governo do Estado, tanto faz, porque a maioria dos municípios sergipanos já tem, sem ter a mesma tradição do esporte itabaianense.

Os estudantes clamam pela construção de quadra esportiva nas escolas e a população, por campos de peladas, campos soçiates e quadras esportivas nos bairros e povoados, e também por competições municipais.

De vez em quando escuto algumas autoridades perguntando o porquê de ter tantos jovens usando droga, álcool, fumo e entrando na marginalidade, a resposta é simples, a falta de lazer e esporte em suas vidas para poder ocupar os horários ociosos e ensinar-lhes valores morais e sociais como: respeito, disciplina, responsabilidade, justiça, honestidade e amor ao próximo.

Por Professor José Costa


sexta-feira, 25 de março de 2011

A importância da música nas escolas

A educação física desenvolve o físico enquanto a música desenvolve a mente, equilibra as emoções proporcionando paz de espírito, na qual o indivíduo pode melhor concentrar em qualquer campo de pesquisa e do pensamento filosófico.

Aulas de música na infância realmente desenvolvem o cérebro. Pesquisadores alemães descobriram que a área do cérebro utilizada para analisar tons musicais é, em média 25% maior nos músicos. Quanto mais cedo começar o treino musical maior a área do cérebro desenvolvida. Depois de aprenderem as notas musicais e divisões rítmicas os estudantes de música tiveram notas 100% maiores que seus companheiros que tiveram aulas de frações pelos métodos tradicionais.

A Universidade da Califórnia em Irvine descobriu que após seis meses tendo aulas de piano, crianças pré-escolares tiveram desempenho 34% melhor em testes de raciocínio tempero-espacial que aquelas que não tiveram, nenhum treino ou aquelas que tiveram aulas de informática.

Pesquisadores acreditam que a música é uma forma superior de ensinar os estudantes primários o conceito de frações. Crianças que estudam música saem-se melhor na escola e na vida, normalmente recebem notas mais altas nos testes de aptidão escolar.

Alunos adolescentes, em colégios com regime de internato, que estudaram música obtiveram 52 pontos mais na parte verbal de seus testes de aptidão escolar e 37 pontos a mais em matemática (89 pontos combinados) que aqueles sem instrução em música.

Platão disse uma vez que a música é “um instrumento educacional mais potente do que qualquer outro”. Agora os cientistas sabem por quê. A música, eles acreditam, treina o cérebro para formas superiores de raciocínio.

Na mesma universidade, estudaram o poder da música observando dois grupos de crianças em idade pré-escolar. Um grupo teve lições de piano e ]cantava diariamente no coro. Após oito meses, as crianças musicadas, de três anos de idade eram experts no domínio de quebra-cabeças, atingindo desempenho 80% superior ao que seus colegas conseguiram em inteligência espacial – habilidade de visualizar o mundo acuradamente.

No tempo do grande compositor Heitor Villa-Lobos foi introduzida na grade curricular a disciplina de música nas escolas do Brasil. Naquele tempo as crianças cantavam e formavam o Grande Coral apresentando-se em estádios de futebol, centros de convenções e outros especialmente em datas cívicas. Por motivos alheios aos mestres da música, tal disciplina foi mudada para Educação Artística, matéria com várias artes incluindo a música.

Assim a música foi ficando de lado, pois, a maioria dos professores com pouco ou nenhum conhecimento de música, contribuído para a extinção do departamento de música nas escolas e colégios.

O que aconteceu? O rendimento escolar caiu e o problema de disciplina e de drogas nas escolas aumentou. Segundo um estudo conduzido na Universidade do Texas, alunos de música em idade escolar têm menos problemas com álcool e drogas, são emocionalmente mais saudáveis e se concentram melhor que seus colegas não músicos.

Vendo toda a problemática acima descrita percebemos que já é hora de entendermos a importância da música nas escolas.

Autor desconhecido