domingo, 5 de julho de 2020

Cuidado com o excesso de carboidratos e saiba o que são antinutrientes


O artigo O consumo de carboidratos refinados, destaca que o consumo de carboidratos em excesso, está relacionado ao maior risco de depressão e que de acordo com estudo publicado no American Journal of Clinical Nutrition (Jornal Americano de Nutrição Clínica), uma dieta rica em carboidratos refinados poderia levar a um maior risco do desenvolvimento da depressão em mulheres após a menopausa. O aumento nos níveis de insulina com o intuito de regular os níveis de açúcar no sangue, faria com que a resposta fosse alterações de humor, sensação de fadiga e sintomas de depressão.

A educadora física e Health Coach, Raquel Quartiero, esclarece que cada pessoa com suas singularidades (idade, sexo, predisposição genética), tem uma quantidade de carboidrato a se comer e por isso, não se pode dar uma “dica” universal", já que cada pessoa tem uma necessidade, que precisa ser avaliada por um médico e por um nutricionista.

A coach alerta que a alta de insulina no sangue devido ao aumento glicêmico leva ao aumento de peso corporal, por isso, é impossível emagrecer consumindo excesso de carboidrato: “Carboidrato na hora errada e na quantidade errada nos faz engordar. Assim como existem gorduras que nos fazem emagrecer e existem carboidratos que nos fazem engordar”.

Antinutrientes: compreenda sobre o que são

De acordo com o estudo Antinutrientes na Alimentação Humana, antinutrientes são compostos que podem ser produzidos pelas próprias plantas, conhecidos como não essenciais. Esses compostos são produzidos como uma resposta a agressões externas que comprometem o seu desenvolvimento, alguns destes compostos gerados são tóxicos e reduzem o valor nutricional dos alimentos, o que torna um nutriente essencial em não disponível ou não digerível.

A educadora física esclarece que as gorduras saturadas já foram muito condenadas na alimentação e que hoje podem ser compreendidas como neutras, já que dependem da combinação na dieta com outros alimentos.

Já a gordura trans, é uma gordura capaz de gerar várias doenças, já que produzem os radicais livres (estresse oxidativo) ou seja, o enferrujamento interno:

“Esse processo ocorre seja pela alimentação, pelo excesso em muitos casos de atividade física, pela poluição. Os radicais livres fazem com que tenhamos um equilíbrio fisiológico, mas precisa estar em nível equilibrado.”

A coach destaca que o consumo exagerado de açúcar refinado é um dos fatores que mais produzem radicais livres no corpo, já que o açúcar é inflamatório e antinutriente. A farinha de trigo branca também representa um antinutriente, além de se tratar de um alimento consumido em excesso: “As pessoas em sua maioria, não consomem no dia a dia na dieta, outros tipos de farinha, seja nas massas, nos biscoitos, nos diversos alimentos produzidos a partir da farinha”. A especialista acrescenta que hoje o trigo que se come é transgênico, modificado geneticamente e que não houveram testes o bastante para saber se é saudável ou não esse consumo, embora em prática saiba-se que o consumo exagerado não produz bons resultados na saúde.

“O sal refinado também é um antinutriente, o ideal seria substituir o sal refinado pelos sais integrais (sal marinho, sal do Himalaia, flor de sal, sal negro, entre outros), prefira os sais integrais, que possuam alguns nutrientes como vitaminas e minerais em sua composição”, orienta a educadora física.

A Health Coach também explica que a relação desequilibrada entre os ômegas 3 e 6 também pode se transformar em antinutriente, isso porque o ômega-6 em excesso produz inflamação no organismo e o ômega-3 é um anti-inflamatório natural, sendo assim, se a relação desses nutrientes estiver em desequilíbrio (excesso de ômega-6) a pessoa se torna mais inflamada.

A dica da especialista é que a pessoa utilize farinhas integrais além da farinha branca (farinha de arroz, farinha de milho, farinha de aveia, farinha de grão-de-bico, entre outras). O sal utilizado deve ser o integral. Os ovos devem ser consumidos equilibradamente na dieta pela riqueza em vitaminas e minerais e por representar fonte protéica de alta qualidade. Os carboidratos de baixa carga glicêmica devem fazer parte da dieta em quantidade equilibrada (inhame, batata doce, mandioquinha, arroz integral, quinoa, grão de bico, entre outros):

“A quinoa é um superalimento, é como se fosse a junção do arroz e feijão, é um alimento de baixa carga glicêmica, isto é, impede que os níveis de glicose se mantenham desequilibrados, e ao mesmo tempo possui todos os aminoácidos essenciais (que se transformam em proteínas).”

A educadora física também alerta que a melhor opção de hidratação do corpo é a água e se houver fome entre as refeições, a melhor opção é uma fruta. Além disso, a especialista explica que o suco não é o mais indicado pela alto valor glicêmico, já que quando é preparado possui apenas a frutose e glicose, pois os nutrientes perdem-se em pouquíssimo tempo.

“Aumentem a quantidade de ômega-3 no dia a dia, é uma gordura importante anti-inflamatória, por isso, consuma mais: óleo de coco, óleo de linhaça, óleo de oliva, sementes oleaginosas, água de coco, entre outros. Aumente a ingestão desse tipo de gordura que também ajudará no emagrecimento e são fundamentais para o aumento dos níveis de HDL (bom colesterol) no sangue.”

A coach destaca que um nível saudável de colesterol é importante para a produção de importantes hormônios no organismo, que manterão o bom funcionamento do corpo: “Se manter magro, por exemplo, depende também da quantidade equilibrada do hormônio testosterona no organismo”.

Fonte: https://www.saredrogarias.com.br/noticias/cuidado-com-o-excesso-de-carboidratos - Raquel Quartiero – Educadora Física (Health Coach)

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